segunda-feira, 31 de maio de 2010

Parabéns Ironita!

Hoje na História - 1962: Israel executa Adolf Eichmann

31/05/2010 - 06:05 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1962: Israel executa Adolf Eichmann

Em 31 de maio de 1962, perto de Tel-Aviv, em Israel, o ex-oficial nazista Adolf Eichmann, que organizou a logística da “solução final da questão judaica” de Hitler, foi executado por seus crimes contra a humanidade.

Eichmann nasceu em Solingen, Alemanha em 1906. Em novembro de 1932, juntou-se à organização de elite do partido nazista, a SS (Schutzstaffel – Esquadrão protetor), cujos membros passaram a ter amplas responsabilidades em toda a Alemanha nazista, inclusive policiamento, inteligência e aplicação das políticas anti-semitas de Adolf Hitler. Eichmann ascendeu incessantemente à hierarquia da SS e com a anexação da Áustria pela Alemanha em 1938 foi enviado a Viena com a missão de livrar a cidade de judeus. Montou um eficiente centro de deportação dos judeus e no ano seguinte foi enviado a Praga para semelhante missão. Neste mesmo ano, Eichmann foi nomeado para a seção judaica do escritório central de segurança da SS em Berlim.

Em janeiro de 1942, Eichmann encontrou-se com altos funcionários nazistas na Conferência de Wansee, perto de Berlim, com a finalidade de planificar “a solução final da questão judaica” como expôs o líder nazista Hermann Goering. Os nazistas decidiram exterminar a população judaica da Europa. Eichmann foi indicado para coordenar a identificação, a reunião e a deportação de milhões de judeus dos países europeus ocupados para os campos de extermínio, onde os judeus foram levados às câmaras de gás e cremados em fornos ou obrigados a trabalhar até a exaustão e morte. Cumpriu esse dever com diabólica e horrível eficiência e entre 3 e 4 milhões de judeus morreram nesses campos de extermínio antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Cerca de 2 milhões foram executados em diversas outras partes.

Terminada a guerra, Eichmann foi capturado pelas tropas dos Estados Unidos, mas escapou do campo de prisioneiros em 1946 antes de ter de enfrentar o Tribunal Internacional de Crimes de Guerra de Nuremberg. Eichmann viajou com identidade falsa até o Oriente Médio e em 1950 chegou à Argentina, que mantinha políticas migratórias pouco exigentes. Lá era, presumivelmente, um porto seguro para muitos criminosos de guerra nazistas. Em 1957, um procurador alemão informou secretamente ao governo israelense que Eichmann estava vivendo na Argentina. Agentes do Mossad, serviço de inteligência de Israel, foram deslocados para o país do Prata e no começo de 1960 conseguiram localizá-lo. Residia em San Fernando, departamento de Buenos Aires, sob o nome de Ricardo Klement.

Em maio de 1960, a Argentina comemorava o sesquicentenário da batalha de independência do jugo espanhol e muitos turistas chegavam do exterior a fim de assistir às festividades. O Mossad aproveitou a oportunidade para infiltrar mais agentes no país. Israel, sabendo que a Argentina jamais o extraditaria para ser julgado no exterior, decidiu sequestrá-lo e levá-lo ilegalmente para Israel. Em 11 de maio, os agentes operacionais do Mossad baixaram na Rua Garibaldi em San Fernando e raptaram Eichmann quando caminhava do ponto de ônibus até sua casa. Sua família, dando por sua falta, procurou os hospitais, mas, receosa, não a polícia. As autoridades argentinas nada sabiam da operação. Em 20 de maio, um drogado Eichmann foi levado da Argentina disfarçado em funcionário da companhia aérea israelense que havia sofrido um trauma craniano em um acidente. Três dias mais tarde, o primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, anunciou oficialmente que Eichmann estava sob custódia israelense.

A Argentina exigiu a devolução de Eichmann, contudo Israel, alegando que seu status era o de um criminoso de guerra internacional, o que lhe dava o direito de levá-lo a julgamento em seu país. Em 11 de abril de 1961 começou o julgamento de Eichmann em Jerusalém. Foi o primeiro julgamento exibido ao vivo pela televisão da história. Eichmann defrontou-se com 15 acusações, entre elas, crimes contra a humanidade, crimes contra o povo judeu e crimes de guerra. Em sua defesa declarou que cumpria ordens, mas os juízes não aceitaram as alegações, julgando-o finalmente culpado de todos os crimes em 15 de dezembro, condenando-o à pena capital. Em 31 de maio de 1962 foi enforcado numa localidade perto de Tel-Aviv. Seu corpo foi cremado e as cinzas jogadas no mar Mediterrâneo.

