sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Debate sobre a Guerra do Paraguai abre o 1º Congresso Internacional de História Regional



Mais de 40 instituições de ensino superior estão representadas no evento
Aprofundar discussões e difundir conhecimentos sobre diferentes aspectos do Mercosul é o objetivo do 1º Congresso Internacional de História Regional, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF). O tema Mercosul: integração e desencontros pauta os debates pois em 2011 a união aduaneira de Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina completa 20 anos. Na noite desta quarta-feira, 28 de setembro, o historiador Leon Pomer, da Universidade de Buenos Aires, abriu as discussões abordando a historiografia da guerra do Paraguai na conferência ‘Historia y Poder Simbolico’.

O vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UPF Leonardo José Gil Barcellos participou da abertura do Congresso e destacou a importância da atividade. “Pelas suas dimensões, esse evento proporcionará o contato entre dezenas de pesquisadores, mestrandos, doutorandos, bolsistas de iniciação científica e alunos da graduação. São iniciativas como essa que engrandecem e qualificam a pós-graduação stricto sensu da nossa Instituição e, por conseguinte, toda a UPF”, considerou.

Ainda na abertura, a diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) Rosani Sgari Szilagyi parabenizou os organizadores pela iniciativa. “Entendo o 1º Congresso Internacional de História Regional como uma ousadia pertinente, própria de um grupo de professores que está à frente do seu tempo”, afirmou. Adelar Heinsfeld, coordenador do Núcleo de História Regional e do 1º Congresso Internacional de História Regional, destacou os números do evento. “Temos inscritos mais de 230 trabalhos, desses, 77 são de jovens pesquisadores, de alunos graduandos, isso dá a certeza que estamos no caminho certo. Estamos contando com a participação de 46 instituições de ensino superior”, destacou.

Também participaram da abertura a coordenadora do PPGH Ana Luiza Setti Reckziegel, a coordenadora da graduação em História Ironita Policarpo Machado e a coordenadora do Núcleo de Estudos de Memória e Cultura Gisele Zanotto. Após a conferência, o professor Mário Maestri fez a mediação dos debates com o público.

Mercosul: 20 anos de integração e desencontros
O conferencista da noite avaliou como positiva a cooperação existente entre os países que integram o Mercosul. “Já foram obtidos triunfos muito importantes, como frear um golpe de estado contra Evo Morales, na Bolívia, e conseguir que Venezuela e Colômbia não chegassem a uma guerra”, afirmou Pomer. Sobre os problemas sociais presentes nos quatro países, ele reconhece que há muito a se fazer. “É uma herança maldita, porém no Brasil e na Argentina os avanços foram muito grandes nos últimos anos”, evidenciou.

Evento segue até sexta
A programação do evento segue nesta quinta e sexta-feira com sessões de comunicações, lançamentos de livros e mostra de banners durante manhã e tarde e conferência e mesa redonda à noite. As atividades da noite acontecem no auditório do LCI e as demais no IFCH. Hoje, a partir das 19h30min, a conferência "América Latina: de la histórica fragmentación a la necesidad de unión" será proferida pelo professor Dr. Leandro Morgenfeld da Universidade de Buenos Aires.

A programação completa e outras informações sobre o evento estão disponíveis no site http://www.upf.br/historiaregional.

Assessoria de Imprensa UPF

terça-feira, 27 de setembro de 2011

UPF sedia debate internacional sobre o Mercosul



Congresso acontece na instituição de 28 a 30 de setembro e deve reunir mais de 500 participantes

Com início nesta quarta-feira (28/09), o I Congresso Internacional de História Regional coloca em pauta para debate os caminhos e descaminhos percorridos pelo Mercosul em seus 20 anos de existência. O evento é uma promoção da Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Programa de Pós-Graduação (PPGH) e curso de graduação em História.

A amplitude do evento pode ser evidenciada pela participação nacional e internacional dos pesquisadores envolvidos. Dentre os destaques, instituições como Universidade de Buenos Aires, a Universidade de Córdoba, Universitá Degli Studi de Trento, UFRJ, UERJ, UFFRJ, UFSC, UFGD, Fevale e Unisinos qualificam as discussões que acontecem de 28 a 30 de setembro na UPF. Cerca de 500 participantes estarão envolvidos, entre conferencistas, comunicadores e assistentes vindos do RS, Brasil e Cone Sul da América, eixo referencial dos trabalhos do encontro.

O PPGH da UPF, com 12 anos de funcionamento e aproximadamente 200 defesas realizadas e aprovadas, promove, desde 2006, seminários de história regional, com significativo afluxo de conferencistas, comunicadores e ouvintes. Esta edição ganhou dimensão internacional e foi promovida pelo PPGH, curso de graduação em História e organizada pelo Núcleo de História Regional (NEHR) e Núcleo de Estudos em Memória e Cultura (NEMEC). A programação conta, ainda, com apoio da Capes, da Associação de Historiadores da América Latina e Caribe (ADHILAC) e da Revista de História da Biblioteca Nacional.

Historiador Leon Pomer na UPF
O historiador Leon Pomer, da Universidade de Buenos Aires, é o convidado para a conferência de abertura no I Congresso Internacional de História Regional, cujo tema será Mercosul: integração e desencontros. Renomado pesquisador da história da América Latina, Pomer falará sobre "Historia y Poder Simbolico". A conferência de abertura acontece nesta quarta-feira (28/09), às 19h30min, no Auditório do Instituto de Ciências Exatas e Geociências.

