domingo, 31 de julho de 2011

12 animações sobre a História do Brasil

Série de 12 programetes baseados na Revista em Quadrinhos Dom João Carioca - a Corte no Brasil de Spacca, escritor e ilustrador, e da historiadora Lilia Moritz Schwarcz. Em vídeos de até cinco minutos, a série conta os principais fatos que ocorreram no período joanino, os 13 anos que Dom João esteve no Brasil. Movimentos de câmera, trilha sonora e dublagem dão vida aos desenhos originais. Para assistar a todos os episódios clique aqui.

Fonte: Histórica

Historiador lança livro em que tenta tirar João Goulart do limbo

ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO

Fraco, medíocre, demagogo. Fujão, covarde, traidor. Direita e esquerda carimbaram vários adjetivos na imagem de João Goulart, o presidente deposto pelo golpe militar de 1964.

Esquecido, quase sem lugar nos livros de história, Jango tem em torno de si silêncio. Jorge Ferreira, 54, professor de história do Brasil na Universidade Federal Fluminense, busca desinterditar a memória desse personagem com "João Goulart, uma Biografia".

Nesta entrevista, ele fala do livro e diz que populismo não é um conceito teórico, mas uma desqualificação política. "Populista é sempre o outro, aquele de quem você não gosta", afirma.
Folha - Por que o sr. resolveu fazer esse livro?

Jorge Ferreira - Estudei Getulio Vargas e o trabalhismo, daí a curiosidade sobre João Goulart. Foram dez anos de trabalho. Creio que chegou o momento de retirar Jango do limbo da memória do país.

Ele foi um personagem importante, mas as análises sobre ele não se distanciam das paixões políticas. Ora é definido como demagogo e incompetente, ora como vítima de um grande conluio de empresários brasileiros com o governo norte-americano. Quis conhecer o personagem para compreendê-lo, e não julgá-lo.

O que encontrou de novo?

O livro é um relato biográfico, enfocando sua vida política e privada. Evitei enfoques sensacionalistas. Talvez a maior novidade seja lembrar à sociedade brasileira que um dia Jango foi líder político de expressão. Como diz o historiador inglês Eric Hobsbawm, o papel do historiador é lembrar à sociedade o que aconteceu no passado. Foi o que eu fiz.

Quais foram as influências sobre Goulart?

Goulart, assim como Brizola, era jovem quando Vargas instituiu a ditadura. Ele entrou para a política no período democrático. Em 1945 e 1946, a democracia liberal tinha grande prestígio. As esquerdas e o trabalhismo associaram os ideais democráticos com o nacionalismo, o desenvolvimentismo, as leis sociais e o estatismo.

Nos anos 1950, o Estado interventor na economia e nas relações entre patrões e empregados era um sucesso na Europa. Os trabalhistas observavam a experiência inglesa com o programa de estatizações e também o sucesso da industrialização soviética, com o Estado interventor e planejador da economia. Também culpavam os Estados Unidos pela pobreza da América Latina.

Por que há pouco dados sobre o empresariado em relação a Goulart e aos militares?

O golpe de 1964 não foi dado por empresários que usaram os militares. O golpe foi dado por militares com apoio empresarial. A Fiesp, em inícios de 1963, apoiou Goulart na efetivação do Plano Trienal. Ele teve apoio de setores conservadores, desde que estabilizasse a economia, controlasse a inflação e se distanciasse das esquerdas, sobretudo dos comunistas e dos grupos que apoiavam Brizola na Frente de Mobilização Popular.

Os grandes empresários, os políticos conservadores e a imprensa se afastaram de Goulart e passaram a denunciar o "perigo comunista" no segundo semestre de 1963, quando a economia entrou em descontrole e Jango se aproximou das esquerdas.

Com o comício de 13 de março de 1964, os golpistas crescem e se unificam. A revolta dos marinheiros foi a fagulha que faltava, desencadeando gravíssima crise militar. A crise do governo Goulart tem uma história. É preciso reconstituí-la, com documentos e provas, superando repetidos jargões.

No livro o sr. discute a questão do populismo. Por que populismo continua sendo um termo pejorativo?

Sou crítico em relação ao conceito de populismo. Populistas podem ser considerados Vargas e Lacerda, Juscelino e Hugo Chávez, Goulart e Collor, FHC e Lula.

Personagens tão diferentes, com projetos díspares, com partidos políticos distintos são rotulados sob o mesmo conceito.

Qualquer personagem político pode ser chamado de populista, basta não gostar dele. Populista é sempre o outro, o adversário, aquele de quem você não gosta.

Não se trata de um conceito teórico, mas de uma desqualificação política. Eu prefiro nomear os personagens assim como eram chamados na época: Jango era trabalhista, Lacerda, udenista, e Prestes, comunista.

Qual é o maior legado de João Goulart?

O governo Goulart foi o auge do projeto trabalhista, que começou com as políticas públicas dos anos 1930, em época de autoritarismo. Mas que se democratizou, se modernizou e se esquerdizou a partir da segunda metade dos anos 1950.

Seus elementos fundamentais foram o nacionalismo, o estatismo, o desenvolvimentismo, a intervenção do Estado na economia e nas relações entre patrões e assalariados, a manutenção e a ampliação dos benefícios sociais aos trabalhadores, a reforma agrária e a liderança política partidária de grande expressão. Creio que muitas dessas tradições inventadas pelos trabalhistas ainda estão presentes entre as esquerdas brasileiras.

31 de julho de 1944 - Saint Exupéry levantou vôo e nunca mais voltou

"Em tudo na vida a perfeição é finalmente atingida, não quando nada mais existe para acrescentar, mas quando não há mais nada para retirar." Exupéry

31/07/2011 - 00:02 | Enviado por: Lucyanne Mano

Antoine de Saint-Exupéry, (1900-1944), escritor e aviador francês e aventureiro. Escreveu O aviador (1926), Correio do sul (1929), Vôo noturno (1931), Terra dos homens (1939), Piloto de guerra (1942) e O pequeno príncipe, escrito em 1943, traduzido em mais de cem línguas, e considerado uma fábula para adultos. Seus romances, diários e ensaios transmitem uma filosofia de vida que pretende melhorar as relações entre as pessoas.

Atualmente a teoria mais aceita é a de que Saint-Exupery foi abatido por um avião alemão e caiu no Mediterrâneo, depois de se desviar do curso, durante a Segunda Guerra Mundial. Estava em uma missão de reconhecimento na área do Mediterrâneo.

Misteriosa desaparição que fez de Saint-Exupéry um personagem lendário e transformou sua vida num romance. As aventuras de Exupéry como aviador: loopings, acrobacias e ousadias aéreas culminando em aventuras memoráveis que o levaram de avião de Toulouse a Marrocos, da Europa à América do Sul ou de Nova Iorque à Terra do Fogo.

Filho de uma família de aristocratas com linhagem que data do século 13, Saint-Exupéry já freqüentava campos de aviação aos 9 anos. Voou primeira vez provavelmente em 1912.

“O mundo vai mal. E vou me sentir infeliz e sofrer porque não tenho uma verdade clara para oferecer aos homens”, escreveu Saint-Exupéry pouco tempo antes do vôo do qual nunca mais retornou.

