segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Terceira temporada do programa Momento Patrimônio estreia em outubro na UPF TV

O programa especial Momento Patrimônio da UPF TV canal 04 (afiliada ao Canal Futura), a partir de outubro vai apresentar oito eixos temáticos reunidos em oito programas sobre a formação histórica local e regional de Passo Fundo. O tema "Edificações do século XIX e início do XX" abre a primeira edição da 3ª temporada, que será exibida no dia 04 de outubro, às 21h.

São vários os espaços que marcam o desenvolvimento da sociedade passo-fundense. Pensando sobre a história da cidade, e sobre o que configura a sua identidade, é possível conhecer e saber mais sobre suas edificações?

A terceira temporada do programa Momento Patrimônio busca responder esses e outros questionamentos levando em consideração que cada sujeito constitui o todo da cidade onde mora. Oito programas televisivos vão tratar de temas como: Edificações do século XIX e início do XX; Edificações Público-políticas; Edificações comerciais e culturais; Edificações Espaço Público e cultura I; Edificações e representações imateriais de Espaço Público e cultura II; Patrimônio Ambiental; Toponímia de praças, avenidas, ruas; Patrimônio cultural e popular.

A dinâmica dessa terceira edição envolve gravações externas, que mostram os pontos de memória de Passo Fundo, com a ideia de registrar visualmente os marcos do patrimônio histórico. E também gravações em estúdio, onde a perspectiva patrimonial, histórica, política pública, educação e ensino é aprofundada através de discussões com pesquisadores e representantes do poder público.

A sistematização dos oito programas acontecerá através da elaboração de uma cartilha ilustrada voltada à Educação Patrimonial (Vol. 3 do Livro Momento Patrimônio), e de um documentário em mídia digital.

Todos os apontamentos desse primeiro programa podem ser conferidos na estreia marcada para sexta (04), às 21h, com reapresentação no domingo (06), às 22h, na UPF TV canal 04.
O programa Momento Patrimônio propõe debates não pensando no congelamento ou na fixação da cidade antiga, mas no desenvolvimento da cidade atual coerente com a sua realidade histórica, assegurando o dinamismo de todo o urbano, junto do respeito ao patrimônio histórico.

O Programa
O programa Momento Patrimônio parte de um projeto de extensão desenvolvido pelos cursos de História e Jornalismo da UPF e que conta com o apoio do Arquivo Histórico e do Museu Histórico Regional, e com o suporte da Rádio UPF e da UPFTV canal 04 (aberto) ou 8 da NET, em Carazinho pode ser sintonizada no canal 20 e em Marau no canal 54.





Jogo de computador recria um dia no esconderijo de Anne Frank

Game dá ao jogador a possibilidade de entender melhor o cotidiano no esconderijo da família Frank em Amsterdã. Criador rebate críticas de banalizar um tema delicado.

Gráficos e trilha sonora contribuem para a atmosfera opressiva do jogo
Anne está lendo, sentada na cozinha. Sua mãe prepara o almoço para os moradores do esconderijo, um anexo secreto nos fundos de um edifício em Amsterdã. Ela pede a Anne que busque um saco de batatas na despensa. A jovem se sente cansada. Ela deve ir ao andar de cima e pegar o saco? E se ela tropeçar e fizer algum barulho? Os vizinhos poderiam ouvir e denunciar a família? Se ela não for, sua mãe vai reclamar?
Esses são alguns exemplos de decisões com que o jogador de um game chamado Anne Frank é confrontado. O designer de jogos alemão Kira Resari transformou o mundo da famosa menina judia num jogo de computador.
A abertura do game "Anne Frank"
Em 1934, a família Frank fugiu do regime nazista, buscando refúgio na Holanda. Anne tinha 5 anos. Em 1940, o país foi ocupado pelos nazistas. A família foi obrigada a se esconder. A vida no esconderijo em Amsterdã passou a ser meticulosamente documentada quando Anne, em 12 de junho de 1942, começou a escrever um diário.
Mais tarde o pai de Anne Frank, que sobreviveu ao Holocausto, publicou as anotações de sua filha. O diário de Anne Frank foi traduzido em 55 idiomas e é um dos livros mais lidos em escolas de todo o mundo.
"Experiência interativa"
Resari sustenta que seu jogo não banaliza a vida de Anne Frank. "Muitas pessoas pensam em jogos de computador apenas como uma forma de entretenimento, mas eles podem ser mais do que isso. Eles podem transmitir sentimentos", diz o designer. "Filmes e livros também lidam com questões difíceis. Por que essas questões devem ser banidas dos jogos de computador?"
Ele se refere ao projeto não como um jogo, mas como uma "experiência interativa". Resari quer transmitir ao usuário a atmosfera do esconderijo, sensações que Anne Frank provavelmente deve ter sentido. O jogo não se destaca pelos gráficos em 3D ou pelos efeitos sonoros. A aparência é simples e triste. O melancólico piano da trilha sonora contribui para criar uma atmosfera opressiva.
Jogo se passa no esconderijo da família Frank
O princípio do jogo é simples: o usuário pode se locomover livremente no anexo na parte de trás do famoso edifício na Prinsengracht, 263. O jogo se restringe a um dia na vida de Anne, o 20 de outubro de 1942. A família Frank vive há pouco tempo na clandestinidade. No papel de Anne, o jogador encontra a irmã dela, Margot, os pais Otto e Edith e membros da família Van Pels, que também se escondiam no anexo. Ele pode decidir se a menina deve ler, fazer o trabalho doméstico ou escrever em seu diário.
"O jogo não é necessariamente para se divertir", explica Resari. "Em vez de ação, eu quero criar emoções. Qual é a sensação de se viver com sete pessoas e um gato em 50 metros quadrados? Assim, as relações sociais ficam em primeiro plano."
Ao ler o diário, Resari notou algumas lacunas. "As pessoas se perguntam o que eles faziam o dia todo fechados no esconderijo na parte de trás da casa." Essas lacunas, o designer quer preencher com a experiência interativa oferecida pelo game.
Um desafio para qualquer designer de jogos
A casa de Anne Frank em Amsterdã
Resari estudou design de jogos na Universidade de Mídia de Munique. O projeto Anne Frank foi seu trabalho de conclusão de curso. No primeiro semestre da universidade, um dos professores desafiou os alunos: para ele, os jogos digitais deveriam ser capazes de representar todos os temas imagináveis. Resari aceitou o desafio e resolveu provar que um destino tão cruel como o de Anne Frank poderia ser material para um jogo sensível e inteligente.
Durante sua pesquisa, ele visitou a casa de Anne Frank em Amsterdã e mediu com exatidão todos os cômodos. A casa é hoje um museu. Para criar os personagens do jogo, ele se orientou por fotos originais dos reais moradores do esconderijo.
Decisões históricas
A casa de Anne Frank também pode ser vista num passeio virtual na internet, repleto de fatos históricos e comentários em áudio. Algo que o jogo intencionalmente não oferece. "O jogador não adquire novos conhecimentos, mas aprende a entender como se sentia uma pessoa perseguida na época do nazismo", diz Linda Breitlauch, professora de design de jogos da Academia de Design e Mídia de Düsseldorf.
Comparados com livros ou filmes históricos, os jogos têm um grande potencial: o jogador pode tomar decisões no papel de uma figura histórica. "Isso faz com que o estudo de um tema histórico se torne mais profundo e sustentável", diz Breitlauch.
A autora foi morta pelos nazistas
Por outro lado, os designers de jogos têm uma grande responsabilidade quando desenvolvem um jogo como Anne Frank. Quais eventos podem ser influenciados pelo jogador? Como os eventos devem ser representados? O jogador tem a possibilidade de salvar a família de Frank? Temas históricos sensíveis exigem muita empatia do designer, diz Breitlauch. Um bom tato é imprescindível, assim como no roteiro de um filme como A Lista de Schindler.
Em Anne Frank, Resari não permite que o jogador brinque de Deus. Ele não pode mudar o fato que Anne Frank e sua família têm que permanecer escondidos, assim como não pode mudar o fato de que eles serão descobertos e deportados. Ele pode influenciar apenas pequenos eventos cotidianos da vida de Anne Frank, o que permite que ele entenda melhor o cotidiano dela.
O jogo ainda é um protótipo e não está disponível ao público. Resari não quer comercializá-lo. Ele vê seu projeto de jogo histórico como um bem cultural. Especialmente as próximas gerações vão precisar ter acesso à história de uma maneira que possam absorvêla e entendê-la. Anne Frank não deve ser apenas um capítulo num livro de história.

