sábado, 30 de julho de 2016

1980: Israel anexa Jerusalém Oriental

No dia 30 de julho de 1980, a Knesset aprovava uma lei anexando Jerusalém Oriental ao território israelense. A medida, uma reação nacionalista à devolução do Sinai ao Egito, bloqueou o processo de paz no Oriente Médio.
Protesto palestino no centro histórico de Jerusalém
"Essa é uma questão essencial para a existência e a identidade dos palestinos como um todo. Fisicamente, Jerusalém está situada no coração da Palestina; é um elo geográfico, mas também histórico, entre seu passado e o futuro", diz a líder política Hanan Ashrawi.
Jerusalém é o principal foco do conflito entre israelenses e palestinos, judeus e muçulmanos. A "cidade santa" é um microcosmo da guerra no Oriente Médio. Enquanto não for definido o destino de Jerusalém, provavelmente não haverá solução para o conflito. Não há perspectiva de paz, porque tanto os palestinos quantos os judeus ressaltam o papel central da cidade em sua vida e em seu pensamento.
"Para nós, nunca houve cidade substituta ou alternativa para Jerusalém. Nunca em nossa história. E eu não falo de 1.300 anos; falo de 4 mil anos", diz o rabino Lau. Desses 4 mil anos, as últimas décadas podem ter sido decisivas para a história da cidade, que se confunde com a história de Israel.
Partilha de Jerusalém
Às vésperas do fim do mandato britânico, em maio de 1948, os líderes judeus proclamaram o Estado de Israel. Países árabes (Egito, Iraque, Síria e Jordânia) enviaram tropas para impedir a criação do país. A guerra terminou em janeiro de 1949, com a vitória de Israel, que, no entanto, teve de partilhar Jerusalém com a Jordânia.
Em 5 de junho de 1967, forças israelenses lançaram um ataque preventivo contra o Egito, a Síria e a Jordânia, que preparavam uma nova guerra contra Israel. A Guerra dos Seis Dias terminou em 10 de junho, com a vitória de Israel, que conquistou o Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã, e revogou a partilha de Jerusalém.
Desde então, o governo israelense reivindica todo o território da cidade. Em 1980, deu contornos concretos a essa reivindicação, anexando Jerusalém Oriental. Isso amarrou as mãos até mesmo de israelenses moderados, que estavam dispostos a fazer concessões aos palestinos.
Begin e o acordo de paz
Em 1979, um ano após a assinatura dos tratados de Camp David, Israel firmou um acordo de paz com o Egito – o primeiro com um país árabe. A decisão surpreendeu a comunidade internacional, visto que nessa época o governo israelense era liderado por Menachem Begin. Representante máximo da ala nacionalista, Begin sempre fora contra a devolução dos territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias, mas acabou devolvendo toda a península do Sinai ao Egito.
Begin mudou sua posição para não desperdiçar a primeira chance de um acordo de paz. Mas nem todos seus correligionários entenderam esse passo. A direitista Geula Cohen, por exemplo, argumentava que "uma vez aplicado ao Egito o princípio da paz em troca de terra, não seria possível ignorá-lo em relação a Jordânia, Síria e Jerusalém Oriental". Foi dela o projeto de lei aprovado em 30 de julho de 1980 pela Knesset (o Parlamento israelense), oficializando a anexação de Jerusalém Oriental.
Segundo Geula Cohen, somente através da anexação Israel poderia garantir que a parte leste da cidade (habitada por árabes) fosse excluída das futuras negociações de paz. Ela sabia que um voto contra a Lei de Jerusalém teria consequências fatais para a carreira de qualquer parlamentar com aspirações de continuar na política.
Nó da questão
A lei foi rapidamente aprovada, mas ela toca num assunto que causa polêmica há muitos anos. De acordo com uma resolução das Nações Unidas, a cidade deveria ter sido internacionalizada em 1947.
A primeira tentativa realmente séria de negociar um acordo que garantisse direitos semelhantes a israelenses e palestinos fracassou no governo de Ehud Barak. Segundo Kollek, a coexistência de "duas capitais numa cidade é algo impossível. Tem-se duas linhas alfandegárias e duas polícias. Já vivemos numa cidade dividida e isso não foi nada agradável. Não foi bom nem para a cidade nem para os habitantes".

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Espaços de devoção, religiosidade e patrimônio são tema da próxima edição do Momento Patrimônio


A UPFTV exibe, nesta sexta-feira, 29 de julho, o quarto programa da 5ª Temporada do Momento Patrimônio, que mostra o patrimônio em diferentes partes da região Sul do Brasil. O tema desta edição é “Espaços de devoção, religiosidade e patrimônio”. O programa vai ao ar a partir das 21h.
O programa, mediado pela professora do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), Ironita Policarpo Machado, contará ainda com a participação da professora do PPGH Gizele Zanotto e da professora do curso de História do Centro Universitário Francisco de Santa Maria, Roselaine Casanova Corrêa.
O Momento Patrimônio é vinculado ao Centro de Cultura Memória e Patrimônio da UPF e é coordenado pelo PPGH. Um dos principais objetivos do programa é conscientizar a população sobre a importância do patrimônio histórico, cultural e natural de Passo Fundo e região.
UPFTV
O programa será reprisado no sábado (30/07), às 20h30min, e no domingo (31/07), às 18h30min. A UPFTV pode ser sintonizada pelos canais 4 da TV aberta ou 14 da Net.
 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

