terça-feira, 31 de agosto de 2010

Plebiscito sobre o Limite de Terra no Brasil


O Brasil é o segundo país no mundo que mais concentra terras, perde apenas para o Paraguai. Essa realidade pode começar a mudar com um limite determinado por lei às propriedades rurais. De 1º a 7 de setembro, vote no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra.

Articulado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra irá consultar a população brasileira sobre o tema entre os dias 01 e 07 de setembro, na Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos. Pelo direito à terra e à soberania alimentar: vamos às urnas mostrar nosso poder popular!

A participação popular é um direito do povo, pois ela está na essência do conceito de Estado Democrático de Direito. Ela pode ser exercida pela via indireta, quando se elege pelo voto representantes que exercem o poder político em nome do povo, ou pela via direta, quando a sociedade se manifesta diretamente sobre temas relevantes para o país, por meio de plebiscitos, referendos ou iniciativa popular.

Para votar na Universidade de Passo Fundo dirija-se à urna na sala do DAALL junto ao IFCH.

Mais informações em www.limitedaterra.org.br

Diretório Acadêmico América Latina Livre/UPF
www.daall-ifch.blogspot.com

Digitalização do acervo do Museu Imperial


A Família Real Fazendo Pose

D.Pedro, a família e seus pertences estão fazendo pose para a fotografia. É que o Museu Imperial está disponibilizando todo o seu acervo na internet. A idéia é aproximar o grande público da História do Império Brasileiro. Confira!

O boom de digitalização de arquivos históricos chegou à Família Real Brasileira. D.Pedro e sua família estão agora a um clique de distância de você. No ano em que comemora os seus setenta anos, o Museu Imperial de Petrópolis (Rio de Janeiro) ganhou de presente O Projeto DAMI (Digitalização do Acervo do Museu Imperial), idealizado para disponibilizar todo o acervo da instituição na internet. A idéia é oferecer ao amplo público acesso às imagens das peças e também conteúdo detalhado sobre cada uma. Com isso, o Museu ampliaria bastante o número absoluto de seu acervo atualmente exposto, que não ultrapassa os 7%. Mas esse presentão - comemorado por pesquisadores, estudantes, professores, público geral interessado em história - não é pouca coisa. O projeto está mobilizando vários profissionais.

No total, são onze profissionais, entre museólogos, historiadores e técnicos na área de imagem. As peças são trabalhadas em três laboratórios de digitalização, onde são fotografados e escaneados, inclusive peças frágeis. Segundo o cronograma do Museu, a cada quatro meses serão inserindo novas coleções na base de dados do projeto, objetivando tornar a visita do internauta uma experiência agradável e inovadora, oferecendo, para isso, um número superior a 360 mil itens distribuídos entre peças de natureza arquivística, bibliográfica e museológica.

Segundo a Equipe do Museu Imperial, a digitalização dos acervos de cunho patrimonial constitui "um imperativo às instituições que, reconhecendo a importância do meio virtual na sociedade contemporânea, anseiam por utilizar esta tecnologia como um meio de disseminação e conseqüente democratização do acesso à informação e ao conhecimento." E acrescentam: "a adoção destas novas tecnologias possibilita a implementação de uma eficaz política de preservação e proteção do acervo histórico e artístico, principalmente daqueles itens que se encontram mais frágeis e sujeitos à deterioração, devido ao seu constante manuseio.

O trabalho, porém, ainda está no momento inicial, haja vista a previsão da necessidade de, no mínimo, dez anos para a digitalização completa dos documentos, livros, periódicos e demais objetos de arte e história que compõem o riquíssimo e diverso acervo do Museu Imperial. No momento, O Museu Imperial apresenta a primeira etapa desse Projeto, com a disponibilização de três coleções: a Coleção Carlos Gomes, a Coleção Sérgio Eduardo Lemgruber e a Coleção Visconde de Itaboraí. A primeira coleção, por exemplo, de Carlos Gomes, é composta de 254 itens, dos quais 225 fazem parte do acervo arquivístico, 23 do acervo museológico e 6 do acervo bibliográfico. Essa coleção foi formada a partir de uma doação (legado) feita ao Museu Imperial, em 1947, por Ítala Gomes Vaz de Carvalho, filha do maestro. São documentos impressos e manuscritos, iconografias, objetos tridimensionais (moedas, medalhas, cerâmica, mobiliário, entre outros), livros e folhetos que se relacionam, principalmente, com a trajetória profissional e pessoal de Antonio Carlos Gomes.

A matemática é animadora: até o momento já são mais de trezentos e cinqüenta documentos manuscritos, livros, folhetos, periódicos e objetos tridimensionais, totalizando três mil e noventa e nove imagens. Em setembro, o Projeto prevê a realização da segunda etapa, com a disponibilização de um novo lote pertencente à outras três grandes coleções do arquivo.

No site da instituição (www.museuimperial.gov.br/portal/projeto-dami), o internauta pode ter mais informações sobre cada coleção e, claro, realizar sua própria pesquisa. No site, é possível realizar a busca combinando "Setor de Guarda", "Coleções/Arquivos", "Categoria" e "Período".

Fonte: Café História

Hoje na História - 1969: Golpe militar instaura república na Líbia

31/08/2010 - 07:34 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1969: Golpe militar instaura república na Líbia

Em 1º de setembro de 1969, o capitão Muammar Kadafi, do exército da Líbia, comanda um golpe de Estado contra o rei Ídris I. O monarca foi deposto e Kadafi foi nomeado chefe da instituição governamental, o Conselho do Comando Revolucionário.

Kadafi nasceu numa tenda no deserto líbio em 1942, filho de um fazendeiro beduíno. Estudante talentoso, graduou-se na Universidade da Líbia em 1963 e na Academia Militar líbia em Benghazi em 1965. Um ardente árabe nacionalista, conspirou junto a um grupo de camaradas oficiais para derrocar o rei Idris, que era visto como excessivamente conservador e indiferente ao movimento por uma maior unidade política dos países árabes. À época, no final de agosto de 1969 Kadafi tinha o posto de capitão quando os revolucionários se disseram prontos para o ataque. Esperaram até que o rei Idris se ausentasse do país, tratando de um problema na perna em um spa da Turquia para então derrocar seu governo sem ter de derramar sangue. A monarquia foi abolida e Idris viajou da Turquia à Grécia antes de encontrar asilo no Egito. Morreu no Cairo em 1983.

Mesclando ortodoxia islâmica, socialismo revolucionário e nacionalismo árabe, Kadafi estabeleceu uma ditadura fervorosamente anti-ocidental na Líbia. Em 1970, removeu as bases militares britânicas e norte-americanas, expulsou os italianos e os judeus líbios do país. Em 1973, assumiu o controle das companhias petrolíferas estrangeiras. Restabeleceu as leis islâmicas tradicionais como a proibição de bebidas alcoólicas e os jogos de azar, mas liberou a mulher e lançou programas sociais que melhoraram o padrão de vida na Líbia. Como parte de sua conhecida ambição de unir o mundo árabe, buscou relações mais próximas com os vizinhos árabes, especialmente o Egito. No entanto, quando o Egito e uma ou outra nação árabe começaram o processo de paz com Israel, a Líbia passou a ficar crescentemente isolada.

O governo de Kadafi financiou grupos insurgentes ao redor do mundo, da guerrilha palestina e dos rebeldes muçulmanos filipinos ao Exército Republicano Irlandês (IRA, em inglês). Durante os anos 1980, o Ocidente acusou-o de numerosos ataques terroristas na Europa. Em abril de 1986, a aviação norte-americana bombardeou Trípoli em retaliação à explosão de uma danceteria na Alemanha Ocidental. Kadafi ficou ferido nesta ação e sua filha mais nova foi morta nesse ataque. Em represália, Kadafi ordenou a derrubada de um avião civil da PanAm sobre Lockerbie, Escócia.

No final dos anos 1990, Kadafi buscou tirar a Líbia de seu longo isolamento internacional, entregando ao Ocidente dois suspeitos procurados pela explosão do avião da PanAm. Em resposta, as Nações Unidas suspenderam as sanções contra a Líbia. Os Estados Unidos levantaram seu próprio embargo em setembro de 2004. Após anos de rejeição da parte do mundo árabe, Kadafi buscou também forjar relações mais estreitas com nações africanas não-islâmicas como a África do Sul, apresentando-se como um veterano estadista africano, nacionalista e independente.

Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dica: Blog Pós-Graduando

Pós-Graduando - Tudo sobre a pós-graduação

Site com dicas, tutoriais e muitas informações sobre pós-graduação e sobre elaboração de trabalhos acadêmicos (resenhas, artigos, etc.). Também apresenta temas humorísticos relacionados à vida acadêmica. Visite!

Inscrições para Prova de Comprovação de Competência encerram amanhã

Cada inscrição tem investimento de R$ 22,00 e deve ser realizada no site www.upf.br/competencia até terça-feira, 31 de agosto. Para fazer as provas o acadêmico deve ser vinculado ao curso cuja grade curricular tenha prevista a comprovação de competência em qualquer das áreas: Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras e Informática Básica.

Datas de realização das provas
21 de setembro - Comprovação de competência na Leitura de Textos em Língua Portuguesa
22 de setembro - Comprovação de competência em Leitura de textos em Língua Estrangeira (inglês ou espanhol)
23 de setembro - Comprovação de competência no Uso de Ferramentas Básicas de Informática


Fique atento aos prazos!