DW.DE

1974 - Morre general chileno Carlos Prats, aliado de Allende


O general Carlos Prats foi assassinado pela DINA – polícia política chilena – na madrugada de 30 de setembro de 1974, nos marcos da “Operação Condor” com a explosão de uma bomba colocada em seu automóvel, um Fiat 125, em Buenos Aires, para onde havia fugido após o golpe de Estado de 11 de setembro do ano anterior. Estava acompanhada de sua mulher que também faleceu.

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Prats havia sido comandante-em-chefe do Exército durante o governo de Eduardo Frei e mantido em seu cargo por Salvador Allende. Durante o governo da Unidade Popular ocupou os cargos de ministro do Interior, Defesa e vice-presidente da República.

Nascido em Talcahuano em 24 de fevereiro de 1915, com 16 anos ingressa no exército, chegando a converter-se no melhor aluno da Escola Militar. Além de oficial brilhante, forma-se mestre em Ciências Políticas, disciplina de Relações Internacionais na Pontifícia Universidade do Chile. Foi também graduado em Ciências Políticas e Sociologia Universidade Complutense de Madri.

Amigo de toda a vida do general René Schneider – ambos amantes da pintura, da literatura, católicos e políticos, que acreditavam que as armas não podiam ser utilizadas para mudar a vontade popular expressada nas urnas – sofreu um golpe devastador ao inteirar-se do atentado contra Schneider, em 22 de outubro de 1970, perpetrado pelo general de ultradireita Roberto Viaux para impedir a eleição de Allende pelo Congresso.

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Entre 1971 e 1972 se concentra em uma intensa atividade a fim de colocar o Exército em idênticas condições de remuneração com os demais institutos armados além de lograr aprovação do direito de voto aos suboficiais das Forças Armadas.

Prats foi o impulsionador da reforma constitucional que estabeleceu que “as Forças Armadas são profissionais, disciplinadas, hierarquizadas, obedientes e não deliberantes”.

Em outubro de 1972, irrompe uma greve geral de caminhoneiros. Allende convoca as Forças Armadas a integrar o gabinete de paz social. Prats é nomeado ministro do Interior em 2 de novembro de 1972. Houve certo arrefecimento nas tentativas de desestabilização do governo, mas elas voltariam com mais força.

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Prats e os ministros militares permaneceram no gabinete até março de 1973, para garantir a realização de eleições parlamentares.

Em 27 de junho de 1973, Prats era conduzido por seu chofer ao seu gabinete. Ao ser reconhecido, foi insultado por muitos dos automobilistas que circulavam junto ao seu veículo. Ao deter-se num cruzamento, um Renault vermelho se colocou ao seu lado. Dentro dele, dois homens passaram a xingá-lo e fazer gestos obscenos. Prats abre a janela lateral, aponta seu revólver e ordena ao motorista que parasse. O Renault não obedece e Prats, enfurecido, numa reação instintiva, dispara dois tiros que atingiram o paralama dianteiro esquerdo.

O motorista sai do carro e naquele momento Prats percebe que era uma mulher – Alejandrina Palma – que ele havia confundido com homem devido ao corte curto do cabelo. Enquanto Prats pedia perdão, uma multidão se aglomerou acusando o general de tentar matar a mulher. Um taxista acudiu-o: “General, vão linchá-lo. Deixe-me tirá-lo daqui!”.

À tarde, Prats foi a La Moneda apresentar sua renúncia, negada por Allende. Todavia, as notícias do incidente ganharam as primeiras páginas dos jornais que o acusaram de covardia e incapaz de comandar o exército.
Em 29 de junho, um regimiento blindado, comandado pelo coronel Roberto Souper, leva a cabo uma intentona golpista, o “Tancazo”. A sublevação foi sufocada por Prats, junto a forças leais ao governo. Allende confirmou Prats no comando do Exército, ascendendo-o a general de Exército. No entanto, Prats conseguiu que se respeitasse a independência da instituição ao fazer com que Allende deixasse de pasar à reserva militares não gratos à Unidade Popular.

Prats assume o ministério da Defesa em 9 de agosto. Boa parte dos militares manifesta sua insatisfação pela volta de Prats ao governo.

Em 21 de agosto, quando o general, gripado, descansava em casa, se produz uma manifestação de esposas de generais diante da residência. Ao ato se somam oficiais a paisana e até um uniformizado. Ministros, entre eles Pinochet, o segundo de Prats, acorrem ao local mas são todos vaiados. No dia seguinte Prats solicita que seus generais confirmem públicamente sua lealdade, porém a maioria se nega.

Wikimedia Commons

O corpo do general Prats assassinado em Buenos Aires

Em 23 de agosto apresenta sua renuncia irrevogável à chefia do Exército e a de ministro da Defesa. Prats recomenda a Allende que nomeie Pinochet para sucedê-lo, dado que tinha uma longa folha corrida como soldado profissional e apolítico.

Depois do golpe de Estado encabeçado por Pinochet em 11 de setembro de 1973, Prats, prevenido de que grupos fascistas o procuravam para assassiná-lo, vai para a Argentina na madrugada de 15 de setembro.

Ele havia chegado à Argentina como hóspede do Exército argentino e do presidente Juan Domingo Perón, consegue trabalho como Gerente de Relações Públicas da empresa Cincotta. Sabia que estava sendo vigiado por agentes do governo Pinochet que "haviam se deslocado do Chile a fim de encontrar um pretexto que pudesse ofender sua honra ou que permitisse mostrá-lo como um general a serviço do marxismo. Segundo documentos entregues pelo ex-brigadeiro Pedro Espinoza, agente da DINA, Juan Morales Salgado, vigiava todos os passos de Prats e sua mulher.

