quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sugestão: Portal do Professor/MEC

O Portal do Professor é um espaço para troca de experiências entre professores do ensino fundamental e médio. É um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho dos professores.

O conteúdo do portal inclui sugestões de aulas de acordo com o currículo de cada disciplina e recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio e textos. Nele, o professor poderá preparar a aula, ficará informado sobre os cursos de capacitação oferecidos em municípios e estados e na área federal e sobre a legislação específica.

Fonte: MEC

Acervo da ditadura mofa sob goteiras em Brasília

27/06/2010-09h27
Acervo da ditadura mofa sob goteiras em Brasília

FILIPE COUTINHO
LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA

Enquanto o governo federal compra briga com os militares para desvendar informações sobre a ditadura (1964-85), o Arquivo Nacional, em Brasília, guarda documentos sob goteiras e dentro de sacos plásticos, com risco iminente de incêndio.
São quase 35 milhões de folhas, armazenadas em condições precárias, que narram a censura, a perseguição a militantes de esquerda e a ação das Forças Armadas em um dos momentos mais obscuros da história do país.
Toda essa papelada ainda aguarda triagem dos arquivistas para a definitiva incorporação ao acervo.
Os arquivos estão desde 1999 no prédio da Imprensa Nacional, que até hoje não foi adaptado para armazenar documentos históricos: não há saídas de emergência, o teto tem infiltrações e há fios expostos nos corredores.


Alan Marques/Folhapress
Alguns arquivos recebem lonas de plástico para se proteger dos vazamentos do teto e das chuvas


O Arquivo Nacional em Brasília, uma espécie de filial do Rio de Janeiro, que concentra a maior parte do material, trabalha no limite de sua capacidade. Segundo a própria direção, "não há espaço para mais nada".
Os documentos guardados sob lonas e expostos a goteiras e infiltrações representam um terço do acervo do órgão na capital do país. Se fosse empilhada, a papelada chegaria a 5 km --o equivalente a um prédio de 1.500 andares.
No total, o arquivo de Brasília guarda 15 km de material, ou 105 milhões de páginas -no Rio, são mais de 420 milhões.
Com o tempo, muitos documentos mofam e são tomados por pragas, e aí necessitam de uma higienização antes de voltar às estantes. Boa parte desse material em quarentena está armazenado em sacos de lixo.
A Folha teve acesso a todas as dependências do Arquivo Nacional e flagrou mapas que ainda seriam analisados jogados num canto do galpão e dezenas de caixas com documentos com sinais de que foram molhadas.
No mesmo local em que estão as 35 milhões de folhas históricas há banheiros e uma copa para os funcionários, situação que é considerada irregular pela própria coordenação da instituição, já que a proximidade com banheiros e cozinha pode causar infiltrações.

Riscos
O prédio do Arquivo Nacional foi doado em definitivo ao órgão em 2008 --pertencia antes à Imprensa Nacional. Mesmo com a estrutura carente, a instituição contou nos dois últimos anos com orçamento disponível de R$ 117 milhões.
A principal preocupação do Arquivo, no entanto, não é com o armazenamento dos documentos da ditadura. Cercado por janelas com grade e com fios expostos pelos corredores, o risco de incêndio no local é iminente.
A Folha teve acesso a laudo do Corpo de Bombeiros que obriga o órgão a fazer uma série de adaptações para evitar incêndios, sob pena de interdição do prédio.
O Corpo de Bombeiros deu 30 dias para que fossem criados sistemas de iluminação, alarme, sinalização, chuveiro automático e extintores. Segundo os bombeiros, o prédio nem sequer tem saída de emergência para a segurança dos 55 funcionários.
"[O Arquivo Nacional deve] instalar saídas de emergências e adequar a edificação para garantir o abandono seguro de toda a população", diz trecho do laudo.
O prazo dado pelos Bombeiros se encerra nesta semana, mas o Arquivo Nacional já trabalha para conseguir mais tempo.

Fonte: Folha.com

Hoje na História - 1934: Nazistas massacram chefes da SA

30/06/2010 - 05:21 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1934: Nazistas massacram chefes da SA

Em 30 de junho de 1934, na Alemanha, o líder nazista Adolf Hitler ordena um expurgo sangrento em seu próprio partido político, assassinando centenas de nazistas que ele acreditava poderem vir a ser potenciais inimigos no futuro. A liderança do agrupamento paramilitar nazista SA (Sturmabteilung – Destacamento de Assalto), cujos quarto milhões de membros ajudaram a levar Hitler ao poder no início dos anos 1930, era, em particular, o alvo principal. Hitler temia que alguns de seus seguidores levassem muito a sério a propaganda inicial do nacional-socialismo e que isto pudesse comprometer seus planos de suprimir alguns direitos dos trabalhadores em favor da indústria pesada encarregada de preparar o país para a guerra.

A Noite dos Longos Punhais (em alemão, Nacht der langen Messer) foi um expurgo que aconteceu na Alemanha Nazista na noite do dia 30 de junho para 1 de julho de 1934, quando a direção do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (o Partido Nazista) decidiu executar dezenas de seus membros políticos, sendo a maioria da SA.

Adolf Hitler revoltou-se contra o líder da SA, Ernst Röhm, pois este ansiava em transformar seus liderados, chamados de camisas pardas, no embrião do futuro exército da Alemanha Nazista e via o uso da violência nas ruas como melhor modo de disciplina, algo totalmente contra o regime que Hitler queria impor na sociedade alemã. Além disso, os interesses de Röhm chocavam-se com os do Reichswehr, o exército alemão do período entre-guerras. Seus oficiais - em especial o marechal Paul von Hindenburg, presidente da nação na época - não toleravam a figura de Röhm, em razão de sua homossexualidade, fraqueza a vícios e o medo de que Röhm viesse a tentar derrubar o regime nazista e assumir ele mesmo o poder. Hitler, chanceler da Alemanha nomeado por Hindenburg, decidiu não entrar em choque com o poder político dos militares e, ao invés disso, fazer um expurgo das autoridades máximas da SA e de seus inimigos políticos.

Pelo menos oitenta e cinco pessoas morreram durante os acontecimentos e milhares foram presas. A maioria das mortes foi causada pela SS (Schutzstaffel – Esquadrão Protetor), um grupo de elite especial, e pela Gestapo (Geheime Staatspolizei), a polícia secreta. Com o expurgo, foi consolidado o apoio do Reichswehr a Hitler.

Antes do seu acontecimento, o evento foi classificado com o codinome "colibri" (em alemão: Kolibri), escolhido aleatoriamente, que se tornou palavra-chave para iniciar a operação. A frase "Noite dos Longos Punhais" origina-se de um verso de uma canção da SA que tem como assunto principal massacres, e já havia sido usada para designar um episódio da história britânica, quando os invasores germânicos (saxões, anglos e jutos) convidaram os chefes celtas (bretões e galeses) para um banquete de paz e mataram todos com punhais escondidos sob a roupa. Devido ao peso da expressão, a Alemanha refere-se a este assunto com o nome de "Röhm-Putsch", nome empregado pela propaganda nazista na época.

Na manhã de 30 de junho de 1934, Hitler e suas tropas voaram para Munique. Do aeroporto, eles foram para o Ministério do Interior da Baviera, onde se reuniu com dirigentes da SA, que tinham organizado uma briga de rua na noite anterior. Enfurecido, Hitler retirou as medalhas e a parte de cima do uniforme de Obergruppenführer de um chefe da polícia de Munique, por desobedecer suas ordens de manter a cidade em ordem. Hitler, acompanhado de seus seguidores, de uma grande tropa da SS e da polícia comum, foi para um hotel em Bad Wiessee, onde estava marcado o encontro entre Röhm e seus comandados.

No início da noite, à testa de uma longa fileira de carros, Hitler seguiu então para Bad Wiessee. "De rebenque na mão", segundo o seu motorista Erich Kempka, Hitler "penetrou no quarto de Röhm, seguido de dois agentes da polícia criminal armados, de revólveres engatilhados. Aí bradou: 'Röhm, você está preso! ' Ainda tonto de sono, Röhm ergueu a cabeça do travesseiro. "Heil, mein Führer" - balbuciou. 'Você está preso! ' - gritou Hitler novamente. Aí deu meia volta e saiu do quarto." A cena se repetiu com todos os chefes da SA, um apenas, o silesiano Edmund Heines, foi encontrado na cama com um jovem, também a serviço da SA. Heines opôs certa resistência, mas teve o mesmo fim. Goebbels, Ministro da Propaganda, justificava o expurgo como repressão das atitudes não aceitas pelo regime nazista. A SS ainda prendeu um comboio de líderes da SA que chegavam ao hotel para a reunião com Röhm. O Gruppenführer berlinense Ernst estava em Bremen, onde se preparava para sua viagem de núpcias. Quando embarcava no navio, foi detido, e, crendo que se tratava de uma das brincadeiras de despedida de solteiro, deixou-se levar. Foi conduzido até Berlim. Sorria ao exibir seus braços algemados e fez brincadeiras com o grupo das tropas SS que o aguardava no aeroporto. Saiu do avião direto para uma viatura policial, que lá estava à sua espera. Os jornais já continham entre suas notícias a morte do Gruppenführer. Mas Ernst, continuando a crer tratar-se de uma brincadeira, foi encostado no muro de Lichterfeld e fuzilado. Recusando-se a acreditar no que passava, balbuciou ainda um "Heil, Hitler!".

Chegando aos quartéis de Munique, Hitler fez um discurso para a população. Consumido de ódio, ele denunciou Röhm como "o pior traidor da história da humanidade" e disse ainda que "figuras desobedientes, sem disciplina e doentes" seriam mortas. A platéia, que continha membros da SA que escaparam da prisão, aprovou o discurso. No retorno a Berlim, Goebbels telefonou para Göring usando o codinome "Kolibri", sinal para colocar a Gestapo nas ruas e executar os inimigos do governo.

Fonte: Opera Mundi

2a. Reunião de Avaliação e Planejamento

Ontem a 2a. Reunião de Avaliação e Planejamento foi realizada pelo Curso de História. Contando com a presença de representantes dos níveis e professores, discussões sobre o curso, o semestre, as disciplinas e o desempenho individual foram apontadas.