Hoje na História: 1918 - Lenin sobrevive a atentado em Moscou


30/08/2010 - 07:20 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1918 - Lenin sobrevive a atentado em Moscou

Em 30 de agosto de 1918, após discursar numa fábrica em Moscou, o líder soviético Vladimir Lenin é alvejado duas vezes por Fanny Kaplan (imagem), membro do Partido Social Revolucionário. Lenin ficou seriamente ferido, mas sobreviveu ao ataque. A tentativa de assassinato desencadeou uma onda de represálias dos bolcheviques contra os social-revolucionários e outros oponentes políticos, enquanto prosseguia a guerra civil na Rússia.

Fanny Iefimovna Kaplan nasceu no seio de uma família de camponeses judeus, de sete irmãos. Converteu-se em revolucionária tardiamente, militando em grupos anarquistas dantes de aderir a um grupo socialista, o Partido Social-Revolucionário. Em 1906, Kaplán participou do atentado frustrado de um servidor público. Foi presa e condenada à prisão perpétua num campo de trabalho forçado na Sibéria. Foi libertada quando a Revolução de Fevereiro depôs o czar. Por causa da prisão, passou a sofrer de enxaqueca e cegueira intermitente.

Depois da Revolução de Outubro, ela acabaria desiludida com Lenin por causa do conflito entre os social-revolucionários e o partido bolchevique. Este tinha um forte apoio entre os sovietes, que Lenin tinha considerado como o único caminho para o governo pós-revolucionario. No entanto, nas eleições para a assembleia constituinte, em novembro de 1917, os bolcheviques não conseguiram maioria absoluta. Um social-revolucionário foi nomeado presidente da assembleia em janeiro de 1918. Nos meses seguintes, os confrontos entre socialistas e bolcheviques levaram ao banimento de todos os partidos exceto o do governo. Kaplan decidiu então assassinar Lenin.

Naquele dia, Lenin tinha acabado de dar um discurso em uma fábrica de Moscou. Quando saiu, antes de entrar no carro, Kaplan gritou seu nome. Ao virar, ela disparou três tiros: um atravessou o casaco de Lenin; os outros dois atingiram o ombro e o pulmão esquerdo dele.

Lenin foi imediatamente levadado para seus aposentos no Kremlin. Temia que houvesse outros conspiradores tramando seu assassinato e, de início, se negou a receber atendimento médica num hospital. Apesar da gravidade dos ferimentos, Lenin sobreviveu, mas não se recuperou totalmente. Acredita-se que o atentado tenha influenciado a série de problemas de saúde que vieram depois.

Kaplan foi presa e interrogada pela Tcheka (polícia política). Sua confissão foi concisa: "Meu nome é Fanny Kaplan. Hoje atirei em Lenin. Fiz isso com meus próprios meios. Não direi quem me forneceu a pistola. Não darei nenhum detalhe. Tomei a decisão de matar já Lenin faz muito tempo. Considero-o um traidor da Revolução". Foi executada em 3 de setembro.

Fonte: Opera Mundi

sábado, 28 de agosto de 2010

28 de agosto de 1978 – Sancionada a Lei da Anistia


28 de agosto de 1978 – Sancionada a Lei da Anistia

Há exatos 32 anos, o Presidente João Figueiredo sancionou a Lei 6.683, popularmente conhecida como Lei da Anistia, durante uma reunião com alguns ministros. A promulgação da lei em agosto de 1978 foi um símbolo do sucesso de uma campanha popular e política de oposição ao regime militar, travada em meados de 1968, quando o “governo revolucionário” aumentara ainda mais a repressão e censura no Brasil, principalmente após ter entrado em vigor o AI-5.

“É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares”, vinha escrito no Artigo 1º.

No Brasil e no mundo não tardou para que beneficiários da nova Lei começassem a voltar para suas casas. Assim que soube por um telex da sanção da nova lei, o juiz Theódulo Miranda, no Recife, mandou soltar imediatamente quatro presos políticos por ela beneficiados. Revogou também os mandados de prisão expedidos contra 101 pessoas, entre as quais Miguel Arraes, Francisco Julião e Gregório Bezerra.

Em Porto Alegre, o Presidente da Câmara Municipal apenas esperou a notícia se confirmar no programa de rádio Voz do Brasil, para que reempossasse em seus mandatos alguns vereadores cassados em 1977 pela Justiça Militar.

Na expectativa de retornar ao Brasil, Leonel Brizola, que estava em Lisboa, logo entrou com pedido para reaver seu passaporte. "Só mesmo quando chegar lá e ouvir português brasileiro à minha volta, ver aquelas caras familiares do nosso povo, é que perceberei que finalmente cheguei em casa. Por enquanto só consigo entender que uma coisa boa me espera", declarou ele.

A nova lei, no entanto, não anistiava a todos os exilados e presos políticos. Estabelecia algumas restrições. A anistia plena e completa apenas viria em 1985, com o restabelecimento do governo civil.

Fonte: JBlog

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Seminário Temático: As muitas Áfricas


Acadêmicas do Curso de Licenciatura em História desenvolvem trabalhos em escola de ensino médio, concretizando uma das metas pedagógicas do curso: transposição do conhecimento histórico às comunidades escolares.
A atividade foi realizada em Ciríaco, RS, no Colégio Estadual Dom Antônio Macedo Costa, com as turmas do terceiro ano do ensino médio, nos dias 12 a 17 de julho de 2010, o “Seminário Temático: As Muitas Áfricas”, com o enfoque crítico sobre a História da África, buscando aprofundar temáticas enfocadas de forma genéricas pela mídia.
Naquela semana foi trabalhada a história, breve, porém, concisa e densa da África, juntamente com seus fatores biológicos, e também lingüísticos, sociológicos e religiosos. Este projeto contou com a organização de Alini Luza Morais, que também ministrou as oficinas de história e sociologia. Ela contou com a colaboração de outras duas universitárias amigas, Juviane Casagrande na parte de Biologia, e Angélica Balzan com a Lingüística.
Buscou-se nesta semana levar até os estudantes do terceiro ano, um conhecimento mais profundo sobre o Continente Africano, assim tornando-os mais conscientes do mundo que os cerca além de prepará-los para o vestibular.

Curso de História realiza Ciclo de Cinema IV

26/08/2010 - 15:57
Curso de História realiza Ciclo de Cinema IV

O curso de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Passo Fundo (IFCH/UPF) promove o Ciclo de Cinema IV: O Cinema revisto pela História. O evento acontece dos dias 13 a 17 de setembro e aborda a temática “O Nascimento das Nações”, articulada com as discussões iniciadas pelo curso de História no primeiro semestre de 2010 sobre o processo do bicentenário das independências na América Latina. O ciclo propõe pensar o processo de constituição, usando como exemplos os Estados Unidos, o Haiti e o Brasil, por meio de uma análise fílmica da questão. As atividades serão desenvolvidas no auditório da Faculdade de Odontologia, Campus I.

Serão realizadas duas mesas redondas para aprofundamento das considerações sobre história, cinema e ensino de história. Uma das professoras envolvidas no evento, Gizele Zanotto explica a ligação entre esses quesitos. “A sociedade contemporânea é marcada pela presença de imagens e pela influência dos meios de comunicação de massa como importantes instrumentos de informação, conhecimento e entretenimento. Assim, acreditamos que também devemos nos voltar para tais recursos midiáticos partindo de um olhar analítico” considera.

O Ciclo é aberto a toda comunidade acadêmica e em geral. As inscrições podem ser feitas na coordenação do curso de História ou no início do evento ao custo de R$ 5,00. Outras informações podem ser obtidas pelo blog do curso, no endereço: www.historiaupf.blogspot.com ou pelo telefone (54) 3316-8336.

Programação:

13/09 – Mesa redonda com Alexandre Maccari Ferreira (UNIFRA) e Ironita P. Machado (UPF) e a temática “História e Cinema: Interfaces”
14/09 – Apresentação do filme Revolution (1985)
15/09 - Apresentação do filme Queimada (1969)
16/09 – Apresentação do filme Macunaíma (1969)
17/09 – Mesa redonda sobre a temática “O Nascimento das Nações em debate” com os professores da UPF, Eduardo Svartman, Gizele Zanotto, Gerson Trombetta e Adelar Heinsfeld.

Fonte: Imprensa UPF

Hoje na História: 1859 - Perfurado o primeiro poço de petróleo nos EUA


27/08/2010 - 07:11 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1859 - Perfurado o primeiro poço de petróleo nos EUA

Em 27 de agosto de 1859, o ‘coronel’ norte-americano Edwin Drake constrói a primeira torre de petróleo na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O líquido jorra quando o poço atinge 23 metros de profundidade. O petróleo era então utilizado como combustível para as lamparinas a óleo, mas pouco depois passou a ser destilado para produzir carburantes como o querosene. Tem início a febre do ouro negro: a descoberta de novas jazidas faria surgir cidades em pleno deserto nos EUA.

Na década de 1850, Benjamin Silliman Jr., professor de química da Universidade de Yale, foi encarregado por um grupo de investidores - entre os quais George Bissell, advogado de Nova York - com um projeto de pesquisa pelo qual receberia 526 dólares. Bissell tinha em mente algo grandioso para o futuro: uma substância conhecida como “óleo de pedra”, nome que a distinguia dos óleos vegetais e das gorduras animais. Ele sabia que o “óleo de pedra” borbulhava nos mananciais ou vazava nas minas de sal da área ao redor do córrego Oil, nas colinas do noroeste da Pensilvânia. Poucos barris dessa substância escura e de cheiro forte eram obtidos por meios primitivos, escumando-a da superfície dos mananciais e dos córregos, ou torcendo trapos ou cobertores embebidos naquele óleo. A maior parte desse minguado suprimento era usada na feitura de remédios.

