segunda-feira, 31 de outubro de 2016

1954: Início da guerra de independência da Argélia

No dia 31 de outubro de 1954, começou a guerra pela independência na Argélia. A luta contra as tropas de ocupação da França durou sete anos e causou a morte de mais de 260 mil pessoas.
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Ahmed Ben Bella, após sair da prisão em 1956
Os primeiros disparos foram ouvidos na noite de 31 de outubro para 1º de novembro de 1954. Jovens argelinos, integrantes da até então desconhecida FLN (Frente de Libertação Nacional), iniciavam assim a luta para acabar com o domínio francês, que começara através da invasão do norte da África em 5 de julho de 1830, consolidando-se nos 17 anos seguintes. Num panfleto, os rebeldes conclamavam à criação de um Estado independente na Argélia, cujo sistema social deveria ser uma mescla de social-democracia e islamismo e que garantisse também direitos iguais a todos os cidadãos.
Sempre existira insatisfação popular quanto ao domínio francês na Argélia, pois uma minoria europeia imperava sobre a maioria do povo argelino, constituído de árabes e berberes. No decorrer dos anos, os franceses começaram a tratar a colônia norte-africana como se fosse uma parte do território da França e os argelinos, como estrangeiros no próprio país. Foram feitas inúmeras tentativas de impor a igualdade de direitos entre europeus e muçulmanos, mas sempre sem êxito duradouro.
Por exemplo, no ano de 1947. A Assembleia Nacional, em Paris, aprovou um estatuto para a Argélia, no qual a colônia foi definida como "um grupo de províncias com caráter urbano, autonomia financeira e uma organização especial". O que isto significava ficou claro na constituição do Parlamento argelino: divididos em dois grupos numericamente iguais, os 120 deputados representavam, de um lado, os 370 mil colonizadores europeus e os 60 mil argelinos assimilados e, do outro, a grande maioria de cerca de 1,3 milhão de árabes e berberes.
Concessões
Mas foram introduzidas também algumas concessões aos muçulmanos argelinos: eles podiam viajar à França em busca de trabalho e, lá, podiam professar livremente a sua religião. Além disto, foi permitido oficialmente o ensino do idioma árabe na Argélia.
O documento não conseguia ocultar que teria prosseguimento a discriminação da população da Argélia e isto ficava ainda mais claro no dia a dia argelino. A insatisfação crescia. Tanto mais quanto maior o número de países árabes a se livrarem do jugo dos europeus e a conquistarem sua independência nacional.
A resistência começou a aparecer paulatina e cautelosamente. Um primeiro sinal de alarme para os franceses ocorreu em 1950, com um assalto ao correio central de Oran, comandado por Ahmed Ben Bella. O líder rebelde argelino tinha servido no Exército francês durante a Segunda Guerra Mundial, como muitos dos seus compatriotas, tendo sido altamente condecorado pelas suas ações nos campos de batalha da Itália. Ben Bella transformou-se na figura símbolo da luta argelina de libertação e foi, posteriormente, o primeiro chefe de governo da Argélia independente.
Inicialmente, porém, a repressão francesa da rebelião ficava a cada dia mais cruel. Depois dos primeiros disparos de 31 de outubro de 1954, milhares de argelinos foram presos. A maioria deles nada tinha a ver com a FLN e sua luta. Os franceses continuaram cometendo os mesmos erros: as tentativas de concessões aos argelinos sempre foram muito modestas e vieram tarde demais.
Ódio
Mas todas as manifestações antifrancesas eram punidas com extremo rigor. Com isto, o ódio dos argelinos tornou-se sempre mais profundo, chegando ao auge quando o Exército francês na Argélia foi reforçado com 500 mil homens. Isto – e a pressão da FLN sobre muçulmanos hesitantes – consolidou a frente da rebelião.
A situação ficou ainda mais tensa quando a Tunísia e o Marrocos conquistaram a independência, mas a França continuava enviando os líderes argelinos para a prisão. Houve massacres dos dois lados e, muitas vezes, a iniciativa partia dos próprios colonizadores franceses, apelidados de pieds noirs ("pés negros"), que temiam que o governo parisiense acabasse abrindo mão da Argélia. Os colonizadores rebelaram-se duas vezes, mas acabaram não podendo impedir que ocorresse aquilo que temiam.
Na França, a rebelião argelina acabou levando Charles de Gaulle de volta ao poder: em 1958, ele decretou maiores direitos para os cidadãos muçulmanos da Argélia e, um ano depois, já falava do direito da Argélia à autodeterminação. O resto foi uma questão de tempo: a França iniciou as negociações com a FLN em 1961, depois que seus líderes foram libertados das prisões.
Na primavera europeia de 1962, foi acertado um plebiscito, realizado a 1º de julho. Seis milhões de argelinos votaram a favor da independência e apenas 16 mil foram contrários a ela. Em seguida, os políticos argelinos assumiram o poder em Argel e a maioria dos europeus deixou o país.
  • Autoria Peter Philipp (am)
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Resultado - Ação entre amigos






