domingo, 31 de maio de 2015

1740: Coroação de Frederico, o Grande

Em 31 de maio de 1740, o príncipe herdeiro Frederico da Prússia, então com 28 anos, subiu ao trono prussiano. Monarca absolutista, dirigiu o país com firmeza, mas também com bondade e sabedoria, por quase meio século.
Frederico 2º, rei da Prússia
Uma mensagem urgente chegou ao príncipe Frederico em 31 de maio de 1740: seu pai jazia no leito da morte e ele deveria dirigir-se imediatamente a Potsdam.
A morte de Frederico Guilherme 1º e a ascensão de seu filho simbolizaram o início de uma nova era na Prússia. Foi o florescimento das artes, o surgimento do "rococó fridericiano", como ficou conhecida esta época na Alemanha. Ao mesmo tempo, o novo monarca iniciou três guerras europeias.
O pai lhe havia deixado um país dividido, politicamente insignificante, mas cofres cheios e um exército exemplar para a época. Frederico 2º soube tirar proveito de ambos para conquistar posição entre as potências da Europa.
Já em dezembro de 1740, poucos meses após subir ao poder, ordenou a invasão da Silésia e incorporou a importante região econômica. Depois disso, dedicou-se ao desenvolvimento interno, iniciando a construção de seus esplêndidos castelos em Potsdam e Berlim.
Ao mesmo tempo, atraiu conhecidos artistas para sua corte, atenuou a censura e promoveu reformas no sistema de ensino e na Justiça. A tortura foi banida e qualquer ser humano, fosse nobre ou mendigo, passava a ter direitos iguais.
Inspirado pelo Iluminismo, o soberano reformista transformou a Prússia num dos países mais progressistas de seu tempo. Em primeiro lugar, ele valorizava o princípio da tolerância religiosa, fato admirável numa época de pesada influência da Igreja Católica.
Tolerância religiosa para aumentar população
Ao aceitar os "refugiados" religiosos de outros países, como os huguenotes, Frederico 2º estava intencionalmente promovendo a "colonização" da Prússia, pois a mão de obra era necessária a seu desenvolvimento econômico.
Visando facilitar a colonização, o soberano incentivou e financiou grandes projetos de assentamento, em que regiões pantanosas foram saneadas, florestas derrubadas e até rios desviados de seu leito.
Essa fase de crescimento econômico da Prússia sofreu uma interrupção repentina em 1756: Frederico 2º envolveu-se numa guerra que duraria sete anos e deixaria metade da Europa em ruínas. O rei prussiano havia iniciado a guerra com a invasão da Saxônia, que havia se aliado ao Império Austríaco e à Rússia para desmantelar a Prússia.
A guerra acabou sem vitoriosos. Por se impor bravamente frente aos inimigos mais fortes, Frederico recebeu de seu povo o respeitoso aposto "o Grande". Ele, entretanto, preferia chamar-se "serviçal de seu país".
Frederico 2º governou a Prússia por mais 25 anos. Ao falecer, em 1786, deixou, da mesma forma como o pai, os cofres cheios e um exército imbatível. Seu império, entretanto, havia se expandido e se tornado potência europeia. Ainda hoje, o soberano é chamado, com um certo carinho, de Alter Fritz(velho Fritz) pelos alemães.

1981 – Presidente de Bangladesh, Ziaur Rahman é assassinado


Execução do chefe de Estado fez parte de plano de rebelião dentro do Exército do país; revolta foi contida
O presidente de Bangladesh, Ziaur Rahman, é assassinado em 30 de maio de 1981 na cidade de Chittagong, no sudeste do país. Acredita-se que Ziaur tenha morrido de madrugada, quando rebeldes armados invadiram a residência de hóspedes do governo.
O noticiário revelou que ele teria sido metralhado quando abriu a porta de seu quarto para ver o que estava acontecendo do lado de fora.  Oito pessoas morreram no tiroteio que se seguiu, inclusive um oficial da segurança, um guarda-costas do presidente e um dos atacantes.
Acreditou-se que o assassinato fazia parte de uma rebelião no seio do Exército. Forças governamentais tomaram o controle da cidade e saíram para capturar o líder rebelde. Uma informação da radio de Bangladesh dizia que o general Manzur estava escondido nas colinas de Chittagong, enquanto outra notícia informava que ele havia sido capturado.
Há relatos que Manzur se decidiu pela tentativa de golpe de Estado em parte porque estava ressentido de ter sido transferido para um posto, sem comando, em Daca.
Em seguida à morte do presidente de 45 anos, os opositores anunciaram que haviam formado um comitê revolucionário. No entanto, diplomatas afirmaram que eles fracassaram em angariar o apoio das unidades militares espalhadas por Bangladesh.
Com efeito, o Exército, sob o comando do Chefe do Estado-Maior, general Hussain Muhammad Ershad, permaneceu leal ao governo de Daca e rapidamente sufocou a rebelião. Oficialmente, o governo de Bangladesh declarou que o atentado na cidade portuária foi levado a cabo por “alguns poucos facínoras”.
Na capital Daca, dezenas de milhares de pessoas tomaram as ruas para manifestar sua dor pela morte do presidente, que era amplamente admirado e respeitado.
Abdus Sattar, nomeado successor, declarou "estado de emergência" e decretou 40 dias de luto. Também intimou o general Manzur a se render. O aeroporto de Daca foi fechado e todas as ligações via telefone e telex para a Índia foram suspensas.
Oficiais do Exército estiveram envolvidos em várias tentativas de golpe para derrocar o presidente Ziaur durante os seus seis anos de governo. Na verdade, o presidente foi assassinado por um pequeno grupo de oficiais militares. O assassinato foi supostamente ordenado pelo general Manzur que, mais tarde, foi capturado em seu esconderijo em Chittagong e executado por militares.
Uma corte marcial acusou 31 oficiais de estarem envolvidos na tentativa de golpe e 12 foram executados por cumplicidade no assassinato do presidente. Em 2000, uma comissão parlamentar concluiu que o julgamento dos acusados não respeitou o devido processo legal. A comissão recomendou que as famílias dos 12 oficiais executados na forca fossem indenizadas.
Um membro da comissão, ex-oficial do exército, em entrevista à imprensa, declarou que eles foram sentenciados à morte sem qualquer prova ou evidência válida em alguns casos e foram vítimas de injustiça.
Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O Arquivo do PPGH disponibiliza novo acervo para consulta


Quer conhecer o processo de urbanização de alguns bairros de Passo Fundo? O estudo das plantas de loteamentos pode ser de fundamental importância para isso.
O AHR acaba de disponibilizar aos pesquisadores vários mapas da cidade, recebidas por doação. Aproveite a oportunidade de analisar o crescimento de Passo Fundo!