1858: Impressões digitais usadas pela primeira vez para identificação

Em 28 de julho de 1858, impressões digitais foram usadas pela primeira vez para fins de identificação por um funcionário da administração britânica. Mas a polícia só incorporaria o método em investigações 31 anos depois.
Desenho na pele de cada polegar é único
Toda semana, sir William Herschel, que trabalhava na administração civil inglesa em Calcutá, fazia o pagamento dos funcionários indianos. E toda vez era a mesma coisa: havia mais gente para receber do que o número real de empregados. William não conseguia diferenciar as pessoas nem pelo nome e muito menos pela aparência: todas lhe pareciam iguais.
Até que, por fim, ele teve uma brilhante ideia: arquivou a impressão digital de cada um dos empregados. A partir daí, quando eles recebiam o salário, tinham que, além de assinar um papel, deixar a marca dos dedos indicador e médio, para serem comparados à impressão arquivada. A identificação era perfeita e ele nunca mais teve problemas. Sua intenção maior era fazer uma pressão moral e não tanto um apurado trabalho de comparação das digitais.
A ideia não era inédita. Já no século 14, na Pérsia, há registros de papéis oficiais que continham, ao lado da assinatura, uma impressão digital como comprovante de autenticidade. No entanto, ninguém sabia ainda que a digital é uma prova absoluta de individualidade.
Quanto mais impressões digitais Herschel colecionava, mais se convencia de que se tratava de uma identificação única, sem margem de erro. E sua suposição estava certa: todos têm o seu modelo digital próprio e exclusivo. Cada particularidade do desenho da pele das mãos é única, e este modelo não sofre modificações com o passar dos anos, nem é transferido geneticamente. Isto significa que todas as pessoas, incluindo as que já morreram e as que nascerão, podem ser diferenciadas uma das outras através da impressão digital.
Sistema de medição cai em desuso
Nem mesmo uma cicatriz no dedo é capaz de alterar a identificação. A polícia só precisa de uma parte da superfície, seja uma curvatura, um nó ou mesmo um redemoinho das finas linhas do dedo, para realizar o trabalho de investigação.
Contudo, desde a iniciativa de Herschel, em 1858, até o uso da técnica para fins policiais, passaram-se décadas. A polícia usava o método de Alphonse Bertillion, que identificava um suspeito através da medição do antebraço, da coxa, da circunferência do crânio, da distância entre os dois olhos. E, se isso não bastasse, o método previa ainda outros 243 critérios.
Porém, um erro da Justiça aboliu este método. Um homem foi executado como assassino de uma prostituta. Após sua morte, seu advogado apresentou restos de uma xícara de café que havia sido destruída na cabeça da vítima.
Embora o homem executado tivesse enorme semelhança física com o verdadeiro assassino, as impressões digitais nos cacos da xícara comprovaram que seu cliente não poderia ser o autor do crime. Este caso teve tamanha repercussão, que a impressão digital acabou sendo definitivamente adotada pela polícia.
A datiloscopia, como é chamado o sistema de identificação por meio de impressões digitais, foi empregada pela primeira vez na Alemanha em 1903, pelo departamento criminal de Dresden. Por volta de 1914, quase todos os países já utilizavam o sistema.
(jt/ms)

domingo, 24 de julho de 2016

Unesco lança curso online voltado para PROFESSORES com certificação de 40h

O Programa Apoio ao Professor é um programa de extensão universitária para a formação continuada de professores e especialistas em educação de todo o Brasil. Totalmente gratuito, ele oferece cursos de extensão na modalidade a distância para qualquer educador ou educadora do país que busque o aperfeiçoamento e o crescimento profissional.
Diante do alcance e da importância de sua proposta, o programa Apoio ao Professor tem o apoio da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, através de seu Escritório Regional para a América Latina e Caribe e da sua Representação ante o MERCOSUL.
Como primeira iniciativa do programa, o desafio do surgimento de novas tecnologias de comunicação e informação e seus impactos na educação motivou a concepção e elaboração de um curso de atualização sobre o uso dessas novas possibilidades para o ensino médio e fundamental.
Elaborado por uma equipe multidisciplinar que reuniu educadores do Brasil e da Espanha, o curso oferece um delineamento teórico-prático que aborda reflexões sobre o uso de novas tecnologias e os seus impactos na educação. Destaca subsídios para um planejamento pedagógico apoiado no uso das novas ferramentas,  passando pelo seu uso na avaliação escolar e favorecendo o trabalho com habilidades e competências na sala de aula.
Neste mês de maio, está sendo oferecido o curso SOFTWARE EDUCACIONAL, com carga horária de 40 horas e ministrado pela docente  Profa. Denise Canal
Fonte, Formulário de Inscrição e mais informações emhttp://www.apoioaoprofessor.com.br/matricula/

sábado, 23 de julho de 2016

Acadêmico de História da UPF recebe menção honrosa em evento estadual

Entre 18 e 21 de julho foi realizado o XIII Encontro Estadual de História em Santa Cruz do Sul, evento promovido pela seção estadual da Associação Nacional de História (ANPUH). Estudantes e professores da UPF mobilizaram-se para participar do evento em suas várias atividades: mesas redondas, fórum de coordenadores de graduação e de pós-graduação, apresentação de comunicações em simpósios temáticos, apresentação de pôsteres, etc. O grupo da UPF contou com cerca de 30 discentes e docentes ao longo dos quatro dias de evento.

