segunda-feira, 31 de outubro de 2011

1954: Início da guerra de independência da Argélia



 

No dia 31 de outubro de 1954, começou a guerra pela independência na Argélia. A luta contra as tropas de ocupação da França durou sete anos e causou a morte de mais de 260 mil pessoas.

 
Os primeiros disparos foram ouvidos na noite de 31 de outubro para 1º de novembro de 1954. Jovens argelinos, integrantes da até então desconhecida FLN (Frente de Libertação Nacional), iniciavam assim a luta para acabar com o domínio francês, que começara através da invasão do norte da África em 5 de julho de 1830, consolidando-se nos 17 anos seguintes. Num panfleto, os rebeldes conclamavam à criação de um Estado independente na Argélia, cujo sistema social deveria ser uma mescla de social-democracia e islamismo e que garantisse também direitos iguais a todos os cidadãos.
Sempre existira insatisfação popular quanto ao domínio francês na Argélia, pois uma minoria europeia imperava sobre a maioria do povo argelino, constituído de árabes e berberes. No correr dos anos, os franceses começaram a tratar a colônia norte-africana como se fosse uma parte do território da França e os argelinos, como estrangeiros no próprio país. Foram feitas inúmeras tentativas de impor a igualdade de direitos entre europeus e muçulmanos, mas sempre sem êxito duradouro.
Por exemplo, no ano de 1947. A Assembleia Nacional, em Paris, aprovou um estatuto para a Argélia, no qual a colônia foi definida como "um grupo de províncias com caráter urbano, autonomia financeira e uma organização especial". O que isto significava, ficou claro na constituição do Parlamento argelino: divididos em dois grupos numericamente iguais, os 120 deputados representavam, de um lado, os 370 mil colonizadores europeus e os 60 mil argelinos assimilados e, do outro, a grande maioria de cerca de 1,3 milhão de árabes e berberes.
Concessões
Mas foram introduzidas também algumas concessões aos muçulmanos argelinos: eles podiam viajar à França em busca de trabalho e, lá, podiam professar livremente a sua religião. Além disto, foi permitido oficialmente o ensino do idioma árabe na Argélia.
O documento não conseguia ocultar que teria prosseguimento a discriminação da população da Argélia e isto ficava ainda mais claro no dia a dia argelino. A insatisfação crescia. Tanto mais quanto maior o número de países árabes a se livrarem do jugo dos europeus e a conquistarem sua independência nacional.
A resistência começou a aparecer paulatina e cautelosamente. Um primeiro sinal de alarme para os franceses ocorreu em 1950, com um assalto ao correio central de Oran, comandado por Ahmed Ben Bella. O líder rebelde argelino tinha servido no Exército francês durante a Segunda Guerra Mundial, como muitos dos seus compatriotas, tendo sido altamente condecorado pelas suas ações nos campos de batalha da Itália. Ben Bella transformou-se na figura símbolo da luta argelina de libertação e foi, posteriormente, o primeiro chefe de governo da Argélia independente.
Inicialmente, porém, a repressão francesa da rebelião ficava a cada dia mais cruel. Depois dos primeiros disparos de 31 de outubro de 1954, milhares de argelinos foram presos. A maioria deles nada tinha a ver com a FLN e sua luta. Os franceses continuaram cometendo os mesmos erros: as tentativas de concessões aos argelinos sempre foram muito modestas e vieram tarde demais.
Ódio
Mas todas as manifestações antifrancesas eram punidas com extremo rigor. Com isto, o ódio dos argelinos tornou-se sempre mais profundo, chegando ao auge quando o Exército francês na Argélia foi reforçado com 500 mil homens. Isto – e a pressão da FLN sobre muçulmanos hesitantes – consolidou a frente da rebelião.
A situação ficou ainda mais tensa quando a Tunísia e o Marrocos conquistaram a independência, mas a França continuava enviando os líderes argelinos para a prisão. Houve massacres dos dois lados e, muitas vezes, a iniciativa partia dos próprios colonizadores franceses, apelidados de pieds noirs ("pés negros"), que temiam que o governo parisiense acabasse abrindo mão da Argélia. Os colonizadores rebelaram-se duas vezes, mas acabaram não podendo impedir que ocorresse aquilo que temiam.
Na França, a rebelião argelina acabou levando Charles de Gaulle de volta ao poder: em 1958, ele decretou maiores direitos para os cidadãos muçulmanos da Argélia e, um ano depois, já falava do direito da Argélia à autodeterminação. O resto foi uma questão de tempo: a França iniciou as negociações com a FLN em 1961, depois que seus líderes foram libertados das prisões.
Na primavera europeia de 1962, foi acertado um plebiscito,  realizado a 1º de julho. Seis milhões de argelinos votaram a favor da independência e apenas 16 mil foram contrários a ela. Em seguida, os políticos argelinos assumiram o poder em Argel e a maioria dos europeus deixou o país. 
 
Peter Philipp / am

Fonte: DW-World

Projeto de pesquisa discute o kitsch da arte cultuada pelos nazistas



 

Para o regime de Hitler, a arte deveria parecer arcaica e superior aos olhos do observador. Obras resgatadas do período mostram, contudo, como a arte produzida pelos nazistas era, de fato, banal e grotesca.

