sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Convite para baile de formatura



A Turma de Formandos 2013/2 convida a todos os acadêmicos do curso de História a participarem do Baile de Formatura a realizar-se no dia 07/03, às 23:59min no Palazzo Eventos (Rua Gelson Ribeiro, 440, Bairro Vera Cruz). Os convites devem ser retirados na Coordenação do Curso. Esperamos todos lá....

Luta, substantivo feminino - livro para download

Mulheres que resistiram à ditadura militar: para ler mais a respeito, faça o download gratuito do livro “Luta, substantivo feminino - Mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura”.http://goo.gl/HLTahf


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Comunicação de Falecimento


É com pesar que comunicamos o falecimento de Eduardo Reckziegel, esposo da professora Ana Luiza Setti Reckziegel, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História, do IFCH/UPF. O velório está acontecendo na Funerária Adam, capela A, na Rua General Câmara, 157 (em frente à praça do Hospital de Caridade), em Carazinho. O sepultamento será no Cemitério Bom Jesus, às 17h.
Prestamos nossas condolências à família.

PPGH IFCH UPF

OBS.: aulas da graduação em História da UPF serão suspensas hoje a noite!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O patrimônio ambiental em discussão

Programa especial Momento Patrimônio vai discutir o Patrimônio Ambiental de Passo Fundo. É em março, na UPF TV. Fique atento aos dias e aos horários de exibição:

Estreia, dia 07 de março, às 21h.
Reapresentação, dia 08 de março, às 20h30min.


Recepção acalourada da nova turma História UPF - 2014/01


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Pibid seleciona bolsistas - inscrições até 28 de fevereiro!


A Coordenação Institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid/UPF) informa que o edital para seleção de novos bolsistas licenciandos do programa estará aberto no período de 20 a 28 de fevereiro. Os bolsistas selecionados receberão uma bolsa no valor de R$ 400,00 mensais.

Há vagas para acadêmicos dos seguintes cursos: Artes Visuais, Ciências Biológicas Passo Fundo, Educação Física Passo Fundo, Educação Física Soledade, Educação Física Palmeira das Missões, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol Passo Fundo (Projeto Interdisciplinar), Letras Inglês Passo Fundo (Projeto Interdisciplinar), Letras Português Passo Fundo, Letras Espanhol Lagoa Vermelha, Matemática Passo Fundo, Música, Pedagogia Passo Fundo, Pedagogia Carazinho e Química.

As atividades envolvem estudos, investigações, intervenções pedagógicas, docência compartilhada na área de atuação do licenciando, a serem desenvolvidos tanto no espaço universitário quanto no espaço escolar. Haverá um processo de seleção para os participantes.

Clique aqui para ler o edital.

Todos os detalhes podem ser conferidos no site da UPF (www.upf.br), link Editais, ou no site www.upf.br/pibid.
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Especial - Revolução dos Cravos


Para acessar o site clique aqui

Revolução dos Cravos

A 25 de abril de 1974, um golpe de Estado conduzido pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na guerra colonial, depõe o regime do Estado Novo, a mais antiga ditadura europeia, no poder desde 1933. A população adere em massa ao golpe. O general António de Spínola preside à Junta de Salvação Nacional, a quem é entregue o poder político até à formação de um Governo Provisório Civil. Democratizar, descolonizar e desenvolver são os objetivos principais do programa apresentado pelo MFA. A Revolução dos Cravos abriu, assim, caminho para a independência das então províncias ultramarinas.
O Movimento das Forças Armadas (MFA) liderou o golpe de Estado que depôs o regime do Estado Novo a 25 de abril de 1974
Fonte: DW

Testes de bombas francesas nos anos 1960 no Saara atingiram sul da Europa, diz jornal

Os efeitos radioativos de ensaios nucleares realizados pela França no deserto do Saara na década de 1960 chegaram até a costa do sul da Espanha e nas ilhas italianas de Sicília e Sardenha, de acordo com documentos oficiais publicados nesta sexta-feira (14/02) pelo jornal francês Le Parisien.