Bissell e seu grupo acreditavam que o “óleo de pedra” poderia ser exportado em quantidade e processado para se converter num fluido que seria queimado em lampiões como iluminante, que competiria em ótimas condições com os óleos de carvão que então dominavam o mercado. Achavam que se conseguissem obtê-lo em quantidade suficiente, poderiam trazer para o mercado um iluminante barato e de alta qualidade que o homem de meados do século 19 tão desesperadamente necessitava. Estavam convencidos de que poderiam iluminar cidades e fazendas, e quase tão importante, poderiam usar o “óleo de pedra” para lubrificar as peças móveis da nascente era mecânica. No final de 1854, Bissell contratou Silliman para analisar as propriedades do óleo como iluminante e como lubrificante.

Ele ainda lutava para manter de pé sua aventura quando, num dia quente em Nova York, no ano de 1856, viu pela janela a propaganda de um remédio à base do “óleo de pedra” que mostrava várias torres de perfuração, do tipo usado para perfurar poços de sal. Surgiu-lhe a idéia: por que continuar escavando e não perfurar para obter o “óleo de pedra”?

Escolheu um certo Edwin L. Drake, que não era militar, mas passou a ser citado como coronel para atender a circunstâncias para viajar a Titusville e iniciar a exploração. Na primavera de 1959, já estando na cidade há meses, escreveu para Bissell: “Não devo mais escavar manualmente. A perfuração sai mais barato. Mas imploro que mandem dinheiro se for para fazer alguma coisa ...”

Drake não tinha recebido ainda a carta de crédito quando, na tarde do sábado, 27 de agosto, a broca atingiu uma fenda a 23 metros de profundidade, e deslizou mais uns 15 centímetros. O trabalho de perfuração foi suspenso. No dia seguinte, havia um fluido escuro boiando na água. Na segunda-feira, quando Drake chegou, acoplou uma bomba comum ao poço e começou a fazer exatamente o que fora motivo de zombaria: bombear o líquido. No mesmo dia, recebeu o dinheiro de Bissell e a ordem de fechar o “troço”. Uma semana antes, teria concordado. Agora, não. A simplicidade das medidas de Drake tinha liquidado todas as dúvidas. Havia encontrado petróleo.

*Com infomações de “O Petróleo – uma história de ganância, dinheiro e poder” de Daniel Yergin – Scritta Editorial, organização e edição brasileira de Max Altman.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Parabéns Profa. Flávia!

Cotidiano em Debate: Haiti


Haiti: uma história além dos escombros
Debatedores:
Prof. Adelar Heinsfeld
Prof. Mário Maestri

Quando: Sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Horário: a partir das 19:30 horas
Onde: Auditório do CET - B3 (antigo IFCH)
Inscrição: R$ 2,00 (no DAALL) para os que tiverem interesse em certificado

Participe!!!

Hoje na História: 1789 - França aprova Declaração dos Direitos do Homem


26/08/2010 - 07:42 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1789 - França aprova Declaração dos Direitos do Homem

Em 26 de agosto de 1789, após seis dias de discussão, o texto definitivo da “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” é aprovado pela Assembleia Nacional constituinte.

Inebriados por suas sucessivas vitórias perante o rei Luís XVI, os parlamentares franceses, então encarregados de redigir uma constituição, decidiram elaborar uma “declaração de direitos” que servisse de preâmbulo à nova carta. Após um intenso trabalho de burilagem, o texto definitivo foi apresentado, em forma de 17 artigos.

A aparência de decálogo que a declaração assumiu devia-se ao passado cristão dos parlamentares, que, apesar de se declararem seguidores do anticlerical Voltaire e do Iluminismo, haviam quase todos passado sua vida escolar nos bancos dos colégios religiosos.

Tratava-se de dar ao povo francês um "catecismo cívico", tão apregoado por Jean-Jacques Rousseau, uma espécie de secularização dos Dez Mandamentos. Sobressaem na declaração os assim considerados direitos naturais e imprescritíveis do homem: liberdade, prosperidade, segurança, resistência à opressão.

Os representantes do povo francês, reunidos em Assembleia Nacional, tendo em vista que a ignorância, o esquecimento ou o desprezo dos direitos do homem são as únicas causas dos males públicos e da corrupção dos governos, resolveram declarar solenemente os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem, a fim de que esta declaração, sempre presente em todos os membros do corpo social, lembrasse permanentemente seus direitos e seus deveres; a fim de que os atos do Poder Legislativo e do Poder Executivo, podendo ser a qualquer momento comparados com a finalidade de toda a instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reivindicações dos cidadãos, doravante fundadas em princípios simples e incontestáveis, se dirijam sempre à conservação da constituição e à felicidade geral.

Em razão disto, a Assembléia Nacional reconhece e declara, na presença e sob a égide do Ser Supremo, os seguintes direitos do homem e do cidadão:

Art.1º. Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum.

Art. 2º. A finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a prosperidade, a segurança e a resistência à opressão.

Art. 3º. O princípio de toda a soberania reside, essencialmente, na nação. Nenhuma operação, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane expressamente.

Art. 4º. A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo. Assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei.

Art. 5º. A lei não proíbe senão as ações nocivas à sociedade. Tudo que não é vedado pela lei não pode ser obstado e ninguém pode ser constrangido a fazer o que ela não ordene.

Art. 6º. A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.

Art. 7º. Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescritas. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário torna-se culpado de resistência.

Art. 8º. A lei apenas deve estabelecer penas estrita e evidentemente necessárias e ninguém pode ser punido senão por força de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada.

Art. 9º. Todo acusado é considerado inocente até ser declarado culpado e, se julgar indispensável prendê-lo, todo o rigor desnecessário à guarda da sua pessoa deverá ser severamente reprimido pela lei.

Art. 10º. Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.

Art. 11. A livre comunicação das idéias e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do homem. Todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na lei.

Art. 12. A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública. Esta força é, pois, instituída para fruição por todos, e não para utilidade particular daqueles a quem é confiada.

Art. 13. Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração é indispensável uma contribuição comum que deve ser dividida entre os cidadãos de acordo com suas possibilidades.

Art. 14. Todos os cidadãos têm direito de verificar, por si ou pelos seus representantes, da necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente, de observar o seu emprego e de lhe fixar a repartição, a coleta, a cobrança e a duração.

Art. 15. A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração.

Art. 16. A sociedade em que não esteja assegurada a garantia dos direitos nem estabelecida a separação dos poderes não tem constituição.

Art. 17. Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade pública legalmente comprovada o exigir e sob condição de justa e prévia indenização.

Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Evento: Teatro, Música, Psicanálise

O Retorno do Rei

Plebiscito realizado em 1993 para a definição do sistema e regime de governo no Brasil reabriu uma antiga discussão em torno da Família Real Brasileira e provocou reflexões a respeito da república brasileira

Você já imaginou o Brasil sendo novamente uma monarquia? Já imaginou ser governando por um Rei assessorado por um primeiro-ministro e não mais por um presidente? Pois em abril de 1993, muita gente imaginou isso. É que naquele ano, tendo em vista uma determinação da Constituição de 1988, realizou-se no país um plebiscito nacional e oficial para que os eleitores escolhessem entre o parlamentarismo e presidencialismo e também para que as pessoas opinassem se o país deveria continuar sob o regime republicano ou restaurar a monarquia. O plebiscito, claro, não chegou nem perto de ameaçar o sistema presidencialista ou muito menos de assustar o regime republicado, como ficou provado com resultado expressivo das urnas. Mas ele teve uma repercussão que talvez muita gente não esperasse. Provocou reflexões sobre o Brasil republicano, animou o até então desconhecido grupo de monarquistas brasileiro e despertou a curiosidade de milhares de apaixonados por história.

O texto do Art. 2º. da Constituição Brasileira de 1988 estava bem claro no Título X, Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: "no dia 7 de setembro de 1993 o eleitorado definirá, através de plebiscito, a forma (república ou monarquia constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) que devem vigorar no País." Quatro anos depois, em 1992, tal desejo fora renovado com uma emenda constitucional (nº 2, de 25 de agosto de 1992), informando que a consulta deveria ser realizada no dia 21 de abril de 1993 e seus resultados entrando em vigência em 1º de janeiro de 1995. Para alguns, se tratava de uma perda de tempo, algo sem sentido e que somente iria consumir dinheiro e paciência do eleitor. Para outros, tratava-se de uma questão legítima, devendo ser discutida com seriedade. Independente destas opiniões, o plebiscito aconteceu e, contrariando o que muita gente esperava, ele deu o que falar.
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Fonte: Café História

24 de agosto de 1992 – CPI abre caminho para impeachment de Collor


Hoje na Historia - JBlog - Jornal do Brasil
24 de agosto de 1992 – CPI abre caminho para impeachment de Collor
24/08/2010 - 00:01 | Enviado por: Alice Melo

No mesmo dia em que uma passeata promovida pelo PDT, liderada por Brizolla, reunia mais de 2 milhões de pessoas no centro do Rio de Janeiro a favor do impeachment de Collor, a Comissão Parlamentar de Inquérito do PC concluiu, por meio de relatório, que o então Presidente teve conhecimento das atividades ilegais de PC Farias e foi omisso no “seu dever funcional de zelar pela moralidade pública”.

Por considerar que Collor recebeu “vantagens econômicas indevidas”, o documento deixou aberto o caminho para que a Procuradoria Geral da República processasse o presidente por corrupção passiva e que a Câmara dos Deputados instaurasse seu processo de impeachment, que seria concluído no fim do ano. Ao final das cinco horas de leitura das 360 páginas do relatório, o relator, então Senador Amir Lando (PMDB), declarou: “Espero que esta nação não fuja dessas verdades”.