 
Na "Grande Exposição Alemã de Arte" do nacional-socialismo, procura-se em vão pelo bizarro, desfigurado ou abstrato. As obras de mestres do Moderno como Otto Dix, Ernst Barlach, Franz Marc, Karl Schmidt-Rottluff ou Oskar Schlemmer já haviam sido difamadas pelos nazistas sob o rótulo de "degeneradas", imediatamente após a tomada do poder, em 1933. Todas elas foram eliminadas dos museus do país.
Quando, em julho de 1937, a famigerada mostra "Arte Degenerada" foi aberta pela primeira vez ao público, em Munique, foi inaugurada na Casa da Arte Alemã, na mesma cidade, a mostra paralela "A Grande Exposição Alemã de Arte". Segundo o catálogo da época, estaria sendo exibido ali "somente o melhor, o mais completo e o mais perfeito que a arte alemã pode oferecer".
Descoberta casual
Essas exposições nazistas foram detalhadamente documentadas até 1944. A coleção de fotografias resultantes desse processo de documentação permaneceu esquecida após a Segunda Guerra Mundial, arquivada durante décadas no Instituto Central de História da Arte (ZIK), em Munique.
"A existência dessas fotos não era conhecida, não se acreditava que seria possível ter havido uma documentação fotográfica dessas exposições", diz Christian Fuhrmeister, do ZIK. Somente a partir de 2004 é que os álbuns foram sendo redescobertos. Rapidamente, o pesquisador e sua equipe verificaram que se tratava de imagens da "Grande Exposição Alemã de Arte" e assim surgiu a ideia de desenvolver um projeto de pesquisa a respeito.
Heróis e natureza morta
Até hoje, sobretudo os homens musculosos e heróicos e as mulheres de plástico de Arno Beckers encarnam a imagem-símbolo da estética nazista. Muitas outras pinturas, desenhos e material impresso também glorificavam a ideologia dos nazistas.
'Família de agricultores de Kalenberg', por Adolf Wissel (1939)'Família de agricultores de Kalenberg', por Adolf Wissel (1939)
Após o início da Segunda Guerra Mundial, imagens de soldados marchando ou em combate podiam também ser vistas nessas exposições, explica Christian Fuhrmeister: "Esses trabalhos existiam, mas eram, todavia, 10 ou 30 imagens entre as 1.800 guardadas. Os temas que estavam principalmente representados eram aqueles que correspondiam ao gosto burguês ou pequeno-burguês dominante no fim do século 19", diz ele. Alguns exemplos são as imagens de paisagens naturais, naturezas mortas e reproduções de animais na tela.
Imagem ideal para o sistema
Segundo Fuhrmeister, nas infindáveis vitrines das grandes salas dos museus também havia peças de artesanato, pequenos objetos, cabeças de criança e cães da raça pastor alemão em porcelana, bem como outros objetos hoje considerados quinquilharia ou de gosto duvidoso. Esses objetos expostos estavam também à venda, embora não sobrasse muita coisa para o cidadão comum.
"Sobretudo a elite de funcionários públicos comprava tudo. O próprio Hitler era, de longe, o maior comprador, tendo despendido sete milhões em marcos do Reich [a moeda da época] com obras de arte na mostra", observa Furhmeister. Era um tipo de arte que não só agradava Hitler, como também o havia inspirado em seus tempos de ex-pintor de cartões postais, o que reflete sua limitadíssima habilidade artística.
Debate acerca da arte nazista
Uma coisa fica clara quando se observa os álbuns da "Grande Exposição Alemã de Arte": a mostra não era dominada por imagens de homens e mulheres jovens, alemães, musculosos, turbinados, loiros e de olhos azuis, mas sim por vários trabalhos grotescamente banais.
Alto número de visitantes: mostra em 1940Alto número de visitantes: mostra em 1940
Assim, a estética "bela" de Hitler é hoje considerada como uma arte rude, retrógrada e pequeno-burguesa de extremo mau gosto. Christian Fuhrmeister ressalta ainda que as fotografias agora publicadas da exposição levantam novos questionamentos a respeito da arte cultuada pelos nazistas, como por exemplo a dúvida se pinturas de paisagens podem ter um caráter político e o que diferencia uma paisagem montanhosa de uma pintura nacionalista e racista. O projeto de pesquisa dá o primeiro impulso em busca dessas respostas.
Autor: Klaus Gehrke (sv)
Revisão: Mariana Santos

Fonte: DW-World

31 de outubro: O Dia D Drummond - A descoberta de Cora Coralina



E chegou o dia de Drummond apresentar aos seus leitores um talento escondido. E foi logo avisando: "Este nome eu não inventei, existe mesmo, é de uma mulher que vive em Goiás: Cora Coralina... gosto muito deste nome, que me invoca, me bouleversa, me hipnotisa, como no verso de Bandeira. " Que presente!

Jornal do Brasil: Sábado, 27 de dezembro de 1980
A descoberta de Cora Coralina, de Carlos Drummond de Andrade

Clique aqui para ler na íntegra!

Fonte: JBlog

domingo, 30 de outubro de 2011

Fazendo História na formação de professores



Aconteceu na última quarta-feira, na faculdade de educação (FAED-UPF) mais uma edição da formação dos professores do município de Passo Fundo. Pela manhã os docentes da rede participaram da oficina intitulada “Escavando sítios arqueológicos ou caixas-sítios’. A oficina esteve dividida em dois momentos, em que na primeira parte os mesmos obtiveram informações sobre o uso da educação patrimonial e da história local no ensino de história. E, em um segundo momento, os professores participaram de uma atividade prática de inserção da arqueologia em sala de aula. A elaboração e aplicação da formação de professores deste mês estiveram sobre a responsabilidade da professora doutora em educação Flávia Eloisa Caimi e da acadêmica do curso de história e bolsista de iniciação científica (PIBIC-UPF) Francielle Moreira Cassol.


Formação dos professores da rede municipal de Passo Fundo. 26/10/11

30 de outubro de 1979: A morte do líder sindical Santo Dias



Jornal do Brasil: Quarta-feira, 31 de outubro de 1979 - página 8
Santo Dias foi assassinado pelas costas por um PM durante uma manifestação de 50 pessoas em frente da fábrica de TV Sylvânia, na Zona Sul de São Paulo. A morte do operário mudou os rumos da greve de São Paulo, Osasco e Guarulhos, desencadeada dois dias antes do crime, e acelerou o fim do regime militar.
A história de Santo Dias se cruza com a de vários líderes que lutaram pela redemocratização do país. Em plena ditadura, a opinião pública não se calou. O deputado Ulysses Guimarães e o senador Franco Montoro, ambos do MDB, protestaram.
A Polícia recolheu rapidamente o corpo e levou outros três feridos graves para o hospital, mas a notícia da morte de Santo correu de boca em boca. O crime aconteceu uma hora antes da realização da assembléia do sindicato em que os operários estavam dispostos a aceitar a proposta de reajuste da Delegacia Regional Trabalhista e acabar com a paralisação. O assassinato causou uma reviravolta, e cerca de 6 mil metalúrgicos de São Paulo e Guarulhos decidiram continuar a greve. Só Osasco assinou a conciliação.
O secretário de Segurança Pública, desembargador Octávio Gonzaga Júnior disse que Santo foi morto em um confronto onde três policiais ficaram feridos. O secretário divulgou o nome dos PMs agredidos, mas eles não foram aparesentados à imprensa. A versão da polícia foi desmentida por testemunhas. O PM Herculano Leonel acusado de atirar em Santo foi condenado a seis anos de prisão em 1982, mas recorreu e o processo foi arquivado por falta de provas.
O corpo do operário só foi liberado depois da interferência de outros sindicalistas e de parlamentares. Cerca de 10 mil acompanharam o cortejo.Entre eles estavam opositores da ditadura, como Hélio Bicudo, Luiz Eduardo Greenhalgh, Perseu Abramo, além de dois políticos que ainda iniciavam sua trajetória: Fernando Henrique Cardoso, e Luiz Inácio Lula da Silva, que era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernado do Campo. Dos prédios caíam papeis picados, um sinal silencioso de solideariedade. Santo Dias tornou-se um dos últimos mártires da ditadura.
Defesa dos Direitos Humanos
Três meses depois da morte do operário, o Partido dos Trabalhadores (PT) seria fundado. Por iniciativa de dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo naquela época, o líder metalúrgico ligado à Pastoral Operária inspirou a criação do Centro Dias de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, para a defesa das vítimas da violência policial. Santo era amigo pessoal de dom Paulo Evaristo Arns. O arcebispo comentou sobre a morte do operário, na edição do Jornal do Brasil de 31 de outubro de 1979:
- Foi um acontecimento dos mais tristes a que assisti. Um operário defendeu com o próprio corpo seus ideais e seus companheiros.

