quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Edificações e representações imateriais em pauta no Momento Patrimônio da UPFTV

Foto: Divulgação UPF
Programa vai ao ar nesta sexta-feira, com reprise no domingo

Será que os símbolos do patrimônio histórico-cultural e imaterial de Passo Fundo são reconhecidos pela comunidade? O programa especial Momento Patrimônio da UPFTV, que recebeu o prêmio Darcy Ribeiro edição 2012, vai ao ar nesta sexta-feira, dia 1º/11,  e terá como tema as edificações e representações imateriais de espaços públicos de Passo Fundo. A reapresentação acontece no domingo (03/11), às 22h. A direção é das jornalistas da UPFTV Afani Baruffi e Deisi Fanfa.

A produção do vídeo de abertura do programa foi gravada no Cemitério do Capitão Fagundes dos Reis, no Cemitério da Vera Cruz, no Jazigo de Maria Elizabete, no Espaço Israelita e no Jazigo dos Pracinhas de Guerra. O programa também mostra registros da Romaria e Festa de São Miguel, da Romaria de Nossa Senhora Aparecida e buscou pensar a história e a memória através das representações imateriais políticas e religiosas, procurando identificar nelas a permanência do passado no futuro que se constrói.

Participaram da discussão em estúdio as professoras do programa de Pós-Graduação em História da UPF, Ironita Policarpo Machado e Gizele Zanotto, e a mestranda em História da UPF, Camila Guidolin. 

Para Camila Guidolin, estudante do mestrado em História, é necessário conhecer para compreender a história. “Os monumentos da cidade acabam sendo referenciais, principalmente de grandes personagens políticos, de momentos de formação do contexto histórico de Passo Fundo. No entanto, eles também acabam servindo para negligenciar outros grupos, que não são retomados como constituintes esse passado histórico”, observou.

Esses e outros apontamentos podem ser conferidos no programa especial Momento Patrimônio da UPFTV, que estreia toda a primeira sexta-feira de cada mês.


Mestrado em História está com inscrições abertas

O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF) está com inscrições abertas ao curso de mestrado para a turma 2014/01. Interessados devem se inscrever até o dia 02 de dezembro pelos siteswww.ppgh.upf.br, link Ingresso, e www.upf.br/pos.

Com área de concentração em História Regional, o curso volta-se à produção de conhecimentos em um viés específico diverso dos demais programas existentes no Rio Grande do Sul. Além disso, o Programa possui as seguintes linhas de pesquisa: Política e Relações de Poder, que aborda temas como relações internacionais, cultura política e instituições jurídico-políticas; Espaço, Economia e Sociedade, que discute assuntos como povoamento, populações indígenas, imigração e colonização; e Cultura e Patrimônio, que retrata questões como movimentos culturais e estéticos, patrimônio, história e imagem.

Inscrição
As inscrições podem ser feitas até 02/12. Os documentos necessários são: currículo lattes comprovado (cópia da documentação), quatro cópias do projeto de pesquisa, duas cópias do diploma de graduação, duas cópias do histórico escolar, duas cópias da certidão de casamento ou nascimento, duas cópias do RG, duas cópias do CPF, uma foto 3x4 recente, formulário de inscrição, cópia do comprovante de pagamento da inscrição e tabela de pontuação de currículos. A documentação deverá ser enviada a secretaria do PPGH ou entregue na Central de Atendimento ao Aluno. A inscrição somente será homologada mediante o envio da documentação completa.


Seleção
A seleção dos candidatos inscritos é constituída de quatro etapas: prova escrita, entrevista com base no pré-projeto de pesquisa, análise do pré-projeto de pesquisa e análise do currículo. O resultado final da seleção será divulgado até 19/12. O Programa oferece 20 vagas, mas não se compromete a preencher todas elas.

Mais informações sobre o curso, linhas de pesquisa, disciplinas e pré-matrículas podem ser obtidas no site www.ppgh.upf.br. O edital disponível no mesmo endereço eletrônico.

31 de outubro: O Dia D Drummond

1/10/2013 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

No dia 31 de outubro de 2011, a cultura rendeu ao poeta Carlos Drummond de Andrade uma série de homenagens: o Dia D Drummond. Para participar desta iniciativa, o JBlog Hoje na História publicou algumas das inúmeras passagens, relembrando a experiencia deste mineiro nas páginas do Jornal do Brasil. Saudade maior, impossível....

No dia 2 de outubro de 1969, Carlos Drummond de Andrade entrou para a turma de colaboradores do Jornal do Brasil. Leilão do ar, seu texto de estréia, sobre o leilão que liquidava a Panair do Brasil, foi o pontapé de 15 anos de poesias e crônicas, publicadas sempre às terças, quintas e sábados, na última página do Caderno B. Ao total, foram 780 semanas da história do país e do poeta refletidas com agudeza e lirismo em mais de dois mil e 300 textos, que abordaram fatos históricos e expressaram comentários críticos e humorísticos sobre questões literárias, econômicas, políticas e sociais do cotidiano brasileiro.
Jornal do Brasil: Quinta-feira, 2 de outubro de 1969


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Fonte: JBlog

1954: Início da guerra de independência da Argélia

No dia 31 de outubro de 1954, começou a guerra pela independência na Argélia. A luta contra as tropas de ocupação da França durou sete anos e causou a morte de mais de 260 mil pessoas.
Ahmed Ben Bella, após sair da prisão em 1956
Os primeiros disparos foram ouvidos na noite de 31 de outubro para 1º de novembro de 1954. Jovens argelinos, integrantes da até então desconhecida FLN (Frente de Libertação Nacional), iniciavam assim a luta para acabar com o domínio francês, que começara através da invasão do norte da África em 5 de julho de 1830, consolidando-se nos 17 anos seguintes. Num panfleto, os rebeldes conclamavam à criação de um Estado independente na Argélia, cujo sistema social deveria ser uma mescla de social-democracia e islamismo e que garantisse também direitos iguais a todos os cidadãos.
Sempre existira insatisfação popular quanto ao domínio francês na Argélia, pois uma minoria europeia imperava sobre a maioria do povo argelino, constituído de árabes e berberes. No correr dos anos, os franceses começaram a tratar a colônia norte-africana como se fosse uma parte do território da França e os argelinos, como estrangeiros no próprio país. Foram feitas inúmeras tentativas de impor a igualdade de direitos entre europeus e muçulmanos, mas sempre sem êxito duradouro.
Por exemplo, no ano de 1947. A Assembleia Nacional, em Paris, aprovou um estatuto para a Argélia, no qual a colônia foi definida como "um grupo de províncias com caráter urbano, autonomia financeira e uma organização especial". O que isto significava, ficou claro na constituição do Parlamento argelino: divididos em dois grupos numericamente iguais, os 120 deputados representavam, de um lado, os 370 mil colonizadores europeus e os 60 mil argelinos assimilados e, do outro, a grande maioria de cerca de 1,3 milhão de árabes e berberes.
Concessões
Mas foram introduzidas também algumas concessões aos muçulmanos argelinos: eles podiam viajar à França em busca de trabalho e, lá, podiam professar livremente a sua religião. Além disto, foi permitido oficialmente o ensino do idioma árabe na Argélia.
O documento não conseguia ocultar que teria prosseguimento a discriminação da população da Argélia e isto ficava ainda mais claro no dia a dia argelino. A insatisfação crescia. Tanto mais quanto maior o número de países árabes a se livrarem do jugo dos europeus e a conquistarem sua independência nacional.
A resistência começou a aparecer paulatina e cautelosamente. Um primeiro sinal de alarme para os franceses ocorreu em 1950, com um assalto ao correio central de Oran, comandado por Ahmed Ben Bella. O líder rebelde argelino tinha servido no Exército francês durante a Segunda Guerra Mundial, como muitos dos seus compatriotas, tendo sido altamente condecorado pelas suas ações nos campos de batalha da Itália. Ben Bella transformou-se na figura símbolo da luta argelina de libertação e foi, posteriormente, o primeiro chefe de governo da Argélia independente.
Inicialmente, porém, a repressão francesa da rebelião ficava a cada dia mais cruel. Depois dos primeiros disparos de 31 de outubro de 1954, milhares de argelinos foram presos. A maioria deles nada tinha a ver com a FLN e sua luta. Os franceses continuaram cometendo os mesmos erros: as tentativas de concessões aos argelinos sempre foram muito modestas e vieram tarde demais.
Ódio
Mas todas as manifestações antifrancesas eram punidas com extremo rigor. Com isto, o ódio dos argelinos tornou-se sempre mais profundo, chegando ao auge quando o Exército francês na Argélia foi reforçado com 500 mil homens. Isto – e a pressão da FLN sobre muçulmanos hesitantes – consolidou a frente da rebelião.
A situação ficou ainda mais tensa quando a Tunísia e o Marrocos conquistaram a independência, mas a França continuava enviando os líderes argelinos para a prisão. Houve massacres dos dois lados e, muitas vezes, a iniciativa partia dos próprios colonizadores franceses, apelidados de pieds noirs ("pés negros"), que temiam que o governo parisiense acabasse abrindo mão da Argélia. Os colonizadores rebelaram-se duas vezes, mas acabaram não podendo impedir que ocorresse aquilo que temiam.
Na França, a rebelião argelina acabou levando Charles de Gaulle de volta ao poder: em 1958, ele decretou maiores direitos para os cidadãos muçulmanos da Argélia e, um ano depois, já falava do direito da Argélia à autodeterminação. O resto foi uma questão de tempo: a França iniciou as negociações com a FLN em 1961, depois que seus líderes foram libertados das prisões.
Na primavera europeia de 1962, foi acertado um plebiscito, realizado a 1º de julho. Seis milhões de argelinos votaram a favor da independência e apenas 16 mil foram contrários a ela. Em seguida, os políticos argelinos assumiram o poder em Argel e a maioria dos europeus deixou o país.
  • Autoria Peter Philipp (am)
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475 - Rômulo Augusto é empossado como último imperador romano do Ocidente

