quarta-feira, 30 de abril de 2014

Boletim 001 Uffs da 6ª Copa Simón Bolívar

Sepé Tiaraju Futebol e Caçada (Atual Bi Campeão) perde o melhor jogador por lesão, mas o mesmo já foi anunciado como técnico, pois já era ele mesmo quem escalava o time.

Time surgindo na primeira década do séc. XXI na época que existia curso de História na Uri. além dos departamentos carne e álcool está voltando a ativar seu departamento de futebol.

Calouros tem a torcida organizada confirmada, ainda contratando atletas para fechar o elenco mínimo de jogadores em campo.

Mulheres! Ahhhhh Mulheres (igual o locutor dos bailões da região).

Filhas de Mafalda suas cartolas estão negociando substituição de duas atletas q deixarama equipe após os únicos jogos da suas vidas (no caso na ultima copa).


Outra equipe está sendo formada...sem maiores informações no momento.

Reunião de trabalho entre bolsistas e professores no CCMP


Centenário de Passo Fundo em discussão


Autoridades militares sabiam do atentado ao Riocentro, conclui CNV

Relatório apresentado pela Comissão da Verdade diz que explosão foi fruto de "minucioso e planejado trabalho de equipe” e reafirma haver fortes indícios da participação de membros do alto escalão do Exército e do SNI.
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) afirma, em relatório divulgado nesta terça-feira (29/04) no Rio de Janeiro, que há “fortes indícios” de que autoridades do alto escalão do Exército estavam cientes do planejamento do atentado a bomba no Riocentro, em 1º de maio de 1981, durante um show para comemorar o Dia do Trabalhador.
A explosão, fruto de um “minucioso e planejado trabalho de equipe”, matou o sargento Guilherme Pereira do Rosário e feriu o capitão Wilson Luiz Chaves Machado, que estavam em um veículo estacionado próximo à casa de força da casa de espetáculos.
O atentado do Riocentro é parte de uma série de outros ataques registrados entre 1980 e 1981. Segundo o relatório, instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), além da sede de jornais e bancas de venda de periódicos foram alvo de ataques.
"Os atentados como o do Riocentro visavam dificultar a abertura política e dar uma sobrevida ao regime militar”, disse o coordenador da CNV, Pedro Dallari, durante a apresentação do relatório.
O documento também concluiu que o objetivo da ação era atribuir a autoria do ataque do Riocentro a grupos armados contrários ao regime. Segundo a comissão, falhas na execução evitaram uma tragédia de maiores proporções.
Para elaborar o relatório, a CNV reavaliou as informações dos inquéritos policiais produzidos sobre o caso, documentos do Arquivo Nacional, reportagens jornalísticas feitas na época, além de outros documentos fornecidos por militares ligados aos órgãos de comando na época.
Investigação manipulada
Segundo o relatório apresentado pela CNV, o inquérito realizado na época apresentava o sargento Rosário – morto no ataque – e o capitão Wilson Machado – que ficou ferido - como vítimas. A CNV confirmou que a bomba estava no colo do Sargento Guilherme, sentado no banco anterior direito do veículo Puma, contrariando a versão apresentada como oficial que colocava a bomba sob o banco do carro.
A versão foi mantida quase 20 anos e o caso só foi reaberto em 1996 após várias solicitações de novo julgamento. Em 1999, o STM voltou a arquivar o caso.
Durante o processo de investigação, a CNV encontrou provas de manipulação das investigações e reprimendas aplicadas aos que questionaram a lisura do processo de apuração, entre eles o coronel Luiz Antônio do Prado Ribeiro e do almirante Júlio de Sá Bierrenbach.
Em um dos depoimentos colhidos pela CNV e reproduzidos no relatório, o almirante de esquadra Júlio de Sá Bierrrenbach justifica sua decisão de não concordar com o arquivamento do processo no Superior Tribunal Militar (STM), ainda naquele ano: “Eu não estava contra o Exército, mas não podia engolir aquela solução. Era uma farsa total”.
O atentado
O Riocentro, instalado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, era palco de um evento anual para comemorar o Dia do Trabalhador. A série de shows era organizada pelo Cebrade (Centro Brasil Democrático), ligado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Naquele ano, a coordenação era de Chico Buarque de Hollanda e prestaria homenagem a Luiz Gonzaga. Segundo os registros, cerca de 20 mil pessoas estavam no local para assistir a apresentações de artistas como Gal Costa, Gonzaguinha e Alceu Valença.
A explosão – que ocorreu por volta das 21h20 – interrompeu os shows. As investigações indicam que o atentado aconteceu antes da hora planejada, antes de a bomba ter sido colocada no local provável da explosão, que seria abaixo do palco.

