sexta-feira, 31 de maio de 2013

MHR divulga resultado do concurso fotográfico “UPF, 45 anos transformando a cidade”

Foto: Gerson Soares
Fotografia “Núcleo Suzuki transformando a vida, gerando novos ritmos, criando talentos” foi a vencedora do concurso
O Museu Histórico Regional (MHR) da Universidade de Passo Fundo e a Prefeitura de Passo Fundo realizaram no último dia 27 de maio a escolha das fotografias vencedoras do concurso fotográfico “UPF, 45 anos transformando a cidade”. 

As fotografias foram eleitas por comissão julgadora composta pelo secretário de Desporto e Cultura José Ernani de Almeida, pelo diretor da Divisão de Cultura Pedro Almeida, pela representante da Vice-Reitoria de Extensão Noeli Zanella e pelas representantes do MHR e Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) Marlise Meyrer e Valquíria Cezar Ponciano.

Para o primeiro lugar foi selecionada a fotografia “Núcleo Suzuki transformando a vida, gerando novos ritmos, criando talentos”, de autoria de Gerson Soares; em segundo lugar ficou a fotografia “Ensinando e aprendendo sem fronteiras”, de Gerson Soares, e em 3º lugar, “A Jornada de Literatura transformando a Paisagem passo- fundense”, de Jonatan Longo.

As 14 imagens inscritas no concurso foram classificadas para compor a exposição “UPF, 45 anos transformando a cidade”, que será aberta ao público em 06 de junho. Sua abertura oficial será realizada no dia 11 de junho, às 18h30min, no MHR, com sessão de autógrafos do livro Eu e a UPF - Memórias. Na ocasião, os vencedores serão agraciados com brindes alusivos aos 45 anos da UPF.