“Ficou evidente que o Sr. Presidente da República recebeu vantagens econômicas indevidas, quer sob forma de depósitos bancários feitos nas contas de sua secretária Ana Aciole, da sua esposa, da sua ex-mulher, da sua mãe e da sua irmã, quer sob a forma de recursos financeiros para aquisição de bens (...). Recursos estes originários direta ou indiretamente do Sr. Paulo César Farias. Omitiu-se em conseqüência, o Chefe do Estado do seu dever funcional de zelar pela moralidade pública e de impedir a utilização de seu nome por terceiros para lograrem enriquecimento sem causa”, vinha em um trecho do relatório.

As denúncias contra Collor, investigadas pela CPI, partiram de seu irmão, Pedro Collor, que meses antes havia desmascarado um esquema de corrupção e tráfico de influência operado por Paulo César Farias, tesoureiro de sua campanha presidencial, o que ficou conhecido como “Esquema PC”. Em dezembro, mesmo após a abdicação de Collor à Presidência, o mesmo foi condenado pela Justiça e teve seu mandato cassado e suspenso por oito anos. Eleito como Senador em 2006, hoje Collor é candidato ao governo de Alagoas, pelo PTB.

Fonte: JBlog

Hoje na História: 1572 - Massacre da noite de São Bartolomeu aterroriza a Fran


24/08/2010 - 07:28 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1572 - Massacre da noite de São Bartolomeu aterroriza a França

Em 24 de agosto de 1572, começa em Paris o massacre da noite de São Bartolomeu, cometido contra protestantes reunidos para o casamento de seu líder Henrique de Navarra com Margarida Valois. As matanças, organizadas pela casa real francesa, duraram vários meses e se espalharam por outras cidades francesas, resultando na morte de entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses, chamados huguenotes.

Dois dias antes, a tentativa de assassinato de Gaspard de Coligny, almirante francês e líder huguenote, provavelmente organizado pelos Guise – poderosa família católica com muita influência ao longo do século XVI –, havia gerado um perigoso clima de tensão.

O massacre veio dois anos depois do tratado de paz de Saint-Germain, pelo qual a rainha Catarina de Médici havia oferecido tréguas aos protestantes. Catarina temia ser derrocada pelos Guises, descontentes com sua política de conciliação e condescendência com os protestantes. Ela desconfiava igualmente da influência de Coligny sobre seu filho, Charles IX. Por essa razão, ela se antecipou aos católicos ordenando o massacre dos líderes protestantes.

Quando o campanário da igreja de Saint-Germain-l’Auxerrois ressoou, os parisienses se atiraram sobre os protestantes: homens, mulheres e crianças.

Anteriormente

Poucos dias antes, era calmo o ambiente na capital. Celebrara-se um matrimônio real, que deveria encerrar um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e huguenotes. Os noivos eram Henrique, rei de Navarra e chefe da dinastia dos huguenotes, e Margarida Valois, princesa da França, filha do falecido Henrique II e de Catarina de Médici.

Margarida era irmã do rei Carlos IX. Alguns milhares de huguenotes de todo o país – a nata da nobreza francesa – foram convidados a participar das festas de casamento em Paris. Uma armadilha sangrenta, como se constataria mais tarde.

A guerra entre católicos e protestantes predominou na França durante anos, com assassinatos, depredações e estupros. O casamento fora marcado para acabar com essa situação.

A cerimônia não foi realizada na catedral. O noivo protestante não deveria entrar na Notre Dame, ou assistir à missa. Diante do portal ocidental da catedral, foi construído um palco sobre o rio Sena, no qual se celebrou o matrimônio. Margarida não respondeu com um "sim" à pergunta se desejava desposar Henrique, mas com um aceno positivo com a cabeça. Como era comum na época, o casamento tinha motivação exclusivamente política.

Contexto

No século XVI, o maior esteio da França não era o rei, mas sim a Igreja. E ela estava inteiramente dominada pela nobreza católica. Uma reforma do clero significaria, ao mesmo tempo, o tolhimento do poder dos príncipes. Assim, a nobreza – tendo à frente os Guise – buscava a preservação do status quo.

Os Guise observavam com profunda desconfiança a cerimônia ao lado da Notre Dame. O casamento foi realizado por determinação da poderosa rainha Catarina – uma mulher fria, detentora de um marcante instinto de poder.

Poucos dias depois da cerimônia, o almirante Coligny sofreu um atentado em rua aberta. O líder huguenote teve apenas ferimentos leves. Ainda assim, os huguenotes pressentiram uma conspiração. Estava em perigo a trégua frágil, lograda através do casamento. Por trás do atentado, estavam os Guise e Catarina. O casamento era parte de um plano preparado a longo prazo. Carlos, o rei com olhar de louco, ficou furioso ao saber do atentado a Coligny, seu conselheiro e confidente. Os católicos espalharam então o boato de que os huguenotes estavam planejando uma rebelião para vingar-se do atentado.

Carlos foi pressionado pela mãe e vacilou. Mas cedeu, finalmente, e ordenou a execução de Coligny. O rei exigiu um trabalho completo: não deveria sobrar nenhum huguenote que pudesse acusá-lo posteriormente do crime. Coligny foi assassinado com requintes de crueldade na noite de São Bartolomeu. Com ele, outras milhares de pessoas que professavam a mesma fé.

Henrique de Navarra sobreviveu à noite de São Bartolomeu nos aposentos do rei, que tinha dado a ordem para o massacre. Henrique teve de renegar sua fé e foi encarcerado no Louvre. Quatro anos mais tarde, ele conseguiu fugir. Retornou ao seu reino na Espanha e, anos depois, subiu ao trono francês.

Henrique, que permaneceu católico, mas irmão espiritual dos huguenotes, concedeu-lhes a igualdade de direitos políticos através do Édito da Tolerância de Nantes. Uma compensação tardia para os huguenotes. Henrique defendia a coesão do país: "A França não se dividirá em dois países, um huguenote e outro católico. Se não forem suficientes a razão e a Justiça, o rei jogará na balança o peso da sua autoridade."

Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Viagem para a Colônia do Sacramento

Roteiro: Passo Fundo - Montevidéo - Colônia - Rivera - Passo Fundo
Três pernoites em Montevidéo
Um dia de passeio em Colônia
Passeio em Rivera
Saída 08 de outubro, as 22:30 min na UPF
Retorno dia 12 de outubro
Valor: R$ 450,00 (ônibus e hotel com café da manhã)

Interessados devem procurar alunos do VIII Nível do Curso de História (formandos)
Fones: 9608-1908 Mateus
9157-3348 Luiza
9154-4802 Jeferson

Evento: Experiência Missioneira: território, cultura e identidade



Hoje na História: 1939 - É assinado o pacto Molotov-Ribbentrop

23/08/2010 - 08:08 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1939 - É assinado o pacto Molotov-Ribbentrop

Em 23 de agosto de 1939 a União Soviética e a Alemanha assinam, em Moscou, um pacto de não-agressão, válido por 10 anos. Contudo, ambos os chefes de Estado – Josef Stalin e Adolf Hitler –, a despeito das aparências, estavam jogando conforme suas necessidades políticas e estratégicas.

Um protocolo secreto repartia as respectivas zonas de influência na Europa do leste. Hitler, que desta maneira obtinha a neutralidade da União Soviética, declararia guerra e invadiria a Polônia nove dias depois, em 1º de setembro. Stalin se aproveitaria então para avançar sobre a Finlândia, anexar os países bálticos e invadir a Romênia. O pacto seria rompido quando Hitler lançou um ataque contra a União Soviética em 22 de junho de 1941.

Após a invasão da Tchecoslováquia pela Alemanha, a Grã Bretanha teria de tomar a crucial decisão de em que medida deveria intervir militarmente para conter a expansão germânica decidida por Hitler. O primeiro-ministro Neville Chamberlain, a princípio indiferente à ocupação por Hitler dos Sudetos, área de expressão alemã da Tchecoslováquia, de repente abriu os olhos quando a Polônia se tornou seriamente ameaçada. Era lógico que a Grã Bretanha se veria obrigada a socorrer a Polônia na eventualidade de uma invasão alemã. Mas ele queria, e necessitava, de um aliado.

A única potência grande o suficiente para deter Hitler e com um avultado interesse em assim agir, era a União Soviética. No entanto, as relações de Stalin com o governo britânico estavam bastante frias depois que seu esforço de criar uma aliança com a Grã Bretanha e a França contra a Alemanha nazista havia sido rechaçado um ano antes. Além do mais, os líderes poloneses no exílio em Londres, quase todos ultra-conservadores, não queriam saber da perspectiva de terem a União Soviética como sua guardiã. Para eles, seria simplesmente uma ocupação por outro regime considerado opressor.

Hitler acreditava que a Grã Bretanha jamais iria atacá-lo sozinha, de modo que decidiu conter seu temor e ódio ao comunismo e tentar granjear a amizade do chefe soviético, desse modo quebrando a iniciativa britânica. Ambos os lados mantinham-se extremamente desconfiados um do outro, tentando discernir os motivos por detrás da aproximação. Porém, Hitler tinha pressa. Seus planos de invadir a Polônia já estavam decididos de maneira que deveria agir rapidamente antes que o Ocidente pudesse concordar com um front unificado – Inglaterra, França e União Soviética. Concordando basicamente em fatiar partes da Europa Oriental – deixando cada lado livre para agir – o ministro do Exterior de Hitler, Joachim von Ribbentrop, voou para Moscou e assinou o Pacto de Não-Agressão com o ministro do Exterior da União Soviética, Viatsheslav Molotov (razão pela qual o pacto é historicamente conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop).