Segundo o arquivo, o impacto radioativo da explosão da primeira bomba – em 13 de fevereiro de 1960 - alcançou em 13 dias não apenas todo o norte, o oeste e o centro da África, mas atingiu também o extremo sul da Europa, chegando às costas espanholas e recobrindo a metade da Sicília.

Reprodução/ Larbi Benchiha

Durante os anos 1960, o Saara foi palco de operações nucleares, comprometendo a saúde de pelo menos 150.000 pessoas


“Este sempre foi o sistema de defesa do exército francês”, explica Bruno Barillot, especialista em ensaios nucleares ao Le Parisien. “À exceção de que as normas da época eram muito menos restritas que as de hoje em dia. Os progressos da medicina demonstram que mesmo em doses baixas, (a radioatividade) pode desencadear graves doenças 10, 20 ou 30 anos depois”, completa.

Com a divulgação dos documentos, o veículo aponta que, em certos lugares, as normas de radioatividade foram ultrapassadas. No sul da Argélia, nos arredores da cidade de Tamanrasset, assim como em N’Djamena, capital do Chade, a água foi fortemente contaminada.
“Elementos radioativos lançados pelas explosões aéreas, tais como Iodo-131 e Césio-137, puderam ter sido inalados pelos habitantes dessas regiões, apesar de sua diluição na atmosfera”, relata Barillot. “Ninguém ignora hoje que esses elementos são a origem de cânceres ou de doenças cardiovasculares”, acrescenta.

Para o jornal francês, o exército apenas divulgou arquivos cuidadosamente selecionados, nos quais faltam informações essenciais acerca dos efeitos da propagação dos elementos radioativos. No entanto, a acusação foi refutada pelo Ministério da Defesa. “Os documentos foram escolhidos por uma comissão independente do exército”, disse um porta-voz ao jornal.

Histórico da zona de operações
Entre 1960 e 1961, a França realizou quatro ensaios com bombas nos arredores do Saara antes da independência da Argélia e os testes teriam continuado com mais 13 explosões suplementares até 1966, um ano antes de o exército abandonar o deserto como terreno de operações.

Em 2004, a Justiça francesa abriu uma investigação após denúncias de veteranos franceses que tinham participado desses ensaios e se queixavam de sofrer doenças derivadas de sua exposição à radioatividade. Em 2010, entrou em vigor uma lei que reconhece como vítimas alguns desses veteranos franceses. No entanto, a legislação não favorece as cerca de 150.000 pessoas que vivem nos arredores das antigas zonas de operações no norte africano.
Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

“História Oral - Desafios para o século XXI” disponivel para download


Dica de livro: disponível para download gratuito “História Oral - Desafios para o século XXI”, organizado pelas historiadoras Marieta de Moraes Ferreira, Tania Maria Fernandes e Verena Alberti. Confira:http://goo.gl/1KIfDz