A última entrevista de Manuel Bandeira

Numa tarde de março de 1964, três décadas depois de ter publicado o poema que lhe consagraria: “Vou-me embora pra Pasárgada”, o poeta Manuel Bandeira fala ao jornalista Pedro Bloch, em sua última longa entrevista
Ninguém sabe explicar como aquele homem, castigado, tantos anos, pela doença, não amargou. Disse Mário de Andrade: “Eu fico espantado de como há certos homens no mundo! Tu, por exemplo. Essa sublime bondade inconsciente, bem no íntimo, de quem nem sabe que é bom”. Vou além. Acho que Manuel Bandeira nem tem plena consciência de sua imensa envergadura de gente e poeta. Acho que, talvez, os quatro anos que viveu em sua terra, Recife, é que explicam, mais que os males, o homem de hoje. Diante de mim está o gigante de nossa poesia: Manuel Bandeira, em seu modesto apartamento, atulhado de livros e calor humano, na Avenida Beira-Mar, no Rio. Do bem que lhe querem todos, da ternura que desperta em quem dele se aproxima, basta dizer que Mário de Andrade só o tratava de Manu ou Manuelucho; Rodrigo Melo Franco de Andrade lhe deu o nome de Manula; Madame Blank, sua amiga de almoço de todo o dia, o trata de Mané. Creio que nunca ninguém teve tanto apelido, tanta gente querendo chegá-lo à sua amizade. (Edição e seleção de poemas Carlos Willian Leite).
Manuel Bandeira: Do Recife tenho quatro anos de existência consciente, mas ali está a raiz de toda a minha poesia. Quando comparo esses quatro anos de minha meninice a quaisquer outros quatro anos de minha vida é que vejo o vazio dos últimos.
Rua da União…
Como eram lindos os montes
das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame
de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade…
Manuel Bandeira: Meu nome todo é Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho. Fisicamente me pareço com mamãe (D. Francelina): míope, dentuça como eu; no resto sou como meu pai
Que importa a paisagem,
a Glória,
a baía,
a linha do horizonte?
— O que eu vejo é o beco
Manuel Bandeira: Sabe, que meu avô reprovou Castro Alves num exame? Erámos três irmãos. Os mais velhos (Antônio e Maria Cândida) já não existem. Saí do Recife com 2 anos. Deles nada recordo. Viemos pro Sul e com 6 (quando da revolta da Esquadra, em 1892) meu pai nos levou de volta pra casa de meu avô. Fui com 6 e voltei ao Rio com 10. Mas esses quatros anos… Essa coisa de viver, na infância, num lugar e, depois, ser arrancado dele, isola essa vida dentro da vida da gente.
Hoje não ouço mais as vozes
daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Manuel Bandeira: Papai, no Rio, não teve sorte. Aos 40 anos passou por crise religiosa. Dele recordo com intensidade o dia em que exclamou olhando, pra mim, menino de 6 anos: “É impossível que este menino não saiba ler”. Trancou-se comigo na biblioteca, por duas horas. Saí de lá lendo. Outra coisa que me tocou fundo foi ouvi-lo exclamar ao morrer: “Meu Jesus Cristinho!” E eu conto no poema: “Mas Jesus Cristo nem se ‘incomodou!’”
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Manuel Bandeira: Foi o livro de D’Amicis [Edmondo De Amicis, escritor italiano] uma das coisas que mais me marcaram. Ali descobri a literatura e a vida. Isto no Recife. No Rio, eu e meu irmão fomos fazer exame para o Ginásio Nacional (Pedro II). Na casa das Laranjeiras, onde morávamos, nunca faltou pão; mas a luta era dura. Nunca briguei com moleque da rua, mas me impregnei do realismo do povo. (Mais tarde conheci a Lapa.) Comecei fazendo versos pretensamente humorísticos. Com a puberdade, versos de amor. Meus namoros eram sempre calados, namoro de caboclo. E eu, menino ainda, vivia amando moças já feitas. Um dia perguntei a meu tio se Vésper rimava com Cadáver. Ele disse que não. Descobri, mais tarde, que meu ouvido é que estava certo. Tanto se rima consoantemente como toantemente e de outras maneiras. Aprendi que a boa rima é a que traz ao ouvido uma sensação de surpresa, não de raridade, senão de uma espécie de resolução musical. Como nas “Pombas” [poema de Raimundo Correia]: “Raia, sanguínea e fresca, a madrugada”. Entre outros eu tinha como colegas do Pedro II o professor [Antenor] Nascentes, o Artur Moses, o Souza Silveira, o Lopes da Costa. Acabei bacharel em Letras.
Ó caro ruído embalador,
Terno como a canção das amas!
Canta as baladas que mais amas,
Para embalar a minha dor
Manuel Bandeira: Como ainda não havia um bom curso de arquitetura no Rio (eu queria ser arquiteto) fui estudar em São Paulo. Aos 18 anos, nas férias do 1º ano para o 2° da Politécnica, fiquei tuberculoso. Durante muitos anos vivi provisoriamente. Hemoptises, tosse, febre, desesperança. Andei de ceca em meca, alopatia, homeopatia, e em junho de 1913 segui para um sanatório suíço (Clavadel). Meu pai ganhava um conto e novecentos. A passagem, ida e volta, custava 900 mil réis. O sanatório, com balcão e quarto, 360 mil réis que valiam 600 francos suíços. Lá fiquei até outubro de 1914. Com a guerra o franco dobrou e eu não pude continuar lá. Foi quando perguntei ao Dr. Bodmer: “Quanto tempo de vida o senhor me dá?” A resposta: “O senhor tem lesões teoricamente incompatíveis com a vida, mas nenhum sintoma alarmante. Pode durar uns cinco… dez anos”. Calcule! (“Então, doutor!, não é possível tentar o pneumotórax? — Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.”)
Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Manuel Bandeira: Na Suíça, conheci, como companheiro de sanatório, o poeta Paul Éluard e Gala [Gala Dalí], que veio a ser sua esposa e, atualmente, é a mulher de Salvador Dalí.
Não quero mais saber
do lirismo
que não é libertação.
Manuel Bandeira: Voltei. Mal tinha dado pra conhecer Paris. Só 44 anos depois pude voltar à Europa. Aqui no Rio eu ficava até tarde, deitado na praia, no Leme, diante das recriminações de todos. Em 1917 publiquei meu primeiro livro, “A Cinza das Horas”, 200 exemplares me custaram 300 mil réis. Em “Carnaval” (publicado em 1919), depois, eu dizia: “Quero beber! Cantar asneiras!”. Pois um crítico observou: “Conseguiu plenamente o que queria”. Nestes dois volumes e em “Ritmo Dissoluto” estão poemas feitos em estado de lucidez. A partir de “Libertinagem” é que me resignei à condição de poeta. Tomei cedo consciência de que era um poeta menor, consciência de minhas limitações. Devo dizer que aprendi muito com os maus poetas: o que devemos evitar.
Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.