Defensores do bolchevismo em todo o mundo tiveram sua visão romântica do “internacionalismo socialista” abalada. Estavam ultrajados e não admitiam que Stalin pudesse estabelecer qualquer tipo de ligação com o ditador nazi-fascista.

Motivações

Exatamente três anos depois da assinatura do pacto, em agosto de 1942, “nas primeiras horas da manhã”, como relatou mais tarde Winston Churchill, Stalin deu ao primeiro-ministro britânico, então numa missão em Moscou, algumas das razões para sua decisão: “Tivemos a impressão que os governos inglês e francês não estavam resolvidos a ir à guerra se a Polônia fosse atacada, mas que esperavam que o alinhamento diplomático da Inglaterra, França e Rússia deteria Hitler. Estávamos certos de que tal não aconteceria.”

“Quantas divisões”, Stalin perguntara, “enviará a França contra a Alemanha mobilizada?” A resposta seria: “perto de 100”. Então indagou: “Quantas enviará a Inglaterra?” A resposta foi “Duas, e duas mais tarde”. “Ah, duas, e duas mais tarde”, Stalin repetiu. “Sabe”, perguntou ele “quantas divisões teremos de colocar na frente russa se formos à guerra contra a Alemanha?” Houve uma pausa. “Mais de 400”.

Fonte: Opera Mundi

domingo, 22 de agosto de 2010

Divulgação dos eventos do curso

A Coordenação do Curso de História solicita aos acadêmicos voluntários, com disponibilidade de auxiliarem na divulgação dos Projetos de Extensão, que apresentem-se na UPF nesta quarta e quinta-feiras, a partir das 14 horas, para distribuição e execução das tarefas.

Participe das atividades, façamos juntos um Curso sempre melhor!
Venha Fazer História!!!

Inscrições para a XX Mostra de Iniciação Científica seguem até 23/8

20/08/2010 - 16:06
Vigésima edição do evento acontece de 9 a 12 de novembro, no Campus I

As inscrições para a XX Mostra de Iniciação Científica (MIC) da Universidade de Passo Fundo (UPF) estão abertas e devem ser realizadas até esta segunda-feira, dia 23 de agosto. O valor da inscrição é de R$ 40,00 por participante, com direito ao certificado de apresentação, um exemplar dos anais do evento em CD-ROM e camiseta. Para ouvintes, o valor da inscrição é de R$ 15,00, com direito ao certificado de participação e a um exemplar dos anais do evento em CD-ROM. Para se inscrever é necessário acessar o site www.upf.br/mic.

Com o tema “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”, a vigésima edição do evento acontece de 9 a 12 de novembro, no Campus I da instituição. A MIC tem por objetivo complementar a formação do jovem pesquisador; promover a integração científica entre discentes e docentes; promover a discussão sobre ciência para o desenvolvimento sustentável; socializar o conhecimento gerado nas pesquisas desenvolvidas na UPF; e realizar o intercâmbio e a troca de informações entre os alunos de Iniciação Científica da UPF e as demais instituições. Podem participar bolsistas e voluntários de iniciação científica, acadêmicos de graduação vinculados a projetos de pesquisa, estudantes, pesquisadores, professores e comunidade em geral.

A iniciação científica visa à formação de novos pesquisadores, incentivando talentos potenciais entre estudantes de graduação, possibilitando a aprendizagem de técnicas e métodos científicos. A pesquisa na graduação estimula o desenvolvimento do pensamento crítico e da criatividade, decorrentes do confronto direto com os problemas de pesquisa. Objetiva, também, a formação de um profissional mais qualificado, capaz de se adequar com competência ao dinâmico mercado de trabalho.

Na UPF, a iniciação científica se dá pela dedicação voluntária de alunos que desejam descobrir novos conhecimentos, ou através da inserção em programas de bolsas de iniciação científica oferecidas pela UPF (Pibic/UPF) e órgãos de fomento à pesquisa estadual (Fapergs) e federal (Pibic/CNPq). Além desses programas de bolsas, a UPF possui o Programa de Voluntários de Iniciação Científica (Pivic), de modo a cadastrar alunos envolvidos em pesquisas institucionalizadas, que não possuem bolsas de iniciação científica, bem como o programa PIBIC/EMPRESA, fruto de parceria entre a UPF e instituições públicas ou privadas, visando proporcionar aquisição de bolsas, material de consumo e permanente para o desenvolvimento de pesquisas em áreas de interesse da empresa parceira.

A programação completa do evento e mais informações podem ser obtidas no site www.upf.br/mic.

Fonte: Imprensa UPF

Documentos revelam como a CIA salvou Leonel Brizola


22/08/2010 - 08h00
Documentos revelam como a CIA salvou Leonel Brizola
GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE


O historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira encontrou os rastros da operação norte-americana para salvar Leonel Brizola (1922-2004) em documentos guardados no Arquivo Nacional, em Brasília.

Autor do livro "O Governo João Goulart - As lutas sociais no Brasil" (Ed. Unesp) e "Presença dos Estados Unidos no Brasil" (Civilização Brasileira), Bandeira afirma que o presidente Jimmy Carter (que governou os EUA entre 1977 e 1981) usou a CIA (Central Americana de Inteligência) para proteger Brizola e desgastar a ditadura brasileira (1964-85), com a qual Washington vivia uma fase de atritos.

Aposentado, Moniz Bandeira vive na Alemanha. Ele foi professor de história da política exterior do Brasil na Universidade de Brasília e professor visitante nas universidades de Heidelberg (Alemanha), Estocolmo (Suécia) e Buenos Aires (Argentina).

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida pelo historiador ao caderno Ilustríssima.

Folha - Brizola nacionalizou companhias norte-americanas quando governador do Rio Grande do Sul (1959-63) e era considerado inimigo dos interesses de Washington na América do Sul. Por que Washington montou uma operação para protegê-lo?
Luiz Alberto Moniz Bandeira - Creio que o governo do presidente Jimmy Carter já havia estabelecido um entendimento com Brizola antes de sua expulsão do Uruguai, a fim de jogá-lo como carta contra o governo militar do presidente Ernesto Geisel (1974-79), que já não mais lhe convinha. O governo Geisel firmou acordo nuclear com a Alemanha, reconheceu os governos revolucionários de Angola e Moçambique [em 1975], apoiou a classificação do sionismo como racismo e denunciou o acordo militar Brasil-EUA, de 1952. Trata-se de uma hipótese.

Folha - A expulsão de Brizola do Uruguai foi resultado de pressão do governo brasileiro ou de algum setor influente no regime militar?
Luiz Alberto Moniz Bandeira - Não creio, absolutamente, que a expulsão de Brizola resultasse de uma pressão do governo brasileiro. Tudo indica, sim, que a pressão partiu do setor militar ligado ao general Sylvio Frota, ministro do Exército, que tramava um golpe contra Geisel por divergir radicalmente de suas diretrizes políticas, sobretudo na política exterior. O próprio Geisel, em suas memórias, insinuou claramente que a pressão sobre o governo militar do Uruguai partiu dessa facção vinculada a Frota.

Folha - O relatório do Ciex (Centro de Informações do Exterior, ligado ao Ministério das Relações Exteriores) número 242/77 mostra que Paulo Cavalcanti Valente, um jornalista asilado em Montevidéu e amigo de Brizola, foi contatado em maio de 1977 para articular uma reunião entre ele e diplomatas americanos. Já havia interesse dos EUA em oferecer o asilo antes mesmo da expulsão de Brizola (ocorrida em setembro do mesmo ano)?
Luiz Alberto Moniz Bandeira - Sim, tudo indica que já havia entendimento prévio. Há indícios que tendem a confirmar essa hipótese. O que me parece muito estranho é o fato de o relatório do Ciex informar que Paulo Cavalcanti Valente recebeu diversas cartas pela mala diplomática dos EUA, e a sugestão de que procurasse Brizola e estudasse a possibilidade de um contato seu com membros da Embaixada americana. Esse informe leva a crer, se comprovado por outro documento, que Paulo Cavalcanti Valente, em Montevidéu, estava infiltrado entre os asilados, trabalhando para a CIA. Valente era sobrinho do ex-deputado Tenório Cavalcanti, eleito pela UDN-RJ e conhecido como o "deputado pistoleiro", "o homem da capa preta", embaixo da qual transportava sempre uma metralhadora portátil. Sua candidatura ao governo do Estado da Guanabara, em 1960, foi provavelmente articulada e encorajada pela CIA, a fim de tirar votos do candidato do PTB, o deputado Sérgio Magalhães, percebido como homem de esquerda, nacionalista, e favorecer a eleição de Carlos Lacerda, candidato da UDN.

Folha - Amigos de Brizola relataram que ele achava que por trás da expulsão pela ditadura uruguaia havia um interesse da ditadura brasileira de prendê-lo ou mesmo matá-lo. O sr. considera isso plausível?
Luiz Alberto Moniz Bandeira - O interesse na sua expulsão do Uruguai, para forçá-lo a regressar ao Brasil por falta de opção de asilo, partiu certamente não do presidente Geisel, mas do setor militar liderado pelo general Frota. Se Brizola entrasse no Brasil, fosse preso ou fosse morto por militares, possibilidade esta que Frota recordou em suas memórias haver advertido o presidente Geisel, seria um pretexto efetivo para o golpe que ele pretendia desfechar.