Fonte: JBlog

sábado, 30 de julho de 2011

Mostra Arte e História: Interfaces


O curso de História recebe a todos com uma mostra de trabalhos instalada no hall do IFCH. As produções foram realizadas no primeiro semestre pelo então VII nível, na disciplina de História Contemporânea II. Arte e História: Interfaces apresenta releituras de obras da chamada Arte Moderna, que propôs uma significativa inovação estética ao defender o vínculo explícito de suas produções com a experiência de vida, ao produzir uma arte que espelhasse seu tempo: urbanização e avanço da industrialização, descobertas científicas, avanços tecnológicos, melhora das comunicações e transportes, mas também um tempo de incertezas, tensões e conflitos.

Sejam bem-vindos!
Ótimo semestre a todos!

1980: Israel anexa Jerusalém Oriental

Protesto palestino no centro histórico de Jerusalém

No dia 30 de julho de 1980, a Knesset aprovava uma lei anexando Jerusalém Oriental ao território israelense. A medida, uma reação nacionalista à devolução do Sinai ao Egito, bloqueou o processo de paz no Oriente Médio.

"Essa é uma questão essencial para a existência e a identidade dos palestinos como um todo. Fisicamente, Jerusalém está situada no coração da Palestina; é um elo geográfico, mas também histórico, entre seu passado e o futuro", diz a líder política Hanan Ashrawi.

Jerusalém é o principal foco do conflito entre israelenses e palestinos, judeus e muçulmanos. A "cidade santa" é um microcosmo da guerra no Oriente Médio. Enquanto não for definido o destino de Jerusalém, provavelmente não haverá solução para o conflito. Não há perspectiva de paz, porque tanto os palestinos quantos os judeus ressaltam o papel central da cidade em sua vida e em seu pensamento.

"Para nós, nunca houve cidade substituta ou alternativa para Jerusalém. Nunca em nossa história. E eu não falo de 1.300 anos; falo de 4 mil anos", diz o rabino Lau. Desses 4 mil anos, as últimas décadas podem ter sido decisivas para a história da cidade, que se confunde com a história de Israel.

Partilha de Jerusalém

Às vésperas do fim do mandato britânico, em maio de 1948, os líderes judeus proclamaram o Estado de Israel. Países árabes (Egito, Iraque, Síria e Jordânia) enviaram tropas para impedir a criação do país. A guerra terminou em janeiro de 1949, com a vitória de Israel, que, no entanto, teve de partilhar Jerusalém com a Jordânia.

Em 5 de junho de 1967, forças israelenses lançaram um ataque preventivo contra o Egito, a Síria e a Jordânia, que preparavam uma nova guerra contra Israel. A Guerra dos Seis Dias terminou em 10 de junho, com a vitória de Israel, que conquistou o Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã, e revogou a partilha de Jerusalém.

Desde então, o governo israelense reivindica todo o território da cidade. Em 1980, deu contornos concretos a essa reivindicação, anexando Jerusalém Oriental. Isso amarrou as mãos até mesmo de israelenses moderados, que estavam dispostos a fazer concessões aos palestinos.

Begin e o acordo de paz

Em 1979, um ano após a assinatura dos tratados de Camp David, Israel firmou um acordo de paz com o Egito – o primeiro com um país árabe. A decisão surpreendeu a comunidade internacional, visto que nessa época o governo israelense era liderado por Menachem Begin. Representante máximo da ala nacionalista, Begin sempre fora contra a devolução dos territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias, mas acabou devolvendo toda a península do Sinai ao Egito.

Begin mudou sua posição para não desperdiçar a primeira chance de um acordo de paz. Mas nem todos seus correligionários entenderam esse passo. A direitista Geula Cohen, por exemplo, argumentava que "uma vez aplicado ao Egito o princípio da paz em troca de terra, não seria possível ignorá-lo em relação a Jordânia, Síria e Jerusalém Oriental". Foi dela o projeto de lei aprovado em 30 de julho de 1980 pela Knesset (o Parlamento israelense), oficializando a anexação de Jerusalém Oriental.

Segundo Geula Cohen, somente através da anexação Israel poderia garantir que a parte leste da cidade (habitada por árabes) fosse excluída das futuras negociações de paz. Ela sabia que um voto contra a Lei de Jerusalém teria consequências fatais para a carreira de qualquer parlamentar com aspirações de continuar na política.

Nó da questão

A lei foi rapidamente aprovada, mas ela toca num assunto que causa polêmica há muitos anos. De acordo com uma resolução das Nações Unidas, a cidade deveria ter sido internacionalizada em 1947.

A primeira tentativa realmente séria de negociar um acordo que garantisse direitos semelhantes a israelenses e palestinos fracassou no governo de Ehud Barak. Segundo Kollek, a coexistência de "duas capitais numa cidade é algo impossível. Tem-se duas linhas alfandegárias e duas polícias. Já vivemos numa cidade dividida e isso não foi nada agradável. Não foi bom nem para a cidade nem para os habitantes".

Peter Philipp (gh)

Hoje na História: 1903 - Polêmica provoca cisma em Partido Operário russo


30/07/2011 - 08:30 | Max Altman | São Paulo

No 2º Congresso do Partido Operário Social-Democrata Russo uma polêmica ideológica e política é instaurada entre os leninistas que queriam fazer prevalecer um partido revolucionário centralizado e profissional e os partidários da organização de massa.

Assim, durante o Congresso, que aconteceu em Bruxelas em 30 de julho de 1903 com 43 delegados, o partido se divide em duas partes: de um lado os bolcheviques (majoritários em russo) e de outro os mencheviques (minoritários). A derrocada do czar, porém, permaneceu como objetivo comum.

O programa proposto pela redação do Iskra - jornal marxista publicado por emigrantes socialistas da Rússia - é aprovado e o grande debate surge com os estatutos em torno da natureza do Partido, mais especificamente das condições de adesão propostas por Lenin: estar de acordo com o programa, contribuir financeiramente e militar em uma organização.

Lenin foi derrotado quanto à terceira condição. Embora não considerasse isso um problema insuperável, Lenin travou uma dura batalha em defesa da posição iskrista, considerando que o que estava em jogo eram duas concepções muito diferentes de partido, reformista ou revolucionário.

Pouco tempo depois do Congresso e após ter perdido a maioria na redação do Iskra, devido à mudança de campo de Plekhanov para o menchevismo, Lenin escreveu “Um passo à frente, dois passos para trás”, destinado a preparar o III Congresso que se havia tornado necessário pela aproximação da revolução de 1905. Esta obra, tal como o “Que fazer?”, se tornou um clássico sobre concepção de partido.

As duas correntes coexistiam apenas formalmente. Apesar dos esforços de unificação que as bases reclamavam, sobretudo após a derrota da revolução de 1905, tratava-se de dois partidos coexistindo de modo original. A partir da Conferência de Praga em 1912, se formaliza a divisão e todos os que se recusaram a submeter-se à disciplina do Comitê Central sairam do partido.

Os mencheviques, que contavam com o apoio dos dirigentes da II Internacional, mantiveram uma forte presença no movimento operário. Aliados com os Socialistas Revolucionários conquistaram a maioria dos sovietes na revolução de Fevereiro de 1917, especialmente em Petrogrado e Moscou. Entretanto, com o avanço da revolução e a estreita ligação dos bolcheviques com as massas, estes rapidamente alcançaram a maioria em todo o sistema de poder.