Fonte: JBlog

Hoje na História: 1836 - Luís Napoleão Bonaparte tenta derrubar o rei Luís Filipe I de França


30/10/2011 - 08h00 | Max Altman | São Paulo
    
O sobrinho de Napoleão I, Luis Napoleão Bonaparte tenta sublevar em 30 de outubro de 1836 a guarnição de Estrasburgo a fim de marchar para Paris e derrocar o rei Luís  Filipe I de França. Porém a falta de organização faz fracassar a tentativa de ‘putsch’. Lui sNapoleão teve de deixar a França e viajar aos Estados Unidos. No entanto, seria, mais tarde, preso e julgado. Ao cabo do processo, Luis Napoleão seria considerado inocente e absolvido.

Em 6 de agosto de 1840, Luis Napoleão tenta pela segunda vez um Golpe de Estado. Deixa o exílio nos Estados Unidos e retorna clandestinamente à Europa, instalando-se em Londres, onde prepara uma nova insurreição. Na noite de 5 para 6 de agosto desembarca com seus partidários perto de Boulogne-sur-Mer e tenta investir contra o 42º Regimento de infantaria. Outra vez um fiasco completo: os conjurados são presos, alguns deles mortos e Luis Napoleão sai ferido. É condenado à prisão perpétua na fortaleza de Ham.

Em 25 de maio de 1846, LuisNapoleão consegue se evadir do forte de Ham (Somme), disfarçado de trabalhador com uma tábua sobre os ombros. Havia sido encarcerado em 1840, acusado de complô contra o Estado. Dois anos depois, se tornaria o primeiro presidente da República Francesa e ainda dois anos adiante restauraria o título de imperador em seu próprio favor.

Eleito, em 11 de dezembro de 1848, presidente da República com 74 por cento dos sufrágios, Luís Napoleão Bonaparte presta juramento diante da tribuna e jura “em presença de Deus e do povo francês, representado pela Assembléia Nacional, de permanecer fiel à república democrática unida e indivisível e de cumprir todos os deveres que lhe impõe a Constituição.”

Pouco depois de seu pronunciamento, o príncipe-presidente se estabeleceria em sua nova residência no Palácio do Eliseu. Em dezembro de 1851, o sobrinho de Napoleão I organizaria um Golpe de Estado que lhe permitiria se fazer sagrar imperador sob o título de Napoleão III em 1852.

A abolição dos Estados Pontificados é decretada em 9 de fevereiro de 1849 por uma Assembléia Constituinte e a República Romana é proclamada. Em seu comando está Giuseppe Mazzini. Todavia, o exército francês de Luis Napoleão, comandado pelo general Oudinot, põe termo à insurreição e restabelece em seus poderes o papa Pio IX, quem se reintegraria  a Roma no mês de abril de 1850.

No começo da manhã de 2 de dezembro de 1851, o presidente da República, Luis Napoleão, eleito em dezembro de 1848, organiza um Golpe de Estado com o objetivo de restaurar o Império. Os muros de Paris são cobertos de cartazes anunciando a dissolução da Assembléia e do Conselho governamental. As novas disposições tomadas pelo príncipe-presidente previam também consultar o povo por meio de referendo sobre a instituição de uma nova Constituição. O sobrinho de Napoleão escolheu agir em 2 de dezembro como rememoração da sagração de seu tio e de sua grandeza militar como vencedor de batalha nesta data. Exatamente como seu antepassado, se tornaria imperador sob o nome de Napoleão III.

Entretanto, como escreveu Karl Marx bem no início de sua obra O 18 Brumário de Luis Bonaparte, “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.”

Dois dias após seu Golpe de Estado, o preside
nte Luis Napoleão arquiteta uma sangrenta repressão contra os insurgentes, a maioria trabalhadores, que se opunham a sua tomada de poder. As barricadas que são erguidas nos bulevares parisienses são tomadas de assalto pelo exército. A fuzilaria resultou em mais de 400 mortos. Em dois dias a polícia do príncipe-presidente procedeu a mais de 25 mil prisões. Na província, 32 departamentos são colocados em estado de sítio, mas a resistência dos camponeses é também esmagada de forma sangrenta.


Fonte: Opera Mundi

sábado, 29 de outubro de 2011

29 de outubro de 1945: A queda do Estado Novo




A ditadura Vargas, período conhecido por Estado Novo, começou com o golpe de 10 de novembro de 1937 e se estendeu até 29 de outubro de 1945, quando Getúlio Vargas foi deposto.

Vargas havia comunicado que decidira interromper o processo eleitoral que se desenvolvia no país por considerar inoportunas as eleições de 2 de dezembro, nomeando para a chefia de policia o Sr. Benjamim Vargas e para a Prefeitura o Sr. João Alberto.

Depois deste comunicado, o Ministro da Guerra, General Góis Monteiro esteve a ponto de apresentar seu pedido de demissão, convocando de imediato uma reunião dos generais e outras altas patentes das Forças Armadas para lhes dar conhecimento do que ocorria e tomar as decisões necessárias.

As horas da tarde foram de intenso movimento, com ordens às diferentes unidades para que se deslocassem de suas sedes e se postarem nas imediações do Quartel General.

Às 21h30, o General Gustavo Cordeiro de Faria acompanhado do Ministro Agamenon e do General Firmo Freire, dirigiu-se ao Palácio Guanabara para dar conhecimento ao Presidente da República o desenrolar dos acontecimentos. A esse apelo o Presidente da Republica acedeu, dizendo-se pronto a entregar as funções de governo ao Presidente do Supremo Tribunal Federal.


O General Pedro Aurélio de Góis Monteiro, em nome das Classes Armadas, declara que o Exmo.sr. Presidente da República, diante dos últimos acontecimentos e para evitar maiores inquietações, por motivos políticos se afastará do Governo, transmitindo o poder ao Presidente do Supremo Tribunal Federal. O Sr. Presidente fará uma proclamação ao povo brasileiro, concorrendo com sua renúncia e alto patriotismo para que a ordem pública não sofra solução de continuidade e se mantenha inalterável o prestígio do Brasil.”

W.G. Sebald recupera horrores da Alemanha na 2ª Guerra Mundial, esquecidos pela literatura da época

O livro reúne conferências dadas pelo autor em Zurique no fim dos anos 1990

É imensa a medida da devastação que a Alemanha sofreu nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial. Recebeu em solo, apenas da Royal Air Force (a força aérea britânica), um milhão de toneladas de bombas. Contabilizou cerca de 600 mil vítimas civis e 131 cidades atingidas. Locais como Colônia e Dresden foram praticamente reduzidos a escombros
 
E esses escombros viraram morada de ratazanas e vermes, companhia nada agradável aos mais de sete milhões de desabrigados. Foi uma humilhação sem precedentes para um povo que, pouco tempo antes, protagonizava um crescente de dominação sobre a Europa. Entretanto, apesar de inédita, essa derrocada foi apagada da memória alemã e ignorada pela literatura do pós-guerra no país.
 
