terça-feira, 30 de abril de 2013

UPF promove Ciclo de debates sobre história, memória e judiciário

Foto: Reprodução
Aproximar pesquisadores e representantes do Poder Judiciário é um dos objetivos do ciclo de debates
O curso de História, o Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) e o Arquivo Histórico Regional (AHR) da Universidade de Passo Fundo (UPF) promovem, no dia 23 de maio, o Ciclo de debates História, Memória e Judiciário. A atividade ocorre na Academia Passo-Fundense de Letras (APL) e no Arquivo Histórico Regional (AHR).

O evento, destinado a estudantes, profissionais do Direito e demais interessados, visa estabelecer e consolidar o diálogo entre pesquisadores e representantes do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, consolidar as pesquisas sobre o poder judiciário no PPGH, divulgar o acervo do AHR e suas possibilidades como fonte de pesquisa, e instigar o debate sobre história, memória e judiciário, de forma qualificada e contínua.

Programação e inscrições
A programação conta com diversas atividades que se estendem durante todo o dia. Entre elas, às 14h30min na APL, haverá a mesa redonda Memória e Judiciário, com o juiz federal Giovani Bigolin (juiz federal, diretor do Foro de Passo Fundo), o juiz Eduardo Tonetto Picarelli (juiz federal, diretor do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul), a professora Marluza Marques Harres (ANPUH/RS) e a professora Gizele Zanotto (UPF). O debate será mediado pelo reitor da UPF, professor José Carlos Carles de Souza. A programação completa pode ser encontrada no sitehistoriaupf.blogspot.com.br.


Interessados em participar poderão se inscrever no dia do evento, na APL, localizada na Avenida Brasil Oeste, 792, Centro. O investimento é de R$ 20,00 e será emitido certificado para os participantes que frequentarem os dois turnos.

Mais informações podem ser obtidas através do telefone (54) 3316-8336, pelo e-mail iropm@upf.br e no site historiaupf.blogspot.com.

Movimentos prometem nova onda de protestos contra austeridade na Europa

Protestos terão como alvo os governos nacionais e os credores internacionais; movimentos responsabilizam o controle fiscal das despesas públicas como a principal razão da crise
29/04/2013
Gilberto Costa*
Correspondente da Agência Brasil/ EBC
Movimentos sociais em Portugal, na Espanha, Grécia, no Chipre, na França e Alemanha prometem fazer no dia 1º de junho, um sábado, a maior manifestação contra as políticas de austeridade que afetam diversos países da Europa, especialmente do Sul do continente.
Os protestos terão como alvo os governos nacionais e os credores internacionais, a chamada Troika, formada pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comunidade Europeia. Na internet, os movimentos sociais responsabilizam o controle fiscal das despesas públicas, exigido por essas instituições, como a principal razão da crise que causa desemprego em massa na região.
Esta não é a primeira vez, desde o início da crise econômica internacional, que manifestantes tentam mobilizar a população de diversos países da Europa contra a austeridade. Em novembro do ano passado, Portugal e Espanha fizeram um greve geral conjunta no mesmo dia em que houve protestos em mais de 20 países.
De lá para cá, no entanto, a situação econômica se agravou. Portugal se aproxima da marca de 1 milhão de pessoas desempregadas e a Espanha anunciou ter mais de 6 milhões e 200 mil pessoas sem emprego.
Para abrandar a recessão (queda da atividade econômica medida em torno de 3% do Produto Interno Bruto), o governo anunciou, na semana passada, um pacote de medidas com o objetivo de reduzir impostos e aumentar o financiamento do setor industrial, de pequenas e médias empresas, de atividades econômicas com vocação exportadora.
Segundo dados compilados pela site Conhecer a Crise, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, cerca de 30% da capacidade produtiva da indústria de transformação em Portugal estão ociosos - um de cada dez euros que as empresas de diversos setores devem aos bancos está em atraso. Entre as empresas da construção civil, a inadimplência se aproxima de 20% do valor total dos empréstimos tomados.
Apesar dos indicadores econômicos e da mobilização social contra a austeridade, os credores internacionais esperam que Portugal adote cortes permanentes de gastos públicos. Segundo a emissora pública RTP, o Conselho de Ministros volta a se reunir amanhã (30) para discutir as demissões e a redução de salários de funcionários públicos, o aumento na idade de aposentadoria e a extinção de direitos trabalhistas.
Os cortes visam a diminuir o déficit público e o anúncio das medidas é considerado condição para que Portugal receba, no próximo mês, 2 bilhões de euros do empréstimo da Troika e possa ter mais sete anos para iniciar o pagamento da dívida externa.
*Com informações da Rádio e Televisão de Portugal – RTP
Fonte: Brasil de Fato

1864 – É aberto o primeiro colégio afro-americano dos EUA, na Pensilvânia


Por meio de um decreto da legislatura do estado da Pensilvânia, datado de 29 de abril de 1864, é constituído o Ashmun Institute, o primeiro colégio criado especialmente para estudantes afro-americanos.
Wikicommons
Criado em 1854, na Pensilvânia, o Ashmun Institute proporcionava estudo de graça para jovens negros norte-americanos 

Estabelecido em meio às ondulantes campinas de Chester, condado do sul da Pensilvânia, o Ashmun Institute teve o seu nome designado em homenagem a Jehudi Ashmun, o agente dos Estados Unidos que ajudou a reorganizar e preservar a combativa colônia afro-americana na África que posteriormente evoluiu para a independente nação da Libéria.

O Ashmun Institute, instituído para fornecer formação teológica, clássica e científica para os filhos das famílias negras norte-americanas, abriu suas portas em 1º de janeiro de 1865. John Pym Carter foi indicado como o primeiro presidente do colégio. Em 1866, o nome da instituição foi mudada para Lincoln University em homenagem ao presidente Abraham Lincoln, que havia liderado a abolição da escravatura e que tinha sido recentemente assassinado.

Antes da Guerra de Secessão, educação formal de nível médio para estudantes afro-americanos era vitualmente inexistente. Os raros que haviam recebido educação escolar, como Fredrick Douglass, com frequência estudaram em estabelecimentos informais e por vezes hostis aos negros. Muitos deles, ansiosos por avançar em seus conhecimentos, tiveram que se contentar com um completo autodidatismo.

Existiam algumas escolas de ensino fundamental, como o Instituto para os Jovens de Cor, estabelecimento de ensino criado por um grupo de quakers da Filadélfia e cujas atividades se iniciaram no começo dos anos 1830. Uma educação colegial também estava disponível à época para um limitado número de estudantes negros em escolas como o Oberlin College em Ohio e o Berea College no Kentucky.

Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Como um espião comunista derrubou o chanceler Willy Brandt


Numa ironia histórica, em maio de 1974 o agente da RDA Günter Guillaume provocou a renúncia do chefe de governo da Alemanha Ocidental que mais se empenhou pela aproximação Leste-Oeste.
É a noite de 5 de maio de 1974. Em sua residência de Venusberg, em Bonn, Willy Brandt está sentado à escrivaninha e escreve: "Assumo a responsabilidade política pelas negligências em relação ao caso do agente Guillaume e apresento minha renúncia ao cargo de chanceler federal". A carta é endereçada ao presidente Gustav Heinemann. Dois dias mais tarde, Brandt recebe seu certificado de exoneração.
Para muitos alemães, aquela terça-feira foi um dia lamentável. Através de sua política para o Leste comunista, Willy Brandt era símbolo de uma nova era de paz e reconciliação na Europa. Por outro lado, sua renúncia colocou um ponto final – temporário – no mais famoso conto de espionagem da história alemã do pós-guerra: o caso Guillaume.
Investimento a longo prazo
Dez dias antes, em 24 de abril de 1974, o "espião do chanceler" Günter Guillaume foi preso em casa, em Bonn. Durante 18 anos, o agente da inimiga República Democrática Alemã (RDA) vivera encoberto na República Federal da Alemanha (RFA) e ascendera até o posto de consultor de Brandt. Um espião do Leste no centro do poder político da Alemanha Ocidental – um imenso êxito para a Stasi, o serviço secreto da RDA.
"O caso Guillaume é representativo da espionagem Leste-Oeste, pois mostra de forma bem clara como espiões eram mantidos no Ocidente", comenta o historiador Eckard Michels, autor de uma biografia sobre o "espião do chanceler" lançada este mês na Alemanha.
Ele explica que a Alemanha Oriental planejava sistematicamente a espionagem no Ocidente. "Na Stasi, consideravam-se as perspectivas de longo prazo. Ou seja: muitos [futuros espiões] eram infiltrados ou recrutados antes de sequer terem uma posição interessante." Como no caso Guillaume, afirma, muitas vezes demorava anos até um agente conquistar um posto de importância.
Willy Brandt (1913-1992)
Espionagem bem coordenada
Cerca de 12 mil agentes da Stasi estiveram ativos na Alemanha Ocidental, entre 1949 e 1989, como calcula o órgão alemão encarregado da avaliação dos documentos do antigo departamento de segurança da Alemanha Oriental. Os espiões eram coordenados pela Administração Central de Investigação (HVA), o serviço de espionagem estrangeira da RDA.
"A HVA era articulada em repartições e departamentos. Cada departamento tratava, por assim dizer, de uma tendência política, um grupo social ou uma instituição federal da República Federal", descreve Michels.
Portanto a infiltração de setores sociais importantes na Alemanha Ocidental era organizada de forma rigorosa e abrangente. O historiador avalia quanto retorno, em termos de informações significativas, que a RDA obteve através dos informantes que plantava: "Na espionagem política, o dano à RFA não foi tão grande, pois as decisões fundamentais tinham mesmo que ser negociadas no espaço público e justificadas".
Em seu livro, ele constata que a espionagem da RDA era menos eficaz do que, em geral, se pensa. "A RDA enviou muitos espiões para o Ocidente, porém esse contingente se desfez como sorvete de baunilha ao sol, já que o Ocidente era o modelo mais atraente e, lá estando, eles esqueciam de sua missão", explica Michels.
História sem "James Bond"
Também havia espionagem no sentido contrário. Durante décadas, o Serviço Federal de Informações (BND) e o Departamento de Proteção da Constituição do Oeste enviaram agentes para a RDA. Até agora, pouco se sabe sobre esse capítulo da história das duas Alemanhas, e um dos motivos é a dificuldade de encontrar fontes. Muitos arquivos do BND e da proteção à Constituição continuam fechados, e os protagonistas do lado ocidental, comprometidos em manter sigilo.
Para os ex-agentes da Stasi, esse compromisso não vale mais, uma vez que agora a RDA é história. Alguns deles publicaram suas memórias em livro, inflacionando a relevância dos próprios feitos de espionagem. Também Günter Guillaume se encenou como "mestre-espião", com o apoio de Berlim Oriental, após ser liberado da prisão repatriado para a RDA.
"No pouco que ele relatou, há menos do que se poderia ficar sabendo através do exame dos artigos de jornal. O livro de Michels mostra bem isso", avalia o historiador Bernd Rother, da Fundação Willy Brandt.
Espião da RDA Günter Guillaume
Na realidade, Guillaume nunca foi uma espécie de "James Bond na Chancelaria Federal". Assim, é difícil compreender que tenha sido justamente um homem desses a fazer cair o chefe de governo da República Federal da Alemanha.
Renúncia problemática
As informações transmitidas por Günter Guillaume à RDA não justificam a renúncia de Willy Brandt – um ponto de vista que o livro de Michels confirma. Após o desmascaramento do "espião do chanceler", o líder social-democrata assumiu a responsabilidade pelos erros de outros. A decisão, porém, foi antecedida, nos dias após a prisão de Guillaume, por um drama de suspense psicológico.
Os motivos mais profundos para a renúncia foram uma combinação de diversos fatores. "Em segundo plano, já vinha correndo, desde antes, uma crise política", diz Rother. Por isso, explica, a estrela de Brandt, o apoio da população à sua chefia de governo, estava em pleno ocaso.
Outro problema é que, meses antes, Brandt já tomara conhecimento das suspeitas de que seu consultor era um espião. Seguindo o conselho das autoridades de segurança, porém, o premiê permitira que Guillaume permanecesse no posto, prestando-se, ele próprio, ao papel de isca. "Eu, imbecil, nunca devia ter ouvido esse conselho de um outro imbecil", escreveria o ex-chanceler mais tarde.
Logo após a captura do agente oriental, o Departamento Criminal Federal investigou a vida particular de Brandt. Boatos de envolvimento com mulheres vazaram e chegaram à imprensa. Manifestaram-se temores de que Brandt – e com ele o governo alemão – se tornassem passíveis de chantagem através das informações de Guillaume. Mais tarde, tais suposições provaram-se infundadas, mas nos primeiros dias de maio de 1974, Brandt tinha motivos para temer que sua vida privada fosse jogada à lama.
Falta de apoio da liderança social-democrata
A partir desse ponto, ele começou a levar seriamente em consideração a ideia de renunciar. Na noite de 4 de maio de 1974, ocorreu a conversa decisiva entre Brandt e Herbert Wehner, chefe da bancada do Partido Social Democrata (SPD) no Parlamento.
Vila no Venusberg, em Bonn, onde Willy Brandt Villa viveu de 1969 a 1974
Wehner disse: "Eu apoio qualquer decisão que você tomar". Porém, não instou Brandt a permanecer no cargo. A falta de apoio junto à liderança do SPD foi o argumento decisivo, afirma o historiador Rother. Por sua vez, o autor Eckard Michels também enfatiza a relevância das razões pessoais, devido às suspeitas que surgiam então. "Certamente essa foi a última gota d'água", conclui.
Mais tarde, a decisão rendeu a Brandt louvores à sua integridade moral. Quase 40 anos depois, sua forma de lidar com a responsabilidade política segue sendo considerada exemplar. "Em retrospectiva, foi uma reação adequada", julga Bernd Rother.
A renúncia de Brandt e o caso Guillaume, no entanto, permanecem sendo uma dessas grandes ironias da história: justamente o chanceler federal que se empenhara pela aproximação entre os dois Estados como nenhum outro antes dele acabou sendo vítima de um espião da RDA.