No entanto há seguramente por ela
uma procissão de sombras.
Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.
Manuel Bandeira: Ao voltar da Suíça eu era um inválido. Basta dizer que papai passou pra mim o montepio de 500 mil réis. Depois dos 50 é que eu pude começar a trabalhar, a ganhar a vida. Fiscal de ensino. Depois fui lecionar Literatura no Pedro II, até 1942. San Tiago Dantas, posteriormente, me convidou para ensinar Literatura Hispano-Americana na Faculdade de Filosofia, onde permaneci até 1956. Traduzi muito, fiz muita crônica, crítica musical, crítica de arte. Mas, durante a minha doença, dependi de meu pai (até que morreu em 1921) e do montepio. Por falar em crítica musical, ocorre-me que sempre fui muito sensível ao desenho e à música. Na verdade, faço versos porque não sei fazer música. Quando morei na Rua do Curvelo conheci melhor Ribeiro Couto, que me aproximou da nova geração literária do Rio e de São Paulo: Ronald, Álvaro Moreyra, Di Cavalcanti, Mário e Oswald de Andrade. Em 1921 Mário veio ler aqui sua “Pauliceia Desvairada”. Foi a última influência que recebi. O que veio depois me encontrou calcificado. Também não quis participar da Semana da Arte Moderna. Pouco me deve o movimento. O que devo a ele é enorme. Mas eu falava de Ribeiro Couto, um dos responsáveis pela minha entrada para a Academia. No tempo da Rua do Curvelo era ele quem me ajudava a ajustar-me ao mundo dos sãos, porque a doença gerara em mim um sentimentalão.
Andorinha lá fora está dizendo:
— “Passei o dia à toa, à toa!”
Andorinha, andorinha,
minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…
Manuel Bandeira: Não. Nunca fui um antiacadêmico. O problema é que eu gostava de tomar minhas licenças com a língua. Não aceito que não se possa dizer “me dê isso”, “me dê aquilo” se até o Laet [Carlos de Laet] dizia. Nada mais gostoso que: “pra mim brincar”. Todos os brasileiros deviam querer falar como os cariocas que não sabem gramática. “Ele já mo deu”… é horrível! Horríveis também são quiçá e alhures. A Rua do Curvelo me ensinou muitas coisas. Foi ali que, vendo os moleques de rua, reaprendi os caminhos da infância. A mim sempre agradou o coloquial e até o baixo calão.
Meu coração está sedento
De tão ardido pelo pranto.
Dai um brando acompanhamento
À canção do meu desencanto.
Manuel Bandeira: Em 1921, papai morto, continuei vivendo com 500 mil réis. Outro dia, fui comprar um queijo: custava 550! Em 1940, houve vaga na Academia, Ribeiro Couto voltou à carga. Eu, inspetor de ensino, tinha perdido o montepio: — os 500 mil réis exatos com que a Academia me acenava. Juntei o meu desejo de segurança ao respeito pela Academia e venci o medo de conspurcá-la com os meus pronomes. (Fora dali, onde só tenho amigos diletos, faço programas e crônicas para a Rádio Ministério da Educação.)
É que na tua voz selvagem,
Voz de cortante, álgida mágoa,
Aprendi na cidade a ouvir
Como um eco que vem na aragem
A estrugir, rugir e mugir,
O lamento das quedas-d’água!
Manuel Bandeira: Um dos mais chegados é o Rodrigo Melo Franco de Andrade. Almoço todos os dias com uma cara amiga, de sadios 84 anos, Madame Blank. Já ao Drummond eu quero um bem imenso, mas nunca sentei na mesa dele pra almoçar. Nem ele na minha. Nos admiramos muito, mas não temos convivência doméstica.
Se queres sentir a felicidade de amar,
esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Manuel Bandeira: A minha poesia tem tomado um aspecto, assim de preparação para a morte. Estou com 77, vou fazer 78 em abril. Nasci a 19 de abril de 1886. Me sinto cansado. Faço algumas outras coisas, mas só no chão da poesia piso com alguma segurança. Estou perdendo a curiosidade. Prefiro ficar em casa a viajar. Do que imaginei ver só “Ronda Noturna”, de Rembrandt, ultrapassou a expectativa. As obras de arte, “Vênus de Milo” e o resto, de tão divulgadas, já não constituem mais surpresa. Não tenho a menor curiosidade pelo Oriente. Me sinto cem por cento Ocidental.
Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província.
Manuel Bandeira: Posso dizer que pouco se me dá, quando morrer, morrer completamente para sempre na minha carne e na minha poesia. Entretanto, já não será possível, para alguns de meus versos, aquela serena paz da morte absoluta, não por virtude própria, mas por culpa de Villa-Lobos (o primeiro a musicar verso meu), Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Lorenzo Fernandez, Jaime Ovalle, Radamés e tantos outros. Gosto de ser traduzido, de ser musicado, de ser fotografado. Criancice? Deus conserve minhas criancices.
Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.
Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão — felizes! — num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade
do que do espanto da morte.
Manuel Bandeira: Espiritualmente… minha filosofia é a de Einstein. “Minha religião — disse ele — consiste numa humilde admiração pelo espírito superior e sem limites que se revela nos menores detalhes que possamos perceber com nossos frágeis espíritos. Essa profunda convicção sentimental da presença de uma razão poderosa e superior revelando-se no incompreensível universo — eis a minha ideia de Deus.” Quando li isto, disse comigo mesmo: “É exatamente o que eu sinto”. Não compreendo a negação absoluta de Deus. Como é que veio essa coisa que não começa nem acaba? Tempo infinito… Espaço infinito… Uma coisa absurda que, no entanto, existe!
O pardalzinho nasceu
Livre. Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou
No jardim; a alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!
Manuel Bandeira: Não sei por que, hoje em dia, tenho pudor de fazer poemas de amor. Muitas vezes, isto se reflete na minha poesia. Não digo tudo, por discreto e a muitos parece hermético. É como se não quisesse que os outros entrassem na minha confidência, no meu segredo. Amei, sim. Mas casar não pude. Primeiro era a saúde. Depois… Minhas finanças. Meus amores não podiam levar-me ao casamento com quinhentos mil réis de montepio.
Aquele pequenino anel que tu me deste,
— Ai de mim — era vidro e logo se quebrou…
Assim também o eterno amor que prometeste,
— Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.
Entrevista concedida ao jornalista Pedro Bloch e publicada na revista “Manchete”, em março de 1964, e republicada no livro “Pedro Bloch Entrevista”, Bloch Editores, em 1989.
Fonte: Revista Bula