León Pomer, 83 anos, se celebrizou por seus estudos sobre a história da Guerra do Paraguai, residiu por longo anos no Brasil, lecionando na Unicamp, na Unesp e na PUC SP, sendo um dos pioneiros da introdução dos modernos estudos latino-americanistas no nosso país.

Mais informações e a programação completa podem ser acessados no sitehttp://www.upf.br/historiaregional/.

I CIHR também terá festa dos formandos! Participe!

1940: Crianças alemãs refugiam-se dos bombardeios


No dia 27 de setembro de 1940, enquanto a Alemanha era bombardeada na Segunda Guerra Mundial, Hitler mandou levar as crianças para o interior do país.

No final do verão europeu de 1940, os britânicos iniciaram a retaliação. Após os ataques de Hitler a Londres, começaram a cair bombas em Berlim. Muitas famílias passavam as noites nos abrigos antiaéreos. No dia 27 de setembro de 1940, Hitler ordenou a maior medida de evacuação da Segunda Guerra Mundial: o envio das crianças para o interior do país.

Meninos e meninas das cidades ameaçadas pelos bombardeios deveriam mudar-se para as regiões do interior. Jürgen Niklaus, então com 10 anos, foi enviado para a cidade de Graudenz, hoje pertencente à Polônia. "Praticamente toda a nossa escola foi evacuada para lá. Não se fez muitas perguntas. Naturalmente que os pais podiam dizer que não, mas minha mãe concordou."

A transferência para o interior era gratuita. Quase três milhões de meninos e meninas foram acomodados em alojamentos coletivos ou casas de família até o final da guerra. Algumas crianças puderam levar as mães. Jürgen Niklaus viajou sozinho para o alojamento.

Para ele, a viagem era inicialmente uma grande aventura. Ele praticamente não sentia saudades de casa: "Nós fomos alojados em grandes dormitórios. À noite, nos contavam histórias, naturalmente, sobre atos de heroísmo e sobre os fantásticos homens da SS. E isto nos distraía um pouco. O momento ruim era quando as luzes apagavam e a gente pensava: onde está a minha mãe?"

Centros de doutrinação

Os nazistas usavam os acampamentos para educar as crianças com a sua ideologia. Ao mesmo tempo, muitas mães que ficaram em casa podiam trabalhar na indústria bélica. O responsável pelo envio das crianças para o interior era Baldur von Schirach, que procurou confortar os pais num pronunciamento radiofônico após visitar um dos acampamentos:

"O pão integral voltou à mesa. A carne é servida com abundância. Não foram esquecidos nem mesmo os doces, como eu pude comprovar. O estado de saúde de todas as crianças é, em média, excelente e nos dá uma grande satisfação."

Apesar das tentativas de tranquilização, muitos pais preferiram ficar com os filhos nas grandes cidades. Outros os buscaram de volta, para desagrado do ministro da Propaganda, Joseph Goebbels: "O terrorismo aéreo do inimigo é incalculável. E os pais que se deixam levar pela falta de visão e retiram os filhos dos distritos de evacuação, pensando que isso não será tão mau, já que até agora tudo correu bem, assumem com isto uma grave responsabilidade."

Também Jürgen Niklaus voltou uma vez para casa durante a guerra. Na segunda evacuação, sua mãe pôde acompanhá-lo inicialmente. Mas, em julho de 1944, eles foram separados. A instrução escolar nos acampamentos tornou-se cada vez pior, pois faltavam bons professores: "Eles eram muito velhos ou eram aqueles que já tinham perdido um braço ou uma perna na guerra e voltado, então, a lecionar."

Aliciamento e treino militar

Havia terminado também a época dos devaneios e brincadeiras nos acampamentos. Em vez de aprender matemática e gramática, Jürgen Niklaus teve de preparar-se para o combate final:

"Eles vieram então com a sua milícia popular. Era, naturalmente, uma grande honra, receber uma braçadeira da milícia popular. E nós recebemos verdadeiro treinamento militar. Foi duro. Eu era miudinho na época e desmaiava também com frequência durante a construção de barricadas ou determinados exercícios, quando nos acossavam através de campos úmidos."

Seu acampamento foi transferido para Wörth, às margens do Rio Danúbio. Com um bastão de madeira, Jürgen Niklaus deveria lutar contra os americanos. Quando a guerra terminou, seu acampamento juvenil foi desfeito e ele – aos 15 anos de idade – foi enviado para trabalhar na colheita na Baviera:

"Em setembro, não suportei mais. Eu não sabia sequer se meus pais haviam sobrevivido ou não. Os trens de passageiros ainda não tinham voltado a funcionar. Eu roubei duas galinhas e troquei-as por alguma coisa de comer. Depois, subi em trens cargueiros, amarrando-me do lado de fora com um cinto ou uma corda, e esperando para ver aonde o trem iria."

Três semanas mais tarde, Jürgen Niklaus chegou a Berlim. A casa da sua família estava muito danificada, mas sua mãe e seu pai estavam vivos.

Ralf Geissler (am)
Fonte: DW-World.de

26 de setembro de 1960 - O inflamado discurso de Fidel na ONU


Primeira página: Terça-feira, 27 de setembro de 1960.

"Cuba dará, também, seu grão de areia para que o mundo se entenda... Cuba deve constituir, para o mundo, neste momento, uma preocupação, porque é um dos problemas mundiais... Dizem que em Cuba não existe a paz que o mundo deseja... Mas somos nós, cubanos, representantes de Cuba, merecedores do mau tratamento que temos recebido?"

