sexta-feira, 30 de março de 2012

Scielo livros - acesso gratuito!


O Portal SciELO Livros já está disponível em http://livros.scielo.org/ . A coleção inicia-se com 200 títulos em acesso aberto, incluindo obras das editoras da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Iniciado o projeto de extensão Memória e Acervos

Nesta quinta-feira foi realizado o primeiro módulo do projeto de extensão Memória e Acervos, promovido pelos espaços de memória, guarda, conservação, restauração e divulgação da UPF - Museu Histórico Regional(MHR), Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), Museu Zoobotânico Augusto Rusch (MUZAR), Arquivo Histórico Regional (AHR), Arquivo Central (AC) e Memorial UPF.


A primeira oficina foi realizada no Arquivo Histórico Regional e tratou do cuidado necessário para a higienização, conservação e guarda de documentos. A oficina foi conduzida pelos funcionários Sandra Maria Benvegnú e Benhur Junckbeck, responsáveis pelo trabalho cotidiano naquele espaço.


A próxima oficina será realizada no Museu Histórico Regional no próximo dia 02 de abril. Interessados ainda podem realizar sua inscrição (veja informações abaixo).










O projeto de extensão Memória e Acervos constitui um conjunto de oficinas a serem realizadas nos espaços de memória, guarda, conservação, restauração e divulgação de acervos documentais, artísticos e naturais, com o intuito de promover a valorização do patrimônio (em todas as categorias que abrangem esse conceito) e desenvolver juntamente com os participantes habilidades e competências para compreender e interferir nesses mesmos espaços. As oficinas serão realizadas nos espaços de memória da Universidade de Passo Fundo – Museu Histórico Regional(MHR), Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), Museu Zoobotânico Augusto Rusch (MUZAR), Arquivo Histórico Regional (AHR), Arquivo Central (AC) e Memorial UPF.


Público Alvo:
Acadêmicos dos cursos de licenciatura e bacharelado da Universidade de Passo Fundo e professores das redes de ensino pública e particular de Passo Fundo e região.


Período e local de realização (início as 14 horas):
29/03/12 – Recepção dos participantes no MHR, Oficina no AHR (Campus III da UPF)
02/04/12 – Oficina no MHR (Campus III da UPF)
23/04/12 – Oficina no MAVRS (Campus III da UPF)
28/05/12 – Oficina AC e Memorial UPF (Campus I da UPF)
01/06/12 – Oficina MUZAR (Campus I da UPF)


Valor da inscrição: R$ 5,00
Inscrições limitadas: 25 participantes


As inscrições podem ser realizadas no MHR pelo telefone: (54) 3316 8586 ou (54) 3316 8587

1936: Dirigível Hindenburg parte para o Brasil

Em 30 de março de 1936, a empresa Zeppelin inaugurou uma linha regular de voos para o Rio de Janeiro com o maior e mais moderno dirigível da época.



Um gigante levantou voo nas proximidades do Lago de Constança, no dia 30 de março de 1936, e partiu com destino ao Rio de Janeiro, na América do Sul. O lendário dirigível LZ 129 Hindenburg tinha proporções até então inéditas, sendo o maior zepelim a ser utilizado para o transporte de passageiros: 245 metros de comprimento, 200 mil metros cúbicos de gás, quatro motores, velocidade de 131 quilômetros por hora e uma autonomia de 12 mil quilômetros.

Permissão dos Aliados

Fazia apenas alguns anos que Hugo Eckener, diretor da empresa Zeppelin, de Friedrichshafen, conseguira das potências vitoriosas na Primeira Guerra Mundial a permissão para construir os gigantescos balões movidos a gás hidrogênio.

O Tratado de Versalhes proibira sua construção, porque os dirigíveis – desenvolvidos pelo conde Zeppelin – haviam sido utilizados para lançar bombas sobre a Inglaterra durante o conflito. Em 1928, começou a era das viagens a bordo dos zepelins.

O começo foi difícil, mas Eckener não perdia a confiança de que o dirigível se tornaria o meio de transporte ideal para correspondências expressas e passageiros apressados em viagens transatlânticas. De fato, uma clientela abastada logo descobriu sua predileção pelas viagens a bordo dos balões silenciosos, e a imprensa contribuía para o mito, com suas reportagens sobre o luxo que reinava na cabine, com caviar servido pelas primeiras aeromoças da história da aviação.

Luxo para privilegiados

Uma passagem para o Rio de Janeiro custava 1400 Reichsmark, numa época em que um operário ganhava em média 120 Reichsmark por mês. Uma verdadeira fortuna, mas em compensação Eckener prometia uma viagem rápida: três dias e meio, contra os dez que os navios gastavam então para atravessar o Atlântico.

As viagens de longo percurso se tornaram um êxito, os veículos voadores estavam sempre lotados. A alta sociedade viajava não apenas para o Rio de Janeiro: Luxor, no Egito, ou a Rússia também eram destinos apreciados. As listas históricas das cargas então transportadas incluem de macacos e cobras a talheres de prata e pianos Bechstein.

Mas a era de ouro dos zepelins durou pouco: em 6 de maio de 1937, o Hindenburg explodiu em Lakehurst, nas proximidades de Nova York, procedente de Frankfurt. O "orgulho da nação" transformou-se em poucos segundos em um esqueleto de alumínio, 35 pessoas morreram nas chamas daquela que foi considerada na época "a pior catástrofe do mundo".

Autor Gerda Gericke (lk)
Fonte: DW-World

1948 - Henry Wallace ataca política para Guerra Fria do presidente Truman

No dia 30 de março de 1948, Henry Wallace, ex-vice-presidente e candidato presidencial pelo Partido Progressista nas eleições de novembro de 1948, ataca a política adotada pelo presidente Harry Truman frente à Guerra Fria. Wallace e seus aliados estavam entre os poucos norte-americanos que expressavam ativamente críticas à mentalidade bipolar dos EUA entre as décadas de 1940 e 1950. 


Amplamente admirado por sua inteligência e integridade, Wallace servira como vice presidente de Franklin Roosevelt de 1941 a 1945 e, com a morte do presidente em abril de 1945, foi sucedido por Truman, que assumiria a Casa Branca. Foi nomeado Secretário de Comércio, mas nunca manteve boas relações com Truman.

Autêntico liberal, alcunha que nos EUA ganha conotação de esquerda, Wallace foi um acerbo crítico do que percebia como um retrocesso de Truman no tratamento da legislação de bem-estar social estabelecida durante o New Deal. Também estava perturbado com a política de Washington em relação à União Soviética. Durante a Segunda Guerra Mundial, passou a admirar o povo soviético por sua tenacidade e sacrifício. A exemplo de Roosevelt, acreditava que os EUA poderiam trabalhar ao lado do líder soviético Joseph Stalin no mundo pós-guerra.

Truman adotou uma postura muito mais dura em relação aos soviéticos. Em março de 1948, Wallace compareceu como testemunha diante do Comitê Senatorial de Serviços Militares para criticar o apelo do presidente por um treinamento militar universal, um programa que proporcionaria treinamento de guerra para toda a população masculina em idade de conscrição.