DW.DE

domingo, 28 de abril de 2013

28 de abril de 1945: A execução de Mussolini

28/04/2013 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


Ao final de uma noite em que morreram de 150 a 200 guerrilheiros numa ação do comitê nacional de libertação, Benito Mussolini, 61 anos, foi preso ao ser identificado numa barreira dos guerrilheiros antifacistas, numa tentaiva de fuga para Suíça com a amante e sumariamente executado por guerrilheiros italianos no norte do país. A essa altura, a Itália se achava quase completamente ocupada pelos aliados, e poucos dias depois terminaria a Segunda Guerra Mundial.
Uma multidão amarrou com arames os cadáveres de Mussolini e da sua amante Clara Petacci pelos joelhos, pendurando-os numa viga num posto de gasolina.

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Fonte: JBlog

711: Os árabes invadem a Espanha


Em 28 de abril de 711, os árabes atravessam o Estreito de Gibraltar em direção à Espanha. Em quatro anos, conquistam quase todo o país, chegando até a França.
Pescador prepara suas redes no lado espanhol do rochedo de Gibraltar
Tarik ibn Ziyad, o governador da cidade de Tânger, desembarcou na Baía de Algeciras com cerca de 8 mil soldados. Primeiro instalou-se à volta do penhasco de Calpe, onde construiu suas primeiras fortalezas. Mais tarde, esse penedo recebeu o nome Djabal Tarik – o monte de Tarik – atualmente conhecido como Gibraltar.
Algumas semanas mais tarde, aportaram outros milhares de soldados – berberes em sua maioria – e Tarik seguiu terra adentro. O primeiro choque sangrento entre os árabes e os visigodos que dominavam a Espanha data de 19 de julho de 711. Os dois exércitos enfrentaram-se por vários dias e somente a traição por parte das tropas do rei Roderico decidiu a batalha. O caminho para Córdoba e Sevilha estava aberto para os mouros.
O reino visigótico estava praticamente esfacelado, a resistência era quase nula. Pode-se dizer que houve um colapso interno total após o primeiro ataque dos agressores estrangeiros, bloqueando qualquer resistência por parte da população cristã.
Os visigodos haviam subestimado o perigo que representavam os árabes. Depois que Tarik começou sua marcha do Sul para o Norte, bastaram apenas sete anos até que os novos conquistadores se estabelecessem. A penetração da cultura muçulmana na Europa tem consequências até hoje.
UE reconectou Espanha ao continente
Para a Espanha, a invasão representou o desligamento quase total da Europa, o início de uma história quase hermética desde a Idade Média até a Moderna. Segundo o historiador Michael Borgholte, da Universidade Humboldt de Berlim, não é exagero afirmar que só com a sua filiação à União Europeia é que a Espanha voltou a conectar-se com o resto do continente.
Visto sob o pano de fundo da história europeia, a conquista muçulmana da Espanha foi o campo de experiências para o choque e a simbiose de três culturas, representadas pelas três grandes religiões: Cristianismo, Islamismo e Judaísmo.
O processo de fertilização cultural é especialmente intenso no século 11, sobretudo na cidade de Toledo. Os conhecimentos linguísticos de numerosos judeus eruditos ali residentes lhes permitiram traduzir para o latim os relatos históricos em árabe e grego. Por outro lado, a cidade logo atraiu estudiosos da Inglaterra, França e Alemanha para estudar esses documentos antigos.
Porém, desde o século 9º, as tensões cresciam. Partes da Espanha começaram a ser reconquistadas pelos cristãos. O resultado foram cruéis perseguições e pogroms, como, por exemplo, em 1066, quando 1.500 famílias judaicas foram assassinadas.
Início da Reconquista
A fase de poder ilimitado dos mouros acabou em 718, mas foi apenas no ano de 732 que os sucessores de Tarik sofreram a derrota definitiva. Eles haviam chegado longe, atravessado os Pireneus até Poitiers. Sob os golpes de Charles Martel, o avô de Carlos Magno, a Gália foi resgatada para a Europa. Após a vitória de Poitiers começou a Reconquista.
O processo foi difícil, já que os muçulmanos dilapidaram o país em sua retirada. A Espanha estava despovoada, cada investida dos cristãos, de 718 a 1493, implicou a recolonização uma a uma das regiões abandonadas. Antes de cada próximo passo, o vácuo deixado pelos mouros tinha que ser preenchido.
Em 1493 os mouros estavam vencidos. Seguiu-se uma catolização radical da Espanha, excluindo qualquer possibilidade de convivência pacífica entre as diferentes culturas e religiões. Um ano antes, começara o êxodo dos judeus para os países vizinhos, expulsos pelo casal real Fernando e Isabel.
Hoje, tanto por seu passado como pela situação geográfica, a Espanha é a ponte entre a União Europeia e a África.
  • Autoria Jens Teschke (rw)

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Como um espião comunista derrubou o chanceler Willy Brandt