DW.DE

1975: Queda de Saigon

No dia 30 de abril de 1975, sob chuvas torrenciais, helicópteros dos EUA viajavam entre um porta-aviões e Saigon, em dramática operação de evacuação. O pânico reinava na embaixada dos EUA.
Estrangeiros sendo retirados de Saigon em 1975
Estrangeiros sendo retirados de Saigon em 1975
Enquanto tropas do Vietnã do Norte invadiam Saigon, o pânico reinava na embaixada dos EUA na cidade. Milhares de pessoas desesperadas forçavam a entrada no edifício, sob a mira das armas de marinheiros norte-americanos. Além dos cidadãos dos Estados Unidos, foram poucos os que tiveram acesso ao heliporto sobre o prédio da embaixada, última chance para fugir de Saigon naquele dia 30 de abril.
Segundo o jornalista Dietrich Mummendey, da TV alemã-ocidental, milhares de franceses e vários correspondentes permaneceram no país, e a Cruz Vermelha declarou vários edifícios como "zonas internacionais".
Nenhum outro acontecimento mobilizou tanto a opinião pública internacional, na década de 70, como a Guerra do Vietnã (1964-1975). O conflito representou a maior derrota militar da história dos EUA.
Pela primeira vez, as crueldades de uma guerra – fuzilamentos ao vivo e cadáveres de crianças nuas, mortas queimadas por bombas de napalm – foram exibidas no horário nobre da programação de TV.
Crônica de uma guerra anunciada
As hostilidades que antecederam o conflito começaram em 1956, quando o Vietnã do Norte decidiu não convocar eleições, em desacordo com o que havia sido decidido pelo Pacto de Genebra, após a derrota militar da França (potência colonial na região na primeira metade do século).
O Vietnã do Norte era dominado pela guerrilha comunista, cuja política pretendia anexar também o Vietnã do Sul. Os EUA passaram a fortificar suas posições no sul, a fim de garantir "a liberdade do país". A política norte-vietnamita tinha o apoio da União Soviética e da China. Já os EUA lutavam contra a expansão do sistema comunista em outros países.
Em 1964, o suposto bombardeio norte-vietnamita a barcos americanos, no golfo de Tonquin, serviu de pretexto ao presidente Lyndon Johnson para iniciar as ações militares contra o Vietnã do Norte.
Descontentamento nos EUA
Em 1969, no auge dos combates, 543 mil soldados dos EUA estavam nas frentes de batalha. Os norte-vietnamitas, vindos de uma guerra com a França, usaram melhor estratégias de guerrilha e aproveitaram a vantagem geográfica (selva fechada e calor de mais de 40ºC) para derrotar os americanos.
O descontentamento da opinião pública dos EUA com a Guerra no Vietnã forçou a abertura de negociações de paz, em 1971. Dois anos antes da tomada de Saigon, em 1973, os ministros do Exterior do Vietnã do Norte e dos EUA haviam assinado um cessar-fogo, em Paris.
O acordo não foi implementado, mas os Estados Unidos começaram a retirar suas tropas. Em 1975, completada a retirada norte-americana (que incluiu também o corte de ajuda financeira), o regime sul-vietnamita entrou em colapso.
Vitória dos pequenos
A ofensiva norte-vietnamita começara um mês antes da capitulação de Saigon. Os militares norte-americanos foram surpreendidos pelo rápido sucesso dos vietcongues e a fraca resistência do exército sul-vietnamita.
Uma nova intervenção dos EUA foi descartada pelo presidente Gerald Ford, por falta de apoio no congresso. Resultado: os norte-vietnamitas conquistaram o sul, a 30 de abril de 1975, no que ficou conhecido como a "queda de Saigon".
A evacuação de nove mil norte-americanos foi feita às pressas, na última hora. Mesmo assim, ainda foram resgatados cerca de 150 mil vietnamitas. A guerra deixou um saldo de 58 mil americanos mortos e 153 mil feridos; do lado vietnamita, um milhão de mortos e 900 mil crianças órfãs.
Milhões de hectares de terra, minados ou envenenados, se tornaram incultiváveis. Os EUA gastaram cerca de US$ 200 bilhões com o movimento bélico e lançaram um milhão de toneladas de bombas por ano. Em agosto de 1995, vinte anos após o fim da guerra, os EUA reataram relações comerciais com o Vietnã, ainda hoje um dos países mais pobres do mundo.

DW.DE

Pesquisadores encontram cerca de 50 múmias no Egito

Descoberta incluí restos mortais de príncipes e princesas da 18ª dinastia faraônica e série de objetos, como máscaras mortuárias e vasos canópicos. Especialistas suspeitam que sarcófago foi saqueado no século 19.
Os restos de cerca de 50 múmias, entre elas de príncipes e princesas da 18ª dinastia faraônica, que governou o Egito entre 1550 e 1292 a.C., foram encontradas no Vales dos Reis, em Luxor. O anúncio da descoberta foi feito na segunda-feira (28/04) pelo Ministério das Antiguidades, no Cairo.
As múmias foram encontradas em uma escavação feita pelo governo egípcio em conjunto com pesquisadores da Universidade de Basileia em uma região já bastante explorada, onde se acreditava que todos os segredos relativos às tumbas egípcias já haviam sido desvendados.
Entre as 30 múmias já identificadas foram encontradas pelo menos oito princesas ainda desconhecidas e quatro príncipes. A identificação foi feita pelas inscrições nos túmulos que apontam para filhos e filhas dos faraós Tutmés 4º e Amenófis 3º, ambos enterrados no Vale dos Reis. Além de familiares reais, havia alguns estrangeiros.
Marcas indicam incêndio no túmulo
"Nós encontramos um número impressionante de recém-nascidos e crianças pequenas mumificadas, que foram apenas enterradas. Suspeitamos que os membros da família real foram enterrados ao longo de várias décadas nesse túmulo", diz Susanne Bickel, da Universidade de Basileia.
Marcas de incêndio nas paredes das cinco salas subterrâneas, que ficam a uma profundidade de seis metros, indicam que o túmulo foi saqueado na antiguidade e no século 19. Segundo Bickel, um grande incêndio teria sido provocado, provavelmente pelas tochas dos saqueadores.
Mas, apesar do incêndio, uma grande quantidade de objetos permaneceu conservada. Ao lado dos sarcófagos de madeira foram encontradas máscaras mortuárias, vasos canópicos, onde eram guardados os órgãos dos mortos, e restos de tecidos.

DW.DE

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Patrimônio Cultural e Popular de Passo Fundo em discussão

Nesta semana tem programa Momento Patrimônio na UPF TV!
A discussão que encerra a 3° Temporada tratou do Patrimônio Cultural e Popular de Passo Fundo. O programa vai ao ar nesta sexta, dia 02, às 21h. E reapresenta na sábado, dia 03, às 20h30min.


AHR e IHPF recebem homenagem da Câmara de Vereadores de Passo Fundo

Foto: Carla Vailatti
Em 2014, o AHR completa 30 anos e o IHPF comemora o 60º aniversário
O Arquivo Histórico Regional (AHR) da Universidade de Passo Fundo (UPF) e o Instituto Histórico de Passo Fundo (IHPF) foram destaque na Câmara de Vereadores de Passo Fundo nesta segunda-feira, 28 de abril, durante Sessão Ordinária. A homenagem ocorreu em razão dos 30 anos do AHR e dos 60 anos do IHPF. A iniciativa foi do vereador Paulo Neckle.

A coordenadora do AHR, professora Gizele Zanotto, agradeceu à comunidade pela valorização dos órgãos que trabalham pela preservação da memória de Passo Fundo e região. “O AHR dispõe de um acervo amplo e diverso, que está à disposição de estudantes e pesquisadores, bem como de outras pessoas interessadas na história da região. Nossa intenção é que esse espaço seja ainda mais reconhecido e divulgado”, afirmou. O presidente do IHPF, Fernando Miranda, também participou da solenidade. Representando o AHR e o IHPF, Gizele e Miranda receberam placas de honra ao mérito.

Para o vereador responsável pela homenagem, Paulo Neckle, tanto o IHPF quanto o AHR merecem o reconhecimento da população. “O IHPF iniciou suas atividades em 1954, três anos antes do centenário de Passo Fundo. Desde então, desenvolve um trabalho fundamental pela preservação da história local, função que divide com o AHR desde 1984”, observou o vereador.


