quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Atenção às atividades desta quinta-feira


Hoje teremos duas atividades extremamente importantes para o curso de História, sua participação é imprescindível!

A partir das 21 horas reunir-se-ão professores e representantes de turma para a 3a. Reunião de Avaliação e Planejamento das Atividades do Curso de História - já em preparação para o Fórum de Avaliação que acontecerá no último bimestre(registros abaixo).



Neste mesmo horário acontecerá a Assembléia Geral de Acadêmicos do Curso de História, no Auditório do IFCH. Todos os estudantes estão convocados a participar visto que o principal tema em pauta é a dissolução ou não do Centro Acadêmico e a possível integração da História no Diretório Acadêmico América Latina Livre (DAALL). Imagens do encontro abaixo.


Façamos juntos um curso sempre melhor!!!

PPGH representado em evento internacional

Estarão proferindo conferência, em Assunción, nesta semana, no Segundo Encuentro Internacional de Historia sobre la Guerra de la Triple Alianza, o professor Mario Maestri e a mestranda Silvania de Queiroz. Com participação de historiadores da Argentina, Paraguai , Uruguai, o evento está dividido em duas partes: as conferências e Mesas de discussão e a visita aos sítios onde aconteceram as maiores batallhas da guerra o evento.

A mestranda do PPGH, Silvania Queiroz, integrará a Mesa "Consecuencias económicas de la Guerra en la Argentina e Ingeniería Militar Argentina en la Guerra de la Triple Alianza", composta pelo Me. José Luis Speroni, Director del Instituto de Historia Militar Argentina , por Héctor Prechi, Jefe del Cuerpo de Cadetes del Colegio Militar de la Nación Argentina e pela Dra. Cecilia Silvera de Piris, da Universidad Nacional de Asunción, apresentando o trabalho sobre "La guerra del Paraguay vista en los manuales escolares del Brasil de 1906 al 2008".

O professor Maestri tratará do tema "A Guerra Contra o Paraguai: História e Historiografia: Da instauração à restauração historiográfica (1871-2002)” e nesta ocasião estará concretizando importante acordo de cooperação internacional entre os pesquisadores do tema e o PPGH.

30 de setembro de 1937 - Descoberto o Plano Cohen

Enviado por: Alice Melo

No último dia de setembro de 1937, a cúpula do Governo Getúlio Vargas anunciava a descoberta do controvertido e perigoso Plano Cohen. De acordo com o Ministério da Guerra, o plano fora criado por perigosos comunistas, no intuito de derrubar o poder vigente e instaurar no país um estado de tumulto e caos, por meio de perseguição às famílias e aos militares, incentivo às revoltas populares, saques, violência e desrespeito à mulher.

“O Estado Maior do Exército apreendeu os planos de ação organizados pelo Komintern para orientação dos seus agentes no Brasil. Trata-se de uma série de instruções destinadas a parar e levar a efeito um golpe comunista”, vinha publicado no JB.

Antes de checar a veracidade das informações, a população entrou em pânico. O inimigo oculto, grande falácia do capitalismo no século XX, rondava o país, invisível e podia estar em qualquer lugar. Foi o suficiente para a classe média entrar em desespero e entregar nas mãos dos militares o poder de garantir as suas vidas. No dia seguinte, para garantir a segurança nacional e a normalidade da sociedade, instaurou-se o Estado de Guerra, adiando as eleições presidenciais, que ocorreriam em fevereiro do ano seguinte. Dois meses depois, Vargas instituía o Estado Novo.

Antes de ser proclamado o governo populista e autoritário, no entanto, a capital da República fervia nos burburinhos e especulações sobre as intenções dos partidários de Stalin.

Em 1945, no ruir do Estado Novo com o fim da Segunda Guerra, foi revelado pela cúpula militar que esse documento havia sido criado por membros do próprio governo, os quais tramavam por trás dos panos do Palácio do Catete um novo golpe político, que possibilitasse a continuação do getulismo, como de fato ocorreu.

Fonte: JBlog

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Guerra e paz

JC e-mail 4106, de 29 de Setembro de 2010.
Guerra e paz
Alfredo Durães

Com a missão de transpor territórios inimigos, assegurar fronteiras e montar estratégias de defesa e ataque, geografia militar tem sua trajetória traçada por geógrafo e pesquisador brasileiro

Foi um fracasso total. Uma das mais famosas fortificações militares de defesa, a Linha Maginot, criada na França na década de 1930 para repelir possíveis ataques alemães teve um custo estratosférico, levou anos para ser construída e, na hora do vamos ver, se mostrou totalmente inútil.

A Maginot não impediu que o exército alemão (Wehrmacht) ocupasse a França e Hitler posasse para fotos embaixo do Arco do Triunfo, para enorme desilusão dos franceses.

Esse grande episódio da história moderna é lembrado pelo professor e geógrafo Filipe Giuseppe Dal Bó Ribeiro, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Ele pesquisou a trajetória da geografia militar desde o século 19 e, no mês passado, apresentou suas conclusões.

Ele aponta uma possível forma de aproximação com a geografia acadêmica no Brasil, por meio de informações que contribuam para organizar a defesa do território do país, em especial na Região Amazônica. O geógrafo levantou a bibliografia existente sobre o tema no Brasil, concentrada em instituições militares.

De acordo com Dal Bó, "o fracasso da Linha Maginot talvez seja o marco do fim da antiga geografia militar, aquela mais topográfica e imbuída de antigas doutrinas sobre a tática militar". Ele acredita que o marco da nova geografia militar foi a grande Batalha da Normandia (também na Segunda Guerra), que coordenou, de maneira vitoriosa, a travessia das tropas aliadas do Canal da Mancha, numa área muito bem protegida pelos alemães, por meio de uma logística bem estabelecida.

"O chamado 'dia D' deve ser considerado um marco para a nova geografia militar, pois os fatores geográficos foram ponderados e os obstáculos naturais transpostos por um bom planejamento e por uma boa engenharia militar", pontua.

Questionado sobre a importância do estudo e da aplicação da geografia militar nos dias atuais, o professor diz que "o conhecimento do território é uma das matérias fundamentais que todo o comandante e seus encarregados devem estudar".

"É importante, desde o comando das menores unidades de combate até os mais altos escalões, onde se discute a estratégia e se desenvolve o conhecimento da geografia. Não podemos considerar apenas as condições do terreno, mas do território com todas as suas complexidades. Toda solução para uma situação tática ou estratégica requer o conhecimento prévio do cenário de onde vai se atuar", acrescenta.

Dal Bó acredita firmemente que no Brasil esse estudo é fundamental, pois se trata de um país de dimensões continentais e que tem uma enorme fronteira se relacionando com quase todos os países de seu continente, com exceção de Chile e Equador.

"Além de um dos maiores litorais contínuos e navegáveis do mundo, um dos mais extensos mares territoriais e de um espaço aéreo também grandioso, o Brasil é um país muito diverso no que se refere ao relevo, vegetação e solos; com extensas redes hidrográficas que poderiam funcionar como um fator de integração; uma população de quase 200 milhões de pessoas e um território ainda pouco ocupado. É necessário que haja uma contribuição da ciência acadêmica, e nesse caso, a geografia é aquela que muito pode contribuir, por tratar da interação de todos os fenômenos espaciais, tanto físicos quanto humanos e de como eles transformam a organização do território", diz.

Ele acrescenta que no campo da geografia não há escolas no Brasil que tratem do tema, mas sim instituições militares, como a Escola de Comando do Estado Maior do Exército e a Escola Superior de Guerra. "A questão da Amazônia não é apenas restrita às suas fronteiras, mas é claro que elas chamam atenção pela sua extensão e pela sua diversidade. Portanto é assunto que deve ser estudado pela geografia militar", diz.

Inimigos do Brasil? Professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e uma das maiores autoridades brasileiras em estratégia militar, o coronel Geraldo Cavagnari, 76 anos, é rápido para devolver a seguinte pergunta: se o Brasil não tem inimigos declarados, por que se preocupar com a defesa do território? "Me diga então quem é o inimigo da França?", questiona o militar reformado do Exército.

Ele mesmo emenda a resposta: "Veja bem, a França não tem nenhum inimigo exposto, mas tem um dos mais modernos exércitos do mundo. Esse é o verdadeiro sentido da segurança nacional. Temos sempre que ter a chamada 'pronta resposta'", explica, com a autoridade de quem já foi comandante de inteligência do Exército.

Ele explica que o segmento da geografia militar no Brasil floresceu no começo da década de 1920, com chegada de uma missão militar francesa ao país que teve como tarefa modernizar o Exército. "Essa missão ficou aqui por quase 20 anos, treinando e modernizando nossas tropas, imbuindo o sentimento de organização e estratégia", explica.

Num cenário de confronto hipotético em fronteiras brasileiras, ele aponta as Forças Armadas da Colômbia como um poderoso inimigo, mas faz ressalvas. "A Colômbia tem um exército moderno e muito bem equipado, treinado inclusive para a guerra de selva. Mas não tem efetivo suficiente para uma penetração profunda. Não teria fôlego para uma ocupação", decreta.

Outro inimigo, ainda no campo das hipóteses, seria uma aliança de países ao Sul do Brasil, como Paraguai, Uruguai e Argentina. "Essa aliança até poderia ocupar, num primeiro momento, partes do Rio Grande do Sul e do Paraná, mas também não teriam efetivo e força suficiente nem para uma penetração maior em nosso território nem para mantê-la", argumenta.

Cavagnari lembra que para o Brasil obter a tão almejada cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, tem que ter Forças Armadas fortes. "Note que já somos uma potência econômica, mas teremos que ser, igualmente, uma potência militar", conjectura.