1876: Graham Bell obtém a patente do telefone

Muitos cientistas conseguiram desenvolver aparelhos elétricos de transmissão de voz à distância, mas o escocês Alexander Graham Bell foi o primeiro a patentear o invento, em 14 de fevereiro de 1876.
O telefone patenteado por Graham Bell
É difícil dizer quem inventou o telefone, este aparelho que hoje literalmente nos acompanha no dia-a-dia. De forma simultânea e independente, vários cientistas trabalharam com o mesmo objetivo. Na Alemanha, Johann-Philipp Reis. Na França, Charles Bourseul. Nos Estados Unidos, Elisha Gray e Alexander Graham Bell, que entrou para a história como o inventor do telefone por ter obtido primeiro, em 14 de fevereiro de 1876, a patente para seu aparelho elétrico de transmissão de voz.
"Mr. Watson, venha cá, eu preciso do senhor" foram oficialmente as primeiras palavras transmitidas pelo invento de Graham Bell, desenvolvido no laboratório do cientista em Boston. Watson era um de seus funcionários.
Nascido na Escócia, Bell se interessava pela fala desde a juventude, formando-se linguista e professor de surdos-mudos. No fim do século 19, alimentava-se o sonho de transmitir sonoramente palavras à longa distância. O telégrafo já o fazia por escrito, sendo usado com grande sucesso em todo o mundo. O próximo passo era inevitável.
Alemão pode ser o pioneiro
Acredita-se que, na verdade, a primeira transmissão elétrica de vozes tenha sido realizada pelo alemão Johann-Phillip Reis. Em vez de um chamado a um funcionário, por seu invento teria passado uma frase inusitada: "Cavalos não comem salada de pepino".
Reis não estava, porém, preocupado com a telecomunicação entre seres humanos. Professor de ciências naturais, seus estudos visavam aspectos da anatomia. Em 1861, ele apresentara um aparelho, que deveria demonstrar como o ouvido humano funcionava.
Uma membrana vibrava quando submetida a sons. A vibração fechava ou interrompia um circuito elétrico. Um corpo de ressonância reproduzia o som transportado eletricamente. Na prática, um telefone primitivo. Reis, entretanto, não teve a visão de que aquele aparelho poderia ser muito mais que um instrumento de demonstração científica.
Seu invento ficou adormecido, até que Gray e Bell, sem conhecerem Reis, redescobriram o princípio. Ambos eram movidos pela perspectiva de conversas por telefone. No entanto, eles visavam usuários diferentes. Gray pensava unicamente na utilidade do aparelho para as empresas, enquanto Bell imaginava-o para uso particular.
Objeto de primeira necessidade
O sucesso econômico da Bell Telephone Company, mais tarde rebatizada de American Telephone and Telegraph Company (AT&T), veio a dar razão ao detentor da patente do aparelho. Pois o que a princípio mais parecia um brinquedo para a população urbana, para a rural tornou-se rapidamente um instrumento de primeira necessidade. Com o telefone, mesmo as maiores e mais distantes fazendas podiam manter contato com as vizinhas, sem a necessidade de demoradas viagens.