Entre os destaques está a Menção Honrosa na modalidade Pôster de Iniciação Científica no XIII Encontro Estadual de História da ANPUH-RS ao trabalho do acadêmico Alex Antônio Vanin, que apresentou o trabalho "Povoamento, aldeamento e colonização no norte do Rio Grande do Sul - século XIX: um esboço histórico para a compreensão dos atuais conflitos", sob orientação do prof. Dr. João Carlos Tedesco (PPGH/UPF).




quarta-feira, 20 de julho de 2016

Chamada para participação no Clube de História



ATENÇÃO ALUNOS DE HISTÓRIA  - interessados em participar das atividades do Clube de História devem enviar email urgente para gizele@upf.br, indicando nome, email, telefone e proposta de atividade a desenvolver (pode ser enviado 1 email pelo grupo). Uma reunião será posteriormente agendada para organizar os grupos.

As atividades no Colégio são realizadas nas sextas-feiras a tarde!

1979 - Sandinistas derrotam ditadura de Somoza na Nicarágua


Nicarágua sofreu influência do Reino Unido e dos EUA, que interviu diretamente no país forçando criação da Guarda Nacional, cujo comandante se tornou ditador
A FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua) entra em Manágua, capital do país, vence a Guarda Nacional e assume o comando em 19 de julho de 1979, derrotando 45 anos de ditadura somozista. A Junta de Reconstrução Nacional tomou o poder e Tomás Borge, único fundador vivo da FSLN, dirigiu-se ao povo: “Começa agora uma guerra mais difícil. Contra a pobreza, a ignorância, a imoralidade e a destruição do país”.

Wikicommons

Celebração do décimo aniversário do triunfo da Revolução Sandinista, em 1989

Desde o começo do século XX, a economia nicaraguense baseava-se na exportação de produtos primários, em especial o café. Uma oligarquia rural ligada aos partidos Liberal e Conservador dominava o país. Devido a sua posição estratégica e possibilidades econômicas, o país era há muito objeto do interesse dos Estados Unidos.

A primeira intervenção direta norte-americana data de 1855 e a ocupação militar se deu de 1912 a 1925, quando o país passou da esfera de influência do Reino Unido para os EUA e de 1926 a 1933, a pretexto de restaurar a convulsionada ordem interna. Em 1927, pressionada por Washington, a Nicarágua firmou o Pacto del Espino Negro, que condicionava a desocupação à criação de uma Guarda Nacional.
O comando da Guarda foi assumido por Anastácio Somoza García. Três anos depois, em 1936, Somoza deu um golpe de Estado. A fim de consolidar seu poder, buscou sustentação no apoio da Casa Branca, na aliança com a oligarquia local e no controle absoluto da Guarda Nacional e do aparelho estatal.
A Nicarágua passa a viver um relativo crescimento econômico e diversifica a agricultura tradicional com a intensificação da cultura do algodão. Surgem novos setores burgueses nas cidades e no campo, consolida-se o modelo agrário-exportador e intensifica-se a concentração fundiária, com a expulsão dos camponeses de suas terras.

O desenvolvimento capitalista não foi acompanhado pela evolução das instituições do Estado, mantendo-se a ditadura nos moldes oligárquicos tradicionais, com todo um sistema de violências e arbitrariedades. Em 1956, Somoza é assassinado. A presidência passa a ser ocupada pelo filho mais velho, Luis Somoza Debayle, e a Guarda Nacional pelo filho caçula, Anastácio Somoza Debayle.
Em 1972, um terremoto atingiu o país, destruindo quase todo o setor industrial de Manágua, deixando milhares de mortos e feridos. A família Somoza aumenta rapidamente seu patrimônio, lançando mão dos recursos que vinham do exterior para a reconstrução. Aproveitando-se da miséria e do caos econômico, os Somoza adquiriram grande quantidade de propriedades da periferia de Manágua e organizaram empresas imobiliárias e de engenharia, praticamente monopolizando a compra, venda e construção de imóveis.

Surgimento da FSLN

Diante do absoluto predomínio econômico dos Somoza, a oposição burguesa a eles se divide em dois blocos: um, liberal, em torno do diretor do tradicional jornal La Prensa, Chamorro Cardenal, formando a União Democrática de Libertação; o outro, conservador, cria o Movimento Democrático Nicaraguense. Em 1978, Chamorro é assassinado, episódio que teve grande repercussão. As facções resolvem se unir na Frente Ampla de Oposição, para a qual convidaram ainda uma representação da FSLN.