Rejeitou as declarações alarmistas de Truman com relação à suposta ameaça comunista e acusou-as de fazer parte de uma "crise deliberadamente criada". Wallace denunciou que programa de treinamento militar universal levaria "morte e impostos para muitos e generosos lucros para poucos". Pediu ao Senado e ao governo que lutassem por uma "política exterior pacífica". "Se tivermos de competir com o comunismo, o faremos melhor ao lado do povo", declarou.

Os argumentos de Wallace repercutiram muito pouco nos EUA do final da década de 1940. Na eleição presidencial de novembro de 1948, concorrendo como candidato pelo Partido Progressista, conquistou menos de 3% dos votos. Dois anos mais tarde, deixou a sigla após ser condenado por correligionários devido a declarações em defesa da intervenção dos EUA e das Nações Unidas na Guerra da Coreia.

Em 1952, escreveu um artigo "Por quê eu estava errado", no qual afirmou que sua postura inicial em defesa das políticas soviéticas estava equivocada. Ainda assim, suas críticas à política externa da Casa Branca durante as primeiras fases da Guerra Fria ganharam destaque, tornaram-se o centro do debate e mantiveram-se vivas mesmo diante da opressiva atmosfera instaurada pela "ameaça vermelha".

De fato, muitos de seus argumentos, particularmente aqueles que diziam que a maciça despesa militar estava paralisando os programas de bem-estar social, foram retomados com renovado vigor durante a Guerra do Vietnã nos anos 1960.

Fonte: Opera Mundi

Brics cobram maior participação no FMI e ameaçam corte de linhas de crédito

Agência Efe


Reivindicando uma “ampliação de suas vozes” e um maior reconhecimento da “representatividade de seus mercados”, os líderes dos Brics, o bloco das principais nações emergentes do planeta, ameaçaram cortar as linhas de crédito que destinam ao FMI (Fundo Monetário Internacional) e que auxiliam no combate à crise da dívida soberana dos países da União Europeia.

O pedido foi feito nesta quinta-feira (29/03) durante o encontro dos chefes de estado dos Brics na Índia e expressou a “frustração” das lideranças do grupo com o poderio decisório reduzido que detêm no órgão.

Em um comunicado conjunto, Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul defenderam que o FMI abra espaço para “uma urgente reflexão acerca dos pesos de cada economia” e para um “incremento na representação de mercados emergentes e nações em desenvolvimento”.

“Nós ressaltamos que os esforços atuais em prol do fortalecimento da capacidade de empréstimo do FMI só serão bem-sucedidos se for certo que todos os membros da instituição se engajarão verdadeiramente na implementação da reforma acordada em 2010”, declarou o grupo.

Há dois anos, os credores do FMI concordaram em elevar o peso dos votos de mercados emergentes dentro do órgão, mas os EUA, que tradicionalmente dividem sua liderança com a Europa, até hoje não sancionaram a nova legislação.

Em meio ao encontro, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, frisou que “a crise financeira começou no mundo desenvolvido” e que ela não será solucionada “simplesmente com medidas de austeridade, consolidações fiscais e depreciação da força de trabalho”.

Os Brics representam 45% da população mundial e seu PIB (Produto Interno Bruto) de 13,5 trilhões de dólares representa um quarto da economia global. Além de maior influência nas decisões tomadas pelo FMI, o grupo de nações também pede um financiamento mais intenso do Banco Mundial para suas obras de infra-estrutura. Durante a reunião que será encerrada nesta sexta-feira (30/03), o grupo considerou formalmente até mesmo a criação de um fundo exclusivo para nações em desenvolvimento.

Fonte: Opera Mundi

30 de março de 1972: O primeiro Grande Prêmio Brasil de F1

30/03/2012 - 06:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


O Grande Prêmio de Fórmula 1 foi realizado pela primeira vez no Brasil no autódromo de Interlagos, na capital paulista, numa quinta-feira à tarde. Embora ainda não fizesse parte do calendário oficial da FIA (Federation Internationale de L’Automobile), contou com a presença dos grandes astros da modalidade na época, que se posicionaram na seguinte ordem na largada: Emerson Fittipaldi (Brasil/Lotus 72 D), Carlos Reutemann (Argentina/Brabham BT 34), Ronnie Peterson (Suécia/March 721), Wilson Fittipaldi (Brasil/Brabham GT 33), David Walker (Austrália/Lotus 72 D), Jean-Pierre Beltoise (França/BRM P 160), José Carlos Pace (Brasil/March 711), Henri Pescarolo (França/March 721), Luis Pereira Bueno (Brasil/March 711), Peter Gethin (Inglaterra/BRM P 160), Helmut Merko (Áustria/BRM P153) e Alex Soler Roig (Espanha/BRM P153).

Para continuar lendo clique aqui.
Fonte: JBlog

quinta-feira, 29 de março de 2012

Fazendo História pela crítica


VAMOS ESPIAR?

Diego O. Dal Bosco Almeida[1]
Doutorando em História Íbero-Americana pela Pontifícia Universidade Católica
 do Rio Grande do Sul (PUC-RS) 2010-2014. Mestre em História pela 
Universidade de Passo Fundo (UPF) 2005-2007. 

