sábado, 31 de julho de 2010

UPF divulga oficinas preparatórias para XX Mostra de Iniciação Científica


A Divisão de Pesquisa da Universidade de Passo Fundo (UPF) informa o cronograma das oficinas preparatórias para a XX Mostra de Iniciação Científica (MIC) que ocorre entre os dias 9 e 12 de novembro, no Campus I da instituição. As oficinas gratuitas serão realizadas no auditório do prédio B5. Para participar basta que o interessado compareça nas datas e nos locais definidos.

A programação inicia na quinta-feira, 12 de agosto, às 14 horas e na terça-feira, 17 de agosto, às 9h com a oficina “Elaboração de Resumos”, ministrada pelo professor Altair Alberto Fávero. Nos dias 21 de agosto, às 14h e 24 de agosto, às 10h30min o professor Olmiro Scheffer será responsável por desenvolver a oficina “Confecção de Pôsteres”. Já o professor Adriano Teixeira trabalhará com a oficina “Apresentação de Trabalhos”, também nos dias 21 de agosto às 16h e 24 de agosto, às 9h.

As inscrições para a XX Mostra de Iniciação Científica (MIC) da Universidade de Passo Fundo (UPF) estão abertas e devem ser realizadas até o dia 23 de agosto. Neste ano o evento tem o tema “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”. Mais informações podem ser encontradas no site www.upf.br/mic.

Fonte: Imprensa UPF

UPFTV e Rádio 99 UPF apresentam a história de Passo Fundo e região


29/07/2010 - 16:37
Interprograma tem espaço nos intervalos da programação da UPFTV e das rádios 99UPF Passo Fundo e 90UPF Carazinho


Socializar o conhecimento com a comunidade e recordar a história de Passo Fundo e região. Esse é o propósito do interprograma Fragmentos da UPF TV canal 4, que estreia na segunda-feira, 2 de agosto, e será veiculado nos intervalos da programação da emissora e das rádios 99UPF Passo Fundo e 90UPF Carazinho, de segunda a sexta-feira. A parceria é da UPFTV com o curso de História da UPF, Museu Histórico Regional e Arquivo Histórico Regional.


O interprograma será exibido no formato de peças audiovisuais de aproximadamente um minuto. A narrativa envolve assuntos relacionados à história local e regional e destacará curiosidades e momentos importantes dos municípios. Os primeiros episódios, que irão ao ar na segunda-feira, falam sobre a ponte da Avenida Brasil; blocos de carnaval da década de 1920; a visita do músico Raul Seixas em 1977; os serviços de hotéis da década de 1930, entre outros assuntos. O trabalho é produzido pelas jornalistas Deisi Fanfa e Afani Baruffi.


De acordo com a coordenadora do curso de História da UPF, professora Ironita Machado, a estreia do Fragmentos é uma semente plantada e também um incentivo de caráter educativo para que a comunidade conheça e preserve a história do município.“A história nada mais é do que um fragmento, afinal, nós não temos como contá-la por inteiro”, reforça a educadora. A professora também salienta o trabalho desenvolvido pelas entidades parceiras do projeto, que conservam e mantêm viva a memória da região.


Fonte: Imprensa UPF


ASSISTA AOS PROGRAMAS

Passagem das Tropas

Ponte da Avenida Brasil

Raul Seixas

Blocos de Carnaval

Horários de Comércio

Victor Graef

Serviços de Hotéis

domingo, 25 de julho de 2010

História UPF rumo a ANPUH!!


Nesta segunda estudantes do curso de História partem para uma semana de atividades acadêmicas em Santa Maria. O X Encontro Estadual de História reúne professores, pesquisadores e estudantes para discutir temáticas teóricas, metodológicas e estudos de caso em uma variada gama de atividades como conferências, mesas-redondas, mini cursos, simpósios temáticos, banners de iniciação científica. O Curso de História estará representado por vários professores e estudantes que apresentarão seus trabalhos nos cinco dias de programação.

Professora da UPF participa de Seminário de Formação continuada para professores



Nos dias 22 e 23 de julho a professora Ironita P. Machado, do Curso de Graduação em História, participou do Seminário Educação numa perspectiva inclusiva, ética e sustentável, evento promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Vacaria e Monte Alegre dos Campos e respectivas administrações públicas, e que foi realizado em Vacaria. A professora fez parte de um grupo de quatorze profissionais da UPF que assessoraram àquelas redes de ensino, nas mais diversas áreas de conhecimento e ensino a dar o primeiro passo reflexivo teórico-metodológico ao redimensionamento das propostas curriculares e das práticas pedagógicas. A professora Ironita trabalhou especificamente com vinte e seis professores de História, com o tema Função social do ensino de História, conteúdos e métodos.

Por um dia de felicidade

Publicado em O Estado de S. Paulo [Caderno Aliás, A Semana Revista]
domingo, 25 de julho de 2010, p. J5.


Por um dia de felicidade
José de Souza Martins*



J.S. Martins, “Excola” (2006)

Quase 14 mil escolas privadas e públicas do País obtiveram média acima do equivalente a 5,0 no desempenho de seus alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de 2009. Apenas algumas dezenas alcançaram nota igual ou superior a 7,0, inferior, porém, a 7,5. Na maioria, escolas privadas e caras. Tidas como o caminho seguro do êxito em exames vestibulares, suas notas estão apenas ligeiramente acima da nota mínima para aprovação em escolas superiores de países desenvolvidos, que é 7,0. Um número imenso de escolas igualmente privadas nem chegou a essa média.