(Correio Braziliense, 29/9)

O mundo fantástico dos mapas históricos

Site organizado por pesquisadores da USP coloca na internet versões digitais de centenas de cartas produzidas entre os séculos XVI e XVII

Mapa Nova Totius Terrarum Orbis Geographica, de Guiljelmo Blaeu, 1631
Um dragão de duas cabeças passeia sobre Salvador. Um peixe maior que a ilha de Fernando de Noronha nada ao longo da costa brasileira. Índios cavalgam sobre o Oceano Pacífico com seus cavalos marinhos. Não, nada disso é ficção. Essas e dezenas de outras representações fantásticas do Novo Mundo ilustram os vários itens que integram a coleção de mapas antigos reunidas por pesquisadores da Universidade de São Paulo na Biblioteca digital de cartografia histórica.

Lançado no começo de setembro, o site coloca à disposição do internauta centenas de cartas produzidas entre os séculos XVI e XVIII por espanhóis, portugueses, italianos, franceses e holandeses, entre outros. As obras refletem a visão que os europeus tinham de áreas então pouco conhecidas, como América, África e Oceania, e mostram como a cartografia científica foi aos poucos tomando o lugar das representações fantásticas dos continentes.

O acervo da Biblioteca é riquíssimo, e reúne desde mapas espanhóis delimitando a linha do Tratado de Tordesilhas até as primeiras cartas que registram a existência da Austrália. Além de disponibilizar uma imagem em alta resolução de cada item, o site também permite que os mapas sejam baixados em vários formatos.

A página foi desenvolvida pela Cátedra Jaime Cortesão, núcleo de estudos que pertence à Universidade de São Paulo, em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) e com o Centro de Informática de São Carlos (CISC). Parte dos mapas reunidos pelos pesquisadores (cerca de 300) pertencia ao Banco Santos. Desde 2005 esse acervo está sob os cuidados do IEB por determinação da justiça.

Fonte: Revista História Viva ©2007-2008 Duetto Editorial

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Hoje na História - 1864: É fundada a Primeira Internacional Socialista

28/09/2010 - 08:16 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1864: É fundada a Primeira Internacional Socialista

O dia 28 de setembro de 1864 marca a fundação em Londres da Associação Internacional de Trabalhadores, historicamente conhecida como a Primeira Internacional. Ela esteve conformada com os princípios defendidos por Marx. Pregava a rápida abolição dos exércitos nacionais, o direito à greve e a coletivização dos bens de produção. Suas atividades foram interrompidas pela guerra de 1870, porém retoma os trabalhos em 1889 no Congresso de Paris, já sob o nome de Segunda Internacional. E aí se prepara para sua maior desilusão. Em 1914, ela se move sob os golpes e a propaganda do nacionalismo. Os proletários adotam as posições de seus países de nascimento em nome da “união sagrada”. O proletariado sem fronteira do lema “Proletários de todos os países, uni-vos” era ainda uma distante utopia.

Nos primeiros anos da década de 1860, a conjuntura internacional fez com que lideranças sindicais e ativistas socialistas começassem a pensar em fundar uma organização que reunisse os sentimentos universais a favor da luta dos trabalhadores e das nações oprimidas.

Num dia de setembro de 1864, um jovem trabalhador francês Victor Le Lubez, bateu à porta de Karl Marx em Londres, onde vivia. Solicitou-lhe que lhe indicasse um nome de alguém da classe trabalhadora que falasse alemão para uma reunião organizada por sindicalistas ingleses e franceses. Marx prontamente indicou Johann Eccarius, um alfaiate bastante sério e que se saiu a contento.

A associação internacional dos trabalhadores começando a tomar corpo, Marx, embora abalado com a morte em romântico duelo de Ferdinand Lassalle, o líder dos socialistas alemães e fundador da primeira organização de trabalhadores na Alemanha (a Allgemeinen Deutschen Arbeitervereins), resolveu estar presente no Matins’s Hall em Londres, onde a associação foi anunciada.

Uma conjugação virtuosa de acontecimentos internacionais sacudiu a letargia e as discussões intermináveis em que o mundo revolucionário e sindical se encontrava. Em 1861, o condottiero italiano Giuseppe Garibaldi no comando de suas tropas envergando camisas vermelhas, ocupara a Sicilia e a integrara, juntamente com Nápoles, ao Reino da Itália ainda em formação. O mundo espantou-se com a ousadia daquela ação levada a cabo por tão poucos. A unificação da península foi a primeira derrota depois de muitos anos das forças ultraconservadoras da Europa de então: a Igreja Católica e o Império Austro-húngaro. A isso se somou a notícia do início da Guerra de Secessão nos Estados Unidos e a abolição da escravidão, a rebelião polonesa de 1863 conta o domínio czarista. Em todos esses acontecimentos, houve uma notável onda de solidariedade internacional por aqueles que lutavam a favor da causa da liberdade.

Impactados com o que ocorria no mundo, vários sindicalistas ingleses como George Odger, Cremer e Wheeler, trataram então de dar procedimento a fundação de uma instituição que captasse e canalizasse o sentimento de fraternidade que então brotava: a International Working Men´s Association. Marx, testemunha do evento, confessou a Engels em carta de 4 de novembro de 1864, que “permaneceu o tempo inteiro como uma figura muda”, o que não deveria ser fácil para um homem tão loquaz. Após os discursos elegeu-se um Conselho Geral. Com trabalhadores de várias procedências. Marx, indicado como secretário, era o mais célebre.

A Primeira Internacional Socialista era uma confederação de tendências ideológicas as mais diversas. Além dos sindicalistas puros que não queriam envolver-se na política, haviam os cooperativistas prudhonianos, os republicanos, os democratas radicais seguidores de Mazzini, antigos cartistas ingleses, blanquistas franceses e alemães, seguidores de Lassalle. Solicitaram a

Quanto ao programa de lutas, ele implicava numa série de reivindicações e propostas, que foram sendo acrescentadas ao longo da curta existência da Primeira Internacional, entre eles: a permanente solidariedade a todos os trabalhadores e as suas lutas; a promoção do trabalho cooperativo; redução da jornada das mulheres e das crianças; difusão da lei da jornada de 10 horas pelo restante das nações; estímulo à organização sindical; o estabelecimento de um Polônia livre e democrática, bem como defesa da autodeterminação das nações, opondo-se firmemente "às imensas usurpações realizadas sem obstáculo por essa potência bárbara, cuja cabeça está em São Petersburgo (a Rússia czarista); exigir que "as sensíveis leis da moral e da justiça, que devem presidir as relações entre indivíduos, sejam as leis supremas das relações entre as nações".

O Conselho Geral da Internacional Socialista foi formado por George Odger (Presidente; George Wheeler (tesoureiro); Karl Marx (secretário pela Alemanha); G.Fontana (pela Itália); J. Holtorp (pela Polônia); Herman Jung (pela Suíça); P. Lebez (pela França). Desnecessário lembrar que foi Karl Marx quem se tornou a alma da organização, trazendo para perto de si gente da sua confiança e, em geral, intelectualmente qualificada para assumir a responsabilidade da divulgação e da enorme correspondência. Para as classes privilegiadas, para os grandes proprietários, os banqueiros, o grande empresariado e mesmo para as classes médias daquela época, o demônio passou a ser mais visível, passou a ter um só nome: a Internacional Socialista, dirigida pelo Doutor Vermelho, Karl Marx.

Fonte: Opera Mundi

AHR: Memórias - O suicídio de Getúlio Vargas

Fonte: Jornal O Nacional, sábado e domingo, 25 e 26 de setembro de 2010, página 21.
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Instrumentalização, pesquisa e produção textual!

Ontem foi encerrada a disciplina Tópicos Especiais I - História e Imprensa: Abordagens de Pesquisa. O encontro foi de socialização das pesquisas realizadas por cada acadêmico durante o bimestre. A proposta preconizou a instrumentalização sobre metodologia de análise de fontes periódicas, pesquisa e produção textual. Os trabalhos versaram sobre diferentes perspectivas e abordagens que incluem educação em Passo Fundo, história política local e regional, teatro amador, crise de 1929 e Primeira Guerra Mundial, história das instituições, etc., evidenciando a pluralidade de interesses temáticos e a proficuidade do acervo Arquivo Histórico Regional (AHR) para pesquisas sobre o local e o regional.
Outro objetivo da disciplina é de articulação mais aproximada entre os acadêmicos e o riquíssimo acervo do Arquivo Histórico Regional, visando a pesquisa e a possível divulgação por meio da publicação de textos na coluna AHR: Memórias do jornal O Nacional, de Passo Fundo. A disciplina foi oferecida para o III nível do curso de Licenciatura em História, pelo segundo semestre consecutivo, na modalidade semipresencial (utilizando o Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle/UPF).

Disciplina de Leitura e Produção de Textos Acadêmicos I com inscrições abertas

27/09/2010 - 17:11
Disciplina de Leitura e Produção de Textos Acadêmicos I com inscrições abertas

A área de Língua Portuguesa da Universidade de Passo Fundo (UPF) estará oferecendo, de 16 de outubro a 18 de dezembro, a disciplina de Leitura e Produção de Textos Acadêmicos I. A disciplina é aberta a todos os alunos dos mais diversos cursos da instituição e tem como objetivo desenvolver as habilidades básicas de compreensão textual e elaboração de textos, especialmente dissertativos e acadêmicos.

São dois créditos e os alunos que obtiverem aprovação na disciplina poderão computar pontos nas atividades complementares, desde que previsto no regulamento de Atividades Complementares do curso. Da mesma forma, alunos de cursos nos quais se exige que seja feita prova de Comprovação de Competência em Língua Portuguesa poderão, obtendo aprovação na disciplina, eliminar a referida prova.