Flavio Rômulo Augusto foi elevado ao trono de Roma por seu pai, Flávio Orestes, em 31 de outubro de 475, tendo sido o último imperador romano do Ocidente. O imperador do Oriente, Zenón, não o reconheceu.

A pressão do povo hérulo reclamando a entrega de terras do centro da Península Itálica provocou a queda de Rômulo pouco após a sua posse, quando ainda contava apenas 15 anos. Em seu lugar, o general dos hérulos, Odoacro, reclamou o trono e o tomou em 476, recluindo o imperador na baía de Nápoles. A partir de 476 perde-se o seu rastro histórico.

Wikicommons

Local de templo em homenagem a Flavio Rômulo Augusto


A deposição de Rômulo Augusto marca o fim do Império Romano, se bem que sua parte oriental sobreviveu até 1453, ano da queda de Constantinopla, do Império Bizantino. Com efeito, ainda que Odoacro tenha reclamado o trono da Itália, não mostrou interesse em preservá-lo, preferindo transferir o poder integral a Constantinopla.

Este episódio serviu como justificativa para os imperadores de Bizâncio considerarem-se os legítimos soberanos do Império Romano do Oriente e, eventualmente, tentarem a reconquista dos territórios ocidentais tomados pelos reinos bárbaros.

O depreciativo apelido com o qual é conhecido, Rômulo Augústolo, provém do sufixo latino ‘ulus’, um diminutivo. Portanto,  Augústulo significa literalmente 'Pequeno Augusto', no sentido de insignificante ou sem importância.
O Império Ocidental já era uma sombra do que havia sido. A autoridade imperial se havia retirado para as fronteiras italianas e o imperador oriental tratava seu colega ocidental como soberano de um Estado menor. Constantinopla assistiu ao golpe de Estado de Orestes e a subsequente transferência do poder para seu filho, com indiferença. Nem os generais Zenón e Basílisco o aceitaram como autoridade legítima.

Como o poder era controlado por seu pai, Rômulo não tomou nenhuma decisão nem construiu obras.

Meses depois que Orestes assumira o poder, uma coalizão de hérulos, ésciros e torcilíngios exigiram dele um terço das terras da Itália a fim de estabelecer-se como federados. Diante da recusa, as tribos se rebelaram sob o comando de Odoacro. Orestes foi capturado perto de Piacenza em 28 de agosto de 476 e, em seguida, executado.

Pouco depois, em 4 de setembro, obriga Rômulo a abdicar. A deposição de Rômulo não causou nenhuma interrupção significativa. Roma já havia perdido sua hegemonia sobre as províncias, pois os germanos dominavam os exércitos “romanos” e há muito tempo os generais bárbaros eram os verdadeiros detentores do poder. Roma e a Itália sofreriam devastações maiores durante o século seguinte, quando o imperador Justiniano I enviou suas tropas para reconquistá-las.

Depois da abdicação de Rômulo, o Senado romano reconheceu Zenón como único imperador. Odoacro, por seu lado, exigiu que se lhe outorgasse o posto de regente imperial, que foi aceita com a condição de que seria vigário do legítimo imperador do Ocidente, Julio Nepote.

No entanto, as relações com Constantinopla se deterioraram e, em 489, com o apoio do imperador Zenón, os ostrogodos, a mando de Teodorico o Grande, invadiram o reino de Odoacro, dizimaram seu exército, obrigando-o a render-se em 493. É morto por Teodorico, que assume o poder sobre a Itália.

O destino final de Rômulo é desconhecido. As fontes coincidem que ele esteve confinado em Villa Lucullana, num castelo antigo construído em suas origens pela família dos Scipiões em Nápoles. A partir deste ponto, os historiadores contemporâneos deixam de mencioná-lo.
Fonte: Opera Mundi

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

1938: Pânico após transmissão de "Guerra dos mundos"