Imprensa UPF

1945: Mussolini é fuzilado

No dia 28 de abril de 1945, as tropas alemãs capitularam na Itália. Ao tentar fugir para a Suíça, o líder fascista Benito Mussolini e sua amante Clara Petacci foram presos e executados.
Benito Mussolini
A história de Benito Mussolini (1883-1945) confunde-se com a do movimento fascista italiano. Seu fim começou no verão europeu de 1943, quando os Aliados desembarcaram na Sicília. No dia 25 de julho daquele ano, o órgão máximo do fascismo decidiu derrubar e prender o "Duce", por causa de seus fracassos militares. O rei Vitor Emanuel rendeu-se aos Aliados e declarou guerra à Alemanha nazista, que apoiara anteriormente.
Em seguida, os alemães ocuparam a Itália, libertaram Mussolini e lhe deram proteção para proclamar a República de Saló, um governo títere da Alemanha. Enquanto isso, a população italiana organizava a resistência e cooperava com as tropas aliadas, que avançavam para o norte.
Tarde demais
No final de março de 1945, os partigiani (guerrilheiros antifascistas) conquistaram Milão, fechando o cerco a Mussolini, que ainda tentou, sem sucesso, negociar sua rendição. No dia 28 de abril de 1945, os alemães capitularam na Itália.
Amargurado e resignado, Mussolini tentou fugir para a Suíça com sua amante Clara Petacci, num comboio de soldados alemães. Mas era tarde demais para o "Duce": partigiani italianos interceptaram o comboio, reconheceram o líder fascista e o fuzilaram junto com Clara. Os corpos foram levados a Milão e expostos, pendurados de cabeça para baixo, num posto de gasolina da praça de Loreto.
Enterrado sob nome falso em um cemitério milanês, o ditador ainda demoraria a encontrar seu último repouso. Um ano depois, seu cadáver foi sequestrado por fascistas e passou por várias cidades italianas, até ser encontrado pela polícia. Para evitar manifestações neofascistas, os restos mortais foram escondidos por mais de dez anos num mosteiro, sendo sepultados definitivamente em 1º de setembro de 1957.
Circunstâncias não esclarecidas
As últimas horas de vida de Mussolini foram vasculhadas por um tribunal do júri de Pádua, em maio de 1957, mas o processo não esclareceu as circunstâncias da execução. Até hoje não se sabe, de fato, quem disparou os tiros mortais. O pesquisador Renzo de Felice suspeita que o serviço secreto britânico tenha tramado a captura junto com os partigiani.
Michele Moretti, último sobrevivente do grupo antifascista que executou o ditador, morreu em 1995, aos 86 anos em Como (norte da Itália). Moretti, que na época da guerrilha usava o codinome "Pietro", levou para o túmulo o segredo sobre quem realmente disparou contra Mussolini e sua amante.
Alguns historiadores italianos afirmam que o próprio Moretti matou os dois. Para outros, o autor dos disparos, feitos com a metralhadora de "Pietro", foi outro partigiano, chamado Walter Audisio. É certo, porém, que a ação foi obra da resistência italiana.
No poder de 1922 a 1943
Clara Petacci
A Itália foi o primeiro país a assistir à ascensão de um movimento antibolchevique, antissocialista, nacionalista, corporativo e violento. O embrião do que viria a ser o Partido Nacional Fascista foi fundado em 1919, em Milão, pelo ex-socialista Benito Mussolini.
Inicialmente, o partido era integrado pelos fasci di combattimento, grupos de combate compostos por ex-soldados, marginais e desocupados (chamados "camisas pretas"), que tinham por objetivo reprimir manifestações operárias.
Sustentado por esses grupos, Mussolini ameaçou um levante contra o governo, assumiu o poder em 1922 e dominou a Itália até 1943.
Ele pretendia reviver um império como o romano e para isso invadiu a Etiópia. Tornou-se ditador a partir de 1925. O regime valeu-se do "perigo vermelho", o medo dos patrões e das classes médias frente ao comunismo soviético, para obter mais apoio.
Embora o fascismo, desde o início, tenha procurado ideologizar as massas, o movimento nunca teve apoio tão indiscriminado na sociedade italiana quanto o nazismo na Alemanha. Apesar disso, a Itália tolera até hoje partidos com o Movimento Socialista Fiamma, fundado em 1985 por seguidores de Mussolini.