Matrícula
A matrícula para a disciplina pode ser feita na Central de Atendimento ao Aluno, Campus I, até 13 de outubro. As aulas acontecerão no Campus I da UPF, aos sábados de manhã, das 8h às 11h35min. Outras informações pelo telefone (54) 3316-8335, com Verônica.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Unesco e MEC lançam coleção sobre história da África para ajudar na implantação de lei

JC e-mail 4104, de 27 de Setembro de 2010.
Unesco e MEC lançam coleção sobre história da África para ajudar na implantação de lei
Obras serão utilizadas como base para a produção de materiais didáticos para alunos e professores

Sete anos depois de ser aprovada, a lei que inclui o estudo da cultura e da história da África como conteúdo obrigatório em todas as escolas brasileiras ainda não saiu do papel, na maioria do país. Um das razões é a falta de material de qualidade para que os professores possam trabalhar o tema com os alunos.

Para tentar preencher essa lacuna, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) lança em novembro uma coleção de oito volumes sobre a história da África. As obras serão utilizadas como base para a produção de materiais didáticos para alunos e professores.

O projeto é uma parceria do organismo com o Ministério da Educação (MEC). Segundo o coordenador da Área de Educação da Unesco no Brasil, Paolo Fontani, um diagnóstico feito pelos dois órgãos revelou que um dos principais entraves para a implantação da lei era a falta de materiais de qualidade. Fontani destaca que um diferencial desses livros é que eles foram elaborados por pesquisadores e historiadores africanos.

O lançamento deve ocorrer na semana do 20 de novembro, quando é comemorado o Dia da Consciência Negra. Como a coleção é muito extensa, paralelamente a Unesco e o MEC estão desenvolvendo em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFScar) um material pedagógico que possa ser utilizado pelo professor em sala de aula, "mais ágil e de fácil consulta, focado nas necessidades da sala de aula", explica Fontani. Em outra fase, o projeto pode incluir o treinamento de professores, adianta Fontani.

"É a primeira vez que a Unesco faz isso em outros países com essa coleção. Definitivamente estamos na ponta, o Brasil será o primeiro a fazer esse trabalho nesse tipo de escala", aponta.

(Agência Brasil, 26/9) por Jornal da Ciência

Hoje na História - 1815: Após a queda de Napoleão, as grandes potências europeias assinam o "Pacto da Santa Aliança"

27/09/2010 - 08:15 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1815: Após a queda de Napoleão, as grandes potências europeias assinam o "Pacto da Santa Aliança"

Após a queda de Napoleão, as grandes potências européias se reuniram em Paris em 27 de setembro de 1815 a fim de assinar o “Pacto da Santa Aliança”. O tzar da Rússia, Alexandre I, o imperador da Áustria, Francisco I e o kaiser da Prússia Frederico-Guilherme I, se protegiam desse modo de toda nova ofensiva revolucionária ou liberal em nome "da Santíssima e Indivisível Trindade das três potências ortodoxa, católica e protestante”. O pacto viria a se tornar uma quádrupla aliança quando a Inglaterra a ela se juntou. Mais tarde a ela se juntou também a França em 1818. Graças a essa ‘entente’ conservadora, a Europa viveria um período de relativa paz de cerca de 50 anos.

Assim que o Império Napoleônico ruiu, as grandes potências se reuniram no Congresso de Viena para reorganizar o mapa político da Europa, surgiu a Santa Aliança organização que tinha por objetivo conter a difusão da revolução liberal-burguesa, semeada por Napoleão.

Antes mesmo da reunião, as potências aliadas vencedoras assinaram importantes tratados, como os dois tratados de Paris, impostos a Luís XVIII, e os tratados coloniais entre Inglaterra e Holanda. O Congresso de Viena se reuniu de setembro de 1814, depois da primeira abdicação de Napoleão, a junho de 1815. O ambiente era de satisfação pela vitória sobre as forças revolucionárias. As grandes potências (Rússia, Áustria, Inglaterra e Prússia) tomaram as decisões representadas por seus chefes ou por ministros plenipotenciários. A figura mais importante ali era Metternich, da Áustria.

As discórdias decorrentes dos interesses em jogo facilitaram o trabalho do ministro francês Talleyrand. Dentre os princípios gerais propostos, impôs-se o de legitimidade, sugerida por ele e defendida pelos ingleses e austríacos: cada país deveria voltar a ter os limites de antes de 1789. Essa busca do equilíbrio entre as principais potências orientou as decisões, o que favoreceu a França.

O mapa da Europa e das colônias mudou bastante. A Inglaterra garantiu sua supremacia nos mares, graças à anexação de pontos estratégicos no Mediterrâneo, no caminho das Índias e nas Antilhas. A Bélgica, dominada pela França, foi ligada à Holanda para evitar uma ação francesa sobre o porto belga de Antuérpia. A Rússia recebeu parte da Polônia, a Finlândia e a Bessarábia. À Prússia coube grande parte da região do Reno, na Alemanha. A Áustria recebeu a Lombardia e Veneza, além da supremacia política sobre a Itália.

O Tratado de Paris impôs à França o pagamento de uma indenização de guerra e a ocupação de seu território por um exército de aliados pago por ela. Suas fronteiras permaneceram, de modo geral, as mesmas do Antigo Regime.

A proposta da Santa Aliança partiu do czar da Rússia, Alexandre I. Ele, o imperador da Áustria e o rei da Prússia assinaram esse tratado em 27 de setembro de 1815, "em nome da Santíssima Trindade"; e, "segundo as regras da caridade cristã", prometeram ajuda mútua. A França aderiu. Mas foi o príncipe austríaco Metternich quem deu as diretrizes da Santa Aliança em última análise, um instrumento da reação européia para manter a França sob vigilância, reprimir movimentos revolucionário e liberal na Europa e abafar todo movimento separatista (de independência) ou nacional.

Em 1818, o primeiro Congresso da Santa Aliança decidiu retirar as tropas de ocupação da França. Não era sinal de afrouxamento. Pouco depois, quando uma associação de estudantes alemães provocou distúrbios durante as comemorações do terceiro centenário da Reforma, a re­pressão se abateu com violência. As universidades foram vigiadas, as sociedades nacionalistas combatidas e os jornais censurados.

Em 1820, posições liberais de militares contrários ao absolutismo na Espanha e no Reino das Duas Sicílias insuflaram uma revolta, que culminou com a imposição de uma Constituição aos dois reis. Fernando VII, da Espanha, e seu primo Fernando I, das Duas Sicílias, fingiram aceitar mas recorreram à Santa Aliança. Uma expedição militar, em 1823, pôs fim à revolta constitucionalista e restituiu Fernando VII como monarca absoluto.

Este foi o último êxito da Santa Aliança, pois por volta de 1820 seu poder já se esfumava. Não conseguiu abafar a rebelião dos gregos contra os turcos (1821-1827) nem a independência das colônias da América do Sul (1810-1824).

Fonte: Opera Mundi

sábado, 25 de setembro de 2010

Especial sobre o Muro de Berlim

Especial dO Globo sobre o Muro de Berlim.
Para acessar clique na imagem.

Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (AHJB)

O Arquivo

O Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (AHJB), sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter cultural, é uma instituição que serve à sociedade e a todos os interessados em pesquisar sobre a história da imigração judaica no Brasil. Desde sua fundação, em 1976, o AHJB tem como compromisso a preservação da memória da presença judaica no país.

O trabalho regular do AHJB consiste em reunir, organizar e conservar toda espécie de documentação histórica sobre a imigração judaica e a vida dos judeus no Brasil, facilitando o acesso ao público e estimulando a pesquisa e o intercâmbio de informações entre estudiosos, intelectuais e outras instituições, nacionais ou estrangeiras.

Desde seus primórdios, o AHJB vem reunindo um rico acervo documental relativo à história das comunidades e suas instituições, bem como sobre personalidades de destaque em todo território nacional, possibilitando desse modo a reconstrução da história dos judeus inserida em nosso país.

A gama de consulentes atendida hoje pelo AHJB é bastante ampla e diversificada, formada principalmente por acadêmicos, pesquisadores, estudantes e demais interessados na história da imigração judaica.

Objetivos do AHJB
* Organizar e manter um arquivo histórico com material sobre a imigração e a permanência dos judeus no Brasil
* Estimular e objetivar a pesquisa
* Manter um constante intercâmbio de informações, assim como troca de documentos, com estudiosos, intelectuais, instituições nacionais e estrangeiras.
* Realizar cursos, palestras, encontros, congressos e exposições sobre a temática da imigração judaica no Brasil.

Hoje na História - 605 a.C.: Nabucodonosor é coroado rei da Babilônia

25/09/2010 - 08:50 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 605 a.C.: Nabucodonosor é coroado rei da Babilônia

Nabucodonosor II é coroado rei da Babilônia em 605 a. C. após a morte de seu pai, Nabopolassar. Pouco antes de sua coroação, vencera os egípcios em Kharkémish, expulsando-nos do Oriente Médio. Oito anos depois, tomaria Jerusalém e deportaria toda a família real de Judá para a Babilônia. Quando os habitantes de Jerusalém se revoltam contra o rei babilônio em 587 a. C., toda a população judaica seria expulsa do país, constituindo assim a primeira diáspora. Nabucodonosor reinaria até 562 a. C.

Em 597 a. C., as tropas mesopotâmias invadem o território da Judéia, guiadas pelo seu rei, Nabucodonosor II, destroem o Templo de Jerusalém e deportam os judeus para a Babilônia. Este exílio marca o início da primeira diáspora que modificariam em algo as antigas crenças judaicas. O monoteísmo seria reforçado e Javé apareceria então como a única divindade do universo e isto para todos os povos.