O congresso, que teve início em 30 de julho em Bruxelas, encerrou-se em Londres em 6 de agosto, já que o decorrer do encontro a polícia belga obrigou os delegados a deixar o país.

O Comitê de Organização do congresso havia sido originalmente eleito na Conferência de Bialystok, levada a efeito em março de 1902. Logo após a conferência todos os membros do comitê menos um foram presos. Por sugestão de Lenin, um novo comitê reuniu em conferência os comitês social-democratas em novembro de 1902 em Pskov.

Sob a liderança de Lenin, o Comitê de Organização levou a cabo um intenso trabalho preparatório. Textos para discussão foram preparados numa reunião prévia em Orel em fevereiro. Em seguida a essa sessão, os membros do comitê visitaram as organizações partidárias que iriam assistir ao congresso, com elas discutindo o rascunho das propostas. Em seguida, o regimento e as delegações que fariam parte do encontro foram definidos.
O 2º Congresso se notabilizou pela cisão entre bolcheviques e mencheviques como resultado da disputa entre Lenin e Juliy Martov sobre os principais pontos do programa do partido.

Um dos grupos, a União Geral Operária Judaica da Rússia, Polônia e Lituânia – Bund pediu que fosse reconhecida como a única representante da classe operária judaica. Um delegado bundista propôs uma moção que qualquer cidadão russo poderia ter o direito de usar o seu próprio idioma. Lenin, o grupo Iskra e até os mencheviques se opuseram à moção por considerá-la separatista, nacionalista e oportunista. Stalin a defendeu. O Bund se retirou do partido. No 4° Congresso, o da unificação, em 1906, o Bund voltou a fazer parte do POSDR.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hoje na História: 1958 - Criada a NASA, agência espacial dos EUA

29/07/2011 - 08:00 | Max Altman | São Paulo

O presidente Dwight Eisenhower assina, em 29 de julho de 1958, a lei que institui a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA, em sua sigla em inglês), visando a ganhar a corrida espacial empreendida contra a União Soviética. A NASA coordenaria os trabalhos de pesquisa e de exploração aeronáutica e espacial.

Desde então a NASA responsabilizou-se pelas expedições espaciais, tanto humanas como mecânicas, que proporcionaram informações vitais acerca do sistema solar e do universo.

A NASA foi uma resposta ao lançamento do primeiro satélite soviético, Sputnik I em 4 de outubro de 1957. O artefato de cerca de 90 quilos, do tamanho aproximado de uma bola de basquete, orbitou em torno da Terra durante 98 minutos. O lançamento do Sputnik surpreendeu os norte-americanos e despertou o temor de que os soviéticos seriam capazes de lançar mísseis com armas nucleares da Europa aos EUA.

Em 3 de novembro de 1957, os soviéticos lançaram o Sputnik II, levando uma cadela chama Laika. Em dezembro, os Estados Unidos tentaram lançar seu próprio satélite, denominado Vanguard, que explodiu logo após a decolagem.

Washington orgulhava-se de estar bem à frente na tecnologia científica e armamentista, porém, constrangido, tratou de imediatamente preparar uma resposta, marcando desse modo o início do que convencionou chamar de corrida espacial. Em 31 de janeiro de 1958, as coisas saíram melhor com o Explorer I, o primeiro satélite norte-americano a girar em órbita terrestre. Foi em julho daquele ano que o Congresso aprovou oficialmente a formação da NASA.

Em maio de 1961, o presidente John F. Kennedy declarou que o país colocaria um homem na Lua até o fim da década. Em 20 de julho de 1969, a missão da nave Apollo 11 alcançou a meta e fez história quando o astronauta Neil Armstrong tornou-se a primeira pessoa a colocar os pés no solo lunar, dizendo "Este é apenas um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade".

NASA continuou a fazer grandes avanços na exploração do espaço, inclusive desempenhando grande parte na construção de estações interplanetárias. Lançou também incontáveis satélites artificiais ao redor da Terra que foi decisivo em inúmeras questões científicas da previsão do clima e desastres naturais à navegação e às comunicações globais.

A agência, contudo, sofreu também trágicos reveses, como os desastres que mataram a tripulação do Challenger em 1986 e do Columbia em 2003. Por fim, em 2004, o presidente George W. Bush desafiou a NASA a retornar à Lua por volta de 2020 e lá estabelecer a presença humana que poderia servir como "ponto de partida de missões a Marte e outros mundos além".

Lançamento do Programa Momento Patrimônio


ASSISTA A CHAMADA DO PROGRAMA

29 de julho de 1979: Morre Herbert Marcuse, o teórico da rebelião estudantil que agitou o ano de 1968



29/07/2011 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

Um ataque cardíaco matou o sociólogo e filósofo alemão Hebert Marcuse, 81 anos, numa clínica particular às margens do lago de Starnberg, perto de Munique. Principal teórico da rebelião estudantil que agitou o ano de 1968, Marcuse estava na Alemanha como convidado para um programa de estudos sobre questões sociais e pensava em voltar aos EUA, que o acolheu em 1933, ao fugir do nazismo. O corpo foi enterrado na Califórnia, como era seu desejo.

Assim como Theodor Adorno e Ernst Bloch, outros dois importantes pensadores alemães, Marcuse mantinha uma conduta extremamente crítica em relação ao regime alemão, e fazia questão de uma distância bastante grande em relação ao universo oficial de seu país. Adorno e Bloch também emigraram quando Hitler subiu ao Poder e nunca mais se sentiram à vontade na Alemanha, nem mesmo depois da guerra.

Com justiça ou não, Marcuse foi considerado pela opinião pública como o "inspirador" das revoltas estudantis que transformaram a fisionomia do país na segunda metade da década de 60. Pelo menos foi desta maneira que seu nome apareceu no amplo noticiário dedicado à sua morte: Marcuse cercado por estudantes nas superlotadas salas de aula em Berlim e Frankfurt, Marcuse conversando com líderes estudantis da época, Marcuse fotografando à frente de passeatas no "campus".

"Somente através dos desesperançados nos é dada a esperança". Marcuse acreditava firmemente nas palavras de seu amigo Walter Benjamin: citou-as na conclusão de um de seus livros mais representativos Eros e a Civilização (1955) e incluiu-as entre os lemas sagrados que inspiraram sua obra de pensador.

Herbert Marcuse nasceu em Berlim, Alemanha, no dia 19 de julho de 1898 e foi um dos fundadores da Escola de Frankfurt. Com a ascensão de Hitler, em 1933, fugiu para os EUA. Naturalizado americano, foi professor nas universidades de Columbia e Harvard. Sua doutrina se baseava na dialética de Hegel e na filosofia de Heidegger. Condenava tanto o marxismo soviético quanto a sociedade de consumo. Acreditava na liberdade sexual como condição básica da emancipação pessoal, econômica e política. Por sua capacidade de se engajar, suas ideias inspiraram muitos líderes do movimento estudantil francês, na explosão de manifestações de maio de 1968. Suas obras mais conhecidas, além de Eros e Civilização (1955) são O homem unidimensional (1964), Ideologia da Sociedade Industrial (1964) e O Fim da Utopia (1967).