A FSLN tinha sido criada em 1961 por Carlos Fonseca Amador, Carlos Borge e Silvio Mayorga. Com origem em movimentos estudantis dos anos 1940 e 1950 e inspiração na grande resistência popular das décadas de 1920 e 1930 contra a aliança entre a oligarquia nacional e os interesses imperialistas, a FSLN, sob o comando de Augusto César Sandino, travou uma luta de 18 anos contra os Somoza e sua Guarda Nacional.

Após sofrer várias derrotas, garantiram apoio rural e urbano. Nas ações de 1966-67, expropriaram bancos e justiçaram um torturador da Guarda Nacional. Em 1974, invadiram uma festa em homenagem ao embaixador norte-americano e tomaram importantes convidados como reféns, que foram trocados por presos políticos e dinheiro. Em 1978, a FSLN tomou o Palácio Nacional, fazendo cerca de 2 mil reféns, ação que desmoralizou a Guarda Nacional.

No começo de 1979, após seguidas vitórias, deu-se a ofensiva final e Anastácio Somoza teve que fugir do país. Em 19 de julho, as tropas da FSLN ocuparam Manágua, derrocando o Estado oligárquico.
Fonte: Opera Mundi

1944: Atentado de Stauffenberg contra Hitler

Em 20 de julho de 1944, militar liderou um atentado em nome do movimento de resistência ao nazismo, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler ficou apenas ferido na explosão da bomba em seu quartel-general.
O conde Claus Philip Maria Schenk von Stauffenberg é um dos principais personagens da conspiração que culminou no fracassado atentado contra Adolf Hitler em 20 de julho de 1944. Nascido na Suábia em 15 de novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista.
Mas, desde cedo, começou a questionar não só o genocídio de judeus, poloneses, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, em sua opinião "inadequada", de comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.
Em 1942, junto com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-queda de Hitler. Os conspiradores defendiam a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.
Stauffenberg ao lado de seus filhos
Ferimentos na África
Em março de 1942, Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, após o desembarque dos Aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.
Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se ao general Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von Quinheim e Henning von Treskow na conspiração, que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas, na realidade, preparava tudo para o período posterior ao planejado golpe de Estado.
Os planos do atentado que mataria Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contatos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de julho, fracassou.
Explosão causou quatro mortes
Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer "Wolfsschanze", na Prússia Oriental. Com seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu ativar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para entrar na sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos ao lado do ditador. Incomodado pela bolsa, Hitler a colocou mais longe de si. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.
Na capital alemã, os conspiradores comunicaram, por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: "Hitler morreu!" Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Stauffenberg, Haeften, Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes e condecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.
  • Link permanente http://dw.com/p/5Kg8

sábado, 16 de julho de 2016

Vem aí a 2a. Semana do Patrimônio



Confirme presença no evento do facebook - https://www.facebook.com/events/939838169481786/

Aos interessados e inscritos, mais uma informação importante: a carga horária total do evento soma 36 horas. Aqueles que puderem participar tarde e noite, terão certificado de 30h e para os que participarem somente a noite 15h.


ATENÇÃO - Inscrições liberadas - clique aqui!



Clique na imagem para ampliar


sexta-feira, 15 de julho de 2016

1869: Patenteada a margarina

No dia 15 de julho de 1869, o químico francês Hippolyte Mège-Mouriés recebeu em Paris o registro de patente para a produção da margarina, criada por incumbência de Napoleão 3º para ser "manteiga dos pobres".
Corria o ano de 1867, primórdios da industrialização na Europa. Os trabalhadores que deixavam o campo para trabalhar nas fábricas instaladas nos centros urbanos costumavam fazer um lanche na hora do almoço. A maioria comia apenas pão, pois a manteiga era um produto escasso e, portanto, caro.
Além disso, a população crescia rapidamente. Em consequência, não havia como garantir a todos um suprimento mínimo diário de alimentos gordurosos. Diante dessa realidade, o imperador Napoleão 3º decidiu criar um substituto barato para a manteiga, destinado à alimentação da população e também de seus soldados e marinheiros.
O químico Hippolyte Mège-Mouriés recebeu a incumbência de desenvolver uma pasta que tivesse um sabor parecido com o da manteiga, não criasse ranço tão rapidamente e contivesse gordura. O cientista precisou de dois anos de pesquisas para encontrar a solução.
Finalmente, em 15 de julho de 1869, o novo alimento pôde ser patenteado. Tratava-se de uma pasta com emulsão de água em óleo, à base de gordura animal, composta de sebo bovino, leite desnatado e úbere de vaca triturado. Como sua aparência lembrava o aspecto brilhoso de uma pérola, recebeu o nome de margarina, em alusão à palavra grega margaron, que significa pérola.
"Ele substituiu a gordura láctea da manteiga por uma outra gordura animal e criou uma gordura alimentar aceitável, pastosa e durável", resume o ex-diretor da associação alemã de produtores de margarina Gerhard Gnodtke.
Hoje a margarina é fabricada principalmente com óleos vegetais, em diversas proporções de gordura e óleo. Na Alemanha, a margarina disputa há anos a preferência popular com a manteiga.
Entretanto, o caminho até a consolidação no mercado foi árduo. Ainda na época do Império alemão, a manteiga era conhecida como "manteiga boa", para diferenciá-la da margarina, a opção mais barata.
Além disso, muitos comerciantes vendiam margarina por manteiga. Assim entrou em vigor, no ano de 1887, a Lei da Margarina, que perdurou por quase 100 anos.
A lei determinava que, dentro de um estabelecimento, a manteiga e a margarina tinham ser especificadas e ficar bem separadas uma da outra. Nas localidades com mais de 5 mil habitantes, era proibido vender os dois produtos no mesmo espaço. Para completar, o nome "margarina" tinha que ser impresso com destaque na embalagem, com um grosso traço vermelho.
Hoje em dia, a questão não é mais a diferença entre os dois produtos e, sim, qual é mais saudável. Os defensores da manteiga garantem que os óleos contidos na margarina são prejudiciais à saúde. Porém, outros estudiosos afirmam que a margarina vegetal fornece vitaminas A, D e E, não altera o colesterol e seu consumo traz benefícios à saúde.
Autora: Carola Hossfeld
  • Autoria Carola Hossfeld
  • Imprimir Imprimir a página
  • Link permanente http://dw.com/p/2Tn3

