sábado, 31 de outubro de 2015

Se não queres ser minha, não será de qualquer um: Madita Geni!





Créditos: Elisabete B. Salomão

Elisabete Becker Salomão

Bruna Baggio

Luciane Maldaner
Graduandas em História/UPF

“Geni!” é uma personagem eternizada na canção “Geni e o Zepelin”de Chico Buarque de Holanda produzida para o musical “Ópera do Malando”(1977-1978), que fora sucesso nos anos de chumbo da ditadura Civil Militar (1964-1985). Não tão famosa, mas que ocupou as páginas policiais e do obituário do jornal O Nacional é a personagem “Geni” descrita em uma matéria publicada no dia 10 de julho de 1939.

Mas o que tem as duas personagens de épocas tão distantes e distintas em comum? As nossas personagens unem-se por seu modo de vida, ambas se dão a qualquer um – são prostitutas. A Geni “de Passo Fundo” tinha 18 anos, vivia na “pensão” da dona “Chica”, um dos tantos estabelecimentos da então Zona do Meretrício – que abrangia a Rua 15 de Novembro e adjacentes. Naquela época o famoso “Cassino da Maroca” ainda não havia sido inaugurado. Segundo relatos, Geni, como era conhecida a jovem prostituta, viveu “amancebada” com um “sujeito” por algum tempo, mas por não acertarem-se de “gênios” resolveu separar-se contra a vontade do amante, o qual prometeu acabar com sua vida: já que não queres ser minha, não serás de qualquer um.

Na madrugada de sábado 08 de julho, “encontrava-se Geni, na pensão da “Chica” sentada perto de uma mesa com “outros”, quando seu ex-amante aparece na janela e de lá desfecha um certeiro tiro, que atinge Geni na cabeça, sucumbido logo em seguida.” O assassino fugiu. Alguns dias depois o jornal noticia que a polícia ainda não o tinha encontrado.

Histórias como a da personagem Geni são objeto de estudo de um dos grupos do Laboratório de Memória Oral e Imagem do Curso de História da Universidade de Passo Fundo. O grupo é constituído por alunos bolsistas e voluntários, coordenados pela Professora Dra. Marlise Regina Meyrer, que desenvolve um trabalho de pesquisa sobre a Rua 15 de Novembro, abordando as histórias de vidas com base em fontes orais, visuais, audiovisuais e escritas. O objetivo visa (re)construir a história cultural da cidade de Passo Fundo. Para este trabalho as fontes do acervo do AHR se constituem em preciso amparo de pesquisas.

* O AHR destaca que os artigos publicados nessa seção expressam única e exclusivamente a opinião de seus autores
Fonte: O Nacional

UPF oferece benefícios e facilidades para o acesso ao ensino superior


Processo seletivo segue até 9 de novembro

A Universidade de Passo Fundo (UPF) segue com inscrições para o Vestibular de Verão. Ofertando 59 cursos de graduação, o processo seletivo segue até 9 de novembro, pelo site vestibular.upf.br. São mais de 3,8 mil vagas para ingresso, no primeiro semestre de 2016, em cursos de graduação na modalidade presencial. A prova acontece no dia 14 de novembro. A Instituição oferece diversos benefícios e facilidades para o ingresso ao ensino superior.

Aproveitamento da nota do Enem
O candidato a curso do Grupo 1 interessado em aproveitar a média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em substituição à realização da prova de redação deverá indicar essa opção no momento da efetivação da inscrição e, no dia da prova, deverá comparecer no local e horário indicados no comprovante de inscrição somente para assinatura de ata de presença. Os candidatos do Grupo 2 interessados em aproveitar a média do Enem, com peso 4, juntamente com a média do processo seletivo da UPF, com peso 6, para compor a média final de classificação, deverão indicar essa opção no momento da efetivação da inscrição. Os candidatos aos cursos dos Grupos 1 e 2 somente poderão aproveitar médias do Enem dos últimos quatro anos (2011, 2012, 2013 e 2014).


Programa Recomeçar Plus
A UPF oferece ingresso diferenciado, por meio de prova única de redação, a pessoas com idade mínima de 40 anos e com ensino médio concluído, disponibilizando um excedente de até 10% das vagas nos seguintes cursos, na sede e nos campi: Administração (manhã e noite); Agronegócio; Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Artes Visuais; Ciências Biológicas; Ciência da Computação; Ciências Contábeis (exceto Lagoa Vermelha); Ciências Econômicas; Comércio Exterior; Design de Moda; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Filosofia; Física; Fisioterapia; Geografia; Gestão Comercial; Gestão de Recursos Humanos; História; Jornalismo; Letras, Português - Espanhol e Respectivas Literaturas; Letras, Português - Inglês e Respectivas Literaturas; Matemática; Pedagogia; Publicidade e Propaganda; Química; Secretariado Executivo; e Serviço Social. Será concedido desconto de 50% nas mensalidades ao candidato aprovado por meio desse programa, desde que não acumule outro benefício financeiro, conforme normativa institucional.


Bolsas e Programas de Crédito
Como opções que facilitam o ingresso e a permanência no ensino superior, a UPF possibilita o acesso a uma série de benefícios financeiros para seus acadêmicos, entre eles o Programa Universidade Para Todos (Prouni), dirigido aos estudantes com renda per capita familiar máxima de três salários mínimos (para bolsas de 50%) ou de 1,5 salário mínimo (para bolsas de 100%), egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular, nesse caso, desde que na condição de bolsistas integrais.