Prats decide então viajar para a Espanha. Como o passaporte do general caducou e o de sua esposa foi retido em Santiago, ele solicitou em julho de 1974 novos passaportes ao cônsul em Buenos Aires, comunicando-lhe que viajariam ao Brasil.

Não conseguiram os documentos, apesar de funcionarios da chancelaria chilena lhe terem informado que houve uma ameaça de morte por telefone feita por um chileno “com um mal disfarçado sotaque argentino” mencionando de passagem a viagem ao Brasil. Essa ideia fora informada a um único funcionario da embaixada.
Fonte: Opera Mundi

1955: Morre James Dean

No dia 30 de setembro de 1955, o choque de seu Porsche em alta velocidade contra um Ford que vinha em direção contrária causou a morte imediata do jovem ator de cinema, causando consternação internacional.
James Dean: símbolo de toda uma geração
James Byron Dean nasceu em Fairmont, no estado americano de Indiana, em 8 de fevereiro de 1931. Mudou-se com sua família para Los Angeles quando tinha cinco anos de idade. Aos oito, após a morte da mãe, retornou ao Meio-Oeste, onde cresceu na fazenda de um parente. Retornou para a Califórnia, matriculando-se no Santa Monica Junior College e, mais tarde, na universidade UCLA.
Dean estreou no meio artístico com um pequeno grupo teatral dirigido por James Whitmore, também em comerciais de TV e representando pequenos papéis em diversos filmes. Em 1952, foi para Nova York, onde trabalhou como motorista de ônibus até conseguir uma ponta na peça See the Jaguar, na Broadway. Depois, frequentou aulas no Actors Studio, atuou na televisão e retornou para a Broadway no The Immoralist(1954). Essa última aparição foi um teste para a companhia Warner Bros e o início de uma das mais espetaculares carreiras no cinema.
Data da morte virou nome de filme
Um ano e três filmes mais tarde, James Dean já era conhecido e admirado como personificação da inquieta juventude norte-americana dos anos 50 e uma encarnação do título de seu filme Juventude Transviada (1955). Dean morreu num acidente de automóvel quando se dirigia a Salinas para competir numa corrida de carros esportivos de luxo. Muitos de seus fãs recusaram-se a acreditar na morte do ator. A data virou título de um filme – 30 de Setembro, 1955 (rodado em 1978).
James Dean, indicado duas vezes postumamente para o Oscar de Melhor Ator – em Vidas Amargas(1955) e Assim Caminha a Humanidade (1956) –, recebeu uma homenagem póstuma do Correio dos Estados Unidos. Em 1996, entrou como "segundo selo" para a série Lendas de Hollywood. Marilyn Monroe foi a primeira estrela da série, impressa em 1995.
Vidas Amargas/East of Eden (1955)
O mito do ator norte-americano também rendeu muitos livros. Um dos mais lidos é James Dean – a biografia, do jornalista e poeta francês Yves Salgues. Escrito por um autor de 19 anos e publicado 15 meses após a morte do ator, o livro tornou-se um sucesso mundial, no rastro do vácuo deixado pela morte de Dean em milhares de fanáticos admiradores.
De temperamento ao mesmo tempo frágil e selvagem, Dean representou o ceticismo do pós-guerra e a rebeldia que caracterizou a juventude do século 20. Na opinião de Salgues, o "ídolo sem ideologia nem causa consolidou, com sua morte prematura, a figura do jovem urbano carente e selvagem ao mesmo tempo. Foi um monstro de repercussão inimaginável produzido nos milionários estúdios de Hollywood, no tempo em que estes estúdios realmente faziam história, fornecendo à opinião pública mundial o cardápio açucarado do sonho americano e de um mundo livre, fortalecido pela derrota do nazismo e o temor do perigo comunista".
A imagem do ator que ficou no coração dos jovens foi a do James Dean de Juventude Transviada. Imortalizado no seu sorriso triste, a morte acabou por eternizar sua juventude. No fim do século 20, "sem heróis de carne e osso", muitos jovens voltaram a cultuar "anjos" do passado, como Dean, cujo rosto – segundo Yves Salgues – "para sempre será irônico e triste e terá para sempre 24 anos". A conturbada e misteriosa vida do ator também está documentada no filme James Dean – Um Ídolo e Suas Paixões, dirigido por Mardi Rustam.

DW.DE

sábado, 28 de setembro de 2013

SELEÇÃO DE BOLSISTA DO PROGRAMA NACIONAL DE PÓS-DOUTORADO PNPD/CAPES


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Veja também vaga de Seleção docente para o curso de História. 
Para mais informações clique aqui.
Inscrições de 10 a 30 de outubro.

EDITAL DE SELEÇÃO PPGH/UPF Nº 02/2013


MESTRADO 

TURMA 2014/01

I - DA SELEÇÃO

* A seleção constará das seguintes etapas:

1) PROVA ESCRITA: 12/12/2013, às 8h30min

a) A prova escrita constará do desenvolvimento pelo candidato de uma dissertação, redigida sem consulta, sobre um tema relacionado à Área de Concentração do Programa, História Regional. Confira os temas no site http://www.ppgh.upf.br/

2) ENTREVISTA COM BASE NO PRÉ-PROJETO DE PESQUISA: 12/12/2013, a partir das 13h30min e 13/12/2013, a partir das 9h.


3) ANÁLISE DO PRÉ-PROJETO DE PESQUISA


4) ANÁLISE DO CURRÍCULO


RESULTADO DA SELEÇÃO: até 19/12/2013

NÚMERO DE VAGAS: 20 (vinte). O Programa não se compromete a preencher todas as vagas.

II - DA INSCRIÇÃO

DATA: 01/10/2013 a 02/12/2013

A inscrição deverá ser feita exclusivamente no endereço eletrônico:

http://www.upf.br/posgraduacao/inscricoes.php

Confira a documentação necessária em http://www.ppgh.upf.br/



OUTRAS INFORMAÇÕES: (54) 3316-8339, pghis@upf.br, http://www.ppgh.upf.br/

Premiado em Brasília, "Outro Sertão" retrata Guimarães Rosa na Alemanha nazista

Documentário de Soraia Vilela e Adriana Jacobsen resgata a experiência do escritor como vice-cônsul do Brasil em Hamburgo entre 1938 e 1942. Trabalho de pesquisa foi premiado no 46º Festival de Brasília.