Visite o site do Arquivo em: www.upf.br/ahr

LISTA DE MAPAS:
1. Bairro Centro 
2. Bairro Copabacana
3. Bairro Dr. César Santos
4. Bairro Exposição
5. Bairro Força e Luz
6. Bairro jardim Primavera
7. Bairro São José
8. Bairro São Luiz Gonzaga
9. Loteamento Agostinho
10. Loteamento Amado N. Vieira
11. Loteamento Don Felipe
12. Loteamento Don Rodolfo
13. Loteamento Escola Rural
14. Loteamento Galvez
15. Loteamento Ivo Ferreira
16. Loteamento Jardim André Rebechi
17. Loteamento Jardim Botânco
18. Loteamento Julieta Krauzer Ricci
19. Loteamento Leão XIII
20. Loteamento Maggi
21. Loteamento Morada do Sol
22. Loteamento Nenê Graeff
23. Loteamento Nonoai
24. Loteamento Nossa Senhora Aparecida
25. Loteamento Nossa Senhora da Saúde
26. Loteamento Parque do Sol
27. Loteamento Pedro Ceratti
28. Loteamento Professor Schisler
29. Loteamento Ricci
30. Loteamento Santa Rita
31. Loteamento Santo Antônio
32. Loteamento Secchi
33. Loteamento Tupinambá
34. Loteamento Victor Issler
35. Loteamento Vila Leopoldina
36. Loteamento Vila Planaltina
37. Parque Bela Vista
38. Parque dos Comerciários
39. Parque Farroupilha
40. Parque Turístico
41. Passo Fundo
42. Santa Terezinha
43. Vila 1º Centenário
44. Vila Alice
45. Vila Ambrozina
46. Vila Boa Vista
47. Vila Cruzeiro
48. Vila Dona Júlia
49. Vila Donária
50. Vila Ferroviários
51. Vila Graciosa
52. Vila Guilherme Morsh
53. Vila Industrial
54. Vila Isabel
55. Vila Lucas Araújo
56. Vila Luiza
57. Vila Petrobrás
58. Vila Rodrigues
59. Vila Santa Marta
60. Vila Simon
61. Vila Vera Cruz
62. Vila Vergueiro
63. Vila Vinte de Setembro

1871 - Após milhares de execuções, Comuna de Paris é encerrada pelo Exército francês


Seriam quatro mil communards mortos. Entre as forças do governo, número não chegou a 900
No dia 28 de maio de 1871, ao longo da chamada “Semana Sangrenta”, a Comuna de Paris deixava de existir. Ao preço de várias dezenas de milhares de execuções e prisões, Adolphe Thiers podia se vangloriar de ter libertado o país da “questão social”, tema que permaneceria ausente da cena política francesa até 1936.
Dez semanas antes, em 18 de março, os parisienses viviam subjugados às tropas do governo, humilhados pela derrota de seu país diante dos prussianos e irritados por estarem subordinados a um estado de sítio. O chefe do Executivo, Adolphe Thiers, havia deixado Paris e se instalado em Versalhes. Um movimento improvisado se insurge e assume o poder na capital, dando origem à Comuna de Paris.

No entanto, desde a assinatura em 10 de maio do Tratado de Paz com a Alemanha, Thiers obtém da Prússia a libertação antecipada de 60 mil soldados. Com o contingente recuperado, lança imediatamente contra a capital cinco batalhões do Exército. Eram 130 mil homens, entre presidiários e camponeses, recrutados e treinados às pressas para enfrentar a “canalha vermelha”.

As tropas eram comandadas pelo marechal Mac-Mahon, o mesmo que havia sido derrotado em Sedan pelos prussianos. Diante delas, os Communards só puderam alinhar cerca de 20 mil combatentes. Os primeiros confrontos ocorreram em 2 e 3 de abril. Em 10 de maio, na capital, Charles Delescluze assume o comando das operações militares.

Após ter conquistado os fortes de Vanves e de Issy, Mac-Mahon lança um assalto decisivo em 21 de maio, no bairro do Point du Jour, em Boulogne. Thiers determina um avanço lento e prudente nas ruas de Paris. Após violentas explosões, o bairro de Belleville, a leste, foi o último a cair. Os combates de rua deixam quatro mil mortos. Apenas 877 membros das tropas governistas seriam mortos.

Mais além, houve ainda as vítimas da repressão: aqueles considerados suspeitos eram mortos metodicamente. Vinte comitivas militares ligadas às grandes unidades julgavam rapidamente homens e mulheres apanhados com armas nas mãos. Os réus eram fuzilados no próprio lugar.

O Muro dos Federados, no cemitério Père Lachaise, conserva a lembrança de 147 combatentes que foram fuzilados nas cercanias e dos milhares de cadáveres que foram sepultados em uma vala vizinha. Das longas filas de prisioneiros que eram conduzidos às detenções de Versalhes, o general Marquês de Gallifet destacava os homens de cabelos grisalhos e mandava fuzilá-los. Isso pela simples suspeita de que já haviam participado da revolução de junho de 1848.

Os Communards, inexperientes e apavorados com as masmorras de Versalhes, sequestram e liquidam cerca de 80 reféns. Também criariam focos de incêndio que, ao lado dos bombardeios, destruiriam importantes monumentos históricos, como o Palácio das Tuileries, o Palácio de Justiça gótico, o Hôtel de Ville, o Palais-Royal e o Palácio d'Orsay. Das ruínas deste último foi construída a estação de trens que abrigou a Exposição Universal de 1900. Preciosas coleções de arte e arquivos de valor incalculável desapareceriam durante a Semana Sangrenta.



Essas destruições iriam privar Paris de alguns florões de seu patrimônio arquitetônico. Essa cidade, que se orgulha tanto de seu passado histórico, não dispõe de monumentos que remontem além do século XVII. A única exceção é o palácio do Louvre, a igreja de Notre Dame e algumas outras do centro.

