domingo, 31 de outubro de 2010

Pé na estrada...



Nesta sexta-feira acadêmicos da UPF partiram para uma excursão cultural a Montevideu e Colônia Sacramento. A iniciativa desta atividade foi dos acadêmicos do VIII nível do curso, formandos em 2010/2.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Inscrições de comunicação para o IV SHR seguem até dia 30

O IV Seminário de História Regional tem por objetivo reunir profissionais da área de história e áreas afins para discutir a produção acadêmica contemporânea e apresentar suas pesquisas. Objetiva também criar um espaço para a formação e ampliação de redes de pesquisadores, bem como oportunizar o contato entre profissionais, mestrandos e doutorandos, bolsistas de iniciação científica e alunos de graduação de diversas áreas do conhecimento.

Prazos
01 a 30 de outubro - inscrições de comunicação
Até 10 de novembro - envio do artigo final
01 de outubro a 18 de novembro - ouvintes

Valores
Profissionais: R$ 70,00
Mestrandos e estudantes de especialização Comunicadores: R$ 50,00
Graduandos Comunicadores: R$ 30,00
Ouvintes UPF: R$ 10,00
Ouvintes externos: R$ 30,00

Informações
(54) 3316-8339
historiaregional@upf.br

Promoção
Núcleo de História Regional (NHR/PPGH)
Programa de Pós-Graduação em História da UPF
Curso de Licenciatura Plena em História da UPF

Site do evento

29 de outubro de 1945 – Vargas renuncia. Chega ao fim o Estado Novo

29 de outubro de 1945 – Vargas renuncia. Chega ao fim o Estado Novo
Enviado por: Alice Melo

A queda dos governos autoritários na Europa, com o fim da Segunda Guerra, era o prenúncio de que o Estado Novo estava com os dias contados. No dia 29 de outubro Getúlio Vargas não tinha maiscomo escapar: grande parte da população, principalmente os estudantes, ia às ruas clamando por liberdade e democracia; e o Exército, desejoso de poder, preparava um golpe armado. Apesar do apoio do seu eleitorado, que pedia Vargas à frente da nova constituinte, o presidente não teve escolha e teve que renunciar, concluindo assim os seus 15 anos de governo.

O estopim da insurreição foi o fato de Vargas ter nomeado como Chefe de Polícia o seu irmão, Benjamin Vargas, dias após ter adiado as eleições presidenciais, marcadas para dois de dezembro. Góis Monteiro, Chefe do Estado Maior, assim que soube que Benjamim ocupara o alto cargo, convocou a cúpula das Forças Armadas e decidiu não protelar o golpe.

“A consciência da grave situação que o País atravessa, e a intenção perene de contribuir até o derradeiro sacrifício para evitar a anarquia, fizeram com que eu voltasse a ocupar o cargo de Ministro da Guerra. Renunciei a todas as vantagens (...) para tentar um desesperado esforço no sentido de impedir que o Exército se tornasse presa de políticos sem entranhas e, em conseqüência, se dividisse e afundasse no faciosismo, em vez de continuar como garantia de ordem e da integridade nacional”, escreveu Góis Monteiro em carta ao povo brasileiro.

No dia seguinte à renúncia, assumiu como presidente interino o presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, que logo restabeleceu para dois de dezembro o dia do pleito que elegeria Eurico Gaspar Dutra como Chefe de Estado do Brasil.

Apesar de ter deixado o governo, Vargas continuou atuando na política brasileira: apoiou a candidatura de Dutra e, cinco anos depois, lançou-se candidato à Presidência, sendo eleito democraticamente e permanecendo no poder até 1954, quando cometeu suicídio.

Fonte: JBlog

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ex-jogadores do 14 de Julho e Gaúcho participam de atividade no Museu Histórico Regional

A equipe do Museu Histórico Regional (MHR) de Passo Fundo viveu uma tarde emocionante na sexta-feira, 15 de outubro. Ao som dos hinos do 14 de julho e do S.C. Gaúcho, reuniram-se ex-jogadores, ex-treinador, cronista, escritor e torcedores, para relembrar os bons tempos do futebol de Passo Fundo. Foi uma tarde de reencontros, de lembranças, de tietagem, pois, afinal, os ídolos do futebol estavam presentes, entre eles Adair Bica, Meca, Egídyo João Reolon, além dos jornalistas Meireles Duarte e Lucas Scherer, bem como Helena Carvalho.

A equipe do museu aproveitou a visita destes ídolos para colher informações e material, além de dar continuidade a entrevistas para um pequeno documentário que integrará a exposição “Alem das 4 linhas”, que pretende representar parte da história sobre o futebol em Passo Fundo.

Se você é ex-jogador, treinador, torcedor do Rio-Grandense, Independente, 14 de Julho, Gaúcho ou Passo Fundo venha dar seu depoimento. A próxima etapa de entrevistas acontecerá dia 26 de outubro, a partir das 14h30mim, no espaço dos Museus. Os interessados podem entrar em contato pelo telefones 3316- 8586 e 3316-8587 ou pessoalmente na Av. Brasil Oeste 758.

Registre você também sua história no Museu Histórico Regional de Passo Fundo, prestando depoimentos, emprestando ou doando material.

Fonte: MHR

Hoje na História: 1962 - EUA e URSS põem fim à Crise dos mísseis de Cuba

27/10/2010 - 08:58 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1962 - EUA e URSS põem fim à Crise dos mísseis de Cuba

Negociações complicadas e envoltas em extrema tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética resultaram em 27 de outubro de 1962 em um plano para pôr fim a duas semanas de aguda crise, conhecida como a Crise dos Mísseis em Cuba. Foram 14 dias assustadores em que o holocausto nuclear parecia iminente. Entretanto, nesse dia começou-se a encontrar uma saída.

Desde que o presidente John F. Kennedy dirigiu em 22 de outubro uma advertência pública aos soviéticos para que cessassem seu temerário programa de instalar armas nucleares em território cubano e anunciou uma ‘quarentena’ naval contra embarques adicionais de armamento a Cuba, o mundo conteve sua respiração para ver o que as duas superpotências fariam.

As forças armadas dos EUA foram colocadas de sobreaviso e o Comando Aéreo Estratégico subiu o seu alerta ao Estágio 4, um passo antes do ataque nuclear. Em 24 de outubro, milhões de pessoas tinham a atenção voltada para ver se os navios soviéticos enviados a Cuba, carregando mísseis adicionais, tentariam romper o bloqueio naval de Washington ao redor da ilha. No último minuto, os barcos da União Soviética deram meia volta e retornaram às bases.

Carta sobre Turquia

Em 26 de outubro, o líder soviético Nikita Kruchev respondeu ao bloqueio enviando, o que alguns analistas consideraram, uma longa e desconexa carta a Kennedy oferecendo uma composição: os navios soviéticos com destino a Cuba “não carregariam qualquer tipo de armamento” se os EUA se comprometessem a jamais invadir Cuba. Ele apelou a Kennedy para "avaliar bem onde ações agressivas e de pirataria, que o senhor declarou ter os EUA intenções de levar adiante, poderiam levar." Aduziu a esta correspondência uma outra, no dia seguinte, oferecendo a remoção dos mísseis de Cuba se os EUA removessem seus mísseis da Turquia.

Kennedy e outros altos funcionários da Casa Branca debateram uma resposta adequada às ofertas soviéticas. O procurador-geral Robert Kennedy finalmente concebeu um plano aceitável: aceitar a primeira oferta de Kruchev e ignorar a segunda carta. Segundo a Casa Branca, embora os EUA pudessem levar em consideração a retirada dos mísseis da Turquia em algum momento no futuro, concordar naquele momento com sua remoção poderia manifestar uma aparência de fraqueza. Não obstante, atrás das cortinas, os diplomatas russos foram informados que os mísseis seriam removidos da Turquia a partir do momento que os mísseis soviéticos fossem retirados de Cuba. Essa informação teria sido acompanhada de uma ameaça: se os mísseis cubanos não fossem levados embora em 48 horas, os EUA recorreriam à força militar. Era agora a vez de Kruchev propor uma saída para terminar com o dramático impasse.

Os mísseis foram retirados de Cuba no prazo estipulado e confirmou-se a condição de Cuba não ser jamais invadida. Fidel Castro manifestou sua profunda irritação por não ser consultado a propósito das negociações e só muitos meses mais tarde o inconformismo com a ação de Kruchev pôde ser superada por ocasião de uma visita oficial do líder cubano a Moscou.

Fonte: Opera Mundi

Interação UPF - Venha fazer História!!

Recepção no Auditório

Visita a Coordenação do Curso - Exposições do MHR e AHR




27 de outubro de 1965 - Castelo Branco baixa o Ato Institucional Nº 2

27 de outubro de 1965 - Castelo Branco baixa o Ato Institucional Nº 2
Enviado por: Alice Melo

“Como era esperado, veio o Ato Institucional completo. Isso pressupõe obviamente uma férrea união militar, somando todos os grupos de origem revolucionária, brandos e duros, em torno da afirmação do poder incontestável da Revolução. O Marechal Castelo Branco, que procurou alcançar os objetivos por persuasão, trocou suas táticas pelas dos radicais, munindo-se dos instrumentos de poder necessários para atingir as suas metas, o que não obteve da colaboração dos políticos” (Coluna do Castello, JB, 28 de outubro de 1965).