Nesta semana terminou mais uma edição do programa Big Brother na sua versão franqueada pela Rede Globo no Brasil. Trata-se, sobretudo, de um fenômeno de audiência em diversos países e seu sucesso a partir deste ponto de vista em nosso país é da mesma forma inquestionável. Contribuem para essa alusão não só o volume de ligações telefônicas e mensagens de texto em cada votação do programa como também a participação através da internet. De uma maneira talvez auspiciosa, a versão brasileira do Big Brother tenha conseguido fazer uma ponte entre a televisão e a interatividade através da rede. Por outro lado, o programa também foi alvo de críticas severas por parte de alguns escritores e ensaístas que enxergam nas suas edições anuais o lado mais perverso da cultura de massa do capitalismo – só para lembrar os frankfurtianos. Sendo assim, é possível elogiar ou criticar o Big Brother fazendo apenas referências ao seu conteúdo. As opiniões divergem entre o palatável e o não palatável, entre o indicado e o contra-indicado, entre o que deve e o que não deve. Pelo sim e pelo não e a par das severas críticas ao conteúdo do programa, cabe uma pergunta que provavelmente seja a mais importante: afinal, do que é feito o Big Brother? Ainda que possamos construir uma plataforma analítica suficientemente clara em favor de ensaiar algumas respostas, adiantamos aqui uma assertiva: entendemos que a possibilidade de compreender do que é feito o Big Brother não esteja unicamente na referência ao que está dito, mostrado e editado nos limites do horário do programa na grade da emissora. Articular uma compreensão sobre o fenômeno Big Brother não significa conhecê-lo tal como ele de fato é, mas apropriar-se de suas reminescências[2].
Partimos aqui da premissa de que há certos pontos de contato entre o programa Big Brother e alguns de seus exteriores constitutivos – os outros programas da grade de horários da emissora e os programas das outras emissoras em geral. Atribuiremos a esse imbricado conjunto de relações que nem sempre se torna conscientemente partilhado, mas que aparece como uma espécie de componente misteriosa o nome de cultura televisiva.
Não intencionamos elaborar aqui um compêndio sobre uma pretensa teoria da conspiração estabelecendo quais seriam as mensagens subliminares ardilosamente pensadas no intuito de hipnotizar os espectadores do programa e garantir a audiência. O que podemos dizer, sem medo de errar, é que essa componente está conectada com alguma eficácia sobre o aquilo que entendemos como o real. Dois fatores contribuem para a compreensão aqui empreendida: i) a manutenção do programa Big Brother na grade de programação por 12 anos consecutivos; ii) o anúncio de uma nova edição em 2013. Tais fatores não nos levam a flexionar a temática numa ou noutra condição sine qua non de identificação através de sua simples associação aos lugares de fala nas classes sociais, na comunidade ou vinculados aos interesses de determinado partido político ou ideologia. Não intencionamos falar apenas do conteúdo dos programas ou somente de suas relações com o mercado da publicidade, pois entendemos que se flexionarmos o tema para uma ou outra constante estruturante nossa conclusão se tornaria insuficiente[3]. Procuramos ir além do conteúdo para que possamos também inferir sobre a forma como são apresentados. Sobretudo, procuramos refletir acerca do caráter quase sempre ubíquo, íntimo e pouco conhecido da já instalada – porém sempre em transformação – cultura televisiva. Tal intenção implica em conhecer as razões e as formas pelas quais a televisão fascina para além daquilo que representa o consciente discernível ou o facilmente nomeado.  
Alguns estudos recentes[4] procuraram demonstrar que, em profundidade, a televisão falaria mais ao corpo do que a mente. Trata-se de um grupo de pesquisadores que não procurou somente avaliar o impacto do conteúdo dos programas sobre o indivíduo social, mas sim, o impacto que a tela de vídeo tem sobre o ser humano biológico – o sistema nervoso central e o cérebro. Cabe salientar que a relação corpo-cérebro bem como mente-cérebro que, inicialmente, poderia parecer um assunto que somente interessaria aos cientistas de jaleco ou aos pesquisadores de doenças nervosas, pode também ser um assunto dos cientistas sociais, dos historiadores e dos teóricos da comunicação, como demonstraremos no seguimento desta reflexão. Assim, com o auxílio dos estudos de fisiopsicologia, as pesquisas mostraram que os espectadores respondem aos estímulos gerados pelas imagens, sobretudo através de reações que são involuntárias. Sob formas diversas estão incluídas nesse conjunto as reações ópticas do globo ocular e as reações submusculares abaixo da derme e da epiderme em conexão através do sistema nervoso central.
Conforme os procedimentos adotados nessas pesquisas seus resultados evidenciaram que o principal efeito da televisão não se produz ao nível do conteúdo, mas sim a partir do próprio meio de transmissão – através do incessante piscar do feixe de elétrons percorrendo a tela e as rápidas mudanças e cortes de uma imagem a outra.  Isto é, chamando a atenção visual do conjunto do sistema neuromuscular, mas sem que o cérebro possa responder conscientemente a esses estímulos, as imagens em movimento e mudanças sucessivas na tela provocam sucessões igualmente rápidas de reações. Isso ocorre devido a uma espécie de programação biológica ancestral. O sistema nervoso autônomo dos mamíferos mais evoluídos está treinado para perceber qualquer alteração no ambiente que seja relevante para a sobrevivência. É um pouco a idéia de uma memória biológica das sensações tal como pensou Bergson quando aliou seus estudos de filosofia aos da neurociência no final do século XIX[5].
A conclusão é que as apresentações em mudança rápida impedem respostas cognitivas mais completas. Isso não é observável somente nos programas ditos de entretenimento, mas também naqueles de caráter mais informativo, como o exemplo dos formatos adotado pelos telejornais e pelos noticiários. Seus apresentadores informam as notícias quase sempre na mesma sonoridade de voz e com praticamente as mesmas expressões faciais. O resultado é que a sucessão rápida das notícias e das imagens exige do espectador adaptações inesperadas que tendem a ser cada vez mais fisiológicas e menos cognitivas. A sucessão rápida das imagens também substitui já antiga atitude mais ou menos voluntária que o espectador tinha de zapear por entre os canais – há um número crítico de cortes necessários para impedir que o espectador adormeça ou mude de canal. É como se a televisão fizesse o zapping antes que o espectador pense em fazê-lo – tudo se processa na tela e não em nossas mãos no controle remoto.
As considerações levantadas nessas pesquisas levam a crer que a televisão alterou profundamente a capacidade e as formas dos processos cognitivos bem como a forma como enxergamos o mundo. Se assim é possível dizer, a televisão mudou a forma como ocorre o enquadramento de nosso campo visual. Através das inferências desses estudos sobre as reações involuntárias é possível perceber que a televisão influencia para além do consciente e altera de sobremaneira as relações sociais não somente naquilo que é mostrado em seu conteúdo discernível. Tal como a invenção do alfabeto, a televisão seria também um meio revolucionário de comunicação porque ela tornou-se gradualmente a agente central de uma mudança profunda. Se o nosso campo visual estava acostumado a uma visão seqüencial sempre na direção da escrita, esse padrão foi profundamente alterado a partir da invenção da televisão – da imagem em movimento. Não mais tanto uma visão com o enquadramento seqüencial do mundo, mas misturada a ela uma tipologia de visão nova, caracterizada pelo movimento e por olhares tão rápidos quanto as seqüências das imagens que nos acostumamos a assistir na tela. A representação gráfica das noções de passado e futuro, presente em muitos livros didáticos de história, por exemplo, é tributária da invenção do alfabeto ocidental – o passado aparece à esquerda enquanto que o futuro segue sempre na direção da escrita. O movimento e a rápida sucessão e cortes das imagens na tela parece desorganizar o ponto de vista seqüencial que, como num efeito de espasmo, faz com que as olhadas seqüenciais sejam intercaladas ou substituídas por olhadas rápidas que seguem em direções aleatórias. O sentido televisivo estaria mais próximo de um sentido pressentido – que raramente é consciente – e não de um sentido literário como na visão seqüencial do alfabeto e da escrita.  Segundo essa fórmula a televisão teria nos educado alterando, inclusive, a percepção que temos sobre nós mesmos.
Dito isto, torna-se possível perguntar: até que ponto aquilo que temos consciência nos diz sobre as coisas que são ou parecem ser? Até que ponto os sentidos de nossa consciência são dignos de um acreditar absoluto? As pesquisas acerca das reações involuntárias ou reações orientadoras desestabilizam o elo causal horizontal entre o pensar e o agir conscientes de si mesmos e nos provocam no sentido de outras interpretações.  Sobretudo, nos fazem refletir acerca daquilo que acontece no interior do nosso organismo e que parece estar inteiramente proibido à nossa consciência. Sabemos que temos um coração que pulsa e, ao mesmo tempo, não temos controle sobre ele. Talvez por isso a representação gráfica do coração esteja muitas vezes vinculada ao sentimento da paixão – o pathos do qual não temos o controle absoluto.
Temos um organismo, portanto, que funciona independentemente de nossa consciência decisória sobre ele. Assim, ao que nos parece, os estudos de psicofisiologia acerca do cérebro humano nos permitem apenas esboçar parte do quebra-cabeças que ainda permanece incompleto[6].
Para voltar ao Big Brother – que foi a motivação inicial de nossa reflexão – podemos dizer que é provável que o seu sucesso não se deva tanto a adesão de uma população sem instrução ou a uma pretensa cultura nacional inferior. Seu sucesso entre nós não pode ser explicado somente por uma noção preguiçosa da identidade cultural da nação. De uma maneira geral o Big Brother não é pior ou melhor que os outros programas da grade das emissoras. Ele faz parte de uma cultura televisiva que, diga-se de passagem, não está somente entre nós brasileiros, mas se refere a um contexto espacial mais amplo há muito já acostumado às reações involuntárias, a uma olhada rápida e a uma espiadinha. Mesmo sob suspeitas de que as falas dos brothers passariam por uma edição e que as situações seguiriam um roteiro pré-determinado, o programa continua sendo um sucesso de audiência. Um dos fatores que pode explicar tal adesão ao Big Brother é essa espécie de representação mimética da situação epocal vivida. Convivemos tanto com a televisão – ainda pouco interativa como demonstramos anteriormente – e o computador quase como que uma extensão do nosso corpo que, através da internet, elimina as barreiras do espaço. O voto para eliminar um dos brothers sugere que a nossa ação pensada se concretize através do resultado da votação. No entanto, é curioso perceber que a sensação de controle que não temos do nosso próprio corpo e as relações involuntárias de nosso sistema neuromuscular parecem, no caso do Big Brother, contrabalançar com a idéia de que o computador através da internet – agindo como uma espécie de extensão do nosso corpo – possa garantir exatamente o contrário, ou seja, a horizontalidade entre o pensar e a ação.
    Talvez uma releitura do clássico de George Orwell[7] possa nos fazer refletir sobre nossa situação contemporânea. De fato, num contexto de linguagem muito parecido, o autor de 1984 empreendeu observações importantes sobre o poder sem precedentes da teletela que merece da nossa época um olhar mais cuidadoso. 


