quarta-feira, 30 de novembro de 2011

30 de novembro de 1991: Morre Sobral Pinto, o defensor dos direitos do homem

30/11/2011 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


Morre Sobral Pinto, o defensor dos direitos do homem


"A democracia é universal, sem adjetivos". Sobral Pinto


25 dias após completar 98 anos, o jurista Sobral Pinto morreu de falência múltipla dos órgãos, numa manhã de sábado, em casa, no bairro carioca de Laranjeiras. Nos últimos dias, ele, que vinha tratando uma pneumonia e uma desidratação, demonstrava fraqueza e se alimentava com dificuldade.


Em paz com seu tempo e com Deus, morreu na humildade do corpo, mas na grandeza do espírito em que sempre viveu. Como um Homem que passou à História do Brasil, principalmente pela extremada devoção à liberdade. Um dos raros exemplos de homens que deveria ter o privilégio de ser enterrado de pé, porque não serviu nunca aos poderosos nem nunca se dobrou ao arbítrio e à prepotência. Mais do que suas obras - Teologia da Libertação: materialismo marxista na teoria espiritualistaLições de Liberdade ePorque defendo os comunistas, entre outras -, ele legou a seus contemporâneos e às futuras gerações um exemplo de luta e dignidade.


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 Fonte: JBlog

terça-feira, 29 de novembro de 2011

29 de novembro de 2001: Adeus a George Harrison, o mais jovem Beatle



29/11/2011 - 10:00 | Enviado por: Lucyanne Mano Morre George Harrison. Jornal do Brasil: 30 de novembro de 2011.


Após uma longa luta contra o câncer, o músico George Harrison, ex-guitarrista, compositor e cantor do grupo britânico The Beatles, faleceu, aos 58 anos. No momento de sua morte, ele estava na casa de um amigo, ao lado da mulher, Olívia, e do filho, Dhani, de 24 anos. "Ele deixou esse mundo da mesma forma que viveu, ciente de Deus, sem medo da morte e em paz, ao lado da família e dos amigos", disse num comunicado divulgado por Olívia e Dhani. George Harrison, integrante mais jovem dos Beatles, foi o segundo da formação clássica do quarteto a morrer: em 1980, John Lennon foi assassinado em frente ao edifício em que morava, em Nova York.


Harrison já tinha visto a morte de perto pelo menos uma vez, em 1999, quando sua casa na Inglaterra foi invadida por um louco que chegou a esfaqueá-lo. Em 1974, o guitarrista interrompera uma turnê por causa de problemas na garganta, mas nada indicava que aquilo fosse uma manifestação do câncer que o levou. 


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Fonte: JBlog

28 de novembro de 1985: Morre Fernand Braudel, o homem que incorporou à História o recurso de outras ciências

28/11/2011 - 12:00 | Enviado por: Lucyanne Mano


Fernand Braudel. Jornal do Brasil: Sexta-feira, 29 de novembro de 1985.


Fernand Braudel, 83 anos, morreu em Paris. E a Academia Francesa por pouco não teve tempo de redimir-se: somente um ano antes de sua morte, lhe concedera a honra de pertencer ao seus quadros. Ele foi simplesmente o maior historiador francês do século 20. Muito mais do que isso, o criador de uma nova visão da História, reconhecida a partir da publicação, em 1949, de sua obra monumental O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrâneo na Época de Felipe II.


Era a primeira vez que um historiador praticamente ignorava a tradição da ordem cronológica. A História imóvel era abandonada. Surgia uma história que se movimenta em planos superpostos, em contínua comunicação, incorporando a seus estudos os recursos das outras ciências sociais e buscando, no movimento da vida, o que se ltera com rapidez e o que muda com lentidão. O livro foi saudado imediatamente como uma obra-prima de produção historiográfica por historiadores renomados como John Elliot, Arnol Toynbee e Lucien Febvre.


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Fonte: JBlog

domingo, 27 de novembro de 2011

1895: Alfred Bernhard Nobel assina seu testamento



 

Sem a fundação e os prêmios concedidos anualmente em seu nome, é muito provável que ninguém se lembraria mais do industrial sueco Alfred Bernhard Nobel, cujo testamento foi assinado em 27 de novembro de 1895.