Com essas palavras o Primeiro-Ministro de Cuba Fidel Castro abriu o discurso mais longo até então proferido da tribuna da Assembléia Geral da ONU, fazendo um pronunciamento inflamado contra os EUA, no qual ratificou as acusações levantadas desde que assumiu o poder em janeiro de 1959. No ponto máximo de seu discurso Fidel declarou: "Cuba já não recebe ordens da Embaixada dos Estados Unidos". Afirmou que as dificuldades com os americanos começaram com a lei da reforma agrária, já que esta afetava diretamente os interesses monopolistas dos EUA. Entre as acusações reiteradas estavam a sustentação da ditadura de Fulgêncio Batista com a influência militar americano; a famigerada agressão econômica encabeçada pelos EUA contra Cuba, com a redução da cota açucareira; os ataques aéreos advindos de bases americanas ao território cubano e o isolamento imposto a Cuba sob o pretexto da segurança americana. Defendeu o desarmamento. Propôs o modelo cubano como inspiração aos países da América Latina no desenvolvimento econômico independente do capital estrangeiro. Pediu ao Ocidente que preservasse a África, e respeitasse a natureza, e a cultura dos seus povos.

Fidel foi aplaudido por delegações dos países comunistas e africanos. Em sua maioria, os delegados latino-americanos mantiveram-se em silêncio. O Embaixador americano na ONU, James Wadsworth, comentou que o líder cubano fizera somente acusações, já rechaçadas pelos EUA.

A aguerrida reestruturação de Cuba

No início dos anos 60 Cuba tornou-se o centro nevrálgico da Guerra Fria. De um lado, os EUA tentavam desestabilizar o regime revolucionário cubano, e recuperar sua estratégica posição militar. Do outro, a URSS, em busca da hegemonia no bloco socialista, promovia Cuba decisivamente. O alto preço deste impasse coube à ilha caribenha, que, adotando uma política de defesa dos interesses nacionais e de combate ao imperialismo, passou a sofrer retaliações extremas, incluindo um rigoroso bloqueio econômico por parte do mundo capitalista. O isolamento de Cuba, contudo, não impediu a implementação do processo de socialização dos meios de produção e no ensino.
Fonte: JBlog

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

20 anos de Mercosul em debate nesta semana na UPF


I Congresso Internacional de História Regional inicia nesta quarta-feira (28/09)

Foto: Reprodução
A Universidade de Passo Fundo (UPF) realiza, a partir desta quarta-feira, 28 de setembro, o I Congresso Internacional de História Regional, promovido pelo Programa de Pós-Graduação e curso de graduação em História da UPF. Os 20 anos do Mercosul, sua integração e desencontros, serão tema da edição do evento. Assinado em 1991, o Mercosul chega aos 20 anos suscitando profunda reflexão acerca de seus acertos e, principalmente, sobre os problemas que ainda emperram o avanço do bloco.

A conferência de abertura será proferida pelo historiador argentino Leon Pomer, referência internacional em temas ligados à América Latina e crítico arguto da história dos países que formam o Mercosul. No segundo dia, o convidado é o historiador Leandro Morgenfeld, da Universidade de Buenos Aires, que abordará a problemática do conflito entre os vizinhos. A conferência que encerra o Congresso será proferida pelos docentes do Programa de Pós-Graduação em História, doutores Ana Luiza Setti Reckziegel e Adelar Heinsfeld, que promoverão um debate sobre as tentativas de formação de blocos regionais no Cone Sul.

Integrando a programação, estão previstos 15 simpósios temáticos, nos quais serão discutidos temas como a formação dos estados nacionais, conflito internacional na América do Sul, territorialização, arte, imaginários e identidades, fronteiras, memória, patrimônio cultural e imigração na América do Sul.

Lançamentos de livros
Os participantes do I Congresso Internacional de História Regional também poderão acompanhar o lançamento de diversos livros durante a programação do evento.

O Programa de Pós-Graduação em História também fará o lançamento do dossiê Forças Armadas, da revista do Programa, História, Debates e Tendências. O evento terá lugar no foyer do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, a partir das 18h30min, do dia 29 de setembro.

Confira os lançamentos:
- Missões em Mosaico. Da interpretação à prática: um conjunto de experiências, de Ronaldo Colvero e Rodrigo Maure
- Um olhar sobre a Legalidade. 1061: 13 dias que abalaram o Brasil, de Ney Eduardo Possapp D´Avila
- Entre cruzes, bandeiras e cartilhas: A mediação do campo eclesiástico na luta pela terra no norte do RS 1960-2010, de João Carlos Tedesco e Valdemar da Silva Gomes
- Vecinos en conflicto. Argentina y Estados Unidos en las Conferencias Panamericanas (1880-1955), de Leandro Morgenfeld
- Sob o signo da Cegueira: foto-graphando o cotidiano, de Claudia Brandão
- A segunda morte de Castro Alves: genealogia crítica de um reviosionismo, de Mario Maestri
- Passado e presente em interfaces: introdução a uma análise sócio-histórica da memória, de João Carlos Tedesco
- O Oitavo Dia: produção de sentidos Identitários na Colônia Entre Rios, de Marcos Stein
- Resistências, gênero e feminismos contra as ditaduras no Cone Sul, de Joana Pedro

Mais informações e a programação completa podem ser acessados no sitehttp://www.upf.br/historiaregional/.