Numa ironia histórica, em maio de 1974 o agente da RDA Günter Guillaume provocou a renúncia do chefe de governo da Alemanha Ocidental que mais se empenhou pela aproximação Leste-Oeste.
É a noite de 5 de maio de 1974. Em sua residência de Venusberg, em Bonn, Willy Brandt está sentado à escrivaninha e escreve: "Assumo a responsabilidade política pelas negligências em relação ao caso do agente Guillaume e apresento minha renúncia ao cargo de chanceler federal". A carta é endereçada ao presidente Gustav Heinemann. Dois dias mais tarde, Brandt recebe seu certificado de exoneração.
Para muitos alemães, aquela terça-feira foi um dia lamentável. Através de sua política para o Leste comunista, Willy Brandt era símbolo de uma nova era de paz e reconciliação na Europa. Por outro lado, sua renúncia colocou um ponto final – temporário – no mais famoso conto de espionagem da história alemã do pós-guerra: o caso Guillaume.
Investimento a longo prazo
Dez dias antes, em 24 de abril de 1974, o "espião do chanceler" Günter Guillaume foi preso em casa, em Bonn. Durante 18 anos, o agente da inimiga República Democrática Alemã (RDA) vivera encoberto na República Federal da Alemanha (RFA) e ascendera até o posto de consultor de Brandt. Um espião do Leste no centro do poder político da Alemanha Ocidental – um imenso êxito para a Stasi, o serviço secreto da RDA.
"O caso Guillaume é representativo da espionagem Leste-Oeste, pois mostra de forma bem clara como espiões eram mantidos no Ocidente", comenta o historiador Eckard Michels, autor de uma biografia sobre o "espião do chanceler" lançada este mês na Alemanha.
Ele explica que a Alemanha Oriental planejava sistematicamente a espionagem no Ocidente. "Na Stasi, consideravam-se as perspectivas de longo prazo. Ou seja: muitos [futuros espiões] eram infiltrados ou recrutados antes de sequer terem uma posição interessante." Como no caso Guillaume, afirma, muitas vezes demorava anos até um agente conquistar um posto de importância.
Willy Brandt (1913-1992)
Espionagem bem coordenada
Cerca de 12 mil agentes da Stasi estiveram ativos na Alemanha Ocidental, entre 1949 e 1989, como calcula o órgão alemão encarregado da avaliação dos documentos do antigo departamento de segurança da Alemanha Oriental. Os espiões eram coordenados pela Administração Central de Investigação (HVA), o serviço de espionagem estrangeira da RDA.
"A HVA era articulada em repartições e departamentos. Cada departamento tratava, por assim dizer, de uma tendência política, um grupo social ou uma instituição federal da República Federal", descreve Michels.
Portanto a infiltração de setores sociais importantes na Alemanha Ocidental era organizada de forma rigorosa e abrangente. O historiador avalia quanto retorno, em termos de informações significativas, que a RDA obteve através dos informantes que plantava: "Na espionagem política, o dano à RFA não foi tão grande, pois as decisões fundamentais tinham mesmo que ser negociadas no espaço público e justificadas".
Em seu livro, ele constata que a espionagem da RDA era menos eficaz do que, em geral, se pensa. "A RDA enviou muitos espiões para o Ocidente, porém esse contingente se desfez como sorvete de baunilha ao sol, já que o Ocidente era o modelo mais atraente e, lá estando, eles esqueciam de sua missão", explica Michels.
História sem "James Bond"
Também havia espionagem no sentido contrário. Durante décadas, o Serviço Federal de Informações (BND) e o Departamento de Proteção da Constituição do Oeste enviaram agentes para a RDA. Até agora, pouco se sabe sobre esse capítulo da história das duas Alemanhas, e um dos motivos é a dificuldade de encontrar fontes. Muitos arquivos do BND e da proteção à Constituição continuam fechados, e os protagonistas do lado ocidental, comprometidos em manter sigilo.
Para os ex-agentes da Stasi, esse compromisso não vale mais, uma vez que agora a RDA é história. Alguns deles publicaram suas memórias em livro, inflacionando a relevância dos próprios feitos de espionagem. Também Günter Guillaume se encenou como "mestre-espião", com o apoio de Berlim Oriental, após ser liberado da prisão repatriado para a RDA.
"No pouco que ele relatou, há menos do que se poderia ficar sabendo através do exame dos artigos de jornal. O livro de Michels mostra bem isso", avalia o historiador Bernd Rother, da Fundação Willy Brandt.
Espião da RDA Günter Guillaume
Na realidade, Guillaume nunca foi uma espécie de "James Bond na Chancelaria Federal". Assim, é difícil compreender que tenha sido justamente um homem desses a fazer cair o chefe de governo da República Federal da Alemanha.
Renúncia problemática
As informações transmitidas por Günter Guillaume à RDA não justificam a renúncia de Willy Brandt – um ponto de vista que o livro de Michels confirma. Após o desmascaramento do "espião do chanceler", o líder social-democrata assumiu a responsabilidade pelos erros de outros. A decisão, porém, foi antecedida, nos dias após a prisão de Guillaume, por um drama de suspense psicológico.
Os motivos mais profundos para a renúncia foram uma combinação de diversos fatores. "Em segundo plano, já vinha correndo, desde antes, uma crise política", diz Rother. Por isso, explica, a estrela de Brandt, o apoio da população à sua chefia de governo, estava em pleno ocaso.
Outro problema é que, meses antes, Brandt já tomara conhecimento das suspeitas de que seu consultor era um espião. Seguindo o conselho das autoridades de segurança, porém, o premiê permitira que Guillaume permanecesse no posto, prestando-se, ele próprio, ao papel de isca. "Eu, imbecil, nunca devia ter ouvido esse conselho de um outro imbecil", escreveria o ex-chanceler mais tarde.
Logo após a captura do agente oriental, o Departamento Criminal Federal investigou a vida particular de Brandt. Boatos de envolvimento com mulheres vazaram e chegaram à imprensa. Manifestaram-se temores de que Brandt – e com ele o governo alemão – se tornassem passíveis de chantagem através das informações de Guillaume. Mais tarde, tais suposições provaram-se infundadas, mas nos primeiros dias de maio de 1974, Brandt tinha motivos para temer que sua vida privada fosse jogada à lama.
Falta de apoio da liderança social-democrata
A partir desse ponto, ele começou a levar seriamente em consideração a ideia de renunciar. Na noite de 4 de maio de 1974, ocorreu a conversa decisiva entre Brandt e Herbert Wehner, chefe da bancada do Partido Social Democrata (SPD) no Parlamento.
Vila no Venusberg, em Bonn, onde Willy Brandt Villa viveu de 1969 a 1974
Wehner disse: "Eu apoio qualquer decisão que você tomar". Porém, não instou Brandt a permanecer no cargo. A falta de apoio junto à liderança do SPD foi o argumento decisivo, afirma o historiador Rother. Por sua vez, o autor Eckard Michels também enfatiza a relevância das razões pessoais, devido às suspeitas que surgiam então. "Certamente essa foi a última gota d'água", conclui.
Mais tarde, a decisão rendeu a Brandt louvores à sua integridade moral. Quase 40 anos depois, sua forma de lidar com a responsabilidade política segue sendo considerada exemplar. "Em retrospectiva, foi uma reação adequada", julga Bernd Rother.
A renúncia de Brandt e o caso Guillaume, no entanto, permanecem sendo uma dessas grandes ironias da história: justamente o chanceler federal que se empenhara pela aproximação entre os dois Estados como nenhum outro antes dele acabou sendo vítima de um espião da RDA.

DW.DE

sábado, 27 de abril de 2013

Vem aí a 5a. Copa Simón Bolívar - inscreva-se!



5ª Copa de Futebol Libertador da América Simón Bolívar


* * * Ficha de Inscrição * * * 


Regulamento e orientações

Da finalidade
O objetivo expresso da Copa de Futebol Libertador da América Simão Bolívar é a confraternização e integração dos estudantes do Curso de História da Universidade de Passo Fundo tanto em nível de graduação quanto de pós-graduação. Embora a atividade transcorra sob a forma de partidas desportivas não é seu intento fomentar a competição ou a rivalidade dentro do mesmo curso, antes sim, aproximar o corpo discente a fim de otimizar sua convivência ao longo dos anos de formação acadêmica.

Da data e do local
A competição realizar-se-á a 11 (onze) de maio do corrente ano de 2013, a partir das 14 (catorze) horas da tarde nas dependências da Associação de Professores da Fundação Universidade de Passo Fundo, localizada na estrada BR-285.