Além desse, a UPF disponibiliza a Bolsa Auxílio 25%, regida por edital próprio disponível no site da Instituição, a qual prevê gratuidade de 25% para os cursos de Enfermagem e Ciência da Computação; e a Bolsa FUPF, a qual concede gratuidade de 50% para os seguintes cursos: Administração (Manhã); Artes Visuais; Educação Física; Filosofia; Física; Geografia; História; Letras, Português - Espanhol e Respectivas Literaturas; Letras, Português - Inglês e Respectivas Literaturas; Matemática; Música; Pedagogia; Química; Secretariado Executivo e Serviço Social, todos no Campus Passo Fundo, além de Pedagogia, no Campus Carazinho; Educação Física e Pedagogia, no Campus Soledade.

Dentre os programas de crédito, estão o Plano de Apoio Estudantil UPF (PAE/UPF), programa regido por edital próprio disponível no site da Instituição e que concede 50% de benefício estudantil quando a renda familiar bruta for igual ou inferior a 15 salários mínimos e a renda per capita do grupo familiar for de até 3,5 salários mínimos; e o Programa Emergencial de Crédito (PEC), um programa próprio da Instituição, de benefício estudantil, regido por edital específico e de fluxo contínuo.

Além desses, há o Programa Municipal de Crédito (Promucred), oferecido por prefeituras municipais conveniadas com a UPF, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que financia até 100% das mensalidades dos alunos regularmente matriculados nos cursos habilitados pelo Ministério da Educação, segundo seus critérios. O Fies segue regramento próprio e tem adesão conforme as novas normativas a serem estabelecidas pelo governo federal.

Inscrições e informações
A inscrição é efetivada mediante o pagamento da taxa de R$ 35,00 para os treineiros e para candidatos aos cursos do Grupo 1, e de R$ 70,00 para as inscrições para os cursos do Grupo 2. O processo seletivo prevê gratuidade na inscrição para os cursos de licenciatura. Os candidatos aos cursos do Grupo 1 prestarão somente a prova de Redação, já os candidatos aos cursos do Grupo 2 prestarão as provas de Redação, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Língua Estrangeira, História, Geografia, Matemática, Física, Biologia e Química.

As provas acontecem no dia 14 de novembro, das 14h às 15h30min para o Grupo 1 e, das 14h às 19h, para o Grupo 2. O gabarito será divulgado no mesmo dia da prova, 30 minutos após sua conclusão. O listão dos aprovados no processo seletivo será divulgado às 11h do dia 16 de novembro e as matrículas da primeira chamada serão realizadas de 17 a 20 de novembro.

História UPF, por Patrícia Lilian Mokfa!


História UPF, fazendo a diferença na formação profissional!


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

História UPF, por Akira Tanaka da Silva Fogaça!



1985: Astronautas alemães a bordo da Challenger

Em 30 de outubro de 1985, foi lançada do Cabo Canaveral, na Flórida, a primeira nave Challenger, levando a bordo dois astronautas alemães, que comandavam as pesquisas científicas do empreendimento.
Equipe da Challenger, da esq. para dir., na frente: Ernst Messerschmid, Wubbo Ockels, Steven Nagel, e Guion Bluford, atrás: Henry Hartsfield, Bonnie Dunbar, James Buchli e Reinhard Furrer
A Challenger lançada em 30 de outubro de 1985 da Flórida aterrissou em 6 de novembro na Califórnia. Entre os oito astronautas a bordo do ônibus espacial, encontravam-se Ernst Messerschmid e Reinhard Furrer, cientistas alemães que comandavam as experiências realizadas a bordo – num total de 75.
Era a missão D-1, uma cooperação entre as agências espaciais americana e alemã, cuja principal meta era fazer observações, coletar dados e realizar experimentos em áreas como navegação, ciência dos materiais, biologia e física, com ênfase na pesquisa da microgravidade.
Os experimentos trouxeram em parte resultados surpreendentes. Na medicina, por exemplo, eles resultaram na correção de uma teoria sobre o sentido do equilíbrio – mais propriamente sobre a coordenação da visão e da audição – contemplada com o Prêmio Nobel e era doutrina válida até então.
Ulf Merbold, a bordo da nave Columbia em 1983
De Bremen para o espaço sideral
O laboratório espacial a bordo da Challenger, o Spacelab, havia sido desenvolvido a partir de 1974 em Bremen, por incumbência da Agência Espacial Europeia (ESA). Com sua forma cilíndrica, um comprimento de 7,5 metros e diâmetro de 4,5 metros, o laboratório cabia exatamente no compartimento de carga do ônibus espacial desenvolvido na mesma época nos EUA. Ele foi lançado pela primeira vez a bordo do Columbia, em 1983, levando o primeiro astronauta alemão a voar para o espaço, Ulf Merbold.
O Spacelab foi utilizado em 22 missões espaciais no decorrer de 15 anos, tendo levado a bordo, ao todo, 149 astronautas. Em 1999, retornou à cidade em que fora construído e está exposto num pavilhão especial do Aeroporto de Bremen dedicado à aeronáutica e à astronáutica.

1910 - Morre o humanista suíço Jean-Henri Dunant, fundador da Cruz Vermelha


O filantropo e ativista, vencedor do Nobel da Paz em 1901, também criou a famosa Associação Cristã de Moços

Jean-Henri Dunant, homem de negócios, filantropo, ativista em favor da causa humanitária, cuja trajetória foi reconhecida internacionalmente com o primeiro Prêmio Nobel da Paz, ao lado de Frederic Passy, em 1901, morre em 30 de outubro de 1910 em Heiden, Suiça, aos 82 anos. Em seu testamento, doou fundos para assegurar uma “cama libre” em sua residencia sempre disponível para algum cidadão pobre e legou algum dinheiro a amigos e organizações de caridade da Suíça e da Noruega.