Entre os temas gerais e recorrentes (também apresentados na 1a. Reunião) podemos elencar:
* Problema das salas fora do IFCH que acabam prejudicando acadêmicos e inviabilizando uma maior interação entre os níveis e com os professores
* Postura acadêmica - necessidade de um trabalho intensivo entre alunos e professores para ressaltar esta questão, imprescindível para um bom aproveitamento do curso por cada integrante do mesmo

Os destaques positivos pautaram-se nos seguintes elementos:
* Avaliação positiva do Simpósio Internacional Estados Americanos e na participação dos alunos no evento
* Interação do VII nível com acadêmicos do curso de Pedagogia

Uma nova reunião acontecerá no próximo bimestre e, ao fim do semestre 2010.2 está programado um Fórum do Curso para discutir questões pontuais com todos o corpo discente e docente.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Matrícula para Aluno Especial PPGH

Alunos especiais são aqueles que, não tendo ingressado como alunos regulares, através de processo seletivo, estão dispostos a cursas disciplinas do PPGH.

As motivações para realização de uma turma especial são as mais variadas: desde a intenção de antecipar algumas matérias que poderão ser aproveitadas posteriormente quando do ingresso regular do curso, até a vontade de qualificar um currículo já existente.

A possibilidade de matrícula em alguma disciplina, como aluno especial, depende da existência de vaga para tal e isso deve ser verificado junto à Secretaria do Programa de Pós-Graduação em História.

Para inscrição o aluno deverá abrir processo na Secretaria do Mestrado em História ou Central de Atendimento Aluno da UPF (CAA), anexando os seguintes documentos:

- formulário de inscrição para aluno especial;
- Cópia da Carteira de identidade(somente para quem não é egresso da UPF)
- Cópia do CPF;(somente para quem não é egresso da UPF)
- Cópia do Diploma de graduação.(somente para quem não é egresso da UPF)

Acesse aqui o formulário de incrição para aluno especial 2010/02- Inscrições até 05/08/2010

Início das Aulas 2010/02 dia 19/08/2010

Fonte: PPGH

Mestrado em História com inscrições abertas

29/06/2010 - 15:31
Mestrado em História com inscrições abertas

O Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), da Universidade de Passo Fundo (UPF), está com inscrições abertas para a seleção ao curso de Mestrado em História - turma 2010/2. O Mestrado em História, com área de concentração em História Regional, tem como linhas de pesquisa: Política e cultura, e Espaço, economia e sociedade. A inscrição deverá ser feita pela internet, no endereço eletrônico: http://www.upf.br/posgraduacao/inscricoes.php até o dia 26 de julho. O valor é de R$ 70,00.

A seleção é constituída dos seguintes critérios: prova escrita, no dia 3 de agosto, às 8h30min, tendo por base o Projeto de Pesquisa, inserindo a discussão do “regional” a partir da bibliografia sugerida – caráter eliminatório; análise do currículo do candidato, de caráter classificatório; análise do pré-projeto de pesquisa, com caráter classificatório; e entrevista, baseada no curriculum e na exposição do projeto pelo candidato, com caráter classificatório. Esta última etapa acontece no dia 3 de agosto, a partir das 14h.

Serão preenchidas ao todo 15 vagas. As aulas iniciam no dia 19 de agosto. O edital completo contendo todos os detalhes do mestrado pode ser acessado pelo site www.ppgh.upf.br. Mais informações pelo e-mail pghis@upf.br ou telefone (54) 3316-8339.

Fonte: Imprensa UPF

Hoje na História - 1943: Roosevelt pede a Oppenheimer que acelere construção da bomba atômica


29/06/2010 - 05:56 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1943: Roosevelt pede a Oppenheimer que acelere construção da bomba atômica

Em 29 de junho de 1943, o presidente Franklin Roosevelt escreveu uma carta classificada de ‘secreta’ ao chefe do Projeto Manhattan, que desenvolveu e construiu a primeira bomba atômica, o físico Robert Oppenheimer. Na carta, Roosevelt busca aplainar o crescente antagonismo entre Oppenheimer e o general Leslie Groves, o chefe encarregado dos aspectos militares do projeto.

Roosevelt começa por parabenizar Oppenheimer (ou "Oppie" como era conhecido entre colegas e amigos) sobre os progressos alcançados no “programa de pesquisa, desenvolvimento e produção extremamente importante e altamente secreto com o qual você está intimamente comprometido”. Nenhuma menção foi feita, é lógico, à expressão “Projeto Manhattan” ou “bomba atômica”. Roosevelt expressou um sentido de urgência na solução do “problema” a fim de trazer fruição ao projeto. No mesmo documento, o presidente reafirmou o que o projeto significava para a segurança nacional.

A missiva de Roosevelt reconhece em Oppenheimer o líder de um grupo de cientistas de elite, operando debaixo de estrita segurança e sob “condições muito especiais”. Acrescentou que recebeu relatos de que a equipe de confiáveis cientistas tratam de produzir uma arma atômica e que começam a se dividir sob a pressão da tentativa de encontrar o que eles vêem como um impossível prazo fatal de conclusão. Oppenheimer e Groves com frequência se atritavam em relação às condições de vida e de trabalho dos cientistas. A pequena comunidade, isolada do mundo, ressentia-se de viver cercada de uma proteção armada no deserto do Novo México. Muitos especialistas alimentavam sérias dúvidas quanto à possibilidade até da bomba ser construída e questionavam a validade de se trabalhar com material tão perigoso.

Roosevelt apelou a Oppenheimer para que convencesse o grupo da necessidade das restrições e pediu-lhe fazer chegar à equipe o quanto apreciava o duro trabalho e o sacrifício pessoal de todos. “Roosevelt expressou sua crença de que “seja o que for o que o inimigo esteja planejando” a ciência norte-americana estaria à altura do desafio.” A carta refletia a natural habilidade de Roosevelt de recobrar e consolidar o moral, atenuando a revolta entre os físicos trabalhando numa crucial nova arma ou de assegurar às mães estadunidenses da necessidade de racionar alimentos numa época de guerra.

Dois anos mais tarde, em teste numa localidade próximo a Alamogordo, no Novo México, a primeira bomba atômica foi detonada com sucesso. Contudo, Roosevelt não viveria para decidir ou não a utilização da nova e ponderosa arma na Segunda Guerra Mundial. Ele morreu em 12 de abril de 1945, deixando a decisão para o seu sucessor, Harry Truman. Este autorizou o emprego das duas primeiras bombas nucleares contra o Japão, em 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente em Hiroxima e Nagasáqui, quando para os nipônicos a derrota já estava praticamente selada.

Fonte: Opera Mundi

Exposição MAVRS

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Matrículas dos aprovados no Vestibular de Inverno iniciam nesta terça-feira (29/06)

28/06/2010 - 14:50
Matrículas dos aprovados no Vestibular de Inverno iniciam nesta terça-feira (29/06)

As matrículas para os aprovados em primeira chamada no Vestibular de Inverno 2010/02 da Universidade de Passo Fundo (UPF) acontecem nestes dias 29 e 30 de junho. Elas devem ser feitas pessoalmente pelo candidato classificado na Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Feac), prédio B6, no Campus I da instituição, ou no Campus onde o vestibulando participou do processo seletivo.

Os documentos necessários são: Histórico Escolar do Ensino Médio (original), contendo certificado de conclusão, carga horária, notas ou conceitos (Lei 9394/96); cópia da certidão de nascimento ou de casamento; cópia do documento militar atualizado (candidato do sexo masculino); cópia do documento eleitoral, se maior de 18 anos; cópia da carteira de identidade e do CPF; atestado médico e eletrocardiograma (para o curso de Educação Física).

Mais informações
Todos os detalhes referentes ao Vestibular de Inverno 2010/02 da UPF podem ser conferidos no site http://vestibular.upf.br ou pelo Disque-Vestibular: 0800 701 8220.

Fonte: Imprensa UPF

Hoje na História - 1948: Iugoslávia é expulsa do Cominform


28/06/2010 - 07:53 | Max Altman | Redação
Hoje na História - 1948: Iugoslávia é expulsa do Cominform

A União Soviética expulsa a Iugoslávia do Cominform (Birô Comunista de Informação) em virtude da posição adotada por Belgrado em relação à guerra civil grega. A expulsão expôs de maneira concreta a permanente disputa que vinha tendo lugar entre a União Soviética de Stalin e a Iugoslávia de Tito.

A União Soviética havia instituído o Cominform em 1947 a fim de servir como um órgão coordenador dos partidos comunistas da URSS, Bulgária, Hungria, Polônia, Itália, França, Tchecoslováquia, Romênia e Iugoslávia. A maioria dos analistas e observadores ocidentais acreditava que o Cominform era o sucessor do Comintern que havia sido dissolvido em 1943 num esforço de apaziguar os aliados dos tempos da guerra – Estados Unidos e Grã Bretanha. Com o acirramento das animosidades da Guerra Fria após a Segunda Guerra Mundial, porém, o estabelecimento do Cominform assinalou que a União Soviética queria uma vez mais posicionar-se como a líder inconteste do bloco das nações socialistas. Além do mais, a inclusão dos partidos comunistas da Itália e da França significava que a União Soviética estava disposta a desempenhar um papel político expressivo fora de suas fronteiras e além do bloco socialista dos países da Europa Oriental.

A Iugoslávia era membro original da organização, mas o seu grande líder, Josef Broz Tito, mostrou-se sempre relutante em seguir a linha indicada por Joseph Stalin. Ao longo dos anos 1947 e 1948, Tito criticou asperamente a falta de assistência de Stalin à luta que os comunistas gregos desenvolviam para chegar ao poder em seu país. Quando Tito recusou-se publicamente a baixar o tom de suas queixas, Stalin ordenou que a Iguslávia fosse expulsa do Cominform.

Após a expulsão, a Iugoslávia permaneceu sendo um regime socialista, porém distintamente independente, seguindo sua própria trajetória tanto na política interna quanto nos negócios exteriores. Os Estados Unidos deliciavam-se com o conflito URSS-Iugoslávia, passando a cortejar Tito ativamente, oferecendo ajuda econômica e militar no final dos anos 1940 e nos anos 1950. Como Stalin já havia sentido em sua própria pele, Tito recusava-se a ser fantoche de qualquer governo, tendo sido um dos líderes do movimento dos países não-alinhados formado à ocasião, ao lado de Sukarno da Indonésia, Nehru da Índia, Nasser do Egito.

O Cominform, depois de 1948, aos poucos foi perdendo importância à medida que os partidos comunistas, como o da Itália, manifestaram seu desejo de se desvencilhar do controle soviético.