DW.DE

Triste imperador: Guilherme 2º no exílio

Em 1914, o último imperador alemão precipitou seu país na Primeira Guerra Mundial. Quatro anos mais tarde, não lhe restava senão a fuga. Seu destino final foi o exílio na Holanda.
Foi uma queda de muito alto: a partir 9 de novembro de 1918, um dos homens mais poderosos da Europa não passava de mero fugitivo. Guilherme 2º, imperador da Alemanha e rei da Prússia, foi forçado a abdicar.
Grande parte da população via o líder com desprezo. Após quatro anos de uma terrível guerra contra metade do mundo, os alemães tiveram de admitir a derrota. O Império Alemão estava derrotado. Soldados e trabalhadores rebelaram-se e tomaram o poder em muitas cidades. Alvo de todo o ódio: o supremo comandante Guilherme 2º.
Imperador em fuga
Para sua sorte, Guilherme 2º não se encontrava na Alemanha, mas sim em seu grande quartel-general na cidade de Spa, na Bélgica. E ali, em 9 de novembro de 1918, dia da proclamação do fim da monarquia, continuava representando o papel de homem forte: "E mesmo que nos matem a todos, não temo a morte! Não, daqui não saio!".
Os alemães já estavam fartos de saber aonde davam as declarações infladas de Guilherme 2º. E dessa vez não foi diferente: já na madrugada do dia seguinte, ele debandou a caminho da Holanda. Dessa forma, conseguiu escapar dos revolucionários e dos adversários, que gostariam de tê-lo levado a tribunal.
Na Holanda, o ex-imperador virou uma curiosidade pública. Por algum tempo, o castelo de Amerongen, onde Guilherme 2º inicialmente encontrou refúgio, foi literalmente sitiado: todos queriam ver o imperador sem império. Não é de se admirar que o antigo monarca logo procurasse uma nova morada.
Pompa reduzida: ex-monarca passeia em 1926
Exílio num antigo burgo
Sua escolha foi o palácio Huis Doorn, na província holandesa de Utrecht. As origens do antigo burgo remontam ao século 14. A propriedade, porém, não satisfazia às exigências de Guilherme. Grandes reformas foram necessárias para agradar ao ex-monarca. Um grande número de trabalhadores foi contratado para modernizar os cômodos, construir um novo portal de entrada e renovar o prédio, para receber o último imperador alemão.
Relíquia de glórias passadas: retrato de Guilherme 2º
Os meios para financiar tal luxo vinham da Alemanha. A república democrática liberou parte dos bens do ex-monarca, inicialmente confiscados. E mais: 59 vagões de carga abarrotados de móveis requintados, obras de arte, armas e roupas deixaram a Alemanha em direção à Holanda.
Guilherme se instalou na Huis Doorn e passou a fazer aquilo que um imperador costuma fazer: manter uma corte. Lustres suntuosos, quadros dos antigos reis da dinastia Hohenzollern e delicadas porcelanas adoçavam um pouco seu exílio.
Grande paixão: serrar madeira
Mas o monarca continuava sempre sonhando com o retorno à Alemanha. Após o fracassado golpe de Estado de Adolf Hitler em Munique, Guilherme escreveu a dois de seus antigos oficiais: "Se precisarem de mim é só me chamar, estarei sempre pronto a voltar."
Entretanto, ninguém pensava em chamá-lo, pois ele era detestado por todas as vertentes políticas. Apesar disso, conseguiu reunir à sua volta um bando de monarquistas, em cujo meio proferia livremente seus temidos monólogos.
O antissemita descreveu, por exemplo, judeus e imprensa como uma "peste da qual a humanidade teria de se livrar de um jeito ou de outro". E em 1927 escrevia: "Gás seria a melhor solução", palavras que hoje chocariam qualquer um.
Quando não proclamava discursos cheios de ódio, Guilherme se entregava à sua verdadeira paixão, no gigantesco parque adjacente à Huis Doorn: serrar madeira. Uma a uma, as árvores da propriedade sucumbiram à mania de Guilherme. Um confidente anotou: "O parque fica cada vez mais pelado, as árvores tombam, uma atrás da outra."
Hoje a Huis Doorn é um museu
Morte no exílio
Apesar de suas declarações antissemitas, Guilherme não era benquisto pelos nazistas, que em 1933 tomaram o poder na Alemanha. O mesmo valia para a fracassada democracia de República de Weimar. Para Adolf Hitler, estava fora de cogitação trazer de volta o velho ex-monarca.
"Os alemães ainda irão amaldiçoar a bandeira com a suástica", profetizou Guilherme, antes de fechar os olhos para sempre em 1941, aos 82 anos de idade. Ele foi sepultado num mausoléu na Huis Doorn.
Atualmente, o palácio é um museu que permite aos visitantes vislumbrar os anos de exílio do último imperador alemão.

DW.DE

domingo, 27 de abril de 2014

1972: Proibição de armas químicas e biológicas

No dia 27 de abril de 1972, foi assinado em Washington, Londres e Moscou um tratado contra as armas biológicas e químicas. Ele proíbe a pesquisa, produção e armazenamento deste tipo de arma no mundo inteiro.
Armas químicas e biológicas, muitas vezes um perigo invisível
O uso de armas biológicas é "inconciliável com a consciência humana", diz o preâmbulo do tratado que proíbe a sua utilização. Todo o esforço é necessário para minimizar o risco.
O tratado assinado em 1972 por Washington, Londres e Moscou proibiu a pesquisa, a produção e o armazenamento deste tipo de arma no mundo inteiro. Os acordos posteriores possibilitaram um controle mais efetivo dos programas armamentistas, antes que eles se tornassem um perigo maior.
O acordo reduziu o número de nações em poder de armas químicas e implantou barreiras para o comércio de produtos químicos destinados à fabricação de armas.
Enquanto os políticos negociavam a assinatura do acordo, houve uma verdadeira corrida armamentista. As armas químicas e biológicas tornaram-se, para certos países, uma alternativa para fazer frente à superioridade militar do Ocidente. Como disse o ex-ministro do Exterior do Iraque na época, Tarik Asis, "são a bomba atômica dos pobres".
O Iraque teria tido um arsenal de armas biológicas e químicas pronto para ser utilizado durante a Guerra do Golfo, segundo revelaram os serviços secretos. A ameaça dos Estados Unidos de responder com um ataque nuclear teria feito os iraquianos recuarem.
Promessas foram quebradas
Um cientista da ex-União Soviética afirmou ter participado do desenvolvimento de cinco novos tipos de armas químicas, que são de oito a dez vezes mais mortais que o antraz.
Este bacilo é o mais usado nas armas biológicas. Um só grama contém milhões de doses mortais. Normalmente, produz uma grave infecção em animais, que ocasionalmente pode transmitir-se ao homem. Pode ser encontrado, praticamente, em qualquer pasto.
As armas biológicas e químicas têm a vantagem de serem baratas, em comparação com as armas nucleares. Sua vantagem é que podem ser fabricadas secretamente e facilmente empregadas.

DW.DE

sábado, 26 de abril de 2014

Genocídio Armênio: as consequências de 99 anos de negação e esquecimento

“Eu gostaria de ver qualquer força deste mundo destruir esta raça, esta pequena tribo de pessoas sem importância, cujas guerras foram todas lutadas e perdidas, cujas estruturas foram todas destruídas, cuja literatura não foi lida, a música não foi ouvida, e as preces já não são mais atendidas. Vá em frente, destrua a Armênia. Veja se consegue. Mande-os para o deserto sem pão ou água. Queimem suas casas e igrejas. Daí veja se eles não vão rir, cantar e rezar novamente! Quando dois armênios se encontrarem novamente em qualquer lugar neste mundo, veja se eles não vão criar uma nova Armênia", escreveu em 1935 o autor norte-americano de origem armênia William Saroyan.

Sobre todas essas desgraças, o escritor se refere principalmente ao primeiro genocídio do século XX, praticado pelos turcos contra os armênios há exatamente 99 anos. Mas o que faz o extermínio desta “pequena tribo de pessoas sem importância” algo digno de se lembrar? Geralmente, o ato de recordação de um massacre vem da necessidade de honrar seus mortos e manter latentes os acontecimentos para que estes não se repitam. Contudo, esse não é o caso dos armênios.