Dunant nasceu em Genebra em 8 de maio de 1828. Sua familia era devota do calvinismo e gozava de influência na sociedade genebrina. Seus país enfatizavam o valor do trabalho social. Uma visita a Toulon, onde viu o sofrimento dos presidiários, influenciou a formação do jovem Dunant.

Ele cresceu no período do despertar religioso conhecido como o “Réveil” e, aos 18 anos filiou-se à Sociedade Genebrina das Almas. No ano seguinte, junto a alguns amigos, fundou a “Associação das Quintas-Feiras” que se dedicava a estudar a bíblia e ajudar os pobres. Em 1855 fundou na Suíça a YMCA (Associação Cristã de Moços).

Em 1853, visitou a Argélia, Tunísia e Sicília a cargo de uma companhia que explorava negócios nas “colônias de Sétif”. Inspirado na viagem escreveu seu primeiro libro, Relato da Regência em Túnis, publicado em 1858.

Em 1856 criou uma empresa, Moinhos de Mons-Djemila, para atuar nas colônias estrangeiras. Começou na Argélia ocupada pelos franceses, cultivando e comercializando trigo.  Como suas terras e a água foram embargadas pelas autoridades coloniais, Dunant apelou diretamente ao imperador Napoleão III que estava com seu exército na Lombardia lutando contra a Áustria, que ocupava grande parte da Itália. Os quartéis estavam localizados em Solférino.

Dunant chegou a Solférino na tarde de 24 de junho de 1859, quando se travava uma batalha entre os exércitos austríacos e franco-piemontês: 38 mil mortos ou feridos agonizantes jaziam no campo de batalha sem qualquer ajuda. Impressionado, tomou a iniciativa de organizar a população civil, em especial mulheres, a fim de proporcionar alguma assistência aos feridos. Organizou a compra do que se necessitava e levantou hospitais de campanha. Sob o lema “Tutti Fratelli” (Somos todos irmãos), cunhado pelas mulheres, atenderam aos feridos sem olhar para que bando pertenciam.

Ao regressar a Genebra, Dunant descreveu no livro “Un Souvenir de Solférino” (1862) todo o quadro e suas experiências. Nele desenvolveu também a ideia de que, no futuro, uma organização neutra deveria ser criada para proporcionar cuidados aos soldados feridos.

Começou a viajar pela Europa promovendo suas ideias. Seu livro foi bem recebido pelo jurista Gustave Moynier, presidente da Sociedade para o Bem-Estar Público de Genebra, que organizou uma reunião para tratar do tema m 9 de fevereiro de 1863. Dela resultou a formação de um comitê de cinco pessoas: Dunant, Moynier, o general Henri Dufour, e os médicos Louis Appia e Theodore Maunoir. Sua primeira reunião, em 17 de fevereiro de 1863, é considerada o dia da fundação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
 
Apesar das visões discrepantes e da disputa entre Dunant e Moynier, 14 Estados participaram em outubro de 1863 de uma reunião em Genebra para discutir a melhora dos cuidados aos soldados feridos. Um ano depois, uma conferência diplomática organizada pelo Parlamento suíço formalizou a Primeira Convenção de Genebra.

Em setembro de 1895, Georg Baumberger, editor-chefe do jornal Die Ostschweiz, escreveu um artigo sobre Dunant, o Fundador da Cruz Vermelha, publicado na revista alemã Über Land und Meer. O artigo foi citado pelo papa Leão XIII e recebeu o apoio da czarina Maria Romanova, que doou recursos financeiros ao comitê.

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Sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Genebra, na Suíça

Em 1901, Dunant recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seu papel de fundador do Movimento Internacional da Cruz Vermelha, conjuntamente com o pacifista francês  Fréderic Passy, fundador da Liga da Paz.

Se bem que Dunant fosse apoiado por um amplo espectro no proceso de seleção, era um candidato controvertido. Alguns argumentaram que a Cruz Vermelha e a Convenção de Genebra tornaram a guerra mais atrativa ao eliminar alguns de seus sofrimentos. Ao se dividir o prêmio entre um pacifista estrito como Passy e o humanitário Dunant, o Comitê Nobel estabeleceu um precedente que teria significativas consequências nos anos posteriores. Muitos ganhadores do Nobel da Paz podem entender-se enquadrados em uma das categorías estabelecidas em linhas gerais pela decisão do Comitê Nobel em 1901: pacifismo e/ou humanitarismo.

A parte em dinheiro de Dunant – 104 mil francos suíços – foi depositada em banco norueguês longe do alcance dos seus credores. Dunant nunca tocou nesse dinheiro em toda a sua vida.

Em seus últimos anos sofreu depressão e paranoia devido ao sentimento de perseguição dos credores e da disputa com Moynier. Houve días em que exigiu que o cozinheiro provasse antes a comida, temendo envenenamento. Se bem que continuasse profesando crenças cristãs, no fim da vida atacou o calvinismo e a religião organizada em geral.