Fonte: JBlog

Mostra de Memória Imaterial segue até dia 31 no MHR






1981: Casamento de Charles e Diana

Diana e Charles posam na sacada do Palácio de Buckingham
No dia 29 de julho de 1981, o Reino Unido celebrava o casamento do príncipe Charles com a jovem Diana. O "casamento do século" foi televisionado ao vivo para todo o mundo. Entretanto, o conto de fadas terminou em 1992.

Love, love, love. A música dos Beatles estava sendo transmitida ininterruptamente pelas emissoras de rádio do Reino Unido. Às 7 horas da manhã, o noticiário falava sobre os distúrbios em Liverpool, a fuga de Bani-Sadr para Paris e ainda sobre a previsão do tempo, que naquele dia seria excelente.

Entretanto, a mais importante notícia daquela manhã era: "Lady Diana está acordada desde as 6 horas. Ela se sente muito bem. Chegou o grande dia para os britânicos, o dia do casamento de conto de fadas. O príncipe Charles irá transformar a bela e tímida auxiliar de jardim de infância Diana Spencer em sua princesa, e deixar muito feliz toda a nação".

Após a cerimônia religiosa, quando o casal saiu da catedral e embarcou na carruagem para ir à recepção organizada pela rainha, a multidão, que havia tomado conta de Londres, extravasou toda sua alegria.

Cerca de 600 mil pessoas, grande parte vinda do interior do país, estavam nas ruas, acenando bandeirinhas, comemorando com sanduíches e champagne, dançando, transformando o casamento real numa grande festa popular. A confusão no trânsito era algo sem precedentes na cidade.

Espetáculo global

Seiscentos milhões de telespectadores de todo o mundo acompanharam pela tevê a transmissão ao vivo do matrimônio do século. A alegria reinava em todos os cantos. O ponto alto das comemorações aconteceu quando o casal apareceu na sacada do Palácio de Buckingham. Charles fez, então, o que todos esperavam ansiosamente e beijou Diana.

Para o príncipe, 12 anos mais velho que Diana, não era nada tão excepcional ser alvo da mídia. Algum tempo depois, chegou a comentar: "Com certeza eu me acostumei melhor que Diana, eu sei que as câmeras estão apontadas por todos os lados e até certo ponto a gente aceita e se conforma com isso, como parte da nossa vida. Quem não se acostuma pode ficar maluco logo. E você, Diana, não acredita que nos últimos seis meses se acostumou um pouco com isto?".

A verdade é que ela nunca conseguiu se acostumar. Mas nesse dia 29 de julho de 1981, tudo transcorreu conforme planejado: a noiva conteve o nervosismo, os cavalos desfilaram direitinho, ninguém esqueceu seu discurso, ninguém disparou uma arma ou detonou uma bomba.
Klaudia Pape (ms)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Professor do PPGH lança obra sobre memória


O campo da memória, na perspectiva histórico-cultural e política, está em evidência. Dialogar com os tempos, entender alguns de seus meandros, compreender fatos e vividos, testemunhá-los, arquivá-los e presentificá-los são algumas das funções da memória. Mais e mais estudos estão contribuindo nesse sentido, mostrando que a memória é dinâmica, atualidade e atualização constantes.

Cronograma de discussão de textos

LEITURA E DISCUSSÃO DE TEXTOS

(Início às 16 horas, local a definir - Aberto a todos os interessados)

Projeto: Religiões e Religiosidades em Passo Fundo

Coordenadora: Gizele Zanotto

08/agosto

ü ZANOTTO, Gizele. Tradição, Família e Propriedade (TFP): As idiossincrasias de um movimento católico. (Introdução, capítulos 1 e 2) 2007. Tese (Doutorado em História Cultural) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. (Renan)

01/setembro

ü ZANOTTO, Gizele. Tradição, Família e Propriedade (TFP): As idiossincrasias de um movimento católico. (capítulo 3 e Considerações finais)2007. Tese (Doutorado em História Cultural) – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. (Gizele)

22/setembro

ü MANOEL, Ivan Aparecido. História, Religião e Religiosidade. Revista Brasileira de História das Religiões - Dossiê Identidades Religiosas e História, Ano I, no. 1, p. 18-32, maio de 2008. (Alini)

06/outubro

ü SANCHIS, Pierre. O campo religioso será ainda hoje o campo das religiões? In: HOORNAERT, Eduardo (Org). História da Igreja na América Latina e no Caribe. 1945-1995. O debate metodológico. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 81-131. (Angélica)

20/outubro

ü BOURDIEU, Pierre. A dissolução do religioso. In: Coisas ditas. São Paulo: Brasiliense, 1990. p. 119-125. (Camila)

10/novembro

ü CARVALHO, José Jorge de. A religião como sistema simbólico. Uma atualização teórica. Série Antropologia. Brasília, 2000. (Murillo)

24/novembro

ü ANDRADE, Solange Ramos de. A religiosidade católica e a santidade do mártir. Projeto História, São Paulo, n.37, p. 237-260, dez. 2008. (Angélica)

08/dezembro

ü ANDRADE, Solange Ramos de. O catolicismo popular no Brasil: notas sobre um campo de estudos. Espaço Acadêmico, n. 67, dez/2006. (Alini)

Recepção Acalourada integra novos acadêmicos


Os mais de 21 mil acadêmicos da Universidade de Passo Fundo (UPF) retornam às aulas no próximo dia 1º de agosto, em toda a estrutura multicampi: Passo Fundo, Carazinho, Casca, Lagoa Vermelha, Soledade, Sarandi e Palmeira das Missões. Para recepcionar os alunos que estão ingressando neste semestre nos bancos universitários, a UPF está preparando a tradicional Recepção Acalourada. Uma programação especial vai acontecer nos dois primeiros dias de aula.

Para o dia 1º de agosto, tanto no turno da manhã, às 8h, quanto à noite, às 19h20min, as atividades acontecem nas unidades acadêmicas do Campus I, II e nos campi onde os calouros vão frequentar as aulas.

Já no dia 02 de agosto, no Campus Passo Fundo, os acadêmicos deverão se encontrar com os professores nas suas unidades acadêmicas e depois seguirem juntos até o Ginásio da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia para atividades especiais nos turnos da manhã e à noite. Na oportunidade, os calouros e professores serão recepcionados pela Reitoria e DCE e assistirão à apresentação do Grupo de Percussão da UPF. Além disso, haverá show com a Banda Skamaleões e registro de fotografias das turmas. Nesta mesma data serão distribuídos os ingressos da festa da Recepção Acalourada, marcada para 12 de agosto, no Igaí Eventos.

De acordo com a vice-reitora de Graduação da UPF Neusa Henriques Rocha, o propósito da Recepção Acalourada é contribuir para a interação entre os acadêmicos e para a constituição de vínculos dos novos alunos com a turma, com o corpo docente e com a instituição. “Nosso desejo é de que mais uma vez tenhamos um início de semestre marcado por muitas realizações e pelo fortalecimento da UPF”, afirma.