É essa ideia polêmica que o escritor alemão W.G. Sebald (1944-2001) levanta em “Guerra Aérea e Literatura” (Companhia das Letras; R$ 39), lançado no Brasil em junho deste ano. O livro reúne conferências dadas pelo autor em Zurique no fim dos anos 1990. Nelas, Sebald, cuja obra é composta por romances entrelaçados com a história europeia, decide voltar-se a uma crise também de sua própria memória: quando era criança, sentia que algo do passado do seu país lhe era escondido pela escola e pela família.
 
Para entender melhor esse episódio, o autor mergulha nos sombrios bastidores da guerra. Cria a tese de que, depois de ter se reconstruído, a Alemanha conduziu uma nova aniquilação: a de sua história. Isso em função de uma série de complexos motivos – como o sentimento de que a nação teria recebido uma punição justa pelos horrores cometidos durante o Terceiro Reich e até certa vaidade em mostrar-se forte, recuperada.
 
A literatura do período seguiu o mesmo rumo. Parte dos autores se preocupou mais em reestruturar sua carreira do que em documentar a história recente do país. Outros escreveram sobre o assunto alicerçados pelo uso excessivo de simbolismo e “ornamentação linguística”.
 
Alguns poucos, porém, teriam se dedicado verdadeiramente à temática, originando a “literatura dos escombros”. Sua força, no entanto, mostrou-se inadequada para o momento. A obra “O Anjo Silencioso”, de Heinrich Böll (1917-1985), por exemplo, reproduzia com exatidão o horror que acometeu a Alemanha, mas só foi publicada em 1992, porque não teria sido tolerado pelos leitores da época.
 
Relato de destruição
 
Mais de 60 anos depois, Sebald acerta as contas com essa literatura falha e se encarrega de registrar, no livro, os impactos da guerra aérea sobre a Alemanha. Não poupa, para isso, detalhes escatológicos – fala dos odores dos corpos em decomposição e do tamanho dos vermes, alguns da extensão de um dedo.
 
Tamanha provocação do autor não passou despercebida quando ministrou os seminários. Ele conta ter recebido inúmeras cartas raivosas. Uma delas, um tanto quanto delirante, defendia que os aliados, sob o comando dos judeus, tinham como missão roubar dos alemães seu legado e sua origem.
 
Essa movimentação faz com que Sebald deixe de lado a rigidez com que julga os escritores do pós-guerra e pondere: “é impossível sondar as profundezas da traumatização nos espíritos de quem escapou dos epicentros das catástrofes. O direito ao silêncio que essas pessoas em sua maioria se arrogam é tão inviolável quanto o dos sobreviventes de Hiroshima”.
 
Literatura multifacetada
 
Depois do pós-guerra, a literatura alemã estava prestes a sofrer outra revolução. Se mostrou-se lacunosa diante daqueles horrores, torna-se mais rica com a construção do Muro de Berlim. Vê-se, então, o surgimento de dois tipos de literatura: ao lado ocidental, um estilo influenciado principalmente pela literatura norte-americana, que tem, como uma de suas características, a predileção por “short stories”; ao lado oriental, a escrita era mais carregada de engajamento político.
 
A unificação da Alemanha, pós-1989, inaugura, finalmente, uma busca pelas raízes históricas do país. Sebald é um dos protagonistas desse movimento: com documentos históricos aliados a sua prosa afiada, ele constrói um trabalho fundamental para a formação de sua memória individual e da Alemanha.

Fonte: Opera Mundi

Justiça da Argentina condena 'Anjo da Morte' e outros 11 repressores da ditadura à prisão perpétua


Todos agiram na ESMA (Escola de Mecânica da Armada), maior centro clandestino de prisão do país
Efe

Centenas de pessoas se reuniram em frente ao tribunal, em Buenos Aires, para ouvir as sentenças

“Prisão comum, perpétua e efetiva, nenhum só genocida nas ruas da Argentina!”, exigem em uma canção ativistas de Direitos Humanos a cada protesto, julgamento ou homenagem às vítimas da ditadura militar do país (1976-1983), que deixou um saldo estimado de 30 mil mortos e desaparecidos.

Na noite desta quarta-feira (26/10), parte da demanda foi atendida pela Justiça argentina: mais 12 repressores foram condenados à prisão perpétua pelo sequestro, tortura e assassinato de 86 pessoas na ESMA (Escola de Mecânica da Armada), maior centro clandestino de prisão do país. Outros quatro condenados receberam penas de 18 a 25 anos e dois dos réus foram absolvidos, mas continuarão presos à espera de mais julgamentos.

A investigação sobre os crimes cometidos na ESMA foi aberta nos anos 1980, após a redemocratização do país. O  inquérito foi depois arquivado com as leis do Ponto Final (1986) e da Obediência Devida (1987). A ESMA é um dos símbolos do terror vivido no país durante o regime imposto após o golpe de Estado contra María Estela Martínez de Perón, no dia 24 de março de 1976.

Efe

Muitos carregavam cartazes com o rosto do jornalista argentino Rodolfo Walsh, assassinado pela ditadura

Estima-se que cinco mil pessoas tenham passado por esta centro prisional clandestino, e que apenas cerca de 100 tenham sobrevivido. O primeiro julgamento dos crimes cometidos, concluído nesta quarta, durou mais de 20 meses e contou com os depoimentos de mais de 250 testemunhas. Por determinação do ex-presidente Néstor Kirchner, a ESMA foi transformada em um "centro cultural e de memória".

A sessão começou com cerca de uma hora e meia de atraso. No tribunal, sobreviventes e familiares de vítimas se sentaram a pouca distância dos réus. Do lado de fora, centenas de ativistas acompanharam a leitura das sentenças, celebrando com lágrimas e sorrisos cada pena perpétua ditada. Cada vez que o juiz lia o nome de algum dos repressores, a multidão na rua gritava “assassino!”, e quando nomeava alguma vítima, a resposta era “presente!”