O dia de seu aniversario, 8 de maio, é celebrado como o Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Sua residência em Heiden abriga hoje o “Museu Henri Dunant”. Em Genebra e outras localidades existem numerosas ruas, praças e escolas que recebem seu nome.
Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

1956: Israel ocupa o Sinai

Em 29 de outubro de 1956, tropas de Israel atravessaram a fronteira do Egito e ocuparam a Península do Sinai, com o objetivo de reconquistar o controle sobre o Canal de Suez.
Israelenses na Guerra dos Seis Dias
Em pouco menos de uma semana de combates, as tropas israelenses, por meio de de paraquedistas, unidades de tanques e com o apoio da Força Aérea, avançaram e conquistaram grande parte da Península do Sinai. Pararam apenas a dez milhas do Canal de Suez, conforme haviam pedido os britânicos e franceses, que apoiaram Israel na invasão.
A França e a Grã-Bretanha não aceitavam a estatização do canal, feita pelo carismático líder egípcio Gamal Abdel Nasser. Era a intenção de Paris e de Londres reconquistá-lo e, além disso, a França pretendia vingar o apoio do Egito aos rebeldes na Argélia. Por seu lado, o fundador de Israel e chefe de governo, David Ben Gurion, queria demonstrar o potencial de seu país, criado oito anos antes.
Escalada nas duas frentes
O Egito proibia a passagem de navios de Israel pelo Estreito de Tiran e pelo Canal de Suez. Além disso, o país havia fechado um pacto militar com a Síria e a Jordânia. Ao mesmo tempo, escalava o conflito ao longo da fronteira entre Israel e Egito, principalmente na Faixa de Gaza.
Moscou ameaçou intervir em favor do Egito, enquanto a ONU fez um apelo não só pelo cessar-fogo, mas também pediu a retirada dos agressores israelenses da Península do Sinai. A saída foi concluída em janeiro de 1957. Em março, a ONU estacionou uma tropa especial ao longo da linha de cessar-fogo.
Israel continuou não podendo usar o Canal de Suez, mas acabaram os conflitos além-fronteira e os israelenses conseguiram um acesso ao porto de Eilat, no Mar Vermelho. Esta situação perdurou até 1967, quando o presidente Nasser exigiu a retirada das tropas da ONU e fechou o Estreito de Tiran, provocando a Guerra dos Seis Dias.
  • Autoria Peter Philipp (rw)
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História UPF, por Jacqueline Schmitt da Silva

História UPF, fazendo a diferença na formação profissional!
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1636 – É fundada a Universidade de Harvard nos EUA


Quando passou a ser controlada pelos liberais tornou-se uma das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo


Visão aérea da Universidade de Harvard, em Massachusetts, EUA


Harvard é a mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos, estabelecida em 28 de outubro de 1636 pelo voto da Grande Corte Geral da colônia de Massachusetts e localizada em Cambridge, Estado de Massachusetts. A história, influência e pujança da Harvard fez dela uma das mais prestigiosas universidades do mundo. Seu nome foi em homenagem ao primeiro benfeitor da universidade, o jovem ministro John Harvard de Charlestown, quem doou, ‘post mortem’, toda a sua biblioteca e metade de suas propriedades à instituição. Um estátua de John Harvard está erigida à entrada central do campus e é talvez seu marco mais conhecido.

A Universidade Harvard contém 12 faculdades além da Radcliffe Institute for Advanced Study. Começou com nove estudantes de uma única faculdade para passar a uma coletividade de mais de 20 mil alunos incluindo graduandos e pós-graduados. Conta com mais de 360 mil ex-alunos espalhados pelos Estados Unidos e em mais de 190 países.

Embora jamais estivesse formalmente ligada a alguma igreja, foi no início orientada pelo clero congressionalista e unitariano. Nos primórdios, a faculdade era orientada por muitos ministros puritanos. A escola oferecia um curso acadêmico clássico baseado no modelo universitário inglês. Uma antiga brochura, publicada em 1643, descrevia a fundação da faculdade como uma resposta ao desejo de “estudos avançados a fim de perpetuá-los à posteridade, temendo deixar um ministro ignorante comandando a igreja”.

O currículo da Harvard tornou-se secular ao longo do século XVIII e já no século XIX emerge como o estabelecimento cultural central da elite de Boston. Logo depois da Guerra de Secessão, o presidente da instituição, Charles Eliot (1869–1909) reformou-a, transformando-a numa universidade centralizada de pesquisas. Outro presidente, James Conant, dirigiu a universidade ao longo da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial, dando início à reforma do currículo e à liberalização das admissões. Harvard tem hoje o maior montante de doações financeiras de qualquer instituição acadêmica do mundo, atingindo 32 bilhões de dólares em setembro de 2011.

A universidade compreende 11 unidades acadêmicas distintas – dez faculdades e o Instituto Radcliffe – com campus espalhados pelas áreas metropolitanas de Boston. O principal campus, localizado em Cambridge, tem aproximadamente 85 hectares. A escola de economia e negócios e as instalações atléticas, inclusive o estádio Harvard, estão localizados ao longo do rio Charles, em Allston. As escolas de medicina, de odontologia e a de saúde pública ficam na Longwood Medical Area.
Em 2010, Harvard empregava 2.100 professores para lecionar a 6.700 alunos e 14.500 pós-graduados. Oito presidentes dos Estados Unidos ali se formaram e 75 laureados em distintos Prêmios Nobel lá fizeram suas pesquisas. A Biblioteca Universitária de Harvard é a maior dos Estados Unidos e uma das maiores do planeta.

No que tange aos esportes, as competições de atletismo que opõem a Harvard a um combinado das universidades de Cambridge e Oxford da Inglaterra, a cada dois anos, transformaram-nas na disputa amadora internacional contínua mais antiga do mundo.

A tomada do controle de Harvard pelos unitarianos em 1805 resultou na secularização das faculdades nos Estados Unidos. Os “liberais” (unitarianos) aliaram-se aos federalistas e começaram a criar uma série de sociedades e instituições privadas com o objetivo de respaldar sua autoridade política e cultural.  Por outro lado, os teólogos conservadores usaram a imprensa para defender a manutenção de debates visando um amplo leque de público, considerando o movimento dos liberais como uma tentativa de criar uma oligarquia cultural.