Editado pelo Presidente Castelo Branco como solução dramática para a crise político-militar que se abatia sobre o Brasil após o golpe de 1964, o Ato Institucional Número 2 armou o governo de poderes excepcionais. Por meio do decreto, a Constituição democrática de 1946 perdia seu valor. Ficavam suspensas desde então as eleições diretas para Presidente da República, extinguia-se os partidos de oposição e colocava à disposição Presidente os mandatos de todos os políticos do Brasil. O regime militar, enfim, mostrava sua cara.

Com base no AI-2, o Chefe de Estado também poderia declarar recesso indefinido ao Congresso Nacional, legislando e governando por meio de decretos - o que aconteceria em 1968; decretar estado de sítio em todo o território nacional, cassar mandatos políticos por até dez anos, tornar gratuito o mandato de vereador e limitar os subsídios de deputados estaduais e federais.

O anúncio da assinatura do novo Ato foi feito pelo Chefe do Gabinete Militar da Presidência, General Ernesto Geisel, na manhã do dia 27. Apesar de ter sido concluído dias antes, o AI-2 só foi anunciado após o término da votação pelo Congresso das mensagens sobre o Estatuto dos Cassados. A Casa tentava chegar a um consenso com a cúpula do governo acerca dos problemas políticos de ordem autoritária dentro de um país em que estava vigente uma constituição democrática. A promulgação do Ato, no entanto, pegou os parlamentares de surpresa, anulando todas as chances de diálogo entre as partes.

A decretação do AI-2 naquele 27 de outubro aconteceu antes do esperado. Era certo que algum dia os militares dariam um golpe dentro do golpe para tentar assegurar o governo por tempo indeterminado, mas as eleições estaduais ocorridas semanas antes foram o catalisador daquela fórmula amarga em gestação desde o ano anterior.

Em Minas Gerais e no estado da Guanabara, os oposicionistas Israel Pinheiro e Negrão de Lima haviam sido eleitos como governadores dos respectivos estados por voto popular. Temendo uma reação nacional, no caso de um suposto pleito presidencial, Castelo Branco arregaçou as mangas, deixou de lado o diálogo e mostrou a primeira das muitas faces autoritárias da elite militar e política do Brasil, anunciando o Ato Institucional Número 2.

Fonte: JBlog

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vestígios do Poder

Deputados, Vereadores, Juristas. Muito do que foi produzido no passado do Brasil está agora disponível para historiadores como fonte histórica. É a tecnologia auxiliando a pesquisa e a docência

Não há como negar: ser historiador é lidar com toda a sorte de documentos. Para o professor, a fonte histórica é uma oportunidade de empreender trabalhos originais com seus alunos, de se atualizar, de levar a pesquisa para a sala de aula, é uma oportunidade de conquistar ainda a atenção do estudante diante daquilo que foi o registro gerado em um outro mundo que não o dele. Já para o pesquisador, o motivo é mais do que óbvio: o documento histórico é o início de tudo. Ele é a matéria-prima dos arquivos, das bibliotecas. É onde tudo começa e recomeça.

O problema é quando as fontes estão longe. Porém, nos últimos anos, a tecnologia vem sendo uma parceira valiosa dos historiadores, levando as fontes onde quer que eles estejam. Nesta matéria sobre fontes históricas, o Café Historia traz duas dicas que certamente poderá acrescentar muito ao seu trabalho de pesquisa ou mesmo pedagógico. São fontes que mostram sobretudo como a política e poder no Brasil.

A primeira dica do Café História diz respeito ao site Jusbrasil. Neste site, o pesquisador tem acesso, na íntegra, ao conteúdo digitalizado de Diários Oficiais: Diários Oficiais dos Estados, da União, da Justiça, do Supremo Tribunal Federal, do Supremo Superior de Justiça e de todos os tribunais regionais da federação. São milhares de edições, que cobrem praticamente todo o século XX. São espaços oficiais do poder brasileiro no qual foram discutidas centenas de fatos, pessoas e leis que fazem parte da história do Brasil.

O JusBrasil auxilia no cumprimento da determinação constitucional de publicidade dos atos oficiais e jurídicos a partir do momento em que permite, com uma simples busca, que qualquer página de sua base de mais de 50 milhões de documentos seja facilmente encontrada, por qualquer cidadão brasileiro. Para isso, o site aplica tecnologia de ponta para auxiliar nesta tarefa de disponibilizar ao público milhões de documentos que fazem parte da maquina do estado. Quer acessar? Então, clique: http://www.jusbrasil.com.br/

A segunda dica do Café História refere-se a edições antigas e novas de publicações do Governo Federal: Diário do Congresso Nacional, Diário da Câmara dos Deputados, Assembléias Nacionais Constituintes e Anais da Câmara dos Deputados. A temporalidade encontra-se disponível da seguinte forma:

1) Diários da Câmara dos Deputados: a partir de 16 de novembro de 1890.

Histórico dos nomes da Coleção de Diários da Câmara dos Deputados:
1.1) De 1890 a 1917, Diário do Congresso Nacional - Estados Unidos do Brazil;
1.2) De 1917 a 1930, Diário do Congresso Nacional - Estados Unidos do Brasil;
1.3) Em 1934, Diário da Câmara dos Deputados - Estados Unidos do Brasil;
1.4) De 1934 a 1937, Diário do Poder Legislativo - Estados Unidos do Brasil;
1.5) De 1946 a 1953, Diário do Congresso Nacional - Estados Unidos do Brasil;
1.6) De 1953 a 1995, Diário do Congresso Nacional - Seção I;
1.7) De 1995 até hoje, Diário da Câmara dos Deputados.

2) Diários do Congresso Nacional: a partir de 1º de agosto de 1953.

3) Anais da Câmara dos Deputados: 29 de abril de 1826 a 17 de junho de 1974.

4) Anais e Diários das Assembléias Constituintes: 17 de abril de 1823 a 01 de junho de 1994.

Quer acessar? Então, clique e pesquise: http://imagem.camara.gov.br/diarios.asp

Aproveite as dicas e aprimore as suas pesquisas. Explora toda a potencialidade destas ferramentas. Elas foram construídas justamente para permitir um melhor conhecimento do país e de seu passado.

Fonte: Café História

Shakespeare em teatro e debate!

Exposição Caminho para a Torre no MAVRS

Hoje na História: 1795 - Na França, Constituição do ano III instaura o Diretório

26/10/2010 - 07:36 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1795 - Na França, Constituição do ano III instaura o Diretório

A Constituição do ano III é votada em 26 de outubro de 1795 pelos termidorianos. Ela põe fim à Convenção e instaura o Diretório. O novo poder executivo é composto de duas assembléias: os 500 e os Anciãos. Todavia, dois terços dos deputados são escolhidos entre os convencionais. O general Bonaparte toma o lugar de Barras e se torna comandante-em-chefe do Exército.

A instauração do Diretório marcou a retomada do poder pelos girondinos na condução da Revolução Francesa. Conhecido como Reação Termidoriana, o golpe de Estado armado pela alta burguesia financeira marcou o fim da participação popular no movimento revolucionário. Valendo-se da instabilidade política gerada pela atuação dos jacobinos e pelos setores mais radicais que comandaram a Convenção Nacional, a burguesia conseguiu reassumir o comando do país promovendo reformas que deram fim às medidas populares. No futuro, a consolidação de qualquer mudança mais profunda seria controlada por instrumentos de visível exclusão política.

Entre as primeiras medidas tomadas, o novo governo criou uma nova constituição, que colocava cinco integrantes à frente do Poder Executivo. Estes membros do chamado Diretório seriam escolhidos por meio da votação do Poder Legislativo que, por sua vez, voltariam a ser escolhidos pelo sistema censitário. Buscava-se com isso evitar outra possível radicalização política e, ao mesmo tempo, estabilidade necessária para se lutar contra os problemas internos e as tropas inimigas.

A composição do cenário político ganhou uma nova configuração, onde os girondinos ocupavam a parte central da assembléia legislativa, os realistas ficavam à direita e os poucos jacobinos que restavam situados à esquerda. Nessa transição houve uma tentativa de restauração da monarquia através de um golpe. Contudo, um jovem militar chamado Napoleão Bonaparte foi responsável por conter a trama que ameaçava a revolução.

Da mesma forma, os radicais também tentaram abalar o poder burguês restaurado por meio de uma grande revolta popular. Graco Babeuf, líder principal da chamada “conspiração dos iguais”, realizava duras críticas contra a manutenção da propriedade privada e defendia a volta de um governo popular capaz de extinguir qualquer tipo de desigualdade. Apesar de tais incidentes, o Diretório continuava a realizar as mudanças favoráveis ao projeto político burguês.

Além-mar

Contrastando com as disputas que agitavam o cenário político interno, a França conseguia vitórias cada vez mais significativas contra os exércitos absolutistas europeus. Nas batalhas ocorridas na Europa Oriental, em Malta, na Suíça, no Egito e na Síria os franceses impunham novas derrotas contra aqueles que temiam o avanço do ideal revolucionário. Entre tantos combatentes, a figura do general Bonaparte se tornava unânime entre os defensores da soberania nacional francesa.

Em pouco tempo, as vitórias de Napoleão se transformaram em uma segura via de sua própria ascensão política. Convidado para participar do governo francês, ele aproveitou o momento favorável para articular um golpe de Estado contra o Diretório. Com o apoio de membros expressivos da alta burguesia, o comandante militar realizou o golpe de 18 Brumário, correspondente ao dia 9 de novembro de 1799, segundo o calendário cristão.