 
Nobel era muito contraditório: sempre foi sueco até a medula, embora tenha vivido no exterior desde os nove anos de idade; ganhava dinheiro com explosivos e era afeiçoado a ideias pacifistas. Depois de perder um processo de patente, Nobel passou a suspeitar de todo tipo de formalismo e a desconfiar especialmente dos advogados.
Se Nobel adquiria confiança em alguém, tentava chegar a um consenso sobre seus objetivos. Do contrário, deixava a pessoa agir à vontade. Por fim, Nobel tinha ideias próprias sobre dinheiro e patrimônio. Ele costumava dizer que as pessoas que herdam muito dinheiro se tornam parvas.
Desejo expresso mas impreciso no testamento
Com essas premissas, pode-se entender o testamento que ele assinou em 27 de novembro de 1895 no Clube Sueco em Paris, homologado por quatro compatriotas seus. O documento continha alguns legados pequenos a algumas pessoas e acrescentava: "O resto do meu patrimônio deve ser usado da seguinte maneira: com o capital [...] deve ser criado um fundo e seus juros anuais distribuídos em prêmios para os que trouxerem os maiores benefícios à humanidade".
Deveriam ser contempladas com o prêmio cinco áreas: física, química, fisiologia ou medicina, literatura e realizações que contribuíssem da melhor maneira possível para a fraternidade entre os povos, para a extinção ou redução de exércitos, bem como para a consecução ou propagação da paz. Além de dinheiro, o inventor da dinamite em pó tinha talento literário e ideias pacifistas.
O prêmio deveria ser outorgado por instituições de renome: Real Academia Sueca de Ciências, Instituto Carolíngio Sueco de Medicina e Cirurgia, Academia Sueca de Literatura e uma comissão de cinco membros nomeada pelo parlamento norueguês.
Questões em aberto
Feito sem instrução jurídica, o testamento continha muitas falhas. Nobel legou a sua fortuna, mas a quem? Ele deixou escrito apenas que determinada corporação deveria distribuir o dinheiro dos juros em cinco prêmios e não fez determinações sobre a administração do fundo. Ele estabeleceu apenas que as cinco instituições assumiriam a tarefa de distribuir os prêmios. E o que deveria acontecer se elas recusassem?
A longa série de processos sobre o último desejo de Nobel começou com a questão sobre o lugar do seu domicílio. Seria a cidade sueca Bofors, onde ele estava registrado como habitante quando morreu? Estocolmo, onde pagava impostos? Ou em Paris, onde viveu longos anos e gozava dos direitos de cidadania local, embora tenha mantido seu passaporte sueco?
A questão era interessante não só por causa do imposto sobre herança, mas também para a validade jurídica do testamento. Por motivos formais, os tribunais franceses teriam declarado o documento inválido. Depois de processos em várias instâncias, foi decidido que o domicílio seria Bofors.
Surgimento da Fundação Nobel
Num próximo passo, o órgão estatal equivalente hoje ao Ministério da Justiça propôs a criação de uma fundação à luz do direito sueco para cuidar do patrimônio de Nobel. O governo real fez as reformas legais necessárias e pediu às instituições mencionadas no testamento que reconhecessem e assumissem as tarefas deixadas por Nobel.
Logo depois, três das quatro instituições deram sua resposta positiva e, ao mesmo tempo, fizeram sugestões para os estatutos da fundação e diretrizes para a concessão dos prêmios. A Academia Sueca de Ciências foi a única entidade que considerou essa tomada de posição inoportuna antes do fim de todos os processos.
Os testamenteiros, as instituições e parentes de Nobel negociaram durante um ano, após o que assinaram um acordo e encerraram todos os processos sobre o testamento. Só então começaram as negociações sobre os estatutos da Fundação Nobel.
Em junho de 1900, ela foi finalmente confirmada e aprovada pelo governo sueco. Os primeiros prêmios foram concedidos em 1901 e, na atualidade, o Prêmio Nobel é uma das distinções mais famosas do mundo.
 
Carsten Heinisch (ef)
Fonte: DW-World

PPGH divulga disciplinas 2012.01



As informações sobre matrículas para alunos regulares e especiais serão divulgadas em breve no site do Programa - www.ppgh.upf.br.

As inscrições para a seleção de novos alunos está aberta. Não perca os prazos.