Em primeiro lugar, porque não enterramos nossos mortos. Em outras palavras, não realizamos nosso funeral, pois essa cerimônia só se completaria se tivéssemos a plena certeza de que a humanidade e, principalmente, os turcos compareceriam a ela. No entanto, para isso, é preciso dar um passo a mais. É necessário deixar de lado as amarras que prendem 99 anos de negacionismo e reconhecer os crimes cometidos desde o dia 24 de abril de 1915.

Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi

Monte Ararat é um dos principais símbolos da cultura armênia, mas atualmente
está localizado em território anexado pelos turcos


A busca pelo reconhecimento do genocídio é a principal luta da comunidade armênia internacional, isto é, dos filhos, netos e bisnetos da diáspora que espalhou 800 mil armênios ao redor do mundo. Curiosamente ontem, o atual primeiro-ministro turco, Recep Erdogan, reconheceu a “desumanidade” da tragédia de 1915 – algo inédito para um chefe de Estado turco. A partir de uma linguagem mais conciliatória do que os antigos líderes na abordagem do tema, Erdogan também surpreendeu tendo em vista sua postura conservadora, exemplificada nas constantes investidas em restrições de liberdade de expressão, com o bloqueio de redes sociais no país.

Mas isso não é suficiente. Erdogan, em seu comunicado, não usou em nenhum momento a palavra “genocídio” e o desleixo não foi por acaso. Na verdade, a recusa do termo reflete-se no fato de que o genocídio se insere no grupo de crimes contra humanidade, que tem um tratamento muito mais severo do que assassinatos isolados, conforme tratados internacionais. Entende-se que houve uma tentativa de eliminação de um grupo a partir de exigências raciais e étnicas. A isto, soma-se o fato de que a negação da Turquia freia a sua entrada à União Europeia, pois pressupõe uma recusa em assumir respeito aos direitos humanos.

Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi
Contudo, há outra questão em jogo: além da necessidade de enterrarmos – com dignidade – nossos mortos a partir do reconhecimento do massacre, é preciso também afastar com todas as forças o fantasma do genocídio e fazer com que ele não se repita.
[Cartaz com a frase "O livro como testemunha do genocídio", no museu do Genocídio de Yerevan]
Novamente, não é o caso dos armênios. Atualmente, a cidade síria de Kessab, na fronteira com a Turquia, tem sido palco de uma verdadeira limpeza étnica de armênios.

Com população predominantemente armênia há séculos, Kessab foi brutalmente atacada por militantes extremistas da Turquia ligados a Al-Qaeda no último 21 de março. Para fugir das investidas de cunho étnico e religioso (vale ressaltar que armênios são cristãos), a população local se concentrou em um refúgio em Latakia, a cerca de 50 quilômetros de lá.
Na medida em que o temor de um novo genocídio se aproxima, nos indagamos: será possível continuar a “criar” uma nova Armênia, tal como pressupunha Saroyan? A história diz que sim.

A complexa e triste trajetória

Para entender o contexto histórico do genocídio é preciso ter em mente que o massacre de armênios remonta a um período anterior. Entre os anos de 1894 e 1896, o sultão turco Abdul Hamid II iniciou o extermínio de 300 mil armênios que viviam na porção Ocidental do país, anexada pelos turcos durante o Império Otomano.
Contudo, em 1908, o cenário político turco sofreu profundas transformações: O Comitê da União e Progresso, liderado pelos Jovens Turcos, destronou o sultão, proclamando governo constitucional e igualdade dos direitos civis para todos os cidadãos otomanos. Essa mudança radical deu ao povo armênio uma nova esperança.
No entanto, em menos de um ano, novos assassinatos voltaram a ocorrer. De fato, a proposta dos novos chefes da administração ia além da política Hamidiana: o projeto do Pan-turquismo tinha o intuito de implementar no país a aceitação apenas de turco-descendentes, apelando para um discurso de raças semelhante ao que seria utilizado no massacre de judeus anos depois.

A este panorama soma-se o advento da Primeira Guerra Mundial, quando a Turquia uniu-se aos alemães na Tríplice Aliança. A questão em jogo é que, com o declínio do Império Otomano, a Turquia temia perder cada vez mais territórios, inclusive aqueles historicamente ocupados por armênios que ela já havia anexado. O Cáucaso, aliás, sempre foi uma região cobiçada, já que está em uma importante zona de passagem - entre o mar Negro e o Cáspio; entre o mundo ocidental e oriental.

Havia o serviço militar extensivo para todos, mas muitos armênios da porção ocidental turca pagaram sua isenção, pela falta de razões patrióticas para participarem da guerra. Em um determinado dia, contudo, as cidades foram ocupadas por soldados e o governo intimou todos os homens isentos do serviço militar a se identificarem, sob pena de morte. Assim, os Jovens Turcos finalmente colocaram em prática seu projeto de extermínio de toda a raça armênia, com o intuito de atingir a “otomanização” completa do território.

Tudo começou em 24 de abril de 1915, quando mais de 800 intelectuais armênios foram presos, deportados e assassinados. A partir de então, o massacre consolidou-se e perdurou até os anos seguintes. Foi um procedimento sistemático: ao passo que os homens foram conduzidos para fora das cidades e, em seguida, torturados e assassinados; as mulheres, crianças e os mais velhos receberam a ordem imediata de deportação em um prazo de até uma semana.

Wikicommons
Não só foram expulsos de seus lares e entregues a um destino desconhecido, como todos os seus bens foram confiscados e transferidos aos turcos.
O governo obrigava os grupos, que variavam entre 2 e 5 mil pessoas, a se encaminharem para três principais lugares: Sultanieh, uma aldeia no centro do deserto da Anatólia; Aleppo, na capital do norte da Síria; e Der-el-Zor, uma grande cidade no deserto. Após se estabelecerem em terríveis condições, o governo deu-se por satisfeito.

Neste êxodo, muitos morriam de inanição e de doenças. Além disso, sofriam uma série de abusos e torturas por mercenários curdos, que utilizavam métodos extremamente violentos, como relatam sobreviventes.
Eles também contam que, durante esta chamada “marcha da morte”, muitas mulheres foram estupradas e torturadas, inclusive grávidas e mães com criança de colo. Deve-se ressaltar que, mesmo as pessoas que pertenciam à camada mais abastada da sociedade armênia, não conseguiram escapar.

Havia três alternativas para driblar as privações do exílio: as crianças com menos de 12 anos poderiam ser entregues a conventos de dervixes, comunidades de fanáticos religiosos, onde recebiam os ensinamentos da fé muçulmana; as jovens poderiam ser vendidas em praça pública para viverem sob regime de escravidão sexual; e, em alguns casos, as famílias poderiam sobreviver se aceitassem a conversão total de seus membros ao islamismo. No entanto, a maioria dos armênios estava fadada à deportação.