Apenas pouco mais de um ano depois de Bell patentear seu invento, uma nova profissão surgiu diante do volume crescente de chamadas telefônicas: a de telefonista. Tantas pessoas já possuíam telefone que se tornara impossível ligar diretamente com cabos todos os aparelhos. Foi preciso criar postos de intermediação.
Todas as chamadas passaram a ser remetidas a estas centrais telefônicas, nas quais telefonistas completavam as ligações para os respectivos destinatários. Somente nos anos 70 do século 20 a intermediação manual passou a ser finalmente substituída pela automática.
A digitalização e a telefonia móvel permitem hoje a comunicação em qualquer lugar, a qualquer hora. Mas já em 1922, quando Alexander Graham Bell morreu, seu invento havia mudado o mundo.
  • Autoria Catrin Möderler (mw)
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

História e Cinema em debate no Café História TV (Hoje 13/02 - 20 hs)


Missão espanhola faz descoberta que pode rever cronologia faraônica

Uma missão de arqueólogos espanhóis e egípcios fez uma descoberta em uma tumba no sul do Egito que abre portas à reinterpretação da cronologia faraônica, pois poderia demonstrar que Amenhotep III e seu filho Amenhotep IV, conhecido como Akenaton, reinaram juntos.
A missão, liderada pelo arqueólogo espanhol Francisco Martín Valentín, escavou os restos de um muro e as colunas do mausoléu de um ministro da XVIII dinastia faraônica (1569-1315 a.C.) na região de Al Asasif, na província meridional de Luxor.O grande diferencial da descoberta, explicou Valentín à Agência Efe, é que na escavação foram encontradas gravuras com os nomes de Amenhotep III e Amenhotep IV juntos.
Isto, segundo o especialista, "pode confirmar que os dois reis governaram juntos entre nove e dez anos dos 39 de Amenhotep III, já que os textos das colunas explicam que eram soberanos do Alto e do Baixo Egito"."Não há nada semelhante na história faraônica", afirmou taxativamente Martín Valentín.O chefe do departamento de Egiptologia do Ministério de Antiguidades egípcio, Ali Asfar, destacou a importância dos nomes destes dois faraós aparecerem juntos.
Asfar reconheceu que é muito complicado estabelecer as datas exatas dos reinados faraônicos, mas admite que este caso poderia obrigar a uma revisão das cronologias já estabelecidas, pois "confirmaria que ambos reinaram juntos".Os reinados de Amenhotep III, também conhecido como Amenofis III, e de Amenhotep IV, que entrou para a história sob o nome de Akenaton, estão entre os mais relevantes do Egito Antigo por razões diferentes.O pai governou um país que conheceu um dos maiores períodos de prosperidade e estabilidade interna de sua história, com um longo mandato de quase quatro décadas.
Para continuar lendo, clique aqui.