'Anjo da Morte'

A comemoração mais intensa da noite foi durante a sentença de Alfredo Astiz. Condenado à prisão perpétua, o então capitão de fragata se infiltrou entre familiares de desaparecidos para identificá-los, e foi o responsável pela morte de Azucena Villaflor, Esther Ballestrino e María Ponce, fundadoras da organização Mães da Praça de Maio. Outras de suas vítimas foram as freiras francesas Alice Domon e Leónie Duquet, assassinatos pelo qual a França chegou a pedir sua extradição.
Efe

Além de Alfredo Astiz, ex-militares como Ricardo Cavallo, Jorge Acosta e outros 15 acusados ouviram suas sentenças

Sem mostrar arrependimento pelos crimes cometidos na época, o também conhecido como “Anjo da Morte” chegou a dizer em entrevista a uma revista argentina que foi “treinado para matar”. Ao escutar sua sentença, Astiz colocou uma bandeira argentina na aba do paletó e sorriu ironicamente. A reação dos que acompanhavam o julgamento na rua, por meio de um telão, foi de indignação. Não à toa, aplaudiram efusivamente ao escutar a palavra “perpétua” em sua pena e gritaram tudo o que puderam. Dentro do tribunal, o juiz ameaçou esvaziar a sala, caso os presentes não se mantivessem em silêncio.

Rodolfo Walsh

Outro assassinato conhecido do processo foi o de Rodolfo Walsh, autor de Operação Massacre. Baleado no centro de Buenos Aires, o escritor e jornalista teve seu corpo desaparecidos pelos responsáveis do assassinato. Por esta razão, pela primeira vez, uma sentença foi ditada somente com base em depoimentos de testemunhas, que chegaram a ver o cadáver na ESMA. Pela morte de Walsh foram condenados Alfredo Astiz, Jorge "Tigre" Acosta, Ricardo Cavallo, Radice, Ernesto Weber,  Juan Carlos Fotea e Antonio "Rata" Pernías, Jorge Carlos "Ruger" Radice.

A felicidade pela aplicação da justiça, esperada há mais de 30 anos por parentes dos desaparecidos, levou que uma multidão dançasse, em ciranda, do lado de fora do Tribunal, cantando: “Apesar das bombas, dos fuzilamentos, dos companheiros mortos, dos desaparecidos, não nos venceram!"

Fonte: Opera Mundi

Uruguai elimina prescrição para crimes cometidos na ditadura‎ militar


O projeto de lei derruba de fato a denominada Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado


A Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou na madrugada desta quarta-feira (26/10) em caráter definitivo um projeto de lei que declara imprescritíveis os crimes cometidos na última ditadura militar (1973-1985), antes que o prazo expirasse no dia 1º de novembro.

Após 12 horas de discussão, os deputados aprovaram com os votos da governista Frente Ampla - 50 dos 90 legisladores presentes - o projeto que havia sido votado na terça-feira (25/10) no Senado e que agora passará ao Poder Executivo para a promulgação.

"Esta noite é histórica...É um triunfo não da Frente Ampla, mas da democracia. É preciso desmantelar a cultura da impunidade imposta durante 25 anos e trocá-la por uma cultura de direitos humanos", disse à Reuters o deputado governista Luis Puig.

A norma restabelece o pleno exercício da pretensão punitiva do Estado para os crimes cometidos em aplicação ao terrorismo de Estado até 1º de março de 1985, data do retorno da democracia. Além disso, declara estes delitos "crimes de lesa humanidade, de acordo com os tratados internacionais", e afirma que "não será computado prazo algum, processual, de prescrição ou de caducidade" para o julgamento.

Cerca de 200 pessoas morreram e milhares foram torturadas ou vítimas de outros abusos em mãos de militares durante a ditadura, e outras tiveram de exilar-se. Aproximadamente 130 denúncias recentes de delitos de lesa humanidade se somaram aos mais de 80 casos já conhecidos.

Lei de Caducidade

O projeto de lei derruba de fato a denominada Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado, aprovada em 1986 quando a justiça começava a indiciar militares por violações aos direitos humanos, e um ano e meio depois de outra norma que anistiou a maioria dos presos políticos.

Apesar da lei de anistia de 1986, dez militares foram presos, incluindo o ditador Gregorio Alvarez. Foi processado também o ex-presidente Juan María Bordaberry, que faleceu em julho. No entanto, dezenas de membros das Forças Armadas acusados de delitos durante o regime militar nunca foram julgados.

1786: Goethe chega a Roma



 

No dia 29 de outubro de 1786, Johann Wolfgang von Goethe chegou a Roma, a cidade dos sonhos da sua infância. Ele tinha 37 anos de idade, e passou 20 meses na capital romana, buscando inspiração através da pintura.

 
"De madrugada, às três horas, saí furtivamente de Karlsbad, pois do contrário não me teriam deixado ir. O grupo festejou o 28 de agosto, meu aniversário, de forma tão amigável, que conquistou com isso um direito de me prender; mas não tinha tempo a perder. Subi sozinho numa diligência postal, levando somente capote e bornal, e cheguei às sete e meia em Zwota. […]"
Um homem rompia com a sua rotina: Johann Wolfgang von Goethe, 37 anos, conselheiro de Estado e ministro do duque de Saxônia-Weimar – estadista, naturalista e o maior poeta que a Alemanha teria em todos os tempos.
Mas o trabalho como estadista bloqueava a sua criatividade. Goethe necessitava de liberdade. Em setembro de 1786, ele desapareceu, sem fazer qualquer comunicado prévio, de uma estação de águas em Karlsbad. No dia 29 de outubro de 1786, Goethe chegou ao seu destino secreto, a cidade dos sonhos da sua infância: Roma.
Nome falso
Por temor de ser retido, Goethe viajara sob nome falso. "Johann Philipp Möller, pintor artístico da Alemanha" foi como ele se registrou em uma pensão romana na Via del Corso. Nos 20 meses seguintes, ele se tornou companheiro de um outro morador da pensão, o pintor Johann Wilhelm Tischbein.
Os dois já mantinham correspondência durante muitos anos, mas só então é que se encontraram pela primeira vez. Mais tarde, Tischbein pintaria um famoso retrato do seu companheiro de pensão: com um grande chapéu, um manto de seda branca, desenhando a paisagem italiana.
O desenho era a principal ocupação de Goethe em Roma: "Que eu desenhe e estude a arte, ajuda a capacidade de escrever, em vez de impedi-la; pois só é preciso escrever pouco, mas desenhar muito. […] A razão e a perseverança dos grandes mestres é incrível. Se me senti como recém-nascido na minha chegada à Itália, agora estou começando a sentir-me como recém-educado. […]"
Criatividade retorna
Goethe herdara do pai o entusiasmo por Roma. Os suvenirs e as narrações entusiásticas do pai sobre uma viagem pela Itália acompanharam Goethe durante toda a sua infância. Ao chegar, finalmente, à Cidade Eterna, o que mais lhe interessou foram os vestígios da Antiguidade clássica, que louvaria depois nas suas Elegias Romanas.
Em Roma, a criatividade de Goethe retornou. Ele publicaria posteriormente o diário da sua estada na Itália, sob o título Viagem Italiana. Através das suas experiências, ele enriqueceu a literatura com uma nova época. O drama Ifigênia na Táurida, concluído em Roma, marcou o começo da era dos clássicos.
Mas acabou chegando a hora do retorno de Goethe ao cinzento norte da Alemanha. Ele deixou Roma no dia 24 de abril de 1788 e jamais retornaria à Cidade Eterna.
Na sua Viagem Italiana, Goethe anotou a despedida com palavras inspiradas em Ovídio, o poeta da Antiguidade: "Cada noite, passeia-me diante da alma a imagem triste, a última para mim na cidade romana; relembrando a noite de onde me ficaram coisas tão caras, escorre-me dos olhos ainda agora uma lágrima. […]"
De volta a Weimar, Goethe casou-se com Christiane Vulpius. Seu filho August morreu jovem e foi enterrado em Roma, por determinação do pai: a última homenagem de Johann Wolfgang von Goethe à cidade dos seus sonhos. 
 