Da inscrição e da composição das equipes

  • Estão habilitados a inscrição como atletas quaisquer alunos do curso de História da Universidade de Passo Fundo em nível de graduação ou pós-graduação e quaisquer professores do mesmo.
  • As equipes devem contar com mais de 50% dos integrantes com vínculo junto ao curso de História da Universidade de Passo Fundo em nível de graduação, pós-graduação ou como professores do mesmo.
  • Estão habilitados atletas sem vínculo com o curso de História da Universidade de Passo Fundo, desde que respeitada a presença do número mínimo de atletas vinculados ao citado curso.
  • A participação de equipes organizadas em cursos de História de outras Instituições de Ensino Superior está condicionada ao fato de mais de 50% de seus atletas possuírem vínculo ativo com seu curso, seja como alunos de graduação, pós-graduação ou como professores.
  • As equipes deverão contar com um mínimo de sete atletas e um máximo de dez, respeitada a proporcionalidade de alunos e professores vinculados aos cursos de História das IES participantes.
  • Estão habilitadas a participar como espectadores quaisquer pessoas.
  • A participação tanto como atleta quanto como espectador é condicionada ao pagamento prévio da taxa de inscrição de R$ 20,00 (vinte reais) por participante. O não pagamento da taxa de todos os atletas de uma equipe até a data do sorteio das partidas implica o indeferimento de sua inscrição por não cumprimento das regras aqui estipuladas.
  • A data limite das inscrições de atleta é o dia 8 (oito) de maio de 2013, até às 22 horas e 35 minutos.

Do sorteio dos jogos

O número de partidas e a tabela de jogos serão definidos de acordo com o número de equipes inscritas. O sorteio das partidas realizar-se-á no dia 9 (nove) de maio de 2013 nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo, em sessão pública. Recomenda-se que cada equipe envie um representante para acompanhar o mesmo. As equipes serão informadas do horário do sorteio, ainda por definir.



Prof. Dr. Adriano Comissoli
Responsável pela organização do evento

27 de abril de 1937: A morte do filósofo Antonio Gramsci

27/04/2013 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

"O desafio da modernidade é viver sem ilusões,
sem se tornar desiludido".
Antonio Gramsci


Tuberculoso, o filósofo italiano Antonio Gramsci, 46 anos, morreu numa clínica em Roma, quatro dias depois de alcançar a liberdade. Antifascista, foi preso em 1926, condenado a mais de vinte anos de prisão, onde permaneceu até receber a liberdade condicional, motivada por sua saúde debilitada, as vésperas de sua morte.

Deixou viúva a russa Giulia Schucht, violinista com quem teve dois filhos.


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Fonte: JBlog

1960 - Togo obtém independência da França



Sob controle da ONU, o Togo adquire sua independência da França em 27 de abril de 1960 por meio de acordo com a administração colonial.

O Togo sofreu com o tráfico de escravos, com os laços comerciais entre os negociantes de escravos e os reis tribais a partir do século XVI até meados do século XIX. Em 1884, o rei Mlapa III assinou um tratado de protetorado com a Alemanha que perdurou até o final da I Guerra Mundial em 1918.

Em 1914, tropas francesas entram em contato com a força alemã. Uma tropa da força pública do Congo Belga (atual República Democrática do Congo) vem em socorro. Os alemães perdem o Togo que seria dividido entre Reino Unido e França. A parte francesa é colocada sob mandato da Sociedade das Nações. O Reino Unido anexa a parte oeste da região a Gana em 1956.

Pós-independência

Alcançada a independência, Sylvanus Olympio torna-se presidente. Por instigação do comandante francês Georges Maitrier, chefe da polícia e conselheiro presidencial, 626 veteranos togoleses do exército francês exigem ser integrados nas forças de segurança que contavam com 300 membros. Olympio recusa. Eles o destituem num golpe de Estado em 13 de janeiro de 1963, quando Olympio encontra a morte.

Um civil, Nicolas Grunitzky (1963-1967) é alçado à Presidência, porém, quatro anos mais tarde, em seguida a outro golpe de Estado, foge do país. Morre em Paris, em 27 de setembro de 1969, num acidente de carro.

Um dos organizadores do golpe de 1963, Gnassingbé Eyadema é promovido a presidente em 1967. Suprime os partidos e cria a União do Povo Togolês.

Uma nova constituição é aprovada em 1979, o presidente Eyadema é eleito por sufrágio universal e reeleito em 1986.

Em 1990, em seguida a violentas manifestações, um líder da oposição Joseph Koffigoh é nomeado primeiro-ministro. A adoção de uma outra constituição em 1992 não é capaz de conter os ânimos. Em 1993, Eyadema ganha outra eleição boicotada pela oposição. Eyadema quase é derrotado nas eleições de 1998 diante de Gilchrist Olympio, filho de Sylvanus. Conquista a cadeira presidencial em condições muito controvertidas.

Eyadema é novamente reeleito em 2003 após emenda constitucional que lhe permitiu postular-se de novo. Morre em 5 de fevereiro de 2005, pondo fim a 38 anos de presidência consecutivos.
O exército toma o poder, transgredindo a constituição que dispunha que o presidente da Assembleia Nacional Fambaré Natchaba é quem deveria assumir. No entanto, confere o poder a um dos filhos de Eyadema, Faure Gnassingbe, após dupla alteração da Carta Magna. Essas emendas permitem a Faure, ministro por ocasião da morte do pai, retomar sua cadeira no Parlamento, se fazer eleger presidente da Assembleia a fim de ocupar o posto de presidente da República, tudo isto resolvido num fim de semana.

Sob pressão da oposição, da União Africana e da comunidade internacional, esse golpe de Estado fracassa em 25 de fevereiro de 2005 com a demissão de Faure e o restabelecimento da legalidade.

Em 24 de abril de 2005 realiza-se uma eleição presidencial. Ela transcorre em condições bastante controvertidas, com a oposição denunciado fraudes. Emmanuel Akitani, chefe da oposição, se declara vencedor com 70 % dos votos enquanto o governo declara Faure eleito. Manifestações eclodem nas principais cidades e seriam violentamente reprimidas pelo Exército, provocando 500 mortos segundo estimativas de uma comissão especial e mais de 800 segundo a Liga Togolesa de Direitos Humanos. Cerca de 40 mil se refugiam em países vizinhos.

Wikimedia Commons

Monumentop à Independência no centro de Lomé, capital togolesa

Em 3 de maio, Faure presta juramento e declara que se concentrará "na promoção do desenvolvimento, do bem comum, da paz e da unidade nacional".

Na eleição presidencial de fevereiro de 2010, Faure Gnassingbé se reelege com 61% dos votos. Manifestações têm lugar em protesto aos resultados entre militantes da coalizão de oposição e as forças da ordem. As eleições foram denunciadas pela União Europeia, que financiou o pleito, que, por meio de observadores, constatou irregularidades graves.