Em 586 a. C., um eclipse solar interrompeu um combate entre os medas do rei Cyaxare e os lídios do rei Alyatte. Este fenômeno considerado como um sinal divino, impôs a paz entre os dois beligerantes graças à arbitragem de Nabucodonosor II, aliado dos medas. O rei babilônio aproveita para anexar a Cilicia, litoral da Turquia. Consciente do notável crescimento do poderio dos medas, Nabucodonosor II protegeria seu império com a construção das Muralhas da Babilônia, cujos jardins suspensos são considerados pelos autores antigos como uma das sete maravilhas do mundo.

Nabucodonosor deu continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas. Durante seu reinado a Babilônia atingiu seu período mais glorioso e ficou conhecida como a Rainha da Ásia. Líder militar de grande energia e brilhante estrategista aniquilou os fenícios, derrotou os egípcios e obteve a hegemonia no Oriente Médio.

Para conquistar a Palestina atacou as tribos do noroeste da Arábia, conquistou Jerusalém (598 a. C.) e realizou a primeira deportação de judeus, que seguiram para a Mesopotâmia, no episódio conhecido como O cativeiro da Babilônia. Ainda na sua política expansionista da tradição imperial assíria, ordenou a destruição de Jerusalém (586 a. C.) e tentou sem sucesso invadir o Egito, ponto alto da política de expansão (568-567 a. C.).

Procurou aumentar continuamente seus domínios e dar à Babilônia uma magnificência jamais vista. Depois das vitórias militares, seu maior feito foi a reconstrução da Babilônia, com o término da construção das fortificações iniciadas pelo pai, construiu fossos, embelezou templos, abriu canais e as impressionantes construções: a Torre de Babel e os Jardins Suspensos. Foi sucedido por seu filho, Awil-Marduk.

Há uma ópera de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera, escrita em 1842 intitulada Nabucco. Conta a história do rei Nabucodonosor II. Foi escrita durante a época da ocupação austríaca no norte da Itália. Por meio de analogias, suscitou o sentimento nacionalista italiano. O Coro dos Escravos Hebreus, no terceiro ato da ópera Va, pensiero, sull'ali dorate (Vai, pensamento, sobre asas douradas) tornou-se uma música-símbolo do nacionalismo italiano da época e um hino à liberdade em todo o mundo.

Fonte: Opera Mundi

25 de setembro de 1980 – Greve paralisa 18 mil trabalhadores rurais

25 de setembro de 1980 – Greve paralisa 18 mil trabalhadores rurais
Enviado por: Alice Melo

Dezoito mil trabalhadores rurais de alguns municípios pernambucanos paralisaram suas atividades no dia 25 de setembro. A classe patronal, na parte da tarde, tentou mover em vão uma ação na Justiça alegando a ilegalidade do movimento. Com o passar dos dias, a greve tomou proporções gigantescas, chegando a mobilizar 240 mil grevistas no final do mês.

A principal reivindicação dos manifestantes era o aumento de salário e a validação de 25 direitos trabalhistas, dos quais sempre foram privados. Os camponeses do interior de Pernambuco, na época, viviam em condições sub-humanas, sem mínimas proteções judiciais ou trabalhistas. Cumpriam mais de oito horas de trabalho diário e eram explorados ao máximo.

Durante a noite do primeiro dia de greve, quatro camponeses foram presos por soldados da PM, que entraram em conflito armado com os manifestantes de um engenho em São Lourenço da Mata, os quais faziam uma reunião no momento em que foram surpreendidos.

As negociações pelo direito dos trabalhadores tinha sido iniciada, sem sucesso no ano anterior. Nenhuma conclusão foi tirada, já que os usineiros não concordaram com nenhuma reivindicação da Federação dos Trabalhadores da Agricultura de Pernambuco.

No dia primeiro de outubro, no entanto, após a greve paralisar o trabalho de mais de 240 mil trabalhadores, a justiça mediou um acordo entre patrões e empregados, que resultou na concessão de diversos direitos trabalhistas aos camponeses, que voltaram imediatamente a seus ofícios.

Fonte: JBlog

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aulas das disciplinas para competências iniciam em outubro

23/09/2010 - 16:08
Aulas das disciplinas para competências iniciam em outubro

As aulas para as para as disciplinas de Espanhol, Inglês e Informática para competências iniciarão no mês de outubro. Poderão matricular-se os alunos que reprovaram na prova de competência, ou não podem mais realizar o exame, bem como aqueles que desejam eliminar a prova cursando a disciplina.

Para a Informática as matrículas acontecem de 7 a 14 de outubro, com início das aulas em 16 de outubro.

A área de Línguas Estrangeiras do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas está com inscrições abertas até 15 de outubro para as disciplinas de Espanhol e Inglês para competências 2. As aulas começarão a partir do dia 15 de outubro. As disciplinas serão de 2 créditos e ocorrerão conforme descrição da tabela (clique aqui).

As matrículas devem ser feitas na Central de Atendimento ao Aluno, no Campus I da UPF.

Fonte: Imprensa UPF

Hoje na História - 1572: Tupac Amaru, o último herdeiro do Império Inca, é decapitado


24/09/2010 - 08:13 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1572: Tupac Amaru, o último herdeiro do Império Inca, é decapitado

Tupac Amaru, irmão de Titu Cusi, é capturado pelos espanhóis sob as ordens do vice-rei Francisco de Toledo e decapitado em público em 24 de setembro de 1572. Havia retomado a bandeira de seu irmão a fim de resistir à dominação colonial. Desse modo, o último herdeiro do Império Inca desaparecia.

Tupac Amaru foi o último líder indígena moderno do Império Inca no Peru. Túpac Amaru assumiu o título imperial depois que seu meio irmão, Titu Cusi morreu em 1570. Os incas achavam que os espanhóis haviam envenenado Titu quando enviavam dois embaixadores para negociar com os nativos. Foram ambos mortos na fronteira por um capitão inca.

Alegando que os incas tinham “rompido a inviolável lei de todas as nações do mundo: respeito aos embaixadores” o novo vice-rei, Francisco de Toledo, decidiu atacar e conquistar Vilcabamba, declarando guerra em 14 de abril de 1572.

Em 1º de junho o primeiro encontro da guerra começou no vale de Vilcabamba. Os incas resistiram bem desde o primeiro momento apesar de estarem pouco armados. Em 23 de junho o forte de Huayna Pucará rendeu-se frente à artilharia espanhola. O exército inca optou por abandonar sua última cidadela e se dirigir à selva para se reagrupar.

Em 24 de junho os espanhóis entraram em Vilcabamba e a encontraram deserta. A cidade foi inteiramente destruída. Túpac Amaru tinha se retirado no dia anterior com cerca de 100 soldados. O grupo, que incluía seus generais e membros de sua família, tinha se dividido numa tentativa de evitar a captura. Três grupos de soldados espanhóis perseguiram-nos. Um capturou a esposa e filho de Tuti Cusi. O segundo regressou com prisioneiros militares junto com ouro, prata e outras pedras preciosas. O terceiro regressou com os dois irmãos de Túpac Amaru, outros parentes e seus generais.

Tupac Amaru e seu comandante conseguiram escapar. Um grupo de 40 soldados saiu em perseguição. Seguiu o rio Masahuay ao longo de 250 quilômetros. Os espanhóis capturaram um grupo de índios chunco e os obrigaram a contar o que tinham visto e se Tupac Amaro foi avistado. Informaram que tinham seguido rio abaixo, num bote, para um lugar chamado Momorí.

Em Momorí descobriram que Túpac Amaru tinha escapado por terra. Os índios Mamarí informaram que Túpac estava atrasado na caminhada porque sua mulher estava a ponto de dar a luz. Após uma marcha de 80 quilômetros avistaram uma fogueira. Encontraram Sapa Inca Túpac Amaru e sua mulher se aquecendo. Túpac Amaru foi preso.

Tupac e alguns de seus seguidores foram trazidos de regresso às ruínas de Vilcabamba e juntos entraram em Cuzco em 21 de setembro. Fizeram várias tentativas de converter Túpac Amaru ao cristianismo. Em vão, pois o líder indígena estava convencido de sua fé. Os cinco generais incas capturados receberam um julgamento sumário e sentenciados à forca.

O julgamento de Tupac Amaru começou dois dias mais tarde. Foi condenado pelo assassinato dos sacerdotes em Vilcabamba e sentenciado à morte por decapitação. Numerosos clérigos, convencidos da inocência de Túpac Amaru, suplicaram de joelhos ao vice-rei que o Inca fosse enviado a Espanha para ser julgado em vez de ser executado.

Testemunhas da execução disseram que havia uma grande multidão e centenas de guardas com lanças. Em frente à catedral, na praça central de Cuzco, um patíbulo tinha sido erguido. Túpac Amaru subiu ao patíbulo acompanhado pelo bispo de Cusco.

Segundo Baltasar de Ocampo e frei Gabriel de Oviedo, chefe dos dominicanos em Cuzco, ambos testemunhas oculares, Tupac Amaru levantou sua mão para silenciar a multidão. Suas últimas palavras foram: “Ccollanan Pachacamac ricuy auccacunac yahuarniy hichascancuta.” Mãe Terra, sirva de testemunha de como meus inimigos derramam meu sangue”.

Para prevenir o ressurgimento do império e apagar todo rastro de sua descendência, a fonte de futuras gerações reais foi prontamente eliminada pelo vice-rei. Incontáveis pessoas, incluindo ao filho de 3 anos de Túpac Amaru, foram desterradas para o México, Chile, Panamá e para outros lugares distantes.

Fonte: Opera Mundi

24 de setembro de 1934 – Centenário da morte de D. Pedro


24 de setembro de 1934 – Centenário da morte de D. Pedro
Enviado por: Alice Melo


Há 66 anos, o JB homenageava Dom Pedro I no centenário de sua morte. O último segundo da vida do primeiro Imperador do Brasil se deu no Palácio Queluz, no mesmo quarto e na mesma cama em que nascera 35 anos antes. Seu coração foi doado à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado num mausoléu. Seus restos mortais, em contrapartida, foram transferidos em 1972 para o Monumento do Ipiranga, em São Paulo, situado no local onde teria sido proclamada a independência do Brasil, em 1822.