A União Soviética dissolveu oficialmente o Cominform em 1956.

Fonte: Opera Mundi

domingo, 27 de junho de 2010

2a. Reunião de Avaliação e Planejamento e Assembléia de Estudantes





Nesta terça-feira teremos duas atividades importantes para o curso de História da UPF. A partir das 21 horas se reunião alunos e professores para pensar, planejar e definir metas e estratégias para o decorrer do ano. A 2a. Reunião de Planejamento e Avaliação reunirá representantes de turma e professores.
Já os acadêmicos estão convocados a participar da Assembléia Geral que exporá a situação atual do Centro Acadêmico e decidirá sobre o futuro da organização estudantil.
Participe!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Hoje na história: 1876 - A batalha de Little Bighorn


25/06/2010 - 10:01 | Max Altman | Redação
Hoje na história: 1876 - A batalha de Little Bighorn

O general americano George Armstrong Custer, a caminho para destruir um novo acampamento indígena, cai numa emboscada montada por 2.500 guerreiros sioux comandados por Sitting Bull (Touro Sentado). Os 285 homens do destacamento de cavalaria perto do rio Little Bighorn, no estado de Montana. Isto não impediria que os brancos, ávidos de ouro, continuassem a invadir o território indígena. As chamadas ‘guerras indígenas’ somente teriam fim com a derrota dos Apaches de Geronimo, dez anos mais tarde.

A batalha de Little Bighorn aconteceu em 25 de junho de 1876, no ano do Centenário da Independência dos Estados Unidos da América, nas proximidades do rio Little Bighorn (afluente do Bighorn, por sua vez um afluente do Yellowstone), no estado de Montana. Ela opôs o sétimo regimento de cavalaria do exército dos Estados Unidos da América do famoso General Custer a uma coalizão de Cheyennes e de Sioux, unidos sob a influência dos também famosos lideres indígenas Touro Sentado (Sitting Bull) e Cavalo Louco (Crazy Horse).

A batalha foi o mais famoso incidente das Guerras indígenas nos EUA e resultou na vitória dos Lakota e Cheyennes do Norte. Um destacamento da cavalaria dos EUA comandado pelo General Custer foi aniquilado, foi a maior derrota do exército estadunidense durante as chamadas «Guerras Indias».

Esta batalha foi o mais famoso incidente das Guerras indígenas nos EUA e resultou na vitória dos Lakota e Cheyennes do Norte. Um destacamento do 7º Regimento da cavalaria comandado pelo Tenente-coronel George Armstrong Custer foi aniquilado.

A batalha é retratada no filme "Pequeno Grande Homem", estrelado por Dustin Hoffman. Neste filme, o hábito do General Custer e seus soldados de atacar acampamentos indígenas quando os guerreiros estavam ausentes e então assassinar mulheres e crianças é demonstrado.

Anteriormente, em 18 de setembro de 1862, os sioux eram derrotados e depunham as armas em Wood Lake pelo general Sibley. Desde o verão daquele ano os sioux do estado de Minnesota se haviam lançado numa guerra sem misericórdia contra os brancos norte-americanos. Sob o comando do chefe Little Crow (Pequeno Corvo), perpetraram numerosos massacres de soldados mas também de civis. Várias centenas deles, inclusive mulheres e crianças, morreram sob as armas sioux.

Alguns anos depois da batalha de Little Bighorn, em 15 de dezembro de 1890, no ato de sua prisão e da intensa luta que se seguiu, Sitting Bull e seu filho Crow Foot (Pé de Corço) são abatidos. O chefe dos sioux, Touro Sentado, era o símbolo da resistência aos brancos que usurpavam o ouro de suas terras. Ele havia comandado especialmente a batalha de Little Bighorn, onde o general Custer e o 7º Regimento de Cavalaria foram massacrados.

Em 29 de dezembro de 1890, ocorreu o massacre de Wounded Knee (Joelho Ferido). No estado de Dakota do Sul, cerca de 400 indígenas sioux, principalmente mulheres e crianças, são exterminadops pelas tropas norte-americanas. O massacre de Wounded Knee pôs fim às querras indígenas que grassavam na América do Norte depois do começo da colonização branca do século 17. Os brancos declararam então que a conquista dos territórios do oeste havia terminado ao preço da matança da grande maioria da população autóctone.

Fonte: Opera Mundi

Regulamentação da Profissão

O PLS 368/2009 de autoria do Senador Paulo Paim (PT/RS), que regulamenta a profissão de historiador, continua tramitando no Senado Federal. Embora tenha sido aprovado por unanimidade em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais, o Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) apresentou requerimento assinado por mais dez senadores pedindo que o projeto fosse votado em Plenário. No dia 13 de abril encerrou-se o prazo para apresentação de emendas de Plenário, tendo sido apresentada a Emenda n. 1 – Plenário de autoria do Senador Álvaro Dias, modificando a redação do projeto. Por este motivo o projeto retornou à Comissão de Assuntos Sociais onde novamente foi distribuído para o Senador Cristóvam Buarque (PDT/DF)para emitir parecer sobre a emenda. No dia 20 de abril o Senador Cristóvam Buarque apresentou relatório favorável à emenda e ao projeto. No entanto, o Senador Flexa Ribeiro voltou a intervir no processo apresentando o Requerimento n. 417 de 2010, solicitando que o projeto fosse também analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O Senador Flávio Arns (PSDB/PR) também apresentou o Requerimento de n. 416 de 2010, em que solicita que o projeto seja analisado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Estes dois requerimentos foram aprovados extrapauta pelo Plenário do Senado no dia 18 de maio de 2010. O projeto foi então remetido à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no dia 20 de maio de 2010 e nomeado como relator do projeto o próprio Senador Flexa Ribeiro, no dia 26 de maio de 2010. Ele ainda não se pronunciou.

Fonte: Informe ANPUH no. 7

Festa de encerramento das aulas

O Diretório Acadêmico América Latina Livre da UPF realiza nessa sexta-feira (25) a Festa de Encerramento das Aulas no O BAR, a partir das 22 horas, com a apresentação solo de André Fakinetto (Soledade) e seguida da discotecagem de Cássio Demodê e de Francisco Moura. Os ingressos masculinos (R$5,00) e femininos (R$3,00) podem ser adquiridos no
local.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CPDOC

O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) é a Escola de Ciências Sociais e História da Fundação Getulio Vargas.

Criado em 1973, tem o objetivo de abrigar conjuntos documentais relevantes para a história recente do país, desenvolver pesquisas em sua área de atuação e promover cursos de graduação e pós-graduação.

Disponibiliza Verbetes, textos, livros completos e outros materiais históricos de seu acervo para consulta gratuita on-line. Visite!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Exposição História e Memórias - até 04 de julho


A exposição objetiva materializar a memória da trajetória do Curso de História da Universidade de Passo Fundo refletindo a relevância e o significado do professor-historiador, da pesquisa-conhecimento histórico e da transposição didático-ensino, da identidade coletiva no projeto de cidade no transcurso de 40 anos de sua existência.

O Curso de História em 40 anos de trajetória formou mais 69 turmas de professores, publicou centenas de obras fruto de pesquisas, salvaguardou um número expressivo de documentos, de acervo e patrimônios histórico-culturais públicos e privados.

Esse processo pode ser pensado nas palavras de Braudel: “as civilizações têm seus pés no solo”. Seguindo essa afirmativa é importante destacar que desde o ano de 1960, o Curso de História desempenha um papel importante na construção de identidades da cidade, do regional e do nacional sendo os professores - pesquisadores e os alunos os artífices desta memória coletiva, e responsáveis não só pela criação deste passado, como pelo ensino e pela vigilância dos usos e abusos que deste são feitos.


Agradecemos especialmente ao atrocinadores: Bolsa Construções e Incorporações, Guaracar Plus/FIAT, O Nacional, Fórum Mulher; e demais colaboradores que tornaram a exposição possível.


Fonte: MHR

O PROJETO CURTA NA ESCOLA


O que é o projeto Curta na Escola?

A idéia de incentivar o uso de filmes de curta metragem brasileiros como material de apoio pedagógico em salas de aula já existia desde o início do projeto Porta Curtas Petrobras, em agosto de 2002.

Em março de 2006, através da ativação do módulo Curta na Escola, passamos a oferecer indicações de uso pedagógico para boa parte do acervo de centenas de filmes cuja exibição na íntegra é disponibilizada através do site.

Pedagogos especializados passaram a contribuir com sugestões - pareceres pedagógicos sobre como utilizar cada filme indicado na abordagem de variadas disciplinas e temas transversais, em todos os níveis de ensino.

A adesão imediata de um grande número de professores, baixando os pareceres e elogiando o serviço, motivou o desenvolvimento do Projeto Curta Na Escola, que reúne neste website um conjunto de ferramentas interativas integralmente dedicadas a promover o uso dos curtas-metragens brasileiros na educação.

Aqui, professores cadastrados compartilham suas vivências em torno da utilização dos curtas em sala de aula através de comentários aos filmes, discussões no fórum e, principalmente, do envio de relatos de suas experiências com a exibição de filmes aos alunos. Tais relatos integram um grande banco de experiências educacionais, permanentemente aberto para consultas por todos.

O projeto é aberto a professores do todo o Brasil, e tem por objetivo constituir uma Comunidade Nacional de Aprendizagem em torno da construção colaborativa de conteúdos relacionados ao uso dos curtas-metragens brasileiros em escolas de todo o país.

Gilson Schwartz
Idealizador da Cidade do Conhecimento, USP

Fonte: Porta Curtas

Hoje na História - 1959: Espião Klaus Fuchs é libertado na Inglaterra


23/06/2010 - 03:04 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1959: Espião Klaus Fuchs é libertado na Inglaterra

Em 23 de junho de 1959, depois de cumprir nove anos de prisão, Klaus Fuchs, cientista norte-americano nascido na Alemanha, que participou do programa ‘Los Álamos’ que construiu a primeira bomba atômica e cuja espionagem ajudou a União Soviética a construir suas bombas atômicas e de hidrogênio, é libertado de uma prisão britânica. Fuchs deixou imediatamente a Inglaterra rumando para a Alemanha Oriental onde reassumiu sua carreira científica.