Alemanha Ocidental usou criminoso nazista para espionar Fidel Castro

25/09/2011 - 10:45 | Redação | São Paulo


Entre 1958 e 1962, o serviço secreto da Alemanha Ocidental espionou o líder cubano Fidel Castro e, para isso, utilizou os serviços de um criminoso nazista. Walter Rauff era o responsável pelas unidades móveis de câmaras de gás utilizadas pelo regime nazista na Polônia e na Ucrânia.

Após o fim da Segunda Guerra, Rauff fugiu de um campo de prisioneiros e se estabeleceu no Chile, onde foi contatado pelo serviço secreto alemão. As revelações foram feitas neste domingo (25/09) pela revista Der Spiegel, com base em documentos oficiais tornados públicos recentemente.

Os papéis revelam que a espionagem alemã conhecia o papel de Rauff durante o nazismo. Apesar disso, o recrutou com a missão de fornecer informações sobre Fidel Castro. Em troca dos serviços, Rauff percebeu 70 mil marcos alemães e foi avisado a tempo de destruir todos os seus documentos quando a Polícia o prendeu em Punta Arenas em 1962. Ele foi capturado a partir de um pedido da justiça alemã, que o acusava pela execução de 98 mil prisioneiros durante o nazismo.

O processo acabou arquivado, porque a justiça chilena considerou que os crimes haviam prescrito por ter passado mais de 15 anos. Ele morreu em 1984 no Chile, onde passou os últimos anos de vida, parte deles protegido pelo regime de Augusto Pinochet.

*Com informações da Efe.
Fonte: Opera Mundi

1957: "West Side Story" estreia em Nova York


No dia 26 de setembro de 1957, estreava na Broadway o musical "West Side Story", depois de oito anos de preparativos.

O renomado maestro e compositor Leonard Bernstein anotou na sua agenda em 6 de janeiro de 1949: "Jerry Robbins telefonou hoje com uma boa ideia – uma versão moderna de Romeu e Julieta." Oito anos mais tarde, a ideia transformou-se num musical, que estreou em 1957 e obteve um êxito fenomenal não apenas nos Estados Unidos: West Side Story.

O grande sucesso por pouco não foi produzido. É que, quando Robbins apresentou sua ideia a Bernstein, o maestro ficou entusiasmado, mas estava sem tempo para qualquer novo projeto. Assim, os planos foram inicialmente engavetados.

Somente seis anos mais tarde, em 1955, é que os trabalhos foram retomados. Pouco depois, Bernstein deixou novamente a equipe, para fazer uma turnê com o seu musicalCandide. Finalmente, em fevereiro de 1957, Leonard Bernstein escreveu em seu diário: "Agora, nada mais vai nos impedir."

O clássico Romeu e Julieta, a história dos amantes mortos em decorrência da inimizade entre as suas famílias, foi transportado para a Nova York do século 20 por Jerome Robbins (coreografia), Stephen Sondheim (texto) e Leonard Bernstein (música). O conflito era entre dois grupos de jovens: um formado por americanos "tradicionais" e o outro por imigrantes porto-riquenhos, recém-chegados, em busca da "terra prometida".

Estreia encantou Bernstein

Para obter o maior realismo possível, a equipe contratou os mais jovens atores e dançarinos disponíveis. Bernstein, durante os ensaios em Nova York: "É inacreditável – 40 adolescentes arrasam no palco! 40 adolescentes que nunca cantaram antes, cantam agora contrapontos de cinco vozes e com um som magnífico. Creio que tomamos a decisão certa, de não buscar 'cantores'. Tudo que tivesse um som mais profissional soaria também mais experiente e, com isto, mais velho. É um exemplo perfeito, de como uma desvantagem pode transformar-se numa vantagem."

A estreia ocorreu a 26 de setembro de 1957, em Nova York, e o público ficou entusiasmado. Bernstein: "A estreia foi exatamente como nós sonhávamos. Valeu a pena toda a luta e as mudanças, bem como as inúmeras vezes em que tudo foi reescrito. Havia a história de amor e ódio, os riscos da sua interpretação teatral com temas como a morte e os problemas raciais, os jovens atores desconhecidos e a música séria com coreografia difícil, mas valeu a pena para o público e para a crítica. Estou orgulhoso e honrado de fazer parte desta produção."

O musical West Side Story foi encenado em Nova York durante quase dois anos, com 772 apresentações. Em 1961, a obra foi filmada com Natalie Wood num dos papéis principais. Também no cinema, West Side Story (Amor, Sublime Amor) tornou-se um clássico.

Rachel Gessat (am)
Fonte: DW-World.de

25 de setembro de 1956 - O início da parceria Tom Vinicius


"... um dos problemas mais sérios que me coube resolver foi a escolha do músico. Numa conversa com meus amigos Lucio Rangel e Haroldo Barbosa foi-me ponderado o nome do jovem maestro e compositor Antonio Carlos Jobim. Achei a idéia excelente e pus-me imediatamente em contacto com Tom, como é popularmente conhecido, resultando daí não apenas uma parceria, mas uma amizade que hoje sinto de grande importância para nós ambos...

Jornal do Brasil: Terça-feira, 25 de setembro de 1956 - página 10


... Confesso que a excelência do trabalho que me foi sendo pouco a pouco apresentado pelo compositor, excedeu tôdas as minhas expectativas. Os sambas criados especialmente para a peça, de parceria nossa, constituiram sem dúvida a parte mais agradável do nosso trabalho..."