Assinatura de Guimarães Rosa em sua função como vice-cônsul em Hamburgo
João Guimarães Rosa é conhecido, entre literatos de todo o mundo, como um dos mais importantes escritores da Língua Portuguesa. Mas o que poucas pessoas sabem é que, antes de escrever clássicos como Grande Sertão: Veredas, o autor mineiro atuou como vice-cônsul na Alemanha nazista, entre 1938 e 1942.
A curiosidade a respeito dessa estadia e da visão de um ilustre brasileiro vivendo na Alemanha durante tão conturbado período levou as cineastas Soraia Vilela e Adriana Jacobsen, ambas colaboradoras da Deutsche Welle, a realizarem o documentário Outro Sertão, vencedor do prêmio especial do júri pelo trabalho de pesquisa no 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que acabou na última terça-feira (24/09).
Imagens de arquivo da época, documentos, relatos e entrevistas relevam novos aspectos da biografia do escritor, que auxiliou judeus em fuga da Alemanha emitindo vistos para o Brasil. Testemunhos de alguns desses sobreviventes também fazem parte do filme, que recria a experiência de Guimarães Rosa no período.
Em entrevista à DW Brasil, as diretoras falaram da década de pesquisa para a realização do documentário, da descoberta da entrevista inédita que o escritor concedeu à TV alemã e da identificação com a história de um brasileiro que, como elas, também viveu na Alemanha.
Guimarães Rosa auxiliou judeus a fugir da Alemanha nazista emitindo vistos para o Brasil
DW Brasil: Como vocês entraram em contato com a história de "Outro Sertão" e como surgiu a ideia de transformá-la em um documentário?
Soraia Vilela: A ideia surgiu de uma reflexão descompromissada sobre a passagem de Guimarães Rosa pela Alemanha. Sabendo que ele havia vivido como diplomata no país e ainda em pleno regime nazista, fomos movidas pela curiosidade a respeito de rastros, de vestígios desse período. E obviamente interessadas também em sua condição de estrangeiro, semelhante à nossa – tanto Adriana quanto eu vivemos por muito tempo na Alemanha. No meu caso, ainda com a origem em comum: Minas Gerais.
Adriana Jacobsen: Antes de me mudar para a Alemanha lembro de ter lido Ave Palavra, que traz relatos da estadia de Rosa em Hamburgo. Mas o interesse pela pesquisa surgiu quando eu já vivia há muitos anos em Berlim. Com o desenrolar da pesquisa, percebemos que tudo era muito mais profundo e complexo do que prevíamos.
Vocês poderiam falar um pouco sobre o processo de pesquisa e desenvolvimento do roteiro? Como foi mergulhar nesse material?
Vilela: Fomos "tateando" aos poucos, numa pesquisa que durou uma década. Visitamos incontáveis arquivos na Alemanha, no Brasil, em Israel e Portugal. E encontramos ainda, supreendentemente, um dossiê da Gestapo sobre Guimarães Rosa, dando provas de sua aversão explícita ao regime nazista. Os relatos de sobreviventes da época, ou seja, judeus que haviam deixado a Alemanha com vistos expedidos pelo consulado brasileiro em Hamburgo, também foram de extrema relevância para o desenvolvimento do projeto.
Jacobsen: Logo percebemos que tínhamos em mãos um material riquíssimo. Encontramos a protagonista do conto O Mau Humor de Wotan, do livro Ave, Palavra, e fizemos com ela uma entrevista. Essa senhora já tinha mais de 90 anos, morava em Hamburgo, e desconhecia ter sido protagonista do conto escrito por Guimarães Rosa. Ela nem mesmo sabia que ele tinha se tornado escritor. Achamos também uma entrevista inédita concedida por Guimarães Rosa ao crítico literário Walter Höllerer, que estava perdida nos arquivos de uma emissora alemã de TV. São praticamente as únicas imagens em movimento do escritor – um valor inestimável para o Brasil.
O trabalho de pesquisa das cineastas Adriana Jacobsen e Soraia Vilela durou uma década
Como se deu a descoberta desta entrevista inédita concedida por Guimarães Rosa à televisão alemã?
Vilela: Numa busca geral no Arquivo Radiofônico Central Alemão, nos deparamos com essas imagens de Guimarães Rosa, mas de início não imaginávamos que se tratava de um material em tão boa qualidade, nem de uma entrevista exclusiva realizada com ele no estúdio da emissora de TV. É importante lembrar também que essas imagens nunca foram ao ar, pois o programa-piloto, de entrevistas com escritores conceituados, acabou não vingando. E essas imagens, feitas em 1962, ficaram décadas guardadas num arquivo morto até serem resgatadas pelo nosso documentário.
Jacobsen: A descoberta da entrevista foi um momento decisivo para nós: ali percebemos que deveríamos fazer um filme e não publicar um livro sobre o assunto. Essa entrevista é definitivamente um grande "trunfo" do filme.
Foi um desafio transpor essa riqueza de material – imagens e sons – que constituem o documentário?
Jacobsen: Acabamos por reunir mais de 120 horas de material. Pretendemos inclusive transformar posteriormente parte do que não utilizamos no documentário em curtas-metragens.
Vilela: Optamos por dividir o filme em capítulos para podermos abarcar toda uma avalanche de temas: a entrevista inédita, a documentação da Gestapo e as dezenas de depoimentos de sobreviventes, entre outros. Temos intenção de disponibilizar, quando possível, grande parte deste material em site, publicação em livro ou DVD, pois será certamente de grande valia para pesquisadores da vida e obra do escritor.
Na opinião de vocês, as experiências de Guimarães Rosa na Alemanha influenciaram sua obra? De que maneira isso se deu?
Jacobsen: Toda experiência na vida de um autor influencia certamente sua obra. O escritor pode ser visto como uma espécie de "colecionador" e Guimarães Rosa era obcecado por coletar palavras, idéias, experiências da cultura alemã. Antes de chegar à Alemanha ele havia escrito apenas Sagarana, que foi revisado por ele nos anos em Hamburgo. Ou seja, é de se supor que o período vivido na Alemanha tenha sido de extrema importância para a construção de sua obra posterior.
Ellen Kazaschinsky relembra ajuda prestada por Guimarães Rosa à sua mãe
Vilela: Como salienta o professor Wander Melo Miranda no documentário, Grande Sertão: Veredas é também um livro de guerra. Mas acredito que além desse viés da guerra, que pode ser perfeitamente associado à vivência na Alemanha naquele momento, há na obra de Guimarães Rosa também muito da experiência do estranhamento do estrangeiro, tão marcada pela dualidade entre o recuo e o avanço, a ação e a espreita, a compreensão e a interrogação, o medo e a coragem. Uma temática presente não só emGrande Sertão: Veredas, mas em diversas outras obras do autor.
Tendo vivido por tanto tempo na Alemanha, vocês poderiam dizer quão pessoal foi tratar de temas que não estão apenas ligados à história, mas também à relação entre as culturas dos dois países?
Jacobsen: Esse filme só foi possível porque vivíamos na Alemanha há vários anos quando começamos o projeto. O conhecimento da cultura, do idioma, nos proporcionou acesso a diversas fontes herméticas para estrangeiros. A compreensão da experiência de ser estrangeiro na Alemanha e da história do país foi fundamental no processo de construção do filme.
Vilela: Nossas experiências de vida como estrangeiras na Alemanha – mesmo que distintas – permeiam obviamente a forma de abordar o assunto, a seleção de imagens, de sons, a escolha de citações e momentos. E acredito que a perspectiva inversa também seja importante neste contexto: um diretor alheio à cultura brasileira que fosse se debruçar sobre o tema certamente não teria o olhar que nós, brasileiras na Alemanha, tivemos. Compartilhar com o Guimarães Rosa daquela época esse "estado", essa condição de estrangeiro neste país, foi nosso ponto de partida e nossa "âncora" no desenrolar do projeto.