Como estudante na Alemanha entreguerras, Fuchs filiou-se ao Partido Comunista Alemão, em 1930. Entretanto, com a chegada do líder nazista Adolf Hitler ao poder, foi obrigado em 1934 a fugir da Alemanha. Radicando-se no Reino Unido, tornou-se um jovem cientista brilhante tendo sido recrutado em virtude de seu destacado desempenho, pelas autoridades militares após a eclosão da Segunda Guerra Mundial. A despeito de seu passado comunista, foi confirmado em suas funções. Em 1943 Fuchs junto com outros cientistas britânicos foram enviados aos Estados Unidos para juntar-se a um projeto atômico altamente secreto. Finalmente, indicado para os escritórios centrais onde se desenvolvia a essência do projeto em Los Álamos, Novo México, Fuchs logo se tornou uma figura importante.

Sem que ninguém em Los Á4lamos tivesse tomado conhecimento, fez contacto com um espião soviético logo após a sua chegada, oferecendo informações precisas sobre o programa, inclusive uma cópia do plano "Fat Man". Os trabalhos em Los Álamos culminaram com a construção de 3 bombas atômicas. A primeira foi usada no teste nuclear em Alamogordo (Novo México) em 16 de julho de 1945, tendo sido batizada com o nome de código de Trinity. As outras duas, “Little Boy” e “Fat Man” foram usadas no bombardeio de Hiroxima e Nagasáqui em 6 e 9 de agosto de 1945 respectivamente. Além desse plano, passou informações sobre tudo o que os cientistas conheciam até então sobre uma hipotética bomba de hidrogênio.

Após a guerra, Fuchs retornou à Inglaterra, onde prosseguiu com seus trabalhos em pesquisas nucleares e com a espionagem soviética até 21 de dezembro de 1949, quando um oficial da inteligência britânica acusou-o de ter fornecido informações classificadas sobre armas nucleares à União Soviética. A descoberta da espionagem de Fuchs veio à tona quarto meses depois de Moscou ter detonado com sucesso sua primeira bomba atômica.

Fuchs foi considerado culpado e, em 1º de março de 1950, condenado, após duas horas de julgamento, à prisão. Pela lei britânica, ele só poderia ser condenado a 14 anos de reclusão visto que a União Soviética não era considerada oficialmente inimiga da Inglaterra por ocasião de sua prisão. Após 9 anos foi libertado por bom comportamento, deixando o Reino Unido e rumando para a Alemanha Oriental. Morreu em 1988.

A revelação da espionagem de Fuchs foi o principal fator que levou o governo dos Estados Unidos a aplicar vultosos fundos para o desenvolvimento da bomba de hidrogênio, teoricamente centenas de vezes mais poderosa que as bombas atômicas lançadas sobre o Japão. A primeira bomba de hidrogênio usamericana foi detonada em 1952. Três anos mais tarde, a União Soviética detonou sua primeira bomba de hidrogênio sob o mesmo princípio da fissão nuclear.

Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 22 de junho de 2010

Hoje na História - 1941: Nazistas invadem URSS na Segunda Guerra

>>Soldados alemães fazem buscas em aldeia russa ocupada durante a guerra

22/06/2010 -06:02 | Max Altman | São Paulo

Em 22 de junho de 1941, mais de 3 milhões de soldados da Alemanha invadem a União Soviética em três ofensivas paralelas, no que seria a maior e a mais poderosa força militar de invasão da história. Dezenove divisões blindadas, 3 mil tanques pesados, 2,5 mil aviões e 7 mil peças de artilharia distribuíram-se num front de 1,5 mil quilômetros assim que Hitler decidiu abrir seu segundo front na guerra.

A despeito do fato que a Alemanha e a União Soviética terem assinado um pacto de não agressão em 1939, garantindo uma nação a outra uma específica região de influência sem que uma interferisse na outra, as suspeitas permaneceram elevadas. Quando o Exército Vermelho avançou sobre a Romênia em 1940 para eventualmente defender o suprimento de petróleo, Hitler viu nisso uma ameaça ao seu pretenso controle sobre os poços petrolíferos dos Bálcãs. Berlim respondeu imediatamente mobilizando para a região duas divisões blindadas e 10 divisões de infantaria na Polônia, posicionando-se para ameaçar diretamente as linhas fronteiriças soviéticas. Mas o que parecia ser apenas um movimento tático transformou-se num plano global de ataque à União Soviética.

Na verdade, a ideia básica do assalto à União Soviética remontava a 15 anos antes. Hitler escrevera no seu livro Mein Kampf (Minha Luta): “Nós, nacional-socialistas, recomeçamos onde interrompemos há 600 anos. Vamos deter o interminável movimento ao sul e a oeste da Europa e voltar nossas vistas para os países do Leste... Quando hoje falamos em novo território na Europa (Drang nach östen), devemos pensar principalmente na Rússia e nos seus Estados vassalos limítrofes. O próprio destino parece assinalar-nos o caminho nesse ponto... Esse colossal império no leste está amadurecido para a dissolução, e o fim do domínio judaico na Rússia será também o fim da Rússia como Estado.”

Apesar das advertências de seus conselheiros de que a Alemanha não deveria lutar em dois fronts, como a experiência da Primeira Guerra Mundial havia demonstrado, Hitler convenceu-se de que a Inglaterra iria resistir aos ataques alemães, recusando-se a se render, porque Londres tinha firmado um acordo secreto com Moscou. Temendo ser ‘estrangulado’ a leste e a oeste, firmou em dezembro de 1940 a “Diretiva 21: Operação Barbarossa”, um plano para invadir e ocupar a imensa nação que ele imaginava poder articular-se com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

Hitler traçou o objetivo geral da Operação Barbarossa: “A massa do exército russo, na Rússia ocidental, deverá ser destruída em operações ousadas, por meio da penetração de profundas cunhas couraçadas, e a retirada de unidades intatas e capazes de batalhar na imensidão do território soviético deverá ser impedida. O objetivo final da operação é estabelecer uma linha de defesa contra a Rússia Asiática, a partir de uma linha que corra do rio Volga a Arkhangelsk.”

Em 22 de junho de 1941, após ter adiado a invasão da Rússia para poder tirar seu aliado a Itália dos apuros em que se meteu na invasão da Grécia e assim evitar que os Aliados pudessem botar um pé nos Bálcãs, três grupos de exércitos alemães atacaram pesadamente a União Soviética de surpresa. O Exército Vermelho era mais numeroso do que a inteligência germânica havia antecipado mas estavam aparentemente desmobilizado no momento do assalto inicial. Stalin, Segundo se informou, havia dado de ombros às advertências de seus próprios conselheiros e até do próprio primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que o ataque nazista era iminente.

Segundo diretrizes emanadas do próprio Hitler aos comandantes supremos das três armas “a guerra contra a Rússia será tal que não poderá ser conduzida de maneira cavalheiresca. É uma luta de ideologias e de diferenças raciais e terá de ser conduzida com uma dureza sem precedentes, sem misericórdia e sem descanso... Insisto que minhas ordens sejam executadas sem oposição. Os comissários do povo são os portadores de ideologias que se contrapõem diretamente ao nazismo. Por conseguinte, serão liquidados os comissários. Os soldados alemães acusados de quebrar as leis internacionais serão desculpados... A Rússia não faz parte da Convenção de Haia, não tendo, portanto, direito a ela.”

No final do primeiro dia da invasão, a força aérea alemã tinha destruído mais de mil aviões soviéticos. E a despeito da resistência e obstinação das tropas do Exército Vermelho e do armamento a sua disposição em tanques e artilharia, havia certa desorganização defensiva, o que permitiu a penetração da Wehrmacht em território russo em poucas semanas em cerca de 500 quilômetros.

O exército alemão avançou ainda mais nos meses subsequentes, cercou Leningrado, chegou às portas de Moscou e investiu para conquistar o sul do país. Até que se defrontou com Stalingrado - a batalha que virou a guerra.

Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Memórias do AHR: Cruz Vermelha Brasileira



21 de junho de 2010
Cruz Vermelha em Passo Fundo, a guerra chegou por aqui? (Parte I)

Noite de sábado, 9 de maio de 1942. Clube Comercial. Casais dançam ao som do jazz tocado pela Banda Marcial da Brigada Militar. Homens e mulheres elegantemente vestidos enchem o salão de baile unidos por uma causa mundial: a segunda Grande Guerra.

Horas antes, em sessão solene realizada no mesmo local, reunia-se a elite passo-fundense. Representantes civis, militares, eclesiásticos de âmbito nacional, municipal e internacional estavam atentos à fala do Dr. Armando Vasconcellos, chefe do Posto de Higiene Local. Estava instalado o Núcleo de Voluntários da Cruz Vermelha Brasileira de Passo Fundo (CVBPF).

A diretoria provisória foi constituída pela professora Mathilde Mazeron (presidente) e Dejanira Langaro (vice-presidente). Após compor a mesa, Vasconcellos comentou sobre o momento de graves apreensões por que atravessava o Brasil em face do cataclisma que ameaçava transformar o mundo num vasto “estado de fogo e sangue”.

A Cruz Vermelha, fundada nesta cidade em 1942, fora internacionalmente criada em 1863 por Henry Dunant, dando origem às Convenções de Genebra e ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha. Sociedade de socorro voluntário civil sem fins lucrativos, filantrópica, atuando em caso de guerra em todos os setores salvaguardados pela Convenção de Genebra em favor de todas as vítimas de conflitos, sejam civis ou militares.

A criação da CVBPF em nossa cidade foi reflexo do alinhamento do Brasil às Forças Aliadas em agosto de 1942, durante o governo Vargas, tendo como fator principal a ampliação de prestígio do país junto aos EUA, que haviam decretado guerra contra o Eixo.

Em 1942, não houve movimentações do Núcleo em Passo Fundo. Os trabalhos iniciaram intensamente com o envio à Itália de 25 mil militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e Dejanira Langaro assumiu presidência da CVBPF em 23 de junho de 1943.

Imediatamente, iniciou-se a constituição dos cursos de atendente e auxiliar de enfermagem e as campanhas de arrecadação de agasalhos para a FEB. Segundo Delma Gehm, secretária geral da CVBPF, “essa diretoria viveu os momentos mais emocionantes e difíceis da 2ª Guerra Mundial”.

A demanda das tropas que passavam pela cidade e o sentimento temerário da guerra no Brasil faz com que o núcleo CVBPF aumentasse consideravelmente seu contingente de voluntários e mantenedores, intensificando ainda mais os trabalhos e cursos de socorristas ministrados na sede temporária no Clube Comercial, nos meses finais de 1944 até fim do primeiro semestre de 1945.