1778 - Morre Voltaire, filósofo que inspirou a Revolução Francesa

"Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las".
Voltaire, em uma crítica ao livro “O Contrato Social”, de Jean Jacques Rousseau.

Wikimedia Commons
Voltaire, o escritor mais célebre da época do rei Luis XV, morre em Paris, em 30 de maio de 1778, aos 84 anos.

Nascido em 21 de novembro de 1694, filho de um notário, François Marie Arouet cursa excelentes estudos clássicos no Colégio de Clermont, em Paris. Seu padrinho, o abade de Chateauneuf, o apresenta à cortesã Ninon de Lenclos, então com mais de 90 anos, quem, seduzida pelo adolescente, o faz herdeiro de seu testamento.

O jovem abandona os estudos de direito em favor da libertinagem e a literatura, pondo em seu proveito um peculiar estilo literário e um insuperável talento para o deboche.

Um epigrama troçando de pretensos amores incestuosos do príncipe regente lhe valeu uma primeira estada na Bastilha em 1717.

Libertado, passa três anos na Inglaterra. Ao regressar publica "Cartas Filosóficas" ou "Cartas Inglesas" (1734) em que faz apologia do sistema político inglês para melhor ressaltar as fraquezas da monarquia francesa.

Prudente, Voltaire se retira por algum tempo ao castelo de Cirey, na Lorena, na casa de sua nova amante, Emilie du Chatelet, mulher excepcional que lhe obriga a fazer uma exceção à sua conhecida misoginia.

Acumula grande fortuna devido às suas obras literárias e especulações financeiras bem-sucedidas. Em 1729 leva a cabo um golpe de mestre comprando todos os bilhetes de uma loteria.

Graças ao apoio da marquesa de Pompadour, é chamado a Versalhes, nomeado historiógrafo do rei Luis XV e ingressa na Academia Francesa em 2 de maio de 1746. Torna-se a personalidade mais destacada da Europa e apelidado de "Rei Voltaire".
Wikimedia Commons - Túmulo de Voltaire no Panteão

Porém, a morte de Emilie em 1749 o afeta duramente. Como começa a sofrer a concorrência de uma nova geração de "filósofos", viaja para a Prússia a convite do rei Frederico II. Luis XV não resiste: "Será um louco a mais na corte da Prússia e um louco a menos na minha".

Voltaire chega em 10 de julho de 1750 a Berlim, uma cidade nova e em pleno progresso, ainda muito marcada pela origem francesa de seus primeiros habitantes, os huguenotes perseguidos por Luis XIV.

O francófilo rei da Prússia nomeou para a chefia da Academia de Berlim o astrônomo Maupertuis, quem havia sido amante da madame Chatelet e com quem Voltaire estava em conflito permanente.

O prestigioso escritor é acolhido com toda a consideração no Palácio de Potsdam. Recebe do rei uma pensão mensal de 20 mil libras. O soberano o convida todas as noites para a ceia e lhe pede para corrigir seus textos em francês.

Vale-se de Voltaire para que a opinião pública francesa se esqueça de sua política de agressão e para ostentar a imagem de um "déspota esclarecido".

Quando Frederico II manda recolher e queimar em praça pública , em 24 de dezembro de 1752, um panfleto de Voltaire contra seu inimigo íntimo, Maupertuis, o copo transborda. Certa noite, o rei faz chegar ao filósofo esta mensagem: "Seu coração é cem vezes mais horroroso que sua mente, que é bela". Na página dedicada à resposta, Voltaire solta: "Vai se f ...!". Voltaire sai lépido de Berlim mas os contratempos não terminam.

Fica preso em Frankfurt durante vários dias e lhe são sequestrados os manuscritos do rei que havia levado consigo.

De retorno à França, Voltaire retoma a polêmica com Rousseau e sua guerra permanente contra a Igreja Católica e os jesuitas.

Temendo a cólera do rei, instala-se em 1755 em Delices, perto de Genebra, depois em  Ferney, a dois passos da fronteira, com sua amante que é também sua sobrinha, a viúva Denis.

O afastamento da capital não o impede de receber todos os grandes espíritos da Europa e mesmo da América. É em Ferney que recebe a viúva de Jean Calas, um protestante injustamente condenado à morte e executado em Toulouse. Aos 68 anos, já desinteressado dos erros da Justiça, percebe no caso uma boa ocasião de atacar a Igreja. Valendo-se de sua pena e de suas relações, iria obter a reabilitação.

Sua reputação de "filósofo" e de crítico irônico da injustiça e da arbitrariedade lhe vale de seus contemporâneos uma quase apoteose. A população parisiense o recebe em triunfo quando regressa à cidade quatro meses antes de sua morte. Teve, ainda em vida, a satisfação de ver coroar seu próprio busto sobre a cena do Teatro Francês.

Em 11 de julho de 1791, no começo da Revolução, que ele provocou sem tê-la desejado, seus restos são transportados com grande pompa à igreja Sainte-Geneviève, transformada em necrópole sob o nome de Pantheão. A ele ali se junta, três anos mais tarde, seu velho adversário, Rousseau.

A posteridade faz de Voltaire o primeiro dos intelectuais e um campeão da tolerância, dos direitos humanos e da liberdade de pensamento.

Por razões particulares, esse escritor e homem do mundo alimentava um ódio feroz em relação às religiões e particularmente à Igreja Católica à qual só se referia em seus textos com a abreviatura: "L’Inf" de L’Infâme (A Infame).