Wikicommons

Estátua ao benemérito John Harvard é um dos símbolos da instituição


Durante o século XX, a reputação internacional da Harvard cresceu como florescente instituição. Proeminentes professores ampliaram seu campo de atividades. Crescimento explosivo da população discente prosseguiu com o acréscimo de novos cursos de pós-graduação e do programa curricular dos graduandos. O Radcliffe College, estabelecido em 1879 como escola de enfermeiras da Harvard College, tornou-se uma das mais proeminentes escolas para mulheres do país.

James Conant, presidente de 1933 a 1953, vislumbrou a educação como veículo de oportunidades para os talentosos em vez de fonte de diplomas para jovens de famílias ricas. Em 1943, pediu que a instituição elaborasse um plano sobre o que a educação em geral deveria ser, tanto no ensino médio quanto no superior. O relatório resultante, publicado em 1945, foi um dos mais influentes manifestos da historia da educação norte-americana do século XX.

De 1945 a 1960, a política de admissão se abriu para atrair jovens de outras classes sociais. Não mais admitir, quase exclusivamente, alunos da seleta elite da Nova Inglaterra, mas também de outras origens e classes sociais, em especial estudantes de classe média provenientes de escolas públicas. A verdade é que ainda hoje são poucos os estudantes negros, hispânicos e asiáticos a frequentar a Harvard.

Harvard e suas afiliadas são consideradas por muitos como politicamente liberais, o que nos Estados Unidos, significa ser de centro para a esquerda. O escritor conservador William Buckley gracejou que ele preferia ser governado pelos dois mil primeiros nomes da lista telefônica de Boston do que pela Universidade Harvard. O presidente Richard Nixon costumava referir-se a Harvard, por volta dos anos 1970, como o “Kremlin da América” e George Bush pai desprezava e tentava ridicularizar o liberalismo de Harvard durante a campanha presidencial de 1988.
Fonte: Opera Mundi

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Processo de autoavaliação do ensino de graduação segue até 27 de novembro


A Universidade de Passo Fundo (UPF) tem um longo histórico de desenvolvimento de processos de autoavaliação, mecanismo que está integrado ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que regulamenta a avaliação dos alunos, cursos e instituições brasileiras.

Nesse sentido, até o dia 27 de novembro, a Instituição realiza mais um processo de autoavaliação do ensino de graduação. A avaliação das disciplinas é realizada pela intranet semestralmente, possibilitando ao aluno e ao professor avaliar o seu próprio desempenho, bem como avaliarem-se um em relação ao outro.

A Comissão Própria de Avaliação (CPA) informa que o instrumento conta com questões objetivas, contemplando indicadores sobre a autoavaliação, práticas didático-pedagógicas e infraestrutura de biblioteca e sala de aula. A ferramenta também permite que os alunos realizem comentários abertos em relação ao seu curso, buscando complementar e aperfeiçoar o processo de avaliação.

O coordenador da Divisão de Avaliação Institucional da UPF, professor Adriano Pasqualotti, ressalta que o Projeto de Autoavaliação Institucional na UPF constitui um conjunto de atividades para traduzir as diretrizes e objetivos propostos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), em estratégias e ações. Esse processo engloba o trabalho de diversos setores que promovem a avaliação da Universidade em todas as suas dimensões, tomando como referência a sua natureza de universidade comunitária e regional, a missão inerente a todas as universidades e os padrões nacionais e internacionais de excelência universitária.

“Os resultados apresentados a partir dos processos avaliativos são imprescindíveis para que a comunidade acadêmica faça uma análise reflexiva sobre os seus processos pedagógicos, mecanismo que permite o estabelecimento de estratégias e planos de ação que visam à busca da excelência acadêmica de nossa Instituição”, salienta Pasqualotti.

A Divisão de Avaliação Institucional, que operacionaliza as ações propostas pela CPA, fica à disposição da comunidade acadêmica para outros esclarecimentos, por meio do e-mail avaliacao@upf.br ou pelo telefone (54) 3316-8377.

Assessoria de Imprensa

Semana do Conhecimento oferta oficinas



Faça já sua inscrição! Aproveite as atividades da Semana do Conhecimento!


03/11 - Manhã: Imigração Africana e Arquitetura (Cultura e Comunicação) - Sala 201 - FAED

03/11 - Manhã: Leitura Audiovisual: análise de programas infantis educativo e comercial (Cultura e Comunicação) - Sala 202 - FAED

03/11 - Manhã: O uso da fotografia como tecnologia de promoção de saúde (Cultura e Comunicação) - Sala 203 - FAED

03/11 - Manhã: Vivências de inclusão(Direitos Humanos e Justiça) - sala 204 - FAED

03/11 - Manhã: Extensão Universitária: Escutas, práticas e recriações(Educação) - sala 206 - FAED

03/11 - Manhã: Práticas interdisciplinares(Meio Ambiente) - sala 207 - FAED

03/11 - Manhã: Sustentabilidade nas Pequenas Propriedades Rurais(Meio Ambiente) - sala 208 - FAED

03/11 - Manhã: Práticas interprofissionais em saúde(Saúde) - sala 210 - FAED

03/11 - Manhã: Intervenções práticas pedagógicas e psicomotoras realizadas no projeto da Equoterapia(Saúde) - sala 101 - FEAC

03/11 - Manhã: O SUS que dá certo(Saúde) - sala 102 - FEAC

03/11 - Tarde: Oficina Tributária e Fiscal(Tecnologia, trabalho e produção) - sala 103 - FEAC