Folha - O que pode explicar o fato de Brizola e a mulher terem sido levados para o apartamento na Calle Uruguay, em Buenos Aires, e não para um hotel?
Luiz Alberto Moniz Bandeira - Sem dúvida, o governo americano não podia retirar Brizola do Uruguai, fazê-lo entrar na Argentina para tomar o avião no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, sem lhe dar o máximo de segurança. Daí a necessidade de alojá-lo, para passar a noite, em um apartamento reservado, secreto, da Embaixada americana ou, mais precisamente, da CIA. Os serviços de inteligência, particularmente a CIA, mantêm em alguns países e em certos casos, apartamentos de segurança

Folha - Que papel é possível supor para a CIA nesta operação?
Luiz Alberto Moniz Bandeira - Em todas as embaixadas e consulados dos EUA há agentes da CIA exercendo aparentemente funções diplomáticas, com passaporte diplomático, para ter imunidade e impedir a prisão. Decerto foram os que acompanharam Brizola, a fim de garantir sua entrada na Argentina, cuja ditadura militar (1976-83) lhe negara o visto de entrada, e protegê-lo contra qualquer eventual atentado, porquanto era Buenos Aires, a cidade onde a Operação Condor estava em franca execução, havendo assassinado o general Carlos Prats, ex-ministro do presidente Salvador Allende, no Chile, e sua esposa Sofia, em 1974; os parlamentares uruguaios Zelmar Michelini e Héctor Gutiérrez Ruiz, em maio de 1976; o general Juan José Torres, ex-presidente da Bolívia, em 2 de junho de 1976, entre dezenas de outros políticos e militantes da oposição. Daí a necessidade de dar cobertura a Brizola na sua passagem e durante sua permanência, por 24 horas, naquela cidade.

Fonte: Folha

Livro de Peter Burke mostra Gilberto Freire nos debates de sua época

Livro de Peter Burke mostra Gilberto Freire nos debates de sua época

“Gilberto Freyre (1900-1987) não é um estudioso de um livro só”, disse o historiador britânico Peter Burke. Para ele, as obras e diversas atividades intelectuais do pensador não devem ser reduzidas apenas a obra “Casa Grande e Senzala”, publicada em 1933. “Ele atuou como sociólogo, antropólogo, historiador, político e não se afugentou de responder aos debates de sua época”, complementa. Com essas afirmações o historiador abriu o Debate “Repensando os trópicos – um retrato intelectual de Gilberto Freyre”, promovido pelo Centro de Documentação e Memória da Unesp (Cedem) . O evento foi realizado na sede do centro, na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 12 de agosto (quinta-feira). O debate contou com a participação da cientista política Elide Rugai Bastos, professora da Unicamp, do doutorando em História Thiago Lima Nicodemo, pela USP, como debatedores, a coordenadora do Cedem Célia Reis Camargo, também professora da Faculdade de Filosofia e Ciências, câmpus de Marília, como mediadora. Burke e a historiadora brasileira Maria Lúcia Pallares-Burke apresentaram as motivações e as intenções de se fazer um livro sobre Freire. Eles escreveram a obra que deu o nome ao debate (Repensando os trópicos: um retrato intelectual de Gilberto Freyre, Editora Unesp, São Paulo – 2009, tradução de Fernanda Veríssimo).

Escrito originalmente em inglês, o livro pretende apresentar o intelectual brasileiro para o público europeu e norte-americano, que pouco ou nada conhece sobre ele, segundo Burke. Assim, os historiadores não só relatam o desenvolvimento cronológico de Freyre, como também por temas, como raça, culturalismo, sexo. “Mostramos também de forma crítica as posições controversas do pensador, como o apoio ao regime totalitário de Salazar (1889-1970), em Portugal, e ao golpe militar de 1964, no Brasil”, contou Maria Lúcia.

Para descrever essa trajetória, os pesquisadores se debruçaram por toda a obra de Freyre, desde livros, artigos publicados, cartas ou bilhetes, e até anotações nas páginas dos livros lidos por ele. “É muito difícil trabalhar a biografia deste intelectual que construiu uma auto-imagem e a propagou. Os autores conseguiram ir além e trazem um pensador com suas contradições”, avaliou Elide.

Assessoria de Comunicação e Imprensa Unesp

22 de agosto de 1981 – Morre Glauber, o gênio do cinema brasileiro


22 de agosto de 1981 – Morre Glauber, o gênio do cinema brasileiro
22/08/2010 - 00:01 | Enviado por: Alice Melo

Exilado em Portugal desde o início da década de 70, Glauber Rocha, o maior cineasta que o Brasil já teve, voltou a seu país para morrer. Transferido já doente de Lisboa para uma clínica no Rio de Janeiro, com septicemia e choque bacteriano, Glauber resistiu três dias até que a morte o levasse de vez. “Um dos mais extraordinários, lúcidos e honestos intelectuais desse país”, escreveu o médico no atestado de óbito do Homem.

Controvertido, polêmico, considerado dos mais geniais cineastas brasileiros, Glauber foi, em seu funeral, protagonista também de um filme. Ele que procurou fazer da morte de Di Cavalcanti uma obra de arte, que revolucionou o cinema brasileiro, seria desta vez o tema de uma homenagem, registro indispensável decidido por cineastas e representantes da Embrafilme.

Gênio, louco, radical, apocalíptico, caótico, santo guerreiro ou dragão da maldade, Glauber parece ter sido um produto de suas contradições. Foi o mais importante nome da história do nosso cinema e reconhecia isso. Desde que Fritz Lang (Metrópolis, 1927) e Luis Buñuel (O cão Andaluz, 1928) reconheceram em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963) uma obra-prima ao nível das melhores já produzidas no mundo, nunca mais teve dúvidas de sua genialidade. Com Deus e o Diabo ganhou prêmio de melhor diretor em Cannes, no ano seguinte, por unanimidade.

Em Terra em Transe (1967), no entanto, Glauber recebeu críticas negativas ferrenhas dos intelectuais brasileiros, que acusaram-no de louco, mistificador ou irresponsável. Ali Glauber critica a conjuntura brasileira pré-golpe de 64, incluindo todos os que participaram, de alguma forma deste processo, incluindo camadas da esquerda brasileira.

“Os senhores que antes me chamaram de gênio, agora me chamam de burro. Devolvo a genialidade e a burrice. Sou um intelectual subdesenvolvido como os senhores, mas, diante do cinema e da vida, tenho pelo menos coragem de proclamar minha perplexidade”, escreveu ele.

As críticas não contiveram o gênio. Logo depois, lançou Câncer, O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, Cabeças Cortadas, todas obras-primas, premiadas, discutidas e reverenciadas por críticos e espectadores do mundo inteiro.

Fonte: JBlog

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Projeto de Digitalização do jornal “Ultima Hora”


Extra, Extra!
Projeto de Digitalização do jornal “Ultima Hora” facilita a vida de pesquisadores ao disponibilizar o acervo de um dos veículos de comunicações mais importantes e controversos da história brasileira

A onda de digitalização de arquivos históricos parece não ter mais fim. Depois de o Café História contar como o acervo da revista “Sino Azul” e do estadista e político “José Bonifácio” foram parar na internet, quem agora também está no ciberespaço, facilitando a vida de milhares de pesquisadores em todo o país, é o acervo do antigo jornal carioca, “Ultima Hora” (1951-1971). São milhares de exemplares que ajudam a contar uma parte importante da História do Brasil e também sobre a trajetória de um jornal que ajudou a modernizar a imprensa brasileira.

O fundo do jornal encontra-se desde o ano de 1990 sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo. Desde 2008, por ocasião da celebração dos 200 anos da imprensa brasileira, seu acerco vem sendo digitalizado e colocado à disposição do público, gratuitamente, na internet. Nesta primeira etapa do projeto foram digitalizadas mais de 36.000 páginas correspondentes a 60 meses do jornal. No site do Arquivo, podem ser consultadas edições de toda a década de 1960 e também dos anos de 1955 e 1956. E não pense que isso foi fácil. Para a realização do processo de digitalização dos exemplares, foi realizada uma parceria entre o Arquivo Público e a empresa de tecnologia AMD, que separaram as edições, limparam, microfilmaram e digitalizaram os arquivos, além de colocá-los na web. Mais de 20 funcionários participaram da operação.

Os exemplares – que pode ser conferido no endereço http://www.arquivoestado.sp.gov.br/uhdigital/pesquisa.php - incluem preciosidades históricas, como a morte do presidente Getúlio Vargas, a visita de Fidel Castro ao Brasil, a primeira vez em que o homem pisou a lua, a inauguração de Brasília, o bicampeonato mundial de futebol e o Golpe de 1964, entre outros fatos marcantes do Brasil e do mundo. O time de colunistas que fizeram parte da publicação é grande e conta com nomes como Nélson Rodrigues, Agnaldo Silva, Arthur da Távola, Inácio Loyola Brandão, Jô Soares, Jaguar (caricatura), Juca Chaves, Nelson Motta, Rubem Braga, Walter Negrão.

No total, o fundo é constituído por 160.000 cópias fotográficas, cerca de 700.000 negativos, 2.160 ilustrações originais e uma coleção de jornais. Também compõe o acervo um conjunto de microfilmes produzidos na época de circulação do periódico. O Arquivo do Estado microfilmou os exemplares originais que, com os microfilmes de época, constituem uma coleção quase completa.