Vinicius de Moraes,
sobre a escolha de Tom Jobim como músico de Orfeu da Conceição

A bilheteria da primeira encenação de "Orfeu da Conceição" no Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi em benefício da Associação Brasileira Beneficente de reabilitação, a ABBR. Contudo, um feito maior celebrou aquele dia 25 de setembro. Vinicius já era diplomata. Tom tinha 29 anos. Era a estréia de uma das mais importantes parcerias da música popular brasileira, reunindo o talento de um jovem músico ao de um poeta consagrado. Nesse primeiro trabalho, Tom musicou sambas de autoria de Vinicius, entre eles "Lamento no Morro" e "Se Todos Fossem Iguais a Você". Para saber mais sobre a obra, leia aqui!

Em 1958, com o alvorecer da Bossa Nova, Tom e Vinicius mantiveram a maestria musical, tornando-se dois dos principais nomes do movimento com obras como "Chega de Saudade". O sucesso de maior repercussão chegou em 1962: "Garota de Ipanema".

E outros clássicos marcaram a parceria musical e de amizade como "O samba do Avião", "A Felicidade", "Água de Beber", "Eu Sei Que Vou Te Amar", "Insensatez"'. A última obra em parceria foi "Cidadão da Gávea", feita pouco antes da morte de Vinicius em 09 de Julho de 1980.
Fonte: JBlog

domingo, 25 de setembro de 2011

1957: Eisenhower envia soldados para proteger alunos negros


No dia 25 de setembro de 1957, o presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, ordenou que soldados fossem a Little Rock, no estado do Arkansas, para proteger nove alunos negros.

Washington queria impor a decisão tomada por um tribunal de acabar com a discriminação racial nos estabelecimentos de ensino norte-americanos. Em 1954, a Corte Suprema dos Estados Unidos sentenciara o fim da discriminação racial nos colégios. Nos anos seguintes, as cortes continuaram expedindo sentenças para acabar com a discriminação racial em repartições públicas e nos transportes coletivos.

Estados conservadores

Entretanto, alguns estados do sul, mais conservadores, não seguiram a nova determinação e vinham impedindo o acesso de alunos negros às aulas. Em setembro de 1957, o governador Orval Faubus, do Arkansas, ordenou aos soldados da Guarda Nacional que impedissem a entrada de nove alunos negros na High School de Little Rock.

Depois de casos de agressão entre pais e alunos brancos e negros na capital do Arkansas, o presidente Dwight Eisenhower ordenou, no dia 25 de setembro de 1957, o envio de uma divisão a Little Rock. Eles receberam a missão de restabelecer a ordem na cidade e escoltar os nove estudantes até sua escola.

Neste ínterim, prosseguiu a pressão dos movimentos negros em defesa dos direitos civis. Tal pressão levou o Congresso dos Estados Unidos a aprovar, em 1957, uma nova lei de direitos civis e a criar uma comissão para examinar a proibição de voto aos negros e garantir-lhes igualdade de tratamento.

Discriminação racial na universidade

Caso semelhante ao do Arkansas aconteceu em setembro de 1962, no Mississippi, quando o presidente norte-americano John Kennedy precisou enviar 750 soldados da Guarda Nacional. Tratava-se de uma desordem pública - no caso, protagonizada pelo governador daquele Estado, Ross Barnett, que tentava impedir a entrada do negro James Meredith na Universidade de Mississipi, reduto de brancos. Meredith, de 29 anos, era o primeiro aluno negro daquele estabelecimento de ensino.

Em Arkansas, a violência se restringiu à atitude racista e deixou um ferido. Já no Mississipi, duas pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas no confronto entre brancos racistas e policiais encarregados de proteger o aluno negro.

Tropas federais permaneceram no campus até a graduação de Meredith em ciências políticas em 1963, mesmo ano em que Martin Luther King pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho". O governador Barnett, vencido, fez uma declaração pelo rádio, na qual afirmou, arrogante: "Nunca vamos nos render."


Fonte: DW=World.de

(rw)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

História UPF discute e visita os Sete Povos das Missões


PROGRAMA

13/10/2011
– Palestra: Lugares da cultura na sociedade missioneira - Profª Jaqueline Ahlert e Geopolítica Guerra Guaranítica - Prof. Dr. Luiz Carlos Tau Golin.
Debatedores: Prof. MS. Eduardo Roberto Jordão Knack e Prof. Dr. Mário José Maestri Filho.
Local: Auditório do CET B3
Horário: 19h 30min

14/10/2011
- Projeção dos Documentários Os Selvagens de Jesus e Mokoi Tekoá – Petei Jeguatá: duas aldeias, uma caminhada
Debatedores: Prof. Dr. Luiz Carlos Tau Golin e Profª Dr. Gizele Zanotto
Local: Auditório do CET B3
Horário: 19h 30min

Viagem aos Sete Povos das Missões
15 e 16/10/2011 (sábado e domingo)
Roteiro:
15/outubro
saída da UPF (horário a confirmar)
visita a Santo Ângelo
visita ao sítio arqueológico de São João Batista
visita ao sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo
espetáculo Som e Luz em São Miguel
pernoite (hotel com café da manhã)
16/outubro
visita ao sítio arqueológico de São Lourenço Mártir
visita a São Luiz Gonzaga
visita ao sítio arqueológico de São Nicolau
 visita ao museu de Santo Antônio
retorno a Passo Fundo

Carga horária do evento:
08 h para público participante das palestras e documentário (sem viagem)
60 h para público participante das palestras, documentários, viagem e montagem de exposição

Inscrições para Palestras e exibição dos documentários
As inscrições tem investimento de R$ 5,00, mais 1kg de alimento não perecível para doar a aldeia Koenju, dos Guarani Mbya, de São Miguel.