O Diretório passou a dar lugar ao Consulado, instituição integrada por três representantes entre os quais estavam Roger Ducos, o abade de Seyès e o próprio Napoleão Bonaparte. Na prática, o general corso passou a concentrar as mais importantes decisões em suas mãos e, dessa forma, trilhava o caminho que posteriormente o elevaria à posição de imperador da França. Apesar da aparência monárquica, o esse fato consagraria as aspirações burguesas que alimentaram a Revolução Francesa.

Fonte: Opera Mundi

UPF divulga concorrentes ao prêmio Aluno Pesquisador da XX MIC

25/10/2010 - 17:21
UPF divulga concorrentes ao prêmio Aluno Pesquisador da XX MIC
Acadêmicos devem ficar atentos às datas, horários e locais de apresentação dos trabalhos

A Universidade de Passo Fundo (UPF) torna pública a lista de acadêmicos concorrentes ao prêmio Aluno Pesquisador da XX Mostra de Iniciação Científica (MIC). Com o tema “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”, o evento acontece de 9 a 12 de novembro, no Campus I da instituição.

A MIC tem por objetivo complementar a formação do jovem pesquisador; promover a integração científica entre discentes e docentes; promover a discussão sobre ciência para o desenvolvimento sustentável; socializar o conhecimento gerado nas pesquisas desenvolvidas na UPF; e realizar o intercâmbio e a troca de informações entre os alunos de Iniciação Científica da UPF e das demais instituições.

Como forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelos acadêmicos a MIC oferece o prêmio Aluno Pesquisador. Os trabalhos inscritos estão envolvidos em uma das seguintes áreas do conhecimento: Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; Ciências Agrárias; Ciências Biológicas e da Saúde; Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Letras e Artes.

Concorrentes e sessões
O vencedor de cada área receberá como prêmio o equivalente a um mês de bolsa PIBIC/UPF. Os trabalhos classificados em segundo e terceiro lugares receberão um certificado. A lista de concorrentes pode ser consultada AQUI.

Os concorrentes devem ficar atentos para as datas, horários e locais de apresentação dos trabalhos. Para consultá-los devem acessar o link AQUI.

XX MIC
Podem participar da MIC bolsistas e voluntários de iniciação científica, acadêmicos de graduação vinculados a projetos de pesquisa, estudantes, pesquisadores, professores e comunidade em geral. A iniciação científica visa à formação de novos pesquisadores, incentivando talentos potenciais entre estudantes de graduação, possibilitando a aprendizagem de técnicas e métodos científicos. A programação completa do evento e mais informações podem ser obtidas no site www.upf.br/mic.

Iniciação Científica na UPF
Na UPF, a iniciação científica se dá pela dedicação voluntária de alunos que desejam descobrir novos conhecimentos, ou através da inserção em programas de bolsas de iniciação científica oferecidas pela UPF (Pibic/UPF) e órgãos de fomento à pesquisa estadual (Fapergs) e federal (Pibic/CNPq). Além desses programas de bolsas, a UPF possui o Programa de Voluntários de Iniciação Científica (Pivic), de modo a cadastrar alunos envolvidos em pesquisas institucionalizadas, que não possuem bolsas de iniciação científica, bem como o programa PIBIC/EMPRESA, fruto de parceria entre a UPF e instituições públicas ou privadas, visando proporcionar aquisição de bolsas, material de consumo e permanente para o desenvolvimento de pesquisas em áreas de interesse da empresa parceira.

Fonte: Imprensa UPF

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

25 de outubro de 1969 – Médici chega ao poder

25 de outubro de 1969 – Médici chega ao poder
Enviado por: Alice Melo

Três dias após ser reaberto, o Congresso Nacional, que esteve fechado por 10 meses, aprovou a indicação da Junta Militar e elegeu Emílio Gastarzú Médici como Presidente do Brasil. Foram 293 votos de todos os arenistas presentes contra 76 abstenções dos membros da oposição. Assim que soube da eleição, o general traçou planos de recompor a economia do país durante sua gestão, que ilustraria os “anos negros da ditadura”.

“Neste instante em que acabo de ser eleito pelo Congresso Nacional, peço um voto de confiança do povo brasileiro e a colaboração sempre indispensável da imprensa do país”, declarou ele naquele dia.

Médici, horas após ter sido eleito, recebeu representantes de trabalhadores na residência oficial do Ministério da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, revelando à imprensa que já estuda o problema da correção monetária, não para extinguir, “mas para tornar menos violenta”.

A posse de Médici seria no dia 30 de outubro do mesmo ano, numa cerimônia na qual o general reanimaria o ânimo da população ao manifestar um suposto desejo de reinserir a democracia no Brasil. Médici comprometeu-se com o fortalecimento da indústria nacional, dinamização e investimento na agricultura e com um tempo de paz e progresso.

No governo de Médici, como mesmo dissera ele uma vez, “o Brasil ia bem, mas o povo ia mal”. Apesar do progresso econômico visível e a projeção do país no mercado internacional, com enriquecimento notável da classe média, o povo nordestino sofria com a seca e a oposição era esmagada pelo rolo compressor da censura e do autoritarismo arbitrário e violento. Era o tempo do futebol, incentivado pela campanha triunfante da Seleção na Copa de 70, mas também o tempo da tortura.

Nesta ambigüidade, o Brasil seguia guiado pelas rédeas de um duro general, com poderes inconstitucionais, legalizados pelo decreto do AI-5, em 1968. Em 1974, finalmente a sucessão: chegava ao poder, também por voto indireto, Ernesto Geisel, o Presidente da Abertura.

Fonte: JBlog

1936: Constituição do Eixo Berlim-Roma

1936: Constituição do Eixo Berlim-Roma
No dia 25 de outubro de 1936, a Alemanha nazista e a Itália fascista assinaram um acordo de amizade que as isolou no cenário internacional.

O eixo Berlim-Roma, a aliança da Alemanha nazista e da Itália fascista, foi constituído em Berlim no dia 25 de outubro de 1936, com a assinatura de um tratado de amizade entre os dois países. Na época, a Alemanha e a Itália estavam internacionalmente isoladas.

No caso alemão, esse isolamento decorria da atribuição de culpa pela Primeira Guerra Mundial, bem como da política externa agressiva de Hitler. Apesar disso, a Alemanha nazista conquistara algum prestígio internacional, poucos meses antes, através dos Jogos Olímpicos de Berlim.

Já a situação da Itália era inteiramente distinta. Com a invasão do norte da África e a tentativa de conquistar a Abissínia, Mussolini fez com que seu país caísse em completo isolamento internacional. A Liga das Nações condenou a invasão e decretou sanções econômicas contra a Itália. Um ano depois da assinatura do tratado de amizade, Benito Mussolini fez uma visita oficial a Berlim.

Nessa ocasião, ele dirigiu um discurso à população da Alemanha. Seu único tema foi a amizade entre italianos e alemães. A aproximação entre as duas ditaduras fascistas era vista internacionalmente com desconfiança. Mussolini acreditou, por isso, que deveria tranquilizar a opinião pública mundial. "A implementação do eixo Berlim-Roma não está voltada contra outros países. Nós, nazistas e fascistas, desejamos a paz."

"Necessidade de união"

Também a tomada do poder pelos movimentos fascistas nos dois países não seria motivo para inquietação, segundo o ditador italiano: "Mesmo que o transcurso das duas revoluções tenha sido distinto, o objetivo que buscávamos e que alcançamos é o mesmo – a união do povo". Mas Mussolini citou também um motivo concreto para a amizade entre os dois países. "Esse foi o momento em que surgiu pela primeira vez a necessidade de uma união entre a Alemanha nazista e a Itália fascista: o que hoje é conhecido em todo o mundo como o eixo Berlim-Roma surgiu em março de 1935!"

Desta maneira, ele se referiu à condenação do ataque italiano à Abissínia: "Quando 52 países reunidos em Genebra decidiram sanções econômicas criminosas contra a Itália, sanções que foram executadas com todo rigor, mas que não lograram seu objetivo, a Alemanha não aderiu a tais sanções. Jamais nos esqueceremos disso".

Na Segunda Guerra Mundial, o eixo Berlim-Roma tornou-se também uma aliança militar e estratégica entre os dois países. Regimentos italianos lutaram na frente oriental alemã, enquanto tropas alemãs foram enviadas para apoiar a política expansionista de Mussolini nos Bálcãs e no norte da África.

Com a capitulação da Itália, após a invasão da Sicília pelos aliados, acabou também para os italianos a amizade de Hitler, supostamente inabalável. As tropas alemãs invadiram a Itália e criaram uma nova frente de batalha contra o avanço aliado.

Dirk Ulrich Kaufmann (am)
Fonte: DW

domingo, 24 de outubro de 2010

História UPF 2010

GTHRR com representação da UPF

Entre 20 e 22 de outubro foi realizado em Florianópolis/SC o III Encontro do GT Nacional de História das Religiões e Religiosidades - ANPUH, cuja temática geral foi Questões teórico-metodológicas no estudo das Religiões e Religiosidades. Com ampla participação de professores e estudantes de todas as regiões do país, o evento evidenciou a proficuidade e as possibilidades de estudos sobre a temática nas Ciências Humanas em geral (História, Filosofia, Antropologia e Sociologia). A UPF esteve representada pela profa. Gizele Zanotto, dos cursos de gradução e pós-graduação em História, membro do GT e agora representante estadual deste no Rio Grande do Sul.
O próximo evento do GTHRR será realizado em 2011, congregando os três estados sulinos no encontro regional em Ponta Grossa, sob coordenação da profa. Rosângela Zulian (UEPG).
Em 2012 será realizado o IV Encontro Nacional na cidade de São Leopoldo, campus da UNISINOS. O GTHRR, que tem 3 anos, está entre os mais bem avaliados pela CAPES, o que evidencia sua organização, articulação e, cada vez mais, consolidação entre os grupos de trabalho da ANPUH em todo o país.