Pedro I chegou ao Brasil em 1808, junto com a corte portuguesa, que cruzara o Atlântico fugindo de uma inevitável invasão napoleônica ao país lusitano. Filho de Dom João VI e Carlota Joaquina, Pedro cresceu no Brasil como príncipe, tornando-se Regente, em 1821, quando seu pai voltou para Portugal, com intuito de reassumir o trono, após a queda de Napoleão e a Revolução do Porto (1820).

O período em que D. Pedro governou o Brasil como Regente foi curto. Em 1822, uma agitação política e social tomava conta do Rio de Janeiro. Era impossível fazer o país voltar à categoria de colônia, já que passara mais de dez anos elevado ao status de capital da Metrópole. Era também inviável para os latifundiários e para a burguesia local perder os privilégios alfandegários, concedidos pela Coroa com a abertura dos portos nos idos de 1808. Além disso, a independência dos Estados Unidos, no final do século anterior, estimulava revoltas em toda a América do Sul.

Era interessante para D. Pedro proclamar a independência inevitável, antes que o povo, influenciado pelos ideais liberais norte-americanos, o fizesse. Dessa forma, à margem do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822, o Regente libertou a colônia da submissão à metrópole lusitana, abolindo o regime monarquista e instituindo o Império. Mudanças profundas na estrutura sócio-econômica do Brasil não eram convenientes na época. O ciclo do Café começava a engrenar e a mão-de-obra escrava era indispensável para o progresso econômico do Brasil.

Durante nove anos, Pedro esteve à frente do Império. Em 1831, após a morte de seu pai, o governante deixou o Brasil para lutar pela coroa portuguesa. Pedro II, então com sete anos, ficou como herdeiro do trono. Como era muito jovem para ser coroado imperador, uma Regência Trina assumiu o governo, dando origem ao Período Regencial.

Pedro I não governou Portugal por muito tempo. Quatro anos após assumir o posto, o ex-Imperador do Brasil morreu, aos 35 anos de idade, de tuberculose.

Fonte: JBlog

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Defesas PPGH


Data: 23/09 as 14h
- Local: Auditório Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH Prédio B4
- Mestrando: Alexandre Borela Monteiro
- Título da Dissertação: “A Guerra Grande: história e historiografia do conflito no Prata [1864-1870]”
- Banca: Profª Dr. Ana Luiza Setti Reckziegel (UPF), Prof. Dr. Paulo Marcos Esselin (UFMS) e Prof. Dr. Mário Maestri (Orientador)

Data: 23/09 as 16h
- Local: Auditório Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH Prédio B4
- Mestrando: Mateus Del Ré
- Título da Dissertação: "Jornalismo de Bombacha: a Introdução e a Consolidação do Tradicionalismo em Passo Fundo pelas páginas do Jornal O Nacional da Década de 1950”
- Banca: Profª Dr. Elenice Szatkoski (Anglo Americano), Profª Dr. Gizele Zanotto (UPF) e Prof. Dr. Adelar Heinsfeld (Orientador)

Data: 27/10 as 14h
- Local: Auditório Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - IFCH Prédio B4
- Mestrando: Eduardo Dalla Lana Baggio
- Título da Dissertação: “Elites letradas e beleza urbana: mecanismos de poder e convencimento (Santa Maria/RS 1937-1941)”
- Banca: Prof. Dr. Luiz Carlos Golin (UPF), Profª. Dr. Sandra Brancato (PUC/RS) e Profª. Dr. Ana Luiza Setti Reckziegel

Hoje na História - 1939: Morre em Londres, Sigmund Freud, o criador da psicanálise


23/09/2010 - 08:17 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1939: Morre em Londres, Sigmund Freud, o criador da psicanálise

O neurologista e psiquiatra austríaco Sigmund Freud morre de câncer em Londres, aos 83 anos. De ascendência judaica, Freud tinha deixado Viena em 4 de junho de 1938 em seguida às perseguições das quais ele também era vítima. Seus livros são queimados em praça pública em Berlim e a psicanálise é denunciada pelos nazistas como uma “ciência judaica”. Seus quatro irmãos permaneceram na Áustria de onde foram levados aos campos de concentração e mortos. Sua filha Ana foi a única de seus seis filhos que abraçaria mais tarde a profissão de psicanalista.

Na efervescência intelectual que caracterizou a virada do século 19 para o século 20, o médico e neurologista Sigmund Freud se destacou ao entregar ao mundo uma nova disciplina médica, a psicanálise. Rompendo com a alternativa entre causas físicas e a simulação para compreender a histeria, desenvolveu uma abordagem inovadora do espírito humano, conferindo um papel fundamental ao inconsciente.

Freud nasceu em Freiberg na Moravia, atualmente República Tcheca, em 6 de maio de 1856. Rapidamente sua família deixaria esta cidade acossada pelo anti-semitismo para se instalar em Leipzig e depois em Viena onde o jovem Sigmund faria brilhantes estudos.

Aluno brilhante que há muito ultrapassara seus colegas, Freud recebe o diploma equivalente ao ensino médio com a menção excelente. Pensando durante certo tempo em se voltar ao direito, Freud ingressa finalmente na Universidade de Medicina de Viena.

Freud termina seus estudos universitários em março de 1881. Durante o curso, imediatamente se interessou pelo sistema nervoso. No ano seguinte, passou a trabalhar num serviço de medicina geral antes de passar, em 1883, para o serviço especializado de psiquiatria.

O jovem médico obtém uma bolsa que lhe permite fazer um estágio no hospital Salpêtrière em Paris. Em sua estada, freqüentou o curso do doutor Charcot, o neurologista mais renomado de sua época. Freud aprofundou seus conhecimentos sobre a histeria e a hipnose. Este experiência, acrescida de uma formação em hipnose anos mais tarde, seria fundamental para suas pesquisas sobre a paciente Anna o. Estimulado pelo Dr. Charcot que o vê como um gênio, Freud não esconde sua decepção quanto a cidade de Paris em geral.

Fruto de uma colaboração entre Joseph Breuer e Sigmund Freud, "Estudos sobre a histeria" se inscreve entre os trabalhos dessa época sobre a histeria e seu tratamento por hipnose. O caso de Anna O. é amplamente estudado e é nessa ocasião que surgem os conceitos inovadores de Freud, que anunciam o nascimento da psicanálise. O lugar da memória nesse contexto é extremamente importante e a idéia de uma tensão entre uma força consciente e uma força inconsciente para reprimir certas lembranças estabelece as bases de uma teoria do consciente, do pré-consciente e o inconsciente.

Freud publica o ensaio “Da Interpretação dos Sonhos” em 1900 que havia escrito um ano antes. A primeira vez que o sonho era objeto de uma análise científica sistematizada. Não era considerado como algo absurdo ou gratuito e sim percebido como portador de um sentimento que era necessário saber desvendar. Nessa mesma época, Freud descreve pela primeira vez o conceito de associação livre, que substitui a hipnose para neutralizar a inibição. A associação livre consiste em falar livremente, sem qualquer censura, a fim de deixar emergir os elementos reprimidos no inconsciente. Enquanto a análise de Anna O. permite esboçar conceitos e um método, a interpretação dos sonhos é, de qualquer modo, o ato de nascimento da psicanálise.

Isolado e duramente criticado até 1906, Freud viu a partir dessa data surgirem jovens médicos que reconheciam seu trabalho e lhe seguiam os passos. Entre eles, um suíço de nome Carl Gustav Jung se distinguia por seu talento mas também por sua personalidade. Durante anos, manteriam correspondência, porém Jung possuía sua própria visão de psicanálise e as diferenças de pontos de vista com Freud fariam finalmente separá-los em 1915.

Em 1920, Freud escreve “Além do princípio do prazer” e formula aquilo que chamamos o segundo tópico. Por tópico, se define uma teoria de organização do espírito entre as diferentes forças que o constituem. O Ego, o Superego fazem então sua aparição, juntando-se ao consciente, pré-conciente e o inconsciente do primeiro tópico.

Há muito isolado, Freud acede no começo dos anos 1930 a um reconhecimento oficial e prestigioso. Pelo conjunto de seus trabalhos, recebe o Prêmio Goethe em 28 de agosto de 1930, distinção atribuída a um cientista por seu aporte cultural. Freud ganhava a estima da Alemanha. Mas a chegada dos nazistas ao poder logo dissiparia este sucesso: os livros de Freud se juntaram aos de Marx, Albert Einstein, Brecht, Mann e Zweig para arder na fogueira dos autos-de-fé.

Após ver seus livros queimados pelos nazistas em 1934, Freud, então acometido de câncer, decide se exilar na Inglaterra para escapar da Gestapo. De origem judaica e autor de teorias que não gozavam do favor do novo regime alemão, Freud prefere fugir com sua família para Londres, onde vem a falecer em 23 de setembro de 1939.

Fonte: Opera Mundi

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hoje na História, 1980: Iraque invade Irã e inicia guerra

22/09/2010 - 08:06 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História, 1980: Iraque invade Irã e inicia guerra

Disputas fronteiriças permanentes e agitação política no Irã levaram o presidente do Iraque, Saddam Hussein a lançar em 22 de setembro de 1980 uma invasão da província iraniana do Khuzestão, fértil em petróleo. Após progressos iniciais, a ofensiva iraquiana foi reprimida. Em 1982, o Iraque recuou voluntariamente e buscou um acordo de paz, todavia o aiatolá Khomeini recusou e permaneceu em combate. O impasse no campo de batalha e a morte de dezenas de milhares de jovens conscritos iranianos no Iraque prosseguia. Os centros populacionais de ambos os países eram bombardeados e o Iraque passou a empregar armas químicas. No Golfo Pérsico, uma “Guerra de Navios Petroleiros” reduziam drasticamente a navegação pelo estreito de Ormuz e faziam aumentar o preço do petróleo. Em 1988, o Irã finalmente concordou com um cessar-fogo.