Há nas médias divulgadas indicações para a compreensão dos problemas do nosso ensino médio. A primeira delas é a da problemática tendência de muitas escolas de se reduzirem à pobreza pedagógica de induzir crianças e adolescentes a passarem os melhores anos de suas vidas preparando-se para fazer o vestibular para o ensino superior. Em vez de se devotarem à preparação de seus alunos para a vida e para serem felizes, que é o que dá sentido à educação e à socialização dos imaturos, dedicam-se prioritariamente a prepará-los para um único dia de felicidade, o da divulgação dos resultados dos exames vestibulares. Inseguros quanto ao futuro dos filhos, os pais tornam-se cúmplices dessa deformação. Muitos desses alunos chegarão à universidade, até com as melhores notas de ingresso, mas não saberão nem o que fazer nela nem o que fazer com ela.

Nem se pode dizer que o melancólico êxito nessas médias mais altas expresse a apropriada formação de quem as obtém. Ficou evidente que escolas que preparam seus alunos para a reflexão criativa e para a competência interpretativa, que se mede no desempenho em redação e interpretação de textos, têm menos visibilidade na avaliação oficial. De certo modo, as notas escondem um desencontro entre ensino predominantemente de formação e ensino predominantemente de informação.

Matéria publicada em caderno especial deste jornal, aliás, mostra que as escolas da capital de São Paulo cujos alunos tiveram melhor desempenho são apenas 12% melhores do que as de desempenho menor, enquanto o preço das mensalidades é 254% maior. Os dados do Enem revelam que pagar mais não significa comprar melhor, até porque, em educação, comprar é pura ilusão.

Nem por isso ficam as escolas públicas justificadas no desempenho menor nessa avaliação nacional. Certamente, as escolas caríssimas, porque apresentam desempenho inferior ao que delas se espera, não servem de parâmetro para medir o que deveria ser a escola pública. A escola pública, entre nós, deveria ser o instrumento de uma revolução na educação, que nos trouxesse para os requisitos educacionais da sociedade moderna e seus valores referenciais, como a democracia, a liberdade, o conhecimento amplo e denso, a responsabilidade social de cada um.

Há fatores extra-escolares nos resultados das diferentes escolas. O que nelas se consegue está também relacionado com o modo de vida da família do estudante. Escolas com melhor desempenho têm majoritariamente alunos de alta classe média, cujos pais são usuários dos equipamentos culturais disponíveis nos seus respectivos ambientes. Atividades complementares às da sala de aula, no acesso aos equipamentos culturais externos à escola, como museus, teatros, salas de concertos, excursões investigativas, poderiam dar ao estudante um apoio compensatório até melhor do que obtêm na própria família os alunos melhor situados socialmente. O professor e o aluno de escolas públicas teriam que deixar de ser prisioneiros da sala de aula. Outra verificação recente mostra, ainda, que escolas de bom desempenho estão situadas em municípios menores, onde ainda há uma cultura comunitária, muito mais apreço pelo professor e maior integração entre a família e a escola. O que assegura a boa formação escolar é, pois, também o tradicionalismo de um mundo em que ainda são comunitários, e afetivos, os valores de referência da educação.

* Professor Emérito da Universidade de São Paulo.

Hoje na História - 1898: Forças norte-americanas invadem Porto Rico


25/07/2010 - 08:38 | Max Altman | São Paulo Hoje na História - 1898: Forças norte-americanas invadem Porto Rico

Durante a Guerra Espanha-Estados Unidos, as forças norte-americanas lançam em 25 de julho de 1898 sua invasão a Porto Rico, uma ilha de 180 quilômetros de comprimento por 65 quilômetros de largura que era uma das duas principais possessões da Espanha no Caribe. Com pouca resistência e apenas sete baixas fatais, as tropas norte-americanas sob o comando do general Nelson Miles conseguiram ocupar toda a ilha em meados de agosto. Após a assinatura do armistício com a Espanha, as forces norte-americanas içaram a bandeira dos Estados Unidos, formalizando a autoridade de Washington sobre seus cerca de um milhão de habitantes. Em dezembro, o Tratado de Paris foi assinado, pondo fim à guerra hispano-americana e aprovando oficialmente a cessão de Porto Rico aos Estados Unidos.

Semanas antes da invasão, o tenente Henry Whitney do 4º Regimento de Artilharia dos Estados Unidos foi enviado a Porto Rico em missão de reconhecimento busca de informações militares. Em 10 de maio, o navio USS Yale troca tiros com as forças espanholas entrincheiradas no forte San Cristobal em San Juan. Dois dias mais tarde, em 12 de maio, uma esquadra de 12 navios comandada pelo contralmirante William Sampson bombardeia San Juan, causando pânico entre os residentes. Em 25 de junho, o navio USS Yosemite bloqueou o porto de San Juan. Em 18 de julho, o general Nelson Miles, comandante das forças estadunidenses, recebeu ordens de navegar para Porto Rico e desembarcar suas tropas.