Lenços brancos no ar, lágrimas no rosto, o som dos clarins e apitos de trem, misturavam-se ao céu da manhã de 24 de dezembro de 1944 na Gare da Viação Férrea. Setenta e sete soldados e três cabos do exército compunham o primeiro grupo de expedicionários passo-fundenses, despediam-se dos seus familiares e entes queridos para incorporar-se a FEB no Rio de Janeiro rumando então aos fronts Italianos.


Anderson Roman Pires
Acadêmico do 3º nível do Curso de História UPF
Fonte: Acervo AHR
Imagens: símbolo Cruz Vermelha Brasileira, Dejanira Lângaro, Delma Gehm.

Fonte: AHR

sábado, 19 de junho de 2010

Sexta-feira tem Ciclo de Cinema!!!

Na próxima sexta-feira, 25 de junho, teremos a última sessão do Ciclo de Cinema deste semestre, dedicado ao tema Continente Americano. A projeção e o debate, conduzido pelo professor Eduardo Svartaman, acontecerão no Auditório da Biblioteca, a partir das 19:20 horas. Participe!!!


CHOVE SOBRE SANTIAGO
Chove sobre Santiago (Il Pleut sur Santiago)
Filme sobre o golpe militar no Chile em 1973
Direção de Helvio Soto, 1975
País de origem: França/Bulgária
Duração: 110 min
Elenco: Jean-Louis Trintignant, Annie Girardot, John Abgey, Bibi Andersson. Rodado na Bulgária, onde o diretor esteve exilado à época. Música de Astor Piazolla.

O filme retrata a preparação e o momento do golpe, quando o governo de Salvador Allende, estando isolado na área militar, é derrubado. Allende é vitorioso nas eleições presidenciais em 1970 e a Unidade Popular assume o governo. Mas não o poder, pois o aparelho de Estado, a organização burocrático-militar é mantida, no fundamental, intacta.

No governo da Unidade Popular intensifica-se o processo de mobilização popular e implementa-se significativa melhoria das condições de vida dos trabalhadores, a reforma agrária e a nacionalização de empresas estrangeiras, como as das minas de cobre, ferindo os interesses econômicos dos grandes grupos empresariais do Chile e do imperialismo. Estes desencadeiam sabotagens, boicotes, gerando desabastecimento de gêneros de primeira necessidade para a população, com intento de amedrontar, principalmente, as camadas médias e desestabilizar o governo de Allende.

Nas palavras do Embaixador dos Estados Unidos em Santiago, E. Korry, a Eduardo Frei, em carta de outubro de 1970: "Deve saber que não permitiremos que chegue ao Chile um parafuso, nem uma porca... Enquanto Allende permanecer no poder, faremos tudo ao nosso alcance para condenar o Chile e os chilenos às maiores privações e misérias..."

Ainda em outubro de 1970, o escritório central da CIA em Santiago fazia "... Informar a esses oficiais golpistas que o governo dos Estados Unidos lhes dará seu respaldo total no golpe ... (Cabo 762 do escritório central da CIA em Santiago. 14.10.1970).

Estava em preparação o golpe de Estado consumado em 11 de setembro de 1973, na operação sob o nome de “Chove Sobre Santiago”, executada pelas forças reacionárias do Chile, que teve como ponta de lança as Forças Armadas sob a direção do general Pinochet e que contou com o apoio direto da CIA, do governo dos EUA e também dos governos ditatoriais da América Latina, associados com o imperialismo norte-americano na "Operação Condor". O aparelho militar-policial do Estado chileno realizou um dos maiores banhos de sangue contra um povo nas últimas décadas na América Latina.

Fonte: Centro Cultural Antônio Carlos Carvalho

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Hoje na História, 1976: Começa a revolta de Soweto, na África do Sul

Em 18 de junho de 1976, eclodia a revolta em Soweto, bairro de população negra em Joanesburgo, na África do Sul, motivada pela decisão do governo do apartheid de ensinar obrigatoriamente nas escolas a língua africâner (bôere) ao lado da língua inglesa e desprezando as línguas nativas africanas.

O africâner, idioma com forte influência do holandês, era o símbolo do apartheid que os excluía da sociedade. Iniciado em Soweto (sigla de South West Township, ou "Comunidade do Sudoeste") dois dias antes, ele resultou em centenas de mortos e mais de mil feridos. As principais vítimas da repressão policial foram estudantes negros. As imagens da rebelião dão a volta ao mundo e irrompe uma indignação geral. Toma-se consciência da realidade do apartheid, do esmagamento da maioria negra pela minoria branca.

A revolta estudantil de Soweto de 18 de junho constitui um marco importante no declínio e derrocada do sistema de apartheid, que então existia na África do Sul, mediante o qual a lei legalizava e institucionalizava a discriminação racial dos negros, ainda que fossem a esmagadora maioria da população.

A decisão do governo branco de impor a língua africâner como língua obrigatória do ensino, juntamente com o inglês tratou-se de uma medida humilhante e cruel porque o africâner não era vista como a língua do opressor”, mas ainda porque os estudantes negros falavam pouco ou mal este idioma, surgido do holandês.

“Os alunos não conseguiam aprender em africâner e os professores não podiam ensinar nesta língua”, explicou Pandor, que vivia no exílio na época da rebelião. “Era uma política estúpida”, mediante a qual o governo do apartheid esperava “impor a sua ideologia”, acrescentou.

Na manhã de 16 de junho de 1976, milhares de estudantes invadiram as ruas de Soweto, em protesto. A manifestação começou em calma, mas a dada altura a polícia abriu fogo. O primeiro a cair foi Hector Pieterson, de 13 anos. A foto de seu corpo, carregado por um amigo com o rosto coberto de lágrimas, deu a volta ao mundo.

Os estudantes responderam atirando pedras. A polícia e as autoridades responderam então com um verdadeiro massacre de que resultou a morte de mais 500 jovens estudantes negros.

Aquele dia deu origem a uma onda de indignação no exterior e marcou na África do Sul o ponto de partida de uma rebelião que se espalhou por todo o país e em poucas semanas deixou centenas de mortos.

“Os acontecimentos deste dia tiveram repercussões em todos os municípios da África do Sul. Os funerais das vítimas das violências do Estado se tornaram locais de motins nacionais. Subitamente, os jovens sul-africanos assumiram um espírito de protesto e rebelião”, escreveu nas suas memórias o ex-presidente sul-africano e Prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela.

Embora a decisão de impor o africâner tenha sido um detonador, a revolta traduziu também um agudo sentimento de frustração e uma profunda cólera. Foi a conseqüência da segregação racial sistemática, acentuada por um contexto econômico difícil depois da euforia dos anos 60, cujas consequências foram pagas em primeiro lugar pelos negros.

O massacre de Soweto, perpetrado pelo regime racista da África Sul nos subúrbios de Joanesburgo – na cidade-dormitório de Soweto, verdadeira reserva de força de trabalho negro para as minas de ouro foi a resposta do regime racista para a revolta contra as condições sub-humanas em que vivia a sua população, contra a falta de direitos, contra o racismo. Na África do Sul de então a vida de um negro nada significava para o poder político.

Soweto ficou como símbolo da resistência ao apartheid e se tornou um estigma que levou ao isolamento dos racistas, à sua condenação, e ao princípio do fim de um execrável regime.

Fonte: Opera Mundi

Exposição na UPFTV retrata Passo Fundo no passado e no presente

Publicado em 18/06/2010

O Museu Histórico Regional (MHR) está realizando uma exposição de fotografias, na UPFTV, que retratam o município no passado e no presente.

De acordo com o professor da UPF, Eduardo Munhoz Svartmann, a exposição não se trata apenas do acervo fotográfico do MHR, mas o resultado da integração entre a comunidade municipal e a instituição, que além de manter objetos de caráter histórico, é um espaço de pesquisa, de ensino e de extensão universitária. “Essa interação começa com a doação de fotografias antigas que a comunidade faz ao MHR e que, depois de tratadas, classificadas e armazenadas pela equipe do museu, são selecionadas e suas cópias são disponibilizadas para que a comunidade fotografe o mesmo local ou paisagem na sua configuração atual”, relata Svartmann.

A exposição permanece aberta ao público até a metade do mês de julho. Mais informações podem ser adquiridas com o MHR, pelo telefone 3316-8585, ou e-mail mhr@upf.br.

Fonte: O Nacional

Últimos dias para inscrição no Vestibular de Inverno


18/06/2010 - 16:27
Últimos dias para inscrição no Vestibular de Inverno
Instituição oferece 37 cursos. Processo seletivo acontece em 26 de junho

Processo seletivo deve movimentar o Campus I e os campi
A Universidade de Passo Fundo (UPF) inscreve até a próxima segunda-feira, 21 de junho, para o Vestibular de Inverno 2010/2 da instituição. Neste ano, a prova acontece no dia 26 de junho, às 14h, na estrutura multicampi. Entre as novidades apresentadas, pela primeira vez, o curso de Medicina está sendo oferecido no processo seletivo de inverno. Destacam-se ainda, o oferecimento inédito do curso de Engenharia Elétrica (40 vagas) no turno da noite; do curso superior de tecnologia em Eventos, no Campus Passo Fundo; do curso superior de tecnologia em Gestão Comercial (no Campus Carazinho); e do curso superior de tecnologia em Agronegócio (no Campus Soledade). Os candidatos podem optar entre as 37 de graduações nas diversas áreas do conhecimento. As inscrições devem ser feitas pelo site http://vestibular.upf.br. Os candidatos podem utilizar também a Central de Atendimento ao Aluno, Campus I, ou as secretarias dos campi Carazinho, Casca, Lagoa Vermelha, Soledade e Sarandi.

Como nos vestibulares anteriores, os cursos estão divididos em Grupo 1, que faz somente a prova de Redação, e Grupo 2, que além da Redação, responde às provas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, História, Geografia, Matemática, Física, Biologia e Química. Para as inscrições de treineiros e candidatos ao Grupo 1 o investimento é de R$ 25,00. Aos candidatos do Grupo 2, o investimento é de R$ 50,00.