No dia 30 de outubro de 1938, um programa de rádio simulando uma invasão extraterrestre desencadeou pânico na costa leste dos Estados Unidos.
Orson Welles ao microfone
Parecia uma noite normal naquele 30 de outubro de 1938, até que a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. A "notícia em edição extraordinária", na verdade, era o começo de uma peça de radioteatro, que não só ajudou a CBS a bater a emissora concorrente (NBC), como também desencadeou pânico em várias cidades norte-americanas. "A invasão dos marcianos" durou apenas uma hora, mas marcou definitivamente a história do rádio.
Dramatizando o livro de ficção científica A Guerra dos Mundos, do escritor inglês Herbert George Wells, o programa relatou a chegada de centenas de marcianos a bordo de naves extraterrestres à cidade de Grover's Mill, no estado de Nova Jersey. Os méritos da genial adaptação, produção e direção da peça eram do então jovem e quase desconhecido ator e diretor de cinema norte-americano Orson Welles. O jornal Daily News resumiu na manchete do dia seguinte a reação ao programa: "Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos".
Pânico coletivo
A dramatização, transmitida às vésperas do Halloween (dia das bruxas) em forma de programa jornalístico, tinha todas as características do radiojornalismo da época, às quais os ouvintes estavam acostumados. Reportagens externas, entrevistas com testemunhas que estariam vivenciando o acontecimento, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emoção dos supostos repórteres e comentaristas. Tudo dava impressão de o fato estar sendo transmitido ao vivo. Era o 17º programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas no Radioteatro Mercury por Orson Welles.
A CBS calculou, na época, que o programa foi ouvido por cerca de seis milhões de pessoas, das quais metade o sintonizou quando já havia começado, perdendo a introdução que informava tratar-se do radioteatro semanal. Pelo menos 1,2 milhão de pessoas acreditou ser um fato real. Dessas, meio milhão teve certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando linhas telefônicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos causados por ouvintes apavorados tentando fugir do perigo.
O medo paralisou três cidades e houve pânico principalmente em localidades próximas a Nova Jersey, de onde a CBS emitia e onde Welles ambientou sua história. Houve fuga em massa e reações desesperadas de moradores também em Newark e Nova York. A peça radiofônica, de autoria de Howard Koch, com a colaboração de Paul Stewart e baseada na obra de Wells (1866-1946), ficou conhecida também como "rádio do pânico".
Precursor da ficção científica moderna
O roteiro fora reescrito pelo próprio Welles (1915-1985). Na peça, ele fazia o papel de professor da Universidade de Princeton, que liderava a resistência à invasão marciana. Orson Welles combinou elementos específicos do radioteatro com os dos noticiários da época (a realidade convertida em relato).
Herbert George Wells, por sua vez, foi um dos precursores da literatura de ficção científica. O livro A Guerra dos Mundos, publicado em 1898, era uma de suas obras mais conhecidas, tendo Londres como cenário. Ele escreveu num estilo bastante jornalístico e tecnologicamente atualizado para sua época. A transmissão de A Guerra dos Mundos foi também um alerta para o próprio meio de comunicação "rádio".
Ficou evidente que sua influência era tão forte a ponto de poder causar reações imprevisíveis nos ouvintes. A invasão dos marcianos não só tornou Orson Welles mundialmente famoso como é, segundo cientistas de comunicação, "o programa que mais marcou a história da mídia no século 20".
Autoria Jens Teschke (gh)
Link permanente http://dw.de/p/40hx

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bolsistas de pesquisa do curso de História realizam visita técnica em Caxias do Sul


Foto: Anthony Beux Tessari /UCS
Estudantes conheceram a estrutura do Instituto
Alunos bolsistas de pesquisa, acompanhados pela coordenadora do curso de História da Universidade de Passo Fundo (UPF), professora Ironita P. Machado, funcionários da Instituição e servidoras da Justiça Federal de Passo Fundo participaram de uma visita técnica ao Instituto Memória Histórica e Cultural (IMHC) da Universidade de Caxias do Sul. A atividade ocorreu no último dia 23/10.
O objetivo, segundo a coordenadora, foi conhecer as ferramentas de trabalho e as atividades desenvolvidas pelo IMHC e, assim, agregar valor às atividades no Núcleo de Documentação Histórica e Jurídica (NDHJ), do Programa de Pós-Graduação em História, em relação aos convênios já assinados com a Justiça Federal.
Ironita lembra que a atividade buscou conhecer as ações do IMHC relacionadas com a preservação e o estudo da memória nos diversos campos da cultura, através da coleta, organização, processamento e preservação do acervo histórico da Instituição, da Cultura Regional e outros aspectos históricos e culturais relevantes, visando à ampliação do Centro de Cultura, Memória e Patrimônio da Universidade de Passo Fundo.

O IMHC é formado pela seguinte estrutura: Laboratório de Estudo de Arqueologia (Lepar); Programa Elementos Culturais da Imigração Italiana no Nordeste do Rio Grande do SUL (Ecirs); Programa Investigação e Resgate de Imagem e Som (Iris); Centro de Documentação da Universidade de Caxias do Sul (Cedoc) e Centro de Memória Regional do Judiciário (CMRJU). O IMHC é dirigido pela professora Luiza Horn Iotti.

Vestibular UPF 2014/01 - Venha fazer História!

UPF oferta bolsas de estudo em 20 graduações neste Vestibular 2014


Foto: Divulgação
No total, a UPF está ofertando 60 cursos de graduação em Passo Fundo e na estrutura multicampi
Buscando facilitar a inclusão de alunos no ensino superior, a Universidade de Passo Fundo (UPF) oferece, para o Vestibular 2014, bolsas de estudo em 20 cursos de graduação, tanto em Passo Fundo quanto na estrutura multicampi. A Bolsa Auxílio 25% prevê gratuidade de 25% para os cursos de Enfermagem e Ciência da Computação, ofertados no campus Passo Fundo. Já a Bolsa FUPF oferece gratuidade de 50% para 18 cursos, oferecidos em Passo Fundo e nos campi.
No campus I, Passo Fundo, os cursos contemplados com a Bolsa FUPF são Administração (B) (Matutino); Artes Visuais (B) e (L); Educação Física (L); Filosofia (B) e (L); Física (L); Geografia (L); História (L); Letras, Português - Espanhol e Respectivas Literaturas (L); Letras, Português - Inglês e Respectivas Literaturas (L); Matemática (L); Música (L); Pedagogia (L); Química (B) e (L); Secretariado Executivo (B) e Serviço Social (B). Em Carazinho, a graduação em Pedagogia (L) tem a possibilidade de Bolsa FUPF. No campus Lagoa Vermelha os cursos que ofertam essa possibilidade de auxílio são Letras, Português - Espanhol e Respectivas Literaturas (L) e Pedagogia (L) e em Palmeira das Missões são os cursos de Educação Física (L) e Pedagogia (L). Por último, no campus Soledade, os cursos de Educação Física (L), Letras, Português - Inglês e Respectivas Literaturas (L), Matemática (L) e Pedagogia (L) são os contemplados com a oferta da bolsa.
Os alunos aprovados no Vestibular, por ocasião da sua matrícula, receberão a bolsa de estudos, devendo dentro do prazo estabelecido, apresentar a documentação necessária para a concessão o benefício. Todos os detalhes que regulamentam o processo estão disponíveis em edital próprio, que pode ser acessado no site vestibular.upf.br.
Vestibular de Verão
No total, a UPF está ofertando neste Vestibular 4.356 vagas em 60 cursos de graduação na estrutura multicampi. Cinco cursos são novidade: os bacharelados em Artes Visuais e Engenharia Química são inovações para o Campus Passo Fundo, assim como o curso de Gestão da Tecnologia de Informação, o primeiro curso superior de tecnologia ofertado na modalidade a distância pela UPF, com inscrições abertas também para os campi Casca e Carazinho. Além destes, o curso de Engenharia de Produção é novidade no Vestibular de Verão e a graduação em Agronegócio é novidade para o Campus Palmeira das Missões.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 25 de novembro pelo sitevestibular.upf.br, na Central de Atendimento ao Aluno, ou nas secretarias dos campi. A prova ocorre no dia 30 de novembro, a partir das 14 horas.
Outras facilidades financeiras
Em parceria com o governo federal, a UPF também oferece ingresso em todos os cursos de graduação oferecidos neste Vestibular por meio do Prouni - bolsas de estudo de 50% e 100% do valor das mensalidades -, dirigido aos estudantes egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular que estudaram na condição de bolsistas integrais. A UPF ainda está credenciada a oferecer o Fies, o programa de financiamento do governo federal. O aluno poderá financiar de 50% a 100% da mensalidade. Além deste financiamento, a instituição está credenciada ao Promucred, programa municipal de crédito oferecido por prefeituras conveniadas.

A relação completa dos cursos oferecidos, assim como outros detalhes sobre o processo seletivo estão disponíveis no site vestibular.upf.br ou pelo telefone 0800 701 8220.