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Inicia o período de rematrículas!


O período de rematrículas já está aberto! Não esqueça que você é responsável pela sua matrícula nas disciplinas do próximo semestre.   

👉 Acesse a intranet e siga e as instruções. Não tem erro!

A escuta da memória: Passo Fundo e suas histórias


Programas radiofônicos com relatos da memória de pessoas da comunidade serão transmitidos pela Rádio UPF

Acompanhe pela Rádio UPF - horários 9:55; 14:55 e 18:55!

Neste mês de julho estreiam os programas radiofônicos do projeto “A escuta da memória: Passo Fundo e suas histórias”. O projeto, que será transmitido pela Rádio UPF, é uma produção do Laboratório de Memória Oral e Imagem (Lamoi), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Os programas trazem ao público relatos da memória de pessoas da comunidade, fora dos espaços formais e institucionais, sobre diferentes temas que marcaram a história da cidade. As primeiras histórias, que serão contadas ao longo do mês de julho, falam sobre a Rua Quinze de Novembro. Lugar maldito para alguns, de prazer para outros, a rua ficou no imaginário da cidade como um lugar de memória.

Nos próximos programas, os temas serão a Gare e a Ferrovia em Passo Fundo, que irão ao ar em agosto. Em setembro, o programa será sobre “A pluralidade do crer em Passo Fundo” e, na sequência, representantes das diferentes etnias contarão suas memórias sobre a cidade.

Memória oral e imagem
O Laboratório de Memória Oral e Imagem é coordenado pela professora Marlise Regina Meyrer e pelo professor João Carlos Tedesco. A execução do projeto “A escuta da memória: Passo Fundo e suas histórias” conta com a colaboração de alunos bolsistas de iniciação científica do curso de História da UPF, Luciane Maldaner, Bruna Bággio e Rafael Rolow.

1967: Conflitos raciais em Newark

No dia 13 de julho de 1967, começavam os conflitos raciais em Newark, em Nova Jersey. Os distúrbios foram desencadeados por protestos contra a miséria e desemprego da população negra.
Martin Luther King (esq.) lutou contra o racismo nos EUA
O que começou como controle policial de um taxista na pequena cidade de Newark, no estado norte-americano de Nova Jersey, acabou com o trágico saldo de 20 mortos, entre 13 e 17 de julho de 1967.
Às portas de Nova York, milhares de negros saíram às ruas para jogar coquetéis molotov contra os policiais. Vitrines foram destruídas, lojas saqueadas. Falou-se inclusive em franco-atiradores negros, se bem que posteriormente ninguém foi acusado oficialmente.
Revolução previsível
A revista norte-americana Life considerou o episódio uma "revolução previsível", pois a precária situação dos 400 mil moradores de Newark era conhecida há muito tempo. Quinze por cento dos negros não tinha trabalho, o que contribuía para um alto índice de criminalidade.
A construção de uma escola de medicina no centro de um gueto negro foi mais uma prova de que prevaleciam os interesses da minoria branca, que se recusara mais uma vez a incentivar um programa habitacional para os desfavorecidos. Além disso, o prefeito Hugh Addonizio havia preterido um candidato negro melhor qualificado para um cargo de confiança, preferindo contratar um militante de seu partido.
A gota d'água foi a prisão sem motivo do taxista negro, na noite de 13 de julho de 1967. Em poucos minutos, uma multidão de negros reuniu-se diante da delegacia e começou a atirar pedras.
Nada para fazer, nada a perder
O movimento não havia sido organizado. O líder estudantil Phil Hitchings qualificou os manifestantes negros como "jovens que não tinham nada para fazer, nem nada a perder". Pela primeira vez, o protesto teve o apoio de pais e familiares da classe média. Eles haviam reconhecido e criado coragem para defender seus interesses.
A força policial de 1.400 homens foi insignificante diante da revolta negra. Segundo um artigo do jornal New York Times do dia seguinte, os policiais pressionaram para obter a licença de atirar com balas de verdade.
Quando se espalhou a notícia de que uma viatura havia usado munição de verdade, em vez de balas de festim, o resto da polícia passou a fazer o mesmo. A primeira vítima fatal foi um jovem negro de 28 anos que comprovadamente não estava participando do quebra-quebra.
Depois que o governador de Nova Jersey enquadrou o conflito como uma "rebelião", a comunidade negra da cidade passou vários dias cercada por um contingente de 3 mil homens da Guarda Nacional e 500 membros da Polícial Estadual. Eles controlavam as ruas do bairro negro e ameaçavam a massa com suas baionetas para "impor respeito e manter a ordem".
Balanço dos confrontos: 26 mortos, sendo apenas dois deles brancos; centenas de feridos e mais de mil detidos. Uma centena de prédios foram destruídos e dezenas de moradias da comunidade negra devastadas pela polícia.
  • Autoria Michael Kleff (rw)
  • Imprimir Imprimir a página
  • Link permanente http://dw.com/p/3fvk