[1]  Professor substituto do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) 2009-2011.
[2] BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de História. In: BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas. Magia e técnica, arte e política. 7.ed.trad.Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 224.
[3] Procuramos enfrentar a problemática de que há certos jogos de linguagem cujas relações de reciprocidade e conflito não fixam os seus efeitos a um grupo social ou a um partido político, por exemplo. Também o fazem, mas através de um repertório que implica numa articulação nem sempre lógica e nem sempre sistemática do pensamento. Quando nos referirmos ao lugar, o faremos a partir das premissas de constituição de um cenário ou situação epocal sempre como um conjunto de tudo aquilo que nos afeta e que afrontamos na vida a cada instante. ORTEGA Y GASSET, José. História como sistema e outros ensayos de filosofia. Madrid: Alianza Editorial, 1981. p.149.
[4] Todas as referências aos estudos ou às pesquisas acerca dos efeitos da televisão que são aqui centrais em nosso intento estão compreendidas na obra de KERCKHOVE, Derrick de. A pele da cultura. São Paulo: Annablume, 2009. Tendo sido publicado originalmente como The Skin of Culture, ainda na segunda metade dos anos 1990, o livro foi amplamente divulgado no mundo todo, estando presente obrigatoriamente no interior da bibliografia de muitos cursos de teoria da comunicação em diversos países. A obra está vinculada à trajetória de trabalho do autor junto ao seu mestre Marshall McLuhan e sua colaboração ao Mcluhan Program na Universidade de Toronto no Canadá.
[5] BERGSON, Henri. Matéria e Memória. Ensaios sobre a relação do corpo com o espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
[6] LIBET, Benjamin. Mind Time. The temporal factor in consciouness. Harvard University Press, 2010.  As pesquisas contidas nesta instigante obra demonstram que a escalada neural no cérebro precede no tempo a própria consciência do agir. Segundo o autor, através de registros eletroencefalográficos foi possível observar as alterações químicas e elétricas que ocorrem no cérebro quando da tomada de decisão. O processo todo se inicia 0,3 segundos antes de a mente se tornar ciente da intenção de agir. É como se o cérebro soubesse antes sobre aquilo que se está prestes a fazer e ainda avisasse sobre a decisão tomada acompanhada da sensação gratificante de que é “a vontade consciente” de um “eu soberano” que está no comando e decidindo a ação.
[7] ORWELL, George. 1984. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. 

1912: Expedição de Robert Falcon Scott ao Polo Sul termina em tragédia

Em 29 de março de 1912, o britânico Robert Falcon Scott escrevia as últimas palavras em seu diário: "O fim não deve demorar". Era o final trágico de uma expedição que deveria trazer glórias aos exploradores do Polo Sul.

Robert Falcon Scott em 1912

"Desde o dia 21, há ininterruptamente uma tempestade de oeste-sudoeste e sudoeste. No dia 20 ainda tínhamos combustível para preparar duas xícaras de chá para cada um e alimentos secos para dois dias. Todos os dias estávamos dispostos a marchar os 20 quilômetros até nossa base, mas diante da nossa tenda não se reconhece nada a não ser um turbilhão infernal de neve. Não acredito que possamos aguardar melhoras no tempo. Mas vamos aguentar até o fim. Estamos cada vez mais fracos e a morte não deve demorar. É uma lástima, mas não creio que ainda possa continuar escrevendo."

Uma tragédia humana no continente gelado marcou o dia 29 de março de 1912. O autor desesperado dessas linhas, o britânico Robert Falcon Scott, morreu com dois companheiros de expedição numa pequena barraca, num deserto de gelo. Só uma frase ele ainda conseguiu rascunhar, com os dedos gelados, no diário que testemunhou seu destino:

"Pelo amor de Deus, cuidem de nossas famílias!"

Scott faleceu quando retornava à base de sua expedição, dois meses depois de atingir o Polo Sul. Outra pequena tragédia já havia acontecido no dia 16 de janeiro. Ao chegar ao ponto mais meridional do planeta, a equipe – então ainda com cinco homens – tinha perdido a corrida para o norueguês Roald Amundsen (que atingira o Polo Sul em 14 de dezembro de 1911). A decepção ficou registrada no diário de Scott, no dia 18 de janeiro:

"De repente, vimos uma mancha negra! Não podia ser nada natural. Seguimos e vimos tratar-se de uma bandeira preta presa a um esqui. Próximo, um acampamento abandonado, com pegadas de pessoas e cães por todos os lados. Estava claro: os noruegueses chegaram na nossa frente. Amundsen chegou primeiro ao Polo! Depois de tudo que passamos, frio, fome, estamos enfrentando o choque por termos chegado muito tarde. Agora, temos medo de voltar!"