A trajetória de um jornal diferenciado

Criado em 1951 pelo jornalista Samuel Wainer, o Última Hora foi política e tecnicamente diferenciado de seus concorrentes da época, como é o caso do jornal O Globo, Jornal do Brasil ou do Diário Carioca. A começar por sua fundação, que deveu muito a ajuda providencial do então presidente Getúlio Vargas. O jornal de Wainer era o único na capital federal, Rio de Janeiro, a apoiar Vargas. Defendeu o presidente brasileiro dos ataques constantes da Tribuna da Imprensa, do jornalista Carlos Lacerda, antigo amigo de Wainer, mas do qual nasceria uma grande inimizade. Aliás, a desavença entre os dois jornalistas na década ao longo de suas vidas expuseram os bastidores da política brasileira da segunda metade do século XX. São histórias e casos inacreditáveis que foram revelados há mais de vinte anos em uma autobiografia deixada por Samuel Wainer antes de morrer, intitulada “Minha Razão de Viver”.

O jornal de Wainer também trouxe inovações de ordem técnicas: manchetes em tipos fortes, destaque a temas antes deixados de lado, além de novidades como concursos e distribuição de prêmios como estratégia para alavancar vendas e sair da crise financeira que sofreu nos primeiro meses de vida. As tiragens cresceram de forma impressionante. Em março de 1952, pouco mais de um ano depois de sua fundação, o Última Hora já chegava a cem mil exemplares.

O jornal trazia inovações em vários setores. Surpreendeu em sua diagramação, com o uso da cor, trabalhada de forma até então inédita. Tais recursos foram de extrema necessidade e importância para o jornal de Samuel Wainer, que tinha que causar impacto para conseguir rapidamente um público cativo e conseguir se manter como uma publicação diária. Sua primeira página chamava a atenção com sua manchete, composta por apenas duas palavras, que ocupava as oito colunas com tipos fortes. Valorizou o suo de fotografias e, por isso, estabeleceu a parceria entre jornalista e fotógrafo tão comum hoje no jornalismo no Brasil.

A cor azul compunha o logotipo, que usava uma tipologia exclusiva, e dois títulos. Isso acabava por manter uma homogeneidade da página que tinha as demais partes impressas em preto. A cor já era utilizada na imprensa, mas coube à Última Hora inovar seu uso, dar maior destaque e importância a este componente. O jornal também se valia de outros recursos gráficos como o uso de setas, o que o tornava muito didático, e fios de diversas espessuras.

Quando o fim chegou...

Alguns momentos foram memoráveis para o jornal. Após o atentado da Rua Toneleros, em Copacabana, Rio de Janeiro, em agosto de 1954, contra o dono do Tribuna da Imprensa, Carlos Lacerda, o cerco contra Getúlio Vargas aumentou. Wainer, a pedido do presidente, fez uma manchete como título “Só morto sairei do Catete”. Que foi modificada para “Ele cumpriu sua palavra: só morto sairei do Catete” , quando, na madrugada do dia 24 de agosto, Getúlio Vargas comete suicídio. A Última Hora publicou ainda um editorial intitulado “Pela ordem”, no qual Wainer pedia a manutenção da ordem para que repressões violentas não ocorressem. A tiragem chegou a 600 mil exemplares e foi o único jornal a circular, pois a distribuição dos demais foi impedida pela população.

Em 1961, a Última Hora continuava crescendo: já possuía cadeia de publicações formalmente organizada que cobria seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Guanabara, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Samuel Wainer era o presidente e Luís Fernando Bocaiúva, seu vice.

Com a chegada da Ditadura Militar, entretanto, o jornal caiu em desgraça, atolado em dívidas e muito mal visto pelos militares, devido às antigas alianças de Wainer com Goulart e Juscelino. Em 1971, Wainer é forçado por dificuldades políticas e financeiras a vender o jornal para a Empresa Folha da Manhã S/A. Mesmo assim, Wainer não desiste de seu projeto. Sem demosntrar orgulho ferido, volta ao seu jornal, mas desta vez como funcionário. O Ultima Hora circular até meados dos anos 1980, quando finalmente saiu de circulação para, parodiando Vargas, entrou definitivamente para a história. História essa que começa a ser contada também em fomrato eletrônico em uma internet perto de você. Confira esse acervo e conheça a trajetória deste incrível veículo.

Fonte: Café História

Hoje na História: 1940 - Leon Trotsky é assassinado no México


20/08/2010 - 07:15 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1940 - Leon Trotsky é assassinado no México

As agências de notícias do dia 20 de agosto de 1940 explodiam em manchetes gritantes: Leon Trotsky acabava de sofrer um atentado mortal. Após lutar pela vida durante 24 horas, faleceu às 19h25 de 21 de agosto, vitimado por golpes de picareta no crânio. O assassino estabeleceu-se no México fazendo-se passar pelo canadense Frank Jackson, mas seu verdadeiro nome era Ramón Mercader, nascido na Espanha. Um dos secretários norte-americanos de Trotsky, Joseph Hansen, relatou a repórteres que o revolucionário russo conhecia pessoalmente o assassino há mais de seis meses.

“Jackson gozava da confiança de Trotsky devido às suas relações com o movimento trotskista na França e nos Estados Unidos. Ele nos visitava com frequência e em momento algum tivemos motivos para desconfiar que fosse um agente da GPU (polícia secreta soviética). Jackson chegou à nossa casa, no distrito de Coyoacán, na Cidade do México, às 17h30 de 20 de agosto. Encontrou Trotsky no quintal e ali mesmo disse-lhe que havia escrito um artigo sobre o qual gostaria de ter sua opinião. Trotsky naturalmente concordou e ambos se encaminharam para a sala de jantar, onde estava a Sra. Trotsky. Alegando estar com a garganta seca, Jackson pediu um copo d’água. A Sra. Trotsky ofereceu-lhe chá. Jackson agradeceu, mas só tomou um copo d’água”.

Trotsky convidou Jackson a passar para seu escritório. O primeiro indício de que algo de anormal acontecera foi o som de gritos lancinantes e de uma luta violenta. A princípio, os secretários e guarda-costas julgaram que tinha ocorrido algum acidente. Dois deles correram para a sala de jantar, ao lado do escritório. Lá toparam com Trotsky, cujo rosto estava banhado em sangue. Um dos guardas atracou-se com o assassino, que empunhava um revólver, e o outro correu em socorro a Trotsky. Provavelmente o assassino atacou-o por trás, utilizando uma picareta de gelo, cuja ponta penetrou-lhe o cérebro. Em vez de cair inconsciente como o assassino planejara, Trotsky atracou-se com ele. Enquanto jazia sangrando no chão, disse a Hansen: “Jackson baleou-me com um revólver. Acho que dessa vez é o fim”. Hansen tentou animá-lo, dizendo que o ferimento era superficial e que não poderia ter sido causado por um tiro, já que ninguém tinha ouvido o estampido. “Não, sinto aqui” - e apontou para o coração – “que desta vez eles conseguiram”, respondeu Trotsky.

A 3 de setembro de 1938, numa reunião com 25 delegados de 11 países, Trotsky e seus seguidores fundaram a Quarta Internacional, como alternativa à Terceira Internacional. Trotsky tinha entrado em conflito com Diego Rivera - numa disputa que tinha tanto a ver com as pretensões políticas de Rivera no movimento trotskista, que Trotsky desfavorecia, quanto com a breve ligação de Trotsky com Frida Kahlo, mulher de Rivera - e mudara-se em 1939 para uma casa própria em Coyoacán. A 24 de maio de 1940 sobrevive a um ataque à sua casa por assassinos alegadamente a mando de Stalin.

Tratando-se do assassinato de Trotsky, nenhum testemunho foi tão importante quanto o de Pavel Sudoplatov, à época subdiretor do Departamento Estrangeiro da NKVD, em seu livro “Operações Especiais”.

Imagens de Trotsky, Diego Rivera e Frida Khalo, na Cidade do México:


“Stalin franziu o cenho. Tinha o cachimbo na mão, apagado, embora cheio de tabaco. Em seguida, com o jornal do dia no colo, acendeu um fósforo, aproximou o cinzeiro, num gesto que aqueles que o conheciam bem antevia uma decisão crucial. Beria opinou que o Serviço de Inteligência Estrangeiro deveria mudar suas tradicionais prioridades às vésperas de uma guerra de grandes proporções que se avizinhava. Trotsky significava uma séria ameaça para os preparativos de guerra da URSS. Beria sugeriu que me pusessem no comando de todas as operações anti-trotskistas da NKVD, a fim de infligir o golpe decisivo no movimento trotskista. A missão de Sudoplatov consistiria em mobilizar todos os recursos disponíveis da NKVD para eliminar a Trotsky, o ‘pior inimigo do povo’. ‘No movimento trotskista não há figuras importantes além do próprio Trotsky’, interrompeu Stalin. ‘Eliminado Trotsky, a ameaça desaparece’.”

Dito isto, Stalin foi duro ao dizer a Beria, Sudoplatov e poucos outros à sua frente que estava insatisfeito com o atual estado das operações. Stalin ressaltou que a eliminação de Trotsky havia sido designada pela primeira vez a Spiegelgias em 1937 e fracassou.

Ordem

Stalin pôs-se de pé e se empertigou. Em tom baixo, escandindo as palavras, ordenou: Trotsky deve ser eliminado antes que termine o ano e a guerra ecloda imediatamente. E prosseguiu: como prova a experiência da Espanha, sem a eliminação de Trotsky não podemos confiar nos aliados da Internacional Comunista, caso os imperialistas ataquem a União Soviética. Terão grandes problemas para levar a cabo sua tarefa de desestabilizar a retaguarda dos inimigos mediante sabotagens e guerrilhas se tiverem de fazer frente à traidora infiltração dos trotskistas em suas fileiras... A morte de Trotsky teve enormes repercussões negativas no desenvolvimento da Quarta Internacional e o vazio deixado por ele não pode ser preenchido rapidamente.