O Tratado de Paris (imagem) foi assinado em 10 de dezembro e ratificado pelo Senado norte-americano em 6 de fevereiro de 1899. Em decorrência, a Espanha renunciou a toda a reclamação por Cuba, cedeu Porto Rico, Guam e demais islotas do Caribe e transferiu a soberania das Filipinas, no Oceano Pacífico, aos Estados Unidos por 20 milhões de dólares. O general John Brooke converteu-se no primeiro governador militar estadounidense da ilha.

Ao fundar o Partido Revolucionário Cubano, José Marti, incluía entre seus objetivos fomentar e auxiliar a independência de Porto Rico do domínio espanhol. O movimento independentista tem perdurado até hoje e o Partido Independentista Puertorriquenho, que mantém ainda um espaço de 4% do eleitorado.

Em 1944, Luiz Muñoz Marin ganhou as primeiras eleições na história de Porto Rico, graças a uma lei federal norte-americana que permitiu aos territórios eleger um governador. Em 1952, Porto Rico muda o “status” político e passa a se um “Estado Livre Associado” aos Estados Unidos. O mais alto cargo na ilha é o de governador que, no entanto, está sujeito ao presidente dos Estados Unidos. Na esfera esportiva, por exemplo, Porto Rico se apresenta como um país independente.

Fonte: Opera Mundi

Hoje na Historia: 25 de julho de 1976 – Nasce o primeiro bebê de proveta do mundo

Hoje na Historia - JBlog - Jornal do Brasil
25 de julho de 1976 – Nasce o primeiro bebê de proveta do mundo
25/07/2010 - 00:01 | Enviado por: Alice Melo

Após doze anos de pesquisas, o ginecologista Patrick Steptoe e o fisiologista Robert Edwards viram nascer a menina Louise, o primeiro bebê de proveta do mundo, em um hospital da capital britânica, Londres. A mãe, Lesley Brown, sofria de uma obstrução nas trompas, que a impedia de engravidar. Assim, oferecendo-se de cobaia, Lesley Brown permitiu que esses pesquisadores realizassem a fecundação in vitro de um óvulo seu com um espermatozóide do seu marido. A experiência da fecundação em um tubo de ensaio já havia dado certo com animais, mas nunca com humanos.

O casal Brown resolveu aceitar o desafio e apostar nos estudos realizados na Universidade de Cambridge. O resultado foi uma menina saudável, cuja vida foi segurada em 600 mil dólares.

A grande inovação que tornou a fecundação artificial bem sucedida foi um meio de cultura perfeito, no qual o óvulo conseguiu se sustentar por tempo suficiente antes de ser recolocado no útero de Lesley. A rejeição do óvulo assinalada nas experiências anteriores ao sucesso de Steptoe e Edwards ocorreu porque a implantação não fora feita em um ponto exato do ciclo menstrual da mulher, em que útero tem maior predisposição a fixar um óvulo fecundado.

Apesar do êxito no meio científico, a notícia do nascimento do primeiro bebê de proveta não agradou a Igreja. O Vaticano, por exemplo, condenou a prática e um porta-voz da Santa Sé afirmou que a posição da Instituição era bem conhecida e não seria modificada. “Um ato contra a natureza e intrinsecamente mau”, já declarara o Papa Pio XII, em 1956, sendo ratificado pelos representantes da Santa Sé.

Quando criado, o método era muito caro, e assim somente podia atender a poucas mulheres com problemas para engravidar. Com o tempo, a fertilização in vitro se tornou um método mais acessível a até bastante comum. No Brasil, o primeiro bebê de proveta nasceu no Paraná, em 1984, Hoje, estima-se que no Brasil existam mais de 150 clínicas de reprodução humana, onde são concebidos em média 4 mil bebês por ano.

Fonte: JBlog

sábado, 24 de julho de 2010

A Revolução de Maio de 1810


A Revolução de Maio de 1810
Por Mário Maestri em 23/07/2010

(...) As relações de subordinação com o capital mercantil e comercial europeu, primeiro espanhol e a seguir inglês, determinaram fortemente a história e a conformação das nações independentes que surgiram na bacia do rio da Prata. O próprio vice-reinado do rio da Prata fora fundado, em 1776, para facilitar a administração e sobretudo a percepção das rendas e dos impostos devidos à metrópole ibérica, nos imensos territórios das atuais... »

Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

Fonte: Consciência.net

ANPUH: Um atentado a memória do país


A ANPUH - Associação Nacional de História vem tornar público seu rechaço ao art. 967 do Projeto de Lei do Senado n. 166 que institui o novo Código do Processo Civil (Projeto de Lei nº 166), que foi apresentado em 8 de junho de 2010. Em total desrespeito ao direito de preservação da memória e das regras arquivísticas mais elementares,...


Fonte: ANPUH Nacional

Hoje na História - 1911: Explorador norte-americano encontra cidade inca perdida no Peru


24/07/2010 - 08:35 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1911: Explorador norte-americano encontra cidade inca perdida no Peru

Graças à ajuda dos jovens indígenas, Enrique Porres e Alegria, o explorador norte-americano Hiram Bingham, 36 anos, descobre em 24 de julho de 1911 uma cidade inca perdida nas alturas da cordilheira dos Andes, no Peru. Construída em torno de duas montanhas, o Machu Picchu (Pico Velho) com 3140 metros e o Huayana Picchu (Pico Jovem) com 2700 metros, a cidade está empoleirada a 2400 metros de altitude. Bingham descobriu mais de 260 construções bem elaboradas, recobertas pela vegetação, esquecidas fazia três séculos.