Catrin Möderler (am)
Fonte: DW-World

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PROGRAMAÇÃO 25ª FEIRA DO LIVRO DE PASSO FUNDO


Dia 04 de novembro de 2011 (sexta-feira)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural – SESI: 19h: Abertura para visitação
Palco:
9h30min – Bate-papo: Os Dragões de Éter
               Autor: Raphael Draccon
               Público Alvo: alunos do ensino médio e público infanto-juvenil em geraL
13h30min – Bate-papo: Os Dragões de Éter
                 Autor: Raphael Draccon
                 Público Alvo: alunos do ensino médio e público infanto-juvenil em geral
15h – Grupo de Danças da Escola de Educação Infantil Doce Infância
15h15min - Grupo de Dança da Escola de Educação Infantil Santa Teresinha
16h – Viajando com Arte e Literatura (Teatro, Música e Dança)– Instituto Menino Deus
18h – Sessão Solene de Abertura
         Patrono: Luiz Carlos Tau Golin
         Amigo do Livro: Biblioteca do Case
         Educador Emérito: Maria Amabile Zambenedetti – Irmã Guiomar
         Show Instrumental: Arthur Bonilla
19h30min – Palestra: Linguagem do Corpo e as Leis Espirituais
                 Autora: Cristina Cairo
                 Público Alvo: Comunidade em geral
Sessões de Autógrafos do dia:
   
Autores Convidados
10h30 e 14h30:  Raphael Draccon
Obra: Dragões de Éter
20h30: Cristina Cairo
Obra: Linguagem do Corpo

Dia 05 de novembro de 2011 (sábado)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural SESI
das 9h30min  às 11h30min  e das 14 ás 18h– Oficina de Artes Pintura Digital e Animação com o Boneco Sesinho
Palco:                                   
8h15min  – Rádio Uirapuru na Feira do Livro – Programa Repórter do Povo e a Municipalidade
10h - Sarau Literário – Academia Passo-fundense de Letras
11h - Contação de Histórias  “A quase morte de Zé Malandro “ de Ricardo Azevedo
        Grupo Timbre de Galo/SESI               
14h – Dança Contemporânea – Grupo de Dança Intimidades Kids
15h – Projeto Vila Nova – Grupo de Dança
15h15min - Grupo de Dança Work da Escola Estadual Antonino Xavier e Oliveira
15h30min – Baillar Centro de Danças
16h  - Oficina: Como é feito o livro: editoração e produção
         Ministrantes: Professor Diego Ecker e Paulo Roberto Mesquita
17h30min – Apresentação do Espetáculo Teatral A Viagem de Um Barquinho, de Sylvia Orthof
                      Grupo Timbre de Galo/SESI
18h15min – Invernadas de Dança da Escola Estadual Protásio Alves
19h30min – Bate-papo: O Amor e o Ciúme: Vivendo com saúde as emoções
                 Autor: Betina Mariante Cardoso
                 Público Alvo: comunidade em geral
21h – Cinema na Praça - Exibição do Documentário: “A Jornada de Josué Guimarães”
Sessões de Autógrafos do dia:
Autora convidada:
20h30min:  Betina Mariante Cardoso
Obra: E viveram felizes e ciumentos para sempre
Autores locais e regionais:
16h - Simoni Muller Cardoso
Obra: Um Olhar para dentro: examinando nossas relações
17h – Lisia da Luz Refosco e Silvio Lensen
Obra: Adolescência e Psicanálise: Intersecções possíveis
18h – Adelmir de Freitas Sciessere
Obra: Caranhoto
19h – Victor Capuano Gonçalves
Obra: Genius Origem


Dia 06 de novembro de 2011 (domingo)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural SESI
Distribuição de Gibis , Contação de Histórias  com Sandra Remedi e visitação 
Palco:
14h– Street Dance – Grupo Ministério de Dança Intimidade
14h30min - Oficina  e apresentação de Capoeira / Abadá Capoeira – Thiago Casca
15h - Invernadas de Dança da Escola Estadual Protásio Alves
15h30min – Escola de Educação Infantil Estrela Guia
16h – Palestra: Educação como ferramenta para evolução
         Autor: Adeílson Salles
         Público Alvo: Comunidade em geral
18h – Apresentação geral da Religião do Islam – Mitos e Fatos
19h30min – Espetáculo “O CASAMENTO DE HERMELINDA”
                      Grupo Timbre de Galo/SEDEC
20h30min – Apresentação Musical com  Eliézer Machado e Carlinhos Tabajara
Sessões de Autógrafos do dia:
Autor Convidado:
17h: Adeílson Salles
Obra: Cartas à família
Autores locais e regionais:
16h – João Carlos Quadros Oliveira
Obra: Eternos Heróis Gaúchos
17h – Getúlio Vargas Zauza
Obra: Solidão e Dor
18h – Denis G. Schell
Obra: Vozes do criador no mundo e nos caminhos de Santo Antonio
18h – José André da Costa
Obra: Dialética: um acerto de contas de Marx com Hegel
18h – José André da Costa
Obra: Erótica, ética e sexualidade: pérolas da realização humana
18h – Itomar Siviero
Obra: O sentido da política
18h – Nilva Rosin
Obra: Arte e racionalidade: estudo sobre a superação da racionalidade
18h – Valdevir Both
Obra: Biopoder e direitos humanos
18h – Paulo César Carbonari
Obra: Ética da responsabilidade solidária: estudo a partir de Karl-Otto Apel
        
18h - Paulo César Carbonari
Obra: Realização dos direitos humanos: coletânea de referências

18h – João Alberto Wohlfart
Obra: Metafísica e ética: estudo sistemático em Hegel
18h - João Alberto Wohlfart
Obra: Filosofia e economia

Dia 07 de novembro de 2011 (segunda-feira)