03/11 - Tarde: Elaboração de textos acadêmicos-científicos(Educação) - sala 12 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: A Rua dos Números: produção de histórias/materiais didáticos como subsídios para o ensino de diversos conteúdos em sala de aula(Educação) - sala 227 - IFCH

03/11 - Tarde: Controle De Zoonoses no Município de Passo Fundo(Saúde) - sala 20 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

03/11 - Tarde: Parada Cardiorrespiratória: Assistência da Equipe Multiprofissional e manejo extra hospitalar¿(Saúde) - sala 21 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

03/11 - Tarde: Oficina de sensibilização para o envelhecimento(Saúde) - sala 16 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

03/11 - Tarde: Cuidados paliativos: nunca é cedo demais para participar(Saúde) - sala 17 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

03/11 - Tarde: Bando de Dizeres: Dizeção de Poemas como Técnica de Desinibição(Cultura e Comunicação) - sala 24 - Centro de Ensino Médio Integrado

04/11 - Manhã: Desvendando os sentidos do texto(Educação) - sala 12 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Manhã: Projeto: Grandes Cidades(Educação) - sala 13 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Manhã: TRABALHANDO HISTÓRIA DE VIDA(Educação) - sala 20 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Manhã: Aprenda a fazer apresentações e vídeos animados em Powtoon(Educação) - sala 21 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Manhã: Residência multiprofissional - experiências, possibilidades e desafios(Saúde) - sala 22- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Manhã: Utilizando Teorias organizacionais na pesquisa em Contabilidade(Tecnologia, trabalho e produção) - sala 23- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde: Por que precisamos viajar?(Cultura e comunicação) - sala 12- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde: Justiça Restaurativa: Círculo de Construção de Paz(Direitos Humanos e Justiça)- sala 13- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde:Proposta de sequência didática para o ensino de propriedades coligativas(Educação)- sala 20- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde:Espaço Pedagógico em Abiente Hospitalar(Educação)- sala 20- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde: (Re)vendo saberes e vivências: a experiência da monitoria acadêmica na Graduação(Educação)- sala 22- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde: Cartografando os saberes- refletindo os fazeres do psicóloga na atualidade(Educação)- sala 23- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

04/11 - Tarde: Pós ¿ graduação modalidade residência: O que é?(Saúde)- sala 24- ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Manhã: Intercâmbio acadêmico: início, meio e sem fim(Cultura e comunicação)- sala 13 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Manhã: Economia da competição X Economia da cooperação(Tecnologia, trabalho e produção)- sala 20 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Manhã: O Comitê de Ética em Pesquisa e a Plataforma Brasil: aspectos práticos para pesquisas com seres humanos(Educação)- sala 21 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Manhã: Oficina de empatia: Calçando seus sapatos(Saúde)- sala 22 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Manhã: Roda de Conversa: A Multidisciplinariedade na residência oncológica(Saúde) - sala 23 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Manhã: Saúde Pública X Saúde Privada(Saúde)- sala 24 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: A mediação familiar no projeto PAIFAM: Famílias possíveis prospectando futuro(Direitos Humanos e Justiça)- sala 12 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: Programa Mundo da leitura: construindo práticas leitoras com(Educação)- sala 13 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: Dialogando com o Centro Regional de Educação: construção de novas perspectivas educacionais a partir da troca de saberes e fazeres pedagógicos (Educação)- sala 20 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde:Bando de Letras: Contação de Histórias para exercício da Cristividade e Imaginação(Educação)- sala 22 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: Educação financeira e gestão das finanças pessoais (Tecnologia, trabalho e produção)- sala 23 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: Educação inclusiva equoterapêutica: pacientes, eles nos ensinam (Saúde) - sala 24 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

03/11 - Tarde: Intervenções lúdicas e artísticas no ambiente hospitalar (Saúde) - sala 13 - ENSINO MÉDIO INTEGRADO

05/11 - Tarde: Adolescente: autor ou vítima de violência? (Direitos Humanos e Justiça)- sala 228 - IFCH

05/11 - Tarde: Estetoscópio musical: intervenções humanísticas(Saúde)- sala 226 - IFCH

05/11 - Tarde: Pólos, inovação tecnológica e desenvolvimento(Tecnologia, trabalho e produção)- sala 229 - IFCH

05/11 - Tarde: Desvendado o corpo humano com um olhar anatômico (Saúde) - sala 24 - CENTRO DE ENSINO MÉDIO INTEGRADO

03/11 - Tarde: Educação Contemplativa: Ferramentas Metodológicas para o uso da meditação na Escola(Educação) - sala 24 - CENTRO DE ENSINO MÉDIO INTEGRADO