Os dois países entraram em guerra por questões territoriais. Saddam Hussein queria ampliar seu território e conseguir aumentar os seus recursos provenientes da extração de petróleo. Se tivesse êxito, o Iraque chegaria ao segundo ou ao primeiro lugar na exportação de óleo, superando a Arábia Saudita.

A localização da província de Khuzestão no mapa do Irã.
A região faz fronteira com Iraque


A par desse desejo de conquista, como pano de fundo estava presente a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Washington se posicionou em favor do Iraque visto que a república dos aiatolás, por razões históricas, políticas e econômicas, se constituía em barreira à aos interesses norte-americanos. Isto levou a União Soviética, quase que automaticamente, a se colocar em favor de Khomeini.

Com o objetivo de causar destruição para finalmente derrocar o governo dos aiatolás, os Estados Unidos passaram a fornecer um avultado apoio bélico que se traduziu em fornecimento de armas modernas, artilharia pesada, mísseis portáteis, aviões e helicópteros e armamento individual. O Irã, de seu lado, tentou fazer o mesmo, apoiando-se no fornecimento de Moscou e de outras fontes.

A consolidação do governo do aitaolá Khomeini representou uma ameaça aos interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos na região. Tal oposição se iniciou quando, o governo iraniano decidiu cortar suas relações diplomáticas e econômicas com os Estados Unidos. Com isso, Washington perdia um de seus mais importantes aliados e fornecedores de petróleo.

Diante do impasse, os EUA passaram a estreitar relações com o Iraque visando a deflagração de uma guerra que pudesse derrubar o regime islâmico iraniano. Na época, Saddam Hussein usou de uma injustificada disputa pelo controle do canal de Chatt-el-Arab, por onde ambos os países realizavam o escoamento de seus produtos. Ante a negativa iraniana em ceder os territórios, Saddam decidiu invadir o espaço iraniano e destruir uma das maiores refinarias do mu ndo.

Enquanto os iranianos realizavam ataques contra a ação intervencionista do regime de Saddam Hussein, os EUA e outras nações árabes de orientação sunita apoiaram militarmente as forças iraquianas. Nesse meio tempo, a minoria curda que vivia no Iraque aproveitou do período instável para guerrear contra o ditador Saddam Hussein na esperança de estabelecer um governo independente na região. O reforço bélico estrangeiro serviu para promover o genocídio dessa minoria étnica.

A deflagração desse conflito paralelo permitiu aos iranianos resistir durante oito anos. O prolongamento dos combates acabou desgastando os dois lados do conflito e seguindo a orientação da ONU, assinaram um cessar-fogo que preservou os mesmos limites territoriais anteriores à guerra. Mais de 700 mil vidas foram ceifadas inutilmente: manteve-se o status quo anterior.

Fonte: Opera Mundi

Brasil Memória das Artes


Brasil Memória das Artes
Projeto da Fundação Nacional das Artes democratiza acesso a fotos, arquivos sonoros, textos e documentos que fazem parte de uma vasta coleção da memória cultura brasileira.

O Brasil é um país que cuida bem de sua memória? No que depender da Fundação Nacional de Artes (Funarte), a resposta é sim. Desde o início dos anos 2000,a instituição vem se esforçando para adaptar o seu acervo e, assim, alcançar um número cada vez maior de brasileiros. Um dos produtos desta política de memória da Funarte é a execução do Projeto Brasil Memória das Artes, cujo principal objetivo é garantir a salvaguarda dos acervos da instituição e a sua disponibilização ao público. A impressão é uma só: a memória cultural está em boas mãos.

O Projeto deu seus primeiros passos ainda em 2006, quando foram digitalizados e disponibilizados ao público os primeiros registros no chamado Canal Virtual. Mas na época, o acervo virtual incluía apenas informações sonoras e fotográficas. Três anos depois, em 2009, com o aporte da Petrobras e a chegada de outros patrocinadores, como o Itaú Cultural e a CSN - o projeto foi aperfeiçoado através do lançamento do "Portal das Artes, viabilizado pelo mesmo projeto Brasil Memória das Artes. Segundo o site do projeto, o portal "objetiva melhorar a comunicação da Funarte com seu público, tornar a memória cultural brasileira acessível e prestar melhor serviço ao usuário-cidadão."

"A área Brasil Memória das Artes surge já sabendo que só tende a crescer, à medida que mais e mais conteúdos forem digitalizados pela Funarte e disponibilizados ao público. E a ambição deste espaço não é apenas deixar acessível todo o acervo digitalizado, mas articulá-lo, contextualizá-lo, fazer o passado conversar com o presente, rastrear o que se produziu antes e trazer à tona com o olhar de agora, transformando esse diálogo num exercício constante que nos fará a todos mais conscientes de nossa própria memória cultural." - afirma Tadeu Di Pietro, Diretor do Centro de Programas Integrados (Cepin) da Funarte.

Atualmente, o projeto Brasil Memória das Artes reúne os seguintes acervos:

1.Atores do Brasil, com biografias de atores brasileiros construídas pela Funarte desde a criação do Canal Virtual, em 2006;

2.Augusto Boal, dedicado a criações do escritor e dramaturgo, morto em 2009, que teve o último livro, A Estética do Oprimido, lançado pela Funarte;

3.Família Vianna, com textos sobre Oduvaldo Vianna, pai, a mulher dele, Deocélia, e o filho do casal, Vianninha, artistas, que mudaram, cada um a sua maneira e em seu tempo, a história das artes no Brasil;

4.Foto Carlos, com uma seleção de imagens digitalizadas pelo Cedoc do acervo da coleção do fotógrafo Carlos Moskovics, que fez de seu estúdio de fotografia, batizado de Foto Carlos, o principal guardião da memória teatral do país entre 1940 e 1980;

5.Nelson Rodrigues, lembrando os 30 anos de morte do dramaturgo, completados em 2010, com uma coleção de informações guardadas no Cedoc sobre a obra do dramaturgo;

6.Projeto Pixinguinha, com músicas, vídeos, galerias de fotos e textos sobre um dos projetos mais marcantes da Funarte, desde sua criação, em 1977;

7.Série Depoimentos, reunindo entrevistas com nomes importantes da cultura brasileira, realizadas pelo antigo Serviço Nacional de Teatro e digitalizados pela Funarte;

8.Cenário e Figurino, com aquarelas e pinturas criadas por importantes cenógrafos brasileiros e guardados na Funarte;

9.Sala Funarte, com áudios, textos, cartazes e fotos sobre a Sala que desde 1978 é palco de várias manifestações artísticas;

10.Acervo Walter Pinto, com documentos e fotos do produtor e autor dos maiores espetáculos do Teatro de Revista brasileiro.


Dentro de cada acervo, o projeto também disponibiliza conteúdos variados, que vão desde audição comentada de shows como também entrevistas com atuais com artistas, pensadores e pesquisadores.

Além disso, escute pdcasts sobre questões contemporâneas. Para quem gosta de artes, sobretudo o teatro, o site é imperdível. E é preciso ficar sempre de olho nesta dica. Segundo o site da instituição estão à caminho acervos do INFoto, Carlos Labanca, Discos Funarte e muitos outros.

Taí a dica do Café História: http://www.funarte.gov.br/brasilmemoriadasartes/

Fonte: Café História

Ensino do Holocausto passa a ser obrigatório na rede de ensino de Porto Alegre


16/09/2010 - 09h44
Ensino do Holocausto passa a ser obrigatório na rede de ensino de Porto Alegre
Em Porto Alegre

Aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (15) pela Câmara de Vereadores, projeto que torna obrigatório o ensino da história do Holocausto nas escolas públicas municipais de Porto Alegre começará a ser implantado a partir do início do ano letivo de 2011.

“Nós ainda vivemos a sombra do Holocausto, uma sombra que não se dissipa e nunca se dissipará. É fundamental guardar esse período na memória, ainda que seja um dos mais pesados da história”, justificou o vereador Valter Nagelstein (PMDB), autor do projeto.

Com a adoção da proposta, Porto Alegre passa a ser a primeira cidade brasileira a oficializar o Holocausto como matéria curricular obrigatória. A medida já é adotada em países europeus e em várias cidades americanas.

Apesar da unanimidade, o projeto provocou polêmica. Doutor em psicologia escolar, o professor Fernando Becker criticou a imposição do ensino de qualquer conteúdo histórico específico. “Se formos privilegiar o Holocausto com força legal, amanhã aparecerão outros projetos para privilegiar a guerra do Vietnã, o 11 de Setembro, a guerra do Golfo, a guerra do Iraque, a Santa Inquisição, as ditaduras latino-americanas e a destruição do império inca”, disse.

Entidades judaicas de Porto Alegre apoiaram a medida. Para a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs), a aprovação do projeto beneficia todas as minorias étnicas. “Devemos enaltecer a medida, que servirá como um alerta sobre o perigo das ideologias racistas e totalitárias”, avaliou o presidente da Firgs, Henry Chmelnitsky.

O coordenador da assessoria pedagógica da Secretaria Municipal da Educação (Smed), Manoel Ávila da Silva, apoiou o projeto. Segundo ele, por trás dos chamados "temas transversais" está a discussão para a superação de preconceitos. “Acaba [a medida] estimulando o debate contra o preconceito, evoluindo para uma mudança de comportamento. Se você debate a questão étnica, acaba também falando sobre outros temas importantes de tolerância, como o combate à homofobia”, justificou.