GANHADORES DA AÇÃO ENTRE AMIGOS

COM LIVROS E REVISTAS DE HISTÓRIA



Prêmio 1: Kit de Livros Ganhadora: Larissa Henrique.

Prêmio 2: Kit de Livros: Ganhadora: Verônica Azambuja

Prêmio 3: Kit de Livros: Ganhador: Jefferson Sabino

Prêmio 4: Kit de Livros: Ganhadora: Andréia Piccoli

Prêmio 5: Kit de Livros: Ganhadora Thainã Sinara Simões

Prêmio 6: Kit de Livros: Ganhadora: Angélica Balzan

Prêmio 7: Livros:Ganhador: Alberto

Prêmio 8: Livros: Ganhador: Renan Lopes

Prêmio 9: Livros:Ganhadora: Luciane Maldaner

Prêmio 10: Livro:Ganhador: Jonas Balzan

Prêmio 11: Livro:Ganhadora: Veronica Azambuja

Prêmio 12: Livro:Ganhadora: Isadora Barbosa

Prêmio 13: Livro:Ganhador: Frederico

Prêmio 14: Livro:Ganhadora: Debora Bueno

Prêmio 15: Livro:Ganhador: Leonardo Martinelli.

domingo, 30 de outubro de 2016

1956: Israel ocupa o Sinai

Em 29 de outubro de 1956, tropas de Israel atravessaram a fronteira do Egito e ocuparam a Península do Sinai, com o objetivo de reconquistar o controle sobre o Canal de Suez.
Flash-Galerie Historische Nahostgespräche 1967 Sechstagekrieg Israelis auf dem Sinai (AP)
Em pouco menos de uma semana de combates, as tropas israelenses, por meio de paraquedistas, unidades de tanques e com o apoio da Força Aérea, avançaram e conquistaram grande parte da Península do Sinai.
Pararam apenas a dez milhas do Canal de Suez, conforme haviam pedido os britânicos e franceses, que apoiaram Israel na invasão, ocorrida em 29 de outubro de 1956.
França e Reino Unido não aceitavam a estatização do canal, feita pelo carismático líder egípcio Gamal Abdel Nasser. Era a intenção de Paris e de Londres reconquistá-lo e, além disso, a França pretendia vingar o apoio do Egito aos rebeldes na Argélia.
Por seu lado, o fundador de Israel e chefe de governo, David Ben Gurion, queria demonstrar o potencial de seu país, criado oito anos antes.
O Egito proibia a passagem de navios de Israel pelo Estreito de Tiran e pelo Canal de Suez. Além disso, o país havia fechado um pacto militar com a Síria e a Jordânia. Ao mesmo tempo, escalava o conflito ao longo da fronteira entre Israel e Egito, principalmente na Faixa de Gaza.
Moscou ameaçou intervir em favor do Egito, enquanto a ONU fez um apelo não só pelo cessar-fogo, mas também pediu a retirada dos agressores israelenses da Península do Sinai. A saída foi concluída em janeiro de 1957. Em março, a ONU estacionou uma tropa especial ao longo da linha de cessar-fogo.
Israel continuou não podendo usar o Canal de Suez, mas acabaram os conflitos além-fronteira. e os israelenses conseguiram um acesso ao porto de Eilat, no Mar Vermelho.
Esta situação perdurou até 1967, quando o presidente Nasser exigiu a retirada das tropas da ONU e fechou o Estreito de Tiran, provocando a Guerra dos Seis Dias.
  • Autoria Peter Philipp (rw)
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8a. Copa Simón Bolívar - Resultados