O balanço final da Semana Sangrenta foi de cerca de 20 mil vítimas e 38 mil prisões. Isso tudo sem contar as penalidades jurídicas: tribunais pronunciariam até 1877 um total de cerca de 50 mil julgamentos. Houve algumas condenações à morte e cerca de 10 mil deportações. As leis de anistia só viriam dez anos mais tarde, em 1879 e 1880. Apenas a partir desse marco prisioneiros seriam libertados e deportados, enquanto exilados poderiam retornar ao país.
Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Acadêmicos do PPGH/UPF participam de evento em Porto Alegre

Nesta quarta-feira, 27 de maio, alunos do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em História da UPF participaram do II Encontro de Pesquisas Históricas - PUCRS: "O historiador e as novas tecnologias". 

Os registros são do Simpósio Temático História Agrária e os participantes do PPGH/UPF eram o Gean Zimermann da Silva, Simone Lopes Dickel, Andréa Pagno Pegoraro, Douglas Satirio da Rocha e Álisson Cardoso. 





1871: Termina a "semana sangrenta" de Paris

A semana de 21 a 28 de maio, que marcou o fim da Comuna de Paris, foi um dos episódios mais sangrentos da história da França.
Ruína do Hotel de Ville, sede da Comuna de Paris, após o fim da rebelião
O dia 28 de maio de 1871 foi um domingo, o Domingo de Pentecostes. Enquanto em outros lugares era festejada a descida do Espírito Santo, os fatos em Paris mais lembravam o inferno do que o céu. As lutas desesperadas entre os rebeldes da Comuna de Paris e as tropas do Exército já duravam uma semana.
Uma testemunha ocular narrou: "Eugène Varlin, que tinha lutado até o último instante, chegou a alcançar a Rue Lafayette, quando foi reconhecido por um oficial de Versalhes. Com as mãos amarradas nas costas, ele foi levado a Montmartre; durante todo o caminho para lá, ele foi golpeado com coronhas de fuzil e quase linchado por uma entusiástica multidão de parisienses. Quando chegou à tenebrosa Rue des Rosiers, o seu rosto estava massacrado e um olho pendia da cavidade ocular. Ele não conseguia mais ficar de pé, por isso foi arrastado para o jardim e fuzilado, sentado numa cadeira".
Dois meses caóticos
Com essa "semana sangrenta" terminou o experimento da chamada "Comuna de Paris", que durara dois caóticos meses. A Comuna surgira de maneira espontânea, alimentada por conflitos políticos e sociais. A guerra perdida contra a Alemanha, os meses de privação em decorrência do cerco pelos prussianos e um governo rural e conservador, que não demonstrava qualquer sensibilidade para a miséria da população urbana de Paris – tudo isto levou, em março de 1871, a uma rebelião contra o governo, que se retirou para Versalhes.
No dia 28 de março de 1871, uma horda heterogênea de jacobinos, anarquistas, socialistas e patriotas, que recusavam o acordo de paz com a Alemanha, invadiu a prefeitura parisiense. Eles se autodenominavam La Commune, a Comuna.
Nos dois meses do seu governo, a Comuna aprovou uma série de leis, cujo principal objetivo era atenuar a miséria do proletariado parisiense; mas também outras leis de caráter básico, como por exemplo, a separação da Igreja e do Estado, a abolição dos privilégios da nobreza, a autonomia do governo municipal, além de uma lei que ameaçava punição de morte a todo aquele que cooperasse com o antigo governo de Versalhes. Inúmeros militares e clérigos, entre eles o arcebispo de Paris, foram tomados como reféns.
Ação militar do governo
Enquanto isso, o governo de Versalhes preparava-se para retomar a cidade e o poder com uma ação militar. As simpatias da população estavam divididas entre os velhos conservadores e o novo governo de esquerda. Na noite de 21 de maio, as primeiras tropas governamentais invadiram a cidade, começando o que posteriormente seria chamado de "semana sangrenta" (semaine sanglante).
Inicialmente, as tropas governamentais não encontraram grande resistência. Mas as lutas foram se tornando cada vez mais ferozes, pois os integrantes da Comuna logo perceberam que nada mais tinham a perder. O antigo governo visara, desde o início, uma solução militar do conflito. Qualquer suspeito de integrar a Comuna, ou meros simpatizantes eram imediatamente fuzilados.
As tropas de Versalhes avançaram bairro por bairro, enquanto a Comuna erigia centenas de barricadas com pedras de calçamento e sacos de areia. Na sua retirada, os integrantes da Comuna ateavam fogo em tudo: na noite de 24 de maio foi incendiado o castelo das Tulherias, ruas inteiras foram consumidas pelas labaredas. Nos últimos dias de luta, inúmeros reféns foram mortos, entre eles também o arcebispo de Paris.
Com a queda da última barricada, no dia 28 de maio de 1871, terminou a "semana sangrenta", mas não o derramamento de sangue. Milhares ainda foram mortos, nos dias seguintes, nos parques, quintais e nas casernas. Os historiadores calculam que a Comuna tenha assassinado cerca de 500 adversários políticos, enquanto as tropas governamentais mataram entre 20 e 25 mil pessoas durante a reconquista de Paris e nos dias imediatamente posteriores.
  • Autoria Rachel Gessat/am
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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Aditamentos preliminares do Fies serão analisados pelo MEC

Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento está verificando diariamente os aditamentos preliminares

A Universidade de Passo Fundo (UPF) esclarece aos alunos beneficiados com o Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e que realizaram o aditamento de renovação do primeiro semestre de 2015, na modalidade denominada pelo Sisfies como preliminar, que essa modalidade ocorre quando o valor da semestralidade atual ultrapassa o reajuste de 6,41% em relação aos valores do semestre anterior.

Todos os aditamentos que forem emitidos na situação “preliminar” passarão por análise do Grupo de Trabalho (GT), composto pelo Secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), pelo Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pela Secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ).

Portaria
Conforme Portaria Conjunta nº 30, de 20 de maio de 2015, publicada no Diário Oficial da União nº 95, de quinta-feira, 21 de maio de 2015, seção 2, páginas 23, “fica prorrogado por 60 (sessenta) dias o prazo de vigência do Grupo de Trabalho – GT, que tem por objetivo analisar a composição e a evolução dos preços das mensalidades dos cursos superiores financiados pelo Fies, bem como de propor iniciativas e ações que contribuam para o avanço do referido Programa.”.


A portaria pode ser visualizada AQUI.