DW.DE

1066 – Guilherme II, o Conquistador, inicia invasão normanda da Inglaterra

A conquista normanda da Inglaterra foi a invasão e ocupação ocorrida no século XI iniciada em 27 de setembro de 1066 por um exército formado de normandos, bretões e franceses comandado pelo duque Guilherme (ou William) II da Normandia.

WikiCommons - Tapeçaria de Bayeux
Guilherme derrotou Haroldo II da Inglaterra na batalha de Hastings em 14 de outubro de 1066. Foi coroado rei no Natal daquele ano. Consolidou seu controle sobre o país, estabelecendo muitos de seus seguidores, o que supôs a introdução de mudanças políticas, econômicas e sociais.

Ele reivindicou o trono inglês amparando-se em seu parentesco com o rei anglo-saxão Eduardo o Confessor, morto em princípios de 1066. A circunstância deste não ter descendência alentou o desejo do normando de conseguir sua entronização.

Eduardo, que tinha passado muitos anos no exílio na Normandia, assumiu o trono inglês em 1042. Isto o levou a criar um grande interesse normando pela política inglesa e Eduardo buscou apoio em seus antigos anfitriões e se cercou de cortesãos, soldados e clérigos normandos, nomeando-os para postos de importância. Sem filhos e envolvido num conflito com o poderoso Godwin de Wessex, Eduardo pode ter estimulado as ambições do duque Guilherme da Normandia ao trono inglês.

Houve disputa sucessória entre numerosos aspirantes. O sucessor imediato de Eduardo era Haroldo Godwinson, conde de Wessex, o aristocrata mais rico e poderoso da Inglaterra, eleito rei pelo Witenagemot da Inglaterra e coroado pelo arcebispo de York, Aldred.

Contudo, Haroldo foi desafiado por dois poderosos pretendentes. O duque Guilherme afirmava que o rei Eduardo lhe havia prometido o trono e que Haroldo jurara aceitar. Harald III da Noruega, conhecido como Harald Hardrada, também impugnou a sucessão. Sua pretensão se baseava em um acordo entre seu predecessor, Magnus I, e o anterior rei da Inglaterra, Canuto Hardeknut, que, se morresse sem herdeiro, permitia ao outro herdar Noruega e Inglaterra. Tanto Guilherme quanto Harald prepararam suas tropas e barcos para a invasão.

Harald invadiu o norte da Inglaterra em setembro de 1066, conquistou a vitória na Batalha de Fulford antes de ser derrotado por Haroldo na Batalha de Stamford Bridge em 25 de setembro desse ano.
No entanto, Guilherme havia desembarcado no sul e Haroldo marchou rapidamente para enfrentá-lo. Em 14 de outubro ambas as forças se chocaram perto de Hastings. Haroldo foi derrotado e morto em combate.

Embora tenha eliminado seu principal rival, Guilherme teve de afrontar numerosas rebeliões e só em 1072 viu consolidado seu poder. A resistência inglesa levou a que grande parte da elite britânica perdesse suas terras e tivesse de exilar-se. Com o fim de controlar o reino, Guilherme deu terras aos seus próximos, e construiu castelos e fortalezas por todo o país.

Wikicommons - trecho da Tapeçaria de Bayeux

Tapeçaria de Bayeux mostra chegada de tropas normandas à Inglaterra

Os conquistadores introduziram a língua francesa e remodelaram a composição das classes altas. Não está claro até que ponto esta conquista influiu no povo inglês, mas uma mudança importante foi a abolição da escravatura, que pode ou não ser debitado à invasão.

Houve poucas mudanças na estrutura de governo, pois os normandos adotaram o modelo de domínio anglo-saxão.

Os normandos – 8 mil segundo os historiadores, e isto somando-se oriundos de outras regiões da França - eram poucos comparados com os nativos. Os seguidores de Guilherme esperavam ser recompensados com terras por serviços prestados durante a invasão.

No entanto, o rei reivindicou a posse de todas as terras inglesas sobre as quais seu exército tinha o controle de facto e afirmou o direito de dispor delas à vontade. As terras foram distribuídas de maneira pouco sistemática, sem divisão regular nem terrenos agrupados ou contíguos. Um senhor normando típico possuía terras dispersas pela Normandia e Inglaterra, em vez de um único bloco geográfico.

Para recompensar os seus, Guilherme confiscou inicialmente as propriedades dos senhores que lutaram e morreram junto a Haroldo e as redistribuiu em parte.

Estes confiscos provocaram revoltas que redundaram em mais confiscos, um círculo que não se rompeu nos cinco anos subsequentes à Batalha de Hastings. Para sufocar e evitar novas revoltas, os normandos construíram castelos e fortificações em número sem precedentes.

O historiador Robert Liddiard ressaltou que “ao lançar-se uma vista geral à paisagem de Norwich, Durham ou Lincoln o observador vê-se obrigado a recordar o impacto da invasão normanda”. Guilherme e seus barões exerceram também um controle mais estrito sobre as heranças propriedade de viúvas e filhas, em muitas ocasiões forçando casamentos com normandos.

Uma demonstração do êxito de Guilherme é que, desde 1072 até a conquista da Normandia pela dinastia dos Capetos em 1204, Guilherme e seus sucessores foram governantes frequentemente ausentes da Inglaterra. Como exemplo, depois de 1072 Guilherme passou mais de 75% de seu tempo na França, visto que, enquanto necessitava estar presente na Normandia para defender seus domínios da invasão estrangeira e sufocar revoltas internas, na Inglaterra foi capaz de criar estruturas administrativas reais que lhe permitiram governá-la à distancia.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Brasileiros não são tão diferentes quanto pensam

Identidades Nacionais nos Brasis Regionais foi o tema da conferência de abertura do II Congresso Internacional de História Regional que acontece até hoje (26/09) na UPF