CONFRONTOS

CHAVE A
CHAVE B
CHAVE C
1 - Clube Atlético Feudal
2 - Estudiantes das Grotas
3 - Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
4 - Os Ganinzé do Prata

5- Federação Artiguista de Futebol Platino
6 - Lacedemônios FC
7- Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
8- Templários da Farinha

Las Pin Ups
Filhas da Mafalda


JOGOS
Clube Atlético Feudal
0
X
2
Estudiantes das Grotas
Federação Artiguista de Futebol Platino
0
X
0
Lacedemônios FC
Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
0
X
0
Os Ganinzé do Prata
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
3
X
0
Templários da Farinha
Clube Atlético Feudal
0
X
0
Os Ganinzé do Prata
Federação Artiguista de Futebol Platino
1
X
0
Templários da Farinha
Estudiantes das Grotas
1
X
1
Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
Lacedemônios FC
0
X
1
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
Clube Atlético Feudal
1
X
0
Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
Federação Artiguista de Futebol Platino
1
X
1
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
Estudiantes das Grotas
0
X
0
Os Ganinzé do Prata
Lacedemônios FC
0
X
1
Templários da Farinha

CHAVE C
Las Pin Ups
1
X
1
Filhas de Mafalda

SEMIFINAIS


Estudiantes das Grotas
0
X
2
Federação Artiguista de Futebol Platino
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
3
X
0
Clube Atlético Feudal