Machu PicCchu era certamente uma cidade de veraneio para a classe dirigente inca estabelecida em Cuzco. O local foi construído no século 14 depois abandonado com a chegada dos conquistadores espanhóis em meados do século 16.O professor Hiram Bingham, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, descobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente, explorador aficcionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos. Bingham criou o nome de "a Cidade Perdida dos Incas" em seu primeiro livro, “Lost City of the Incas”.

Porém, naquela época, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capital dos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhois, entre 1526 e 1572. Ao penetrar pelo cânion do Urubamba, Bingham recebeu do camponês Melchor Arteaga, no desolado sítio de Mandorbamba, o relato que no alto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-las significava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação. Quando Bingham chegou à cidade pela primeira vez, obviamente encontrou a cidade tomada por vegetação nativa e também infestada de víboras.Embora céptico, conhecedor dos muitos mitos que existiam sobre as cidades perdidas, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde, efetivamente, apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e, em evidente estado de abandono há séculos.

Enquanto inspecionava as ruínas, Bingham, assombrado, anotou em seu diário: "Would anyone believe what I have found?" (Acreditará alguém no que encontrei?) Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores. Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de Bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. A cerâmica mostra expressões da arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos e prendedores decorados, além de facas e machados.

Ainda que não tenham sido encontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficiente para inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo que já evidenciava seu estilo arquitetônico.

Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nas imediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantes trechos de caminhos (Caminho Inca), todos eles interessantes exemplos da arquitetura desse império. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século XV e início do século XVI.A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias.

A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história inca, tudo planejado para a passagem do ‘deus sol’. O lugar foi elevado à categoria de Patrimônio Mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

O Peru é o berço da civilização Inca, cujas marcas estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínas de Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberante de Inca. No dia 7 de julho de 2007, em Lisboa, estádio da Luz, Portugal, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das sete maravilhas do Mundo.

Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sugestão de recurso didático

O Laboratório de Pesquisa em Imagem e Som (LAPIS) da UFSC produz, por meio de oficinas oferecidas aos estudantes da Universidade, vídeos didáticos para utiilização pedagógica. Segue uma sugestão, que contempla a observação das diferentes formas de ver, de conceber e de pensar a realidade. O tema abordado é a diferença de perspectivas entre um senhor, um marceneiro, e um antigo egípcio.
Para ver mais produções acesse: http://lapisufsc.wordpress.com/

A LINHA DE FUGA
Direção: Vanessa Binder
Produção: LAPIS
Duração: 9´35"
Ano de produção: 1997


Hoje na História - 1952: Revolução derruba rei do Egito e proclama a república


23/07/2010 - 07:44 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1952: Revolução derruba rei do Egito e proclama a república

Em 23 de julho de 1952, a organização clandestina Oficiais Livres derrubou o rei Farouk I e tomou o poder no Egito, proclamando a república. O general Mohamed Neguib foi levado à chefia do governo. Na época, o Egito vivia uma crise depois do fim da primeira Guerra Árabe-Israelense (1948-1949): o rei fora acusado de responsável pela derrota diante de Israel e sua submissão ao Reino Unido, instalado no Canal de Suez, chocava as diferentes correntes políticas do país.

O movimento progressista que acabaria por derrubar a monarquia foi fundado pelo jovem coronel Gamal Abdel Nasser (na imagem), que logo se tornaria primeiro-ministro adjunto e, mais tarde, presidente. O rei Farouk abdicaria em 26 de julho e se exilaria em Mônaco. O general Mohamed Neguib seria então escolhido como primeiro presidente da República do Egito.

Logo em seguida à queda da monarquia, o Egito tentou organizar a nascente república. De Nasser a Mubarak, os diversos presidentes moldaram o país, tendo por principais objetivos a modernização e a recuperação econômica. Ao ritmo dos conflitos externos e da influência e da ingerência internacional, o governo atravessou distintas etapas. Desse modo, da nacionalização a uma democracia mais palpável, passando pela pacificação, o Egito progressivamente mudou de cara, sem verdadeiramente atingir a estabilidade nem a democracia.

Quando a monarquia foi derrubada pelos Oficiais Livres, o general Neguib ocupou as funções de chefe de governo e de presidente do Conselho de Estado. Nasser passou a ser seu assistente, ocupando o posto de vice-presidente. Nasser não demorou muito para afastar Neguib do poder e tomar seu lugar. Pela primeira vez depois de séculos, o Egito seria verdadeiramente governado por um egípcio, o que daria um impulso de nacionalismo a seu país (Neguib nascera no Sudão e a família real de Farouk era de origem albanesa).