terça-feira, 12 de julho de 2016

Rede municipal de ensino recebe obras de projetos


Instituído pela Prefeitura de Passo Fundo, o Prêmio Funcultura, que fomenta e valoriza a cultura através do financiamento de projetos culturais no município, continua a socializar a produção em diversas áreas. Dois projetos vencedores da primeira edição do prêmio, Rede de Memórias e Momento Patrimônio, contemplados na área de produção e edição de obras, passam a ser compartilhados com os professores e alunos da rede municipal de ensino. 
A historiadora, professora e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF), Dra. Ironita Machado, também coordenadora do Programa Momento Patrimônio, entregou ao secretário de Educação Edemilson Brandão,  exemplares dos livros e da coletânea de videoaulas que foram produzidos com o incentivo do prêmio. As obras produzidas foram: livro Momento Patrimônio – volume IV; livro infantojuvenil Mestre Griô vai à escola; e Coletânea do Programa Momento Patrimônio.  
A professora Ironita destaca que as obras trabalham com a questão patrimonial da cidade, no resgate da história e do pertencimento, temas fundamentais para serem trabalhados em sala de aula para qualificar o trabalho realizado pelos professores. 
Segundo o secretário Edemilson, “o recurso do prêmio ajuda qualificar mudar a perspectiva da cidade nas mais diferentes áreas da cultura. O conhecimento da história é importante, por isso, Passo Fundo se esforça e apoia iniciativas que resgate da sua própria história, como é o caso desses dois projetos contemplados no Funcultura”, disse ele. 
Conheça os projetos:
Projeto Rede de Memórias
Elaboração e publicação de obras (didática e acadêmica) voltadas à educação patrimonial e a formação continuada de professores das redes pública e privada de ensino de Passo Fundo, como meio e objeto de reconhecimento e valorização do patrimônio, da memória, da história e da identidade das comunidades através do ensino na educação básica.
Projeto Momento Patrimônio
Elaboração de videoaula e composição de documentário em coletânea voltada para a formação continuada de professores das redes públicas e privada de ensino de Passo Fundo. Também, tem a intenção de servir como recurso didático de conteúdo de educação patrimonial. 
Disciplina gratuita para professores
Na oportunidade, a professora doutora Ironita Machado, também oficializou a iniciativa do PPGH/UPF em oferecer de forma gratuita uma disciplina isolada aos professores da rede municipal e estadual da região. 
A disciplina Metodologias de Ensino e Pesquisa em História e Áreas Afins será ministrada pelos professores Gizele Zanotto e Marcos Gerhardt, com conteúdo pragmático em três etapas: Memória Patrimônio e Ensino, Projeto de Pesquisa e Metodologia do Ensino. As aulas acontecerão nas sextas-feiras, das 19h20min às 22h35min, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Campus I. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 29 de julho. 
A iniciativa busca a qualificação da escola, dos professores e do próprio programa, que passa a instituir um diálogo que une ensino, pesquisa e extensão. Mais informações pelo telefone (54) 3316-8339 ou pelo e-mail pghis@upf.br.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Clube de História - Colégio Tiradentes segue sua agenda de atividades

Nesta sexta-feira haverá encontro para discussão de questões vinculadas a migração e imigração contemporânea com a equipe do Núcleo de Estudos de História da Imigração (NEHI-PPGH)

Abaixo registro das atividades desenvolvidas pelos membros do Laboratório de Memória Oral e Imagem (LAMOI/NEMEC-PPGH) que ministrou a oficina História, Memória e Oralidade semanas atrás.