Memórias do AHR discute a falsificação de moeda


Dez por Cem: Crime de Falsificação e Adulteração de Papel Moeda

Sábado, 26/10/2013 às 07:12, por Arquivo Histórico Regional


O universo da pesquisa historiográfica e do pesquisador é, ao mesmo tempo, prazeroso e cansativo. E quando se é um iniciante nesta caminhada, a situação tende a complicar-se um pouco. Contudo, o processo investigativo que se dá a partir da busca pelo objeto de estudo, com o tempo, acaba por se tornar uma espécie de vício. Falo isso por experiência própria. Logo, aí vai uma dica: o pesquisador, o estudante, ou simplesmente o curioso precisa ter perseverança para enfrentar os percalços que poderão aparecer na busca pelo desvendar de um mistério. 
Mas, neste processo de detetive-pesquisador, acontece algo que faz valer cada semana, cada tarde ou hora que são gastos nesta solitária pesquisa investigativa. Isso ocorre quando na imensidão de documentos, folhas e imagens nos deparamos com algo inusitado e ao mesmo tempo instigante, especialmente quando a veracidade é comprovada. Estamos falando aqui da fonte que fala por ela própria de um determinado acontecimento que se deu no passado e que nos revela como a sociedade enfrentou determinada situação. Falamos das rupturas e permanências.

Recentemente passei por essa experiência. Pesquisando no AHR sobre questões de disputas territoriais ocorridas na Comarca de Soledade entre os anos de 1930 e 1970, me deparei com um processo datado de 1942. Nesse, os réus José Soares de Chaves, conhecido como Zéca Soares, agricultor, e sua filha, Nadir Soares, solteira e com dezesseis anos de idade, ambos residentes em Soledade, estavam sendo acusados, via Inquérito Policial, de crime de falsificação e adulteração de papel moeda.

Segundo a descrição feita pelo escrivão de Soledade, Lazaro dos Santos Ortiz, a denunciada teria efetuado compras no valor de 8$400 (Oito Mil e Quatrocentos Réis) na Casa Comercial de José Calazans Rodrigues Cardoso e teria pago a despesa com uma nota de 10$000 (Dez Mil Réis) que havia sido adulterada para 100$000 (Cem Mil Réis), e recebido o troco da nota falsa em moeda corrente verdadeira. Como o comerciante, posteriormente, percebeu que a nota era falsa, recorreu à Delegacia de Polícia para averiguações.

Chamada para ir prestar explicações, a denunciada informou haver recebido a cédula de seu pai, o denunciado José Soares Chaves, que segundo ela a possuía em sua casa num dos bolsos da sua roupa de uso. A prova recolhida, ou seja, a cédula falsa acabou por indiciar seriamente os denunciados como autores da adulteração da mencionada nota e consequente introdução da mesma em circulação.
Ainda segundo o inquérito policial, a indiciada era moça esperta e inteligente. O outro indiciado teria ido até a casa comercial e pedido a devolução da cédula, propondo queimá-la e terminar com o assunto. Esse procedimento acabou por demonstrar que houve a intenção de realizar o delito e em seguida de eliminar os vestígios do crime.

Em depoimento, ambos os acusados alegaram que a nota em questão havia sido recebida do comerciante e, percebendo que se tratava de nota adulterada, a acusada teria indagado o comerciante sobre a mesma. Porém, em um segundo depoimento, eles disseram que haviam encontrado a cédula na rua.

A falsidade da nota foi plenamente comprovada pelo laudo apresentado pelos peritos cidadãos Olmiro Ferreira Porto e Severo Cursino dos Santos. Após a apreensão e averiguação do ocorrido, surgiram vários casos de notas adulteradas na Delegacia de Polícia, isto é, há algum tempo que os acusados estavam repassando notas adulteradas no comércio de Soledade. Contudo, não é possível averiguar o destino dos falsários, pois o processo encontra-se incompleto.

Portanto, um acontecimento ocorrido em 1942, que demonstra a capacidade e a intenção dos réus, comprovados falsários, nos mostra como um agricultor e sua filha menor de idade agiam aplicando golpes na população menos esclarecida da cidade de Soledade na década de 1940.

Daniel Damiani
Acadêmico do 7º semestre
curso de graduação em História da UPF (bolsista PIBIC/UPF)
Fonte e Imagem: Acervo AHR
* O AHR destaca que os artigos publicados nessa seção
Expressam única e exclusivamente a opinião de seus autores.

29 de outubro de 1929: Começa a Grande Depressão

29/10/2013 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


Cinco dias após a brusca queda do preço das ações da bolsa de Valores de Nova Yorque, a bancarrota adquiriu enormes proporções e a crise econômica estendeu-se em nível mundial, desencadeando um período de turbulência financeira jamais visto da história. O impacto seria projetado no alto índice de falências bancárias e de desemprego, principalmente no setor industrial. O fôlego econômico só seria retomado 12 anos mais tarde, a partir da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão provocou o avanço de políticos extremistas ao governo em vários países, como no caso da Alemanha com a chegada de Adolf Hittler e do Partido Nazista ao poder.

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Fonte: JBlog

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

1954: Alemanha convidada a ingressar na Otan

No dia 23 de outubro de 1954, encerrou em Paris a Conferência dos Aliados com a Alemanha Ocidental sobre a reorganização política e militar da Europa Ocidental pós-guerra. Na ocasião, a Alemanha foi convidada a ingressar na Aliança Atlântica, o que acabou se concretizando em 9 de maio do ano seguinte.
A bandeira alemã hasteada diante da sede da Otan
Em abril de 1949, quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foi criada em Washington, não se imaginava que a Alemanha, recém-derrotada na guerra, algum dia entraria para a aliança militar.
Quatro anos após o final da Segunda Guerra Mundial, o medo que se tinha da Alemanha no exterior era muito maior do que o temor em relação à União Soviética. Principalmente a França assistiu com ceticismo à criação da República Federal da Alemanha, cujo rearmamento parecia inconcebível para os vizinhos ocidentais.
Alemanha, aliada estratégica
Em junho de 1950, o início da Guerra da Coreia fez crescer entre britânicos e norte-americanos o medo de que o comunismo se expandisse também a partir da Europa do Leste. Ambos defendiam a tese que a Alemanha Ocidental seria uma aliada estratégica.
Como a Alemanha fosse um país dividido e estivesse ocupada pelas potências vencedoras da guerra, o então chefe de governo alemão, Konrad Adenauer, viu na militarização a chance de o país ter restabelecida sua soberania.
A França acabou cedendo à pressão dos Estados Unidos e do Reino Unido, mas fez uma contraproposta: soldados alemães não defenderiam o país, mas integrariam um contingente europeu, chefiado por um ministro da Defesa europeu. Consolidou-se, desta forma, a ideia da Comunidade Europeia de Defesa.
As negociações com a França, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda progrediram rapidamente e, em maio de 1953, foi assinado em Paris o acordo da Comunidade Europeia de Defesa. A questão do rearmamento da Alemanha, entretanto, foi acompanhada por grande debate interno.
Armamento, um tema altamente controverso
O Partido Social Democrata (SPD) acusava o chanceler federal Konrad Adenauer, da União Democrata-Cristã (CDU), de trair o sonho da reunificação alemã, já que a Alemanha Oriental era administrada pela União Soviética, "a ameaça comunista". A celeuma acabou levando, inclusive, à renúncia do ministro do Interior, Gustav Heinemann, e à sua saída da CDU.
Apesar dos acalorados debates políticos e das várias manifestações dentro do país, o Parlamento aprovou a criação da Comunidade de Defesa. A ideia foi barrada pelo país que a iniciara: a França. A Assembleia Nacional rejeitou o projeto em agosto de 1954. Como a Guerra da Coreia já tivesse acabado, os franceses não acharam oportuno abrir mão de direitos em prol dos interesses das nações vizinhas.
Mesmo assim, Paris não conseguiu evitar que, a 23 de outubro de 1954, por sugestão norte-americana, a Alemanha fosse convidada a ingressar na Otan (que havia sido criada em 1949). Com a entrada formal na aliança atlântica, em maio de 1955, a Alemanha passava a ser reconhecida formalmente como nação soberana.