Inscrições para viagem
Investimento: R$175,00
Inclui: ônibus, hotel, guia e ingresso ao sítio de São Miguel Arcanjo
Contatos/pagamento: Ricardo (Perito) – (54) 9151-0435 e Marciano – (54) 9909-8724

IFCH está com matrículas abertas para competências em Inglês e Espanhol

23/09/2011 - 16:44

O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo (IFCH/UPF), por meio da área de Línguas Estrangeiras, está com matrículas abertas para as disciplinas de Inglês para Competências II e Espanhol para Competências II. As inscrições podem ser feitas até o dia até 13 de outubro.


Estão aptos a se matricular os alunos que reprovaram na prova de comprovação de competência ou os que não podem mais realizar o exame. Além disso, também podem se inscrever aqueles que desejam eliminar a realização da prova cursando a disciplina.

As matrículas devem ser feitas na Central de Atendimento ao Aluno, no Campus I da UPF. As aulas acontecerão nas sextas-feiras pela manhã no IFCH, com início previsto para o dia 14 de outubro. Informações pelo telefone (54) 3316-8335 ou pelo e-mail gbenck@upf.br.

Intensivo Enem UPF


Intensivo ENEM 2011
Com a intenção de apresentar as características gerais da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e as principais temáticas de avaliação dos participantes, a UPF está preparando o Intensivo Enem UPF. As aulas serão gratuitas e abertas a todos os estudantes interessados, especialmente os participantes da prova do Enem neste ano.

Inscrições:
A participação no Intensivo Enem UPF é gratuita. Quem deseja participar poderá escolher uma única aula ou poderá integrar as três aulas, desenvolvidas sempre aos sábados no Centro de Eventos da UPF. As vagas são limitadas.

Clique aqui e inscreva-se

Confira a programação completa:
24 de setembro
A partir das 13h30min
Matemática e suas tecnologias (Matemática e Estatística)
Língua estrangeira (Inglês e Espanhol)

1º de outubro
A partir das 13h30min
Ciências humanas e suas tecnologias (Filosofia, Arte e Cultura, História e Geografia)

08 de outubro
A partir das 8h
Ciências da natureza e suas tecnologias (Biologia, Física e Química)

A partir das 13h30min
Linguagem, códigos e suas tecnologias (Português, Literatura e Redação)

23 de setembro de 1966 - O Massacre da Praia Vermelha


Massacre a estudantes de Medicina no Campus da Praia Vermelha. Jornal do Brasil, 24 de setembro de 1966

A Faculdade de Medicina da Praia Vermelha transformou-se num autêntico campo de batalha. O grande portão de ferro da faculdade foi arrebentado às 3h45, pela polícia. As forças policiais do regime militar espancaram cruelmente os jovens estudantes que haviam se abrigado no prédio da Faculdade Nacional de Medicina, e depredaram suas instalações.

Estudantes fecham todos os portões de acesso à Reitoria.

As portas da Universidade Federal estiveram fechadas durante todo o dia anterior para a concentração de estudantes que pretendiam fazer várias reivindicações ao Reitor, e para comemorar, por determinação da recém-extinta UNE, o Dia Nacional de Protesto contra a Ditadura.


As manifestações se sucederam em vários outras Universidades do Brasil. O Chefe do Serviço de Relações Públicas da PM, Capitão Jorge Francisco de Paula, informou ao JB que todos os meios foram utilizados para conter a agitação estudantil, inclusive com a penetração de alguns oficiais à paisana no meio dos estudantes, aconselhando-os a irem para casa, como se falassem de colega para colega.

A Secretaria de Segurança da Guanabara informou em nota oficial que a intervenção policial na Faculdade de Medicina da UFRJ foi moderada, e que apenas 32 pessoas, entre as quais dez soldados, foram atendidas nos hospitais.

A invasão da Faculdade foi o ponto máximo do conflito, provocando a destruição parcial das instalações do Departamento de Bioquímica e do setor de Técnica Operatória.

Segundo o então Reitor Prof. Dr. Pedro Calmon, o conflito estudantil causou estragos em sete laboratórios. Informou ainda que a Faculdade ficaria fechada por 10 dias, prazo considerado necessário para a reparação dos danos havidos, e que todas as aulas estariam suspensas nesse período.
Fonte: JBlog

1955: Doutrina de Hallstein


As bases da política exterior alemã-ocidental foram fixadas a 23 de setembro de 1955, na Doutrina de Hallstein. Ela previa que a Alemanha Ocidental não manteria relações com países que reconhecessem a Oriental.

Em setembro de 1955, o então chanceler federal Konrad Adenauer viajou a Moscou para obter a libertação dos últimos 10 mil prisioneiros de guerra e de mais de 20 mil civis alemães. Em contrapartida, a União Soviética queria atar relações diplomáticas com a República Federal da Alemanha (RFA).

Somente no quarto dia das complicadas negociações, chegou-se a um consenso. A visita a Moscou entraria para a história como o principal acontecimento político internacional de 1955 e uma das ações mais populares do primeiro chefe de governo da Alemanha Ocidental.

Dois embaixadores

Esse êxito, porém, foi problemático, pois era difícil explicar a existência de dois embaixadores alemães exatamente em Moscou. Desde a sua fundação, a RFA reivindicara o direito de ser a única representante legal dos interesses alemães, mas ela não poderia evitar que a Alemanha Oriental (República Democrática Alemã – RDA) fosse reconhecida diplomaticamente por outros países.