1a. Copa Simón Bolívar de Futebol




Quem pode se inscrever: times de 7 a 10 jogadores, sendo permitido 1 ex- aluno da história e até 3 atletas ligados as ciências humanas. Professores e mestrandos são considerados ligados a História
Solo: gramado - futebol 7
Valor de inscrição: R$ 15,00 para atletas e torcida, com almoço (churrasco) e open bar
Período de inscrição: até 22 de abril - o pagamento deverá ser efetuado até esta data para confirmar a inscrição da equipe e tornar possível a organização do evento. Não serão aceitos pagamentos posteriores
Início da Copa: 30 de abril de 2011, pontualmente as 09:00 h, nos campos da FEFF
Premiação: medalhas aos vencedores e aos vices da Copa Libertador da América
Informações e inscrições com Murillo, Anderson ou Juliano (VII nível) - email lillo_pcmc@msn.com

Em tempo... o horário dos jogos será definido em função do número de equipes inscritas e divulgado juntamente com as chaves, antes do campeonato.

Organize seu time!!
A Copa Simón Bolívar de Futebol Libertador da América
promete fortes emoções!!

PPGH promove o IV Seminário de História Regional


O Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade de Passo Fundo (UPF) promove entre os dias 18 e 19 de novembro, o IV Seminário de História Regional. O evento tem como objetivo reunir profissionais da área de história e áreas afins, para discutir a produção acadêmica contemporânea e apresentar pesquisas. Objetiva também criar um espaço para a formação e ampliação de redes de pesquisadores, bem como oportunizar o contato entre profissionais, mestrandos, doutorandos, bolsistas de iniciação científica e alunos de graduação de diversas áreas do conhecimento. A programação acontece no Auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, no Campus I.

Convidada para a solenidade de abertura do evento, a professora Mercedes García Rodrigues, de Havana, Cuba, irá ministrar aulas no Mestrado em História, nos dias 16 e 17 de novembro.

As inscrições para o seminário podem ser realizadas no site www.upf.br, menu Eventos e Cursos. Os interessados em participar como comunicadores devem enviar seus resumos até o dia 30 de outubro, para o email historiaregional@upf.br, com cópia do comprovante de pagamento da inscrição. Para inscrição de artigos integrais, a data se estende até o dia 10 de novembro. O valor do investimento para ouvintes UPF é de R$ 10,00 e R$ 30,00 para a comunidade externa.

Outras informações sobre o evento, como a programação, podem ser consultadas no site http://www.upf.br/simposiohistoria ou através do telefone (54) 3316-8339.

Hoje na História - 1945: A Carta das Nações Unidas torna-se efetiva e pronta para ser posta em prática

24/10/2010 - 08:07 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1945: A Carta das Nações Unidas torna-se efetiva e pronta para ser posta em prática

A Carta das Nações Unidas, adotada e assinada em 26 de junho de 1945, torna-se efetiva e pronta para ser posta em prática no dia 24 de outubro de 1945.

A Organização das Nações Unidas nasceu de uma evidente necessidade como um meio de melhor arbitrar os conflitos internacionais e mediar as negociações de paz do que aquela propiciada pela antiga Liga das Nações. A Segunda Guerra Mundial, então no auge, tornou-se o motivo fundamental para que Estados Unidos, Grã Bretanha e União Soviética começassem a formular as bases do viria a ser a ONU. Naquele momento, a Declaração das Nações Unidas, assinada em janeiro de 1942 por 26 países, expressava um ato formal de oposição às potências do Eixo: Alemanha, Itália e Japão.

Os princípios da Carta das Nações Unidas foram primeiramente formulados na Conferência de São Francisco que se reuniu em 25 de abril de 1945. Encabeçada pelo presidente norte-americano Franklin Roosevelt, que viria a falecer poucos dias antes da abertura, pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill e pelo chefe de governo soviético Joseph Stalin, e assistida por representantes de 50 nações, inclusive 9 Estados europeus continentais, 21 repúblicas norte, centro e sul americanas, 7 Estados do Oriente Médio 5 nações da Comunidade Britânica e 2 repúblicas soviéticas – além da própria União Soviética - , 2 nações do Oriente asiático e 3 Estados africanos, a conferência estabeleceu uma estrutura para a nova organização internacional para: "salvar as gerações futuras do flagelo da guerra; reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais; criar as condições sob as quais a justiça e o respeito às obrigações emanadas de tratados e outras fontes do direito internacional possam ser mantidos; promover o progresso social e melhores padrões de vida num cenário de maior liberdade."

Dois outros importantes objetivos descritos na Carta diziam respeito a direitos iguais e auto-determinação de todos os povos – este item altamente negociado com visões distintas, de um lado aqueles que a viam como instrumento de libertação dos países colonizados ou submissos, e de outro os que visavam pequenas nações então passíveis de ser engolidas pelo gigante comunista que emergia da guerra – além da cooperação internacional na solução dos problemas econômicos, sociais, culturais e humanitários em todo o mundo.

Naquele instante, quando a Segunda Guerra Mundial estava praticamente terminada, as negociações e a manutenção da paz estavam depositadas e era responsabilidade do novo Conselho de Segurança composto pela China, Estados Unidos, França, Grã Bretanha e União Soviética. Cada país teria o poder de veto de modo que as decisões deste Conselho teriam de ser tomadas por unanimidade ou sem veto. Winston Churchill chegou a conclamar que a Carta fosse empregada a serviço da criação da Europa-Unida em oposição à expansão comunista a leste e oeste. Dada a composição do Conselho de Segurança provou-se que era mais fácil propor a ideia do que vê-la concretizada.

Fonte: Opera Mundi

1931: Al Capone condenado

Calendário Histórico
1931: Al Capone condenado
Em 24 de outubro de 1931, Al Capone foi condenado a 11 anos de prisão e multa de 50 mil dólares por sonegar impostos. O filho de imigrantes italianos ascendeu a líder entre as gangues do submundo norte-americano.

Nascido a 17 de janeiro de 1899, no Brooklyn, em Nova York, filho de imigrantes da Sicília, Alphonse "Al" Capone foi um dos mais famosos chefões da máfia nos Estados Unidos. Cercado de miséria e criminalidade, conheceu cedo a violência e a brutalidade. Uma cicatriz adquirida numa briga com facas valeu-lhe o apelido de "Scarface" (cara marcada).

Quando o pai faleceu, em 1920, Al Capone mudou-se para Chicago, onde queria tentar a sorte ao lado do poderoso chefe de gangue italiano Johnny Torrio, que explorava o comércio ilegal de bebidas alcoólicas, a prostituição e salões de jogos. Cresceu rapidamente e, em pouco tempo, tornou-se um mito entre os criminosos americanos. Seus grandes inimigos eram os bandos irlandeses do norte da cidade, com os quais os italianos travaram uma verdadeira guerra em meados da década de 20.

O ferimento de Torrio numa destas brigas, com um bando de Bugs Moran, trouxe-lhe a aposentadoria prematura. Al Capone, entrementes o homem mais poderoso do submundo do crime, jurou vingança. No dia 14 de fevereiro de 1929, assassinos profissionais executaram sete membros importantes do bando de Moran.

Profissão: vendedor de antigüidades

A polícia logo desconfiou quem poderia estar por trás dos crimes, mas não tinha provas. Al Capone tinha um álibi para o momento do crime. Durante vários dias, o assunto ocupou a imprensa norte-americana. A Casa Branca resolveu, então, encarregar o chefe do FBI pessoalmente para investigar todos os detalhes dos negócios de Al Capone. Oficialmente, era vendedor de antigüidades. Sabia-se que faturava mais de três milhões de dólares por ano, mas não pagava impostos.

Os investigadores reviraram a contabilidade do gângster para, em 1931, chegarem à conclusão de que Al Capone devia mais de 200 mil dólares ao fisco. Para o que a promotoria pediu 34 anos de prisão. Os advogados de Capone tentaram em vão a redução da pena junto ao juiz James Wilkerson, que não se deixou subornar. Até a tentativa de compra dos jurados falhou, pois o juiz substituiu todo o corpo de jurados na última hora.

A sentença contra "o rei de Chicago", no dia 24 de outubro de 1931, foi de 11 anos de prisão por sonegação de impostos. Dois anos foram cumpridos num presídio em Atlanta, depois ele foi levado à prisão de segurança máxima de Alcatraz, onde os médicos atestaram que tinha sífilis. Por causa da saúde precária e de sua boa conduta, foi posto em liberdade em 1937.

Ele faleceu em 1947, em Miami, na Flórida, mas foi enterrado em Chicago. Na sepultura, as palavras: "Alphonse Capone, 1899-1947, My Jesus Mercy (Misericórdia, meu Jesus)".


Jens Teschke (rw)
Fonte: DW

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estudantes do ensino médio recebem dicas sobre o Enem 2010


18/10/2010 - 16:13
Estudantes do ensino médio recebem dicas sobre o Enem 2010

Com o objetivo de expor e aprofundar discussões sobre a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os cursos de licenciatura vinculados ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo (IFCH/UPF) iniciaram na manhã desta segunda-feira, dia 18 de outubro, uma série de oficinas destinadas aos alunos do 3º ano do ensino médio de escolas de Passo Fundo e região. Num primeiro momento, os estudantes receberam dicas sobre língua portuguesa e interpretação de texto. As atividades prosseguirão durante os turnos da tarde e noite, no auditório do Centro de Educação em Tecnologia, Campus I da instituição.