Morre o sociólogo Stuart Hall


Considerado o pai do multiculturalismo, o sociólogo jamaicano Stuart Hall faleceu hoje aos 82 anos. A notícia foi noticiada nesta segunda-feira, dia 10 de fevereiro de 2014. Hall cresceu em Kingston, Jamaica, estudou em Oxford e tornou-se um dos sociólogos mas importantes em língua inglesa, responsável por teorizar sobre o campo cultural. No Brasil, um de seus livros mais conhecidos e utilizados nos cursos de ciências humanas se chama “A Identidade Cultural na Pós-Modernidade”, lançado pela DP&A editora. Em 2013, Hall foi levado para o cinema, no documentário The Stuart Hall Project. A morte de Hall foi anunciada pelo jornal “The Voice”. Mais informações aqui.

1914 – Morre Alphonse Bertillon, pioneiro na modernização da polícia técnica

Em 13 de fevereiro de 1914, morre o criminologista francês Alphonse Bertillon, fundador do primeiro laboratório de identificação criminal baseada nas medidas do corpo humano. O criminologista foi também o criador da antropometria judicial — ou "sistema Bertillon" — método de identificação adotado em toda a Europa e nos Estados Unidos, e utilizado até 1970.
Oficial de polícia francês nascido em Paris, em 22 de abril de 1853, conhecido como o criador da moderna Polícia Técnica, Bertillon criou métodos, processos e noções utilizados para facilitar o inquérito judicial, especialmente quando esteve a serviço da polícia parisiense. Autor de vários trabalhos científicos capazes de eliminar a probabilidade de erros na solução dos problemas judiciários, suas descobertas constituem a primeira etapa no caminho do progresso da Polícia Técnica.
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"Mug shot": autorretrato de Bertillon, o criador do método de fotografia judiciária usado no mundo todo
Em 1880, entrou para a Prefeitura da Polícia de Paris. De início, ficou encarregado de copiar relatórios e as cartas dos agentes secretos, cargo considerado de absoluta confiança, passando depois a trabalhar como assistente do laboratório fotográfico, onde percebeu a dificuldade da Polícia em identificar e reconhecer criminosos. Inventou o assinalamento antropométrico e a fotografia judiciária — conhecida nos EUA como "mug shot" — , adotados pela administração policial com grande sucesso, iniciando sua celebridade internacional como perito do mundo policial.
Lançou em Paris em 1879 um sistema de identificação humana que consistia na medição das diferentes partes do corpo.  O sistema era uma ampliação de diversos princípios de antropologia aplicados aos criminosos e posteriormente passou a ser chamado de Bertillonage, em homenagem ao seu criador. Baseado nos princípios de Quetelet, em que as regras matemáticas presidiam a repartição das formas e a distribuição das dimensões da natureza, teve a inspiração de considerar algumas medidas antropométricas para o estabelecimento e verificação da identidade. Seu sistema foi definitivamente consagrado com todas suas razões científicas, no primeiro Congresso Internacional de Antropologia Criminal realizado em Roma, em 1885.
Bertillon fundou a antropometria, sistema de classificação de fotos com base em 11 caracteres fundamentais. Chegou também a iniciar pesquisas sobre as impressões digitais.
A antropometria tem como base três princípios: a fixidez absoluta do esqueleto humano a partir de 20 anos de idade; o corpo humano apresenta medidas exatas variando de indivíduo para indivíduo; e, facilidade de precisão relativas com certas dimensões do esqueleto que podem ser medidas.
Graças à ‘sinalização’ sistemática de criminosos e delinquentes, chegou a algum sucesso na identificação dos reincidentes o que lhe valeu imensa popularidade. A opinião pública chegou a compará-lo a Louis Pasteur.
Porém, o sistema antropométrico permaneceu aleatório e logo teve a concorrência da comparação pelas impressões digitais colocada em prática nas Índias britânicas e adotada pela Scotland Yard em 1901, por iniciativa do comissário Edward Henry. Tanto o Bertillonage quanto o sistema britânico de impressões digitais seria superado pelo sistema datiloscópico argentino de identificação, criado em 1892 e demonstrado cientificamente em 1904 pelo croata-argentino Juan Vucetich.
Bertillon ainda tentou negar o interesse dessa técnica concorrente. Contudo, solicitado a esclarecer o homicídio de um dentista parisiense viu-se diante das semelhanças entre as impressões digitais recolhidas no local com as de um obscuro reincidente de cujo caso tratou alguns meses antes.
Este primeiro golpe de efeito da polícia científica consagrou a glória de Bertillon, mas evidenciou a superioridade dos arquivos de impressões digitais.
Não se pode esquecer, no entanto, que Bertillon também foi chamado em 1894 para a análise grafológica do documento que levou a prisão do capitão Dreyfus. Afirmando reconhecer nele a escrita manual do capitão, contra a opinião de outros grafólogos, aferrou-se em seu parecer, emitindo uma famosa teoria sobre a maneira com que o inculpado tentou maquiar sua letra. No entanto, esse passo em falso não foi suficiente para dissipar sua popularidade.
Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O poder da cultura e a cultura no poder para download