Aproveitamento da nota da Enem
A UPF possibilita aos candidatos o aproveitamento da nota do Exame Nacional do ensino Médio (Enem) dos últimos três anos – 2007, 2008 e 2009, sendo que a opção deve ser indicada no momento da inscrição ao Vestibular. Os candidatos do Grupo 1 que optarem pelo Enem ficam isentos de realizar a prova de Redação, mas no dia da prova devem comparecer no local e horário indicado no comprovante de inscrição para assinatura da ata de presença. Caso o candidato do Grupo 1 não deseje utilizar a nota do Enem, fará a prova de Redação, valendo esta como requisito para a sua classificação.

Os candidatos do Grupo 2 podem utilizar a nota do Enem para, juntamente com a média do processo seletivo da UPF, compor a média final de classificação, com pesos 4 e 6, respectivamente.

Bolsas e créditos
Sempre preocupada em facilitar o acesso ao ensino superior a um número cada vez maior de estudantes, a UPF oferece diversas possibilidades de benefícios financeiros. Entre os principais estão a Bolsa Social, o Programa Emergencial de Crédito e as parcerias com o governo federal por meio do Programa Universidade Para Todos (ProUni) e Fies. Além disso, destacam-se os programas municipais de crédito e o Crédito Universitário Pravaler. Cada programa segue normas específicas. Informações pelo e-mail informacoes@upf.br ou do telefone (54) 3316 7000.

Contato
Os cursos oferecidos e todos os detalhes do Vestibular de Inverno 2010/02 da UPF podem ser conferidos no site http://vestibular.upf.br ou pelo Disque-Vestibular: 0800 701 8220.

Fonte: Imprensa UPF

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Arquivo Histórico Regional digitaliza parte do acervo do jornal O Nacional

Arquivo Histórico Regional serve como fonte de pesquisa histórica sobre Passo Fundo
O acervo impresso do jornal O Nacional de Passo Fundo está sendo digitalizado pelos profissionais que trabalham no Arquivo Histórico Regional, pertencente à Universidade de Passo Fundo (UPF).

Na próxima sexta-feira, 18 de junho, às 16h30min, haverá uma solenidade no Arquivo Histórico Regional onde o coordenador, professor Eduardo Svartman, entregará o acervo já digitalizado da primeira década do Jornal, desde a sua fundação (de 1925 até 1935), ao diretor executivo do O Nacional, Múcio de Castro Neto.

A pretensão é digitalizar todo o acervo de periódicos do Arquivo Histórico Regional. O setor de pesquisa funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 11h30min e da 13h30min às 17h30min. A localização é na Rua Paissandu, 1756.

Fonte: Imprensa UPF

Hoje na história - 1885: A Estátua da Liberdade chega a Nova Iorque


17/06/2010 - 07:51 | Max Altman | Redação
Hoje na história - 1885: A Estátua da Liberdade chega a Nova Iorque

O navio francês Isère, partindo do porto de Rouen chega dois meses mais tarde, em 17 de junho de 1885, a Nova York, tendo a bordo a estátua chamada de “a Liberdade iluminando o mundo”. Símbolo da amizade entre os Estados Unidos e a França desde a independência norte-americana, esta estátua de bronze de 46 metros de altura é obra do escultor Frédéric Auguste Bartholdi, sua armadura de ferro foi concebida por Gustave Eiffel, construtor da Torre Eiffel. A obra foi estocada em 210 caixas. O pedestal, a cargo dos norte-americanos, não estando ainda acabado, levou a que a estátua só fosse inaugurada em outubro de 1886.

Originalmente conhecida como “A Liberdade Iluminando o Mundo”, a estátua foi proposta pelo historiador francês Edouard Laboulaye para comemorar a aliança franco-americana durante a Revolução Americana. Desenhada pelo escultor francês Frederic Auguste Bartholdi, tem a forma de uma mulher com o braço direito erguido empunhando uma tocha. Em fevereiro de 1877, o Congresso em Washington aprovou a utilização de um local na ilha de Nova York, Bedloe, que havia sido sugerida por Bartholdi.

Em maio de 1884, a estátua foi terminada nos ateliês franceses e três meses depois os norte-americanos lançaram a pedra fundamental do pedestal em Nova York. As diversas partes de bronze da estátua foram sendo montadas e o ultimo rebite foi ajustado em 28 de outubro de 1886, pouco antes da cerimônia de inauguração presidida pelo presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland.

No pedestal há uma inscrição "The New Colossus," um famoso soneto da poeta norte-americano Emma Lazarus que dá as boas vindas aos imigrantes que chegavam de todas as partes do mundo que assim dizia: "Give me your tired, your poor, Your huddled masses yearning to breathe free, / The wretched refuse of your teeming shore. / Send these, the homeless, tempest-tossed to me. / I lift my lamp beside the golden door." ("Dêem-me os cansados, /os pobres, suas massas apinhadas, /que anseiam por respirar em liberdade. /A recusa desventurada de seu porto abundante /envia a mim esses desabrigados assolados pela tempestade. /Ergo meu tocheiro ao lado do portão dourado.)

Seis anos depois, a ilha Ellis, adjacente à ilha Bedloe, abriu-se como a estação central para ingresso de imigrantes aos Estados Unidos. Nos 32 anos que se seguiram mais de 12 milhões de imigrantes foram recebidos no porto de Nova York sob as vistas da ‘senhora liberdade”. Em 1924, a Estátua da Liberdade foi consagrada como monumento nacional.

Fonte: Opera Mundi

terça-feira, 15 de junho de 2010

Seleção 2010.2 PPGH/UPF

PROCESSO DE SELEÇÃO PARA INGRESSO NO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO – TURMA 2010/1

O Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), da Universidade de Passo Fundo (UPF), torna pública a abertura das inscrições para as provas de seleção ao Curso de Mestrado em História para a turma 2010/2.

O Mestrado em História, com área de concentração em História Regional, tem como linhas de pesquisa:

1. Política e cultura;

Agrega as pesquisas sobre relações políticas e representações culturais, no âmbito regional, nacional e internacional nas dimensões amplas que compreendem o fazer histórico contemporâneo em termos de objetos, referenciais e metodologias.
Professores
Adelar Heinsfeld
Ana Luiza Setti Reckziegel
Eduardo Munhoz Svartman
Gerson Luís Trombetta
Gizele Zanotto
Janaína Rigo Santin

2. Espaço, economia e sociedade.
Agrega as pesquisas sobre os processos de ocupação do espaço e formas societárias; relações e conflitos sociais, econômicos e simbólicos nas dimensões regionais e inter-regionais; comunidades nativas, formação da sociedade luso-brasileira e ibero-americanas.
Professores
João Carlos Tedesco
Mário Maestri
Luiz Carlos Tau Golin

ESTRUTURA CURRICULAR:
A estrutura do Mestrado inclui um mínimo de 30 créditos, sendo 24 créditos de disciplinas e 6 créditos de orientação.

INSCRIÇÕES:
A inscrição deverá ser feita pela Internet, no endereço eletrônico: http://www.upf.br/posgraduacao/inscricoes.php. Do dia 15 de junho de 2010 até o dia 26 de julho de 2010. O valor será R$70,00(setenta reais).

A inscrição somente será efetivada mediante o envio da documentação necessária.

Modalidades de envio dos documentos:

Pela Central de Atendimento ao Aluno e Secretaria do Mestrado–
Universidade de Passo Fundo - Centro Administrativo

Por correspondência
Universidade de Passo Fundo - IFCH
Programa de Pós-Graduação em História
Campus I – Bairro São José – KM 171 – BR 285
Cx. Postal 611
CEP: 99001-970 - Passo Fundo, RS
Postado via Sedex com data do dia 23/07/2010

Poderão candidatar-se os(as) graduados(as) com Licenciatura Plena e/ou Bacharelado em História ou áreas afins.

Documentos necessários para a inscrição dos candidatos:
a) Curriculum Lattes documentado;

b) 3 (três) fotocópias do Projeto de pesquisa (modelo disponível no site do PPGH);

c) 2 (duas) fotocópias do diploma de graduação;

d) 2 (duas) fotocópias do respectivo histórico escolar;

e) 2 (duas) fotocópias da certidão de casamento ou de nascimento;

f) 2 (duas) fotocópias do documento de identidade;

g) 2 (duas) fotocópias do CPF;

h) 1 (uma) foto 3x4 recente;

i) Memorial descritivo contendo atividades acadêmicas e profissionais realizadas e motivação para o projeto de pesquisa;

j) Formulário de inscrição preenchido;

k) Quadro de pontuação do Currículo preenchido (Anexo I deste Edital)

l) Fotocópia do Comprovante de pagamento da inscrição

Homologação das inscrições: dia 28/07/2010.

SELEÇÃO:
A seleção é constituída dos seguintes critérios:

1) Prova escrita, tendo por base o Projeto de Pesquisa, inserindo a discussão do “regional” a partir da bibliografia sugerida – caráter eliminatório – dia: 03/08/2010, às 8h30min

2) Análise do Currículo do candidato – caráter classificatório;

3) Análise do Pré-Projeto de pesquisa – caráter classificatório;

4) Entrevista, baseada no curriculum e na exposição do projeto, pelo candidato - caráter classificatório - dia: 03/08/2010, a partir das 14 hs.

PROJETO:
O projeto deverá conter: descrição do tema, fontes de pesquisa e bibliografia.
Modelo disponível na página http://www.ppgh.upf.br/

NÚMERO DE VAGAS:
O número de vagas é até 15 (quinze), e o Programa não se compromete a preenchê-las.

RESULTADOS FINAIS:
Os resultados finais serão divulgados até o dia 06/08/2010

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:
Não serão aceitos recursos quanto à homologação da inscrição e quanto ao processo de seleção e seu resultado.

A Comissão de Seleção decidirá sobre as questões não previstas no presente Edital.

A documentação dos candidatos não classificados deverá ser retirada, na Secretaria do PPGH, até o prazo máximo de 30/11/2010. Após esta data será encaminhada para reciclagem.

Para maiores informações: Secretaria do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo, prédio B4, sala 134. Campus I, Bairro São José, Passo Fundo – RS. CEP: 90001-970., Fone (54) 3316-8339, Fax (54) 3316-8330 endereço eletrônico pghis@upf.br.


PRÉ-MATRÍCULAS:
Dia 12 de agosto de 2010 pelo email pghis@upf.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email.


Passo Fundo, 14 de junho de 2010.