Foto: Leonardo Andreoli
Congresso reúne pesquisadores de mais de 60 instituições de ensino superior
A ideia de que o povo brasileiro é muito distinto dependendo da região geográfica se disseminou e hoje muitos acreditam nisso. O que nem todo brasileiro sabe é que existem características tão marcantes da cultura que fazem com que baianos, gaúchos, paulistas ou sul-mato-grossenses sejam mais parecidos do que pensam. Esse foi o tema da conferência proferida pelo brasilianista Jeffrey Lesser, da Emory University (EUA), na abertura do II Congresso Internacional de História Regional que acontece na Universidade de Passo Fundo (UPF) até esta quinta-feira (26/09).
O pesquisador norte-americano integra um grupo que estuda o Brasil em diferentes aspectos e tem interesse, principalmente, nas questões étnicas e multiculturais do país e os brasileiros de origem estrangeira. “Por exemplo, em São Paulo e Paraná há centenas de milhares de brasileiros que são chamados de japoneses, o Rio Grande do Sul tem milhares de brasileiros chamados de alemães e pra nós chama muito a atenção o que isso quer dizer. Meus estudos são sobre as identidades dos brasileiros que são chamados por outras nacionalidades”, explicou.
Brasis regionais
Para Lesser as variações regionais das quais muito se fala não são tão intensas na realidade. “Como no Brasil a ideia de regionalismo é muito forte, o gaúcho se acha muito diferente do baiano, por exemplo. Às vezes as diferenças são bem menores do que as pessoas imaginam. Há um discurso de diferença que não condiz com a diferença de verdade”, acrescentou.
Entre as semelhanças citadas por ele está um discurso predominante da ideia de que ser estrangeiro é muito bom e ser brasileiro é problemático. Isso justifica, inclusive, a ideia de chamar um brasileiro de alemão, por exemplo, devido a sua descendência, de acordo com a tese de Lesser.  Outro aspecto nacional é a cultura ligada na aparência. “Isso chama muito a atenção para alguém dos Estados Unidos onde estamos muito fixados na pessoa não como ela parece. Fico muito impressionado como as pessoas se chamam de o careca, o gordo, o loiro, o branco, isso acontece em todo o Brasil e não é um fenômeno regional”, finalizou.
Abertura
O reitor da UPF José Carlos Carles de Souza participou da abertura do congresso e destacou a evolução tanto em número de participantes, quanto na qualidade dos trabalhos apresentados. “Temos reunidos na UPF os principais pesquisadores em áreas que abrangem o tema da história regional. Esse encontro entre estudantes da graduação e pós-graduação com pesquisadores experientes representa uma importante troca de experiências”, ressaltou. Para o professor José Carlos, o congresso é fundamental a fim de avançar em uma das principais metas da Instituição que é a de ampliar a internacionalização.
A diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da UPF Rosani Sgari destacou a sensibilidade científica de todos os presentes e dos envolvidos na organização do Congresso. O professor Adelar Heinsfeld representou a comissão organizadora e destacou que o Congresso atingiu a marca de quase 400 trabalhos inscritos para serem apresentados, pesquisadores de 12 estados brasileiros e de mais de 60 instituições.
A abertura contou ainda com a presença da coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da UPF Rosa Kalil representando o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UPF, a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em História Ana Luiza Setti Reckziegel, e a coordenadora do curso de História Ironita Policarpo Machado.
Congresso
O II Congresso Internacional de História Regional é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História da UPF. A programação completa e outras informações podem ser conferidas no site www.upf.br/historiaregional.
 


terça-feira, 24 de setembro de 2013

"Paredes Pintadas" - documentário



Sinopse:
Em 1964, um golpe civil-militar inaugurou um período em que o Brasil seria governado pelas Forças Armadas. O documentário "Paredes Pintadas" traz as lembranças de quatro mulheres que lutaram contra o regime. Dulce Maia, Sonia Lafoz, Renata Guerra Andrade e Damáris Lucena foram militantes da organização clandestina Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Hoje, mais de quarenta anos do dia do golpe, elas se lembram do tempo em que o país estava sob o comando dos militares. Mas quando as próprias memórias vêm à tona, existe um passado que insiste em não passar.

Ficha Técnica:

ano de lançamento: 2010
idioma: Português BR
direção, produção e edição: Pedro Santos
produção e orientação: Fernando Crocomo
fotografia: Caroline Santos
identidade visual: Juliana Sakae
pesquisa de arquivo: Juliana Gomes
câmera: Caroline Santos, Matheus Joffre, Vicenzo Esposito
narração: Ricardo Barreto
finalização: Michel Siqueira

Relações Estado-Sociedade na América Latina serão discutidas

Foto: Reprodução
Interessados ainda podem se inscrever
O II Congresso Internacional de História Regional, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF), inicia-se nesta terça-feira, 24 de setembro. A atividade, que se estende até quinta-feira, 26, conta com a contribuição de pesquisadores de diversos países, como Angola, Argentina, Estados Unidos, México e Uruguai, bem como participantes – graduandos, mestrandos e doutorandos - de todo o Brasil: Minas Gerais, Amazonas, Goiás, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Paraíba, além de representantes de diversos municípios gaúchos. O evento, que tem as Relações Estado-Sociedade na América Latina como tema desta edição, ocorre em diferentes espaços do Campus I da UPF.
Entre os destaques da programação estão as conferências Identidades Nacionais nos Brasis Regionais, com o professor Jeffrey Lesser, da Emory University (EUA), na noite de terça-feira; La historiografía regional y sus problemas: una oportunidad para pensar críticamente la investigación y la enseñanza de la historia, com a professora Dení Trejo Barajas, da Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (México), na quarta-feira à noite e "Temas y Problemas en Historia Regional: la historicidad de los espacios que complejizan las historias macros", com a professora Maria Rosa Carbonari, da Universidad Nacional de Río Cuarto (Argentina), na noite de quinta-feira, 26/09.
Para o professor Adriano Comissoli, integrante da comissão organizadora do Congresso, embora a temática do evento seja a história regional ela dialoga com diversas partes do Brasil e do mundo, inserindo-se na tendência atual de fomentar a história comparada. Além das conferências, integram a programação simpósios, mostra de banners, lançamentos de livros e oficinas. Os simpósios temáticos abrangem desde assuntos clássicos da historiografia, como a escravidão, o poder e a formação dos Estados, até outros que surgiram mais recentemente, como a história ambiental e a discussão sobre memória e patrimônio.

Entre comunicadores, expositores de banners e ouvintes, mais de 500 pessoas se já se inscreveram. Quem tiver interesse em participar como ouvinte pode se inscrever até o dia do evento, que é aberto à comunidade. As inscrições podem ser feitas pelo site www.upf.br no link Eventos e Cursos. Veja a programação completa e outras informações no site www.upf.br/historiaregional.

Assessoria de Imprensa UPF

Livro lançado no Chile afirma que Salvador Allende foi morto por militares golpistas



A morte do presidente chileno Salvador Allende continua a provocar controvérsia no país. A tese preponderante – de que Allende se suicidou quando o Palácio de La Moneda estava a ponto de ser invadido pelos militares golpistas em 11 de setembro de 1973 –, encontrou nova contestação no lançamento de um livro cujo autor diz ter provas inquestionáveis de que seria impossível Allende ter se suicidado.
A obra se chama Allende: Eu Não Me Renderei (do original Allende: Yo No Me Rendiré, publicado pela Editora Ceibo), escrita pelo jornalista Francisco Marín e pelo legista Luís Ravanal, que participou da exumação ao corpo do ex-presidente em maio de 2011. Além de mostrar resultados de perícias feitas durante essa exumação e também exames anteriores, os autores recolheram testemunhos de pessoas que estiveram em La Moneda no dia 11 de setembro de 1973, durante e depois da invasão do palácio pelas tropas do exército.