Curiosidades

Um dos menores países africanos, com apenas 56 785 km², a República Togolesa é um país da África Ocidental cuja população é estimada em cerca de 6,2 milhões de habitantes e uma desidade populacional de 95 hab/km².

Seu território se estende por 700 km de norte a sul com largura não excedendo de 100 km, limitado ao norte por Burkina Faso, ao sul pelo Golfo da Guiné, a leste por Benin e a oeste por Gana.

A pequena superfície não impede que o país disponha de grande diversidade de paisagens: costa de fina areia cercada de coqueiros, colinas, vales verdejantes, pequenas montanhas no centro, planícies áridas e grandes savanas.

O nome Togo advém de Togodo, o que significa ‘‘cidade para além da falésia’’ no idioma ewe. A cidade com esse nome, hoje Togoville, cidade colonial alemã, foi primeira capital do país situada a leste da atual capital, Lomé.
Fonte: Opera Mundi

1969: Fim formal da Revolução Cultural na China


No dia 27 de abril de 1969, seguindo ordens de Mao Tse-tung, o Exército chinês dissolveu as Guardas Vermelhas. Para os dissidentes, anos de injustiça, humilhações e sofrimento sem fim.
Mao Tse-tung em 1966, início da Revolução Cultural
A Revolução Cultural da China nasceu de um estrondoso fracasso do líder Mao Tse-tung. Com a campanha do Grande Salto para a Frente (1958-1960), ele pretendia industrializar a China em tempo recorde e, simultaneamente, construir a sociedade igualitária preconizada pelo comunismo.
Ele obrigou os camponeses a se juntarem em gigantescas comunas agrícolas e instalou siderúrgicas de tecnologia rudimentar por todo o país. Mas o único resultado da campanha foi a desorganização total da economia. Milhões de agricultores morreram de fome.
No dia 27 de abril de 1969, seguindo as ordens de Mao, o Exército chinês dissolveu as Guardas Vermelhas, que levaram a China praticamente à anarquia durante a Revolução Cultural. Oficialmente, o número de mortos durante a Revolução Cultural foi de 34 mil, embora muitos acreditem que, na realidade, houve milhões de vítimas.
Ostracismo e contra-ofensiva de Mao
O desastre do "grande salto" condenara Mao ao ostracismo. O Partido Comunista Chinês afastou-o da condução dos assuntos internos do país, mas ele continuou comandando a política externa.
Em 16 de maio de 1966, advertiu num documento interno que o PCCh estava repleto de revisionistas capazes de, a qualquer momento, instaurar o capitalismo na China. Começava assim sua audaciosa contraofensiva para recuperar prestígio, mergulhando o país na chamada Grande Revolução Cultural Proletária.
A revolução mobilizou os estudantes de Pequim e, em pouco tempo, alastrou-se por toda a China. Principalmente a juventude era estimulada a se rebelar contra o "elitismo, revisionismo e a mentalidade burguesa". As consequências foram dramáticas: filhos denunciavam os pais, estudantes agrediam seus professores e forçavam à suspensão das aulas, chefes torturavam seus subordinados.
Perseguições políticas
Cerca de 20 milhões de colegiais e universitários, liderados por Jiang Qing, a mulher de Mao, formaram as Guardas Vermelhas e iniciaram uma onda de perseguições políticas. Intelectuais e líderes do PCCh foram espancados, presos e, em muitos casos, mortos.
Um dos ilustres perseguidos, por exemplo, foi Deng Xiaoping, o dirigente que, depois de enfrentar o exílio interno, voltou ao poder nos anos 70 e arquitetou a revolução capitalista responsável pelo crescimento atual da economia chinesa.
Paralelamente à perseguição política, o movimento promoveu uma faxina cultural. Os "guardas vermelhos" destruíam templos e outros vestígios do "passado feudal", queimavam livros que não tivessem conteúdo revolucionário. A peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, por exemplo, era considerada incompatível com o sonhado "paraíso proletário". Mao usou a juventude também para levar ao extremo o culto à personalidade, promovendo marchas colossais em sua própria homenagem.
"Dez anos perdidos"
O "Grande Timoneiro", no entanto, logo perdeu o controle do movimento. Seguiram-se dez anos de turbulências que paralisaram o sistema educacional e abateram a economia. "Foram anos de injustiça, humilhações e sofrimento sem fim", resume o escritor Ba Jin. Os excessos dos "guardas vermelhos" levaram o exército a intervir, já em 1969, com o apoio de Mao. Era, na prática, o fim da Revolução Cultural.
Hoje, o governo comunista se refere à Grande Revolução Cultural e Proletária como "dez anos perdidos". A principal preocupação de Mao não era salvar a ideologia do proletariado. Sabe-se que ele arquitetou o movimento para se livrar de rivais políticos e consolidar seu poder. Seus maiores rivais eram dirigentes da ala moderada do PCCh, como Deng Xiaoping, que defendiam a "liberalização da economia".
Obcecado pelo poder, Mao eliminou 12 dos 23 membros incômodos no politburo. A Revolução Cultural pareceu um golpe de Estado. No fim, o próprio Mao viu-se obrigado a acabar com o movimento, ordenando a dissolução das Guardas Vermelhas.
A decisão de extingui-las foi aprovada no nono Congresso do Partido Comunista, a 27 de abril de 1969, marcando formalmente o fim da Revolução Cultural. O país, porém, só voltou à normalidade em 1976, com a morte de Mao. Hoje o governo chinês procura ignorar o aniversário da revolução, para não arranhar a imagem do "Grande Timoneiro" Mao Tse-tung.

DW.DE

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Oficinas qualificam bolsistas do Pibid


Foto: Cristiane Sossella
Oficina de Produção de Textos Falados e Escritos foi ministrada pela professora Elisane Cayser
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), subsidiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e desenvolvido na Universidade de Passo Fundo (UPF) desde 2010, beneficia hoje 240 bolsistas dos diferentes cursos de licenciatura. O Pibid busca qualificar a formação dos licenciandos no intuito de promover uma educação pública de qualidade. Para tanto, neste semestre, os coordenadores das áreas envolvidas organizaram oficinas com a finalidade de complementar os estudos realizados nos subprojetos e ampliar a capacidade de atuação dos bolsistas. A primeira delas, Produção de Textos Falados e Escritos, aconteceu nesta quinta-feira, dia 25/04, no auditório do prédio B5, Campus I.

Com planejamento e execução da professora Elisane Cayser, do curso de Letras, a ação contou com a participação de bolsistas e professores dos subprojetos de Matemática, Geografia, Química, Física, Ciências Biológicas, Música e História. A abordagem da professora Elisane destacou aspectos fundamentais para que os sujeitos tenham bom desempenho nas suas apresentações. “Neste contexto estão inseridas tanto as apresentações acadêmicas que os bolsistas fazem na Universidade ou em outras instituições, quanto a própria docência”, afirmou. A professora trabalhou com alguns aspectos específicos da língua portuguesa, uma habilidade importante em qualquer área. “O conhecimento é transmitido por meio da linguagem. É pela linguagem oral ou escrita que um sujeito consegue se comunicar com o outro”, sintetizou.