A Recepção Acalourada está sendo organizada em parceria entre a Vice-Reitoria de Graduação e a Agência de Comunicação e Marketing (Agecom).


VEJA O VÍDEO DA RECEPÇÃO 2011.1

1794: Robespierre é executado na guilhotina

Cena da prisão de Robespierre

No dia 28 de julho de 1794, revolucionário francês Maximilien de Robespierre foi executado na guilhotina, após boatos de endurecimento da Lei do Terror. Sua morte marcou o começo da última fase da Revolução Francesa.

"Os reis, aristocratas e tiranos, independentemente da nação a que pertençam, são escravos que se revoltam contra o soberano da Terra, isto é, a humanidade, e contra o legislador do universo, a natureza", disse uma das figuras mais importantes da Revolução Francesa, Maximilien de Robespierre, a 24 de abril de 1793.

O jovem advogado Maximilien François Marie Isidore de Robespierre (1758-1794) pretendia mudar o destino da França. Desde o início de sua carreira política, destacou-se pela firmeza e pela forma radical de defender suas ideias. Influenciado por Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), defendia um Estado voltado para o bem comum e a vontade geral, estabelecido em bases democráticas. "O indivíduo é nada; a coletividade é tudo", afirmava, lembrando o famoso Contrato Social de Rousseau.

Robespierre foi cofundador e líder do Partido Jacobino na Convenção Nacional (parlamento francês de 1792 a 1795). Seus discursos acertavam o nervo da França revolucionária. "É natural que o bom senso avance lentamente. O governo viciado encontra nos preconceitos, nos costumes e na educação dos povos um poderoso apoio. O despotismo corrompe o espírito humano a ponto de ser adorado e, à primeira vista, torna a liberdade suspeita e terrível", afirmara no discurso Contra a Guerra.

Os ideais da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – compunham seu slogan predileto. Robespierre tornou-se famoso como político sério e "incorruptível". Seu objetivo era eliminar privilégios e instituições do Antigo Regime. Propagou ideias revolucionárias para a época, como o sufrágio universal, eleições diretas, educação gratuita e obrigatória e imposto progressivo segundo a renda.

"Os habitantes de todos os países são irmãos; os diferentes povos devem se apoiar mutuamente como cidadãos de um Estado. Quem oprime uma nação declara-se inimigo de todas as nações. Quem fay guerra contra um povo para impedir o progresso da liberdade e apagar os direitos humanos deve ser perseguido por todos os povos. Não só como inimigo comum e, sim, como um assassino rebelde e bandido."

Proclamada a república, em 1792, Robespierre mostrou sua nova face. Não hesitou muito para selar o destino do rei, aprisionado por revolucionários. Luís 16 foi julgado, condenado e, a 21 de janeiro de 1793, decapitado na guilhotina. "O terror nada mais é do que a justiça rápida, violenta e inexorável. É, portanto, uma expressão da virtude", justificou Robespierre.

A pretexto de defender a revolução, os jacobinos instalaram um regime de terror na França em 1793-1794. Sob o comando de Robespierre, a Constituição foi suspensa e foram criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário. Esses órgãos descambaram depois para a conspiração e execução na guilhotina de membros do próprio partido jacobino, como Georges-Jacques Danton (1759-1794), confundindo inimigos e aliados.

A guilhotina funcionava sem parar. Com a ameaça de morte pairando sobre todos, deputados moderados da Convenção Nacional tramaram a prisão de Robespierre e seus colaboradores mais próximos. No dia 28 de julho de 1794, deram aos ilustres prisioneiros o mesmo destino que estes haviam dado ao rei Luís 16: a guilhotina.

Robespierre havia assumido poderes ditatoriais. Calcula-se que o terror jacobino causou dezenas de milhares de vítimas, entre elas o químico Antoine Laurent de Lavoisier (1743-1794). Em apenas 49 dias, Robespierre mandou executar 1.400 pessoas. No final, o terror engoliu os terroristas. Um ano após a morte de Robespierre, a França obteve um novo governo, comandado por cinco "diretores".

O chamado Diretório representou o fim da supremacia e do terror dos jacobinos. Em 1795, a Convenção promulgou uma nova Constituição, que, segundo seu relator, Boissy d'Anglas, centrou-se em "garantir a propriedade do rico, a existência do pobre, o usufruto do industrial e a segurança de todos".

O poder foi organizado sob a forma de uma república colegiada de notáveis, tendo o Diretório como poder executivo. No período do Diretório (1795-1799), a França mergulhou numa nova crise econômica e social, agravada por ameaças externas. Para manter seus privilégios políticos, a burguesia entregou o poder a Napoleão Bonaparte, que o exerceu com o mesmo absolutismo que havia sido derrubado pela Revolução Francesa.
Catrin Möderler/gh

28 de julho de 1950 - Bicentenário de morte de Johann Sebastian Bach

28/07/2011 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

"Iniciando-se a semana em que se comemora o bi-cenentário da morte de Johann Sebastian Bach, é dever de todos que se interessam pela música, evocar o nome daquele que a elevou às esferas supremas, oferecendo à humanidade as harmonias mais perfeitas e mais puras que já foram concebidas por cérebros humanos. Passaram-se dois séculos de sua morte e sua sublime inspiração ecoa em nossos ouvidos através de sua portentosa obra, e assim, continuará permanente na devoção artística dos pósteros, desafiando os séculos". Jornal do Brasil

Johann Sebastian Bach, descendente de família de músicos por seis gerações, nasceu em 21 de março de 1685 em Eisenack, na Alemanha. Embora tenha aprendido com seu pai as primeiras noções musicais, sua criação, motivada pela orfandade precoce, ficou sob responsabilidade de seu irmão mais velho, Johann Christoph, exímio organista que lhe incentivou nos estudos musicais. Em poucos anos, dominaria com segurança diversos instrumentos, adquirindo a celebridade ao órgão e ao cravo.

Em lugar das distrações próprias de sua idade, adorava ouvir os grandes mestres de sua época - Johann Adam Reinken, Dietrich Buxtehude, Johann Pachelbel. foi observando-os e estudando sua performance em suas obras que conseguiu o mais completo desenvolvimento de sua técnica. A arte dos grandes concertos que assistia inspiravam-no na busca de criações grandiosas e punha-se a improvisar no cravo e no órgão, revelando uma tal exuberância de imaginação e um estilo tão pessoal que seus exercícios se transformavam em obras-primas.

Debaixo de seus dedos, nascia uma nova linguagem musical. Bach possuia mãos grandes e dedos ágeis, de extraordinário alcance no teclado. Ele próprio afinava seus instrumentos, neles introduzindo ousadas modificações. A música brotava naquele cérebro privilegiado com incrível facilidade permitindo-lhe compor uma obra imensa: Prelúdios, Fugas, Tocatas, Sonatas, Partitas, Suites, Concertos, Cantatas.

Grande foi Bach como músico, pai de família e professor. Foi mestre de seus filhos e de sua segunda esposa, intérprete de sua obra. Considerado um sujeito simples, voltado ao recolhimento, dispensava a vida pública de salões, motivo talvez pelo qual sua obra só tenha repercutido um século depois de sua morte.