O livro “O poder da cultura e a cultura no poder: a disputa simbólica da herança cultural negra no Brasil” encontra-se disponível para download gratuito e autorizado. O livro, de 2005, escrito pelo pesquisador  Jocélio Teles dos Santos, foi apresentado originalmente ao Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo (USP) como tese de doutoramento, em agosto de 2000. Pulicado pela Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), o livro discute o mito da democracia racial no Brasil e outros temas correlatos. Para baixar a obra, clique aqui

1938: Começa julgamento do pastor Martin Niemöller pelo regime nazista


Martin Niemöller aos 85 anos de idade
"Ter fé significa seguir Jesus. E a quem afirma acreditar em Jesus Cristo, posso perguntar sobre a sua vida e dizer: você acha que ele aprovaria o que você faz hoje? Que, com isto, você está sendo sucessor de Jesus de Nazaré?"
"O que faria Jesus?", esta foi a pergunta básica na vida do pastor Martin Niemöller, e foi esta pergunta que o colocou em conflito com o regime nazista. No início, nada indicava que Niemöller viria a ser um dia o símbolo da resistência protestante. Nascido em 1892, filho de um pastor evangélico de confissão luterana, ele foi educado para a fidelidade ao imperador e o sentimento patriótico alemão.
Depois de concluir o ensino médio, ingressou na Marinha como soldado de carreira. Mesmo depois de formar-se em teologia, permaneceu fiel à sua ideologia patriótica e conservadora: em 1924, votou no NSDAP, o partido de Hitler. Mas após a subida dos nazistas ao poder, em 1933, Niemöller – então pároco em Berlim-Dahlem – entrou em conflito crescente com o novo regime.
Criação da Igreja Engajada
Mesmo sendo nacionalista e não estando inteiramente livre de preconceitos antissemitas, Niemöller protestava decididamente contra a aplicação do "parágrafo ariano" na Igreja e a falsificação da doutrina bíblica pelos cristãos alemães de ideologia nazista. Para impedir a segregação de cristãos de origem judaica, criou no outono de 1933 a Liga Pastoral de Emergência, transformada no ano seguinte na Igreja Engajada. Esta recusava obediência à direção oficial da Igreja, a qual apoiava o regime nazista.
Em 1934, Niemöller acreditava, ainda, que poderia discutir com os novos donos do poder. Numa recepção na chancelaria em Berlim, ele contestou Hitler, que queria eximir a Igreja de toda responsabilidade pelas questões "terrenas" do povo alemão.
"Ele me estendeu a mão e eu aproveitei a oportunidade. Segurei sua mão fortemente e disse: 'Sr. chanceler do Reich, o senhor disse que devemos deixar em suas mãos o povo alemão; mas foi alguém inteiramente diferente que colocou a responsabilidade por nosso povo em nossa consciência'. Ele puxou, então, a mão, dirigindo-se ao próximo, e não disse mais nenhuma palavra".
Na mira dos nazistas
A partir deste incidente, Niemöller entrou cada vez mais na mira do regime. Observado pela Gestapo, foi proibido de pregar, o que não aceitou. Em 1935, foi preso pela primeira vez e logo libertado. Martin Niemöller já era tido nessa época como o mais importante porta-voz da resistência protestante.
Em meados de 1937, ele pregava: "E quem, como eu, que não viu nada a seu lado no ofício religioso vespertino de anteontem, a não ser três jovens policiais da Gestapo – três jovens que certamente foram batizados um dia em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e que certamente juraram fidelidade ao seu Salvador na cerimônia de crisma, e agora são enviados para armar ciladas à comunidade de Jesus Cristo –, não esquece facilmente o ultraje à Igreja e deseja clamar 'Senhor, tende piedade' de forma bem profunda".
Em julho de 1937, Niemöller foi preso novamente. Após cerca de sete meses, no dia 7 de fevereiro de 1938, começou então o seu julgamento diante do Segundo Tribunal Especial, em Berlim-Moabit. A acusação argumentava que o pastor teria criticado as medidas do governo nas suas pregações "de maneira ameaçadora à ordem pública", teria feito "declarações hostis e provocadoras" sobre alguns ministros do Reich e, com isto, transgredido o "parágrafo do Chanceler" e a "Lei da perfídia". A sentença: sete meses de prisão e 2 mil marcos de multa.
Os juízes consideraram a pena cumprida, em função do longo tempo de prisão preventiva. Niemöller deveria assim ter deixado a sala do tribunal como homem livre. Para Hitler, no entanto, a sentença pareceu muito suave. Ele enviou o pastor para um campo de concentração, como seu "prisioneiro pessoal". Até o fim da guerra, durante mais de sete anos, Martin Niemöller permaneceu preso, primeiro no campo de concentração de Sachsenhausen, depois em Dachau.
  • Autoria Rachel Gessat (am)
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1878 – Após um longo e controverso papado, morre Pio IX