Acompanhamento
Sendo assim, em caso de aditamento preliminar não simplificado, os estudantes deverão aguardar a liberação do Documento Regular de Matrícula (DRM) para comparecimento ao banco. Caso o prazo de comparecimento ao banco expire, o estudante deverá continuar aguardando a análise do aditamento preliminar. A Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da Universidade de Passo Fundo (CPSA/UPF) está acompanhando diariamente os aditamentos preliminares, e, tão logo a DRM esteja disponível para retirada, comunicará essa disponibilidade ao aluno, por meio do e-mail acadêmico.

1882 - Formada a Tríplice Aliança na Europa


Acordo entre Império Alemão, Austro-Húngaro e Reino da Itália e fatores de descontentamento catalisariam a I Guerra Mundial
Em 26 de maio de 1882 é firmada a Tríplice Aliança, acordo militar entre o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro e o Reino da Itália, formando um grande bloco de países aliados no centro da Europa.
A Tríplice Aliança estabelecia que cada uma das nações garantia apoio às demais no caso de algum ataque de duas ou mais potências sobre uma das partes. O objetivo principal era construir uma barreira político-militar que isolasse a França na Europa Ocidental.
O acordo entre a Alemanha e a Itália neste ponto era bem específico afirmando que seu apoio não se estenderia a um ataque vindo do Reino Unido.
A situação da Itália neste acordo era instável pois sua população era desfavorável ao estabelecimento de um pacto com o Império Austro-Húngaro, antigo inimigo do processo de unificação da Itália. Além disso, os territórios da Ístria, do Trentino e da Dalmácia, sob controle da Áustria, continham população italiana e não haviam sido incorporados à Itália unificada.
O processo colonial da segunda metade do século 19 havia deixado feridas abertas, nomeadamente na Itália e na Alemanha, descontentes com as partilhas dos continentes africano e asiático.
Já a França, derrotada na Guerra Franco-Prussiana de 1871, foi obrigada a ceder à Alemanha a região da Alsácia e Lorena, ricas em carvão e minério de ferro, e a pagar uma pesada indenização aos alemães. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperavam uma oportunidade para retomar a rica região perdida.

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Cartoon francês "Carte drôlatique d’Europe pour 1870" satirizava as disputas de poder na Europa naquele ano
O pan-germanismo e o pan-eslavismo também influenciaram e aumentaram o estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos alemães em unificar, sob uma única bandeira, todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.
O chanceler Otto von Bismarck havia construído uma complexa rede de tratados internacionais cujo elemento chave seria a Tríplice Aliança, que ligava a Alemanha com seus vizinhos Áustria-Hungria e Itália. O principal objetivo de Bismarck era a manutenção de um status quo, sob a liderança de Berlim.    
O delicado edifício diplomático de Bismarck veio abaixo com a nova ‘Weltpolitik’ impulsionada pelo kaiser Guilherme II. Essa nova postura da Alemanha, ambiciosa e agressiva, desencadeou um processo de competição antagônica e de desconfiança.

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Kaiser Guilherme (ou Wilhelm, em alemão) II, que provoca efeitos na Europa diferentes do que Bismarck desejava
O primeiro resultado da política de Guilherme II era o que Bismarck mais temia: o fim do isolamento da França. Em 1893 foi firmada a aliança franco-russa, compromisso de ajuda militar em caso de guerra contra a Alemanha.   
Em 1905, a Rússia é surpreendentemente derrotada na guerra contra o Japão. Esse fracasso fez com que a Rússia abandonasse suas pretensões no Extremo Oriente e centrasse sua atenção nos Bálcãs, o que levou a um inevitável choque com o Império Austro-húngaro.
Pressionadas pela crescente agressividade e ambição territorial da Alemanha, a França e a Grã Bretanha puseram fim às suas diferenças coloniais e assinaram a Entente Cordiale em 1904.
Por fim, depois de resolver seus problemas na Ásia Central – Pérsia e Afeganistão – foi firmado em 1907 o acordo anglo-russo. Estavam fincadas as bases da chamada Tríplice Entente entre França, Grã Bretanha e Rússia.
Nos anos prévios à Primeira Guerra Mundial dois grandes blocos  - que acabaram se enfrentando - se haviam configurado: A Tríplice Entente e a Tríplice Aliança.

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(Cartaz russo de 1914 mostras as forças da Tríplice Entente: França, Rússia e Inglaterra, da esquerda para a direita)

A ascensão de potências extra-europeias, Estados Unidos e Japão, significou a passagem de um concerto europeu a um concerto mundial de potências. Duas guerras exemplificaram essa transformação: a guerra hispano-americana de 1898 e a guerra russo-japonesa em 1905.
A revolução tecnológica propiciada pela Segunda Revolução Industrial trouxe consigo uma mudança na correlação de forças entre as potências. A cada vez mais poderosa Alemanha desafiava a longa hegemonia britânica. Em 1896, é publicado em Londres o livro “Made in Germany” de Ernest Williams que alertava quanto ao crescimento da economia germânica em todos os campos.
A ‘Weltpolitik’ necessitava de uma armada poderosa. A crescente indústria naval alemã significava um claro desafio à hegemonia naval britânica. Londres respondeu em 1907 com a construção de um novo tipo de encouraçado, o Dreadnought. A resposta germânica não se fez esperar. As potências lançaram-se numa verdadeira corrida de armas navais.
O colonialismo exacerbou a disputa entre as potências industriais europeias em busca de territórios e mercados. O imperialismo levou a que os atritos entre as potências extrapolassem os marcos europeus e tivessem lugar em qualquer rincão do mundo.

Reprodução

Cartoon de John MacCurtcheon, da Chicabo Tribune, intitulada "O Crime das Eras: quem fez?"
Estoura então a Grande Guerra travada entre as duas grandes alianças. A Itália, tendo firmado a Tríplice Aliança, passa para o lado da Tríplice Entente contra a Áustria-Hungria em maio de 1915 e contra a Alemanha em agosto de 1916. A justificativa era de que a Tríplice Aliança era um acordo de defesa e foi o Império Germânico o agressor.
Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A UPF facilita o acesso ao ensino superior com apoio estudantil - vem Fazer História conosco!