Fato interessante, revelam relatos, é que muitos começaram a indagar a existência de Deus. Visto que a Armênia foi o primeiro Estado a oficializar o cristianismo no mundo, em 303, e a sua Igreja teve um papel essencial na manutenção do Estado e na preservação da identidade do povo, questionar a divindade suprema revela que o próprio povo já havia perdido todas as esperanças.

No entanto, a partir de 1918, muitas transformações ocorreram, alterando totalmente o panorama internacional: a Turquia foi uma das nações perdedoras na guerra; a Armênia proclamou, em 28 de maio desse mesmo ano, a sua independência e, em julho, foi assinado um Tratado de Paz entre esses dois países, em que os turcos reconheciam a soberania armênia. Mesmo após seis séculos de dominação estrangeira, a I República pouco durou, pois, em setembro de 1920, os turcos invadiram a Armênia que, sem condições de defesa, aliou-se aos comunistas, proclamando-se uma República Soviética, em 29 de dezembro daquele ano.

Após todos esses episódios, as autoridades turcas foram acusadas de massacrar 1, 5 milhão de armênios, responsáveis, assim, pelo primeiro genocídio do século XX. Não se deve esquecer que não foi apenas um massacre físico: os danos e as perdas que cultura milenar sofreu são incalculáveis, visto que ela não somente se estagnou em 1915, mas também se dispersou junto com os 800 mil armênios que fugiram para sobreviver. As modificações no idioma e nos hábitos dos armênios com as influências da ideologia comunista e da cultura russa são visíveis até hoje no país.

Patrícia Dichtchekenian/ Opera Mundi

Museu do Genocídio em Yerevan (capital): o monumento circular tem chama em seu 
interior que representa memória viva da tragédia

Apesar de ter ocorrido há 99 anos, o genocídio armênio permanece vivo nos dias de hoje, como vemos em Kessab. A principal questão refere-se ao fato dos sucessivos governos turcos se recusarem a reconhecer dos crimes cometidos. Além de negar, os líderes turcos ainda afirmam que as mortes foram causadas em virtude de uma guerra civil que trouxe doenças e fome, tanto para os armênios, quanto para os turcos. Entretanto, há diáspora como prova viva e comunidades de armênios sobreviventes da tragédia no mundo inteiro para contar o que de fato aconteceu no ano de 1915 e nos meses que se seguiram.

É fato que a história é bem mais complexa do que um jogo de maniqueísmo. Para além do bem e do mal, não se trata de uma demonização de turcos, longe disso. A verdade é que muitos deles lutam pela causa armênia. Não todos, é evidente. Perseguições acontecem e quem se declara favorável publicamente ao reconhecimento do genocídio é perseguido. Mas existe um movimento de resistência e é preciso se agarrar a ele e apoiá-lo por menor que seja.

Atualmente, a Armênia é um país soberano e independente, desde o desmantelamento da URSS, em 1991. Nessa circunstância, o povo armênio se reúne anualmente no dia 24 de abril para relembrar os seus mortos e exigir dos turcos o reconhecimento do massacre. Se a Armênia não pode ser ressarcida de suas perdas materiais, pelo menos assim recupere a sua dignidade moral e mantenha viva sua herança cultural. Com a certeza de que, em algum lugar do mundo, há armênios que ainda vão rir, cantar e rezar novamente.
Fonte: Opera Mundi

1915 - Itália assina tratado secreto com Inglaterra e França


Em 26 de abril de 1915, a Itália assina um tratado secreto com a Inglaterra e a França. Em troca da promessa de ganhos territoriais, ela lhes propõe entrar na guerra ao seu lado contra a Alemanha e a Áustria-Hungria, a quem estava ligada desde 1892, por meio da Tríplice Aliança.
[Antonio Salandra foi o responsável pela assinatura do tratado]
Quando a Grande Guerra eclode, em 1914, o novo presidente do Conselho, o liberal Antonio Salandra, renuncia a se juntar à potências centrais em razão do desejo de paz de grande maioria dos italianos. Todavia, enquanto o conflito se eternizava no restante da Europa, a efervescência política crescia em meio à burguesia italiana, notadamente entre os intelectuais.
Benito Mussolini, chefe dos socialistas revolucionários e redator-chefe do jornal L'Unitá, se converte em intervencionista e é expulso do partido. Assim, funda o jornalIl Popolo d'Italia, onde faz campanha em favor de entrar na guerra ao lado dos Aliados. Como o poeta nacionalista Gabriele d'Annunzio, exalta as antigas virtudes guerreiras dos italianos: defende a conquista das terras ”irredentas”, povoadas por italianos, porém sob soberania austro-húngara.
Como a maioria dos italianos, o velho líder Giovanni Giolitti preferia que o país se contentasse em comercializar sua neutralidade em nome do “egoísmo sagrado”. É o que tenta Salandra ao abrir em Londres as discussões secretas com os Aliados.
Contudo, os Aliados – Grã Bretanha, França e Rússia – não se satisfaziam com uma simples neutralidade da Itália, de sorte que a negociação desemboca na promessa aliada que a entrada na guerra dos italianos a seu lado seria compensada com a obtenção, após a guerra, de uma boa parte da costa adriática, bem como de territórios turcos e de colônias na África.
Ao ratificar o direito de conquista, esse tratado secreto transgredia o espírito democrático em nome do qual combatiam os britânicos e os franceses. Revelado pelos bolcheviques russos após o triunfo da Revolução de Outubro, iria provocar a indignação da opinião pública.
Em 3 de maio de 1915, em Roma, Salandra, ao se somar ao princípio da intervenção, denuncia a Tríplice Aliança, tendo em vista preparar a entrada em guerra da Itália. O Parlamento, que não havia sido consultado, se insurge e ameaça derrubar o governo.
Os intervencionistas, Mussolini e D’Annunzio à frente, manifestam-se em todo o país. O rei Victorio Emmanuelle III, ele próprio favorável à intervenção, confirma Salandra na chefia do governo. E é ele quem declara guerra à Áustria-Hungria em 23 de maio de 1915, e à Alemanha, em 28 de agosto de 1916.
Gabriele d'Annunzio, 52 anos, logo se alista como capitão e chama a atenção por alguns golpes de efeito. Benito Mussolini, 32 anos, se alista como “bersaglieri” e não se mostra menos corajoso. Designado cabo, é gravemente ferido em fevereiro de 1917. Reformado, retoma a direção de seu jornal.
A entrada da Itália na guerra aliviou os russos que penavam na Polônia diante das tropas austríacas e alemãs. Porém, como os outros beligerantes, os italianos não chegaram a fazer pender o fiel da balança para os Aliados.
Ao contrário, o chefe do estado-maior italiano, Luigi Cadorna, sofre grandes revezes na primavera de 1917 em Isonzo e Carso, cursos d’água alpinos. Em outubro de 1917, é posto em xeque pelos austro-húngaros que, com a ajuda dos alemães, rompem o front em Caporetto, obrigando os italianos a recuar em direção a Piave e a ceder a maior parte do Veneto. Essa derrota levou Cadorna a ser destituído. Seria, mais tarde, reabilitado por Mussolini. O Duce lhe conferiu o título de marechal.
Seu sucessor, Armando Diaz, recupera-se e entre 24 e 28 de outubro de 1918, conquista importante vitória em Vittorio Veneto sobre um exército austro-húngaro em decomposição. Em 3 de novembro, uma semana antes da Alemanha, a Áustria-Hungria pede armistício.
Após a Primeira Guerra Mundial, insatisfeita com os tratados de paz, que lhe concediam apenas uma modesta parte dos territórios que reivindicava, a Itália negocia com a Iugoslávia, em Rapallo, uma retificação das novas fronteiras.
Haveria, com o correr dos anos, muitas outras retificações em muitas outras partes.
Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 25 de abril de 2014