As oficinas foram coordenadas pela professora Ironita Machado, que realizou uma apresentação para os alunos sobre os assuntos destacados na ação, desenvolvida pela UPF desde o semestre passado. “O objetivo das oficinas é contribuir para com os estudantes do ensino médio, na resolução da prova do Enem, que muitas vezes possui um formato diferenciado do que é trabalhado em sala de aula” salientou.

Os estudantes acompanharam as orientações passadas pela professora Patrícia Valério do curso de Letras da UPF, sobre interpretação de texto e as principais mudanças na prova do Enem 2010. “Focamos o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à leitura, para que o estudante tenha sucesso na realização da prova, pois suas questões são interpretativas e exigem leituras em diferentes linguagens” pontuou Patrícia.

A estudante Bruna Favaretto, de 17 anos, da Escola Estadual de Ensino Médio São José, veio do município de Constantina para participar da atividade. Para ela, as oficinas oferecidas pela UPF agregam conhecimento, além de auxiliarem na realização da prova. “Quero prestar vestibular para Medicina Veterinária e com a nota do Enem poderei ganhar uma bolsa de estudos. Essa oportunidade é muito interessante e devemos aproveitá-la” destacou.

No turno da tarde as oficinas foram desenvolvidas pelos professores do curso de Filosofia e à noite pelos docentes do curso de História da UPF. Neste ano, a prova do Enem está marcada para os dias 6 e 7 de novembro, em todas as unidades da Federação. As provas terão início às 13h.

Fonte: Imprensa UPF

Oficinas ENEM: Matutino



domingo, 17 de outubro de 2010

Nesta segunda - Oficinas ENEM!


A aproximação entre a Universidade e a sociedade em geral, para além das questões estatutárias que a respaldam, deve ser um elemento basilar de uma academia que se quer comunitária, como a UPF. Neste sentido, a proposta de extensão ora apresentada tem como pilar tal compreensão. Os cursos de Licenciatura do IFCH da UPF, observando não só seu público alvo – futuros acadêmicos – mas a comunidade ampla, se propõe a contemplar e efetivar a extensão também a partir da oferta de oficinas para estudantes do secundário de Passo Fundo e região. O mote deste projeto é a discussão sobre a proposta – já implantada – do Novo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e a instrumentalização dos estudantes formandos do Ensino Médio sobre a nova forma de leitura, compreensão e resolução das provas. Esta proposta já foi realizada pelo curso de História em duas oportunidades (2009.02 e 2010.01) e evidenciou a proficuidade de uma articulação entre Universidade e comunidade, como também a demanda por tal discussão, visto a implantação recente do novo formato das avaliações do ENEM e as inseguranças decorrentes de tal alteração.

HORÁRIOS - 18 de outubro de 2010
Manhã: 8h 30min às 11h 30min - Letras
Tarde: 14h às 17h - Filosofia
Noite: 19:30 às 22h - História

Maiores informações podem ser obtidas com a Coordenação do Curso de História pelo telefone 3316-8336.

1906: Telegrafada a primeira fotografia

Calendário Histórico
1906: Telegrafada a primeira fotografia

Desde o surgimento do telégrafo, os inventores procuravam formas de transmitir imagens, não apenas sinais e escrita. Isso finalmente aconteceu em 17 de outubro de 1906.

Com os computadores, internet, e-mail e todas as invenções tecnológicas da sociedade da informação, hoje mal se fala do velho e bom telefax, cuja origem remonta ao século 19. Tudo começou em 1843, quando o escocês Alexander Bain registrou a patente de um "telégrafo de cópias".

No entanto, foi o inglês Frederick Collier Bakewell que concretizou suas idéias três anos depois. Bakewell escreveu as palavras que queria transmitir com uma tinta que não conduz eletricidade, sobre uma lâmina de metal. Esta foi enrolada em um cilindro giratório, munido de uma ponta de metal para a "leitura". Quando a ponta tocava a tinta com as letras, interrompia-se a corrente elétrica. O receptor era do mesmo tipo. Com o efeito eletroquímico da eletricidade, o papel colocado no receptor se tingia de azul, mas ficava branco quando havia interrupção da corrente. Assim, Bakewell obteve letras brancas sobre um fundo azul.

Outro precursor: o pantelégrafo

Quando ele apresentou sua invenção, em 1851, por ocasião da Exposição Mundial em Londres, todos ficaram admirados. Seu "telégrafo de cópias" foi um marco importante na história da telegrafia de imagens. Assim como o pantelégrafo, um aparelho de mais de dois metros de altura, construído segundo os planos do professor de física italiano Giovanni Caselli e apresentado em 1866. Da mesma forma como os telefaxes, ele enviava cópias idênticas de documentos escritos ou desenhos. Logo após ser instalado, o pantelégrafo transmitiu quase cinco mil faxes entre Paris e Lyon.

Esses dois aparelhos constituíram os primeiros passos na transmissão de imagens. O fax como conhecemos hoje foi inventado três décadas depois, graças a um cientista alemão: o matemático e físico Arthur Korn, nascido em Breslau. Ele fez furor em 17 de outubro de 1906. Foi quando conseguiu telegrafar um retrato do príncipe herdeiro Guilherme a uma distância assombrosa para a época: 1.800 quilômetros.

A telegrafia fotoelétrica de Korn

Ao contrário dos colegas que se aventuraram antes dele pelo terreno da telegrafia, Korn trabalhava com células fotossensíveis de selênio. Elas assumiam a mesma função da ponta ou agulha de metal. Logo após seu êxito, o cientista transmitiu fotografias de Munique a Berlim, de Berlim a Paris e de Paris a Londres. Demorava uns 12 minutos até que a fotografia, enviada de Berlim, chegasse à capital francesa. Hoje isso pode parecer mais lerdo do que uma tartaruga, mas foi um enorme progresso em relação ao estágio da técnica no início do século 20.

Quem logo soube apreciar as vantagens do aperfeiçoamento da telegrafia de imagens por Arthur Korn foi a polícia, que passou a empregá-la na identificação e busca de criminosos e foragidos da lei. O primeiro sucesso policial deu-se em 1908, com a transmissão de uma fotografia de Paris a Londres, como observa o alemão em um de seus livros.

Polícia e imprensa aplicam a invenção

A invenção teve muitas outras aplicações: na meteorologia, nas forças armadas e, principalmente, nos jornais. A revista francesa L´Illustration foi a primeira a recorrer às novas possibilidades técnicas. A partir de 1907, enviava ou recebia regularmente fotografias no eixo Berlim-Paris-Londres.

Em um livro publicado em 1923, Korn registrou: "Reconheceu-se o significado da telegrafia de imagens para as reportagens da imprensa ilustrada e logo vários outros jornais e revistas se interessaram pelo procedimento, principalmente o Daily Mirror inglês, que montou duas estações de telegrafia em Londres e Manchester.

A seguir, quase todos os diários passaram a trazer imagens transmitidas por telégrafo". Entre os órgãos da imprensa pioneiros no setor estavam também o Berliner Lokal Anzeiger alemão e os jornais escandinavos Politiken (Copenhague) e Dagens Nyheter (Estocolmo).

Com a ascensão dos nazistas ao poder, começaram tempos difíceis para Arthur Korn. Em 1933, ele acabou sendo licenciado da Escola Técnica Superior de Berlim, onde tinha uma cátedra e realizava pesquisas. Em 1939, ano em que começou a Segunda Guerra Mundial, emigrou para os Estados Unidos, onde faleceu, seis anos depois, em Jersey City.


Ernst Meinhardt (ns)
Fonte: Calendário Histórico DW

sábado, 16 de outubro de 2010

Hoje na História: 1946 - Termina a guerra civil na Grécia

16/10/2010 - 09:20 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1946 - Termina a guerra civil na Grécia

Em 16 de outubro de 1949, termina a guerra civil na Grécia, entre os comunistas e as tropas monarquistas apoiadas pela Inglaterra e depois pelos Estados Unidos. Washington iria controlar a área durante cerca de 20 anos, organizando a seu favor a reconstrução do país, até o golpe militar de 1967.

A guerra civil foi travada de 1946 a 1949 e envolveu as forças armadas do governo monárquico contra o KKE (sigla em grego para Partido Comunista da Grécia) e seu braço armado, o DSE (Exército Democrático da Grécia), junto com a maior organização de resistência antifascista, a EAM (Frente Nacional de Libertação) e seu braço armado, o ELAS (Exército Democrático da Grécia).

Os combates, iniciados em 1943 contra a ocupação alemã e italiana, prosseguiu após a Segunda Guerra Mundial diante do vácuo de poder criado com a expulsão do Eixo. Com o governo grego no exílio (inclusive o rei Jorge II) incapaz de influenciar a situação doméstica, surgiram vários grupos de resistência, de diferentes filiações políticas - principalmente monarquistas e comunistas.

Depois da ocupação, surgiu um clima de confrontação entre os dois lados, com acusações mútuas de terrorismo. O governo monárquico no exílio retorna e disputa com os comunistas o controle do país. Os monarquistas, com ajuda britânica, conseguiram manter as duas maiores cidades, Atenas e Salônica. Já os comunistas controlavam praticamente todo o resto da Grécia.