Atividades paralelas:
 - Centro Cultural SESI
das 9h às 11h – Oficina de Perna de Pau com o  Grupo Timbre de Galo
das 9h30min às 11h – Oficina de Artes -Isogravura
Animação com o Boneco do Sesinho
Contação de Histórias
Palco:
9h30min –  Bate-papo: A.N.J.O.S
                Autor: Adeílson Salles
                Público Alvo: alunos do Ensino Fundamental II e público infantil em geral
14h30min – Bate-papo: O Segredo da Onça Pintada
                 Autor: Adeílson Salles
                 Público Alvo: alunos do Ensino Fundamental I e público infantil em geral
16h  - Contação de Histórias - “Se as Coisas fossem mães – Eliézer Aires
         Grupo Teatral Timbre de Galo/SESI
16h30min – Escola de Educação Infantil Artes e Manhas – A Dança das Letras
17h – Dança Moderna do Colégio Notre Dame
18h – Coral do Colégio Notre Dame
19h30min – Palestra: O Segredo da Prosperidade
                 Autor: Yoshihico Iuassaca
                 Público Alvo: Comunidade em geral
Sessões de Autógrafos do dia:
Autores Convidados:
10h30: Adeilson Salles
Obra: A.N.J.O.S.
15h30: Adeílson Salles
Obra: O segredo da onça pintada
20h30: Yoshihico Iuassaca
Obras: A prosperidade em suas mãos e Superando obstáculos
Autores locais e regionais:
17h – Marlise Brockstedt Lech e Sueli Gehlen Frosi
Obra: Rachel de Queiroz: Olhares de Jovens Passo-Fundenses
18h – Organizadora Marinez Siveris - Núcleo de Tecnologia Municipal
Obra: Gcompris - mais que um conjunto de atividades, um recurso estratégico para novas ideias
19h – Jandir Pauli
Obra: A economia do poder: uma análise das relações sociais em redes de economia solidária
19h – Jandir Pauli e Marcelino Pies
Obra: Gestão Municipal, políticas públicas e desenvolvimento

Dia 08 de novembro de 2011 (terça-feira)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural do SESI
das 17h30min às 19h - Visitação ,Contação de Histórias com Jussara – Ed Saraiva  *Declamação de Poesias
                                       
Palco:
9h30min – Bate-papo: Olhos de espiar, boca de contar
               Autora: Maria Helena Bazzo
               Público Alvo: Alunos do Ensino Fundamental II e Público em geral
11h – Danças Escolares – Escola Estadual Protásio Alves
14h30min – Bate-papo: Que saco!
                 Autora: Maria Helena Bazzo
                 Público Alvo: Alunos do ensino Fundamental I e Público infantil  em geral
16h  - Multiplicando Arte e Literatura (Teatro,Música e Dança) – Instituto Menino Deus
17h – Danças Escolares – Escola Estadual Protásio Alves
17h30min  - Contação de Histórias: Criador versus  Criatura de Luiz Fernando Veríssimo
                 Grupo Timbre de Galo/SESI
18h30min – Coral Universitário/UPF
19h30min – Palestra: A Vida sem Manchete – reflexões sobre o homem contemporâneo no mundo
                 Autor: Gilmar Marcílio
                 Público Alvo: Alunos do ensino médio e público em geral
21h – Musiclass – Projetos Musicais “Samba”
Sessões de Autógrafos do dia:
Autores convidados:
10h30: Maria Helena Bazzo
Obra: Olhos de espiar, boca de contar
15h30: Maria Helena Bazzo
Obra: Que saco!
20h30: Gilmar Marcílio
Obra: A vida sem manchete
Autores locais e regionais:
17h – Marco Aurélio Barbiero
Obra: Escolhedores de sagu
18h – Ana Katharina Dalbosco
Obra: A caixa mágica
19h – Jussara Mello
Obra: O doce veneno da morte – Os animais falantes

Dia 09 de novembro de 2011 (quarta-feira)

Atividades paralelas:
Centro Cultural do SESI
das 9h30min às 11h Oficina de Artes
Contação de histórias com Roger Castro
das 13h às 18h – Contação de Histórias com Roger Castro
Animação com o Boneco do Sesinho
das 17h30min às 19h – Visitação,contação de histórias e declamação de poesias
 Oficina de Malabares
Maicon Marcondes – Cia. Da Cidade das 16h às 18h
Palco:                                      
9h30min –  Bate-papo: O Baú da Senhora Dona Cândida
                 Autora: Sandra Zeni Carli
                 Público Alvo: Alunos do Ensino Fundamental I e público infantil em geral
11h -  Contação de Histórias com Roger Castro- Sesi
14h30min – Bate-papo: O Baú da Senhora Dona Cândida
                 Autora: Sandra Zeni Carli
                 Público Alvo: Alunos do Ensino Fundamental I e público infantil em geral
16h  - Colégio Marista Conceição – Contos da Infância
16h30min -  Escolinha Brilho de Sol – Grupo de Dança
19h – Bate-papo com o autor Thedy Corrêa
         Público Alvo: Alunos do ensino médio, universitários e comunidade em geral
20h30min – Musiclass – Projetos Musicais “Samba Rock”
Sessões de Autógrafos do dia:
Autores convidados:
10h30min e 15h30min – Sandra Zeni Carli
Obra: O baú da Senhora Dona Cândida
                                    
20h – Thedy Corrêa
Obra: O livro de astro-ajuda
Autores locais e regionais:
17h – Organizadores: Ivaldino Tasca e Marina de Campos
Livro: 15 dias que abalaram Passo Fundo
18h – Fernando Miranda
Livro: Passo Fundo, Passo das Ruas

Dia 10 de novembro de 2011 (quinta-feira)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural do SESI
das 9h às11h30min – Contação de Histórias e Animação com o Boneco do Sesinho
das 13h às 18h -  Contação de Histórias
das 14h às 17h – Oficina de Balão e Animação com o Boneco do Sesinho
das 17h30min às 19h – Visitação, contação de histórias e declamação de poesias
Palco:
9h30min –  Bate-papo: Castelos e Fantasmas
                Autor: Ernani Ssó
                Público Alvo: Alunos do ensino fundamental I e público infantil em geral             
11h -  Contação de Histórias /SESI
14h30 –  Bate-papo com o autor Ernani Ssó
             Tema: Castelos e Fantasmas
              Público Alvo: Alunos do ensino fundamental I e público infantil em geral
16h  -  Teatro e Dança da Escola Estadual Aberta de Passo Fundo
16h30min -  Coral do Colégio Notre Dame
17h30min – Dança Moderna do Colégio Notre Dame
19h30min –  Bate-papo: Ser escritor no Brasil
              Autor: Cristovão Tezza
              Público Alvo: alunos do ensino médio, universitários e comunidade em geral
21h – Musiclass –  Dr. Child
Sessões de Autógrafos do dia:
Autores convidados:
10h30 e 15h30 – Ernani Ssó
Obra: Castelos e Fantasmas
20h30 - Cristovão Tezza
Obras: O filho eterno e Um erro emocional
Autores locais e regionais:
17h – Gilberto Cunha
Obra: A Ciência como ela é
18h – Ney Eduardo Possap D'Avila
Obra: Um olhar sobre a Legalidade
19h – Caroline Grando Gava
Obra: Conversas entre educadoras: do dia-a-dia à utopia
20h – Organizador: André Martinelli Piasson
Obra: Contos de verdade