CHAVE C
Filhas de Mafalda
0
X
1
Las Pin Ups

FINAL (Pênaltis)
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada

4
X

3
Federação Artiguista de Futebol Platino




quinta-feira, 27 de outubro de 2016

1966: África do Sul perde o protetorado da Namíbia

No dia 27 de outubro de 1966, as Nações Unidas cassaram da África do Sul o mandato sobre o atual território da Namíbia.
Namibia Windhoek Stadtansicht (Imago/F. Stark)
A resolução nº 2145, aprovada pela Assembleia Geral da ONU no ano de 1966, revogava o mandato de protetorado da África do Sul sobre o Sudoeste Africano (hoje, Namíbia). Em Pretória, o governo sul-africano ignorou, no entanto, esta decisão.
A Namíbia, antiga colônia alemã, era muito cobiçada em função de seu vasto potencial econômico. "O país é o maior produtor de diamantes do mundo, além de possuir cobre, prata, zinco e ainda urânio", explicou o comissário da ONU, Sean McBride.
A riqueza da Namíbia foi provavelmente uma das razões pelas quais a África do Sul não quis abrir mão do seu poder sobre o país, após o fim da Segunda Guerra Mundial.
Depois da dissolução da Liga das Nações, o governo sul-africano deveria passar a tutela da região para as Nações Unidas. Embora isso não fosse obrigatório, a África do Sul foi conclamada explicitamente a transferir para a ONU o mandato de protetorado da Namíbia, que tinha sido conferido ao governo de Pretória, em 1920, pela Liga das Nações. O pedido, no entanto, não foi acatado.
Apartheid estendido à Namíbia
A começar pela resolução nº 65, a Assembleia Geral da ONU renovou o apelo quase todos os anos. Em 1959, foi constatado "que a administração do território tem sido conduzida de forma cada vez mais contrária à Carta da ONU, à Declaração Universal dos Direitos do Homem, aos pareceres dos tribunais internacionais e à resolução da própria Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas".
A África do Sul havia começado a implantar suas leis do apartheid também na Namíbia, o que provocou uma série de violações dos direitos humanos na região. Em 1960, a Etiópia e a Libéria, Estados africanos independentes, entraram com uma ação contra a África do Sul, que foi então obrigada a responder perante o Tribunal Internacional de Haia, na Holanda, pela violação dos estatutos de tutela do Sudoeste Africano.
As tribos da Namíbia depositaram grandes esperanças no processo. David Witbooi apresentou em Haia as principais questões colocadas pelo povo namíbio: "Nós nascemos sob essa prisão infindável. Será que devemos passar nossa vida sob esse domínio e simplesmente fechar nossos olhos? Será que somos uma geração amaldiçoada porque nossos líderes lutam pela liberdade do seu povo, da sua nação?"
Tutela direta da ONU
A sentença do Tribunal foi proferida somente seis anos mais tarde, em 1966. Para as tribos namíbias, o resultado foi uma amarga decepção. Com a maioria de apenas um voto, o Tribunal Internacional indeferiu a ação por razões formais.
Apesar da sentença proferida em Haia, a Assembleia Geral da ONU exigiu ainda no mesmo ano que os sul-africanos deixassem Namíbia, colocando a região sob a tutela direta das Nações Unidas.
A África do Sul, mais uma vez, não acatou a decisão, deixando no país as suas tropas, que passaram a combater a população local. O movimento namíbio de resistência foi liderado por Sam Nujoma.
Em outubro de 1975, a África do Sul iniciou incursões militares também em Angola, contando com que receberia o apoio de tropas norte-americanas. O Congresso dos EUA vetou, no entanto, o apoio do país a qualquer das partes em conflito. Com isso, a África do Sul acabou isolada no cenário político mundial.
A exigência do comissário da ONU, Sean McBride, era clara: "Usar a Namíbia como base militar para ataques a Angola é absolutamente inaceitável. A África do Sul tem que retirar as suas tropas de Angola e da Namíbia". Essa exigência só foi cumprida no início da década de 1980.
  • Autoria Daniela Ziemann (sv)
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Confrontos da 8a. Copa Simón Bolívar


CHAVE A
1 - Clube Atlético Feudal
2 - Estudiantes das Grotas
3 - Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
4 - Os Ganinzé do Prata

CHAVE B
5- Federação Artiguista de Futebol Platino
6 - Lacedemônios FC
7- Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
8- Templários da Farinha


CHAVE C
Las Pin Ups
Filhas da Mafalda

CONFRONTOS

CHAVE A
CHAVE B
CHAVE C
1 - Clube Atlético Feudal
2 - Estudiantes das Grotas
3 - Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
4 - Os Ganinzé do Prata

5- Federação Artiguista de Futebol Platino
6 - Lacedemônios FC
7- Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
8- Templários da Farinha

1- Las Pin Ups
2- Filhas da Mafalda


JOGOS
(iniciando as 14 horas - jogos de 10 minutos)

1
Clube Atlético Feudal
X
Estudiantes das Grotas
2
5
Federação Artiguista de Futebol Platino
X
Lacedemônios FC
6
3
Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
X
Os Ganinzé do Prata
4
7
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
X
Templários da Farinha
8
1
Clube Atlético Feudal
X
Os Ganinzé do Prata
4
5
Federação Artiguista de Futebol Platino
X
Templários da Farinha
8
2
Estudiantes das Grotas
X
Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
3
6
Lacedemônios FC
X
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
7
1
Clube Atlético Feudal
X
Visigodos: Carne, Álcool e Futebol
3
5
Federação Artiguista de Futebol Platino
X
Sepé Tiaraju Futebol e Caçada
7
2
Estudiantes das Grotas
X
Os Ganinzé do Prata
4
6
Lacedemônios FC
X
Templários da Farinha
8

CHAVE C 1
1
Las Pin Ups
X
Filhas de Mafalda
2

SEMIFINAIS
  (jogos de 15 minutos - se houver fôlego :-P)
1º. A

X

2º. B
1º. B

X

2º. A

CHAVE C 2
2
Filhas de Mafalda
X
Las Pin Ups
1

FINAL

X