1947 - Navio panamenho zarpa rumo a Palestina com judeus sobreviventes do holocausto


Embarcação sucateada levava mais de quatro mil passageiros
No dia 10 de julho de 1947, o velho navio panamenho Exodus, praticamente reduzido a sucata, deixa o porto francês de Sète para levar mais de quatro mil judeus sobreviventes dos campos de extermínio rumo à ruptura do bloqueio britânico na Palestina.
Já em mar aberto, a embarcação, que havia sido fretada pela organização sionista clandestina Haganá, tem o seu nome alterado para Yetzia Europa. Ostentando uma bandeira marcada pela estrela de David, dirigia-se à Palestina, então sob posse britânica. A Haganá adotava abertamente a política da imigração ilegal como forma de resgate humanitário. Na realidade buscava fixar na Palestina populações judaicas.
WikiCommons
Londres, sob pressão dos árabes, tentou interditar o território aos imigrantes judeus. Quando o navio se aproximava de Haifa, o comandante recebeu sinal de rádio dos sionistas para não colocar em risco a vida dos passageiros. O capitão recusou-se a retornar. Cercados por três destróieres britânicos, tripulação e passageiros reagiram com seus próprios meios. Dois passageiros e um membro da tripulação foram mortos.No porto de Haifa, os demais passageiros deveriam ser transferidos para três embarcações e reenviados ao porto francês de Port-de-Bouc. Porém, a maioria se recusou, apesar da oferta de asilo político pelo governo de Paris. Em Port-de-Bouc, os judeus permaneceram nos navios em greve de fome durante 24 dias, recusando o desembarque apesar da indescritível falta de higiene e apoio sanitário. O governo francês se recusou a colaborar e usou da força bruta para fazer evacuar esses navios.Ao longo de três semanas, o navio é direcionado pelos britânicos para Hamburgo, em sua zona de ocupação na Alemanha. Ao serem enviados para um campo de refugiados, a manchete de um dos jornais estampava: “Regresso ao país da morte”. Chegaram a Hamburgo em 22 de Agosto. Aquela gente, inclusive mulheres, crianças e idosos, foi obrigada a desembarcar e logo foi transferida para dois campos de concentração, agora chamados de “campos para emigrantes ilegais”, nas cercanias de Lubeck.
O caso suscitou enorme repercussão em todo o Ocidente, em especial nos Estados Unidos.  A cobertura da imprensa foi uma catástrofe para Londres, considerada como o regime colonial. A Haganá aproveita para tentar convencer Londres a se afastar do atoleiro palestino. A imagem de um navio repleto de sobreviventes do Holocausto sendo espancados por soldados obrigou a Grã-Bretanha a uma difícil explicação.
Os britânicos falaram das necessidades da população árabe da Palestina. Um Estado judeu no Oriente Médio, feito contra a vontade dos antigos habitantes locais, não levaria a uma solução justa e tranquila. No entanto, o caso Exodus foi fundamental para o desenlace nas Nações Unidas sobre a Partilha da Palestina.
O ataque ao grupo de navios que recentemente transportava ajuda humanitária para Gaza deve ter despertado na opinião pública de Israel a memória do Exodus. A tentativa da liderança israelense de divulgar uma história mais complexa do que civis sendo brutalmente atacados não impressionou a opinião pública mundial.
Fonte: Opera Mundi

2009: Enterro dos restos mortais de vítimas de Srebrenica

Em 11 de julho de 2009, foram enterrados os restos mortais de 500 vítimas do massacre de Srebrenica, na Sérvia. Mais de 20 mil pessoas participaram do funeral, lembrando o assassinato em massa ocorrido em 1995.
Aproximadamente 8 mil homens e meninos muçulmanos foram mortos em Srebrenica, na Bósnia-Herzegóvina, por membros do Exército sérvio-bósnio sob o comando de Ratko Mladic, bem como por unidades sérvias irregulares. Posteriormente, Mladic seria indiciado por crimes de guerra.
Em 11 de julho de 2009, na presença de 20 mil pessoas, mais de 500 vítimas foram enterradas, depois de seus restos mortais terem sido identificados, em investigações realizadas no decorrer do ano anterior. O processo de reconhecimento foi extremamente penoso, envolvendo corpos mutilados e valas comuns cheias de cadáveres, testes de DNA e a procura desesperada por parentes, na esperança de que tivessem pelo menos um mínimo de consolo, mesmo 14 anos após a tragédia.
"O genocídio foi tão terrível. É difícil para mim encontrar palavras para descrever o que ocorreu", diz Zumra Sehomerovic, membro de um dos grupos formados depois da guerra, com a missão de que os mortos de 1995 sejam condignamente enterrados. "O pior genocídio depois da Segunda Guerra Mundial foi cometido diante dos olhos do mundo inteiro. Todo o mundo podia observar como eles foram levados, mortos e então jogados em valas comuns", recorda Zumra.
Manifestação lembra massacre de Srebrenica
Base que se transformou em memorial
O local do massacre é hoje o Memorial e Cemitério Srebrenica-Potocari. Parte do lugar é um antigo depósito de mercadorias, que em 1995 fazia parte de uma base para aproximadamente 400 soldados holandeses em missão de paz. Eles estacionaram ali depois que, em 1993, as Nações Unidas haviam declarado Srebrenica "área segura".
Hoje o local abriga uma exposição com retratos de algumas e pequenas biografias das vítimas, em inglês e no idioma bósnio. Os visitantes podem também assistir a um documentário sobre o massacre.
Amra Begic não precisa de um filme para se lembrar do que ocorreu ali. Ela vive todos os dias com suas lembranças, tendo perdido o pai e o avô no massacre. As testemunhas descrevem como, depois de atirar nas vítimas, os assassinos manipulavam os corpos para conferir se as vítimas estavam realmente mortas. Caso contrário, disparavam mais uma vez, mirando a cabeça. Foi dessa forma que o pai de Begic morreu.
"Quando acabaram a identificação do corpo de meu pai, disseram que ele havia sido morto com uma bala na cabeça. O pior de tudo é que fiquei pensando no sofrimento adicional dele, por ter vivido esses cinco minutos a mais", diz Begic.
Esforços de identificação
Aproximadamente 8 mil homens foram mortos na cidade em 1995
A Comissão Internacional de Pessoas Perdidas na Bósnia-Herzegóvina trabalhou continuamente na identificação de restos mortais das vítimas da guerra que assolou o país entre 1992 e 1995. Nos arredores da cidade de Tuzla, a tentativa era identificar corpos que um dia foram transportados das valas comuns originais para o que se chamou de "valas comuns secundárias".
Devido ao maquinário usado para o transporte, vários desses cadáveres foram mutilados. Em alguns casos, partes do corpo de uma vítima acabaram sendo jogadas em valas distintas. Para identificar as vítimas, os investigadores inseriram seus dados genéticos em computadores, a fim de compará-los com de familiares.
É comum apenas partes dos corpos poderem ser identificadas com certeza. À família é dada então a opção de enterrar os restos mortais desta forma ou esperar mais, na esperança de futuros achados.
Falta de explicação
Muitos familiares ainda se questionam por que, naquele momento, uma área designada pelas Nações Unidas como "segura", não o era, de fato. Como os 400 soldados holandeses da missão de paz da ONU não puderam impedir um massacre em massa como esse?
"Eles não fizeram nada. Se alguém sabe por que eles não fizeram nada, então que nos explique. É muito difícil viver com isso tudo. De certa forma, ainda continuamos em 1995", diz Begic.
O Acordo de Dayton, que pôs fim à guerra da Bósnia em fins de 1995, estabeleceu que a cidade faria parte da República Sérvia, uma das entidades políticas pertencentes à Bósnia-Herzegóvina.
  • Data 11.07.2016
  • Autoria Chuck Penfold
  • Link permanente http://dw.com/p/Ili3