DW.DE

1961 – Arma nuclear mais potente da história é detonada



Com 8 metros de comprimento por 2 de diâmetro, a bomba pesava 27 toneladas; por seu tamanho, não poderia ser usada em guerras


Desenvolvida pela União Soviética, a bomba de 57 megatons, equivalente a 57 milhões de toneladas de trinitrotolueno, levava o nome-código de "Ivan". A bomba foi testada em 23 de outubro de 1961, em Nova Zembla, uma ilha no Oceano Ártico. Devido ao seu enorme tamanho a bomba não era prática para propósitos de guerra. Não há evidências de que outra bomba de poder similar tenha sido feita.

O premiê soviético Nikita Kruchev deu início ao projeto em 10 de julho de 1961, exigindo que os testes fossem realizados em outubro do mesmo ano, enquanto o 22º Congresso do PCUS (Partido Comunista da União Soviética) ainda estivesse em sessão. O prazo de 15 semanas foi alcançado porque os componentes nucleares necessários já estavam à disposição.

O termo "Tsar Bomba" remete à histórica prática russa de construir objetos incrivelmente grandes para mostrar poder. Exemplos incluem o Grande Sino (Tsar Kolokol), o maior canhão do mundo (Tsar Pushka).

A Tsar Bomba não foi feita para o uso bélico prático. Kruchev deu ordem final para o teste num momento de grande tensão: o Muro de Berlim havia sido levantado em agosto de 1961. E mais ainda: a União Soviética estava próxima de levar armas para Cuba, o que acabaria levando à chamada Crise dos Mísseis.

A "Tsar Bomba" era uma bomba de hidrogênio de estágios múltiplos com uma potência em torno de 50 megatons. Tal capacidade de destruição equivalia a todos os explosivos usados na Segunda Guerra Mundial multiplicados por dez.

O design inicial trifásico (fissão-fusão-fissão) era capaz de liberar aproximadamente 100 Mt, mas o resultado seria um excesso de resíduos e partículas radioativas liberadas na atmosfera. Para limitar os efeitos dos resíduos radioativos, o terceiro estágio – que consistia de uma couraça para a fissão de Urânio 238 - foi trocado por uma de chumbo. Isso eliminou a rápida fissão dos nêutrons resultantes da fusão (estágio 2).

A bomba foi desenvolvida por uma equipe de físicos, liderada por Julii Khariton, que incluía Andrei Sakharov, Victor Adamsky, Yuri Babayev, Yuri Smirnov e Yuri Trutnev. Foi levada ao campo de teste por um avião bombardeiro Tu-95, que levantou voo de uma base aérea na península de Kola, pilotado pelo major Andrei Durnotsev.
O bombardeiro foi acompanhado de um avião de observação Tupolev Tu-16, que filmou o teste. Ambos os aviões foram pintados com uma tinta reflexiva branca para limitar os danos causados pelo calor gerado pelo teste.

A bomba de 27 toneladas era tão grande - 8 metros de comprimento por 2 metros de diâmetro - que os tanques de combustível das asas do Tu-95 tiveram de ser removidos. Ela foi presa a um para-quedas de retardo de queda que pesava mais de 800 kg, o que dava a ambos os aviões a possibilidade de voar para pelo menos 45 km de distância do ponto zero de detonação.

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Imagem mostra raio de destruição se a bomba fosse detonada sob Paris; arma foi produzida para dizimar cidades inteiras


A Tsar Bomba foi detonada às 11h32 sobre o campo de restes na Baía de Mityushikha, ao norte do Círculo Polar Ártico na ilha de Nova Zembla. Foi lançada de uma altitude de 10,5 mil metros e programada para detonar a 4 mil metros acima da superfície terrestre.

A bola de fogo gerada pela explosão tocou o solo e quase alcançou a mesma altitude do avião bombardeiro, podendo ser vista a mais de mil km de distância. O calor gerado poderia causar queimadura de 3º grau em uma pessoa que estivesse a 100 km de distância. A nuvem em forma de cogumelo que se seguiu chegou a 60 km de altura e algo em torno de 35 km de largura.

O deslocamento de ar causou danos diretos até a mil km de distância. Um participante no teste viu um flash brilhante através dos óculos escuros de proteção e sentiu os efeitos de um pulso térmico mesmo a uma distância de 270 quilômetros.

O peso e o tamanho da Tsar Bomba limitaram o alcance e a velocidade do bombardeiro especialmente modificado que a carregava. Ademais, os soviéticos chegaram à conclusão de que um teste de tamanha potência criaria uma catástrofe nuclear e tinham a certeza de que o avião bombardeiro que a lançasse não alcançaria um lugar seguro após a detonação.

A Tsar Bomba foi a culminação de uma série de armas termonucleares de alta potência desenvolvidas pela União Soviética e pelos Estados Unidos durante a década de 1950 na Guerra Fria.

Tais bombas foram desenvolvidas para dizimar grandes cidades inteiras mesmo que lançadas entre 5 a 10 km do seu centro. As armas nucleares subsequentes, nas décadas de 1960 e 1970, tiveram como foco a precisão, miniaturização e segurança em detrimento da potência.

Um operador de câmera presente registrou: "As nuvens a uma grande distância abaixo e acima do avião foram iluminados pelo clarão da bola de fogo e por um instante tornaram-se transparentes. A propagação da luz incandescente sobre o mar era algo impressionante. Nesse momento nosso avião emergiu do meio de uma camada de nuvens e pudemos observar uma gigantesca esfera de fogo brilhante e alaranjada rolando em direção ao céu. O espetáculo foi fantástico, irreal, sobrenatural".
Fonte: Opera Mundi