Mais informações em www.vestibular.upf.br




1749 – É deflagrado na França o caso do Hospital Geral


Conflito em torno de estabelecimento de "reclusão" de pobres franceses duraria 8 anos e estremeceria o trono de Luis XV
Sábado, 24 de maio de 1749, às 6h da manhã, a senhorita Julie, na verdade Catherine Huet, superiora da Salpêtrière em Paris, persuadida que seria presa, deixa precipitadamente o estabelecimento com 20 de seus funcionários. É o início do Caso do Hospital Geral. Cercado de motins e rumores, com a pedofilia como pano de fundo, duraria 8 anos e estremeceria o trono de Luis XV. O hospital, estabelecimento de ‘reclusão’ dos pobres, havia sido fundado pelos devotos laicos da Companhia do Santo Sacramento sob o ministério do cardeal Jules Mazarin. Funcionara por mais de 90 anos sob a mais total opacidade.
Dividido em Salpêtrière (para as mulheres e as meninas); Bicêtre (para os homens) e Pitié (para os meninos), o hospital, que o rei dotava de recursos e isentava de impostos, era o lugar de todas as exigências, violências e desfalques em detrimento dos pobres aos quais tinha por obrigação socorrer.
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Litogravura de 1857 feita por Armand Gautier retratando os jardins do Salpêtrière
O estabelecimento que integrava a “Obra das Crianças Abandonadas” criada por São Vicente de Paula, tinha direito de vida e morte sobre os milhares de miseráveis que uma impiedosa legislação os obrigava a lá se recluir. Desde sua fundação em abril de 1656, nenhum outro socorro público ou privado poderia atender aos miseráveis.
Após a dissolução da Companhia do Santo Sacramento, os jansenistas — membros da seita religiosa inspirada nas ideias do bispo dogmático Cornelius Jansen — retomaram as rédeas do hospital onde fizeram reinar a ordem moral e o terror de um sistema rigidamente concentracionário.
As denúncias eram frequentes – violências, evasão de fundos e assédios -, mas não encontram eco num parlamento, a um só tempo juiz e parte. Porém atingiram o rei por intermédio dos padres do hospital, que se queixavam das ações do pessoal abertamente jansenista, quando a bula papal Unigenitus condenava duramente o jansenismo.
Em 1746, Luis XV encarrega Christophe de Beaumont, por ele nomeado arcebispo de Paris, para pôr ordem na casa. Suspeitando que as “irmãs”, na verdade laicas, aproveitavam as saídas pretensamente destinadas a se confessar para fazer a “festa”, decide que deveriam se confessar no interior do estabelecimento. Tomadas de pânico, a irmã e suas companheiras resolvem desertar na manhãzinha de 24 de maio. Começava o affaire do século.
Em 12 de julho de 1749, o arcebispo força a eleição de uma amiga, Madame de Moysan, para o conselho de administração. Os administradores se demitem em bloco. Os magistrados jansenistas lançam uma virulenta campanha contra a nova administração e organizam a interrupção das doações.  A nova superintendente enfrenta-os. O rei e o arcebispo metem a mão no bolso a fim de cobrir os déficits.
Um ano depois, em 23 de maio de 1750, uma multidão toma de assalto o comissariado da rua Saint-Honoré onde se havia refugiado um alcaguete da polícia, um tal Labbé, protegido do chefe da polícia, Nicolas Berryer, que era acusado de ladrão de crianças. A polícia se viu forçada a entregar o homem que foi espancado à morte, depois arrastado pelos pés até a porta da casa de Berryer.
Era o último episódio da “Marcha Vermelha”, levante popular que terminaria em sangue e lágrimas. Por razões desconhecidas, mas em seguida a um decreto contra os mendigos, os dependentes do Hospital Geral disfarçados sequestram à força, em plena rua, crianças que seus pais enlouquecidos exigiam de volta.
O distúrbio de 23 de maio de 1750 em Paris foi o último e o quinto em dois dias. A polícia não se mostrou capaz de controlar a situação, os guardas-franceses se alinharam ao lado do povo, falava-se de um príncipe bebedor de sangue.
Encarregado da investigação, o Parlamento condena três populares à forca enquanto os sequestradores de crianças se livram até de multa, provocando a indignação popular.
Em 24 de março de 1751, o rei publica as reformas que queria ver aplicadas no hospital. Reservando ao arcebispo as questões pertinentes à religião e aos sacramentos, o novo regulamento exigia transparência total sobre as contas, os investimentos, as nomeações e o tratamento destinado aos enfermos.
Para entrar em vigor, o regulamento deveria ser aprovado pelo Parlamento que recusa a procede à aprovação de outro, que desfaz tudo o que o rei propunha. Esse ato de rebelião era um verdadeiro golpe de Estado que retirava do rei o poder legislativo para remetê-lo aos juízes.
Luis XV ordena aprovar a declaração diante dele e exige que tudo o que dissesse respeito ao hospital fosse retirado da alçada dos juízes. Estes, em protesto, desencadeiam uma greve geral que paralisa a máquina judiciária.
O rei ameaça demitir os rebeldes, porém até o atentado de Damiens em janeiro de 1757 (enquanto Luis XV saia do Palácio, um homem se precipita e assesta uma punhalada em suas costas. Esse homem se chamava Robert Damiens.), o rei só poderia agir pelos caminhos da justiça. Por quê tal resistência a propósito de um estabelecimento que se pretendia apenas de caridade?
O estudo do registro de entradas e saídas das crianças do Hospital Geral permite entender que milhares delas desapareceram e que parece terem sido vítimas de crimes sexuais. A recusa da magistratura a qualquer possibilidade de ver o que se passava no hospital pode ter significado esconder a extensão de um gigantesco tráfico de crianças pobres tendo por pano de fundo a pedofilia.
A “Marcha Vermelha” que por muito tempo foi vista apenas como um rumor, pode bem ter sido a revolta de pais informados dos crimes perpetrados contra as crianças cativas à sombra da maior instituição laica do Antigo Regime: o Hospital Geral.
Fonte: Opera Mundi

"Ninguém nasce assim"

Cristiano Campos, professor de história do Colégio Pedro II (Campus Humaitá II), no Rio de Janeiro, produziu um documentário muito bacana chamado "Ninguém nasce assim?", com apoio do Laboratório de Humanidades do CPII. O objetivo do documentário (curta-metragem), feito em 2014, a partir de um fato de discriminação racial, é promover o debate em torno de questões referentes ao racismo. 