Em matéria de humanidade, contudo, Voltaire destoaria, em nosso dias, com fórmulas inequivocamente racistas: "Só a um cego se permite duvidar que brancos, negros, albinos, hotentotes, lapões, chineses e indígenas são raças inteiramente diferentes" (Ensaio sobre os Costumes e o Espírito das Nações, 1756), ou depreciativos em relação aos humildes: "Parece-me básico que os mendigos são ignorantes" (carta de 1º de abril de 1766).
Fonte: Opera Mundi

1740: Coroação de Frederico, o Grande

Em 31 de maio de 1740, o príncipe herdeiro Frederico da Prússia, então com 28 anos, subiu ao trono prussiano. Monarca absolutista e quase onipotente, dirigiu o país com firmeza.
Frederico 2º, rei da Prússia
Uma mensagem urgente foi recebida pelo príncipe Frederico a 31 de maio de 1740. Seu pai estava no leito da morte e ele deveria dirigir-se imediatamente a Potsdam.
A morte de Frederico Guilherme 1º e a ascensão de seu filho simbolizou o início de uma nova era na Prússia. Foi o florescimento das artes, o surgimento do "rococó fridericiano", como ficou conhecida esta época na Alemanha. Ao mesmo tempo, o novo monarca iniciou três guerras europeias.
O pai lhe havia deixado um país dividido, politicamente insignificante, mas cofres cheios e um exército exemplar para a época. Frederico 2º soube tirar proveito de ambos para conquistar posição entre as potências da Europa.
Já em dezembro de 1740, poucos meses após subir ao poder, ordenou a invasão da Silésia e incorporou uma importante região econômica. Depois disso, dedicou-se ao desenvolvimento interno, iniciando a construção de seus esplêndidos castelos em Potsdam e Berlim.
Ao mesmo tempo, atraiu conhecidos artistas para sua corte, atenuou a censura e promoveu reformas no sistema de ensino e na Justiça. A tortura foi banida e qualquer ser humano, fosse nobre ou mendigo, passava a ter direitos iguais.
Inspirado pelo Iluminismo, o soberano reformista transformou a Prússia num dos países mais progressistas de seu tempo. Em primeiro lugar, ele valorizava o princípio da tolerância religiosa, o que é admirável numa época de grande influência da Igreja Católica.
Tolerância religiosa para aumentar população
Ao aceitar os "refugiados" religiosos de outros países, como os huguenotes, Frederico 2º conscientemente estava promovendo a "colonização" da Prússia, pois a mão de obra era necessária para o seu desenvolvimento econômico.
Visando a facilitar a colonização, o soberano incentivou e financiou grandes projetos de assentamento, em que regiões pantanosas foram saneadas, florestas derrubadas e até rios desviados de seu leito.
Esta fase de crescimento econômico da Prússia sofreu uma interrupção repentina em 1756: Frederico 2º envolveu-se numa guerra que duraria sete anos e deixaria metade da Europa em ruínas. "O rei prussiano havia iniciado a guerra com a invasão da Saxônia, que havia se aliado ao Império Austríaco e à Rússia para desmantelar a Prússia", explica Burkhardt Göres, da Fundação Castelos e Jardins Prussianos.
A guerra acabou sem vitoriosos. Por se impor bravamente frente aos inimigos mais fortes, Frederico recebeu de seu povo o respeitoso aposto "o Grande". Ele, entretanto, preferia chamar-se "serviçal de seu país".
Frederico 2º governou a Prússia por mais 25 anos. Ao falecer, em 1786, deixou, da mesma forma como o pai, os cofres cheios e um exército imbatível. Seu império, entretanto, havia se expandido e se tornado potência europeia. Ainda hoje, o soberano é chamado, com um certo carinho, de Alter Fritz(velho Fritz) pelos alemães.
Fonte: DW

31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco

31/05/2013 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


Pelo menos 6 milhões de pessoas morrem todo ano, em decorrência do consumo contínuo do cigarro. Os dados são da Organização Mundial de Saúde, que instituiu, em 1987, o Dia Mundial sem Tabaco para conscientizar sobre os perigos do uso do tabaco e as estratégias das companhias para seduzir os jovens a iniciar no tabagismo. Desde então, a organização aproveita a oportunidade para apresentar ações desenvolvidas para controlar a epidemia mundial do tabagismo, promovendo o direito à saúde e à vida saudável e proteger as gerações presentes e futuras.

Este ano, o tema da campanha é “A Interferência da Indústria do Tabaco”.


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Fonte: JBlog

Iraque vive nova onda de violência com centenas de mortos

Nesta quinta-feira (30/05), foram 11. Somente nos últimos sete dias, 166. Levando em conta abril – o mês mais violento do ano –, mais de 700. Apesar de o número de mortos crescer de forma assustadora no Iraque, não se pode dizer o mesmo sobre a atenção mundial dada ao país, invadido pelos Estados Unidos há pouco mais de 10 anos. 
Efe (28/05/2013)

Família iraquiana caminha em frente a praça de Bagdá onde pelo menos sete pessoas foram mortas e 34 ficaram feriadas

Fora dos holofotes, os iraquianos sofrem, desde o princípio do ano, com um aumento da violência, cujo início coincide com uma mobilização da minoria sunita – um quinto da população total – para denunciar a marginalização que sofre por parte governo, dirigido pelos xiitas, e deixa pairar um ressurgimento do conflito civil que eclodiu após a invasão norte-americana.