A solução foi encontrada pelo diretor do departamento político do Ministério do Exterior alemão ocidental, Wilhelm Grewe. Ele baseou-se nas diretrizes sugeridas pela Doutrina Hallstein (o nome do chefe de Grewe no Ministério das Relações Exteriores era Walter Hallstein), aprovada pelo Parlamento alemão no dia 23 de setembro de 1955.

Um dia antes, o chanceler federal garantira pessoalmente aos parlamentares que a nova política não alteraria seu ponto de vista a respeito da República Democrática Alemã (RDA) nas relações com outros países. "Também no futuro, o governo alemão-ocidental verá com antipatia o estabelecimento de relações diplomáticas de países amigos com a Alemanha Oriental", disse.

As relações diplomáticas da Alemanha Ocidental com a União Soviética – e não com os demais países comunistas – foi justificada pelo fato de a URSS ter sido uma das forças de ocupação e sem a qual a ambicionada reunificação da Alemanha seria impossível.

Uma nota oficial divulgada no dia 24 de setembro dizia que "críticas da Alemanha Oriental não comprometeriam o povo alemão, visto que na zona de ocupação soviética não há representação popular livremente eleita, autorizada a falar em nome do povo alemão".

Inicialmente, a Doutrina Hallstein foi um sucesso, do ponto de vista ocidental. A RDA ficou isolada internacionalmente, não sendo oficialmente reconhecida por nenhum país, à exceção dos de regime comunista. As jovens nações do Terceiro Mundo não pretendiam prejudicar suas relações com a rica Alemanha Ocidental e aproveitavam o jogo de interesses da Guerra Fria. Duas vezes essa política foi adotada rigorosamente: em 1957 e 1963, quando a Alemanha Ocidental rompeu relações com a Iugoslávia e com Cuba.

Na década de 1960, a Doutrina Hallstein começou a falhar e virou uma espécie de algema da política externa. Bonn concentrava esforços em conter ligações internacionais com a RDA. Em 1965, porém, o dique rompeu: o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser convidou o chefe de Estado alemão-oriental, Walter Ulbricht, para uma visita oficial e, em 1969, cinco nações árabes reconheceram a Alemanha Oriental.

Os antigos princípios foram abandonados quando os Aliados sugeriram o reconhecimento de fato da RDA, que já furava a Doutrina Hallstein, por exemplo, com a abertura de consulados no Terceiro Mundo.

Ramón García-Ziemsen (gh)
Fonte: DW-World.de

22 de setembro de 1897 - Guerra de Canudos: Chega ao fim a saga de Antonio Conselheiro


Livro de anotações de Antonio Conselheiro. Teixeira/AJB

Apontamentos dos preceitos da Divina Lei do Nosso Senhor Jesus Christo para a salvação dos homens, pelo peregrino Antonio Vicente Mendes Maciel no Povoado do Bello Monte, Província da Bahia em 24 de maio de 1895.

"Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer e se tiver sede, dá-lhe de beber, porque se isto fizeres, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem".Antonio Conselheiro

Jornal do Brasil: Sexta-feira, 04 de outubro de 1896
O Nordeste brasileiro no final do século XIX não era muito diferente de hoje. Além de estar à mercê da seca e da fome, a população carente vivia em total abandono por parte das autoridades. Foi nesse quadro social, ideal para a disseminação do fanatismo religioso, que entrou em cena o beato Antonio Vicente Mendes Maciel, o Antonio Conselheiro. Intitulando-se enviado por Deus para acabar com as diferenças sociais e os pecados republicanos, percorreu o sertão pregando transformações e profetizando o fim do mundo. Conseguiu conquistar uma legião de fiéis confiantes no seu poder de libertação da extrema pobreza em que se encontravam. E despertou a ira das autoridades e da igreja que, temerosos de seu poder de persuasão, acusavam-no de fonte do mal. Para refugiar-se com seus seguidores, em 1893, Antonio Conselheiro chegou ao arraial de Canudos, no interior da Bahia, área isolada e de difícil acesso onde começou a formar uma grande comunidade de pobres e maltrapilhos, com aproximadamente 30 mil pessoas.

Sem a habilidade necessária para contornar a situação, o governo da Bahia passou a repreender as práticas do grupo com a força policial. Eclodiram inúmeros, e cada vez mais violentos, conflitos, fazendo com que, exaurido, o governo baiano pedisse a interferência da República em 1896. Essa também encontrou dificuldade para conter os fanáticos. No início de 1897, foi necessário aliar às investidas do Exército um cerco militar que impedisse o grupo de sair em busca de alimento. Com a debilidade da comunidade, o massacre de Canudos passou a ser questão de tempo.

E no dia 22 de setembro acabava a saga de Antônio Conselheiro. Fragilizado fisicamente, morreu, segundo estudiosos, por estilhaços de uma granada. Considerado por renomados intelectuais da época como um desajustado mental, Antônio Conselheiro foi decapitado, depois de morto. E sua cabeça foi utilizada em estudos científicos.

Sem a égide de seu líder, em poucos dias, a comunidade de Canudos foi dizimada. O massacre foi tamanho que não foram poupados idosos, mulheres e crianças.

Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões, eternizou este movimento que evidenciou a importância da luta social na história de nosso país. E simbolizou a descoberta de um mundo desconhecido para o próprio brasileiro: os sertões.
Fonte: JBlog

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

I CIHR - Avisos importantes


ATENÇÃO AOS AVISOS!!