Um ano antes de morrer, ficou cego. Não deixou, porém, de compor e trabalhava na Arte da Fuga (Die Kunst der Fuge) - sua útlima obra - quando sentindo declinar suas forças, chamou um de seus filhos e ditou o desfecho de sua última produção, concebida como um adeus à música.


Em torno ao seu leito, encontrava-se a família. Parecendo recuperar a visão, fitou a esposa, e pediu que cantasse alguma canção. Ela atendeu: "Todos os homens marcham para a morte"...

E foi assim que, no dia 28 de julho de 1750, com a idade de 65 anos, deixava de existir aquele que passou à posteridade como o Pai da Música e Mestre Supremo de todas as gerações.

Fonte: JBlog

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Oficinas de Educação Patrimonial MHR



ATENÇÃO - A data do terceiro módulo foi alterada para 28 de outubro!!!!

Estréia - Momento Patrimônio na UPFTV



Estréia dia 05 de agosto! Não perca!

1945: Zona de Ocupação Soviética é dividida

No dia 27 de julho de 1945, dois meses após o fim da Segunda Guerra, a Administração Militar Soviética emitiu a ordem que dividiu o território alemão sob sua ocupação em estados da Alemanha Oriental, de regime comunista.

Tudo o que aconteceu na Alemanha após 1945 teve sua origem na Segunda Guerra Mundial e na forma como o conflito foi conduzido. O procedimento bárbaro de Hitler e seus seguidores provocou reações dos seus adversários que, inicialmente, eram caracterizadas pela vingança, exigência de reparação e destituição dos alemães do poder.

Principalmente as potências ocidentais viam na história alemã, desde Frederico, o Grande, até Hitler, uma linha contínua marcada pelo imperialismo violento. Com o objetivo de eliminar definitivamente essa forma de domínio, elas planejaram tutelar os alemães e transformar o país num vácuo econômico e político.

É o que provam leis e decretos dessa época, publicados no diário oficial do governo militar dos Aliados. Reuniões públicas e particulares, de cinco ou mais pessoas, por exemplo, eram proibidas. Podiam-se realizar cultos religiosos, mas tocar ou cantar o hino nacional ou outras canções patrióticas era vedado. Todos os cidadãos com mais de 12 anos de idade eram obrigados a portar sempre a carteira de identidade.

Aliados partilham território

Apesar de todas as restrições, o cotidiano e a vida política entraram numa certa rotina, a partir de 1945. Pela chamada Declaração das Quatro Potências, de 5 de junho de 1945, o Conselho de Controle dos Aliados (formado pelos Estados Unidos, França, Inglaterra e União Soviética) decidiu criar zonas de ocupação na Alemanha e Áustria, ignorando as divisões político-administrativas internas anteriores.Casa evacuada à força na década de 1970 em Mecklemburg, junto à fronteira entre as duas AlemanhasCasa evacuada à força na década de 1970 em Mecklemburg, junto à fronteira entre as duas Alemanhas

Em regra, as novas fronteiras foram fixadas de acordo com as posições ocupadas pelos respectivos exércitos no fim da guerra. Na Alemanha, os Estados Unidos fizeram uma exceção: em julho de 1945, cederam a Turíngia aos soviéticos, o que significou um deslocamento da fronteira alemã.

A Conferência de Potsdam (17 de julho a 2 de agosto de 1945) confirmou a redução de quase 25% do território do antigo império alemão. Nesse encontro, em que Churchill, Truman e Stalin discutiram o futuro da Alemanha ocupada, foi decidido que o território alemão a leste dos rios Oder e Neisse passaria à administração da Polônia, e uma parte da Prússia Oriental, ao controle da União Soviética. Consequentemente, o destino da Alemanha do pós-guerra passou a depender das relações entre as potências vencedoras.

A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação: os russos, no leste; os ingleses, no noroeste; os franceses, no sudoeste; os norte-americanos, no sul. Berlim, a ex-capital do Terceiro Reich, foi partilhada entre as quatro potências.

Soviéticos organizam antifascismo

Mas nenhum dos países aliados iniciou a ocupação de forma tão bem elaborada quanto a União Soviética. Seu primeiro objetivo era fundar o Partido Comunista da Alemanha (KPD), registrado a 10 de junho de 1945.

"Na zona de ocupação soviética na Alemanha, é permitida a formação e atividade de todos os partidos antifascistas que tenham como objetivo a eliminação definitiva dos remanescentes do fascismo e o estabelecimento dos princípios da democracia, da liberdade e da participação política e o desenvolvimento da iniciativa própria da população nesse sentido", dizia um decreto da Administração Militar Soviética.

Embora nas outras três zonas de ocupação os partidos políticos só fossem autorizados meses mais tarde, uma reorganização política da Alemanha parecia mais do que necessária. A estrutura administrativa estadual e municipal precisava ser urgentemente reformulada.

Bandeira e brasão da extinta República Democrática Alemã (RDA)Bandeira e brasão da extinta República Democrática Alemã (RDA)Nesse campo, as forças de ocupação tinham objetivos distintos. Os soviéticos apostavam numa enxuta organização antifascista de poder. Já os ingleses e norte-americanos depositavam suas esperanças num amplo processo de democratização, enquanto os franceses queriam transformar sua zona numa extensão do território da França, dependente de seus próprios interesses nacionais. À semelhança dos soviéticos, tinham por meta incorporar sua zona de ocupação.

A nova Alemanha Oriental

Para isso, no entanto, era preciso definir claramente as fronteiras estaduais. A zona soviética instituiu uma nova divisão político-administrativa. Poucas semanas após o fim da guerra, a União Soviética criou cinco novos estados alemães: Mecklemburg, Saxônia, Turíngia, Saxônia-Anhalt e Brandemburg.

Por meio da chamada Ordem 17 da Administração Militar Soviética, de 27 de julho de 1945, foram instituídas administrações centrais que serviram de base para um novo regime estatal antifascista. Quatro anos depois, no dia 7 de outubro de 1949, foi fundada a República Democrática Alemã (de regime comunista).

Doris Bulau / gh


Fonte: DW-World.de

27 de julho de 1981 - Morre William Wyler, o último contador de histórias

27/07/2011 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

O diretor William Wyler, 79 anos, detentor de três Oscars por seus filmes Rosa da Esperança(1942), Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946) e Ben Hur (1959), morreu em sua residência em Beverly Hills, na Califórnia, de ataque cardíaco.

Ao seu lado estava sua esposa Margaret, com quem se casara em 1939.

Filho de pais alemães, Wyler nasceu em Mulhouse, na França, no dia 1º de julho de 1902 e cresceu no seio de uma família judia próspera e feliz. Depois de uma série de tentativas fracassadas de emprego na Europa, acabou na Hollywood dos anos 20 para para dar ajudar a um primo que trabalhava com cinema. Exerceu diversas funções, desde contínuo, contra-regra e assistente de direção. Aperfeiçoou-se ao longo daquela década, mas sua bagagem só alcançou a maturidade artística depois de uma longa associação com Samuel Goldwyn durante os anos 30 e 40. Ao longo das 5 décadas em que se dedicou ao cinema, foi um dos mais prolíficos diretores norte-americanos. Era um cineasta metódico, que se diferenciava pela perfeição técnica de seu trabalho.