O cenário atual lembra os piores dias da violência sectária que, entre 2005 e 2007, matava uma média de três mil pessoas todos os meses no país. “É errado dizer que nos aproximamos de uma guerra civil”, disse um político iraquiano ao jornalista Patrick Cockburn, da revista norte-americanaCounterPunch e autor de Muqtada: Muqtada Al-Sadr, the Shia Revival, and the Struggle for Iraq. “A guerra civil já começou.”

Em artigo no qual defende que a guerra no Iraque tem potencial de ser pior do que a síria, Cockburn ressalta que a escalada de violência começou em 23 de abril, quando 36 manifestantes sunitas em Hawijah foram mortos. Ele também lembra o ressurgimento da al-Qaeda, grupo sunita fundamentalista, responsável por matar a maioria dos 1.500 iraquianos na violência política somente neste ano.
“Os membros conseguem agora se deslocar livremente na província de Anbar onde há um ano eram um movimento clandestino secreto. Na província vizinha de Kirkuk, militantes da al-Qaeda ocuparam a cidade de Sulaiman Bec, mataram o chefe da polícia, invadiram a esquadra e partiram levando as armas; depois definiram uma trégua com o exército iraquiano”, pontuou.

O jornalista sublinha que, no passado, as bombas eram geralmente dirigidas aos xiitas, mas nas semanas recentes os alvos têm sido as mesquitas e cafés sunitas. “Antes podíamos escapar para a Síria, mas com a violência de lá para onde podemos ir?” perguntou um iraquiano. “Não há saída.”
Governo

A forma como o governo de primeiro-ministro Nouri al-Maliki está lidando com a onda de violência é alvo de críticas. O político xiita frequentemente acusa os manifestantes sunitas de serem terroristas, financiados por outros países, sem levar em conta o sofrimento real de parte dessa população. Para Cockburn, “Maliki cometeu um erro de cálculo ao acreditar que, comprando tempo, os protestos sunitas iriam esmorecer e poderiam assim dividir a liderança sunita com promessas de dinheiro e empregos”.

O atual governo é formado por uma aliança entre xiitas e curdos que, antes da invasão dos EUA em 2003, eram oprimidos pelo regime sunita de Saddam Hussein. De acordo com o jornalista norte-americano, esse laço político está desgastado. “Não queremos ter aqui uma segunda Síria e estamos indo nessa direção. O incêndio está ficando feio e não temos muitos bombeiros”, afirmou a Cockburn o chefe de gabinete do presidente do GRC (Governo Regional do Curdistão), Fuad Hussein.

"Quando a última brigada de combate dos EUA deixou o Iraque em dezembro de 2011, previa-se que fosse o fim de uma era. Mas historiadores sabem que os conflitos não terminam por decreto presidencial ou deslocamento de soldados. O Iraque, simplesmente, entrou em nova fase do mesmo conflito; e EUA, Reino Unido e outros continuam a ser partes ativas desse conflito", analisou Ramzy Baroud, analista sobre Oriente Médio. "Ao longo dos anos, muita gente fora do Iraque – como aconteceu em relação a outros conflitos de alta violência prolongada, com cadáveres contados aos milhares – foi se insensibilizando. Quanto maior o número de cadáveres, menos importantes as vidas que se perdem."
Fonte: Opera Mundi

Alemanha amplia indenização a sobreviventes do Holocausto

Em negociações com representantes judaicos, governo alemão decidiu repassar mais 800 milhões de euros a sobreviventes da perseguição nazista. A quantia é destinada principalmente à assistência aos idosos.
A Alemanha disponibilizou mais 800 milhões de euros para a indenização de sobreviventes do Holocausto. O dinheiro será repassado entre 2014 e 2017, informou a Jewish Claim Conference (JCC) que defende os direitos dos sobreviventes da perseguição nazista. A quantia beneficiará 56 mil pessoas que vivem em 46 países.
A ajuda financeira é destinada para despesas sociais, médicas e de alimentação. O aumento da contribuição do governo alemão possibilitará que outras 90 mil pessoas possam participar de programas sociais e recebam um auxílio transporte. O Ministério das Finanças alemão e a JCC chegaram a um acordo sobre o aumento do valor após longas negociações.
Dessa forma, a Alemanha se empenha para cumprir suas obrigações históricas com as vítimas do Holocausto, ressalta o chefe das negociações, Stuart Eizenstat, ex-embaixador dos Estados Unidos. Para Eizenstat a resposta positiva do governo alemão impressiona, perante a atual política do país de contenção de gastos.
O dinheiro assegura que os sobreviventes do Holocausto vivam seus últimos anos com dignidade, reforça Eizenstat. O presidente da Central dos Judeus na Alemanha, Dieter Graumann, elogiou a decisão. O acordo é um investimento concreto em direitos humanos, afirmou Graumann ao jornalJüdische Allgemeine. Segundo ele, muitos dos sobreviventes vivem na pobreza e dependem diretamente dessa indenização.
Segundo a JCC, o acordo com a Alemanha prevê a mudança dos critérios para o pagamento das indenizações. Cerca de 2 a 3 mil sobreviventes do Holocausto que vivem nos chamados guetos no leste europeu poderão reivindicar uma pensão a partir de 2014. Isso custará de 7 a 11 milhões de euros.
Esses guetos, como em Chernivtsi na Ucrânia ou em muitas regiões da Bulgária, não haviam sido cercados e isolados na época do nazismo. Mesmo assim, seus moradores precisavam usar a Estrela de Davi, eram vigiados e tinham os mantimentos racionados.
Em 1952, a Alemanha se prontificou a indenizar as vítimas do regime nazista. Esse valor é negociado regularmente com a JCC e outras organizações judaicas. Segundo estatística do governo alemão, 500 mil sobreviventes do Holocausto vivem em todo o mundo.
Segundo a JCC, desde a década de 1950, a Alemanha já destinou cerca de 70 bilhões de euros às indenizações.
CN/dpa/afp/rtr