Livro joga luz sobre guerra sigilosa dos EUA contra o terror

ornalista americano diz que a CIA se tornou uma organização paramilitar que usa aviões não tripulados para caçar e assassinar indiscriminadamente em nome do combate ao terrorismo.
A campanha contra os inimigos dos Estados Unidos é silenciosa e barata. Os comandantes lutam sem tropa, sentados na frente de computadores nos prédios da CIA (agência de inteligência americana) em Nevada ou no Novo México. As armas são aviões não tripulados, os chamados drones.
"Nos últimos 12 anos, a CIA voltou ao negócio de matar", diz o jornalista do New York Times Mark Mazzetti, ganhador do prêmio Pulitzer. "Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, a CIA se transformou numa organização paramilitar e trava uma espécie de guerra silenciosa."
Em seu livro The way of the knife, que acaba de ser publicado também na Alemanha, o autor expõe evidências recolhidas em entrevistas com agentes e políticos. Mazzetti fala de um "complexo" que é alimentado pela nova tecnologia dos drones.
"Ele inclui os militares, os serviços de inteligência, assim como companhias privadas mercenárias. Eles criaram em muitos aspectos um novo estatuto que lhes permite matar pessoas em missão secreta", denuncia.
Fronteiras sumiram
As novas estruturas são resultado dos ataques terroristas do 11 de Setembro, nos quais mais de 3 mil pessoas morreram. Com base na legislação antiterrorismo do governo George W. Bush, segundo Mazzetti, passou a ser permitido matar em nome da guerra contra o terrorismo.
"Desde o 11 de Setembro surgiu como que uma espécie mundo novo", diz o escritor. As fronteiras entre Exército e o serviço de inteligência começaram a se esvair. "Cerca de 60% dos atuais funcionários da CIA foram recrutados após os ataques terroristas de 2001", completa o jornalista. Muitos desses agentes teriam apenas uma tarefa: caçar e matar pessoas.
O sucessor de Bush, Barack Obama, continuou com essa política − entre outras coisas, com ajuda de um acordo secreto com o governo paquistanês. As áreas do país que fazem fronteira com o Afeganistão são consideradas refúgio de combatentes talibãs. Desde 2004, a CIA tem operado drones na região.
Mark Mazzetti teme que drones armados também sejam usados pela polícia
Os aviões não tripulados disparam mísseis contra casas, carros e áreas onde os militares americanos suspeitam que haja radicais islâmicos. Publicamente, o governo paquistanês protesta contra a violação da sua soberania, mas silenciosamente aprova os ataques. "Há indícios de que os EUA obtiveram permissão para os ataques porque eles também eram dirigidos contra os inimigos do Paquistão", frisa Mazzetti.
Naquela época, os agentes americanos mantiveram em sua mira um líder talibã, Nek Mohammed, a pedido do Paquistão. Em troca, os EUA receberam direito de sobrevoo. Os ataques contra supostos terroristas foram ampliados. As operações com aviões não tripulados contra suspeitos de terrorismo se estenderam ao Iêmen e à Somália.
Carta branca de Washington
Dependendo do país, a inteligência americana recebe uma carta branca de Washington para tais operações. "No Paquistão, por exemplo, a CIA está autorizada a mirar indivíduos ou grupos sem pedir permissão à Casa Branca", comenta Mazzetti. Em outros países, como no Iêmen, Obama tem maior controle. "Essas operações antiterroristas são agendadas por um grupo de funcionários da Casa Branca e do governo", relata o autor.
"Entre os ataques com drones menos controversos estão aqueles dirigidos contra pessoas claramente identificadas", explica. "Mas também há os chamados signature strikes, dirigidos contra pessoas desconhecidas ou grupos que apresentam comportamento suspeito", observa. "Quando, por exemplo, um grupo suspeito está tentando atravessar a fronteira para o Afeganistão. Então, há uma licença para um ataque."
Veículo destruído por avião não tripulado no Iêmen
Estes ataques são particularmente controversos, especialmente porque causam muitas mortes de civis. Um deles ocorreu em março de 2011 no Paquistão. Cerca de 40 civis foram mortos no ataque de drone sobre um suposto encontro talibã na região do Waziristão do Norte. A reunião, ficou-se sabendo depois, era, na verdade, um encontro tribal ao ar livre.
Desenvolvimento continua
Os fantasmas invocados pelo governo do Paquistão em 2004 começam agora a assustar. Os protestos contra os drones dos EUA estão aumentando, tanto por parte da população como também do governo. Na terça-feira (22/10), a Anistia Internacional denunciou crimes de guerra no uso de aviões não tripulados.
As autoridades paquistanesas registraram até agora, de acordo com dados da ONU, pelo menos 330 ataques com aviões não tripulados. Neles, cerca de 2.200 pessoas foram mortas.
Segundo dados da rede independente de jornalistas Escritório de Jornalismo Investigativo, , sediada em Londres, essa quota é muito maior. Pelo menos 400 das vítimas seriam civis, segundo informações oficiais paquistanesas. Outras 200 são consideradas "não combatentes".

"O presidente Obama deixou claro, a portas fechadas, que esses ataques no Paquistão continuarão enquanto houver tropas americanas no país. Isso quer dizer que ainda ocorrerão por pelo menos mais um ano", avalia Mazzetti.
Obama vai ter que explicar isso ao primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, que visita Washington nesta quarta-feira (23/10). Mazzetti também acha que vai ser difícil para o governo dos EUA na hora que tiver que apresentar argumentos contra o uso de drones por outros países. Na China e na Rússia, a tecnologia de combate não tripulado também está amadurecendo.
"A Terra como um campo de batalha silenciosa" é uma visão tão assustadora para Mazzeti como o papel dos drones no cotidiano dos EUA. "A polícia já usa drones para fins de investigação", ressalta o jornalista. "Tenho certeza de que as autoridades criminais um dia vão permitir o uso de drones armados. Em cinco a 10 anos, isso será normal."

DW.DE

terça-feira, 22 de outubro de 2013

1964 – Filósofo Jean-Paul Sartre ganha Nobel de Literatura


Em 22 de outubro de 1964, o filósofo Jean-Paul Sartre (foto) é galardoado com o Prêmio Nobel de Literatura, porém manifesta sua recusa em recebê-lo.

“Se eu tivesse aceitado o Nobel – e ainda que tivesse feito um discurso insolente em Estocolmo, o que teria sido absurdo – eu seria recuperado (para o sistema)”, explicou ele em entrevista ao semanário Le Nouvel Observateur no dia 19 de novembro de 1964. “Se tivesse sido membro de um partido, do partido comunista, por exemplo, a situação teria sido diferente. Indiretamente teria sido ao meu partido que o prêmio tinha sido outorgado. É a ele, em todo caso, que poderia servir. Porém, quando se trata de um homem isoladamente, ainda que tenha opiniões  ‘extremistas’ se o recupera necessariamente, de certo modo, coroando-o. É uma maneira de dizer: ‘Finalmente, é um dos nossos’. Eu não podia aceitar isso”, acrescentou ele.

O filósofo ainda continuou: “A maioria dos jornais me atribuiu razões pessoais, que eu estaria ferido porque Camus o conquistou antes de mim; que eu tinha receio de que Simone se mostrasse ciumenta; que eu seria uma “bela alma” que rejeitava todas as honras por orgulho. Tenho uma resposta muito simples: se tivéssemos um governo de Frente Popular e que tivesse me dado a honra de conceder-me um prêmio, eu o teria aceitado com prazer. De modo nenhum penso que os escritores devam ser cavalheiros solitários, ao contrário. Contudo, não devem meter-se em vespeiro.

O que mais me chateou nesse assunto são as cartas dos pobres. Os pobres para mim são pessoas que não têm dinheiro mas que estão suficientemente mistificadas para aceitar o mundo tal qual é. Essa gente forma legião. Escreveram-me cartas dolorosas: ‘Dê-me  a mim o dinheiro que você está rejeitando’.

No fundo o que escandaliza é que esse dinheiro não tenha sido recebido e gasto. Quando Mauriac escreve em sua agenda: "Eu o teria usado para reformar meu banheiro e a grade de meu jardim”, mostra-se maligno. Sabe que não provocará nenhum escândalo. Se tivesse distribuído esse dinheiro, o pessoal ficaria chocado. Rejeitá-lo é inadmissível. Um norte-americano escreveu: ‘Se me dão 100 dólares e os rejeito, não sou um homem’. Além do mais fica a ideia que um escritor não merece esse dinheiro. O escritor é um personagem suspeito. Não trabalha, ganha dinheiro e pode ser recebido, se o quiser, por um rei da Suécia. Isso já é escandaloso. Se, ademais, recusa o dinheiro que não mereceu, é o cúmulo. Considera-se natural que um banqueiro tenha dinheiro e não o dê. Todavia, que um escritor possa rejeitá-lo, isso não pode.