Em 7 de fevereiro de 1878, após 32 anos como Sumo Pontífice, morre o papa Pio IX. Nascido Giovanni Ferretti, em 16 de junho de 1846, o religioso teve um dos papados mais longos e tormentosos da história do Vaticano — além de ter sido o primeiro líder da Igreja Católica a ser fotografado. Em setembro de 2000, Pio IX foi beatificado pelo papa João Paulo II.
De início, esperava-se que Pio IX seria um homem de abertura. Os católicos liberais, bem como os republicanos italianos, depositavam nele suas esperanças, talvez exageradas, e ficaram desencantados após o fracasso dos levantes revolucionários de 1848.
WikiCommonsNascido em 1792 perto de Ancona, Giovanni-Maria Mastai Ferretti tornou-se padre e depois bispo de Imola, após ser impedido de se alistar no Exército devido à epilepsia.
Eleito papa pelo conclave de cardeais, tornou-se além de guia espiritual do mundo católico, soberano temporal dos Estados Pontifícios na Itália Central, em torno de Ravena. A origem desses Estados remonta a uma doação de Pepino, o Breve, ao papa de sua época, mais de mil anos antes. Era destinada a assegurar a autonomia da Santa Sé face às pressões dos soberanos temporais.
O papado de Pio IX é traz a marca da caridade: ele começa a introduzir a democracia no governo de seus Estados; libera militantes da unidade nacional e instaura duas Câmaras para a votação de leis. Além disso, faz ingressar laicos nas comissões governamentais, dá início à construção de uma estrada de ferro, a renovação da iluminação pública, desobriga os judeus de Roma de residir num gueto e manda destruir o muro que cercava esse antigo bairro.
Numerosos italianos viam nele um possível chefe de uma federação italiana. O abade piemontês Vincenzo Gioberti preconizava uma federação em torno do papa. Em setembro de 1847, o agitador republicano Giuseppe Mazzini lança um apelo ao papa para que lidere o movimento italiano de libertação.
As revoluções de 1848 iriam pôr termo a essas veleidades liberais. Milão se subleva contra o absolutismo do imperador da Áustria, que reinava sobre a Lombardia e Veneza após o Congresso de Viena, de 1815.
O rei do Piemonte, Charles-Albert, apela aos príncipes da península para que se juntassem a ele na guerra contra a Áustria, a fim de libertar a Lombardia e Veneza. Pio IX envia tropas pontificiais mas logo recua e renuncia à guerra.
Em meio à confusão, republicanos comandados por Mazzini tomam a Santa Sé e proclamam a república em 9 de fevereiro de 1849. O papa teve de se refugiar na cidadela de Gaete, sul de Roma, de onde aguardou o desenrolar dos acontecimentos.
Os italianos, comandados pelo rei de Piemonte-Sardenha são impiedosamente batidos pelos austríacos em Novara. Pio IX apela à França e à II República e envia o socorro de tropas francesas que entram em Rome em 2 de julho de 1849 após esmagar os voluntários de Giuseppe Garibaldi, vindos para defender a efêmera república romana.
Pio IX impõe aos judeus de Roma uma contribuição especial para financiar seu retorno ao Vaticano. Repudiando o liberalismo e o engajamento político, confere total primazia à questão espiritual. Em 8 de dezembro de 1854, pronuncia o dogma da Imaculada Conceição a propósito da Virgem Maria.
Em 1858 eclode o Caso Mortara. A polícia pontificial sequestra uma criança, Edgardo Mortara, de uma família judaica de Bolonha, sob pretexto que havia sido batizada por uma serviçal. A criança seria colocada sob a proteção do papa a fim de ser educada para o sacerdócio.
A polêmica em torno do Caso Mortara surge como a primeira manifestação de antissemitismo moderna. O antissemitismo tradicional cede lugar a um antissemitismo ideológico ligado aos judeus cosmopolitas da burguesia, acusados de oprimir os trabalhadores. São acusados também de negar os valores universais da Europa das Luzes. Em resposta a esse antissemitismo nascente, os judeus ocidentais criam a Aliança Israelita Universal.
Em 8 de dezembro de 1864, anexado à encíclica, Pio IX publica um documento catalogando tudo o que ele, enquanto papa, acreditava ser os erros do pensamento moderno. O documento testemunhava sua apreensão ante os Estados cada vez mais presentes que "tendiam a limitar a liberdade dos indivíduos". Contudo, o tom sarcástico e o excesso de linguagem do texto suscitou a ira dos católicos liberais.
Era a época do ‘ultramontanismo’. Nos grandes países católicos, o clero e os fiéis manifestavam um crescente apoio ao papa ‘de outros montes’.
A ação das tropas do rei de Piemonte-Sardenha e de Garibaldi, que tomaram os Estados Pontifícios, com a única exceção da Cidade Eterna, só fez crescer a simpatia dos católicos ao soberano pontífice.
Em 1989 o papa convoca o Concílio Vaticano I com o fim de consolidar sua autoridade, baseada no dogma da infalibilidade pontifical.
Em 20 de setembro de 1870, as tropas do rei da Itália ocupam Roma. Era o fim dos Estados Pontifícios. Pio IX se considera prisioneiro no Vaticano. Uma situação que perduraria até os Acordos de Latrão, em 1929, com o ‘duce’ Mussolini, e a criação do Estado soberano do Vaticano.
O final do pontificado de Pio IX seria dedicado a combater o crescimento do anticlericalismo e as ideologias laicas na Europa Ocidental. O papa e seus sucessores farim o possível para afirmar a autoridade da Santa Sé sobre os católicos do mundo inteiro, em detrimento das instituições intermediárias: associações culturais, ordens monásticas e ações associativas de laicos.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