DW.DE

Antissemitismo mancha imagem do reformador Martinho Lutero

Nos preparativos para os 500 anos da Reforma, a Igreja Evangélica da Alemanha se vê confrontada com as declarações contra os judeus feitas pelo reformador Martinho Lutero. E opta por não esconder esse lado sombrio.
Tolerância é o tema central da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD, na sigla em alemão) ao longo deste ano e um dos principais temas a serem abordados pela igreja até 2017, quando se celebram os 500 anos da Reforma Protestante.
Mas, apesar dessa ênfase, o iniciador da Reforma, o alemão Martinho Lutero, demonstrou forte oposição à religião judaica, especialmente alguns anos antes de sua morte, em 1546.
Naquela época, Lutero chegou a pedir que ateassem fogo às sinagogas e escolas judaicas, além de afirmar que os judeus deveriam ter as casas destruídas, assim como os bens e livros religiosos apreendidos.
A teóloga Margot Kässmann, ex-presidente do Conselho da EKD, foi a mais recente especialista a apontar a contradição entre as raízes históricas e o posicionamento atual da Igreja Evangélica, cujo marco inicial são as 95 teses que – diz a lenda – Lutero afixou na parede da Igreja do Castelo de Wittenberg em 1517. Nos escritos, ele propunha uma reforma no catolicismo romano.
Kässmann escreveu um artigo no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, no qual disse que, com idade mais avançada, Lutero foi "um exemplo assustador do cristianismo antijudaico". A teóloga ainda enfatizou que a comemoração do aniversário da Reforma deve citar as suas conquistas sem ignorar esse lado sombrio.
Decepcionado com os judeus
Kässmann apontou contradição em artigo para um jornal
O reformista não foi sempre contra a religião judaica. De acordo com o historiador holandês Herman Johan Selderhuis, Lutero esperava que os judeus se convertessem ao cristianismo – o que não aconteceu. Para Selderhuis, a decepção foi um dos motivos para que Lutero começasse a hostilizar os judeus.
Mas ele não era o único a pregar o antijudaísmo. Também outros teólogos reformadores, bem como representantes da Igreja Católica e humanistas famosos, como Erasmo de Roterdã, ofendiam a religião judaica. Em entrevista à DW, Selderhuis afirma que Erasmo de Roterdã elogiava a França porque lá havia poucos judeus.
A convocação de Lutero para incendiar as sinagogas não surtiu efeito no século 16. Em 1938, no entanto, os nazistas adotaram a parte dos escritos de Lutero que era hostil aos judeus. Postas em perspectiva, as palavras do reformista ajudavam a justificar o que ficou conhecido como "Noite dos Cristais" (ou Reichskristallnacht) – quando inúmeras sinagogas foram incendiadas.
O historiador adverte, porém, que Lutero não pode ser visto como um dos responsáveis pelo assassinato de milhões de judeus durante o Holocausto. "É claro que, na década de 30, foi muito fácil usar o que Lutero disse e escreveu como propaganda antissemita", comenta Selderhuis, que é protestante. Ele explica que é importante distinguir entre o antijudaismo de fundo religioso de Lutero e a ideologia racista antissemita. "O antissemitismo é sobre ser contra o judeu como pessoa, contra a sua origem e a sua existência como judeu."
As declarações de Lutero voltavam-se contra a fé dos judeus. "Ele é contra a religião judaica e a recusa dos judeus de se aproximar de Cristo", aponta Selderhuis. De acordo com ele, nas palavras de Lutero não há nada que mencione a ideia de eliminar um povo inteiro.
Também Kässmann salienta que Lutero não poderia prever que suas palavras seriam usadas pelos nazistas, séculos depois.
"Sobre os judeus e suas mentiras": capa do livro de Lutero (1543)
Polêmica ainda viva
Até hoje, as declarações de Lutero sobre os judeus provocam reações diversas. O artigo de Kässmann, embaixadora das celebrações dos 500 anos da Reforma Protestante marcadas para 2017, foi muito comentado no site do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.
Alguns minimizam a polêmica ou defendem Lutero, situando as colocações do reformador no contexto social do século 16. Outros dizem não compreender como a EKD pode ter um inimigo dos judeus como pilar. Um leitor escreveu que uma pessoa como Lutero não serve como fundador de uma igreja cristã que propaga o amor ao próximo.
Também Kässmann vê duas linhas nas críticas ao seu artigo. "De um lado, há aqueles que defendem que o caráter evangelista, o protestantismo de Lutero deve ser posto em primeiro plano", explica.
Mas outros se mostram decepcionados com a faceta sombria de Lutero. Ele seria não apenas um inimigo dos judeus, mas também dos turcos. Os xingamentos de Lutero contra a Igreja Católica dificultariam os avanços no ecumenismo. Os seguidores dessa posição defendem que a Igreja Evangélica se distancie de Lutero e dê o menor destaque possível às suas ideias sobre os judeus.
Para a ex-presidente do Conselho da EKD, o mais difícil é encontrar uma maneira de deixar claro que não se trata de celebrar um jubileu exclusivamente alemão e de Lutero, mas de um jubileu internacional e ecumênico da Reforma.
A teóloga ainda enfatiza que é sempre melhor reconhecer os erros do passado. E que, hoje, a Igreja Evangélica prega que um ataque aos judeus é também um ataque aos protestantes.