Dia 11 de novembro de 2011 (sexta-feira)

Atividades paralelas:
Centro Cultural do SESI
das 9h às 11h30min – Contação de Histórias com Matheus Alves, Oficina de pintura digital e Animação com o Boneco do Sesinho
das 13h às 14h e das 16h às 18h – Contação de Histórias com Matheus Alves
das 17h30min às 19h – Visitação,contação de histórias e declamação de poesias
Palco
9h30min –  Bate-papo: Mão Dupla
                Autor: Christian David
                Público Alvo: Alunos do ensino fundamental II e infanto-juvenil em geral
11h – Contação de Histórias com Matheus Alves/SESI
14h30min –  Bate-papo: Mão Dupla
                  Autor: Christian David
                  Público Alvo: Alunos do ensino fundamental II e infanto-juvenil em geral
16h  - Apresentação do Espetáculo Teatral “O Caso do Sumiço das Letras”
         Grupo UEBA de Teatro – Bento Gonçalves/SESI
   
18h – Instituto Educacional de Passo Fundo – Grupo de Dança
19h30min –  Palestra: Como você pode ser, ter e fazer tudo o que suas ideias concebem?
                  Autora: Rosalia Schwark
                  Público Alvo: Comunidade em geral
21h -  Apresentação musical Juke Box
Sessões de Autógrafos do dia:
Autores convidados:
10h30min e 15h30min – Christian David
Obra: Mão Dupla
20h30min - Rosalia Schwark
Obra: Tabuleiro da atração – o jogo do desejo
Autores locais e regionais:
16h – Colégio Salvatoriano Bom Conselho
         Livro: Riminhas marinhas
17h – Jean Dutra Berthier
         Livro: Senhores de ação
18h – Emerson Lopes Brotto
         Livro: O Partido Comunista do Brasil no Norte do Estado
19h – Maria Lúcia Gonzatto
          Livro: Volta pra casa: Um apelo ao ser humano

Dia 12 de novembro de 2011 (sábado)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural do SESI
das 9h às 11h30min – Contação de histórias com Matheus Alves
Animação com o Boneco do Sesinho
das 13h às 18h - Contação de histórias com Matheus Alves
Animação com o Boneco do Sesinho
das 17h30min às 19h – Visitação, contação de histórias e declamação de poesias
Palco:
9h– Oficina de Contação de História
       Ministrante: Maria Cândida e Jovilde Brunetto
       Público Alvo: Professores
10h30min -  Pró Arte  Inter artístico  - Coral da Escola Municipal  Coronel Lolico
11h – Pró Arte Inter Artístico – Grupo  de Violões – Escola Municipal Senador Pasqualini
14h30min -  Grupo Tebanos do Igaí – Invernada
15h -  CTG Lalau Miranda – Invernada Mirim
16h – Bate-papo: Os mistérios  ocultos no Chimarrão
         Autor: Wilson Tubino
         Público Alvo: Comunidade em geral
17h30min -  Grupo Ministério de Dança Intimidade – Street  Dance e Contemporâneo
18h – Animação cultural e contação de histórias com Matheus Alves/SESI
18h30min - Musiclass - “Aquecimento para III  Audição de Alunos”
19h30min – Bate-papo: Leitura e a formação do indivíduo
                  Autor: Tau Golin
                  Público Alvo: Professores, universitários e comunidade em geral
   
Sessões de Autógrafos do dia:
Autores convidados:
17h -  Wilson Tubino
Obra: Os mistérios ocultos no chimarrão
20h30min – Luiz Carlos Tau Golin
Autores locais e regionais:
17h - Débora de Marco
         Livro: Clareza na escuridão
18h - Helena de Moraes Fernandes
        Livro: Micos e Microfones

Dia 13 de novembro de 2011 (domingo)

Atividades paralelas:
- Centro Cultural do Sesi
das 9h às 11h30min - Contação de histórias
das 14h às 18h – Oficina de Artes – Isogravura
das 17h30min às 19h – Visitação, contação de histórias e declamação de poesias
Palco:
14h30min – Oficina e apresentação de Capoeira / Abadá Capoeira – Thiago Casca
15h - Animação cultural e contação de histórias com Matheus Alves/SESI
15h30min – Petipa Espaço da Dança
16h -  Contação de História  “A Dona Baratinha” - Projeto Pirilim Pimpim
16h30min - Grupo de Danças da UPF
17h – Abertura da Semana da Consciência Negra de Passo Fundo
         (palestras e atividades culturais) – Coordenadoria da Igualdade Racial/IREN
18h – Pró arte Inter artístico Escola Municipal Helena Salton – Apresentação da Peça Teatral
             O Macaco e a Velha de Ricardo Azevedo  e  Apresentação de Mímicas
19h30min –  Apresentação do Espetáculo Teatral  “A Missão – O Show”
                  Cia. De Teatro A Dois
Autores locais e regionais:
16h - Nadir Antonio Pichler
Livro: A felicidade na filosofia moral de Tomás de Aquino
16h - Organizadores: Cínthia Roso Oliveira, Edison Marinho Difante,  Francisco Fianco, Nadir Antonio Pichler
Livro: Filosofias da morte
16h - Marisa Potiens Zílio
Livro: Psicopedagogo: perfil profissional em conflito
16h - Gérson Luís Werlang
Livro: A música na obra de Erico Verissimo: polifonia, humanismo e crítica social
16h - Organizador: Alessandro Batistella
Livro: Patrimônio memória e poder: reflexões sobre o patrimônio histórico-cultural em Passo Fundo (RS)

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Patrono 25ª Feira do Livro

Luiz Carlos Tau Golin – jornalista e historiador
Graduado em História, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Tau Golin é mestre em História do Brasil, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e doutor em História, pela mesma instituição. É também mestre em navegação pela Marinha do Brasil e professor de vela pela International Sailing Federation (Federação Internacional de Vela).
Atualmente, é professor da Universidade de Passo Fundo. Tem experiência em editoração e nas áreas de Comunicação e de História, com ênfase em História Regional Comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: tradicionalismo, gauchismo, revolução farroupilha, guerra guaranítica, regionalismo, fronteiras, geopolítica do Prata, mídia, cultura e história comparada da navegação.
É autor de, entre outros, A ideologia do gauchismo (4. ed. Porto Alegre: Tchê!, 1983), Por baixo do poncho: contribuição à crítica da cultura gauchesca (Porto Alegre: Tchê!, 1987) e O povo do pampa (Porto Alegre: Sulina; Passo Fundo: UPF Editora, 1999).
Tau Golin é um dos autores do “Manifesto contra o Tradicionalismo”, reflexões sobre o movimento tradicionalista na sociedade gaúcha.

Luiz Carlos Tau Golin - jornalista e historiador