Prof. Dr. Adelar Heinsfeld
Coordenador do PPGH/UPF

UPF oferece mais de 1,5 mil bolsas de estudo pelo Prouni para o próximo semestre

15/06/2010 - 08:53
UPF oferece mais de 1,5 mil bolsas de estudo pelo Prouni para o próximo semestre
Alunos já matriculados na UPF podem concorrer às bolsas integrais. Estudantes ingressantes no próximo semestre concorrem às bolsas integrais e às parciais

A Universidade de Passo Fundo (UPF) está disponibilizando 1.514 vagas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) para o próximo semestre, sendo 130 integrais (100%) e 1.384 parciais (50%). As bolsas integrais são destinadas para brasileiros não portadores de diploma de curso superior, cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de até um salário mínimo e meio.

Os estudantes que já estão matriculados em cursos de graduação da UPF podem se candidatar às bolsas integrais. Já os alunos que pretendem ingressar no próximo semestre podem se candidatar tanto às bolsas integrais (100%), quanto às parciais (50%).

O período de inscrições de estudantes no ProUni, para o segundo semestre, em etapa única, inicia na terça-feira, dia 15 de junho, e segue até o dia 19. Os estudantes poderão fazer opção de até três cursos. A relação dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada será divulgada no dia 21 de junho. Esses estudantes deverão comprovar suas informações junto à instituição de ensino de 22 de junho a 2 de julho.

As bolsas parciais são destinadas, exclusivamente, a novos estudantes ingressantes, brasileiros não portadores de diploma de curso superior, cuja renda familiar mensal per capita não exceda o valor de até três salários mínimos. As inscrições deverão ser realizadas pelo site http://siteprouni.mec.gov.br. Mais informações sobre as vagas do Prouni na UPF podem ser obtidas junto à Central de Informações da UPF, pelo telefone (54) 3316-7000.

Bolsas oferecidas no processo Prouni 2010.2 - História
100 % - 02
50% - 39


Fonte: Imprensa UPF

Inscrições abertas para Pibic/CNPq

14/06/2010 - 16:43
Inscrições abertas para Pibic/CNPq

Estão abertas as inscrições de candidatos a bolsista no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do CNPq, com período de vigência da bolsa de 1º/08/2010 a 31/07/2011. As inscrições devem ser feitas até 5 de julho, com entrega de documentação devidamente protocolada junto à Divisão de Pesquisa da Universidade de Passo Fundo (UPF). O valor da bolsa é de R$ 360,00 mensais.

Para candidatar-se à bolsa, o acadêmico deverá estar regularmente matriculado em curso de graduação; não ter vínculo empregatício e dedicar-se integralmente às atividades acadêmicas e de pesquisa; e ser selecionado e indicado pelo orientador. É vetada a acumulação desta bolsa com a de outros programas do CNPq, de outra agência ou da própria instituição (FUPF), quando estes benefícios/bolsas exigirem contrapartida de trabalho por parte do aluno. As demais formas de auxílio/bolsa (Fies, Prouni, bolsa social e bolsa filantropia) não impossibilitam a participação neste edital.

Todos os dados referentes a quantidade de bolsas, áreas e condições para participar podem ser consultadas no edital, publicado no site www.upf.br, menu Editais. Mais informações junto à Divisão de Pesquisa da UPF pelo telefone (54) 3316-8370.

Fonte: Imprensa UPF

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O que foi o Apartheid na África do Sul?


O que foi o Apartheid na África do Sul?
O termo, em africâner, língua dos descendentes de europeus, significa "separação", e foi atribuído ao regime político de segregação dos negros na África do Sul, que durou, oficialmente, 42 anos

Nelson Mandela deixou a prisão há 20 anos, no dia 11 de fevereiro de 1990. A liberdade do líder foi o mais forte sinal do fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid.

Colonizada a partir de 1652 por holandeses e tendo recebido imigrantes de outras partes da Europa e da Ásia, a África do Sul tornou-se, em 1910, uma possessão britânica. Desde a chegada dos primeiros europeus, há mais de três séculos, a história do país africano, que será a sede da Copa do Mundo em 2010, foi marcada pela discriminação racial, imposta pela minoria branca.

Como protesto a essa situação, representantes da maioria negra fundaram, em 1912, a organização Congresso Nacional Africano (CNA) à qual Nelson Mandela, nascido em 1918, se uniu décadas depois. No CNA, Mandela se destacou como líder da luta de resistência ao apartheid.

O pai de Mandela era um dos chefes da tribo Thembu, da etnia Xhosa e, por isso, desde cedo, o garoto foi educado e preparado para assumir a liderança de seu povo. "Ele recebeu o melhor da Educação de sua tribo e foi iniciado em todos os rituais. Mas também teve o melhor da Educação europeia, estudando em bons colégios”, explica Carlos Evangelista Veriano, professor de História da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

O apartheid oficializou-se em 1948 com a posse do primeiro-ministro Daniel François Malan, descendente dos colonizadores europeus - também chamados de africâners. “Embora a história oficial omita, sabemos que os ingleses foram os financiadores do apartheid, já que o Banco da Inglaterra custeava todos os atos do governo sul-africano”, afirma Veriano.

Com o novo governo, o apartheid foi colocado em prática, instituindo uma série de políticas de segregação. Os negros eram impedidos de participar da vida política do país, não tinham acesso à propriedade da terra, eram obrigados a viver em zonas residenciais determinadas. O casamento inter-racial era proibido e uma espécie de passaporte controlava a circulação dos negros pelo país. “É importante lembrar que essa política teve clara inspiração nazista”, diz o professor.

Embora tenha sido preso diversas vezes antes, Mandela já cumpria pena desde 1963 quando recebeu a sentença de prisão perpétua. Porém, com o passar dos anos, o mundo passou a se importar mais com a inadmissível situação da África do Sul, que começou a receber sanções econômicas como forma de pressão para acabar com o apartheid. Em 1990, com o regime já enfraquecido, Mandela foi solto, depois de 27 anos no cárcere. O governo, liderado por Frederik De Klerk, revogou as leis do apartheid. Três anos depois, Mandela e Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz.

Em 1994, nas primeiras eleições em que os negros puderam votar, Mandela foi eleito presidente do país. O filme Invictus, dirigido por Clint Eastwood, em cartaz atualmente nos cinemas, tem como foco a história de Mandela (interpretado por Morgan Freeman) logo que ele assume a presidência. A obra mostra como o líder governou não com a intenção de se vingar dos brancos, mas sim de realmente transformar o país em uma democracia para todos.

Fonte: Revista Nova Escola

Hoje na História: 1940 - Wehrmacht ocupa Paris


14/06/2010 - 07:10 | Max Altman | Redação
Hoje na História: 1940 - Wehrmacht ocupa Paris

A Wehrmacht entra em Paris em 14 de junho de 1940 encontrando-a vazia de três quartas partes de seus habitantes. O primeiro ato das tropas ocupantes foi de retirar a bandeira tricolor que drapejava sobre o Ministério da Marinha e hastear a bandeira da cruz gamada no alto do Arco do Triunfo. No dia 17 de junho, o marechal Petain, que acabara de ser nomeado presidente do Conselho de Ministros, assinaria o armistício. A capital francesa seria libertada somente em 25 de agosto de 1944.

A população parisiense que ainda permanecia na cidade foi acordada com alto-falantes amplificando vozes com acentuado sotaque alemão, anunciando que um toque de recolher estava sendo imposto a partir das 8 horas da manhã, enquanto as tropas nazistas invadiam e ocupavam a cidade-luz.

O primeiro-ministro britânico Winston Churchill havia tentado durante dias convencer o governo francês a resistir e não ceder em nome da paz, que os Estados Unidos entrariam na Guerra e viriam em auxílio à França. O primeiro-ministro francês, Paul Reynaud, telegrafou ao presidente Franklin Roosevelt, pedindo ajuda na forma de uma declaração de Guerra à Alemanha, e se isso não fosse possível que enviasse uma ajuda militar necessária. Roosevelt replicou dizendo que os Estados Unidos estavam prontos para enviar material bélico – ele, pessoalmente, mostrou-se disposto que esta promessa fosse tornada pública – mas o Secretário de Estado, Cordell Hull, opôs-se à publicação, sabendo que Hitler, tanto quanto os Aliados, tomariam essa declaração pública de ajuda como um prelúdio a uma declaração formal de guerra. Enquanto o envio de material foi sendo adiado, nenhum compromisso formal e público foi assumido.

Entrementes, os blindados alemães rolavam pelas ruas de Paris. Dois milhões de parisienses já haviam abandonado a cidade e com justa razão. Logo em seguida, a Gestapo, a polícia política de Hitler, começou a agir: prisões, interrogatórios e espionagem estavam na ordem do dia, ao mesmo tempo em que uma gigantesca suástica flamejava sob o Arco do Triunfo.

Enquanto os parisienses que permaneceram na cidade sentiam-se presos e desesperados, os franceses do oeste do país aclamavam as tropas canadenses que avançavam em sua região, oferecendo a possibilidade de uma França livre desde então.

Os Estados Unidos não ficaram completamente parados diante da situação, porém Roosevelt limitou-se a congelar os bens das potências do Eixo, Alemanha e Itália.

Fonte: Opera Mundi

domingo, 13 de junho de 2010

Trabalhos aprovados na ANPUH/RS


Confira a lista de Comunicações Orais aprovadas nos Simpósios Temáticos do X Encontro Estadual de História, que acontecerá em julho, na cidade de Santa Maria/RS. A programação completa e demais informações também estão disponíveis no site do evento.

Para ver a lista clique na imagem!

Hoje na história: são lançados os V-1


13/06/2010 - 08:30 | Max Altman | São Paulo
Hoje na história: são lançados os V-1, primeiros mísseis de cruzeiro operacional

As primeiras Vergeltungswaffe-1 – V-1 (arma de represália-1) partem em 13 de junho de 1944 das rampas de lançamento de Calais em direção a Londres. Hitler, após o desembarque aliado na Normandia, queria dar um golpe decisivo no moral dos britânicos. A RAF (Royal Air Force) demonstraria que as V-1 poderiam ser abatidas em pleno voo ou desviadas de sua trajetória. Em três meses, essas bombas voadoras fariam 6 mil vítimas. Os cientistas alemães que concretizaram esses projéteis participariam, após o término da guerra, da conquista do espaço.