1974: Revolução dos Cravos em Portugal

Pouco após a meia-noite de 25 de abril de 1974 começou a soar na emissora católica de Lisboa a música até então proibida "Grândola, Vila Morena". Era o sinal combinado para o início do levante militar em Portugal.

Portugueses festejam em Lisboa em 25 de abril de 1975

Antes da revolução, era rara em Portugal a família que não tivesse alguém combatendo nas guerras das colônias na África, o serviço militar durava quatro anos, opiniões contra o regime e contra a guerra eram severamente reprimidas pela censura e pela polícia.
Antes de abril de 1974, os partidos e movimentos políticos estavam proibidos, as prisões políticas estavam cheias, os líderes oposicionistas estavam exilados, os sindicatos eram fortemente controlados, a greve era proibida, as demissões fáceis e a vida cultural estritamente vigiada.
A liberdade em Portugal começou com a transmissão, pelo rádio, de uma música até então proibida. Os cravos enfiados pela população nas espingardas dos soldados acabaram virando o símbolo da revolução, que encerrou, ao mesmo tempo, 48 anos de ditadura fascista e 13 anos de guerra nas colônias africanas.
Em apenas algumas horas, as Forças Armadas ocuparam locais estratégicos em todo o país. Ao clarear, multidões já cercavam as emissoras de rádio à espera de notícias. A operação, calculada minuciosamente, havia pego o regime de surpresa. Acuado pelo povo e pelos militares, o sucessor de Salazar, Caetano Marcelo, transmitiu sua renúncia por telefone ao líder dos golpistas, general António de Spínola.
Transportado de tanque ao aeroporto de Lisboa, Marcelo embarcou para o exílio no Brasil. Em quase 18 horas, havia sido derrubada a mais antiga ditadura fascista no mundo.
Não houve acerto de contas
Artistas, políticos e desertores começaram a retornar do exílio. As colônias receberam a independência. A caça às bruxas aos responsáveis pela ditadura acabou não acontecendo, e as dívidas do governo anterior foram todas pagas. Os únicos a oferecer resistência foram os agentes da polícia política. Três pessoas morreram no conflito pela tomada de seu quartel-general.
Ao voltar do exílio em Paris, Mário Soares, o dissidente mais popular do governo Salazar, foi recebido por milhares de pessoas na estação ferroviária de Lisboa. Cravos vermelhos foram jogados de helicóptero sobre a cidade e só se ouvia a famosa canção Grândola, vila morena, que já havia se tornado o hino da revolução.
Em 1974, Portugal era um país atrasado, isolado na comunidade internacional, embora fizesse parte da ONU e da Otan. Era o último país europeu a manter colônias e vinha travando uma longa guerra contra a independência de Angola, Moçambique e Guiné. O regime de Salazar, iniciado em 1926, havia conseguido manter-se através da repressão e fora tolerado pelos países vencedores da Segunda Guerra Mundial.
Golpe militar vira festa revolucionária
Em 1º de maio, a esquerda, fortemente engajada, mostrou sua força em Lisboa, enquanto trabalhadores rurais do Alentejo expulsavam latifundiários e banqueiros eram desapropriados.
A esquerda europeia viu em Lisboa um palco ideal para os movimentos frustrados de 68. A pacata e católica população portuguesa, por seu lado, sentiu-se ignorada e, a partir do norte conservador, iniciou um movimento contra os extremistas.
Em 1975, aconteceu a dupla tentativa de golpe, da esquerda e da direita, contra o governo socialista, levando Portugal à beira da guerra civil. A ala militar extremista de esquerda obteve o domínio da situação em novembro de 1975. Após as eleições do ano seguinte, o general António Ramalho Eanes foi eleito presidente.
O Partido Socialista, com Mário Soares, assumiu um governo minoritário. A crise econômica o levou à renúncia em 1978. Entre 1979 e 1980, o país teve cinco primeiros-ministros. Em 1985, o governo foi assumido por Aníbal Cavaco Silva e Mário Soares tornou-se presidente no ano seguinte. Em 1986, Portugal ingressou na então Comunidade Econômica Europeia, hoje União Europeia.
Autoria Barbara Fischer (rw)
Link permanente http://dw.de/p/27VK

CONTEÚDO RELACIONADO

quinta-feira, 24 de abril de 2014

6. Seminário de Atualização Pedagógica para Professores da Educação Básica


As inscrições gratuitas estão abertas em www.upf.br - link eventos. 
Compartilhem e divulguem em suas escolas!