A secretária municipal da Educação, Cleci Jurach, também apoiou a proposta. “É uma oportunidade de aliar conhecimento com o respeito à diversidade. Vai ajudar [a combater o preconceito] porque 95% das nossas escolas ficam em áreas de risco”, sustentou.

O projeto deverá ser sancionado ainda nesta semana pelo prefeito José Fortunati (PDT). Depois de publicado no Diário Oficial, a lei já pode ser aplicada nas 55 escolas municipais de ensino fundamental e médio.

Fonte: UOl Educação

Séculos de relação - A civilização dos bichos

Séculos de relação
A história não se resume a grandes batalhas e revoluções. Fatos como a relação dos homens com os animais são fundamentais para entender a composição de ambos
Monique Cardone

A civilização dos bichos é um episódio pouco estudado para entender a história da humanidade e da própria natureza. Porém, a professora da Universidade Salgado de Oliveira, Mary Del Priore, e a pesquisadora do Arquivo Nacional, Cláudia Heynemann, debateram sobre a importância do tema. O assunto também é destaque na Revista de História da Biblioteca Nacional deste mês.

A trajetória do homem se entrelaça com a dos animais há muitos séculos. Cláudia Heynemann lembrou que no passado havia o conceito de que a natureza tinha uma finalidade em função da espécie humana. Mas aos poucos, essa concepção mudou quando começaram a atribuir sentimento aos bichos e a domesticá-los. “Segundo Darwin, o homem acelerou a marcha do meio ambiente ao intervir na sociabilidade dos animais”, ressaltou a pesquisadora.

Claudia falou de uma relação de longa data: o cão como melhor amigo do homem. Mas destacou a ambivalência do cachorro, que além de proteger e fazer companhia, também comia a carniça, atividade essencial para manter a limpeza do local.

Sobre as funções exercidas pelos bichos, a professora Mary Del Priore enfatizou que inicialmente eles eram adestrados de acordo com a estética. Depois, o que começou a ser valorizado foi a utilidade. “O melhor era aquele que servia para mais coisas, como produzir alimento, defender o lar, servir sua pele de couro e comer o lixo”, disse Mary, que ainda comparou o Brasil a uma grande fazenda no século XIX.

A professora criticou a demora dos historiadores em pesquisar sobre a trajetória dos animais, que já estava presente em relatos dos antigos viajantes. Ela contou que apenas no século XIX eles migraram para a literatura e se tornaram fontes de estudo.

A visão dos bichos como entretenimento também foi abordado pela historiadora. Segundo ela, as corridas de cavalo e as rinhas de galo, que era considerado um esporte, foram as primeiras formas de lazer no Rio de Janeiro, por exemplo. “Eram eventos que reuniam as pessoas para se divertir”, ressaltou. Positiva ou negativamente, a convivência entre homens e animais marcou a transformação da sociedade brasileira.

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Semana Acadêmica de História

PROGRAMAÇÃO
Horário - 19:30 às 22:00 hs
Auditório da FEAC

SEGUNDA =================
ENCONTRO COM AUTOR DEBATE RECURSOS DIDÁTICOS E ENSINO DE HISTÓRIA NO ENSINO BÁSICO
(turno vespertino, 14 hs, 04 de outubro)

com Alexandre Alves - autor de livros didáticos de História voltados para o ensino fundamental e médio.
Lançamento do Projeto Moderna Plus - para mais informações clique na imagem
Promoção: Editora Moderna, Livraria da UPF, Cursos de Graduação e Pós-Graduação em História/UPF

* * *
Conferência de Abertura (19:30 hs)
Guerra d
o Contestado: resistência e conflito no sul do Brasil
Profa. Márcia Janete Espig (UFPel)

TERÇA
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OFICINAS (19:30 hs):
1) Movimento dos monges barbudos – Prof. João Carlos Tedesco (UPF), IFCH SALA 232
2) Futebol e Identidades – Prof. Gerson Wasen Fraga (UFFS-Erechim), IFCH SALA 230
3) Patrimônio Histórico – Prof. Alessandro Batistella (UPF), IFCH SALA 237
4) Usos, (des)usos e consumos de imagens nas aulas de História – Profa. Flávia Eloisa Caimi (UPF), AUDITÓRIO DA FEAC
5) Arte e História – Prof. Gerson Trombetta (UPF), AUDITÓRIO DO IFCH
6) A música brasileira em tempos de repressão e censura (1964 - 1985) – Msc. Leandro Braz da Costa (UFRGS), IFCH SALA 233
7) Experiências de Pesquisa - Mestrandos do PPGH, IFCH SALA 229

QUARTA
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Conferência (19:30 hs)
A Guerrilha do Araguaia e a Luta Contra a Ditadura
Prof. Dioge A. Konrad (UFSM)

QUINTA
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Jantar de Confraternização pelos 40 anos do curso e 10 do mestrado** (a partir das 19:30 hs)
Show com a Banda Vintage´s Empoerados
Cardápio: galeto, macarrão, salada de maionese, salada mista (folhas e tomate).
Valor R$ 10,00 - aquisição do ingresso na Coordenação do Curso de História.

SEXTA=================
Conferência de encerramento (19:30 hs)
A Revolta da Chibata: a modernização da Marinha de Guerra ea manutenção dos castigos físicos
Prof. Adelar Heinsfeld (UPF)

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MODALIDADES DE INSCRIÇÃO:

* MODALIDADE 1 – R$ 15,00 reais para todas as atividades do evento - exceto jantar por adesão, cuja cobrança é separada (6 períodos – certificado de 24 horas para frequência de 75% no mínimo)

* MODALIDADE 2 – R$ 5,00 reais somente para a Tarde com Autor (1 período – certificado de 4 horas)

FORMAS DE INSCRIÇÃO
1. Diretamente na Coordenação do Curso de História das 19 as 19:30h (responsáveis: David, Luciana, Dilceu, Camila, Gizele) ou diretamente com a profa.Gizele
2. Pagamento via depósito bancário e envio dos dados abaixo, mais cópia do comprovante de depósito para o email historiaupf2010@yahoo.com.br


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MODALIDADES DE INSCRIÇÃO

( ) 1. SEMANA ACADÊMICA (todos os períodos - 24 hs, exceto jantar por adesão) R$ 15,00
( ) 2. AUTOR PRESENTE (somente um turno - 04 hs, vespertino) R$ 5,00
*** JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO - Ingressos disponíveis na Coordenação do Curso de História (Luana) R$ 10,00

OPÇÕES DE MINI-CURSOS
Elencar 3 opções por ordem de preferência.
( ) Movimento dos monges barbudos – Prof. João Carlos Tedesco (UPF)
( ) Futebol e identidades – Prof. Gerson Wasen Fraga (UFFS-Erechim-RS)
( ) Patrimônio Histórico – Prof. Alessandro Batistella – (UPF)
( ) Usos, (des) usos e consumos de imagens nas aulas de História. Profa. Flávia Eloísa Caimi (UPF)
( ) Arte e História – Prof. Gerson Trombetta (UPF)
( ) A música brasileira em tempos de repressão e censura (1964-1985). Msc. Leandro Braz da Costa (UFRGS)
( ) Experiências de Pesquisa – Mestrandos do PPGH-UPF

DEPÓSITO - BANRISUL
AG: 0310
CC: 35.095909.0-3
Carlos Eduardo Pimentel= = = = = = == == = = == = = = = = == = = = = == = = = =

COMISSÃO ORGANIZADORA
Aline Cristina Ribeiro
Camila Guidolin
Carlos Eduardo Pimentel
Caroline Lisboa dos Santos
Cristiano Meirelles
David Anderson Zanoni
Dilceu Pivatto Júnior
Luciana Wietchkoski
Patricia de Fátima Bibiano

Hoje na História: 1792 - Monarquia é abolida na França

A execução de Luis XVI

21/09/2010 - 07:20 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1792 - Monarquia é abolida na França

Na França revolucionária, a Assembleia Legislativa vota em 21 de setembro de 1792 a abolição da monarquia e estabelece a Primeira República. A decisão ocorre um ano depois de o rei Luis XVI relutantemente aprovou uma nova constituição que retirou dele muito de seu poder.

Luis XVI ascendeu ao trono francês em 1774 e desde o início teve de lidar com graves problemas financeiros herdados dos predecessores. Em 1789, a escassez rigorosa de alimentos e a aguda crise financeira levaram à eclosão da Revolução Francesa. Após o término das deliberações da Assembléia Constituinte em 1791, a burguesia passou a uma posição conservadora, por entender que as principais mudanças já haviam sido implementadas. A situação do povo mais pobre, porém, pouco tinha mudado. Os camponeses continuavam sem terra e nas cidades a situação tornava-se cada vez mais desesperadora.

Em agosto de 1792, uma intensa mobilização popular destronou o rei, e depois de elaborar a Carta Magna francesa, a Assembléia Nacional Constituinte dissolveu-se. A Assembléia Legislativa substituiu a Constituinte. Havia a ameaça de intervenção externa, crise econômica e inflação. Em abril de 1792 é declarada a guerra à Áustria e à Prússia e exércitos inimigos chegam a ameaçar Paris. A ala radical proclama a “pátria em perigo” e distribui armas à população. A Comuna de Paris assume o poder e exige da Assembléia o afastamento do rei. Em 10 de agosto de 1792, os parisienses atacam o palácio real, detêm o soberano e exigem que o Legislativo o suspenda ds funções. Esvaziada de seu poder, a Assembléia convoca a eleição de uma Convenção Nacional. A revolução entra numa fase radical. A primeira medida tomada pela Convenção foram a Proclamação da República é a promulgação da nova Constituição. A Convenção contava com o predomínio dos representantes da burguesia.