Em 1945, um acordo entre os partidos gregos, o Pacto de Varkiza, assinado sob pressão britânica e soviética, previu a desmobilização completa de todos os grupos paramilitares, anistia para crime políticos, eleições legislativas e um referendo para decidir o futuro da monarquia. O KKE boicotou as eleições propostas pelos conservadores e se recusou a entregar as armas. Muitos partizans esconderam armas nas montanhas e 5 mil escaparam para a vizinha Iugoslávia.

As eleições de março de 1946 deram origem a um governo de centro-direita e o referendo, em setembro, restaurou a monarquia, sob Jorge II. Os comunistas então levantaram-se nas montanhas da Macedônia e no Épiro, onde estabeleceram um governo revolucionário. Apesar do fracasso inicial dos governistas até 1948, o aumento da ajuda norte-americana ao governo grego, a falta de recrutas para os comunistas e os efeitos colaterais da ruptura Tito-Stalin, levaram à derrota dos rebeldes.

A guerra civil deixou o país em estado pior do que se encontrava no final da ocupação nazista. A Grécia ficou politicamente dividida até meados dos anos 1970, durante a ditadura dos coroneis. A vitória final do Ocidente, que apoiara as forças do governo, levou à adesão da Grécia à OTAN, e ajudou a definir o equilíbrio de poder no mar Egeu ao longo de toda a Guerra Fria.

A guerra civil grega representou o primeiro exemplo de interferência ocidental na política interna de um país estrangeiro no pós-guerra. Para outros, marcou o primeiro teste do chamado acordo de porcentagens, feito em Moscou entre Churchill e Stalin, referente à distribuição de esferas de influência nos Bálcãs.

Fonte: Opera Mundi

Um novo desafio...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Parabéns professores!!!

PPGH lança edital para seleção 2011.01


Lançado o edital para a próxima seleção para o Mestrado em História - concentração História Regional, do PPGH/UPF. Inscrições de 20 de novembro a 05 de janeiro. A seleção acontecerá nos dias 12 e 13 de janeiro de 2011.

Para acessar o Edital clique aqui.

HISTÓRICO:
O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo iniciou seus trabalhos em agosto de 1998, sendo no ano seguinte reconhecido pela Capes através da portaria do CNE n° 1057/99. O Programa tem como área de concentração a História Regional e conta, atualmente, com duas linhas de pesquisa: Política e Cultura e Economia, Espaço e Sociedade.

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO:
A área de concentração em História Regional volta-se à produção de conhecimentos em um viés específico diverso dos demais programas existentes no Rio Grande do Sul. Suas linhas de pesquisa Política e Cultura e Espaço, Economia e Sociedade, privilegiam o universo regional, sempre integrado ao âmbito mais amplo do estado, do país e do mundo.

Uma proposta de abordagem da História Regional que não se refere a abordar o regional estanque em si mesmo, mas, sim, como um veículo para uma leitura do "regional" por meio de uma análise que reconheça a complexidade da realidade concreta e suas representações, sem, contudo, perder de vista o modo como as regiões se articulam com as diferentes dimensões dos sistemas que as contêm.

O regional é muito mais do que um espaço físico. É um conjunto de relações e articulações estruturadas em torno de identidades singulares. O enfoque regional oferece novas óticas de às análises nacionais, podendo apresentar todas as questões fundamentais da história a partir de ótica que desvela o específico, o próprio, o particular – movimentos sociais, a ação do Estado, as atividades econômicas, a identidade cultural, etc. – na suas múltiplas relações com o geral. A historiografia nacional ressaltaria as semelhanças, enquanto a regional lidaria com as diferenças, a multiplicidade, sem que exista processo de exclusão, mas de enriquecimento e complementaridade entre as duas esferas. (AMADO: 1990: p. 12-13).

Política e Cultura
Agrega as pesquisas e estudos sobre a política relacionada às formas e relações de poder, aos fenômenos das práticas políticas e da cultura política regional, nacional, Internacional e suas fronteiras. Os fenômenos culturais no âmbito social. Os movimentos culturais e estéticos. Os sistemas capacitadores ou meios sociais e documentais de criação, sustentação e reprodução desde as especificidades do folclore até a cultura de massa. Incorpora, também, os estudos historiográficos sobre as micro e macroabordagens das esferas política e cultural, observando as suas interfaces.

Espaço, Economia e Sociedade
Agrega as pesquisas e estudos sobre os processos de ocupação do espaço e formas societárias, no que se refere às relações e conflitos sociais, econômicas, políticos e simbólicos, nas dimensões regionais e inter-regionais: as comunidades nativas; a formação da sociedade luso-brasileira - cativos, caboclos, colonos -; a gênese, estruturação e desenvolvimento da sociedade capitalista.

Museu Histórico Regional prepara exposição sobre futebol passo-fundense

14/10/2010 - 16:37
Museu Histórico Regional prepara exposição sobre futebol passo-fundense

Já participaram das gravações Egydio João Reolon e Jorge Antônio Gerhardt
O Museu Histórico Regional (MHR) está organizando a exposição “Além das 4 linhas” que contará a história do futebol de Passo Fundo. Fotos, camisas, flâmulas e outros objetos de clubes profissionais do município, farão parte da mostra, além de um documentário com depoimentos de personalidades ligadas ao futebol. Já participaram das gravações Egydio João Reolon e Jorge Antônio Gerhardt. A exposição estará aberta ao público a partir do dia 28 de outubro.

Ex-jogadores, ex-dirigentes, torcedores e amantes do futebol passo-fundense interessados em participar do documentário e ou contribuir para com a exposição, emprestando objetos referentes ao esporte, podem entrar em contato com o MHR até o dia 22 de outubro.

O MHR está localizado na Avenida Brasil Oeste, 758, centro. Outras informações podem ser obtidas através dos telefones (54) 3316-8586 / 3316-8587 ou pelo email: mhr@upf.br.

Fonte: Imprensa UPF

Hoje na História: Começa a Crise dos Mísseis em Cuba

14/10/2009 - 07:00 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: Começa a Crise dos Mísseis em Cuba

No início da década de 1960, as atenções do mundo estavam voltadas para Cuba. Uma revolução armada, conduzida pelos guerrilheiros de Sierra Maestra, comandados por Fidel Castro, havia derrubado o ditador Fulgêncio Batista, que chefiava um governo repressor. A tomada do poder pelos guerrilheiros representava uma séria ameaça à hegemonia política dos Estados Unidos na América Latina. A epopéia dos combatentes cubanos se havia tornado um enorme atrativo político e popular. Para os norte-americanos, a nova conjuntura representava uma visível ameaça aos seus interesses geoestratégicos e ideológicos.

O governo dos Estados Unidos tentou evitar a consolidação da revolução por meios persuasivos e pela pressão. Diante da reação e da radicalização do governo revolucionário cubano, o presidente John Kennedy decidiu, no início de 1961, romper as relações diplomáticas com Cuba. Em 16 de abril de 1961, logo após o vôo do russo Yuri Gagarin, que havia levado Washington a um choque psicológico, o governo Kennedy tentou um fracassado desembarque na Playa Girón, na Baia dos Porcos A operação planejada pela CIA usou os refugiados da ditadura Batista como peões na fracassada tentativa de derrubar o regime cubano.

Apesar de ter repelido e esmagado a invasão, Fidel Castro estava convencido de que os Estados Unidos tentariam invadir Cuba mais uma vez, mas com suas próprias tropas, e arquitetou um plano. Persuadiu o premiê soviético Nikita Khrushchev a fornecer-lhe armamentos que pudessem dissuadir Washington de qualquer intento militar. O argumento de que se valeu, conhecendo as pressões dos linha-duras do Kremlin, era o de que a União Soviética não faria nada diferente dos norte-americanos. Os Estados Unidos mantinham estacionados na Turquia, por exemplo, perto do território soviético, mísseis nucleares de longo alcance. Com a proposta de Fidel, se reforçaria o equilíbrio militar atômico.

Em 14 de outubro de 1962, os Estados Unidos divulgam fotos de um vôo secreto do avião espião U-2, voando a grande altura sobre Cuba, apontando uma rede de silos para abrigar mísseis nucleares. A União Soviética havia enviado 24 foguetes soviéticos secretamente para Cuba. Ademais, o número de assessores militares russos na ilha havia ascendido a mais de 20 mil.

Criou-se uma frenética tensão entre as duas superpotências, levando o mundo à beira da hecatombe atômica. Uma guerra nuclear parecia mais próxima do que nunca. Em toda a Guerra Fria, o perigo de um conflito nuclear nunca esteve tão iminente como em outubro de 1962. O presidente norte-americano John Kennedy declarou tratar-se de uma ameaça inaceitável à segurança dos Estados Unidos e anunciou, como represália, o bloqueio a Cuba. O apoio unânime veio da OEA (Organização dos Estados Americanos), da América Latina e dos aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). O governo de John F. Kennedy, apesar de suas ofensivas no ano anterior, encarou aquilo como um ato de guerra contra os Estados Unidos.

Após dramáticos 13 dias de ameaças e recuos, de frenéticas negociações, em 28 de outubro de 1962 foi anunciado finalmente um acordo entre Kennedy e Kruschev. Fidel, ao tomar conhecimento, reagiu asperamente por não ter sido consultado a respeito. Aparentemente, o pacto atendia a todas as exigências de Kennedy. O acordo entre os mandatários acabaria por romper a imensa tensão que tomou conta do mundo, acalmando os Estados Unidos e a União Soviética, que estavam à beira de um desastre nuclear.

Depois de uma semana de negociações diplomáticas complicadas, Kruschev cedeu. Concordou em parar as obras das bases de mísseis em Cuba e levar de volta para a União Soviética todas as armas. Em troca, Kennedy concordou em não invadir Cuba e pôr fim ao bloqueio norte-americano à ilha. Em verdade, meio século passado, o bloqueio ainda está em vigor.