* * EDITAL DE SELEÇÃO PPGH * * *
Inscrições: de 17/ 10/2011 a 14/12/2011
Seleção: 04  e 05/01/2012 (prova escrita e entrevista)
Resultado: até 09/01/2012
Para ler o Edital clique aqui 
Para informações sobre financiamento clique aqui


HORÁRIOS 2012/01

Turno
Quinta-feira
Sexta-feira
Manhã

Prof. Dr. Gerson Luís Trombetta
Teorias da História
Sala 123


* * * 

Prof. Dr. Adelar Heinsfeld
Relações Internacionais e Inter-regionais I
Sala 220

Prof. Dr. Mário Maestri
Seminário IV
Sala 123

* * * 

Prof.Dr. Álvaro Klafke
Estudos Historiográficos II – O RS e a formação do Estado Nacional
Sala 220
Tarde

Profª Dr. Janaína Rigo Santin
História e Poder Local
Sala 123

* * * 

Profª Dr. Ana Luiza Setti Reckziegel
História e Região – O mundo e a Globalização
Sala 227
Profª. Dr. Ironita Machado
Estágio de Docência I  - 2 créditos
Estágio de Docência II  - 2 créditos
Sala 225
(disciplina obrigatória para bolsistas Capes e optativa para os demais alunos)

Noite
Profª. Dr. João Carlos Tedesco
Memórias, História e Patrimônio
Sala 226

* * * 


Prof, Dr. Tau Golin
História, Cultura e Mídia
Sala 227



DATAS A CONFIRMAR!
Seminário Especial
Intensivo 02 Créditos
Professor: Dr.Edison Antônio de Souza
IES: UFMT
Data: Abril
Turnos: Manhã e tarde
Sala: 228

sábado, 26 de novembro de 2011

26 de novembro de 2011: O centenário de Mario Lago

26/11/2011 - 09:00 | Enviado por: Lucyanne Mano 


 "Esta cidade é meu vício.
Sinto um enorme prazer em ser carioca".
Mário Lago
Mario Lago. Reprodução


Carioca da Rua do Resende, Centro da Cidade, Mario Lago nasceu em 26 de novembro de 1911, numa família de músicos. E foi no bairro que viveu até 36 anos. Colecionador de histórias, as primeiras remetem à infância repleta de brincadeiras de pique e de bola com a criançada pelas calmas ruas do bairro. Na juventude, fundou a Embaixada do Buraco e junto com outros rapazes, divertia-se disputando jogos de carta nas praças da Cruz Vermelha e Tiradentes.


Na década de 30, estudou na Faculdade de Direito da Capital da República, então celeiro de arte aliada à política, vindo a se formar doutor.


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Fonte: JBlog

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Players escalados!

TABELA DE JOGOS


Jogos de 20 minutos (2 tempos de 10 minutos)

14:00 - Marias X Frida´s

14:30 - Estudiantes X Artigas (G1)
15:00 - Guevaras X Yankees (G2)
15:30 - Heródotos X Estudiantes (G1)
16:00 - Yankees X Trosko (G2)
16:30 - Heródotos X Artigas (G1)
17:00 - Trosko X Guevaras(G2)
17:30 - 1 G1 X 2 G2
18:00 - 1 G2 X 1 G1
18:30 - Frida´s X Marias (final feminina)
19:00 - Final com vencedores do cruzamento (final masculina)





TIMES INSCRITOS PARA A COMPETIÇÃO!


ESTUDIANTES
Ederson Fratta
Aneto José Alves
Michel Dalmagro
Junior Tessaro
Jonas Balbinot
Anderson da Silva Schmitt
Mauricius Maia
Daniel Magalhães






ARTIGUISTAS
Anderson Marcelo Schmitt
Alessandro Batistella
Antonio Bortolini
Fabiano Teixeira
Juliano Augusto Muller
Lucas Cabral Ribeiro
Murillo Dias Winter
Vinicius Antonio Heuerter


FRIDA´S
Camila Guidolin
Mayara Lamberti
Cândida Jovenal
Helena Teston
Jaqueline Schmitt
Ingrid Castro
Marina Galvan
Alini Luza Morais
Angélica Balzan
Cintia Boeno


 GUEVARAS
Ramiro Duarte da Silva
Jeferson Mendes
Anderson Matos Teixeira
Thiago Vaucher
Ernani da Silva
Charles Pimentel
Alessandro Batistella
Eder Pedroso
Evandro