Tudo isto é o mundo do dinheiro e as relações com o dinheiro são sempre falsas.  Rejeito milhões e me criticam, porém ao mesmo tempo me dizem que venderei mais livros, porque o pessoal vai dizer: ‘Quem é este desequilibrado que cospe em tamanha dinheirama?’ Meu gesto, portanto, vai me trazer mais dinheiro. É absurdo, no entanto nada posso fazer. O paradoxal é que, rejeitando o prêmio, não acontece nada. Aceitando-o, eu teria me deixado recuperar pelo sistema”, completou Sartre.

Existencialismo de esquerda

Em seus romances, ensaios e peças de teatro, Sartre promovia a filosofia do existencialismo, argumentando que cada indivíduo deve criar e dar sentido a sua própria vida porque a vida em si não tem sentido inato.

WikiCommons

Jean-Paul Sartre e sua companheira, Simone de Beauvoir, se encontram com Ernesto Che Guevara em Cuba em 1960


O filósofo estudou na prestigiosa Escola Normal Superior entre 1924 e 1929, onde conheceu Simone de Beauvoir, que viria a ser sua companheira pela vida afora e também escritora. Ele  tornou-se professor de filosofia e lecionou em Le Havre, Laon e Paris. Em 1938, seu primeiro romance, Náusea, foi publicado. A narrativa adota a forma de diário de um intelectual obcecado por café.

Em 1939, Sartre foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Feito prisioneiro pelos alemães por cerca de um ano, participou, quando libertado, da Resistência Francesa.
Em 1943, publicou uma de suas obras seminais, O Ser e o Nada, em que argumenta que o homem está condenado à liberdade e carrega consigo uma responsabilidade social. Sartre e Beauvoir viriam a engajar-se em movimentos sociais, defender o comunismo e apoiar o levante estudantil de maio de 1968 em Paris.

Também em 1943, escreveu uma de suas peças teatrais mais conhecidas, As Moscas, seguida de Entre Quatro Paredes em 1945. Em 1946, criou Mortos sem Sepultura e A Prostituta Respeitosa e em 1948, Orfeu Negro e As Mãos Sujas.

Ainda em 1945, deu início a um novo romance em quatro volumes intitulado Os Caminhos da Liberdade, porém abandonou a forma novela após concluir o terceiro volume em 1949. Em 1946, continuou a desenvolver sua filosofia na obra O Existencialismo é um Humanismo.

Nos anos 1950 e 1960,dedicou-se a estudos de figuras da literatura como Baudelaire, Jean Genet e Flaubert. O Idiota de Família, seu trabalho sobre Flaubert, foi bem extenso, todavia somente três dos quarto volumes previstos foram publicados.

A saúde e a visão de Sartre entraram em declínio em seus últimos anos, levando-o à morte em 1980.
Fonte: Opera Mundi

22 de outubro de 1967: Hell no, we won't go! Cem mil pacifistas pedem paz no Pentágono

22/10/2013 - 11:14 | Enviado por: Lucyanne Mano


Cerca de cem mil pacifistas, constituindo delegações de quase todas as cidades norte-americanas, marcharam sobre o Pentágono em protesto contra a guerra do Vietnã e o serviço militar obrigatório nos EUA.

Os manifestantes concentraram-se no Lincoln Memorial e caminharam dois quilômetros até o Departamento de Defesa, onde pararam diante do esquema de segurança do Governo, formado por 12 mil paraquedistas, tropas da Guarda Nacional e agentes federais. No início da marcha os cordões policiais retrocederam diante da coluna de manifestantes que, com o desenrolar do protesto, passaram de uma calma silenciosa para gritos contra o governo e sua política externa.




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Fonte: JBlog

Momento Patrimônio Volume II tem lançamento na Feira do Livro



“Sem a compreensão do que somos como cidadãos deste município, dificilmente poderemos ter clareza do que queremos como indivíduos, como sujeitos dos processos históricos e sociais e como sociedade que se quer e se pensa como tal”. Com o objetivo de compreender e questionar o papel do patrimônio material e imaterial numa “cidade sem rugas” como Passo Fundo, o segundo volume da coleção Momento Patrimônio chega ao público através da Aldeia Sul Editora durante a 27ª Feira do Livro de Passo Fundo, realizada entre os dias 1º e 10 de novembro na praça Marechal Floriano.
Fruto do pioneiro projeto Momento Patrimônio, desenvolvido desde 2011 através de uma parceria do curso de História da UPF com o curso de Jornalismo e com a UPFTV, o livro organizado pelas professoras Gizele Zanotto e Ironita Policarpo Machado é dividido em oito capítulos que giram em torno da pluralidade de memórias e exploram temas como arquitetura, oralidade, religiosidade, estatuária, monumentos e educação patrimonial. Participam desta edição historiadores, pesquisadores e arquitetos como Ana Paula Wickert, Eduardo Knack, Fernando Miranda, Jacqueline Ahlert, João Carlos Tedesco, Nino Machado e Rosane Neumann, além das próprias organizadoras e da professora Ana Luiza Reckziegel, que assina a apresentação.
Prato cheio para quem tem fascínio pelo passado, a obra é hábil em despertar a curiosidade do leitor seja com temas familiares, como o Complexo Cultural Roseli Doleski Pretto e a Estação da Gare, seja com intrigantes reconstituições, como o capítulo destinado à metamorfose dos nomes das ruas de Passo Fundo. Você deve saber que a Avenida Brasil antes foi Rua do Commercio e até Rua das Tropas, mas já ouviu falar de endereços como Rua das Flores e Rua da Imperatriz?
Revelando aos poucos uma nova cidade aos olhos de quem lê, Momento Patrimônio Volume II alcança seu intuito de chamar atenção para questões como o respeito e a preservação correta de um patrimônio nem sempre óbvio, que pode estar para além de prédios e construções, nos costumes, rituais e memórias de quem viveu e ainda vive aqui. Publicado pela Aldeia Sul Editora, realizado pelo curso de História e Programa de Pós-Graduação em História da UPF, Momento Patrimônio e UPTV, com apoio da 99UPF, MHR, AHR, Ibram e Ministério da Cultura, o livro tem lançamento oficial no dia 9 de novembro, às 16h, na área das sessões de autógrafos da 27ª Feira do Livro de Passo Fundo.

Serviço
Lançamento do livro Momento Patrimônio Volume II
Gizele Zanotto e Ironita Machado (Org.), Aldeia Sul Editora