Alunos, professores e outros funcionários do colégio discutem diante das câmeras esse delicado (e urgente) tema de forma aberta, democrática e sincera. "Ninguém nasce assim" é um projeto inspirador para professores de história de todo país interessados em envolver os alunos de uma forma inovadora no processo de ensino-aprendizagem, visando a autonomia e o protagonismo destes no ambiente escolar. Quer conferir? Então, clique aqui. Quer conhecer mais sobre o Laboratório de Humanidades do CPII? Clique aqui

domingo, 24 de maio de 2015

Cientistas descobrem as ferramentas mais antigas do mundo

Arqueólogos encontram no Quênia artefatos de pedra com bordas afiadas de 3,3 milhões de anos. Se as suposições dos pesquisadores forem confirmadas, a história evolutiva do homem precisará ser reescrita.
Älteste Steinwerkzeuge entdeckt
Ferramentas pré-históricas nem sempre são reconhecidas à primeira vista. Assim, as lascas empoeiradas de pedra encontradas a oeste do Lago Turkana, no Quênia, também não foram identificadas, a princípio, como ferramentas.
Mas os responsáveis pela descoberta, os cientistas da Universidade Stony Brook, de Nova York, afirmam estar seguros de que as pedras com bordas afiadas não surgiram de forma natural, mas foram produto da batida intencional de uma pedra em outra.
A sensação está no fato de esses instrumentos de trabalho terem sido confeccionados há 3,3 milhões de anos, ou seja, bem antes que os membros do gênero Homo tenham se estabelecido no planeta, há cerca de 2,5 milhões de anos.
Cultura Oldovaiense
Até agora, as ferramentas pré-históricas mais antigas provinham desse período. Elas foram encontradas na Garganta de Olduvai, na Tanzânia, país da África Ocidental. O local onde foram encontrados os artefatos também deu origem ao nome da cultura arqueológica da época, que os cientistas denominaram de Olduvaiense.
Representantes dessa cultura são o Homo rudolfensisHomo habilisHomo erectus e o Homo ergaster. Até o momento, os cientistas acreditavam que eles foram os primeiros a ter a capacidade intelectual para produzir instrumentos afiados a partir de seixos.
Os recém-descobertos artefatos do Quênia são, ao menos, 800 mil anos mais antigos do que aqueles encontrados na Cultura Oldovaiense e podem pôr de cabeça para baixo as atuais doutrinas científicas.
"As ferramentas podem nos dizer muito sobre o desenvolvimento intelectual de nossos ancestrais", explica Sonia Harmand, da Universidade Stony Brook.
Instrumentos implicam desenvolvimento intelectual
Se a análise dos cientistas for confirmada, então ancestrais humanos bem mais antigos teriam um cérebro razoavelmente bem desenvolvido. Mesmo que os instrumentos agora descobertos sejam tecnicamente menos sofisticados do que os da Cultura Oldovaiense, para a sua fabricação era necessário determinado controle da capacidade motora das mãos. Isso já pode ter surgido há cerca de 3,3 milhões de anos, especulam os cientistas.
Interessante também é o fato de cientistas terem encontrado em 1999, bem próximo do local da nova descoberta, um crânio e outros restos de um hominídeo de 3,3 milhões de anos, o Kenyanthropus platytops. Ainda não está comprovado que esse foi o autor dos artefatos, pois ainda são necessários estudos e análises. Suposições baseadas numa única descoberta, porém, são apenas um começo.
  • Data 23.05.2015
  • Autoria Judith Hartl (ca)
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1543: Morre Copérnico, o filósofo do firmamento

Em 24 de maio de 1543 morre o astrônomo Nicolau Copérnico. No mesmo ano, foi publicado o primeiro dos seis volumes de sua obra "Das Revoluções dos Corpos Celestes", contendo as bases científicas da astronomia moderna.
Copérnico, um dos cem grandes nomes da humanidade
Até 1543, a teoria do geocentrismo, segundo a qual a Terra era o centro do universo, permaneceu incontestada. Essa visão de mundo baseava-se na obra Almagesto (A Maior Composição Matemática), escrita no século 2º a.C. pelo grego Ptolomeu e que foi aceita como uma verdade por mais de um milênio.

Ptolomeu previu com precisão razoável a posição dos planetas visíveis a olho nu, mas errou ao considerar que a Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno giravam ao redor de uma Terra estacionária. Seu modelo de cosmo correspondia à teoria de Aristóteles, de que o movimento dos corpos era circular e uniforme – uma explicação plenamente compatível com os ensinamentos da Bíblia.

Os gregos foram também os primeiros a afirmar que a Terra é esférica, que ela realiza um movimento de rotação em torno do Sol e que a Lua apenas reflete a luz solar. Eles organizaram vários catálogos de estrelas e afirmaram o heliocentrismo 15 séculos antes de Copérnico. Aristarco de Samos (310-230 a.C.) desenvolveu o primeiro modelo heliocêntrico do Universo, retomado mais tarde pelo astrônomo polonês.

Trabalho incansável para comprovar sua tese

Nascido em Torum, na Polônia, em 1473, Nicolau Copérnico ingressou na Universidade de Cracóvia em 1491 para cursar Medicina, mas estudou também Filosofia, Matemática e Astronomia. Foi para a Itália em 1497 para aprender grego clássico e Direito Canônico em Bolonha. Voltou à Polônia em 1501 e ordenou-se padre, ocupando por um breve período o cargo de cônego da Catedral de Frauenburg. Retornou logo à Itália, onde freqüentou as universidades de Pádua e Ferrara.

Depois de aprofundar suas observações astronômicas em Bolonha, voltou em 1506 a Frauenburg, onde construiu um pequeno observatório e começou a estudar o movimento dos corpos celestes. Em 1514, presenteou os amigos mais próximos com o primeiro esboço de seu modelo cosmológico, escrito já em 1507.

Inicialmente, suas ideias não tiveram nenhuma repercussão. Ele buscou incansavelmente, até a morte, uma prova irrefutável para a sua tese. Demorou quase quatro décadas para divulgá-la por temer a reação da Igreja Católica.

"Sol é o centro do universo"

Exatamente em 1543 foi publicado o primeiro dos seis volumes de sua obra Das Revoluções dos Corpos Celestes, que estabeleceu as bases científicas da astronomia moderna. "Todos os planetas – inclusive a Terra – giram em torno do Sol, que é o centro do universo", concluiu. Para Copérnico, a revolução diária do firmamento devia-se ao giro da Terra sobre seu próprio eixo, enquanto o movimento anual resultava do fato de a Terra e os planetas circularem ao redor do Sol.