Nasser lutou para unificar o mundo árabe e para conferir ao Egito uma independência total. Sua posição e seu papel no nascimento do Movimento dos Países Não-Alinhados ilustram esses objetivos, bem como sua participação na conferência de Bandung, em 1955. Todavia, o Egito permaneceu fragilizado por uma economia muito débil que a política nasseriana socialista não conseguiu melhorar. Os conflitos israelo-árabes contribuíram igualmente para o enfraquecimento do país. Viu-se obrigado a apelar à União Soviética para se abastecer de armas e aos Estados Unidos para financiar a construção da barragem de Assuã.

Quando Washington se recusou a fornecer essa ajuda, Nasser respondeu com a nacionalização da Companhia do Canal de Suez. O fato deu nascimento a uma verdadeira crise internacional que, no final, reduziria sua imagem aos olhos do mundo muçulmano governado por reis e nobres. Ele se valeu da situação para tentar executar o projeto de unificação do mundo árabe.

Sua primeira união com a Síria, selada com a criação da República Árabe Unida, resultou em fracasso. Dedicou-se então a reforçar seu papel no seio da Liga Árabe. Mas sua conduta estratégica em relação a Israel conduziu rapidamente à Guerra dos Seis Dias, em 1967, que terminou com uma derrota dolorosa para o Egito.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Memórias do AHR: O Banco da Província

A História em Patrimônio

A história das cidades tem sido objeto de estudo de muitos historiadores, urbanistas, antropólogos, etc. Entre suas aspirações está a de produzir sistemas explicativos para o desenvolvimento urbano, sua disposição geográfica, social, econômica, entre inúmeros aspectos que envolvem o cenário citadino, mas as cidades contam por si próprias sua história e Passo Fundo não é diferente.

Passo Fundo possui em seu panorama elementos que nos fazem imaginar o passado em preto e branco e trilha sonora, um passado com vistas ao progresso, encantador, político, econômico e movimentado. Muitos prédios magistrais remetem ao início do século XX, um deles é o emblemático Banco da Província, o qual representou o símbolo da chegada do avanço econômico ao município.

Instalado em Passo Fundo no ano de 1912, o Banco da Província logo se firmou na cidade e tratou de construir uma sede própria e distinta, situada na esquina entre as ruas Bento Gonçalves e Morom, uma estrutura voltada ao monumento e com características sofisticadas. Sua construção teve a projeção de João de Césaro, imigrante naturalizado brasileiro. Formado no curso “Liceu em Arquitetura” na Itália, veio para o Brasil no ano de 1913 e ajudou a construir a imagem arquitetônica de Passo Fundo, nas edificações de vários prédios importantes do município, entre eles o Banco da Província.

A construção do prédio, além de seus objetivos econômicos, obteve grande proclamação social. Sua inauguração deu-se em 6 de setembro de 1922, com a realização de atos sociais. Segundo a Senhora Leofrida Barbieux em entrevista ao jornal Zero Hora para um especial sobre a história do município, houve na ocasião “uma grande festa que movimentou a cidade”.

Após o término de sua edificação, respeitando o projeto original, a agência realizou ampliações no ano de 1928 e 1949, a primeira estendeu o prédio no sentido da Rua Morom e a seguinte estabeleceu os limites da propriedade como a conhecemos hoje. Após estas, o prédio recebeu algumas reformas durante o tempo e conforme as prestações de serviço do banco, mas nada que alterasse sua aparência e estilo arquitetônicos originais.

O Banco funcionou neste mesmo edifício até o ano de 1985, quando mudou de endereço e seguiu suas atividades em Passo Fundo até o ano de 1989. A antiga agência foi vendida ao Banco Itaú, o qual funciona no mesmo local até os dias de hoje.

Reconhecemos aqui uma instituição que juntamente com outros patrimônios materiais contam em si a história do município, mas mais do que isso, é preciso reconhecer nestes bens culturais a própria ação histórica, reconhecê-los como autênticos sujeitos que contribuíram para escrever as linhas da história de Passo Fundo.

Mayara Hemann Lamberti
Acadêmica do 3º nível do Curso de História
Fonte: Acervo AHR

Curso de História Mostra sua cara!

O Curso de História da UPF, que completa 40 anos em 2010, dedicar-se-á a expor parte dos trabalhos e/ou atividades de professores e alunos com a exposição História: Idéias em Movimento. A perspectiva deste projeto pauta-se no entendimento de que a mostra de trabalhos produzidos na academia constitui-se não só num retorno à comunidade do conhecimento produzido na UPF, mas, especialmente, na percepção de que tal exposição instiga à reflexão sobre a história, a educação e sobre situações-problema que permeiam o cotidiano.
As mostras compõem-se de temáticas diversas e tem materialidade variada, propiciando, assim, um olhar abrangente e instigante sobre a História, o Ensino e a Pesquisa. Os locais de exposição serão: Fórum, Câmara de Vereadores, Biblioteca Municipal, Shopping Bella Cittá e IFCH.
Abaixo a lista pormenorizada das propostas a serem publicizadas:

* História da África e Ensino – trabalho realizado pelos acadêmicos do V nível, na disciplina de História da África. A proposta realizada visou o estudo da História da África, cumprindo a lei número 10.639, análise imprescindível na formação do professor-pesquisador. Essa proposta resultou na elaboração de recursos didáticos distribuídos aos interessados.
* A Travessia do Atlântico – A bordo do veleiro Entre Pólos, velejadores brasileiros repetem a travessia de Cristóvão Colombo em seu retorno para a Europa, depois de ter encontrado um novo continente. Em 2008, em uma viagem de 34 dias, singraram a rota Caribe-Açores-Cascais/Lisboa. Além dos ensinamentos históricos, relata uma aventura inesquecível.
* Arte e História: Interfaces – Os trabalhos foram realizados pelos estudantes do VII nível do Curso de História, na disciplina de História Contemporânea II. O objetivo foi estudar a estética proposta pela chamada Arte Moderna e, visando a reflexão sobre tal temática para além da exposição de conteúdos, foram realizados trabalhos de releitura de obras específicas com base em problematizações propostas pelos acadêmicos.
* História: professor-pesquisador – A prática docente é embasada em conhecimentos pedagógicos e principalmente históricos. Orientado por esta premissa os alunos de História participam de diversos projetos de pesquisa e de eventos científicos. Esta proposta está materializada em banners, artigos e livros.
* Oficinas Pedagógicas: Educação Patrimonial – atividade transdisciplinar anual que aborda Patrimônio Histórico e Cultural e práticas educativas envolvendo acadêmicos dos cursos de História e Pedagogia da UPF. Preocupados com a preservação do Patrimônio debatem e propõem recursos didáticos para as comunidades escolares. .
*Escritas da História – O Arquivo Histórico Regional e o Jornal O Nacional, em parceria com o curso de História promovem aos estudantes oportunidades de elaboração de artigos sobre história de Passo Fundo e da região. Estas produções chegam à comunidade quinzenalmente através AHR: Memórias do periódico.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Biblioteca Digital Mundial

Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

Entre os documentos mais antigos há alguns códices precolombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

História não é maconha, para ser queimada

História não é maconha, para ser queimada
Uma comissão de sábios decidiu tocar fogo na memória dos processos cíveis do povo brasileiro
ELIO GASPARI

A professora Silvia Hunold Lara, da Unicamp, pede que o Congresso socorra a história do Brasil. Há cerca de um mês, uma comissão de sábios entregou ao Senado um anteprojeto de reforma do Código de Processo Civil que prevê a incineração, depois de cinco anos, de todos os processos mandados ao arquivo. Querem reeditar uma piromania de 1973, revogada dois anos depois pelo presidente Ernesto Geisel.

Se a história do Brasil for tratada com o mesmo critério que a Polícia Federal dispensa à maconha, irão para o fogo dezenas de milhões de processos que retratam a vida dos brasileiros, sobretudo daqueles que vivem no andar de baixo, a gente miúda do cotidiano de uma sociedade. Graças à preservação dos processos cíveis dos negros do século 19 conseguiu-se reduzir o estrago do momento-Nero de Rui Barbosa, que determinou a queima dos registros de escravos guardados na Tesouraria da Fazenda.

Queimando-se os processos cíveis, virarão cinzas os documentos que contam partilhas de bens, disputas por terras, créditos e litígios familiares. É nessa papelada que estão as batalhas das mulheres pelos seus direitos, dos posseiros pelas suas roças, as queixas dos esbulhados. Ela vale mais que a lista de convidados da ilha de Caras ou dos churrascos da Granja do Torto.

A teoria do congestionamento dos arquivos é inepta. Eles podem ser microfilmados ou preservados digitalmente. Também podem ser remetidos à guarda de instituições universitárias. O que está em questão não é falta de espaço, é excesso de descaso pela história do povo. Pode-se argumentar que os processos com valor histórico não iriam ao fogo, mas falta definir "valor histórico".

Num critério estritamente pecuniário, quanto valeria o contrato de trabalho assinado nos anos 50 por uma costureira negra de Montgomery, no Alabama? Certamente menos que um manuscrito de Roger Taney, o presidente da Corte Suprema dos Estados Unidos que deu o pontapé inicial para a guerra civil. Engano. Uma simples fotografia autografada de Rosa Parks, a mulher que desencadeou o boicote às empresas de ônibus de Montgomery e lançou à fama um pastor de 29 anos chamado Martin Luther King, vale hoje US$ 2.500. O manuscrito encalhado de Taney sai por US$ 1.000.

O trabalho dos sábios incineradores está com o presidente do Senado, José Sarney, cuidadoso curador de sua própria memória e membro da Academia Brasileira de Letras. Como presidente da República, autorizou a queima dos arquivos da Justiça do Trabalho. Com isso, mutilou a memória das reclamações de trabalhadores, de acordos, greves e negociações coletivas.

A piromania é fruto do desinteresse, não da fatalidade. O STF, os Tribunais de Justiça de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Rondônia, bem como o TRT de Rio Grande do Sul, acertaram-se com arquivos públicos e universidades para prevenir o incêndio.

Há mais de uma década, a desembargadora Magda Biavaschi batalha na defesa dos arquivos trabalhistas, mas pouco conseguiu. Lula ainda tem mandato suficiente para agir em relação à fogueira trabalhista e para alertar sua bancada na defesa dos arquivos cíveis. Milhares de processos estimulados pelas lideranças sindicais dos anos 70, quando ele morava no andar de baixo, já viraram cinzas.