1886: Inauguração da Estátua da Liberdade

No dia 28 de outubro de 1886, o então presidente dos Estados Unidos, Stephen Grover Cleveland, inaugurava solenemente a obra monumental na entrada do porto de Nova York, presente da França aos EUA.
Estátua da Liberdade
A Estátua da Liberdade sempre foi considerada a mãe de todos os imigrantes que passavam de barco diante do monumento antes de atracar na Ellis Island, única porta de entrada nos EUA para os estrangeiros, entre 1892 e 1954.
Trata-se do maior monumento histórico da Idade Moderna. Ela foi doada pelos franceses aos americanos e não só recorda a união entre os dois países durante a revolução dos Estados Unidos de 1775-1783. A placa no braço da "Miss Liberty" também lembra a proclamação da independência do país, em 4 de julho de 1776.
Assim como o quadro A Liberdade guiando o povo, de Eugène Delacroix, o monumento deveria simbolizar a liberdade iluminando o mundo, mas acabou se tornando símbolo do capitalismo e chamariz para imigrantes, que buscavam consolo no verso de Emma Lazarus, inscrito na base da estátua: "Dá-me os teus cansados, os teus pobres, as tuas massas ansiando por respirar livres... Eu ergo minha tocha ao lado da porta dourada."
Calcula-se que, entre 1892 e 1954, cerca de 12 milhões de estrangeiros ingressaram nos EUA pelo porto de Ellis Island. Quando viam a "Miss Liberty", sabiam ter alcançado o país de seus sonhos.
Rosto da mãe do artista serviu de modelo
O governo francês encarregara Frédéric Auguste Bartholdi de projetar uma estátua feminina caracterizada pela dignidade. O rosto da mãe do artista serviu de modelo. Ao ser confrontado com as dimensões da escultura encomendada, Bartholdi percebeu que precisava da ajuda de um engenheiro. O escolhido foi Gustave Eiffel, que mais tarde construiria em Paris a torre que leva seu nome.
Eiffel projetou o esqueleto da estátua, enquanto Bartholdi moldou as 350 placas externas de cobre. Elas foram empacotadas em 214 caixas e chegaram a Nova York em junho de 1885. A montagem do monumento só começou em maio de 1886, depois de concluída a base. Passaram-se ainda quatro meses até sua inauguração solene, no dia 28 de outubro de 1886.
O então presidente dos EUA, Stephen Grover Cleveland, prometeu na ocasião que os americanos não se esqueceriam que "a liberdade tem aqui sua pátria e seu lugar não deve ser descuidado". Porém o vento salgado do Atlântico, as emissões dos automóveis de Manhattan e as oscilações de temperatura extremas atacaram o monumento.
Restauração financiada com doações
Fogos de artifício iluminam o símbolo dos EUA
Nos anos 1970, a estátua estava completamente enferrujada e deteriorada. Em 1982, o então presidente Ronald Reagan criou uma comissão para os preparativos do centenário da "Miss Liberty". Dois anos mais tarde foram iniciadas as obras de restauração, para as quais foram arrecadados 230 milhões de dólares em doações. Em 4 de julho de 1986, Dia da Independência, os norte-americanos festejaram a reinauguração do monumento.
A poucos metros da Estátua da Liberdade, no porto de Ellis Island, encontra-se o Muro de Honra dos Imigrantes Norte-Americanos, onde 420 mil nomes estão gravados em painéis de aço inoxidável. Entre as mais de 130 nacionalidades, as mais representadas são a italiana, russa e polonesa.
Ainda hoje, qualquer imigrante que chegue a qualquer porto norte-americano pode mandar gravar seu nome no muro, mediante uma doação de 100 dólares à Statue of Liberty-Ellis Island Foundation, encarregada da manutenção desse monumento nacional dos EUA.
  • Autoria Jens Teschke (gh)
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terça-feira, 27 de outubro de 2015

1934: Grande Marcha na China

Em 27 de outubro de 1934, 100 mil combatentes do Exército Vermelho da China iniciaram marcha de mais de 10 mil quilômetros em apoio a Mao. Conflitos e fadiga causaram a morte de 80% dos participantes da caminhada.
General Chiang Kai-shek e esposa
Era difícil a situação na China naquele outubro de 1934. O Japão já ocupava o país há três anos. Em vez de unirem seus esforços contra o ocupante, Chiang Kai-shek e seu Partido Nacionalista (Kuomintang) preferiram combater os comunistas. Depois de um grande massacre em 1927, estes haviam se refugiado no interior. Nem a União Soviética prestou apoio. Pelo contrário, não confiava mais no poder de Mao Tsé-tung.
O líder comunista mudou, então, sua tática. Desistiu do proletariado urbano e começou a cativar os trabalhadores rurais. Na cidade de Jui-chin, na província de Kiangsi, fundou o primeiro "Estado dentro do Estado", com um sistema de sovietes (a exemplo da União Soviética) dentro da China. Mao iniciou sua administração com reformas agrárias e conseguiu cada vez mais adeptos ao seu exército comunista.
Caminhada mortal
O governo de Chiang Kai-shek não aceitou a rivalidade e liderou cinco campanhas contra Kiangsi. Apoiado por peritos militares alemães e dispondo de armas modernas, ele venceu os comunistas e fechou um cerco em torno dos 180 mil homens do "Exército Vermelho". Cem mil deles conseguiram furar o bloqueio para seguir com Mao até o norte do país e fundar uma nova república.
Iniciava-se, assim, a legendária longa marcha de mais de 10 mil quilômetros, através de 11 províncias, que concedeu uma dimensão quase mítica aos comunistas. Dos 100 mil que partiram, apenas 20 mil chegaram. Sobreviveram à fome, ao tempo, ao cansaço, a doenças e também aos combates, que sempre voltavam a ser travados com os nacionalistas ao longo do caminho.
Depois de dois anos, Mao e sua tropa conseguiram reorganizar um governo com o sistema soviete no norte. Entretanto, ainda transcorreriam 15 anos até que fosse proclamada a República Popular da China, em 1º de outubro de 1949.
  • Autoria Christa Kokotowski (rw)
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Momento Patrimônio encerra temporada com discussão acerca do Patrimônio, ensino e responsabilidade social




Último episódio da 4ª temporada do Momento Patrimônio!!
Dia 06/11, às 21h.
Reprises: Dias 07 e 08/11, às 20h30.

Fazendo História, por Chaline de Souza!