OFICINAS DE HISTÓRIA



19 - Educação patrimonial e ensino de História - Ironita P. Machado, Rosane M. Neumann, Djiovan V. de Carvalho, Augusto D. Guedes, Waleska S. Gaspar
22 - Sociologia e história - a transposição didática nas ciências humanas: os estudos históricos e críticos para a autonomia - Ivan P. Dourado, Patrick C. Silva


PAINEL

1 - A trajetória social da criança, da família e da escola: construindo o amor - Helenita Ferrari, Astor Diehl, Francisco Fianco, Adriano Comissoli

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Arquivo Histórico Regional será homenageado na Câmara de Vereadores



O Arquivo Histórico Regional (AHR) da Universidade de Passo Fundo (UPF) e o Instituto Histórico de Passo Fundo (IHPF) serão homenageados pela Câmara de Vereadores na próxima segunda-feira (28/04). A homenagem acontecerá na Sessão Ordinária, a partir das 15h, durante o grande expediente do vereador Paulo Neckle, tendo em vista as comemorações do aniversário de 30 anos do AHR e de 60 anos do IHPF.

O AHR iniciou as atividades em 1984 com a denominação de Museu e Arquivo Histórico Regional. Hoje, está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da UPF e ao curso de graduação em História, servindo de local de guarda, conservação e, sobretudo, de laboratório para pesquisadores da cidade e região, vetor para a produção do conhecimento. A criação e manutenção do Arquivo derivam justamente da preocupação com a preservação de conjuntos documentais de Passo Fundo e região e com a sua mobilização para a pesquisa acadêmica.


Inscrição para Monitoria no XII Encontro Estadual de História



Informações sobre o evento: http://www.eeh2014.anpuh-rs.org.br/

Prezados alunos,

estamos organizando a lista de acadêmicos de História (graduação) interessados no trabalho de monitoria do encontro estadual, que será realizado de 11 a 14 de agosto de 2014, no campus da UNISINOS, em São Leopoldo

Os interessados da UPF deverão inscrever-se com Andressa na Coordenação do Curso, até 09 de maio, impreterivelmente. Da lista serão indicados 3 alunos do curso para constar na lista enviada a Comissão Organizadora  do evento que fará, por sua vez, uma nova triagem de inscritos de instituições de todo o RS. Os 3 pré-selecionados UPF serão contactados para que preencham ficha específica indicando sua disponibilidade.

Os monitores selecionados posteriormente pela Comissão Organizadora do Evento terão sua inscrição no evento abonada, assim como alojamento garantido.

PROCEDIMENTOS DE INSCRIÇÃO - HISTÓRIA/UPF
- Deixar nome com Andressa
- Avaliação dos interessados (profas. Ironita e Gizele)
- Indicação de 3 pré-selecionados (12 de maio)
- Preenchimento de ficha dos 3 pré-selecionados (até 14 de maio)
- Envio das fichas à Organização do Evento (até 15 de maio)
- Seleção pela Organização do Evento
- Organização do trabalho de monitoria dos selecionados pela Organização do Evento


Informações sobre o evento: http://www.eeh2014.anpuh-rs.org.br/

III Semana Acadêmica Integrada IFCH

III Semana Acadêmica Integrada IFCH
Relações do cotidiano: Educação e trabalho
25 a 29 de agosto de 2013
http://semanaifch.blogspot.com.br/


PROGRAMAÇÃO

25/08 - Segunda-feira
19:30 - Sessão de Abertura - Momento Cultural
20:00 - Conferência de Abertura: Relações interpessoais em sociedades complexas
21:30 - Atividade Cultural

26/08 - Terça-feira

14:30 - Cine debate 1
19:30 - Mesa Redonda 1: Tema Educação

27/08 - Quarta-feira

14:30 - Mesa Redonda 2: Psicologia
16:30 - Atividade Cultural
19:30 - Oficinas
21:00 - Sarau

28/08 - Quinta-feira

14:30 - Sessões de Comunicação (inscrições de 02 junho a 04 de julho)
17:00 - Sessões de pôsteres e mostra de material didático (inscrições de 02 junho a 04 de julho)
19:30 - Cine debate 2
21:30 - Atividade cultural

29/08 - Sexta-feira

14:30 - Minicursos (oferecidos por pós-graduandos e professores - inscrições em breve. Informações Profa. Ironita (HST) iropm@upf.br)
19:30 - Mesa de encerramento: Trabalho
23:30 - Festa de encerramento


Submissão de Oficinas e Minicursos


SUBMISSÃO DE OFICINAS E MINICURSOS

ORIENTAÇÕES GERAIS
1. O prazo estabelecido para submissão de Oficinas e Minicursos a serem ministradas na III Semana Acadêmica Integrada do IFCH se estende do dia 5 ao dia 31 de maio de 2014.
2. A realização das Oficinas está prevista para o dia 27 de agosto de 2014, às 19h 30min, e deverá compreender obrigatoriamente o tempo estimado de 1h 30min.
3. A realização dos Minicursos está prevista para o dia 29 de agosto de 2014, às 14h, e deverá compreender obrigatoriamente o tempo estimado de 3h.
4. A submissão de Oficinas e Minicursos deverá ser feita através do linkhttps://docs.google.com/forms/d/1MbYqmIgUQPLJ53AR7PmqdWQqciQYVuPFELxOT4CIjNI/viewform , impreterivelmente até a data limite estipulada pela Comissão Organizadora.
5. São critérios para submissão de Oficinas e Minicursos:
a) As Oficinas e/ou Minicursos deverão ser ministradas por no mínimo 1 (um) componente e no máximo 4 (quatro) componentes, todos inscritos no ato da Submissão online;
b) Os ministrantes das Oficinas e/ou Minicursos deverão obrigatoriamente ter Ensino Superior completo, preferencialmente em área afim com um dos cursos do IFCH (Filosofia, História, Letras, Psicologia e Secretariado Executivo);
c) Preenchimento de todos os campos obrigatórios na Submissão online;
d) Apresentação de resumo coerente, em conformidade com a norma culta padrão da língua portuguesa.
6. A Submissão de Oficinas e Minicursos deverá apresentar os seguintes itens:
a) Nome e formação do(s) proponente(s);
b) Endereço do Currículo Lattes do(s) proponente(s);
c) Indicação da(s) modalidade(s) proposta(s);
d) Título da Oficina e/ou Resumo;
e) Resumo (até 300 palavras);
f) Palavras-chave (até 5);
g) Tipos de equipamentos audiovisuais e/ou materiais a serem utilizados;
7. Cada proponente poderá inscrever-se em apenas UMA Oficina e/ou UM Minicurso.
8. Os resumos aceitos que estiverem de acordo com a exigência mínima da Comissão Organizadora serão publicados nos Anais do evento.
9. Os casos omissos desta normativa serão resolvidos pela Comissão Organizadora.
Passo Fundo, 5 de maio de 2014.