Segundo o jornalista Francisco Marín, coautor do livro lançado no começo do mês em Santiago, as evidências apresentadas pelo livro não deixam dúvida de que Allende não cometeu suicídio. “A tese do suicídio se impôs através dos tempos, porque as pessoas que a construíram fizeram de tudo para que a história omitisse os detalhes que demonstram que não foi assim, mas se você buscar o rastro deixado pelos relatos do mesmo dia do golpe, e daí por diante, verá que ela é insustentável”.
 

Clique no banner para ler a apresentação e o material completo



Entre as principais evidências contra a tese do suicídio estão os exames apresentados por Ravanal. Um deles mostra um orifício na parte do crânio que corresponde à testa, que teria sido produzido por uma arma de baixo calibre. Pela tese do suicídio, Allende teria se matado com um tiro na parte de baixo do queixo, usando um fuzil AK-47, que lhe havia sido presenteado pelo líder cubano Fidel Castro. O orifício encontrado na testa seria, segundo o médico forense, de tamanho incompatível com o fuzil.

Outra dúvida surgida durante a investigação do livro diz respeito a uma autópsia realizada ao corpo no mesmo dia de sua morte, pelos médicos do Hospital Militar. Nela, se observa a descrição de outro orifício, na parte posterior do crânio de Allende. A existência desse orifício não pode ser constatada atualmente, porque parte dos restos do ex-presidente se perderam, incluindo esse pedaço do crânio.

Além das provas documentais, o livro analisa contradições dos relatos em que a tese do suicídio se baseia, como o do médico Patricio Guijón, considerado a única testemunha ocular da morte de Allende. “O primeiro depoimento oficial de Guijón, no mesmo dia 11, fala que ele não viu o disparo, somente viu o corpo caindo depois de já ter atirado. No segundo, dias depois, ele diz que viu tudo, desde Allende preparando a arma entre as pernas. São versões muito diferentes em outros detalhes também e, além disso, outras pessoas que estiveram no palácio disseram que era impossível o médico haver estado no salão naquele momento”, afirma Francisco Marín.

O livro Allende: Eu Não Me Renderei conclui que o disparo que terminou com a vida do ex-presidente chileno foi efetuado pelo general Javier Palacios, que liderou a tropa que invadiu o La Moneda no dia do golpe. A versão conta com o relato oficial do próprio oficial no mesmo dia do golpe.

Decisão judicial e versão da família

A tese apresentada pelo livro de Marín e Ravanal contraria a decisão do juiz Mario Carroza, da Corte de Apelações de Santiago que, em julho de 2011, a partir das mesmas análises forenses apresentadas por Ravanal, e também os testemunhos de Guijón e outros sobreviventes do bombardeio ao Palácio de La Moneda, concluiu que o suicídio era a causa mais provável da morte do ex-presidente Salvador Allende, e que não caberia buscar responsabilidades de terceiros. O caso ainda está sendo analisado pela Corte Suprema, que dará a última palavra, o que se espera que aconteça durante 2014.

Também é conhecida a posição da família Allende de legitimar a tese do suicídio. Após a decisão da Corte de Apelações, os herdeiros e a Fundação Salvador Allende emitiram um comunicado onde expressaram que “o que manifestaram os peritos e especialistas internacionais que participaram da exumação vai de acordo com aquilo que a família sempre sustentou: que o presidente Allende, diante da circunstância extrema que enfrentou, preferiu atentar contra sua própria vida ao invés de se sujeitar à humilhação ou qualquer outra situação degradante”.


Mini documentário traz testemunhos que corroboram tese do livro de Marín e Ravanal

Terceira versão

Existe uma terceira versão da morte de Allende, que foi levantada, em 2011, pelo historiador Camilo Taufic. Essa versão, também baseada nas análises de Luis Ravanal (mas que não conta com a participação do legista como coautor) e em testemunho de pessoas presentes, diz que Allende morreu em uma espécie de suicídio assistido.

A teoria fala de um pacto entre Allende e membros do GAP (Grupo de Amigos Pessoais, a escolta informal do ex-presidente), em que, no caso de não houvesse mais como resistir ao ataque, haveria que matar o presidente para que ele não fosse capturado e humilhado pelos golpistas. Segunde essa tese, Enrique Huerta, um dos membros do GAP, teria sido o responsável pelo disparo na testa que o matou.
Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

1939: Morre Sigmund Freud

Dos mal-estares detectados na civilização às infindáveis interpretações do sonho, o nome de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, continua presente no imaginário ocidental.
Falecido no dia 23 de setembro de 1939, Sigmund Freud deixou uma herança incalculável para as próximas gerações. Não há praticamente um campo das ciências humanas que tenha permanecido incólume às suas teorias, desde o "olhar inconsciente" da análise cinematográfica até os elogios a seu estilo literário, como o registrado pela escritora austríaca Elfriede Jelinek, ao afirmar que Freud foi um dos "escritores mais significativos do idioma alemão".
"Capítulo do Holocausto"
Mostra PSICanálise, no Museu Judaico de Berlim
Sua posição como "pensador do século 20" por excelência, apesar das inúmeras revisões e "correções" das últimas décadas, parece incontestável. Isso pôde ser percebido na polêmica em torno do Livro Negro da Psicanálise (Le Livre Noir de la Psychanalyse)atacado por seus críticos como sendo uma tentativa de domesticar a prática psicanalítica e uma forma barata de se opor ao pensamento sociopolítico e, por isso, incômodo de Freud.
O debate prova que a herança freudiana pode ser considerada peça de museu, mas jamais como um arquivo morto. No "livro negro" em questão, a teoria psicanalítica é responsabilizada por "danos irreparáveis" e "milhares de vítimas" em função de posições relacionadas ao autismo, homossexualismo e dependência de drogas. Ou seja, Freud pode ser atacado por muitos, mas quase nunca é ignorado.
O tão polêmico volume teve mais de 20 mil exemplares vendidos na França em poucas semanas e foi amplamente discutido no país – diferentemente do que ocorreu na Áustria, onde Freud viveu por mais de 70 anos, tendo sido obrigado a fugir do regime nazista. "Isso acontece talvez em função de um cuidado exagerado, pois Freud é lembrado no país como um capítulo do Holocausto", observa a jornalista Julieta Rudich, em texto publicado pelo diário espanhol El País.
Importância cultural
Exposição em Washington: 'Sigmund Freud: Conflito e Cultura'
Há de se lembrar que a essência do legado de Freud fica longe do divã que o imortalizou. É possível que o próprio, se estivesse vivo, apontasse falhas nas teorias que desenvolveu. "Ele não via na terapia sua grande obra, mas na importância cultural da psicanálise", observa o psicólogo Wolfgang Mertens ao semanário alemão Die Zeit.
É certamente nos pontos de interseção da psicanálise com a literatura, a filosofia, o cinema, a sociologia, a antropologia e outros saberes que se torna nítida a necessidade de lembrar Freud. O que talvez explique por que seu nome – com ou sem "livros negros" – continua ocupando um "lugar de honra" na França de Jacques Lacan. O país onde, afinal, grande parte dos pensadores contemporâneos – de Foucault a Deleuze e Derrida – se apoiaram no saber freudiano. Mesmo que para, às vezes, desconstruí-lo.
"Neopositivistas"
Busto do pensador no Museu Sigmund Freud de Viena
As correntes que pretendem hoje apagar qualquer rastro utilizável do pensamento freudiano são vistas por seus críticos como representantes de uma onda de "neopositivismo" – marionetes de um retrocesso político, que se opõe a tudo o que questiona e leva, de alguma forma, à afirmação do sujeito como tal. Ignorando que o discurso psicanalítico, independente de qualquer validade clínica terapêutica, continua sendo uma das importantes formas de pensar a cultura e refletir sobre a história.
Um rápido olhar pelo que marcou a literatura e as artes plásticas no século 20 já elimina, porém, qualquer tentativa de desqualificar o legado deixado por Freud. Descoberto pelos surrealistas – que se alimentaram livremente do inconsciente – suas teorias impulsionaram a produção de escritores como Thomas Mann, Alfred Döblin ou Robert Musil, entre muitos, muitos outros. Alguns defendem que não há praticamente nenhum autor significativo no decorrer do século 20 que tenha ignorado as teorias de Freud.
Ferramenta civilizatória
A literatura moderna teria tido certamente outro rosto sem a influência do pensamento freudiano. E a forma de se posicionar frente aos problemas de identidade do sujeito teria tido outros contornos, sem os fundamentos criados pela psicanálise e a referência plural que esta se tornou.
Thomas Mann, por exemplo, via a psicanálise como uma ferramenta de esclarecimento e civilização. "O fato de Stefan Zweig ter discursado à beira da cova de Freud mostra o grau pessoal da relação entre literatura e psicanálise", escreve Thomas Anz na revista Literaturkritik.
O mal-estar que persiste
O famoso divã de Freud
Last but not least, a atualidade do pensamento de Freud está na pertinência em se falar do mal-estar que persiste não apenas na civilização ocidental, como observa Elisabeth von Thadden, em texto publicado pelo semanário Die Zeit: "A frase de Freud de que o ego não seria senhor em sua própria casa não se transformou à toa em lenda. E assim não é por acaso que este Freud dá à época o presente que esta merece: uma técnica sutil de observação, que deve contribuir para reunir o disperso e libertar o homem da autoilusão. Tornando sua própria história mais plausível e fazendo com que ele se torne mais forte".
Para evitar que as teorias de Freud venham lentamente a esmaecer décadas após sua morte no exílio londrino, em 1939, são bem-vindas reflexões como as do pensador palestino-americano Edward W. Said no ensaio Freud e os não-europeus: "Freud, no sentido filosófico, foi um inversor e remapeador de geografias e genealogias aceitas ou estabelecidas. Ele assim se presta de maneira especial a releituras em contextos diferentes, já que seu trabalho é, todo ele, sobre como a história da vida se presta, pela memória, pesquisa e reflexão, a uma estruturação e reestruturação sem fim, tanto no sentido individual como no coletivo".