Abordando o mesmo tema, Produção de Textos Falados e Escritos, no dia 02 de maio, a oficina será destinada aos bolsistas dos subprojetos Pedagogia (Passo Fundo e Carazinho), Educação Física, Artes, Filosofia, Letras Português, Letras Inglês e Letras Espanhol.

Temas diferenciados
A coordenadora institucional do Pibid Marlete Diedrich enfatizou que estão previstas oficinas abordando outros temas ao longo do ano, como por exemplo, metodologia científica, línguas estrangeiras e questões relacionadas à docência. “Os temas foram escolhidos com base na necessidade de formação de bolsistas, já que existem habilidades docentes que devem estar bem consolidadas”, explicou. De acordo com a professora, o Pibid é uma importante política pública e de estado para formação de professores no Brasil. “A UPF é protagonista neste importante processo, com ações do Pibid consolidadas em diversas escolas públicas de Passo Fundo, Lagoa Vermelha e Carazinho”, argumentou.

Todas as informações referentes ao Pibid na UPF podem ser conferidas no sitewww.upf.br/pibid.


Cursos de História e Filosofia e PPGH iniciam VII Ciclo de Cinema

Até a próxima sexta-feira, evento reunirá acadêmicos para debater o tema “Contradições da Contemporaneidade”

Foto: Leonardo Andreoli
Programação acontece no Auditório da Faculdade de Odontologia da UPF
As contradições da contemporaneidade são o tema escolhido para guiar os debates do VII Ciclo de Cinema – O cinema revisto pela História, que reúne acadêmicos e comunidade no Auditório da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo (UPF) até a próxima sexta-feira (26/04). A promoção é uma parceria entre os cursos de História e Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH). Na primeira noite o filme debatido foi Ódio, do diretor francês Mathieu Kassovitz.

A temática escolhida levou em conta a preocupação de historiadores, analistas sociais e filósofos. De acordo com a professora Gizele Zanotto, que é uma das organizadoras da atividade, os três filmes abordam temas como migrações, violência, terrorismo e conflitos religiosos. “Estamos investindo na formação mais ampla dos graduandos, considerando novas mídias e tecnologias e o cinema está se mostrando um instrumento muito importante para discussões e, sobretudo, um instrumento didático que, quando bem usado, pode suscitar o interesse dos alunos”, explicou.

Antes da exibição do primeiro filme, o professor Gerson Trombetta, um dos debatedores juntamente com o professor João Carlos Tedesco, fez a apresentação da película. “O argumento do filme é baseado num fato real, que é a morte de um jovem numa sala de tortura da polícia francesa em 1992”, pontuou. O diretor do filme também participou de O Maravilhoso Destino de Amélie Poulain. No entanto, Trombetta destacou que enquanto Amélie Poulain é colorido e delicado, Ódio é intenso e em preto e branco.

Integração
O professor do curso de Filosofia Francisco Fianco destacou, durante a abertura, que a intenção de integrar os cursos tem como objetivo utilizar os espaços da universidade para usar os conteúdos de forma mais contemporânea e contextualizada. “Queremos utilizar recursos que em geral servem para a nossa estupidificação, como a indústria cultural, e extrair deles algum conteúdo reflexivo que possa nos ajudar a entender melhor o mundo contemporâneo”, resumiu.


Programação
Na noite desta quinta-feira (25/04) o filme a ser debatido é O Suspeito, de 2007, com comentários de Álvaro Klafke e Angelo Cenci, a partir das 19h30min. Na sexta-feira será exibido o filme E agora, aonde vamos (2011), que trata de conflitos religiosos e de como eles são utilizados para justificar outros tipos de conflitos. Os comentários serão dos professores Gizele Zanotto e Francisco Fianco, a partir do mesmo horário.

A participação é aberta à comunidade.

Seminário discute formação e valorização do magistério

Evento visa contribuir para a promoção da qualidade da educação nos diferentes níveis de ensino

A Vice-reitoria de Graduação da Universidade de Passo Fundo (VRGRAD/UPF) e a Área de Prática de Ensino e Estágios promovem no dia 23 de maio, o V Seminário de Atualização Pedagógica para Professores da Educação Básica. Com o tema A democratização da Educação Básica: formação e valorização do magistério, o evento é destinado a professores da região de abrangência da UPF e a acadêmicos da instituição, em especial aqueles dos cursos de licenciatura.
O Seminário tem como objetivos discutir questões relacionadas à democratização da educação básica, bem como à formação e à valorização do magistério, propiciar aos educadores e aos acadêmicos das diferentes áreas do saber discussões e reflexões sobre a prática docente e sobre novas perspectivas de ensino e de aprendizagem, e ampliar os espaços de integração e diálogo entre os bolsistas do Parfor/Pibid-Capes-UPF, oportunizando a socialização do conhecimento construído nessas experiências.

Programação
A programação do evento, que conta com o reconhecimento e o apoio da Capes, por meio do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), tem previstas diversas atividades. Durante a manhã, no Centro de Eventos, Campus I, haverá o Momento Cultural Wagner & Cia Apresentam Vinícius: Um show sobre a vida e a obra do poeta Vinícius de Moraes, com Cláudio Wagner, Aline Bouvié, Guilherme Gambatto da Silva, Larissa Pádua, Lucas Wagner, Mateus Moresco e Mateus Pasquali, e a Conferência “A democratização da Educação Básica: formação e valorização do magistério”, com a Dra. Maria Beatriz Luce (UFRGS). No turno da tarde, nos prédios das unidades acadêmicas, serão oferecidas gratuitamente 60 oficinas pedagógicas nas diferentes áreas do saber.

Paralelamente ao Seminário, no dia 22 de maio, acontece o III Encontro de Professores e Estagiários das Licenciaturas, para acadêmicos e docentes da UPF. O encontro irá discutir a temática “Os desafios da docência na educação básica”, e será realizado no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Feac), a partir das 19h30min.

Inscrições
Interessados em participar do V Seminário de Atualização Pedagógica para Professores da Educação Básica podem se inscrever no site www.upf.br, link Eventos e Cursos. A inscrição deve ser feita separadamente para o turno da manhã (com 600 vagas disponíveis) e para as oficinas no turno da tarde (com 800 vagas disponíveis). Será oferecido certificado de 4h para cada turno de atividade realizada.

Quem deseja participar do III Encontro de Professores e Estagiários das Licenciaturas deve fazer a inscrição acessando o site da UPF, no link Eventos e Cursos. Os participantes também receberão certificado de 4 horas. A inscrição para os dois eventos é gratuita.
Mais informações podem ser obtidas através do telefone (54) 3316-8365 e pelo e-mail dgrad@upf.br. A programação completa encontra-se disponível no sitewww.upf.br/semape.