MARIA BONITA
Camila Marcon
Cristiane Pereira Piovezani
Caroline Lisboa dos Santos
Denise P. Rodrigues
Kelli Slongo
Bruna Nitiele da Silva Anacleto
Cristiana Pasqualotto


IMPERIAL YANKEES
Leonel Castellani
Cleiton Motta Severo
Jeferson Couto
Dilceu Pivatto Jr.
Renan de Mattos
Evandro Cardoso
Daniel Ricardo Damiani
João Carlos do Amaral
Darlan 
Gelson de Souza


FILHOS DE HÉRÓDOTO
Alexandre Reck
Álisson Cardozo
Emanuel Augusto Machado
Davi Rodrigues
Fernando
Fábio
Alexandre Colussi
Artur
Gustavo


TROSKO C. S. FUTEBOL CLUBE
Guilherme Lucero
Vinicius Eckert
Cássio Menezes
Luiz Guilherme Fagundes
Luciano Pimentel
Miraldi da Costa
Reinaldo Juchen
Vinicius Alberichi
Felipe Fiuza Strehl
Guido Lucero

Historiadores esperam regulamentação da profissão há décadas


25/11/2011 8:10,  Por Rede Brasil Atual
A matéria segue, em caráter conclusivo, para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue ao Senado sem passar pelo plenário
Por: Evelyn Pedrozo, da Rede Brasil Atual
Publicado em 25/11/2011, 09:48
Última atualização às 09:48

São Paulo – Está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal, para análise em caráter conclusivo, o projeto de lei 7321/06, que propõe a regulamentação do exercício da profissão de historiador, aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Casa. Agora o texto aguarda a definição de relator e, se mantiver concordância de todos os membros, será encaminhado ao Senado sem sequer precisar passar pelo plenário.
O texto, aprovado no último dia 16 e encaminhado à última comissão na Câmara na terça-feira (22), é de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) e tramita apensado ao PL 3759/2004, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) recomendou a aprovação do projeto apensado por não obrigar o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do presidente da República”, explica.
Atividades do historiador definidas no projeto:planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos.
 Poderá exercer a profissão:quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.
Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.
A regulamentação é aguardada há muitos anos pela categoria. Segundo o coordenador do curso de História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Luiz Antonio Dias, desde a década de 1960 essa matéria é debatida e sempre cai no esquecimento dos parlamentares. Desta vez, ele acredita que saia do papel.
O professor Dias aposta que, com a medida, será aberto um novo mercado profissional e as relações de trabalho vão se aperfeiçoar. “Com a regulamentação, as empresas e os governos devem evitar empregar alguém sem a qualificação específica, apesar de que, na prática, as instituições sempre optem por profissionais formados”, observou.
Segundo Dias, a Câmara Municipal de São Paulo é o exemplo de um órgão público que já tem historiadores concursados para cuidar de documentos históricos. “As oportunidades podem ser ampliadas agora para a categoria”, ressaltou. Entre os que já atuam na função, mas não têm formação específica, serão necessários cinco anos comprovados para obter o enquadramento como historiador.
Além da vida acadêmica, para onde se direciona a maioria dos profissionais, no âmbito político, a função do historiador tem extrema relevância. “O país tem muitos papéis a serem analisados e isso exige formação”, destaca o professor. Para ele, a criação da Comissão da Verdade, em discussão no Congresso Nacional, que vai abrir arquivos antigos da época da ditadura militar, é um bom exemplo.
“É preciso muito preparo para saber quais documentos podem ser relevantes, o que pode e deve ser analisado. A história é relegada a segundo plano há muito tempo. A valorização do historiador pode amenizar esse problema”, observou o professor. Para ele, o historiador seria o profissional preparado para trabalhar as informações e para ter maior cuidado com as fontes.
Dias afirmou que um órgão público com problemas estruturais para armazenar documentos já teria sugerido apagá-los. “Existe muito material importante mal guardado e desvalorizado”, destacou.
“Eu esperava, na verdade, a criação de um conselho profissional, a exemplo de outras categorias, para melhor definição das regras, mas isso foi barrado pela relatora e terá de ser discutido posteriormente pela Associação Nacional de História (Anpuh)”, afirmou.
Com informações da Agência Câmara

Seleção PPGH



Inscrições: de 17/ 10/2011 a 14/12/2011
Resultado: até 09/01/2012
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1973: Crise do petróleo para o trânsito na Alemanha



 

Em 25 de novembro de 1973, os carros foram proibidos de circular na Alemanha para poupar gasolina. Os países exportadores de petróleo haviam imposto um embargo contra os aliados de Israel.