Fonte: Opera Mundi

Quem será agora??

Os desafios anteriores já foram desvendados... segue mais um.

1906: Nasce a filósofa Hannah Arendt

Calendário Histórico | 14.10.2010
1906: Nasce a filósofa Hannah Arendt

Em 14 de outubro de 1906, nascia em Hannover a grande filósofa alemã. A partir da condição de judia e sobrevivente do Holocausto, refletiu sobre a banalidade do mal e a necessidade de ousar e se expor na vida pública.

Hannah Arendt foi uma das maiores pensadoras do século 20. Suas argutas análises políticas lhe valeram distinções como o Prêmio Lessing de 1959 ou o Sonning de 1975, conferido pela Universidade de Copenhague por mérito em prol da cultura europeia.

Ela nasceu em Hannover em 14 de outubro de 1906 e foi estudar filosofia em Marburg, onde foi aluna de Martin Heidegger. Em breve, a estudante de talento extraordinário e o filósofo de fama mundial iniciaram um caso de amor.

A judia e o nazista

Seu romance com Heidegger fez manchetes e até hoje fornece material para estudos biográficos. Os dois contam como um dos mais famosos casais de intelectuais, ao lado de Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

Martin Heidegger (1889-1976)Porém o mestre era casado, fato que fez a jovem decidir se mudar para Heidelberg, onde completou seu doutorado em 1928, sob a assistência da Karl Jaspers. Entretanto, a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha alterou radicalmente a vida da filósofa de origem judaica.

"Na época repetia sem cessar uma frase que evoco agora: 'Se você é atacado como judeu, é preciso se defender como judeu'. Não como alemão, ou cidadão do mundo ou em nome dos direitos humanos, ou algo assim. Mas sim, bem concretamente: o que eu posso fazer?", declarou durante uma entrevista à televisão em outubro de 1964.

Quando Martin Heidegger se tornou o primeiro reitor nacional-socialista da Universidade de Freiburg, Hannah Arendt se afastou da filosofia para engajar-se na resistência antinazista. Em meados de 1933, foi presa pela Gestapo, porém conseguiu escapar.

Profissão: teoria política

Pouco mais tarde, Arendt fugiu para Paris. Lá conheceu seu futuro marido, o também filósofo Heinrich Blücher, com quem emigraria para os Estados Unidos em 1941. Em Nova York, inicia-se sua verdadeira carreira: ela escreveu para revistas, trabalhou como revisora, professora universitária e em diversas organizações judaicas.

Em 1951, publicou seu revolucionário estudo Origens do totalitarismo. Seguem-se outros escritos, entre os quais Vita activa, uma teoria da atividade política. Em Sobre a revolução, ela examina as reviravoltas políticas radicais.

Certa vez, Arendt classificou sua profissão como "teoria política, se é que se pode falar em profissão". Seus livros a colocaram na capa de revistas importantes, aclamada como uma das grandes filósofas do século.

Riso polêmico

Em 1963, publicou Eichmann em Jerusalém, sobre o processo contra o criminoso nazista. No livro, que desencadeou uma longa e acirrada controvérsia, Hannah Arendt cunhou a famosa expressão "a banalidade do mal".

Entre outros argumentos, a filósofa foi acusada de, com sua teoria da banalidade, minimizar os crimes nazistas e o sofrimento dos judeus. Em resposta, Arendt disse, de certa maneira, compreender a reação indignada ao fato de ela ainda poder rir.

"Mas eu realmente achava que Eichmann era um palhaço. Li, e com muita atenção, seu interrogatório policial,de 3.600 páginas. E não sei quantas vezes tive que rir, mas com vontade! As pessoas levam a mal essa minha reação."

Eichmann e os terroristas do século 21: uma conexão?

O tema não a deixou mais em paz. Em 1965, fez uma palestra intitulada Sobre o mal, somente publicada em 2006, ano de seu centenário. O tema é o mal, diante do qual as palavras falham e o raciocínio fracassa.

Segundo Arendt, a origem dessa forma do mal está na própria recusa de pensar e julgar. Desta, resulta uma incapacidade de – na qualidade de agressor potencial – se ver no papel da vítima. Assim, Adolf Eichmann jamais levou em conta o destino dos judeus, cujo transporte e morte nos campos de extermínio ele organizara.

Da mesma forma, os terroristas suicidas não pensam nas vítimas de seus atos. Deste ponto de vista, se poderia ler hoje em dia a palestra de Arendt e seu livro sobre Eichmann como uma contribuição para o debate sobre as causas do terrorismo mundial.

Ousadia da exposição

Hannah Arendt faleceu em 4 de dezembro de 1975. A partir de sua própria experiência como judia, durante toda a vida ela interferiu, se imiscuiu, sabendo que a irreflexão moral e política é o maior perigo. Por isso ela sempre procurou a "ousadia da exposição pública". A filósofa explica:

"Trata-se de se expor à luz pública, precisamente como pessoa. A segunda ousadia é: estamos iniciando algo, entrelaçamos nosso fio na rede das relações. No que isso resultará, não sabemos jamais. E concluindo, eu diria que essa ousadia só é possível com confiança nos seres humanos." (um/av)

Fonte: Calendário Histórico DW

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

1923: Ancara torna-se a capital da Turquia

Calendário Histórico | 13.10.2010
1923: Ancara torna-se a capital da Turquia
No dia 13 de outubro de 1923, Kemal Atatürk, o fundador da moderna Turquia, declarou Ancara a capital do país.

O general Mustafa Kemal, fundador da Turquia moderna, recebeu o nome de honra "Atatürk", que significa "pai dos turcos". Atatürk fez parte de um grupo de jovens turcos que conseguiu colocar fim ao regime do sultanato no início do século 20. Após a derrota na Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano encontrava-se à beira do colapso. O general Kemal assumiu a liderança da resistência nacional e ergueu uma nova nação das ruínas do antigo império.

Jovens exilados contra o sultanato

Sua ditadura reformista baseava-se em princípios que, transformados na ideologia que marcou o novo Estado, passaram a ser conhecidos como “kemalismo”. Kemal nasceu e cresceu em Salônica, na Grécia, onde frequentou a Academia Militar e juntou-se já no ano de 1907, na Macedônia, ao Comitê para a Unidade e Progresso, que reunia turcos avessos ao Império Otomano.

Os jovens exilados começaram a se organizar em 1896 na clandestinidade, principalmente através do Comitê fundado alguns anos antes. O objetivo dos envolvidos, especialmente dos oficiais e entre eles de Atatürk, era a implantação de uma Constituição na Turquia.

A estas alturas, o então desconfiado sultão e califa Abdülhamit perdia suas últimas chances de manter de pé seu regime de apadrinhamento. Se Istambul ainda governava, era em Ancara que se acumulavam as forças liberais e unionistas. Os donos do poder em Istambul reagiam sem sucesso. Uma rebelião organizada contra os jovens turcos reformistas não vingou e o sultão Abdülhamit acabou sendo afastado. Seu irmão, que recebeu o título de sultão Mehmet, o Quinto não teve mais nenhum poder de influência no país.

Mas quem eram esses jovens turcos, que da distante Ancara conseguiram minar lenta mas seguramente o tradicional Império Otomano, com know-how militar e ideias ocidentais? O historiador e cientista político Feroz Ahmad caracteriza o movimento da seguinte forma: “Dentro do movimento Turquia Jovem reuniram-se todas as forças e grupos que queriam derrubar o regime tradicional do sultanato. De forma simplificada, pode-se dividir o movimento em duas correntes distintas: os liberais e os unionistas".

"Os liberais pertenciam de maneira geral a uma classe social mais alta dentro do Império Otomano. Os membros dessa facção eram, sem exceções, muito bem-educados, abertos ao mundo e defensores de um sistema ocidentalizado, além de conhecerem línguas e culturas europeias, na maioria das vezes a francesa. Eles defendiam a implantação de uma monarquia constitucional, que seria conduzida pelos funcionários do governo, também oriundos da mesma classe social que eles. Da Inglaterra, que eles consideravam o berço dos parlamentos, os liberais esperavam receber ajuda para o regime em forma de empréstimos financeiros e apoio técnico na implantação das moderadas reformas sociais e econômicas.”

Fim do Império Otomano

Após várias operações militares bem-sucedidas, Atatürk assumiu a posição de líder da resistência nacional e tornou-se, a partir de 1920, presidente do Parlamento de Oposição criado em Ancara. Entre 1919 e 1922, derrotou nas guerras de libertação armênios, gregos, italianos, franceses e ingleses, estabelecendo então seu monopólio de poder com a ajuda do Partido Popular Republicano. O Império Otomano desmoronou-se de vez e Atatürk passou a deter em suas mãos todo o poder sobre o país.

Uma de suas resoluções mais importantes foi tomada no dia 13 de outubro de 1923: declarar Ancara nova capital da Turquia. Quase duas semanas mais tarde, foi proclamada a República – com Kemal Atatürk na função de presidente – e no ano seguinte, o califado foi definitivamente abolido. A isso seguiram-se medidas como a regulamentação do sistema de ensino pelo Estado, a substituição do direito islâmico das leis sagradas Charia por uma legislação de viés ocidental, a submissão de instituições religiosas ao controle do Estado, a adoção do alfabeto romano em detrimento do árabe e a consolidação da República da Turquia como um Estado secular.