Stalin tinha dado ordem de assassinar Trotsky e Jotov, encarregado das operações contra este em México, se valeu de dois comunistas catalães, mãe e filho, Caridad e Ramón Mercáder. Dois outros mexicanos de esquerda os ajudaram: o líder sindical Vicente Lombardo Toledano e o pintor David Siqueiros.

Mercader testemunhou posteriormente no seu julgamento: “Pousei o casaco impermeável na mesa de forma a poder tirar a picareta que estava no bolso. Decidi não perder a grande oportunidade que surgiu. No momento em que Trotsky começou a ler o artigo, deu-me a minha oportunidade; tirei a picareta do casaco, segurei-a firme na mão e, de olhos fechados, dei-lhe um golpe terrível na cabeça”.

Trotsky nunca foi formalmente reabilitado pelo governo soviético, tanto durante a desestalinização de Khruschov quanto durante a Glasnost de Gorbatchov, apesar da reabilitação, durante estes dois episódios, da maioria da velha guarda bolchevique morta durante os grandes expurgos de Stalin.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia do Historiador



"A principal tarefa do historiador não é julgar, mas compreender, mesmo o que temos mais dificuldade para compreender.O que dificulta a compreensão, no entanto, não são apenas nossas convicções apaixonadas, mas também a experiência histórica que as formou. As primeiras são fáceis de superar, pois, não há verdade no conhecido mas enganoso dito francês tout comprendre c´est tout pardonner (tudo compreender é tudo perdoar). (...) O difícil é compreender".
Eric Hobsbawm

Hoje na História: 1936 - Poeta García Lorca é fuzilado na Espanha


19/08/2010 - 07:34 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1936 - Poeta García Lorca é fuzilado na Espanha

Em 19 de agosto de 1936, o poeta espanhol Federico García Lorca é fuzilado pelos franquistas perto de Granada, no sul da Espanha. A guerra civil no país eclodiria menos de um mês depois. O conflito opôs o exército do general fascista Francisco Franco ao governo republicano. As simpatias de esquerda, seu engajamento pelos mais desfavorecidos e sua homossexualidade custariam a vida ao poeta de 37 anos.

Nascido em Fuente Vaqueros, província de Granada, Lorca escreveu uma obra que constitui um dos pontos altos da poesia espanhola do século XX. Após sobreviver a uma infância marcada por graves e consecutivas doenças, estudou direito e literatura, inicialmente em Granada e depois em Madri. Nessa época, por volta de 1919, aproximou-se dos grandes nomes da vanguarda artística espanhola e tornou-se amigo íntimo do pintor Salvador Dalí, do compositor Manuel de Falla, do cineasta Luis Buñuel e do poeta Rafael Alberti.

Com a publicação de Libro de Poemas (1921), García Lorca despertou a atenção da crítica, e em 1925 passou a colaborar em várias revistas literárias madrilenhas, sobretudo em La Gaceta Literaria e na Revista de Occidente. A crítica o consagrou em definitivo após a publicação das Canciones Gitanas (1927). No ano seguinte publicou Romancero Gitano (1928), para muitos a maior de suas obras poéticas. Esteve em Nova York, em 1929, como bolsista da Universidade Colúmbia, e fez ainda uma viagem a Cuba.

Voltou à Espanha em 1931 e fundou e passou a dirigir o importante grupo teatral universitário La Barraca. Visitou países da América Latina, fazendo grande sucesso como poeta, dramaturgo e conferencista em países como Brasil, Argentina e Uruguai. Socialista convicto sem nunca ter sido comunista, havia tomado posição a favor da República. Aos 38 anos, foi preso por ordem de um deputado católico direitista que justificou sua prisão sob a alegação de que ele era mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver.

Em seguida foi executado pelos nacionalistas franquistas em Víznar, com um tiro na nuca, numa execução que teve repercussão mundial. Seu corpo foi jogado num ponto da Serra Nevada. Segundo algumas versões, ele teria sido fuzilado de costas, em alusão a sua homossexualidade. A caneta se calava, mas emergia em todas as partes um sentimento de que o que ocorria na Espanha dizia respeito a todo o planeta.

Obras de Lorca

Assim como muitos artistas, Pablo Picasso, Pablo Casals, Salvador Dali e outros -, durante o longo regime ditatorial do generalíssimo Franco, suas obras foram consideradas clandestinas na Espanha.

Com o fim do regime, e a volta do país à democracia, finalmente sua terra natal veio a render-lhe homenagens, sendo hoje considerado o maior autor espanhol desde Miguel de Cervantes. Lorca tornou-se o mais notável numa constelação de poetas surgidos durante a guerra, conhecida como "geração de 27", alinhando-se entre os maiores poetas do século XX.

Foi ainda um excelente pintor, compositor precoce e pianista. Sua música se reflete no ritmo e sonoridade de sua obra poética. Como dramaturgo, Lorca fez incursões no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue (1933), Yerma (1934) e A Casa de Bernarda Alba (1936) escrita na maior parte em prosa e talvez sua melhor peça, asseguraram sua posição como grande dramaturgo.

Como poeta, destacou-se com as publicações Poema del Cante Jondo (1931), Llanto por Ignacio Sánchez Mejías (1935), Seis Poemas Gallegos (1935), Poeta en Nueva York (1940) publicado em livro postumamente, no México.

Fonte: Opera Mundi

FILMOGRAFIA

O Desaparecimento de Garcia Lorca
(Disappearance of Garcia Lorca, The, 1996)
• Direção: Marcos Zurinaga
• Roteiro: Ian Gibson (livros), Marcos Zurinaga (roteiro), Juan Antonio Ramos (roteiro), Neil Cohen (roteiro)
• Gênero: Drama/Suspense
• Origem: Espanha/Estados Unidos/França/Porto Rico
• Duração: 142 minutos
• Tipo: Longa-metragem

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mensagem do presidente da ANPUH

Caros(as) colegas historiadores(as)

Vamos fazer do dia 19 de agosto, dia do historiador, um dia nacional de mobilização pela aprovação do PLS 368/2009 que regulamenta a profissão de historiador. Vamos todos nos manifestar através do envio de email para o endereço eletrônico do Senador Flexa Ribeiro, flexaribeiro@senador.gov.br, que está com o projeto em mãos como relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Para haver uma padronização das mensagens sugerimos o texto abaixo elaborado por colegas do Rio Grande do Sul:

Prezado Senador Flexa Ribeiro

Sou historiador(a) e desejo ter minha profissão regulamentada, como a de médico, engenheiro, arquiteto, biólogo ou museólogo.

Os arquivos, museus, instituições culturais, universidade e escolas necessitam de profissional historiador qualificado e formado, com profissão devidamente regulamentada.

Aprove o PLS 368/2009.

Pense em seus eleitores em 3 de outubro!


Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Presidente da ANPUH

18 de agosto de 1991 – Golpe depõe Gorbachev


18 de agosto de 1991 – Golpe depõe Gorbachev da Presidência da URSS
18/08/2010 - 00:01 | Enviado por: Alice Melo

Em um comunicado de poucas informações, agência de notícias da URSS anunciou ao mundo que o presidente Mikhail Gorbachev deixava o governo para que seu vice, Gennady Yenayev, assumisse o posto. Alegando que o líder soviético estava com a saúde frágil, um grupo chamado Comitê Estatal tentou dar um golpe de Estado no homem que conseguiu colocar um ponto final na Guerra Fria. Em determinadas áreas da URSS foi decretado Estado de Emergência por seis meses, fator que contribuiu para o aumento da onda de resistência.

A insurreição contra o líder pacifista, conduzida por membros da cúpula comunista enfraquecida em seu governo, durou apenas três dias, mas sinalizou o fim iminente do que uma vez fora uma das maiores potências militares do mundo. As mudanças realizadas pelo vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1991 – como fim do monopólio dos partidos comunistas, convocação de eleições livres, introdução da economia de mercado e desarmamento – fizeram crer que não haveria volta atrás na URSS. O homem que mudou o mundo não conseguiu revolucionar a estrutura econômica e social de seu país. Dessa forma, a crise política era apenas um dos constantes abalos que desestabilizavam o antigo bloco comunista.

Em 21 de agosto, no entanto, a resistência de oposição ao fracassado Governo Provisório conseguiu ter como aliada grande parte do Exército, o que permitiu a volta de Gorbachev e a restituição de seu poder legítimo.

O líder retornou com a promessa de reestruturar e reunificar o Partido Comunista, que havia muito estava em frangalhos por conta da abertura político econômica implementada por ele. Nada deu certo. A derrota do golpe e a generalizada crise no governo não conseguiram conter a proclamação da independência dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), em setembro do mesmo ano: era dada a cartada final.

Em dezembro de 1991, cansado de lutar contra a força da máquina capitalista, que atropelava sem piedade o frágil regime de seu país, Gorbachev abandonou a Presidência da União Soviética levando consigo a bandeira vermelha, estampada com a foice e o martelo – o símbolo indissociável do socialismo da antiga potência – , que jamais voltaria a ser fincada no alto do Kremlin de Moscou. Era o fim oficial da URSS.

Fonte: JBlog

Sugestão de pesquisa - Banco de Dados Folha

O Banco de Dados Folha é um acervo jornalístico que contém mais de oito décadas da história recente do Brasil. Seu objetivo é dar suporte aos jornalistas do Grupo Folha e propiciar o atendimento a pesquisadores, estudantes e empresas na realização de pesquisas. O acervo inclui a coleção de jornais editados pelo grupo, arquivo de recortes com cerca de 100 mil pastas temáticas e 20 milhões de imagens em arquivos físico e digital.
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