domingo, 10 de julho de 2016

Transporte para a ANPUH - informações


ATENÇÃO

NÃO HÁ MAIS VAGAS - LOTAÇÃO DE MICRO-ÔNIBUS COMPLETA


FAVOR LEVAR SOMENTE O QUE FOR NECESSÁRIO, COMO VAMOS DE MICRO-ÔNIBUS NÃO HÁ MUITO ESPAÇO PARA BAGAGENS!

IDA A SANTA CRUZ DO SUL
O ônibus irá sair de Passo Fundo às 4:30 da manhã do dia 18-07 (segunda) - ponto de embarque: em frente ao Hotel Turis, na Praça Marechal Floriano. O trajeto é de ida a Santa Cruz do Sul via Soledade. 
OBS: quem embarcar em Soledade ou outro ponto deve informar a Andressa com urgência (chistoria@upf.br)

RETORNO A PASSO FUNDO
Retorno no dia 21-07 (quinta-feira) por volta das 21h - local a definir. A previsão de chegada em Passo Fundo é em torno das 23h.

Em caso de dúvidas entre em contato com o organizador da viagem, prof. Alessandro Batistella (batistella@upf.br)


quinta-feira, 7 de julho de 2016

PPGH divulga - Disciplinas Isoladas - GRATUITA



A educação continuada é uma condição essencial para a conquista de sucesso profissional. Sabendo disso, o Programa de Pós-Graduação em História da UPF está oportunizando que profissionais já formados retornem à Universidade para cursar uma disciplina isolada, vinculada aos cursos de Mestrado e Doutorado em História, específica intitulada, Metodologias de ensino e pesquisa em história e áreas afins, GRATUITA aos professores da rede pública estadual e municipal da região.
O Curso de Graduação e o Programa de Pós-Graduação da Universidade de Passo Fundo, comprometidos com a docência, entendem que esta disciplina oportunizará a formação continuada e a troca de experiência, promovendo a oportunidade aos professores das redes de ensino espaço de excelência seus programas, rompendo com o distanciamento entre academia e sociedade e voltando-se a situações práticas.

 Módulos da disciplina: Fundamentos da Pesquisa Histórica(*)
I. Memória, Patrimônio e Ensino 
II. Projeto de Pesquisa 
III. Metodologia do Ensino
Profa. Dra. Gizele Zanotto e Prof. Marcos Gerhardt
Horários: Sextas-feiras às 19h20 min às 22h35min – Sala 225 – IFCH – Prédio B4 UPF Campus I
Inscrições: 08/07/2016 à 29/07/2016 - Formulário Clique aqui
Informações email pghis@upf.br
(*) os créditos desta disciplina poderão ser aproveitados após o ingresso regular no Programa, para o curso de Mestrado ou Doutorado.
 Estamos à disposição para atendê-los e orientá-los quanto aos procedimentos necessários ao ingresso na disciplina.