Como Aristóteles, ele também partia do princípio de que as órbitas planetárias eram esféricas. Seus críticos, porém, não aceitavam a refutação da interpretação bíblica do universo e falta de uma explicação para a rotação terrestre. A Igreja Católica incluiu Das Revoluções dos Corpos Celestes no Índex – a lista dos livros proibidos por heresia. O temor de Copérnico diante da censura eclesiástica não tinha sido infundado: o dogmatismo da igreja era tão forte, que questionar a perfeição divina era uma temeridade.

Quem defendesse as ideias de Copérnico pecava por imprudência. A Igreja Católica e o geocentrismo dominavam o pensamento na Idade Média. As grandes descobertas, porém, começavam a mudar essa visão de mundo. A viagem de circunavegação do globo, capitaneada por Fernão de Magalhães entre 1519 e 1522, comprovara a teoria da esfericidade da Terra, já aceita por muitos matemáticos e astrônomos.

Comprovação definitiva 150 anos depois

Galileo Galilei (1564-1642) foi o primeiro a comprovar o sistema heliocêntrico de Copérnico. Mas, em 1633, sob ameaça de excomunhão e morte pela Santa Inquisição, teve de negar formalmente as suas descobertas. Quase 150 anos após a morte de Copérnico, Isaac Newton (1642-1727) desenvolveu uma base física para a gravitação dos planetas ao redor do Sol. Foi a comprovação definitiva do heliocentrismo.

Apesar de ser irrefutável, a teoria de Copérnico só seria aceita pelo Vaticano em 1835. O papa Gregório 16 admitiu o erro dos seus antecessores. Quase 300 anos após sua publicação, a obra Das Revoluções dos Corpos Celestes foi retirada da lista dos livros censurados pela Santa Sé.

A essa altura, Copérnico não só havia revolucionado a astronomia, como também a ideia que o homem da sua época fazia de si mesmo: um ser feito à imagem e semelhança de Deus e, portanto, centro do universo.
  • Autoria Jens Teschke (gh)
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1937 - Morre o megaempresário norte-americano John Rockefeller



Ele encarnou o símbolo do homem de negócios implacável, astuto e sem alma caracterizado no século XIX
John Davison Rockefeller, homem de negócios rígido, astuto mas sem alma, embora fervoroso batista, o mais marcante e o mais rico dos grandes empresários norte-americanos do final do século XIX, morre em 23 de maio de 1937 em Ormond Beach, Flórida.

A descoberta de uma jazida de petróleo, pela primeira vez, em 27 de agosto de 1859, surge num momento em que as necessidades de claridade não eram mais satisfeitas pelos lampiões tradicionais ou as lâmpadas a óleo.

Aquele óleo negro saído das pedras de Pensilvânia iria revolucionar a vida cotidiana. Esquecidos das lamparinas sujas, custosas e esfumacentas eis que suge a lamparina a querosene incandescente, uma claridade adequada, de boa luminosidade e relativamente eonômica.

A partir da descoberta, ele se dedica à refinar o petróleo bruto, e muito rapidamente, iria dominar a economia do setor. A dominação do setor significava passar pela extração do óleo por meio de poços e ter a capacidade de refinar o produto. E praticamente o únco em condições de fazê-lo era John Davison Rockefeller, fundador da Standard Oil, homem de negócios implacável, esperto e sem alma, característica dos grandes empresários norte-americanos do final do século XIX. Sua sociedade viria a deter 80% da capacidade de refino em todo o país antes de ser obrigado a cindir em 33 sociedades teroricamente independentes por força da legislação antitruste e em decorrência de decisão da Suprema Corte do país.
Ele iria dominar também as estradas de ferro que transportavam os produtos petroleiros dos locais de extração ao locais de refino e daí ao grandes centros consumidores. Passou a ameaçar todos aqueles que se dispunham a com ele concorrer para a construção da arma fatal a solucionar o problema do transporte do petróleo: o oleoduto. E também a fabricar e distribuir no mundo todo os famosos botijões de querosene Jacaré. Os botijões eram distribuídos quase de graça obrigando os usuários a consumir o querosene fabricado pela Standard Oil.

Rockefeller iria visitar uns após outros de seus concorrentes refinadores e propõe a todos eles comprar suas refinarias em troca de um certo volume de ações sem direito a voto de sua prórpia empresa: a Standard Oil de Ohio.

Usa de métodos muito pouco convencionais, ameaçando os concorrentes em arruiná-los baixando drasticamente o preço do refino. Na verdade, Rockefeller queria era se beneficiar da baixa dos preços de transporte, cujo meio também monopolizava. Pouco demorou para que a Standard Oil viesse a deter 80% do mercado de refino. O produto resultante do refino era a querosene cuja iluminação por intermédios dos lampiões, clareava as noites estendendo pela primeira vez a jornada em muitas horas mais. Mais tarde foi o combustível preferido e adequado que movimentou a nascente indústria do automóvel.

Era a época do nascimento dos trustes, empresas cheias de tentáculos cujo capital era repartido entre uma minoria de acionistas com direito a voto nas assembleias gerais e os ‘‘trustees’’, acionistas em direito a voto. O abuso da posição dominante dos trustes  como a Standard Oil suscitou a aprovação em 1890 da Lei Shermann ou lei antitruste.

Wikimedia Commons

Principal refinaria da Standard Oil em 1897, em Cleveland, Ohio

Vinte anos mais tarde, consequência desta lei e de seus próprios excessos, a Standard Oil foi obrigada a se dividir em 33 sociedades teoricamente independentes. Pouco a pouco, valendo-se das falhas regulamentares, iria se reconstituir em torno da Standard Oil of New Jersey, que seria mais conhecida pelo nome de Esso, depois Exxon e Exxon Mobil para tornar-se a líder de um cartel dominante do setor petrolífero mundial: ‘‘As Sete Irmãs’’, apodo de um cartel oculto que dominou de maneira esmagadora o setor petrolífero jundial durante a primeira metade do século XX.