 
As nações árabes causaram a quarta crise mundial do petróleo em 1973, ao boicotarem as exportações aos países que apoiavam Israel na guerra do Yom Kipur. A represália atingiu severamente os Estados Unidos e a Europa ocidental.

O petróleo sempre foi uma importante arma política, já tendo levado a várias crises mundiais. A primeira foi em 1951, seguida da de 1956 e outra em 1967. Na de 1973, o preço do petróleo subiu de 2,90 dólares o barril (em setembro) para 11,65 dólares (em dezembro).

Quatro domingos sem trânsito

Para poupar energia, o então chefe de governo alemão Willy Brandt instituiu limites de velocidade e a proibição da circulação de veículos durante quatro domingos. Em 25 de novembro de 1973, as autoestradas e ruas das cidades na Alemanha ficaram vazias. Um fato difícil de acreditar em plena época do milagre econômico e num dos países líderes mundiais na produção de automóveis.

Com o fim dos estoques no mundo ocidental, a crise chegou ao auge em 1974. O chamado primeiro grande choque do petróleo levou à desestabilização da economia mundial e provocou uma severa recessão nos Estados Unidos e na Europa. Os países industrializados acabaram o ano de 1974 com um deficit de cerca de 11 bilhões de dólares e os em desenvolvimento, de quase 40 bilhões de dólares.

Em 1979, aconteceu um segundo choque do petróleo, causado pela revolução iraniana que derrubou o xá Reza Pahlevi (1919-1980) e instalou uma república islâmica no país. (rw)

Fonte: DW-World

FUPF é reconhecida com premiação máxima de Responsabilidade Social


Prêmio Responsabilidade Social realizado pela Assembleia Legislativa reconhece instituições que desenvolvem projetos sustentáveis

Foto: Carla Vailatti
Ações de Responsabilidade Social desenvolvidas pela FUPF são reconhecidas com premiação estadual
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) concedeu à Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) o Prêmio Responsabilidade Social, distinção máxima entre as Instituições de Ensino Superior do estado referente a investimentos em ações sociais. A premiação foi recebida na noite de quarta-feira, 23 de novembro, no Teatro Dante Barone da ALRS, pela professora Bernadete Dalmolin, membro do Conselho Diretor da FUPF e coordenadora de Extensão da UPF. Além da FUPF, mantenedora da UPF, UPF Idiomas e Integrado UPF, outras 12 empresas, organizações e instituições foram premiadas em suas categorias.

A distinção, promovida pelo Parlamento gaúcho e coordenada por um grupo de representantes de entidades da sociedade civil, avaliou uma série de práticas responsáveis de cada instituição, relativas aos públicos internos, externos e à comunidade. Entre os projetos desenvolvidos pela FUPF ganhou destaque o Educação e Cidadania, desenvolvido pelo curso de Serviço Social e pela UPFTV. A atividade envolve ações socioeducativas em populações em situação de vulnerabilidade e risco social.

Confira AQUI a matéria produzida pela UPFTV sobre a premiação.

De acordo com o presidente da FUPF, Celso Carlos Gomes Gonçalves, todas as ações desenvolvidas pela Fundação e por suas mantidas são voltadas à responsabilidade social. “Nós estamos integrados em uma sociedade, trabalhamos por ela e com ela, e hoje isso vem representado nesse prêmio concedido pela Assembleia Legislativa. A integração existente entre professores, alunos e funcionários é o que resultou em ações que agora são reconhecidas”, considerou.

Para a professora Bernadete, a inscrição ao prêmio objetivou dar visibilidade às práticas de responsabilidade social da Instituição para além da comunidade local, uma vez que se trata de um prêmio de abrangência estadual. “Receber o prêmio na categoria IES é o reconhecimento de um trabalho dos gestores, docentes, funcionários, alunos e comunidade, além de ser um incentivo na formulação de projetos novos e no fortalecimento daqueles que já estão em andamento”, avaliou.