1) Mostra de Banners: fixação dos banners na quarta-feira (vespertino) e retirada na sexta-feira (vespertino).
2) Credenciamento na sala 220 do IFCH a partir de quarta-feira (matutino)
3) Para os estudantes que só podem participar no turno noturno é imprescindível que assinem as listas de presença nas três noites para garantir o certificado de ouvinte - esse será confeccionado após o evento, com a conferência das assinaturas
4) O certificado de participação no evento indicará 40 horas de atividade
5) Para os comunicadores - haverá multimídia nas salas de apresentação, o uso é opcional
6) Os certificados de apresentação serão entregue após a comunicação dos trabalhos
7) Os Anais Eletrônicos já estão confeccionados e serão lançados no site durante o evento, na próxima semana
8) Se ainda não fez sua inscrição como ouvinte a realize o quanto antes para garantir o recebimento de material (os primeiros 500 inscritos tem a pasta, caderno e demais brindes garantidos). Para inscrever-se clique aqui - SOMENTE ATÉ DIA 28 DE SETEMBRO!!!

Att.
Comissão Organizadora

Hoje na História: 1945 - General Patton comete gafe que o tiraria da Segunda Guerra


Wikicommons/Domínio público


George S. Patton é recebido em carreata em Los Angeles (CA); general foi um dos principais estrategistas da Segunda Guerra

O general George Smith Patton era amado e odiado pelos seus soldados. Amado por tratar-se de um guerreiro e estrategista nato; odiado pelo fato de ser rígido ao ponto de não admitir que seus soldados sofressem fadiga de batalha. Patton também era famoso por não ter papas na língua, o que lhe causou muitos problemas.

No dia 22 de setembro de 1945, em uma coletiva aos correspondentes da Segunda Guerra, o general diz que não ver necessidade nessa "coisa de desnazificação" e compara a controvérsia sobre o nazismo a uma "luta eleitoral entre democratas e republicanos". Uma vez mais, Patton metia os pés pelas mãos —seria a última.

Descendente de uma longa linhagem de militares, Patton graduou-se na Academia Militar de West Point em 1909 e serviu no Corpo de Tanques durante a Primeira Guerra Mundial. Como resultado dessa experiência, tornou-se um entusiasta defensor da Guerra de blindados. Durante a Segunda Guerra Mundial, como comandante do 7º Exército, capturou Palermo, Sicília, em 1943 exatamente por esse meio. A audácia de Patton tornou-se evidente em 1944, quando, como comandante do 3º Exército, invadiu boa parte do norte da França valendo-se de estratégia pouco ortodoxa e implacável.

Era um homem cheio de extravagâncias: falava francês, fazia poesias e gostava de desenhar seus uniformes, usava uma pistola Colt 45 com cabo revestido de marfim e suas iniciais gravadas em preto. Acreditava em reencarnação. Jurava ter lutado em Troia, tomado parte das legiões romanas de Júlio César contra Vercingetórix, ter sido o comandante cartaginês Aníbal e ter participado das guerras napoleônicas.
A história do general foi levada ao cinema, 1970, no filme 'Patton: herói ou rebelde?'; papel rendeu o Oscar de melhor ator a George C. Scott

De fato, na Batalha da Bélgica, durante a qual foi bem-sucedido em empregar uma estratégia complexa e engenhosa, conseguiu contornar o avanço alemão em Bastogne, empreendendo uma contra-ofensiva, empurrando os germânicos para leste cruzando o Reno até atingir a Tchecoslováquia.

A língua de Patton, no entanto, provou-se tão perigosa para a sua carreira quanto os alemães. Quando repreendeu e estapeou um soldado hospitalizado, diagnosticado com neurose de Guerra, a quem acusou de “se fazer de doente”, Patton teve sua cabeça pedida pela imprensa. O general pensou que seria retirado da ativa, não fosse a intervenção dos generais Dwight Eisenhower e George Marshall. Após meses de inatividade, voltou ao campo de batalha.

Patton teve mais uma chance de exibir sua astúcia na Batalha das Ardenas, na fronteira da Bélgica com a Alemanha. Durante cinco dias, os alemães isolaram 18 mil soldados americanos na cidade de Bastogne. Patton foi convocado para salvá-los. Em apenas três dias, resgatou os compatriotas.

O destino seguinte era o coração da própria Alemanha. Quando cruzou o Reno, Patton violou novamente ordens que proibiam o 3º Exército de atravessar o rio. Uma noite, ouvindo uma transmissão da BBC, escutou um discurso de Churchill atribuindo ao britânico General Montgomery a façanha de ser o primeiro militar a atingir o Reno. Patton enfureceu-se e, diante dos auxiliares, arriou as calças e urinou no Reno gritando: Eu fui o primeiro!

Patton possuía muitos dons, contudo a diplomacia não era um deles. Após a Guerra, estacionado na Alemanha, criticou o processo de “desnazificação” e a remoção de antigos membros do partido nazista de posições políticas administrativas e governamentais. No entanto, as declarações politicamente incorretas resultaram na sua destituição do cargo de comandante dos Estados Unidos na Baviera. Foi transferido para o 15º Agrupamento, como forma de punição, o que marcou o fim de sua participação na Segunda Guerra. Em dezembro de 1945 quebrou o pescoço num acidente de carro que o deixou tetraplégico, vindo a falecer menos de duas semanas depois, aos 60 anos.

Fonte Opera Mundi