O fato de a equipe não conseguir retornar teve várias causas. A nevasca a poucos quilômetros da base foi apenas uma delas. A psicologia abalada por não terem sido os primeiros foi outro motivo. Mas, apesar do planejamento detalhado da expedição, Scott cometeu um erro logo no começo.

Enquanto Amundsen apostou em cães para puxar os trenós, Scott resolveu levar trenós motorizados e pôneis. Desacostumados ao clima, os cavalos logo tiveram que ser executados. Já os trenós não funcionaram no frio antártico.

Triste consolo para o grupo de Scott seria saber que, por causa da tragédia, entrou para a história. Hoje, pelas circunstâncias da morte, os britânicos têm mais carisma que o próprio pioneiro Amundsen.

Autor Jochen Kürten (rw)
Fonte: DW-World

quarta-feira, 28 de março de 2012

Fazendo História no Programa Elos!




Já faz parte do Programa Elos UPF (para egressos)?

Entre os benefícios oferecidos pelo programa estão:
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Helena Teston


HelenaTeston
Helena Teston
Curso de História - Licenciatura Plena
Turma 2011/02
Helena Teston
Curso de História - Licenciatura PlenaTurma 2011/02


Comecei o curso em 2008 e mal sabia a experiência fantástica que viveria. Foram quatro anos incríveis de aprendizado, não somente profissional, mas pessoal também. Profissionalmente, o curso me habilitou para a área que vou atuar: as aulas específicas nos embasam para entrar hoje mesmo em sala de aula com vasto domínio de conteúdo, sem falar nas excelentes orientadoras de estágios que eu e meus colegas tivemos. Com elas, aprendemos a ser professores. Além dessa formação, pude participar de um grupo de pesquisa - já que o curso de História oferece a formação continuada, pois juntamente com ele funciona o Mestrado em História Regional. Também fui estagiária no Arquivo Histórico Regional, aprendendo como organizar arquivos, cuidá-los e restaurá-los. Ambas as experiências me mostraram que posso seguir um rumo diferente da docência, como por exemplo, o de pesquisador-historiador. Pessoalmente, ajudar a dinamizar o curso foi uma experiência única. Participei de congressos regionais, internacionais, MIC’S, ciclos de cinema, semanas acadêmicas, tanto como monitora, apresentadora e ouvinte. Ajudar a pensar o curso que temos, destacando os pontos positivos e procurando melhorar os pontos negativos. Sem falar na turma incrível que eu tinha. Lembro das brincadeiras, dos desentendimentos, dos estudos, das madrugadas sem dormir por causa dos trabalhos e provas, do esforço sobre-humano que a maioria fazia para estarem nas aulas todas as noites, e o principal, aprendendo. Havia grupos é claro, mas quando se falava em turma, éramos um só, bem como os mosqueteiros: um por todos e todos por um! Posso afirmar aqui, que todos os meus colegas, bem como vários professores e funcionários do IFCH, tornaram-se realmente meus amigos. Amigos que levarei pro resto da vida.


Com certeza o que o curso oferece é essencial para a nossa formação, mas o responsável por essa formação ser de razoável, boa ou ótima qualidade é você.


Quando da escolha deste curso, o motivo era que a História fazia (e faz) parte de mim. Hoje, sinto orgulho em afirmar que faço parte da História do curso de Licenciatura Plena - História da Universidade de Passo Fundo.

Noventa anos de Comunismo no Brasil

Por Mário Maestri em 27/03/2012

Em 25 de março de 1922, era fundado, em Niterói, no Rio de Janeiro, o Partido Comunista Brasileiro. O pequeno grupo de nove delegados – sobretudo operários e artesões –, representando pouco mais de setenta militantes, de diversas regiões do Brasil, dimensionava os limites orgânicos do movimento nascente. A ideologia anarco-sindicalista e a escassa formação marxista dos novos comunistas demarcava igualmente a fragilidade política do movimento em formação.


Entretanto, foi enorme o sentido simbólico daquela reunião. Sob o impulso da Revolução de 1917, por primeira vez em uma nação ainda sobretudo rural e profundamente federalista, os trabalhadores expressavam em forma clara e explícita a vontade de organizar-se em partido para a luta pela construção de uma sociedade nacional e internacional sem explorados e exploradores.

As celebrações essencialmente genealógicas que acabamos de viver do transcurso em questão, registram fortemente os impasses e a debilidade do comunismo no Brasil, noventa anos após a reunião histórica.

Já sem quaisquer raízes com os princípios que nortearam os primeiros anos do comunismo no Brasil e no Mundo, o Partido Comunista do Brasil, produto da cisão de 1960, procura registrar burocraticamente os laços organizacionais que o ligariam àquele movimento primordial, no momento em que participa com destaque da gestão governamental do país em favor do grande capital, sendo regiamente remunerado por tal ação.

O pequenino Partido Comunista Brasileiro, glorioso resgate da rendição incondicional empreendido pelo PPS, em 1992, realiza meritório esforço de “reconstrução revolucionária”, fortemente dificultado pelo resgate acrítico de passado que materializou, por longas décadas, a negação radical dos princípios consagrados pela revolução soviética. Homenagem e tributo ao pesado lastre do passado que determinam, comumente, a ação do presente.

Uma enorme parte da história do comunismo no Brasil e no mundo está marcada indelevelmente pela sombra sinistra do stalinismo, excrescência política da imensa capa burocrática que expropriou o poder político dos trabalhadores, em processo que levaria a URSS, a China, os países do Leste Europeu, etc. à crise e à restauração capitalista. Processo que determina, hoje, mais e mais, o destino da sociedade cubana.

Através do mundo, os comunistas que se organizaram contra a colaboração de classe e em defesa do internacionalismo, da revolução socialista, da democracia leninista, etc. foram expulsos dos partidos comunistas, caluniados, perseguidos e, não raro, eliminados fisicamente. Na URSS, na China, na Espanha, etc., os comunistas revolucionários vitimados pelos stalinistas se contam às dezenas de milhares.

O gráfico Joaquim Barbosa, Rodolfo Coutinho, Manoel Medeiros, Mario Pedrosa, Fúlvio Abramo, Lívio Xavier, Aristides Lobo, Manoel Medeiros, João da Costa Pimenta, Hermínio Sacchetta foram alguns das centenas de destacados e dedicados militantes comunistas, alguns deles fundadores do PCB, que enfrentaram, em diversas épocas, a luta pela reconstrução revolucionária do comunismo no Brasil, então sob a férrea hegemonia liquidadora stalinista.

Em geral, essa luta empreendida nas mais difíceis condições, foi dada através de grupos ligados à Oposição de Esquerda, animada por León Trotsky, igualmente expulso da URSS, perseguido e vilmente assassinado pelos esbirros do stalinismo. Nossa saudação a todos aqueles comunistas revolucionários brasileiros, nesta data que é de tantos e sobretudo deles.