Em Buenos Aires, CNV identifica 66 caixas com documentos sobre ditadura militar


A CNV (Comissão Nacional da Verdade) identificou em Buenos Aires 66 caixas com documentos que podem ajudar a esclarecer violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar brasileira. Em visita oficial à Argentina, a CNV visitou arquivos e se reuniu com organismos de direitos humanos, integrantes da chancelaria e da Secretaria de Direitos Humanos.

“Nessas caixas há um universo muito grande de informação sobre o Brasil que temos que analisar. Nos interessa especialmente informações sobre mortes e desaparecimentos, que é o nosso foco central, e sobre estratégias de colaboração entre os diversos países durante o período da repressão”, contou Paula Ballesteros, pesquisadora da CNV.

A comissão pediu à Argentina informações sobre o período que vai de 1964 a 1985 e também colabora com dados de argentinos desaparecidos no Brasil durante a última ditadura militar do país vizinho (1976-1983).

Agência Brasil
Paulo Sérgio Pinheiro quer esclarecer possíveis violações dos direitos humanos contra brasileiros na Argentina

Em entrevista coletiva na última sexta-feira (19/04), o coordenador da CNV, Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que apesar de não existir um acordo formal entre Brasil e Argentina para intercâmbio de informações sobre a colaboração entre os regimes militares de ambos países, “há muita disposição para uma colaboração mais fluida e menos burocratizada, porque nós temos um prazo definido.” A CNV deve entregar um relatório final dentro de um ano, mas existe a possibilidade de que esse prazo seja estendido até o final de 2014.

Tenório Jr.

A CNV fez um levantamento inicial sobre cidadãos brasileiros desaparecidos, entre eles Tenório Cerqueira Júnior, pianista sequestrado em Buenos Aires em março de 1976, quando acompanhava Vinícus de Moraes e Toquinho em shows na cidade. Tenório Jr. está entre os 11 brasileiros desaparecidos na Argentina durante a última ditadura militar.

“A troca de informações durante o período das ditaduras produzia muito material diplomático. Viemos à Argentina com a expectativa de encontrar o que não conseguimos encontrar no Brasil, mas ainda precisamos estudar o material”, explicou Paula. “Sobre o caso Tenório, não sabemos se são documentos novos ou similares aos que já temos lá, precisamos analisar.”

Paula Ballesteros afirmou ainda que é possível que apareçam mais casos de brasileiros vítimas da ditadura argentina a partir do julgamento no país de repressores acusados de violações de direitos humanos no marco da Operação Condor, uma aliança político-militar entre os regimes ditatoriais da América do Sul que permitia a expansão da repressão para fora das fronteiras de cada país.
EBC
O pianista Tenório Júnior em foto nos anos 70; ele desapareceu em Buenos Aires quando acompanhava Vinícius de Moraes e Toquinho 

A fase de instruções do julgamento na Argentina já foi encerrada e não há cidadãos brasileiros incluídos entre as 106 vítimas, mas Paula acredita que a parte oral do juízo possa trazer novas informações. “Na medida em que os depoimentos tragam novos dados, a procuradoria argentina vai nos informar”, afirmou.

Intercâmbio de informações

A CNV visitou arquivos da chancelaria argentina nos quais há documentos desclassificados sobre a colaboração entre as ditaduras da América do Sul, mas Paulo Sérgio Pinheiro afirmou que, caso surjam dados relevantes, é possível pedir o acesso a novos arquivos, também em outro países.

As autoridades de direitos humanos dos países do Mercosul também discutem um convênio para intercâmbio de informação jurídica, mas Paulo Sérgio Pinheiro não descarta um acordo bilateral entre Brasil e Argentina. “Não chegamos a nenhuma formulação de instrumento entre os dois países, o que não está excluído”, disse.

A próxima visita da Comissão Nacional da Verdade será ao Paraguai, onde os pesquisadores irão analisar os arquivos da Operação Condor.

Fonte: Opera Mundi

Após 18 anos, presidente sérvio pede perdão por massacre de Srebenica

O presidente sérvio, Tomislav Nikolic, pediu o perdão de seu país pelo massacre de Srebrenica (leste da Bósnia), ocorrido em julho de 1995 e provocado por forças militares sérvias, e considerado um genocídio pela justiça internacional. A declaração do chefe de Estado ocorreu durante uma entrevista a uma emissora de televisão bósnia, que deverá ser transmitida na íntegra no próximo 7 de maio – apenas alguns trechos foram anunciados, para fins de divulgação.

"Me ajoelho e peço que perdoem a Sérvia pelo crime cometido em Srebrenica", declarou Nikolic, que em junho do ano passado havia negado o genocídio. Uma fonte da Presidência sérvia confirmou as declarações do presidente.

O presidente, no entanto, disse que a justiça internacional ainda não respondeu se o crime que ocorreu em Srebrenica foi um genocídio. "Tudo o que acontecia nas guerras da antiga Iugoslávia tinha características de genocídio", afirmou. "Peço perdão pelos crimes que, em nome de nosso Estado, alguém de nosso povo tenha cometido", disse.

Em 11 de julho de 1995, meses antes do fim da guerra civil na Bósnia de 1992-95, que lutava por sua separação da então Iugoslávia, as tropas sérvias no país, lideradas por Ratko Mladic, assumiram o controle de Srebrenica, uma área de maioria muçulmana que, em 1993 havia sido proclamada "zona protegida" pela ONU. Em poucos dias foram assassinados quase 8 mil homens e adolescentes, em um massacre considerado genocídio pela justiça internacional.

A eleição de Nikolic como líder sérvio, no ano passado, despertou receios nos Bálcãs devido ao seu passado ultranacionalista, embora este político tenha moderado sua postura em 2008 e se alinhado a favor do ingresso de seu país na União Europeia. Nikolic já negou anteriormente que o massacre de Srebrenica tenha sido um genocídio, apesar de ter reconhecido que o ato foi um crime impossível de ser justificado.

Segundo o site bósnio Klix.ba, Nikolic anunciou que em breve visitará Srebrenica.

(*) com agências de notícias internacionais

Fonte: Opera Mundi

25 de abril de 1984: Congresso rejeita a emenda Dante de Oliveira

25/04/2013 - 11:12 | Enviado por: Lucyanne Mano


"Que país é este? - era a indagação que se fazia à sociedade quando o Brasil se preparava para o reencontro com as liberdades públicas. O Estado concedia quotas de liberdades mas se prevalecia do autoritarismo institucionalizado. Levantou gradualmente a censura à imprensa, mas se reservava o arbítrio até para impor sua vontade ao Congresso. Soube-se que país era aquele. Mas que país, afinal de contas é este? Uma democracia certamente não é e nem será enquanto o Estado pretender que a vontade nacional continue a ser ditada pelos instrumentos de coação da sociedade". Editorial JB

Chegou ao plenário do Congresso, alavancada pela Campanha das "Diretas Já" em incansável peregrinação pelo país, a Emenda Constitucional Dante de Oliveira, proposta pelo deputado federal homônimo, com objetivo de instaurar eleições diretas para a presidência da República.
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Fonte: JBlog