Fonte: Folha de São Paulo, Apud Jornal Pequeno

Hoje na História: 1925 - Professor é condenado por ensinar a teoria da evolução nos EUA

21/07/2010 - 06:51 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: 1925 - Professor é condenado por ensinar a teoria da evolução nos EUA

Em 21 de julho de 1925, o professor John T. Scopes é condenado por violação da lei que proibia o ensino da teoria da evolução nas escolas públicas do Tennessee, nos Estados Unidos. O caso, na verdade, jamais suscitou qualquer dúvida quanto ao resultado. Os jurados apenas trocaram ideias por alguns poucos momentos na sala reservada antes de retornarem ao salão do tribunal já com o veredicto de culpa. Ainda assim, os defensores da teoria darwinista da evolução conseguiram ganhar a batalha da opinião pública - que era o que estava em jogo, no fundo.

A despeito da percepção popular do caso, estimulada em parte pela peça teatral de Jerome Lawrence e Robert Edwin Lee, encenada com sucesso na Broadway e pelo premiado filme Inherit the Wind (O Vento Será Tua Herança – 1960), dirigido por Stanley Kramer e estrelado por um elenco excepcional com Spencer Tracy, Frederic March e Gene Kelly nos papeis principais, o “Caso Scopes” ou o “The Monkey Trial” (O Julgamento do Macaco) simplesmente não passou de um show judicial. Em 4 de maio de 1925, a American Civil Liberties Union (União Americana pelas Liberdades Civis) publicou um anúncio em jornal oferecendo ajuda a qualquer professor do Tennessee disposto a desafiar a lei que pôs na ilegalidade o ensino da Teoria da Evolução de Charles Darwin. George Rappleyea, um nova-iorquino que viajara a Dayton, Tennessee, leu o anúncio e persuadiu os habitantes da localidade que Dayton poderia ser o foro do julgamento o que despertaria interesse pela cidade.

Os líderes dos menos de 2 mil habitantes de Dayton rapidamente abraçaram a ideia de Rappleyea. O superintendente escolar concordava com a lei, porém desejava atrair notoriedade para a cidade. Até mesmo os procuradores de Dayton assentiram com o trato. A última peça do quebra-cabeças era encontrar um defensor da causa da evolução. John T. Scopes, 24 anos, professor de ciências do colégio da cidade e treinador de futebol Americano, concordou em desempenhar o papel embora não estivesse em seus planos permanecer na cidade por muito tempo. Ninguém estava na verdade preocupado se ele realmente ensinara evolução aos seus alunos. O fato de que ele estava usando os livros escolares de ciência aprovados oficialmente, que incluíam um capítulo sobre a teoria darwiniana era considerado suficiente. Um mandado de prisão de Scopes foi expedido e se noticiou que o processo começaria no verão.

Embora o restante de Tennessee se manifestasse descontente com o plano de Dayton, 500 lugares foram acrescentados à sala do tribunal da cidade para receber a imprensa e demais espectadores além de alto-falantes que foram dispostos no gramado fronteiro e em 4 auditórios das proximidades. Isto se provou necessário quando figuras de destaque do panorama nacional no debate do evolucionismo versus criacionismo tomaram para si o caso que não ficou restrito aos advogados locais. William Jennings Bryan, um ex-congressista quem por duas vezes havia concorrido à presidência antes de servir como Secretário de Estado de Woodrow Wilson, assumiu a acusação. Bryan havia pessoalmente iniciado a campanha contra o evolucionismo nos Estados Unidos. A lei de Tennessee foi seu primeiro grande sucesso.

Sabendo que este seria o fórum perfeito para debater com Bryan a questão do evolucionismo e do criacionismo, o eminente advogado liberal Clarence Darrow conseguiu ligar-se ao caso como advogado de defesa. Enquanto a imprensa se transferia em massa a Dayton para o embate entre as duas personalidades excepcionais, uma estação de rádio de Chicago iria transmitir o julgamento ao vivo pela primeira vez nos Estados Unidos.

A sessão de julgamento foi aberta em 10 de julho com magníficas exposições tanto de Bryan quanto de Darrow. Contudo, logo se tornou evidente que o presidente da corte não iria cooperar e alimentar o debate: cortava amiúde a tentativa de debater a validez do evolucionismo. O julgamento caminhava para ser um acontecimento absolutamente sem incidentes, quando repentinamente Darrow apresenta um estratagema: chama Bryan como testemunha. Embora o juiz jamais permitisse que um advogado de acusação fosse citado como testemunha de defesa, Bryan não se atreveu a fugir do desafio. Num diálogo que se tornou famoso, Darrow questionou Bryan sobre a literal interpretação do relato da Bíblia sobre o começo do mundo. Com perguntas magistrais, Darrow obrigou Bryan a admitir que uma interpretação puramente literal não era possível, fazendo-o parecer bastante apalermado.

A performance de Darrow não salvou Scopes de uma condenação e de 100 dólares de multa (transformada posteriormente num detalhe técnico), mas na imprensa como um todo a teoria da evolução ganhou claramente o debate.