O caráter restrito das celebrações da fundação do movimento comunista no Brasil, em 1922, é um enorme depoimento de sua atual fragilidade organizacional e político-ideológica. Fragilidade extensiva àqueles que reivindicam filiação orgânica direta ou apenas político-ideológica ao ato inaugural do comunismo no Brasil.

Mostra "Caça aos modernos" resgata artistas alemães e poloneses perseguidos no nazismo


Museu de Mülheim exibe obras suprimidas pelo regime nacional-socialista, de Emil Nolde, Thomas Mann, Kurt Weill. Porém grande atração é descoberta de artistas praticamente desconhecidos. Iniciativa binacional é inédita.
A obra de Arthur Kaufmann A emigração intelectual expressa a questão com clareza, já desde o título. Quase de forma documental, enfileirados como numa foto de classe escolar, lá estão eles, lado a lado: Albert Einstein e Berthold Viertel, Arnold Zweig e Fritz Lang, Erika e Thomas Mann, e todos os outros. Ao todo 38 autores, compositores, cineastas, músicos, atores. Ao fundo do trítico, do lado esquerdo, uma bandeira nazista esvoaça, do outro lado está a norte-americana, no meio, o oceano.
O que o quadro mostra é uma parte da grande onda de emigração: o êxodo das personalidades culturais da Alemanha nazista para os Estados Unidos na década de 1930. A sangria intelectual foi tremenda. E, no entanto, todos os homens e mulheres retratados conseguiram escapar com vida. Outros tiveram menos sorte: foram perseguidos e mortos, impelidos ao suicídio, ou executados nos campos de concentração.
Perturbadores pequenos esboços biográficos lembram todos os que foram assassinados, forçados ao exílio, que tiveram sua obra destruída. Todo o ódio do regime nazista se abateu sobre as melhores cabeças do mundo da arte e da cultura: elas representavam vanguarda e novas formas, experimento e criatividade, mas também crítica social.
Arthur Kaufmann: A emigração intelectual (1939-1964)
Esforço teuto-polonês
"Caça aos modernos – Arte proibida no Terceiro Reich" é o oportuno título da mostra no Museu de Arte de Mülheim, no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália (NRW). Ela integra o Ano Polônia-NRW 2011/2012 e tem o mérito de examinar pela primeira vez, de forma conjunta, um capítulo obscuro da política de extermínio nacional-socialista.
"É novo o fato de a curadora alemã haver concebido a exposição juntamente com uma colega da Polônia, de duas pessoas de dois países terem se ocupado do tema, também para pesquisar e talvez escrever a história comum", destaca a diretora do museu, Beate Reese.
Konrad Winkler: Retrato da esposa (1920)
A mostra "Caça aos modernos", que já foi exibida em Cracóvia, e prossegue na Alemanha até 28 de maio, é notável em dois sentidos. Por um lado, as curadoras conseguiram expor aos visitantes, numa estrutura clara, porém cientificamente fundamentada, uma época da história da arte tão cheia de pontas soltas e rupturas abruptas – num desempenho que também pode ser admirado no excelente catálogo da mostra.
Por outro lado, o visitante é confrontado com artistas e personagens da cultura – além das artes plásticas, a exposição também contempla autores e músicos – que não pertencem necessariamente à lista dos "grandes e famosos".
Fora do mainstream
Isto se deve, sobretudo, ao triste fato de numerosos artistas terem sido assassinados pelos nazistas, dando um fim brusco a seu catálogo de obras. Ou eles foram obrigados a partir para o exílio. Para muitos, isso significou uma reorientação artística. E, acima de tudo, o fim forçado de uma elaboração da e dentro da própria terra natal, em termos de arte.
Lotte B. Prechner: Dançarina de jazz (1929)
Quem já ouviu falar de Florenz Robert Schabbon, que cometeu suicídio em 1934? Ou quem ainda conhece Lotte B. Prechner, que fugiu para a Bélgica, desaparecendo na clandestinidade? Ou a quem ainda diz algo o nome de Julius Graumann, assassinado em Auschwitz em 1944?
O museu também exibe quadros de Emil Nolde e Max Pechstein, obras de Ludwig Meidner e Max Ernst, podem-se ver os livros de Thomas Mann e Else Lasker-Schüler, escutar composições de Kurt Weill e Hanns Eisler. Porém as grandes descobertas da mostra são os tantos artistas "desconhecidos", fora do mainstream.
Conexão com a Polônia
A mal afamada exposição "Entartete Kunst" (Arte degenerada) foi organizada em Munique pela ditadura nacional-socialista, com a função de fixar sua pérfida imagem estética do mundo. Realizada 75 anos depois, a mostra no Museu de Mülheim é também uma homenagem a todos aqueles profissionais da arte cuja produção foi tachada de "degenerada", na época.
"Todos os artistas que estamos mostrando foram, de alguma forma, perseguidos pelos nacional-socialistas ou tiveram suas obras proibidas", explica a curadora Judith Schönwiesner. Porém estão igualmente expostas numerosas obras de arte realizadas no exílio. Esta foi a meta de seus organizadores. "Para nós também era importante expandir a visão até a época do exílio, e mostrar como os artistas lidavam, no exterior, com sua situação de vida alterada."
Emil Nolde: Natureza morta com ninfeias (1922)
Paralelamente, os visitantes têm a oportunidade de vislumbrar uma época artística praticamente desconhecida no país vizinho, Polônia. "Para muitos, será uma novidade ver a contribuição dos artistas poloneses à vanguarda da época. E também dar-se conta de tudo o que foi destruído em termos de produção cultural, naquela época, na Polônia", aponta Beate Reese.
Também neste país a mostra "Caça aos modernos" encontrou grande interesse público. Para os visitantes poloneses, o inusitado foi ficar sabendo algo sobre a história da arte e cultura alemãs. Em especial por se confrontarem com o fato de que na Alemanha houve igualmente numerosos artistas e profissionais da cultura perseguidos, sublinha a diretora do Museu de Mülheim: "Não era apenas uma geração de criminosos".
Autoria: Jochen Kürten / Augusto Valente
Revisão: Roselaine Wandscheer
Fonte: DW-World

27 de março de 1972: Morre M. C. Escher, o mágico da arte gráfica

27/03/2012 - 11:30 | Enviado por: Lucyanne Mano


Maurits Cornelis Escher morreu no Hospital Hilversum quando ainda não tinha completado 74 anos. Dono de uma saúde desde sempre inspiradora de cuidados, viveu os últimos anos na Holanda, terra natal para onde voltou, depois de percorrer o mundo, criando um legado artístico de tempos e espaços fantásticos, resultado de sua experiência visual.