O presidente da assembleia, deputado Adão Villaverde, evidenciou em seu discurso os avanços já conquistados no campo das responsabilidades sociais. “Sabemos que a sociedade brasileira realizou de forma acelerada um conjunto de movimentos nesse sentido, que passos importantes estão sendo dados por todos para que o estado que cresça, se desenvolva e que continuemos caminhando em sentido positivo”, observou.

Projeto Educação e Cidadania
O projeto de extensão foi inscrito na premiação como case no tema norteador Projetos de Sustentabilidade. Em andamento desde 2005, a iniciativa é fruto de parceria entre a UPFTV e o curso de Serviço Social da UPF e leva a oito comunidades de Passo Fundo alternativas para o enfrentamento das problemáticas das realidades locais. O trabalho envolve geração de emprego e renda, esporte, cultura e lazer, inclusão digital, segurança alimentar, combate à fome e à violência contra a mulher, saúde e educação, garantia de direitos e atividades para a terceira idade. A UPFTV assume o papel de promover o diálogo entre o poder público e a sociedade, de assessorar as comunidades no desenvolvimento de seus planos de ação, de articular com projetos sociais que a Universidade desenvolve e de formar lideranças e multiplicadores nos processos de identificação e enfrentamento das problemáticas locais. Um dos frutos do projeto foi a publicação de um diagnóstico das oito localidades atendidas, realizada em novembro de 2008.

A coordenadora do curso de Serviço Social Clenir Moretto acompanhou a premiação e evidenciou sua satisfação por fazer parte do projeto. “É um projeto vivo, em permanente construção, que traduz múltiplas possibilidades de intervenção nas comunidades que concentram vulnerabilidade econômica e social no município de Passo Fundo”, descreveu.

Esta é a segunda vez que a FUPF recebe a premiação máxima de Responsabilidade Social entre as IES do estado. As ações desenvolvidas também foram reconhecidas com o troféu em 2005 e em outras edições com medalhas e certificados.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

1941: Aberto o campo de concentração de Theresienstadt



 

No dia 24 de novembro de 1941, os nazistas abriram um campo de concentração para os judeus da República Tcheca. Nos pouco mais de três anos de existência do "gueto-modelo de Hitler", passaram por ali 140 mil pessoas.

 
Os judeus já viviam há mil anos na região da Boêmia, na República Tcheca. A capital Praga era seu centro, onde ficava a sinagoga mais antiga da Europa e a sepultura do grão-rabino de Praga, Judah Loew. A ele é atribuída a criação do personagem principal da Lenda de Golem (segundo antigas lendas judaicas, inspiradas no misticismo da Cabala, seria possível dar vida a uma criatura feita com pedaços de cadáveres, cujo objetivo seria defender o povo judeu).
Tudo mudou em 15 de março de 1939, quando soldados de Hitler ocuparam Praga e passaram a controlar o lado ocidental do país. As sinagogas foram destruídas, os judeus, perseguidos, as propriedades, confiscadas.
Theresienstadt foi escolhida para concentrar os judeus no protetorado alemão. Terezin (nome em tcheco), uma fortaleza construída no século 18, oferecia as condições ideais para abrigar o gueto judeu.
Extermínio de uma cultura
Em novembro de 1941, começaram a ser deportados para lá milhares de judeus. Ruth Elias, na época com 20 anos, foi a única sobrevivente de uma família. Segundo ela, ali aconteceu o extermínio de uma cultura: "Em Theresienstadt estava a elite da época, professores, pensadores e artistas", lamenta. Ela lembra que vinha gente da Dinamarca, da Áustria e da França, judeus burgueses e intelectuais de toda a Europa. Theresienstadt era considerado gueto-modelo pelo regime nazista.
Era o ponto de concentração dos judeus, depois levados às câmaras de gás dos campos de extermínio. Com o desenvolvimento da guerra, foi sendo trazida cada vez mais gente, aumentando a fome e as epidemias. Em 1942, morriam ali 2 mil pessoas por mês. No total, faleceram 34 mil.
Durante os 3,5 anos de existência do campo, passaram por ele mais de 140 mil pessoas, sendo que 90 mil foram repassadas para os campos de extermínio. Em maio de 1945, quando chegaram os Aliados, restavam 16 mil sobreviventes.
 
Doris Bulau (rw)
Fonte: DW-World