DW.DE

1945 - General Patton comete gafe que o tiraria da Segunda Guerra


General George S. Patton, um dos principais estratégistas da 2ª Guerra, em carreata em Los Angeles
O general George Smith Patton era amado e odiado pelos seus soldados. Amado por tratar-se de um guerreiro e estrategista nato; odiado pelo fato de ser rígido ao ponto de não admitir que seus soldados sofressem fadiga de batalha. Patton também era famoso por não ter papas na língua, o que lhe causou muitos problemas.
No dia 22 de setembro de 1945, em uma coletiva aos correspondentes da Segunda Guerra, o general diz que não ver necessidade nessa "coisa de desnazificação" e compara a controvérsia sobre o nazismo a uma "luta eleitoral entre democratas e republicanos". Uma vez mais, Patton metia os pés pelas mãos —seria a última.
Descendente de uma longa linhagem de militares, Patton graduou-se na Academia Militar de West Point em 1909 e serviu no Corpo de Tanques durante a Primeira Guerra Mundial. Como resultado dessa experiência, tornou-se um entusiasta defensor da Guerra de blindados. Durante a Segunda Guerra Mundial, como comandante do 7º Exército, capturou Palermo, Sicília, em 1943 exatamente por esse meio. A audácia de Patton tornou-se evidente em 1944, quando, como comandante do 3º Exército, invadiu boa parte do norte da França valendo-se de estratégia pouco ortodoxa e implacável.
Era um homem cheio de extravagâncias: falava francês, fazia poesias e gostava de desenhar seus uniformes, usava uma pistola Colt 45 com cabo revestido de marfim e suas iniciais gravadas em preto. Acreditava em reencarnação. Jurava ter lutado em Troia, tomado parte das legiões romanas de Júlio César contra Vercingetórix, ter sido o comandante cartaginês Aníbal e ter participado das guerras napoleônicas.

A história do general virou filme em 1970; 'Patton: rebelde ou herói?' rendeu o Oscar ao ator George C. Scott
A língua ferina de Patton, no entanto, provou-se tão perigosa para a sua carreira quanto os alemães. Quando repreendeu e estapeou um soldado hospitalizado, diagnosticado com neurose de Guerra, a quem acusou de “se fazer de doente”, Patton teve sua cabeça pedida pela imprensa. O general pensou que seria retirado da ativa, não fosse a intervenção dos generais Dwight Eisenhower e George Marshall. Após meses de inatividade, voltou ao campo de batalha. 
De fato, na Batalha da Bélgica, durante a qual foi bem-sucedido em empregar uma estratégia complexa e engenhosa, conseguiu contornar o avanço alemão em Bastogne, empreendendo uma contra-ofensiva, empurrando os germânicos para leste cruzando o Reno até atingir a Tchecoslováquia.

Patton teve mais uma chance de exibir sua astúcia na Batalha das Ardenas, na fronteira da Bélgica com a Alemanha. Durante cinco dias, os alemães isolaram 18 mil soldados americanos na cidade de Bastogne. Patton foi convocado para salvá-los. Em apenas três dias, resgatou os compatriotas. 
O destino seguinte era o coração da própria Alemanha. Quando cruzou o Reno, Patton violou novamente ordens que proibiam o 3º Exército de atravessar o rio. Uma noite, ouvindo uma transmissão da BBC, escutou um discurso de Churchill atribuindo ao britânico General Montgomery a façanha de ser o primeiro militar a atingir o Reno. Patton enfureceu-se e, diante dos auxiliares, arriou as calças e urinou no Reno gritando: Eu fui o primeiro!
Patton possuía muitos dons, contudo a diplomacia não era um deles. Após a Guerra, estacionado na Alemanha, criticou o processo de “desnazificação” e a remoção de antigos membros do partido nazista de posições políticas administrativas e governamentais. No entanto, as declarações politicamente incorretas resultaram na sua destituição do cargo de comandante dos Estados Unidos na Baviera. Foi transferido para o 15º Agrupamento, como forma de punição, o que marcou o fim de sua participação na Segunda Guerra. Em dezembro de 1945 quebrou o pescoço num acidente de carro que o deixou tetraplégico, vindo a falecer menos de duas semanas depois, aos 60 anos.
Fonte: Opera Mundi