2.ª CIRCULAR XII Encontro Estadual de História - ANPUH-RS

2.ª CIRCULAR
XII Encontro Estadual de História - ANPUH-RS
História, Verdade e Ética
UNISINOS – São Leopoldo – RS –Brasil
11 a 14 de agosto de 2014
 Prezado(a) associado(a):
A Comissão Organizadora do XII Encontro Estadual de História – ANPUH-RS, em decisão conjunta, considerou adequado alterar o mês (já tradicional) do nosso evento tendo em vista possíveis dificuldades por projeções de aumento nos custos das passagens e hospedagens, delineadas pela realização da Copa do Mundo.

O XII Encontro Estadual de História da ANPUH-RS – HISTÓRIA, VERDADE E ÉTICA – ocorrerá de 11 a 14 de agosto de 2014 nas dependências da UNISINOS.

Encaminhamos em anexo novo cronograma com uma pequena flexibilização nas datas e alertamos aos colegas que as inscrições para coordenação de Simpósios Temáticos e para ministrantes Minicursos já estão abertas.

Acompanhe as notícias do XII Encontro Estadual de História pelo nosso site www.eeh2014.anpuh-rs.org.br e pela página do facebook http://facebook.com/anpuhrs

Qualquer dúvida, entre em contato: anpuhrs@anpuh-rs.org.br.

Contamos com a compreensão e apoio dos colegas para fazermos desse mais um grande Encontro!


Atenciosamente,

Diretoria da ANPUH-RS e Comissão Organizadora
XII Encontro Estadual de História – História, Verdade e Ética
  
Porto Alegre / São Leopoldo, 02 de fevereiro de 2014.

ANEXO
Cronograma atualizado
XII Encontro Estadual de História – História, Verdade e Ética


1.º/12/2013
Entrada em funcionamento da página web do evento. 

18/12/2013 a 10/03/2014
Período para proposição de simpósios temáticos e minicursos via página do evento.

10 a 15/03/2014
Análise a aprovação das propostas pela Comissão Organizadora.

17/03/2014
Divulgação dos simpósios temáticos e minicursos aprovados. Abertura de inscrições para participação nos simpósios, minicursos, pôsteres de iniciação científica e ouvintes.

25/05/2014
Prazo final para inscrição de trabalhos nos simpósios e painéis de iniciação científica via página do evento.

26/05 a 14/06/2014
Avaliação dos resumos pelos coordenadores e organização dos simpósios e envio das cartas de aceite aos proponentes aprovados nos Simpósios e pôsteres de Iniciação Científica.

15/07/2014
Prazo final para a entrega dos textos completos para publicação nos anais eletrônicos. Os Anais serão publicados após o evento e somente com textos apresentados nos Simpósios Temáticos.

15/07/2014
Prazo final para inscrição nos minicursos. 

11 a 14/08/2014
XII Encontro Estadual de História – História, Verdade e Ética.

30/11/2014

Publicação dos textos completos nos anais eletrônicos.

Edificações Comerciais e Culturais (programa na íntegra)

O 5º programa da Terceira Temporada do Programa Momento Patrimônio, apresenta algumas das construções comerciais e culturais da cidade de Passo Fundo. Prédios construídos para atender as demandas do crescimento econômico em torno da madeira e da viação férrea, como o Banco da Província, Cassino da Maroca e os Hotéis Avenida e Glória.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

“Política e gestão cultural: perspectivas Brasil e França” para download


Disponível para download gratuito o livro “Política e gestão cultural: perspectivas Brasil e França”, de Frederico Lustosa da Costa. Faça o download em: http://goo.gl/yYrLoE