"Deus não pode existir sem o mal, e desde que se aceite a ideia da existência de Deus, tem-se de aceitar, também, a do mal. É uma questão de equilíbrio. Esta dualidade é a minha vida". M. C. Escher

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Fonte: JBlog

terça-feira, 27 de março de 2012

1886: Nasce o arquiteto alemão Mies van der Rohe


O arquiteto Mies van der Rohe nasceu em Aachen, em 27 de março de 1886. Embora assim propagado, não é a perfeição técnica a principal característica da sua obra, que revolucionou a arquitetura do século 20.
Ludwig Mies van der Rohe
Nascido em Aachen, na fronteira alemã com a Holanda, em 27 de março de 1886, é o próprio Mies van der Rohe quem dá a chave para a compreensão de sua arquitetura ao comentar, num artigo publicado em 1961, a influência que as construções de sua cidade natal, a antiga capital do Sacro Império Romano Germânico, exerceram na sua obra.
Ludwig Mies (o sobrenome da mãe, van der Rohe, foi incluído por ele mais tarde) frequentou a escola da catedral católica construída por Carlos Magno e ajudou o pai na empresa de cantaria que possuía. Tendo passado sua infância e adolescência entre lápides e igrejas medievais, sua formação não foi acadêmica, mas de natureza prática e religiosa.
Os primeiros anos
Nietzsche havia decretado a morte de Deus e os homens estavam entregues ao seu destino. “Sou a hora, e a hora é de assombros e toda ela escombros dela”: as palavras de Fernando Pessoa não poderiam definir melhor a crise de valores em que se encontrava a Europa entre o final do século 19 e o início do século 20.
Esse era o contexto cultural que Mies encontrou em Berlim em 1905, quando foi trabalhar no escritório do arquiteto Bruno Paul. Dois anos mais tarde, um professor de filosofia, completamente idealista, queria que sua casa fosse construída por um arquiteto jovem. Paul indicou Mies, que aos 21 anos projetou e construiu a residência de Alois Riehl, um dos principais filósofos berlinenses do início do século 20.
O projeto de Riehl lhe abriu as portas da sociedade berlinense, pondo-o em contato com intelectuais e possibilitando a ele trabalhar com Peter Behrens, para quem os outros pais do movimento modernista da arquitetura, Le Corbusier e Walter Gropius, também trabalharam entre 1907 e 1910.
Behrens e Berlage
Behrens incorporou os fundamentos de um novo estilo, baseado na síntese da vida e da arte, no espetáculo arquitetônico e na recepção estilizada da Antigüidade clássica. Ele distanciou-se do traço sinuoso do Art Nouveau, sendo precursor de um estilo baseado na linha reta.
Pavilhão de Barcelona
Entretanto, a acídia de Mies van der Rohe não combinava com um possível formalismo de Behrens, e Mies procurou a influência de um outro precursor do movimento modernista, o arquiteto holandês Hendrik Berlage, com quem se encontrou em Amsterdã em 1912. Os princípios de Berlage baseavam-se no neoplatonismo da Idade Média, na filosofia de Santo Agostinho, cuja frase “a beleza é o brilho da verdade” tornou-se praticamente um axioma para Mies.
Seguindo os passos do mestre Berlage, a lei universal não era mais a verdade histórica, mas a procura da essência, da verdade da construção. Foi por essa busca constante da essência construtiva, da precisão do detalhe, que Walter Gropius apelidou Mies de “o solitário caçador da verdade”.
Desmaterialização da arquitetura
A aplicação da procura da essência na arquitetura tem como consequência sua desmaterialização. A arquitetura de Mies tornou-se somente estrutura e membrana externa ou, como ele mesmo falava, uma arquitetura de “pele e osso”. A perfeição técnica dos detalhes viria apenas a apoiar esse sentimento de vazio do espaço, que segundo Mies, deveria ser preenchido pela vida.
Os projetos de Mies são, às vezes, completamente ideais, somente espaço, como seus arranha-céus de vidro de 1922 ou a residência Farnsworth, nos EUA, de 1950. Em outros, matéria e espaço interagem num jogo constante, como na residência Tugendhat de 1931, patrimônio histórico da humanidade, na cidade tcheca de Brno.
Mies estava no auge de sua carreira na Alemanha, quando foi convidado para projetar o pavilhão alemão para a Feira Mundial de Barcelona em 1929, hoje ícone da modernidade. Em 1930, ele assumiu a direção da Bauhaus, em Dessau.
O nazismo no poder e a emigração para os EUA
Neue Nationalgalerie
Em abril de 1932, os nazistas fecharam a Bauhaus. Mies a transferiu para um galpão industrial em Berlim-Steglitz. Em julho de 1933, ela foi novamente fechada pelos nazistas, que a consideravam “bolchevismo cultural”. Mies não se considerava uma pessoa politizada. É interessante seu comentário sobre um colega que havia trabalhado para os nazistas: ”Não o desprezo por ser nazista, mas por ser mau arquiteto”.
Os anos de 1930 não foram fáceis para Mies, que não conseguia construir e vivia dos móveis que havia projetado. Emigrou para os EUA em 1938, aceitando o convite para dirigir o departamento de arquitetura do Instituto de Tecnologia de Illinois, em Chicago, cujo campus também projetou.
Na posse, foi saudado por Frank Lloyd Wright, que anos mais tarde o acusaria de haver fundado um novo classicismo nos Estados Unidos. E, de fato, com exceção da residência projetada para a senhora Farnsworth, em 1950, que lhe valeu um processo e, em época de caça às bruxas, a acusação de ser obra de comunista, Mies deu um caráter bastante clássico à sua arquitetura nos Estados Unidos.
Sua obra tornou-se mais estática, sem o jogo de diferenças que enriquecia a sua arquitetura anterior. Terminada em 1969, ano da morte de Mies, a Neue Nationalgalerie de Berlim, seu único projeto construído na Alemanha após a Segunda Guerra, comprova este classicismo, embora apresente a mesma conquista espacial de seus projetos anteriores, principal característica da obra de Mies van der Rohe.
  • Autor Carlos Albuquerque
    Fonte: DW-World

segunda-feira, 26 de março de 2012

Viagem a Pelotas e Rio Grande e Encontro ANPUH/RS


Viagem a Pelotas e Rio Grande
e participação no XI Encontro Estadual de História da ANPUH/RS

TRANSPORTE
Saída: 22 de julho de 2012 de Passo Fundo, a noite (horário e local a confirmar)
Retorno: 27 de julho de Rio Grande (a tardinha, local a confirmar)
Itinerário: Passeio em Pelotas no dia 23 de julho; chegada ao Hotel Cassino na tarde do dia 23. Participação na ANPUH/RS (realizem sua inscrição para garantir os certificados), Campus da FURG, de terça a sexta. Passeio em Rio Grande com horário livre para os participantes da viagem. Retorno na sexta a tarde.
Empresa: São Miguel Turismo
Vagas: 23 lugares
Valores para o transporte: R$ 200,00 (equivale ao valor de ônibus de linha PF-POA-RG-POA-PF)
Confirmação de vaga com o pagamento de parte do valor diretamente a profa. Gizele Zanotto. O valor total deve ser pago até o dia 15 de julho!


Alojamento e Hotéis




1979: Egito e Israel assinam o Acordo de Camp David

No dia 26 março de 1979, em cerimônia na Casa Branca, é assinado o primeiro acordo de paz entre um país árabe e Israel. O documento é um dos mais importantes marcos no processo de paz no Oriente Médio.