Sábado, 9 de novembro, às 16h, na Feira do Livro de Passo Fundo

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

1520: Descoberto o Estreito de Magalhães

No dia 21 de outubro de 1520, mais de um ano após o início da viagem pelos mares, as embarcações conduzidas por Fernão de Magalhães chegavam à ponta da América do Sul – o estreito que hoje leva o nome do navegador.
Fernão de Magalhães
Ainda criança, Fernão de Magalhães (1480-1521) já sonhava com viagens, com a infinitude do mar e com as estrelas. A década de 1490 era de mudanças decisivas, Cristóvão Colombo e Vasco da Gama descobriam o mundo. Enquanto isso, o jovem Magalhães sonhava não só apenas em ver com os próprios olhos o que esses aventureiros e heróis do mar haviam descoberto, mas ir além, descobrindo o que eles ainda não tivessem encontrado.
Resistência da coroa portuguesa
Em 1513, Magalhães já era um viajante e marinheiro experiente, tendo ido até a Índia, China e Ilhas Molucas. Seus sonhos de navegar em direção ao Ocidente, no entanto, persistiam. Ele queria chegar onde Cristóvão Colombo não havia conseguido: descobrir o caminho marítimo para as Índias, provando assim que a Terra é redonda.
Dom Manuel, rei de Portugal, no entanto, rejeitava a proposta, além de não demonstrar qualquer simpatia pelas ideias do aventureiro. Em 1518, o monarca lhe negou mais uma vez a permissão para uma expedição rumo ao Ocidente, o que deixou Magalhães amargurado e decepcionado.
O cidadão português virou então as costas à terra natal e dirigiu-se ao rei Carlos da Espanha. Desde o Tratado de Tordesilhas de 1494, no qual o papa Alexandre 6º dividira o globo terrestre em dois hemisférios, delegando a parte ocidental à Espanha e a oriental a Portugal, os dois países discutiam sobre os limites de cada região.
Fernão de Magalhães assegurou ao monarca espanhol: "Com a minha expedição, vou mostrar onde estão as fronteiras entre Portugal e Espanha e provar que as Ilhas das Especiarias pertencem à Espanha".
Ele se referia às Ilhas Molucas, hoje parte da Indonésia. O rei Carlos, entusiasmado com as promessas de Magalhães, deixou-se seduzir pela promessa de novas descobertas. Em setembro de 1519, o português alçava velas a serviço da Espanha.
Trajetória de aventuras
Fernão de Magalhães tinha, enfim, sob seu comando, cinco navios e 280 marinheiros, numa viagem de mais de 42 mil milhas marítimas. Ele enfrentaria perigosas tempestades, motins da tripulação e um percurso árduo e cheio de desafios.
Apesar de tudo, era um sonho que se realizava: nenhum temporal e nenhuma dificuldade superavam seu desejo de navegar do Ocidente para o Oriente.
Durante essa viagem em direção ao desconhecido, a expedição viveu uma série de decepções. Em 21 de outubro de 1520, no entanto, mais de um ano após o início da empreitada, as embarcações chegaram enfim à ponta da América do Sul.
Fim no "mar pacífico"
Magalhães navegou através do estreito que hoje leva seu nome, seguindo em direção ao que pensava ser o Ocidente – e hoje sabemos ser o Oriente. Os membros da expedição, extremamente exaustos, continuaram navegando 96 dias por esse "mar pacífico", como descreveu o navegador.
A fome, o escorbuto e o calor reduziram a tripulação à metade. Somente 115 homens chegaram às Filipinas, onde Magalhães morreria num confronto com os nativos.
Em 7 de setembro de 1522, praticamente reduzido a uma carcaça, o navio Vitória chegou sozinho ao porto de Sevilha, na Espanha.
A bordo encontravam-se apenas 18 dos 280 homens que haviam participado da expedição. Apesar disso, o sobrevivente Antonio Pigafetta registrou em seu diário, no dia do regresso à Espanha: "A fama de Magalhães será eterna".
  • Autoria Jens Teschke (sv)
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21 de outubro de 1984: Morre François Truffaut

21/10/2013 - 10:06 | Enviado por: Lucyanne Mano


François Truffaut, 52 anos, um dos mais importantes diretores do cinema francês, morreu de câncer no cérebro em um dia de outono parisiense de céu cinzento. A perda irreparável para a história do cinema mundial aconteceu num momento em que seu talento era mais uma vez reconhecido com a estréia de Vivement Dimanche! (Finalmente Domingo!), seu último filme, que homenageia Alfred Hitichock, inspirador máximo de sua obra. Foi um dos fundadores da nouvelle vague, movimento que renovou o cinema francês, herdeiro da tradição humanística do cinema de Jean Renoir. Os temas principais de sua obra foram as mulheres, a paixão e a infância.


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Fonte: JBlog

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

1989: Renúncia de Honecker

No dia 18 de outubro de 1989, renunciou o último chefe de Estado e de partido da República Democrática Alemã, Erich Honecker.
Erich Honecker em avião rumo ao Chile, para onde emigrou no fim da vida
"O Muro ainda existirá daqui a 50 anos e continuará existindo em 100 anos!"
A frase foi dita por Erich Honecker exatamente nove meses antes de ser pressionado pela população da República Democrática Alemã a renunciar aos cargos de chefe de Estado e de partido. No ano de 1989, depois da desintegração da União Soviética, começaram as fugas em massa e as manifestações pacíficas que desembocaram na queda do Muro de Berlim. Alguns membros do regime comunista na Alemanha Oriental até defenderam a introdução urgente de reformas, mas foram bloqueados por Honecker.
Três pessoas reconheceram a necessidade de desenvolver uma estratégia para afastar o chefe do partido, no cargo desde 1971 e no governo desde 1976: Günter Schabowski, do partido comunista em Berlim, Egon Krenz, braço direito de Honecker, e Harry Tisch, do sindicato único.
Protestos de rua
As tradicionais manifestações das segundas-feiras nas grandes cidades tinham cada vez mais adeptos. A de Leipzig, por exemplo, havia atraído 120 mil pessoas no dia 16 de outubro. Na reunião do politburo, no dia seguinte, compareceram apenas 11, a metade dos membros da cúpula do partido único.
Depois de iniciada a reunião, surpreenderam Honecker ao sugerir um novo item na pauta: a deposição do chefe de governo. Honecker, perplexo, tentou seguir na presidência da mesa.
Ignorando a sugestão, esperou o apoio de seus apoiadores. Estes, já avisados através de telefonemas no dia anterior, viram que não conseguiriam se impor e preferiram se calar. A reunião terminou com a decisão unânime de prosseguir no dia seguinte.
No dia 18 de outubro, Erich Honecker acabou pedindo ao Comitê Central o afastamento do cargo por motivos de saúde. Para sua sucessão na liderança do Estado e do partido foi eleito Egon Krenz.
O rumo da história, entretanto, não se deixou corrigir. Três semanas mais tarde, os alemães-orientais pulavam o Muro de Berlim, desencadeando o processo de reunificação da Alemanha, dividida desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
  • Autoria Christa Kokotowski (rw)
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18 de outubro de 1954: Morre Roquette Pinto, o pai da radiodifusão no Brasil

18/10/2013 - 10:58 | Enviado por: Lucyanne Mano


A cultura brasileira perdeu uma de suas figuras mais ilustres. Edgar Roquette-Pinto, 70 anos, morreu de parada cardíaca, quando preparava mais um artigo para ser publicado no Jornal do Brasil. Sua perda deixou uma lacuna irreparável ao patrimônio intelectual nacional.
Nascido no Rio de Janeiro do fim do Império, Roquette Pinto desde sempre dedicou-se aos estudos. Disciplinado e engajado em causas científicas, teve o mesmo gosto pelas artes, em particular pela literatura. Foi médico, educador, antropólogo, etnólogo e ensaísta.

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Fonte: JBlog

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Projeto Momento Patrimônio convida para lançamento de livro



SUMÁRIO
Patrimônio e Identidade Regional – Ana Luiza Setti Reckziegel
1.       Patrimônio histórico e modernização: Espaço Cultural Roseli Doleski Pretto e Estação Férrea da Gare - Eduardo Roberto Jordão Knack
2.      Monumentos dos (i)migrantes em Passo Fundo – Rosane Márcia Neumann
3.      Lugar de passagem: toponímia e patrimônio – Fernando Borgmann Severo de Miranda e Ironita Policarpo Machado
4.      Memórias de comércio e de ofícios em Passo Fundo - João Carlos Tedesco
5.      Espaços sagrados e uma vida de iniciações - Gizele Zanotto
6.      A estatuária missioneira: entre o valor religioso e o patrimonial - Jacqueline Ahlert
7.      Metodologia da Educação Patrimonial e o ensino de História – Ironita Policarpo Machado
Memórias, histórias & identidades – Gizele Zanotto