DW.DE

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PPGH convida para defesa de dissertação


Na próxima semana Rio Grande antigo em discussão


Compreender o povoamento, os primeiros núcleos habitacionais e remanescentes nestes espaços do Rio Grande do Sul, através de palestras, leitura de textos e viagem de estudos.

O Seminário transcorrerá no auditório da Biblioteca Central, nos dias 3 e 4 de junho a partir das 19 e 30. É um oportunidade importante de conhecer o povoamento luso-brasileiro inicial do estado do Rio Grande do Sul, o qual se desenvolveu em grande parte ao longo da bacia do rio Jacuí. bem como discutir a respeito da condição de patrimônio histórico e arquitetônico dos século XVIII e XIX. Portanto, trata-se de vivenciar tanto a história quanto a memória da região.


O não pagamento integral até o dia 4 de junho implicará a exclusão do aluno da viagem. 


Seminário  - Auditório da Biblioteca

03/06/ (Segunda-feira)

a) Povoamento ameríndio, reduções jesuíticas, a fronteira Guaíba-Jacuí, Rio Pardo e a conquista das Missões. Prof. Dr. Tau Golin
b) Povoamento luso-brasileiro no século XVIII. Prof. Dr. Adriano Comissoli
c) Imigração europeia no vale do Jacuí. Profa. Dra. Rosane Neumann

04/06/ (Terça-feira)

d) A Igreja Católica no Rio Grande do Sul: atribuições religiosas e civis (XVIII-XIX). Profa. Dra. Gizele Zanotto
e) Arquitetura, igrejas e arte. Profa. Dra. Jacqueline Ahlert
f) Urbanização e modernização: a imprensa no XIX (primeiras décadas). Prof. Dr. Álvaro Antônio Klafke

Textos de leitura orientada.
Alunos deverão entregar um texto, com temática de livre escolha referente ao seminário e viagem, em até 60 dias após a realização do evento.


Certificados: 20 horas para participantes do seminário

Coordenadores: Profs. Tau Golin, Adriano Comissoli e Jacqueline Ahlert

30 de maio de 1920: A Santa Joana D´Arc

30/05/2013 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano



Mártir francesa canonizada em maio de 1920, quase cinco séculos depois de sua morte, a jovem de origem camponesa Joana D´Arc foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos (1337 e 1453), conflito fomentado por disputas territoriais e comerciais entre França e Inglaterra. Joana se tornou um símbolo do nacionalismo francês, na luta contra os ingleses. Dizem que tinha poderes místicos, que lhe permitiam ter visões e ouvir vozes de santos que lhe enviavam mensagem, as quais lhe orientariam à frente do Exército durante o enfrentamento.

Temendo a ameaça que significava sua liderança, os ingleses arquitetaram um plano e promoveram sua prisão baseados nos princípios da Inquisição, alegando tratar-se de uma bruxa, herege. Interrogada sobre sua conduta e pressionada a se retratar perante um tribunal da Igreja, mesmo sob tortura, ela teve a coragem de declarar que havia sido enviada por Deus para salvar a França dos ingleses. Condenada, foi queimada viva em Ruão em 1431. Suas cinzas foram espalhadas na correnteza do Rio Sena.

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Fonte: JBlog

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Acervo de jornais operários e anarquistas digitalizados

Fonte: Biblioteca Terra Livre





A Biblioteca Terra Livre busca em suas atividades realizar palestrasconferências,grupos de estudocineclubesmini-cursoscolóquios e feiras com o objetivo de cada vez mais propagar o Ideal Anarquista.





 Outro objetivo da Biblioteca é também, inclusive, preservar a memória do movimento anarquista e apoiar pesquisas que tenham como objeto de estudo o Anarquismo. Por isso que neste site disponibilizamos e atualizamos continuamente a sessão de jornais operários e anarquistas.






 Nossa última atualização foi incluir 4 números do jornal “A Rebelião“. Neste jornal semanário colaborava Adelino de Pinho, João Penteado, Florentino de Carvalho, João Crispim e muitos outros. Esse jornal tinha como objetivo propagandear a ideia Socialista-Anarquista entre os trabalhadores, já que era escrito por trabalhadores para trabalhadores.





Os jornais aqui disponibilizados tem como finalidade colaborar, mesmo que humildemente, com as pesquisas que estão em curso e as que virão.

Memória é Luta!