Fonte: Opera Mundi



FILMOGRAFIA
O Vento Será Tua Herança (Inherit the Wind, 1960)
• Direção: Stanley Kramer
• Roteiro: Jerome Lawrence (peça), Robert E. Lee (peça), Nedrick Young (roteiro adaptado), Harold Jacob Smith (roteiro adaptado)
• Gênero: Drama/Histórico
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 128 minutos
• Tipo: Longa-metragem
• Sinopse: Numa cidade marcada pela forte presença da comunidade religiosa, professor é preso por ensinar a Teoria da Evolução de Darwin. O caso vai para o tribunal, onde acontece uma série de inflamados debates ideológicos, que mexem com a localidade e com seus habitantes. Baseado em caso real ocorrido em 1925.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Semana Acadêmica de História

PROGRAMAÇÃO
Horário - 19:30 às 22:00 hs
Auditório da FEAC


SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

04/outubro - Encontro com autor
(14 hs)
Aud. FEAC

* * *

Conferência de Abertura (19:30 hs)

Guerra do Contestado: resistência e conflito no sul do Brasil


Profa. Márcia Janete Espig (UFPel)


05/outubro- Oficinas
(ver
rol de propostas abaixo)
06/outubro - Conferência

A Guerrilha do Araguaia e a Luta Contra a Ditadura

Prof. Dioge A. Konrad (UFSM)

07/outubro - Jantar de Confraternização pelos 40 anos do curso e 10 do mestrado

(por adesão -
R$ 10,00)

Show com a Banda Vintage´s Empoerados
08/outubro - Conferência de encerramento

Revolta da Chibata


Prof. Adelar Heinsfeld (UPF)


OFICINAS:
1) Movimento dos monges barbudos – Prof. João Carlos Tedesco (UPF)
2) Futebol e Identidades – Prof. Gerson Wasen Fraga (UFFS-Erechim)
3) Patrimônio Histórico – Prof. Alessandro Batistella (UPF)
4) Usos, (des)usos e consumos de imagens nas aulas de História – Profa. Flávia Eloisa Caimi (UPF)
5) Arte e História – Prof. Gerson Trombetta (UPF)
6) A música brasileira em tempos de repressão e censura (1964 - 1985) – Msc. Leandro Braz da Costa (UFRGS)
7) Experiências de Pesquisa - Mestrandos do PPGH

***Encontro com Autor (turno vespertino, 14 hs, 04 de outubro)
com Letíc
ia Fagundes de Oliveira - autora de livros didáticos de História voltados para o ensino fundamental e médio.
Lançamento do Projeto Moderna Plus - para mais informações clique na imagem
Promoção: Editora Moderna, Livraria da UPF, Cursos de Graduação e Pós-Graduação em História/UP
F

***Jantar de Confraternização (07 de outubro) - Cardápio: galeto, macarrão, salada de maionese, salada mista (folhas e tomate). Show com a banda Vintage´s Empoerados
Valor R$ 10,00.

MODALIDADES DE INSCRIÇÃO:
  • MODALIDADE 1 – R$ 15,00 reais para todas as atividades do evento - exceto jantar por adesão, cuja cobrança é separada (6 períodos – certificado de 24 horas para frequência de 75% no mínimo)
  • MODALIDADE 2 – R$ 5,00 reais somente para a Tarde com Autor (1 período – certificado de 4 horas)

= = = = == INSCRIÇÕES = = = = ==

Envie os dados abaixo e cópia do comprovante de depósito para o email historiaupf2010@yahoo.com.br


DADOS PESSOAIS:
Nome completo:
CEP:
Endereço:
Cidade
Bairro
UF
Fone
E-mail:
Instituição a qual possui vínculo: (Universidade, escola, etc).

MODALIDADES DE INSCRIÇÃO
( ) 1. SEMANA ACADÊMICA (todos os períodos - 24 hs, exceto jantar por adesão) R$ 15,00
( ) 2. AUTOR PRESENTE (somente um turno - 04 hs, vespertino) R$ 5,00
*** JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO - Ingressos disponíveis na Coordenação do Curso de História R$ 10,00

OPÇÕES DE MINI-CURSOS
Elencar 3 opções por ordem de preferência.
( ) Movimento dos monges barbudos – Prof. João Carlos Tedesco (UPF).
( ) Futebol e identidades – Prof. Gerson Wasen Fraga (UFFS-Erechim-RS)
( ) Patrimônio Histórico – Prof. Alessandro Batistella – (UPF)
( ) Usos, (des) usos e consumos de imagens nas aulas de História. Profa. Flávia Eloísa Caimi (UPF)
( ) Arte e História – Prof. Gerson Trombetta (UPF)
( ) A música brasileira em tempos de repressão e censura (1964-1985). Msc. Leandro Braz da Costa (UFRGS)
( ) Experiências de Pesquisa – Mestrandos do PPGH-UPF

FORMAS DE PAGAMENTO: Junto à Comissão Organizadora (nomes elencados abaixo) e também por depósito bancário.

BANRISUL
AG: 0310
CC: 35.095909.0-3
Carlos Eduardo Pimentel

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COMISSÃO ORGANIZADORA
Aline Cristina Ribeiro
Anderson Roman Pires
Camila Guidolin
Carlos Eduardo Pimentel
Caroline Lisboa dos Santos
Cristiano Meirelles
David Anderson Zanoni
Dilceu Pivatto Júnior
Luciana Wietchkoski
Marciano da Silva
Patricia de Fátima Bibiano
Vanessa Daiane Arendt