São compostas dos principais filhos da Standard Oil fundada por John Rockefeller e pulverizada conforme a lei Shermann: Standard Oil of New Jersey (Esso, hoje Exxon-Mobil), Standard Oil of New York (Socony ou Mobil, hoje Exxon-Mobil), Standard Oil of California (Chevron), Texaco (Chevron), Gulf Oil (Chevron), assim como de duas companhias europeias: Anglo-Persian (hoje British Petroleum, ou BP) e Shell.
Fonte: Opera Mundi

sábado, 23 de maio de 2015

UPF lança Plano de Apoio Estudantil para futuros alunos


PAE/UPF concederá 50% de crédito estudantil para ingressantes a partir do segundo semestre de 2015/2

Foto: Gelsoli Casagrande
PAE/UPF foi lançado nesta quinta-feira (21)
Facilitar o acesso ao ensino superior é um dos compromissos que a Universidade de Passo Fundo (UPF) tem com a sua comunidade. Com esse objetivo, sustentado na Responsabilidade Social da Instituição, a Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) e a UPF lançam o Plano de Apoio Estudantil UPF (PAE/UPF). A apresentação oficial do programa foi realizada na tarde desta quinta-feira (21), na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria. O anúncio foi feito pelo reitor da UPF, José Carlos Carles de Souza, aos diretores de Campi e de Unidade e aos coordenadores de curso e representantes da imprensa. Também participaram da apresentação a vice-reitora de Graduação, Rosani Sgari; o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Leonardo José Gil Barcellos; a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, Bernadete Maria Dalmolin; o vice-reitor Administrativo, Agenor Dias Meira Junior e o vice-presidente do Conselho Diretor da FUPF, Luiz Fernando Fritz Filho.

A concessão desse benefício, que se dará por meio de contrato particular de mútuo educacional, representará mais uma opção para os alunos matriculados nos cursos de graduação da UPF aprovados no processo seletivo do vestibular ou por meio do ingresso especial nas modalidades de transferência, reingresso ou reabertura no semestre 2015/2. O plano contemplará mais de trinta cursos e tem orçamento extraordinário de R$ 1.035.000,00, que corresponde a aproximadamente 30% dos custos das mensalidades desses alunos.

De acordo com o reitor da UPF,  o objetivo principal é permitir o acesso do aluno ao ensino superior. “A instituição não tem nenhum ganho financeiro em cima dessa atividade. O PAE/UPF visa exatamente dotar a Instituição de um instrumento para facilitar o acesso do aluno ao ensino superior. Ele veio para preencher uma lacuna deixada pelo Fies, que não conseguiu atender toda a demanda existente. Temos uma expectativa de que 30% dos nossos novos alunos  deverão se beneficiar com essa ação”, destacou.

O PAE/UPF terá a duração correspondente ao número de semestres previstos para a conclusão do curso e o estudante terá o mesmo prazo de utilização do benefício para realizar o pagamento das parcelas referentes ao crédito contratado.

Após o encerramento da utilização do plano, por ocasião da colação de grau, o aluno terá 12 meses de carência para iniciar a restituição dos valores mensais utilizados, corrigidos pelo valor do crédito atualizado à época do pagamento. Não há cobrança de juros, nem de taxa de administração. “O plano oportunizará que eles paguem 50% dos créditos enquanto acadêmicos e, depois de formados, restituam os outros 50%, com um ano de carência”, explicou o vice-reitor de Administrativo da UPF.

Concessão de benefício
Para a concessão do benefício, será levado em conta o limite da renda mensal familiar bruta e a renda per capita do grupo familiar. O benefício é destinado a alunos cuja   renda familiar bruta seja igual ou inferior a 15 salários mínimos e cuja renda per capita do grupo familiar seja de até 3,5 salários mínimos.


Contratação do PAE/UPF
Para a contratação do crédito estudantil, será exigida a formalização de contrato de mútuo educacional com garantia, preferencialmente, firmada por meio de carta de fiança bancária, podendo ser prestada fiança por até dois fiadores que comprovem renda mínima de duas vezes o valor bruto da mensalidade do aluno.  Os fiadores podem ser pai, mãe, ou familiar, desde que atendam aos requisitos do edital.


Para manter o benefício, o aluno contemplado deverá estar matriculado em no mínimo 16 créditos financeiros por semestre. O contrato será renovado a cada semestre que o aluno estiver matriculado, mediante assinatura de termo aditivo.

Inscrições
A inscrição será feita após a matrícula do aluno ingressante – por vestibular ou por regime especial, reingresso, transferência ou reabertura –, devendo os interessados preencherem ficha de inscrição, disponível na Central de Atendimento ao Aluno ou nas secretarias dos campi.

A documentação comprobatória dos dados registrados na ficha de inscrição e das informações do grupo familiar deverá ser entregue, via protocolo, na Central de Atendimento ao Aluno ou nas secretarias dos campi entre os dias 16 de junho e 12 de agosto. A divulgação dos resultados será no dia 26 de agosto, pelo site www.upf.br, e a homologação final acontece no dia 04 de setembro.

Informações
O edital com as informações completas sobre o PAE/UPF será disponibilizado no site da UPF (www.upf.br). Outros esclarecimentos podem ser obtidos no setor de Seção de Programas Públicos e Institucionais da Universidade, pelo telefone (54) 3316-8413.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

7a. Copa - Confrontos!





TIMES

Feminino
Filhas de Mafalda
Las Pin´ups

Masculino
CHAVE 1
CHAVE 2
1.       Visigodos Carne, Álcool & Futebol
2.      Federação Artiguista de Futebol Platino
3.      Estudiantes das Grotas

4.      Os Ganinzé
5.      Imperial Yankees F. C.
6.      Lacedemônios Futebol Clube
7.      Clube Sepé Tiarajú de Futebol e Caçada



TABELA DE JOGOS


Jogo
Horário
Time

Time
1.       
14:00
Las Pin´ups
X
Filhas de Mafalda
2.      
14:15
Visigodos
X
Federação Artiguista
3.      
14:30
Ganinzé
X
Imperial Yankees
4.      
14:45
Lacedemônios
X
Clube Sepé Tiarajú
5.      
15:00
Estudiantes
X
Visigodos
6.      
15:15
Ganinzé
X
Lacedemônios
7.       
15:30
Clube Sepé Tiarajú
X
Imperial Yankees
8.      
15:45
Estudiantes
X
Federação Artiguista
9.      
16:00
Ganinzé
X
Clube Sepé Tiarajú
10.  
16:15
Imperial Yankees
X
Lacedemônios
11.    
16:30
1º. Chave 1
X
2º. Chave 2
12.   
16:45
2º. Chave 1
X
1º. Chave 2
13.   
17:00
Filhas de Mafalda
X
Las Pin´ups
14.  
17:15
Perd. Jogo 11

X
Perd. Jogo 12