Você sabia que o curso de História te oferece um universo de possibilidades de formação em ensino, pesquisa e extensão? Confira parte de nossas atividades nas palavras de quem Faz História!
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1904 - Nova York inaugura sua primeira linha de metrô


Atualmente, sistema metroviário da cidade é o maior do mundo
Às 14h35 do dia 27 de outubro de 1904, o então prefeito da cidade de Nova York, George McClellan, assume os controles do à época inovador “sistema de trânsito rápido”, o metrô subterrâneo. Londres orgulhava-se de possuir a mais antiga rede de transporte metroviário (inaugurada em 1863) e Boston já havia construído sua primeira linha em 1897. Mas nenhuma ultrapassaria a extensão da de Nova York.

Wikicommons

Cartão postal ilustra passageiros no terminal de metrô da Grand Central Station, em Nova York, no ano de 1912

A primeira linha, operada pela IRT (Interborough Rapid Transit Company), estendeu-se por cerca de 15 quilômetros, percorrendo 28 estações. Partia da City Hall na baixa Manhattan e seguia para o Grande Terminal Ferroviário Central. De lá, dirigia-se sentido oeste, ao longo da rua 42, rumo ao Times Square. A linha então termina, desviando-se para a direção norte, desembocando na Broadway e no Harlem.

No dia da inauguração, o prefeito McClellan colocou em prática sua formação como engenheiro para assumir os controles do trem até a rua 103. Às 19h daquela tarde, o transporte subterrâneo abriu suas portas para o grande público. Mais de 100 mil pessoas pagaram um níquel cada uma para fazer sua primeira viagem debaixo de Manhattan.
Os serviços da IRT expandiram-se para o Bronx em 1905, ao Brooklyn em 1908 e ao Queens em 1915. Desde 1968, o metrô local vem sendo administrado pela MTA (Metropolitan Transport Authority). O sistema agora tem 26 linhas e 468 estações em operação. A linha mais longa, o Trem Expresso 8ª Avenida A, estende-se por mais de 52 quilômetros, do ponto mais ao norte de Manhattan até o extremo de Queens, região sudeste.
Todos os dias, cerca de 4,5 milhões de passageiros usam o metrô de Nova York. Com exceção do trem que conecta Nova York com Nova Jersey e algumas partes do sistema de trens elevados de Chicago, o metrô de Nova York é o único sistema de trânsito rápido do mundo que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Não importa quão lotado ou sujo seja, o metro é uma das poucas instituições novaiorquinas que seus moradores, ou turistas, não podem dispensar.
O jornal The New York Times  descreveu a excitação dos habitantes da cidade na ocasião da seguinte forma: “pela primeira vez em sua vida, o padre Knickerbocker viajou ontem no trem subterrâneo. Ele e seus filhos em número de 150 mil, em meio ao alarido de assobios e fogos de artifício, para uma primeira viagem num trem que corre debaixo da terra e que por anos foi ridicularizado como uma impossibilidade”.
O primeiro sistema ferroviário subterrâneo, o Metropolitan Railway, foi inaugurado em Londres em 1863. Os trens se moviam a vapor, o que causava graves problemas nos túneis. Contudo, o sistema caiu no gosto popular. Em 1890, foi paulatinamente introduzido o sistema de trens elétricos, o que fez do tráfego subterrâneo algo mais prático, seguro e saudável.
Embora o primeiro metrô dos Estados Unidos tenha sido implantado em Boston, em 1897, Nova York tornou-se finalmente a cidade norte-americana mais associada ao transporte subterrâneo. Após ganhar licitações municipais em 1913, a IRT e sua rival BRT (Brooklyn Rapid Transit) incrementaram substancialmente o número de linhas, consideradas modernas até os dias atuais.
Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

UPF promove passeio histórico-cultural e fotográfico por Passo Fundo


O curso de História, o Programa de Pós-Graduação em História e o Projeto Momento Patrimônio da Universidade de Passo Fundo (UPF) promovem o Passeio histórico-cultural e fotográfico: formação de Passo Fundo. A atividade acontece no próximo dia 7 de novembro, com saída às 8h, em frente à Praça Tamandaré.
Com o passeio, a equipe quer propor uma discussão sobre a formação do município e destacar a constituição de patrimônios materiais e imateriais referenciais para a população. “Considerando a importância do conhecimento da cidade para instigar a preservação patrimonial, desejamos apurar o olhar para as reminiscências do processo de formação citadita – prédios, monumentos, fachadas, etc. – bem como para suas referências imateriais, conformativas da cultura local”, destacou a professora Gizele Zanotto, que coordena a ação, juntamente com o professor Adriano Comissoli.

Inscrições e informações
As inscrições são gratuitas e os interessados devem enviar nome completo, idade, formação acadêmica e telefone para chistoria@upf.br.

Atestados de participação serão fornecidos aos participantes após a realização do passeio. A organização sugere que os participantes usem roupas leves e proteção solar e que levem água. Em caso de chuva, o passeio será transferido.

Roteiro
Praça Tamandaré
Igreja Matriz
Chafariz da Mãe Preta
Instituto Metodista (IE)
Clube Visconde do Rio Branco
Praça da Mãe
Casa Barão
Colégio Notre Dame
Espaço Cultural Rosely Doleski Pretto
Rua XV de Novembro
Cassino da Maroca
Catedral Nossa Senhora Aparecida
República dos Coqueiros
Boca Maldita
Praça Marechal Floriano
Viação Férrea do Rio Grande do Sul
Gare
Hotéis Glória e Roma
Escola Protásio Alves
Avenida Brasil
Igreja Metodista
Hotel Avenida
Estátua do Teixeirinha