Entre os revolucionários de 1789, houve divisão. A grande burguesia não queria aprofundar a revolução, temendo o radicalismo popular. Aliada aos setores da nobreza liberal e do baixo clero, formou o Clube dos Girondinos. O nome "girondino" deve-se ao fato de Brissot, principal líder dessa facção, representar o departamento da Gironda. Eles ocupavam os bancos inferiores no salão das sessões. Os jacobinos - assim chamados porque se reuniam no convento de Saint Jacques – queriam aprofundar a revolução, aumentando os direitos do povo. Eram liderados pela pequena burguesia e apoiados pelos sans-culottes, as massas populares de Paris. Ocupavam os assentos superiores no salão das sessões, recebendo o nome de ‘montanha’ (montagnards).

Seus principais líderes foram Robespierra, Danton e Marat. Sua facção mais radical era representada pelos raivosos (enragées), liderados por Jacques Hébert, que queriam o povo no poder. Havia ainda um grupo de deputados sem opiniões muito firmes, que votavam na proposta que tinha mais chances de vencer. Eram chamados de planície ou pântano. Havia ainda os cordeliers (camadas mais baixas) e os feuillants (a burguesia financeira).

Dirigida inicialmente pelos girondinos, a convenção realizava uma política contraditória: era revolucionária na política externa — ao combater os países absolutistas — mas conservadora na interna — ao procurar se acomodar com a nobreza, tentar salvar a vida do rei e combater os revolucionários mais radicais. Nesse primeiro período, foram descobertos documentos secretos de Luís XVI, no Palácio das Tulherias, que provaram o seu comprometimento com o rei da Áustria. O fato acelerou as pressões para que o rei fosse julgado como traidor. Na Convenção, a Gironda dividiu-se: alguns optaram por um indulto, outros pela pena de morte. Os jacobinos, reforçados pelas manifestações populares, exigiam a execução do rei, indicando o fim da supremacia girondina na Revolução. O rei e a rainha Maria Antonieta foram presos em agosto de 1792 e em setembro a monarquia foi abolida. Em janeiro de 1793, Luis XVI foi julgado e condenado à morte por escassa maioria. Nove meses depois foi a vez de Maria Antonieta ser guilhotinada.

Fonte: Opera Mundi

21 de setembro de 1993 – Papa recebe rabino chefe de Israel


21 de setembro de 1993 – Papa recebe rabino chefe de Israel
Enviado por: Alice Melo


No dia 21 de setembro, Castelgandolfo – localidade nos arredores de Roma – sediou um evento histórico: pela primeira vez, um Papa católico se reunia com um dos principais rabinos de Israel visando restabelecer relações diplomáticas entre a Igreja Católica e o Estado judaico.

Neste encontro, o rabino Meir Lau renovou o convite, feito no ano anterior ao Papa João Paulo II, para que este visitasse Jerusalém. “ O Papa admitiu que é seu desejo visitar a Terra Santa e, quando lhe perguntei quando isso aconteceria, ele sorriu e disse que a hora está chegando”, comentou o então líder espiritual da comunidade ashkenazi (judeus procedentes da Europa central).

O encontro entre o Papa e um dos rabinos chefes do Estado Judeu se deu na residência verão de Castelgandolfo. Até então, o último pontífice a visitar a Terra Santa havia sido Paulo VI, em 1964, três anos antes da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel capturou o leste de Jerusalém e a Cisjordânia, lugares em que se encontram territórios sagrados para os cristãos.

O porta-voz do Vaticano, Joaquim Navarro, disse que o encontro foi uma oportunidade para “reafirmar a superação de incompreensões históricas graves”. O rabino usou expressões semelhantes: “Falamos sobre as pontes que se precisa construir sobre as fossas que separam nossas histórias”.

A visita de João Paulo II a Israel estava prevista para depois que as relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Estado de Israel fossem normalizadas. Naquela época, o Vaticano reconhecia o Estado, mas se negou a estabelecer relações oficiais porque as fronteiras do país ainda não estavam bem definidas. No final do ano, no entanto, a diplomacia foi resolvida. A paz selava os séculos de hostilidades entre as duas partes. A histórica visita de João Paulo II à Terra Santa demoraria mais um pouco, mas não falharia: em 2000, o pontífice aterrissava no solo sagrado do Oriente Médio.

Fonte: JBlog

domingo, 19 de setembro de 2010

Pense, Inove e Faça a diferença em sala de aula


Uma nova proposta de trabalho com livro didático será apresentada durante a IV Semana Acadêmica de História. A Comissão Organizadora do evento, em parceria com a Coordenação do Curso de História, Programa de Pós-Graduação em História, Livraria da UPF e Editora Moderna propiciarão um diálogo com a autora da coleção Moderna Plus de História, a prof. Alexandre Alves, para uma conversa sobre as possibilidades do uso didático dos livros e sobre sua experiência profissional.
A Tarde com Autor Presente será realizada no dia 04 de outubro, a partir das 14 horas no Auditório da FEAC, no Campus I da UPF. Para informações sobre as inscrições para a Tarde com Autor Presente, clique aqui.

PROJETO MODERNA PLUS
O Projeto Moderna Plus é composto por um conjunto completo de materiais didáticos integrados entre si, para organizar o estudo e explorar ao máximo todos os conteúdos. O material é composto por:

Livro-texto
Encadernado em três partes separadas, para que o aluno leve para a sala de aula apenas a parte que irá estudar.

Caderno do estudante
Auxilia o aluno na leitura e na organização do estudo, compreensão e fixação dos conceitos estudados, trabalhando de forma integrada ao Livro-texto. Além disso, permite o registro e a consulta rápida dos tópicos mais relevantes.

Suplemento de revisão
Em cada disciplina, este material, destinado ao terceiro ano, traz uma síntese dos principais temas de todo o Ensino Médio, acompanhada de exercícios de vestibulares de todo o Brasil.

Portal Moderna Plus
www.modernaplus.com.br

Para conhecer detalhes do Projeto Moderna Plus - História clique aqui

sábado, 18 de setembro de 2010

Hoje na História - 1960: Um ano após revolução, Fidel Castro visita Nova York


18/09/2010 - 08:00 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1960: Um ano após revolução, Fidel Castro visita Nova York

O comandante Fidel Castro visita em 18 de setembro de 1960 a cidade norte-americana de Nova York, em sua primeira visita aos Estados Unidos após o triunfo da Revolução cubana. Lá ele participou como chefe da delegação de seu país da Assembléia Geral das Nações Unidas. A visita de Fidel despertou sentimentos opostos de admiração e de indignação de vários setores da sociedade norte-americana, chegando ao auge com seu longo discurso na ONU em 26 de setembro.

Durante a estada em Nova York Fidel encontrou-se com numerosos líderes afro-americanos, inclusive Malcolm X da Nação do Islã e o poeta Langston Hughes, sendo recebido com entusiasmo nas reuniões e nos templos dos negros norte-americanos.

Por mais de quatro horas, o comandante cubano fustigou a política de Washington em relação a Cuba e outras nações da América Latina, África e Ásia. Os Estados Unidos, exclamou, “decretaram a destruição” de seu governo revolucionário.

À época em que Fidel chegou à Nova York em setembro de 1960, as relações entre os EUA e Cuba vinham se deteriorando rapidamente. Com o discurso, elas chegaram a um fim. Desde a tomada do poder em 1º de janeiro de 1959, Fidel enfurecera o governo de Washington com sua política de nacionalização das companhias e dos investimentos norte-americanos na ilha caribenha.

Altos funcionários norte-americanos, como o vice-presidente Richard Nixon, acreditavam que Fidel estava se inclinando perigosamente em direção ao comunismo. Entretanto, Fidel somente no ano seguinte viria a proclamar o caráter socialista da revolução e no final do mesmo ano, ele pessoalmente se declararia marxista-leninista.

União Soviética

Em março de 1960, o presidente Dwight D. Eisenhower ordenou à CIA que começasse a treinar exilados cubanos com o fim de derrocar o governo de Fidel. Quando os EUA suspenderam a importação de açúcar cubano em 1960, o governo de Havana voltou-se para a União Soviética, para firmar um acordo de assistência econômica. Os soviéticos mostraram-se alegremente forçados a tal compromisso.

Em janeiro de 1961, a administração Eisenhower cortou oficialmente todas as relações diplomáticas com Cuba.

Baía dos Porcos

Em abril de 1961, pouco tempo após a posse, o presidente John F. Kennedy ordenou a invasão da Baía dos Porcos. Uma força militar formada pelos exilados cubanos no estado da Flórida, armada e treinada pela CIA, desembarcou em Cuba.

O ataque foi um estrondoso fracasso. As tropas cubanas em menos de 72 horas derrotaram os invasores, causando-lhes centenas de baixas e mais de mil prisioneiros. O poder de Fidel e da Revolução se consolidou após a vitória em Playa Girón, o que ele considerou como a primeira derrota do imperialismo em terra latino-americana.

Fidel Castro manteve-se como chefe indiscutido do governo cubano por quase meio século. Ao mesmo tempo, as relações com o poderoso vizinho permaneceram tensas. No final de julho de 2006, por razões de saúde, cedeu temporariamente seu posto ao irmão, Raúl.

Fonte: Opera Mundi

Finda o Ciclo de Cinema





Com o debate do tema O nascimento das nações, foram encerrados os trabalhos do IV Ciclo de Cinema - O cinema revisto pela história na noite de ontem. Os professores Eduardo Svartman, Gizele Zanotto, Adelar Heinsfeld e Gerson Trombetta, a partir dos filmes projetados, avaliaram a questão da constituição das nações. Em especial os Estados Unidos, Haiti e o Brasil foram discutidos pelos debatedores e pelo público presente.