Doris Bulau (sv)
Fonte: Calendário Histórico

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Hoje na História: 1492 - Cristóvão Colombo descobre a América

12/10/2010 - 08:49 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1492 - Cristóvão Colombo descobre a América

Após navegar pelo Oceano Atlântico, o explorador italiano Cristóvão Colombo avista a ilha Guanahani, hoje Bahamas, em 12 de outubro de 1492. Acreditando ter atingido a Ásia Oriental, a expedição reivindicou a terra para Isabel e Fernando, os reis católicos da Espanha, que patrocinaram a tentativa de encontrar uma rota oceânica para a China e a Índia e as fantasiosas ilhas de ouro e especiarias da Ásia.

Colombo nasceu em Gênova, Itália em 1451. Pouco se conhece de seus primeiros anos, mas trabalhou como marinheiro e empreendedor marítimo. Tornou-se obcecado com a possibilidade de ser o pioneiro em uma rota marítima a Catai (China), Índia, e as ilhas de ouro e especiarias da Ásia. À época, os europeus não conheciam uma rota marítima direta ao sudeste asiático e a rota via Egito e o mar Vermelho estava fechado para os europeus pelo Império Otomano, assim como muitas rotas terrestres.

Ao contrário da lenda popular, os europeus sabiam que a Terra era redonda, como já argumentava Santo Isidoro no século sétimo. Entretanto, Colombo como muitos outros, subestimavam a extensão do globo, calculando que a Ásia Oriental deveria se situar aproximadamente onde a América do Norte se encontra no mapa global – eles ainda não sabiam da existência do Oceano Pacífico.

Início da viagem

Colombo encontrou-se com o rei João II de Portugal, tentando persuadi-lo a retomar seu “Empreendimento para as Índias”, como denominava o plano. Com a proposta recusada, voltou-se para o reino da Espanha, sendo rejeitado ao menos duas vezes pelos reis Fernando e Isabel. No entanto, após a conquista espanhola do reino mouro de Granada em janeiro de 1492, os monarcas espanhóis, eufóricos com a vitória, concordaram em apoiar sua viagem.

Em 3 de agosto de 1492, Colombo zarpa de Palos, Espanha, com três pequenas caravelas, Santa Maria, Pinta e Nina. Em 12 de outubro, a expedição alcança onde hoje são as Bahamas. Mais tarde, naquele mesmo mês, Colombo avista Cuba, pensando que era o território principal da China e em dezembro a expedição desembarca em Hispaniola – hoje a ilha da República Dominicana e Haiti –, que Colombo julgava ser o Japão. Estabeleceu ali uma pequena colônia com 39 homens. O explorador retornou à Espanha com ouro, especiarias e cativos “indígenas” em março de 1493, tendo sido recebido com as maiores honrarias pela corte espanhola. Tinha sido o primeiro europeu a explorar as Américas desde que os Vikings estabeleceram colônias na Groenlândia e em novas terras descobertas no século X.

Ao longo de sua vida, Colombo comandou um total de quatro expedições ao Novo Mundo, descobrindo várias ilhas do Caribe, o golfo do México e terras da América Central e do Sul, mas nunca concluiu sua meta original – uma rota marítima ocidental para se chegar às grandes cidades da Ásia. Colombo morreu na Espanha em 1506 sem presenciar o grande alcance que suas descobertas permitiram destravar. Descobriu para a Europa o Novo Mundo, cujas riquezas estendidas para o novo século XVI ajudariam a fazer da Espanha a mais rica e poderosa nação da Terra.

Fonte: Opera Mundi

Um novo desafio está lançado!


Parabéns ao Anderson pela persistência na resolução do primeiro desafio.
E aí, quem mais vai encarar esta nova provocação?? Olha que te reprovo, heim!!

Conheça o AHR


O Arquivo Histórico da Universidade de Passo Fundo (UPF) iniciou suas atividades no ano de 1984 junto ao campus central da UPF. A partir de 1996 passou a denominar-se Arquivo Histórico Regional – UPF (AHR) e sua localização foi transferida para as atuais instalações junto ao campus III da Universidade, no centro de Passo Fundo. A supervisão e a coordenação das atividades do Arquivo estão diretamente ligadas ao Programa de Pós-Graduação em História da UPF.

A preocupação primeira do Arquivo Histórico sempre esteve voltada para a preservação dos conjuntos documentais que mantém viva a memória da região. Estes fundos documentais embasam as investigações de pesquisadores ligados aos cursos de pós-graduação lato-sensu e stricto-sensu promovidos pela universidade, bem como, atendem os interesses de investigação de estudiosos de outras áreas do conhecimento. O Arquivo sempre esteve voltado à pesquisa, a princípio em história, mas logo, de variadas áreas do conhecimento abrangendo desde as Ciências Humanas, passando pela área de Comunicação, até as Ciências Exatas. Os usuários do arquivo apresentam perfil diversificado que se caracteriza desde o acadêmico como também, a comunidade em geral, de Passo Fundo e região, que pesquisa o acervo em busca de informações para inclusões em processos judiciais, notícias de periódicos, e ainda pesquisas genealógicas. Constituindo a história regional o principal foco de interesse, o AHR mantém grande parte de seu acervo com conjuntos de documentos que concernem à história da região norte do Rio Grande do Sul.

Pode-se destacar, dentro do acervo guardado pelo Arquivo Histórico Regional atas, correspondências, intimações, processos, alvarás, certidões e atestados referentes ao Juizado de Paz, a partir de 1834, e à Câmara Municipal de Passo Fundo, desde 1857. Esta documentação constitui os fundos de pesquisa mais antigos do município de Passo Fundo disponíveis à pesquisa. O AHR também conta com a legislação e os relatórios expedidos pela Intendência Municipal no período que antecede a década de 1930. Documentação também de conhecida relevância é a que se refere a 8a. Inspetoria de Terras do Estado do Rio Grande do Sul, de 1917 a 1986, e que abrange documentos desde o final do século XIX. Mapas, registros de concessões, plantas de lotes rurais, relatórios, correspondência, documentação funcional e publicações na área de agricultura são alguns dos documentos integrantes desse acervo capaz de contar a história da colonização do norte do Rio Grande do Sul.

O Arquivo Histórico Regional também possui sob sua guarda, a documentação referente ao município de Lagoa Vermelha (1910 - 1950) que se encontra em processo de organização; destaca-se ainda o acervo da comarca de Passo Fundo (1940 – 1998) e da comarca de Soledade, do período que compõe a década de 1860 aos anos 1980. Tem, ainda, uma vasta coleção de periódicos abrangendo desde publicações locais até nacionais e estrangeiras. São bastante procuradas para consulta por pesquisadores e acadêmicos da Universidade de Passo Fundo e pela comunidade regional as coleções dos jornais O Nacional (1925-2003) e Diário da Manhã (1968-2003). Grande importância também têm as coleções da revista carioca Eu sei tudo (1917-1951) e a edição vernacular da norte-americana Seleções do Reader's Digest (1943-1999). Em microfilme, estão disponíveis os exemplares da revista Boletim do Grande Oriente (1871-1899) obtidos junto à Biblioteca Nacional e os inventários do Arquivo Getúlio Vargas e Osvaldo Aranha, adquiridos do CPOOC/FGV. Os arquivos provenientes de instituições locais também são de grande importância, destacando-se o acervo da Cruz Vermelha Brasileira - Filial Passo Fundo (1942-1972), do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Passo Fundo e Região (1937-1985) e do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Passo Fundo e Região (1937-1985). Finalmente, coleções de periódicos (completas e incompletas) nacionais e estaduais. Dentre os arquivos pessoais, destacam-se os originais das publicações de Antônio Carlos Machado, intelectual radicado em Passo Fundo a partir da década de 1950 e as publicações do arquivo pessoal de César Santos, médico e político passo-fundense e prócer do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na região.

O acervo do Arquivo Histórico compõe-se, atualmente, de aproximadamente 1.000 metros lineares de documentos manuscritos e impressos relativos, principalmente, à política, economia e cultura do Planalto Médio gaúcho. Destacam-se, dentre os documentos oficiais, as coleções estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cobrindo o período de 1912 a 1985; a Coletânea de Leis do Estado Novo (1937-1945); a Coleção de Leis do Império (1821-1889).

Na biblioteca auxiliar do Arquivo Histórico Regional - vinculada à rede de bibliotecas da Universidade de Passo Fundo - há cerca de 50 metros lineares de obras, utilizadas sobretudo como subsídio às pesquisas realizadas pela comunidade e pelos pesquisadores da universidade, referem-se a biografia de personalidades brasileiras e gaúchas dos séculos XIX e XX; à história das religiões no Brasil e no Rio Grande do Sul; à história constitucional do Brasil e do Rio Grande do Sul; à história do Rio Grande do Sul e do Planalto Médio Gaúcho; à ocupação da terra no Rio Grande do Sul; ao sistema prisional e à psicologia criminal brasileiros; à história político-administrativa do Brasil e à histórias municipais do Rio Grande do Sul.

O Arquivo Histórico tem, no decorrer das duas décadas em que atua, conquistado a confiabilidade de sua comunidade, sendo já reconhecido como local privilegiado para a guarda e conservação da memória histórica regional. Nesse sentido, mantém seu acervo em aberto para as possibilidades proporcionadas pelas doações que aumentam e completam seu conjunto documental. É dessa forma que o Arquivo Histórico Regional tem proporcionado aos seus usuários, pesquisadores e visitantes os canais para a reconstituição do passado de nossa região.

Conheça o acervo, visitando o site http://www.upf.br/ahr