Poucos diretores demonstraram a profundeza e a sensibilidade que Wyler trouxe ao cinema americano em sua fase áurea. Talento reconhecido pelo prêmio especial concedido pelo American Film Institute em 1976 pelo conjunto de sua obra.

Wyler casou-se duas vezes. A primeira foi com a atriz Margaret Sullavan, relacionamento que durou dois anos. A segunda com Margaret Tallichet, casamento estável e duradouro de 42 anos, que lhe deu dois filhos e dois netos. Uma realização pessoal que ele comparava à sua realização profissional.

Durante toda a vida, Wyler foi um homem simples, que não seguiu modismos e manteve prudente distância de cenas filmadas à contra-luz, imagens ondulantes, tremidas e filmes muito compridos. Uma verdadeira instituição do cinema norte-americano, seus filmes seguiram, coerentemente, essa filosofia de vida e arte: ele foi na tela, um bom contador de histórias, e nunca desejou outro rótulo.

Fonte: JBlog

terça-feira, 26 de julho de 2011

A segunda Morte de Castro Alves


Segunda-Feira, 25/07/2011 por Mário Maestri

Antônio de Castro Alves não vai bem de saúde. Sobre ele, em forma lenta, estendeu-se cortina de silêncio, espécie de véu do esquecimento. Atualmente, afirma-se que a poesia do nosso mais conhecido vate ressente a usura dos tempos, tornando-se, na forma e conteúdo, discurso estranho aos nossos dias. Avança-se que ela registra apenas sentimentos de época que, de tão distante, torna-se uma desconhecida. Diz-se que a sua leitura da escravidão expressaria o olhar temeroso dos escravizadores, e não dos escravizados.

Em 1997, quando do sesquicentenário de seu nascimento, pouco se fez, pouco se falou, pouco se discutiu sobre o mais dileto filho da Bahia. O insosso transcurso da celebração comprovaria: Castro Alves ¾ junto com o espartilho, o rapé e a polca ¾ faria parte das antigualhas de passado longínquo que nos causam apenas difusos sentimentos de nostalgia por época definitivamente superada. Também o transcurso dos 140 anos de sua morte, em 6 de julho de 2011, passou sem registro.

Transcendendo ao seu tempo, quando arte, a poesia registra experiências e sentimentos profundos do mundo que a produziu. O poeta, ao apreender poderosamente facetas de sua época, enriquece o conhecimento dos coevos sobre a experiência humana passada, iluminando também o presente. Um vate morre apenas quando pouco ou quase nada diz de essencial aos seus novos leitores. Nos últimos trinta anos, estudamos a escravidão colonial, com ênfase no trabalho e resistência dos trabalhadores escravizados, já que foi assim que pejaram nossa história. Tal empenho levou-nos a estudar a literatura brasileira dos Oitocentos, em busca de subsídios sobre as estruturas sociais e ideológicas de então. Foi assim que relemos Castro Alves, poeta que nos encantara quando adolescente. Com surpresa, encontramos nas suas poesias os grandes temas da resistência servil ¾ justiçamento dos amos; autocídio; infanticídio; quilombos, etc. ¾ que a historiografia da escravidão brasileira apenas abordara, sistematicamente, nos anos 1970, para, logo, tornarem-se, nos anos 1990, temas marginais da investigação. (há dois complementos de tempo? logo e nos anos 1990? coloca juntos ou tira um)

Impressionou-nos a virulência com que anatematizara a ordem negreira e o verdadeiro prazer com que cantara a revolta e o ato de sangue do cativo sublevado, em época em que a escravidão dominava o país! Sua poesia apresentou-se como singular paradoxo, ao destoar de quase toda a produção literária ficcional em prosa e verso da época. Procuramos explicação nos estudos sobre a literatura brasileira do século 19. Constatamos que, em forma geral, a crítica especializada abordava essa poesia sem contextualizá-la e, comumente, ignorando os avanços da historiografia que valorizam e iluminam a leitura poética de Castro Alves da sociedade negreira. Maior foi nossa perplexidade ao constatarmos que, comumente, esses estudos negavam radicalismo à poesia castroalvina, apresentando-a como visão de membro da classe pudente. Chegavam, assim, a leituras radicalmente opostas às nossas, sobre a mesma produção.

A indiferença e a ignorância da crítica literária para com a historiografia não explicam tais avaliações. Atualmente, é significativo o revisionismo historiográfico apresentando a sociedade escravista como mundo em que os cativos viveram condições de existência quase aprazíveis: comiam bem, trabalhavam pouco, impunham suas razões aos escravizadores, etc. Ambos movimentos desconhecem, nos seus domínios, a resistência dos cativos como elemento essencial do passado do Brasil.

Estudo mais sistemático sobre o tema, para conferência no talvez único seminário que registraria no RS o sesquicentenário do nascimento do poeta [sintomaticamente suspenso] levou-nos a aprofundar a investigação e lançar, em 2000, pela UPF Editora, A segunda morte de Castro Alves: genealogia crítica de um revisionismo, contribuição de historiador da escravidão à necessária retomada do debate sobre a obra de Castro Alves. Procuramos fundamentalmente traçar genealogia crítica do revisionismo empreendido sobre o sentido social da poesia de Castro Alves.

Também em homenagem a intelectual brasileiro que pautou sua breve vida sob o signo da integridade intelectual e moral, estamos relançando esse estudo, há muito esgotado, como 19º título da Coleção Malungo, da UPF Editora, em versão corrigida e ampliada, quando se celebram os 140 anos de sua morte.


Fonte: O Nacional

Grampo MTV traz os bastidores dos grupos skinheads

REDAÇÃO MTV

Exibição: hoje, 26 de julho a partir das 23 horas na MTV

Semana sim, semana não, sai na imprensa alguma notícia de pancadaria causada por algum grupo de - dizem – skinheads. Aí vai lá o Datena e grita de um lado, o William Bonner galanteia de outro, e assim a porrada segue sem ninguém entender de onde essa gente vem e o que ela quer. O Grampo MTV resolveu dar uma clareada no assunto e o que parecia ser superficial e raso se mostrou bastante complexo e problemático.

Foram dois meses de produção, já que é muito difícil convencer as pessoas a falarem. E vai ser mais difícil ainda dar explicação pra outras depois de o programa ir ao ar. De qualquer maneira, o objetivo do Grampo MTV é claro: mostrar quem são os jovens que formam esses grupos e o que eles querem da vida.

Para retratar esse universo, o Grampo MTV conversou com membros de diferentes grupos, já que sob o nome skinhead existem bandos nacionalistas, neonazistas, tradicionalistas e anarquistas. E eles não conversam entre si.

Além disso, o Grampo MTV convidou muitos especialistas para ajudar a entender o surgimento desse movimento e o fascínio que ele desperta nos jovens. Psicóloga, sociólogo, historiador, advogado, ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, advogado e até mesmo o FBI ajudaram o programa nesta missão.

Por fim, Juliano de Freitas, o rapaz acusado de obrigar outros dois rapazes a saltarem de um trem em Mogi das Cruzes, concedeu pela primeira vez uma entrevista. O incidente aconteceu em 2003 e ele foi condenado a 24 anos de prisão em maio deste ano. Juliano conta sua versão daquela noite e, em contrapartida, Flávio - o rapaz que sobreviveu, mas perdeu o braço - contesta a história do acusado.