O V-1, conhecido normalmente como “bomba voadora” foi o primeiro míssil de cruzeiro operacional da História. A bomba voadora V-1 foi um projeto desenvolvido pela Luftwaffe, a força aérea alemã. Ao contrário do modelo A-4 (mais tarde conhecido como V-2) do exército, tratava-se de um projeto menos ambicioso, que na prática era um pequeno avião ao qual foi adaptado um motor a jato de pequenas dimensões. O projeto foi inicialmente conhecido como FZG-76 (Flakzielgerat 76).
O sistema foi desenhado para custar pouco, e para ser fácil de fabricar, permitindo que fosse montado por qualquer fábrica de aeronaves ou de automóveis.

Por ser relativamente simples, a V-1 precisava de um sistema auxiliar de lançamento, pelo que tinha que ser lançada a partir de catapultas (um sistema idêntico às catapultas instaladas em porta-aviões).

Entre as características inovadoras das V-1, estava a utilização de asas reforçadas e construídas de forma a cortar os cabos dos balões da defesa anti-aérea britânica. Na verdade esse recurso terá sido útil muito poucas vezes, já que a velocidade da bomba voadora permitia a sua intercepção.

O programa de construção das bombas V-1 tinha como objetivo conseguir construir uma arma barata e eficaz e nesse aspecto a Luftwaffe com a V-1, conseguiu ser mais eficaz que a Wermacht com a V-2.

O custo de cada V-1 está estimado em aproximadamente 3,500 Reichmark. Ou seja, uma bomba V-2 tinha o mesmo custo de 21 bombas V-1.

A destruição de edifícios, nomeadamente na região de Londres causada pelos bombardeamentos com bombas V-1 foi quase tão significativa quanto a destruição causada pelos raids alemães em 1940. A primeira bomba V-1 atingiu Londres em 13 de Junho de 1944, e a maioria delas foi lançada a partir de plataformas fixas.

No entanto, logo que os aliados localizaram os pontos onde se concentravam os lançadores, os alemães recorreram aos aviões da Luftwaffe, tendo adaptado a V-1 para poder ser lançada a partir de bombardeiros Heinkel He-111/H-22. Os bombardeiros lançaram um total de 1176 bombas voadoras V-1 desta forma.

Foram lançadas mais de 8,000 bombas voadoras V-1 sobre alvos na Grã Bretanha e na Europa continental depois do desembarque na Normandia.

Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Hoje na História- 1967: Termina a Guerra dos Seis Dias

11/06/2010 - 06:08 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História- 1967: Termina a Guerra dos Seis Dias

Em 11 de junho de 1967, termina a Guerra dos Seis Dias, entre Israel e seus vizinhos árabes, com um cessar-fogo intermediado pela ONU. As forças armadas de Israel, superiores em número, conquistaram uma rápida e decisiva vitória neste breve conflito, derrotando a coalizão árabe que ameaçava o Estado judeu e se apoderou de territórios que somavam mais que o dobro de seu próprio país. O maior fruto da vitória, porém, residiu na tomada da cidade velha de Jerusalém das mãos da Jordânia. Milhares de judeus choravam enquanto oravam junto ao Muro das Lamentações.

Tensões crescentes e escaramuças ao longo da fronteira de Israel com a Síria constituíram-se na causa imediata da Terceira Guerra Árabe-israeli. Em 1967, a Síria intensificou seus bombardeios sobre assentamentos judaicos junto à fronteira e Israel retrucou, tendo sua artilharia antiaérea derrubado seis caças Mig. Após a Síria ter anunciado em maio de 1967 que Israel estava concentrando suas tropas ao longo da fronteira, o Egito mobilizou suas forces e exigiu a retirada de uma força de emergência das Nações Unidas, os Capacetes Azuis, das linhas do armistício Israel-Egito de conflito do Canal de Suez de 1956. As forças de paz da ONU abandonaram o território em 19 de maio e, três dias depois, o Egito fechou o Estreito de Tiran para a navegação israelense. Em 30 de maio, a Jordânia assinou um tratado de defesa mútua com o Egito e a Síria e outros Estados árabes, inclusive o Iraque, Kuwait e Argélia, que enviaram contingentes para se unir à coalizão árabe na guerra contra Israel.

Diante de indícios de um ataque pan-árabe em preparação, o comando militar israelense autorizou em 4 de junho o lançamento de um ataque preventiva surpresa. Na manhã de 5 de junho, começa a Guerra dos Seis Dias com um assalto generalizado contra as forças aéreas árabes. Num ataque bem concatenado, a força aérea israelense colheu praticamente toda a enorme esquadrilha egípcia ainda em solo, destruindo amplamente o que poderia vir a ser a mais poderosa arma egípcia, a esquadra de aviões Mig fornecidos pela União Soviética pouco antes. Cumprida essa tarefa, a aviação de Israel voltou-se para a bem menos numerosa força aérea da Síria, da Jordânia e do Iraque. Já no fim do primeiro dia, Israel detinha o domínio completo do ar.

Israel focou a principal ofensiva de suas forces de terra contra a Faixa de Gaza e a Península do Sinai. Num ataque relâmpago, os israelenses romperam as linhas de defesa egípcias e invadiram o Sinai. Os egípcios combateram resolutamente porém foram flanqueados pelos israelenses e dizimados por violentos e letais ataques aéreos. Em 8 de junho, as forças egípcias estavam derrotadas. Israel tomava a Faixa de Gaza e o Sinai até o Canal de Suez.

No front oriental, a Jordânia começou a bombardear seu vizinho com cargas de artilharia em 5 de junho, provocando uma rápida e arrasadora resposta. Israel invadiu a Cisjordânia e em 7 de junho capturou a cidade velha de Jerusalém Oriental. O capelão-chefe das Forças de Israel soprou o corno de carneiro junto ao Muro das Lamentações para anunciar a reunificação de Jerusalém Oriental com a administração israelense da Cisjordânia.

No front norte, Israel bombardeou as fortificações sírias das Colinas de Golã durante dois dias antes de lançar um ataque com blindados e tropas de infantaria em 9 de junho. Após um dia de ferozes combates, os sírios começaram a recuar de Golã em 10 de junho. Em 11 de junho, o cessar-fogo intermediado pela ONU entrou em vigor nos três fronts. Ao longo de seis dias de combates, Israel mais do que dobrou o seu tamanho.

O Conselho de Segurança da ONU pediu a retirada de Israel de todas as regiões ocupadas, porém Tel Aviv declinou, anexando permanentemente Jerusalém Oriental e estabelecendo administrações militares nos territórios ocupados. Israel afirmou que Gaza, Cisjordânia, as Colinas de Golã e o Sinai só voltariam à soberania de seus países se em troca os árabes reconhecessem o direito de Israel à existência e tivesse garantias de que novos ataques não ocorressem. As lideranças árabes, ainda remoendo a derrota, reuniram-se em agosto para discutir o futuro do Oriente Médio. Decidiram por uma política de não-paz e com relação aos palestinos resolveram defender seus direitos nos territórios ocupados em todos os fóruns internacionais.

O Egito, no entanto, finalmente resolveu negociar a estabeleceu a paz com Israel, num encontro entre Menachem Begin e Anwar el Sadat. Em 1982, a Península do Sinai retornou ao Egito em troca do pleno reconhecimento diplomático de Israel. Pouco depois o mesmo ocorreu com a Jordânia que recebeu de volta seus territórios. Em 2005, Israel deixou a Faixa de Gaza, mas voltou a atacá-la reiteradamente em represália a ataques com foguetes depois que o Hamas foi eleito para administrar a região. Acordos de paz entre Israel e palestinos, Jerusalém Oriental, Colinas de Golã, essas questões e outras mais continuam sendo motivo de grandes atritos, ameaçando a paz e a segurança de todo o Oriente Médio.

Fonte: Opera Mundi

Carta às Seções Regionais, a todos os sócios e aos historiadores

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Simpósio Internacional Estados Americanos é realizado na UPF


09/06/2010 - 16:28
Simpósio Internacional Estados Americanos é realizado na UPF
Solenidade de abertura aconteceu na noite deste dia 8 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (FEAC)

Evento conta com participação de representantes de mais de 20 universidades
O Programa de Pós-graduação em História (PPGH) da Universidade de Passo Fundo (UPF) realiza a quinta edição do Simpósio Internacional Estados Americanos: o Bicentenário das Independências (1810-2010). O evento é organizado com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e da Universidade de Brasília e tem por objetivo reunir profissionais da área de história, relações internacionais, ciências sociais e áreas afins, de diferentes países, para discutir a temática geral do evento e apresentar suas pesquisas. O simpósio teve solenidade de abertura nesta terça-feira, 8 de junho, com a participação da conferencista Maria Monserrat Llairó, da Universidad de Buenos Aires (UBA).

Até esta quinta-feira, dia 10, a programação contemplará espaços para a formação e ampliação de redes de pesquisadores, bem como oportunizar o contato entre pesquisadores sêniors, mestrandos e doutorandos, bolsistas de iniciação científica e alunos de graduação. As atividades estão estruturadas em simpósios temáticos nos quais mestrandos, doutorandos e demais pesquisadores apresentam seus trabalhos. Há ainda um espaço para apresentação de pôsteres de iniciação científica e atividades culturais pertinentes à temática geral do seminário.

De acordo com um dos coordenadores do evento, professor Eduardo Svartman, a Revolução de Maio foi o ponto inicial destacado nas palestras. “A proposta do evento tomou como ponto de partida o bicentenário da Revolução de Maio de 1810, em Buenos Aires, para reflexão sobre a trajetória dos estados e das populações americanas, tendo como eixo os processos de emancipação, autonomia e independência” explicou Svartman, ao salientar que mais de 20 universidades do Brasil e do exterior estão representadas no evento.

A solenidade de abertura do simpósio contou com a presença do vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Hugo Tourinho Filho, da diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) Neusa Rocha, e do coordenador do PPGH Adelar Heinsfeld.

Programação
A programação para este dia 10 de junho conta com simpósios temáticos pela manhã das 9h às 12h e à tarde das 13h30min às 16h30min. Das 17h às 19h acontecem mesas redondas e às 20h conferência de encerramento com Maria Helena Rolim Capelato, da Universidade de São Paulo (USP). As atividades são desenvolvidas em salas do IFCH e no auditório da FEAC.

Informações
Todas as informações sobre o simpósio podem ser encontradas no site www.upf.br/siea, pelo telefone (54) 3316-8339 ou (54) 3316-8337 e ainda pelo e-mail pghis@upf.br.

Fonte: História UPF