Sadat, Carter e Begin selaram o acordo histórico

O acordo entrou para a história como a Paz de Camp David, em referência à residência de verão dos presidentes dos Estados Unidos. As negociações de novembro de 1978 duraram doze dias e removeram os últimos obstáculos à assinatura do documento.

Para o então presidente do Egito, Anwar Al Sadat, a paz com Israel teve significado histórico, quase divino. "Aqueles entre nós que se sentem unidos nesta visão não podem negar a dimensão sagrada de nossa missão. O povo egípcio, com sua compreensão histórica e herança única, entendeu desde o início o valor e o significado deste empreendimento ousado", declarou.

Preparativos

Um ano e meio antes, em contatos secretos, Sadat começara a preparar a paz com os israelenses. Tanto o Egito quanto Israel consideravam-se vencedores da Guerra do Yom Kippur (o Dia do Perdão, na religião judaica), que durara 19 dias, em outubro de 1973. Esse sentimento possibilitava negociações em pé de igualdade entre os dois países.

Em Israel, Menachem Begin vencera surpreendentemente as eleições. Dele não se esperava uma adesão ao processo de paz, já que, como líder nacionalista, sempre sonhara com um grande Estado de Israel.

Talvez Sadat tenha tomado a iniciativa justamente por causa da piora das chances de paz. O líder egípcio declarou no parlamento que iria "até o fim do mundo, até mesmo ao Knesset (Parlamento israelense)", em busca da solução pacífica para o conflito no Oriente Médio.

Seu discurso foi aplaudido por deputados e visitantes, entre eles o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, mas para a maioria não passava de mera retórica.

Israel corresponde

Pressionado, Begin acabou convidando Sadat para uma visita de surpresa a Jerusalém, em novembro de 1977, num gesto que abriu definitivamente o caminho para o acordo de paz.

Após esse primeiro contato, sucederam-se negociações aparentemente fáceis sobre a retirada das tropas israelenses da península do Sinai e a criação de uma autonomia para os territórios palestinos.

Os acordos de paz egípcio-israelenses foram negociados em 1978 e completados no ano seguinte em Camp David, com mediação decisiva do então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter.

Árabes isolam Egito

Perplexo, o mundo árabe rompeu relações com o Egito e transferiu a sede da Liga Árabe para a Tunísia. A OLP rejeitou a ideia de autonomia que, 15 anos mais tarde, aceitaria em Oslo, como primeiro passo rumo à almejada independência.

Sadat sequer chegou a ver completada a retirada das tropas israelenses do Sinai. Em outubro de 1981, foi assassinado por fundamentalistas muçulmanos, que o acusavam de "haver traído o mundo árabe com o acordo de paz".

Mesmo sob resistência interna da direita, Israel devolveu o Sinai aos egípcios em 1982 e os dois estados estabeleceram relações diplomáticas. O destino da Faixa de Gaza ficou indefinido, à espera de uma solução para a questão palestina.

Acordo rende Nobel

A paz entre Egito e Israel foi avaliada internacionalmente como sinal de tanta esperança que os signatários do acordo de 26 de março de 1979 receberam o Prêmio Nobel da Paz.

Um acordo histórico de devolução dos territórios palestinos só seria assinado entre a OLP e Israel em setembro de 1993. O conflito na região, porém, prossegue, apesar das inúmeras tentativas de mediação de paz no Oriente Médio.


Autor: Peter Philipp (gh)
Fonte: DW-World

26 de março de 1980: Morre Roland Barthes

26/03/2012 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


"A escrita é um ato de solidariedade histórica. A língua e o estilo são objetos, mas a escrita é uma função: constitui uma relação entre a criação e a sociedade".
Roland Barthes

Roland Barthes, 64 anos, morreu no início da tarde no Hospital da Pitié-Salpetriere, após lutar por mais de quatro semanas para sobreviver a um acidente de trânsito, no qual acabou atropelado por uma caminhoneta. Gravemente ferido na cabeça e nos pulmões, foi induzido a uma traqueostomia. Acabou sucumbindo a uma infecção generalizada, a qual não resistiu.

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Fonte: JBlog

domingo, 25 de março de 2012

1957: Assinados Tratados de Roma


No dia 25 de março de 1957 foram assinados em Roma os tratados de criação da Comunidade Econômica Europeia (CEE) e da Comunidade Europeia de Energia Atômica (Euratom).
Chanceler federal alemão Konrad Adenauer (e), um dos signatários dos documentos
Os fundamentos para os Tratados de Roma foram lançados já em 1946, pouco depois do final da Segunda Guerra Mundial. O então premiê inglês, Winston Churchill, havia viajado a Zurique para propagar uma Europa de coexistência pacífica. Entre suas justificativas para a aliança, estava a necessidade de conciliação entre a França e a Alemanha, para extinguir a possibilidade de um terceiro grande conflito.
Carvão e aço, agricultura e transportes
Em 1951, já havia sido assinado em Paris o tratado que criou a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Ceca), integrando as indústrias dos dois setores na Europa Ocidental. Os seis países que ratificaram os Tratados de Roma, em 1957, buscavam uma política comum para os produtos agrícolas, os transportes e outros setores econômicos importantes.
Pretendia-se "uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus [...] mediante uma ação comum, o progresso econômico e social de seus países, eliminando as barreiras que dividem a Europa" (Preâmbulo dos Tratados de Roma).
Dez anos mais tarde, em 1967, acabaram as limitações comerciais, surgindo a Comunidade Europeia. A Dinamarca, o Reino Unido e a Irlanda associaram-se ao grupo em 1973, e a Grécia, em 1981. Em 1986 entraram Portugal e Espanha. Finalmente, em 1995, a Finlândia, Suécia e Áustria aderiram, completando um grupo de 15 nações. Com a ampliação para o Leste Europeu, concretizada em maio de 2004, o bloco chegou a 25 membros. Em janeiro de 2007, ingressaram ainda a Bulgária e a Romênia, aumentando esse número para 27.
Atualização constante
Os Tratados de Roma foram sendo constantemente atualizados por meio de outros acordos, como o Ato Único Europeu, de 1986. Como primeira revisão dos Tratados de Roma, ele entrou em vigor em 1987, alterando as regras de relacionamento entre os países-membros e ampliando os objetivos e campos de atuação da comunidade.
Com o Ato Único Europeu, pretendeu-se a adoção de políticas comuns; a criação de um mercado comum com livre circulação de mercadorias, pessoas, serviços e capitais; o reforço da coesão econômica e social entre todos os filiados; e a equiparação social e econômica.
O Ato Único Europeu visou, ainda, a cooperação na área da ciência e tecnologia, a criação do Sistema Monetário Europeu e uma política comum para o meio ambiente.
Já o Tratado de Maastricht (Holanda) ou Tratado da União Europeia, de 1991, representaram um avanço no processo de integração política e social, com a implementação de uma cidadania europeia, o alargamento das competências da Comunidade Econômica, com a adoção de uma política externa e de segurança comum, além da cooperação no âmbito da Justiça e de assuntos internos.
Gerda Gericke (rw)