Fonte: MTV

ASSISTA AO PROGRAMA

26 de julho de 1930 - A morte de João Pessoa


26/07/2011 - 00:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

"Abalou fortemente a população desta capital a notícia do assassínio do Sr. João Pessoa, presidente da Paraíba. Conhecidos os principais lances dessa cena indigna para os foros de civilização de um povo, levanta-se um coro unânime de condenação e protesto contra esse processo bárbaro de eliminação de uma alta autoridade política e administrativa. Os telegramas do nosso correspondente no Recife detalham o lutuoso fato e dão à impressão do horror que o assassínio produziu no governo, no povo e na culta sociedade". Jornal do Brasil

O governador da Paraíba, João Pessoa, candidato derrotado à vice-presidência na chapa da Aliança Liberal de Getúlio Vargas, morreu após não resistir aos tiros disparados por seu desafeto, o fazendeiro João Dantas, enquanto passeava numa confeitaria no Recife. Foi prontamente dada a ordem de prisão ao assassino, que acabou também baleado pelo motorista de João Pessoa, agindo em sua defesa. Ainda hoje discute-se o real motivo do crime contra João Pessoa: se por questões políticas ou se de ordem passional. O episódio abalou a opinião pública, causando comoção nacional. E contribuiu com o clima emocional que desencadeou a Revolução de 30, movimento armado que culminou com a deposição do Presidente Washington Luís em 24 de outubro.

O jurista e juiz consciencioso

Auditor da Marinha e depois ministro do Supremo Tribunal Militar. Indicado por seu partido e por correligionários para governar a Paraíba, logo se revelou exímio administrador. Populista, amado com fervor pela gente simples da Paraíba e reverenciado pela elite como um opositor sem medo do poder central, seu desempenho público, contudo, foi uma consagração póstuma. A brusca interrupção de sua carreira em plena ascensão política serviu para que os líderes da Aliança Nacional o transformassem num mártir para insuflar a propaganda do partido no âmbito nacional.

Fonte: JBlog

Hoje na História: 1908 - É criado o FBI, Federal Bureau of Investigation

26/07/2011 - 07:00 | Max Altman | São Paulo

Em 26 de julho de 1908, o Federal Bureau of Investigation (FBI) é criado, quando o Procurador Geral dos Estados Unidos, Charles Bonaparte, ordena que um grupo de recém-contratados investigadores federais se reportem ao Investigador-Chefe, Stanley Finch, do Departamento de Justiça. Um ano mais tarde, o Escritório do Investigador-Chefe foi renomeado de Bureau of Investigation e, em 1935, tornou-se o FBI.

Quando o Departamento de Justiça foi criado em 1870 para fazer cumprir a lei federal e coordenar a política judicial não havia investigadores permanentes em seu quadro. A princípio, contratavam-se detetives particulares quando se necessitava deslindar crimes federais, depois se tomava emprestado investigadores de outras agências federais, como o Serviço Secreto, que foi criado pelo Departamento do Tesouro em 1865 para investigar falsificações. No começo do século 20, o Procurador Geral foi autorizado a contratar alguns investigadores em caráter permanente, e o Escritório do Investigador-Chefe, que consistia principalmente de contadores, foi criado para revisar as transações financeiras das cortes de justiça federais.

Para formar um braço investigativo mais eficiente e independente, o Departamento de Justiça contratou, em 1908, 10 antigos funcionários do serviço secreto a fim de se juntar ao Escritório. Em março de 1909, o quadro já somava 34 agentes, e o Procurador Geral, George Wickersham, sucessor de Bonaparte, renomeou-o como Bureau of Investigation (Escritório de Investigação).

O governo federal usou a entidade como instrumento para investigar criminosos que se evadiam de processos ao atravessar os limites dos estados. Em poucos anos, o número de agentes havia crescido para mais de 300. A agência enfrentou alguma oposição do Congresso que temia que sua autoridade pudesse levá-la ao abuso de poder. Com a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial em 1917, atribuiu-se ao FBI a responsabilidade de investigar os que resistiam à conscrição militar, os violadores da Lei de Espionagem e os imigrantes suspeitos de anarquismo ou comunismo.

Entrementes, J. Edgar Hoover, um advogado e ex-bibliotecário, passou a integrar os quadros do Departamento de Justiça em 1917 e em menos de dois anos tornou-se o assistente especial do Procurador Geral, Mitchell Palmer. Profundamente anti-radical em sua ideologia, Hoover postou-se à frente da campanha contra a “Ameaça Vermelha” de 1919 a 1920. Montou um sistema de indexação em que listava todo líder, organização ou publicação que considerasse radical e já em 1921 acumulava cerca de 450 mil fichas. Mais de 10 mil suspeitos de simpatia ao comunismo foram presos durante esse período. Embora esta ação tenha sido criticada, Hoover manteve-se ileso e em 10 de maio de 1924, foi nomeado diretor do ‘Bureau of Investigation’.

Durante os anos 1920, com aprovação do Congresso, Hoover reestruturou radicalmente o FBI. Montou uma eficiente máquina de combate ao crime, estabelecendo um sistema centralizado de impressões digitais, um laboratório criminológico e uma escola de treinamento de agentes. Nos anos 1930, lançou uma dramática batalha contra o crime organizado trazido pela Lei Seca. Gangsters notórios como George "Metralhadora" Kelly e John Dillinger foram abatidos pelos projeteis dos agentes do FBI, enquanto outros, como Louis "Lepke" Buchalter, o esquivo chefe da gang Murder, Inc., foram investigados e levados à justiça pelos “G-men”. Hoover, que tinha uma queda por relações públicas, participou pessoalmente de inúmeras prisões, fartamente anunciadas. Com isso, passou a ser louvado pelos congressistas e pela opinião pública.

Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o FBI retomou as técnicas de contra-espionagem, desenvolvidas durante a primeira “Ameaça Vermelha”. Grampos telefônicos e outros meios de vigilância eletrônica expandiram-se enormemente. Após a guerra, Hoover centrou-se na “ameaça de subversão comunista”. O FBI compilou fichas de milhões de cidadãos suspeitos de atividades dissidentes. Hoover trabalhou estreitamente com o Comitê de Atividades Anti-americanas e com o senador Joseph McCarthy, o arquiteto da segunda “Ameaça Vermelha”.

Em 1956, Hoover deu início a um programa secreto de contra-inteligência, Cointelpro, tendo inicialmente como alvo o Partido Comunista, mais tarde expandindo-se para se infiltrar e dissolver qualquer organização suspeita. Os imensos recursos desse programa foram utilizados nos anos 1960 contra organizações de direitos civis e manifestações contra a guerra do Vietnã. Uma figura especialmente visada foi Martin Luther King que mereceu sistemático assédio do FBI.

No final da década, a mídia, o público e o Congresso levantavam críticas de que o FBI abusava de seu poder. Hoover assistiu à aprovação de uma lei que obrigava a confirmação pelo Senado do nome do diretor-geral do FBI e limitando seu mandato a um máximo de 10 anos. Em 2 de maio de 1972, J. Edgar Hoover morreu do coração aos 77 anos.