Fonte: Opera Mundi

Vídeo sobre a captura de Eichmann na Argentina

domingo, 30 de maio de 2010

Vestibular de Inverno inscreve para 37 cursos

28/05/2010 - 16:15
Vestibular de Inverno inscreve para 37 cursos

Processo seletivo acontece em 26 de junho e apresenta uma série de novidades
A Universidade de Passo Fundo (UPF) inscreve, até 21 de junho, para o Vestibular de Inverno 2010/2 da instituição. Neste ano, a prova acontece no dia 26 de junho, sábado, às 14h, na estrutura multicampi. Entre as novidades apresentadas, pela primeira vez, o curso de Medicina está sendo oferecido no processo seletivo de inverno. Destacam-se ainda, o oferecimento inédito do curso de Engenharia Elétrica (40 vagas) no turno da noite; do curso superior de tecnologia em Eventos, no Campus Passo Fundo; do curso superior de tecnologia em Gestão Comercial (no Campus Carazinho); e do curso superior de tecnologia em Agronegócio (no Campus Soledade). Os candidatos podem optar entre as 37 de graduações nas diversas áreas do conhecimento. As inscrições devem ser feitas pelo site http://vestibular.upf.br. Os candidatos podem utilizar também a Central de Atendimento ao Aluno, Campus I, ou as secretarias dos campi Carazinho, Casca, Lagoa Vermelha, Soledade e Sarandi.

Como nos vestibulares anteriores, os cursos estão divididos em Grupo 1, que faz somente a prova de Redação, e Grupo 2, que além da Redação, responde às provas de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, História, Geografia, Matemática, Física, Biologia e Química. Para as inscrições de treineiros e candidatos ao Grupo 1 o investimento é de R$ 25,00. Aos candidatos do Grupo 2, o investimento é de R$ 50,00.

Aproveitamento da nota da Enem
A UPF possibilita aos candidatos o aproveitamento da nota do Exame Nacional do ensino Médio (Enem) dos últimos três anos – 2007, 2008 e 2009, sendo que a opção deve ser indicada no momento da inscrição ao Vestibular. Os candidatos do Grupo 1 que optarem pelo Enem ficam isentos de realizar a prova de Redação, mas no dia da prova devem comparecer no local e horário indicado no comprovante de inscrição para assinatura da ata de presença. Caso o candidato do Grupo 1 não deseje utilizar a nota do Enem, fará a prova de Redação, valendo esta como requisito para a sua classificação.

Os candidatos do Grupo 2 podem utilizar a nota do Enem para, juntamente com a média do processo seletivo da UPF, compor a média final de classificação, com pesos 4 e 6, respectivamente.

Bolsas e créditos
Sempre preocupada em facilitar o acesso ao ensino superior a um número cada vez maior de estudantes, a UPF oferece diversas possibilidades de benefícios financeiros. Entre os principais estão a Bolsa Social, o Programa Emergencial de Crédito e as parcerias com o governo federal por meio do Programa Universidade Para Todos (ProUni) e Fies. Além disso, destacam-se os programas municipais de crédito e o Crédito Universitário Pravaler. Cada programa segue normas específicas. Informações pelo e-mail informacoes@upf.br ou do telefone (54) 3316 7000.

Contato
Os cursos oferecidos e todos os detalhes do Vestibular de Inverno 2010/02 da UPF podem ser conferidos no site http://vestibular.upf.br ou pelo Disque-Vestibular: 0800 701 8220.

Fonte: Imprensa UPF

Estão abertas 50 vagas para o curso de História LP, turno noturno, neste vestibular. Para informações sobre estrutura do curso, corpo docente, currículo, etc., clique aqui

VENHA FAZER HISTÓRIA!!!

sábado, 29 de maio de 2010

Hoje na História - 1453: Constantinopla é tomada pelos turcos


29/05/2010 - 06:05 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1453: Constantinopla é tomada pelos turcos

Em 29 de maio de 1453, a cidade de Constantinopla, capital do Império Bizantino desde o ano de 395, cai nas mãos do sultão otomano Mehmet II, após um sítio de diversas semanas. Desde o século XIV, que os turcos otomanos haviam se apoderado de grande parte da península balcânica. Esta vitória corta o Ocidente de suas raízes greco-romanas e orientais. A cidade seria rebatizada de Istambul e atingiria seu apogeu sob o reinado de Solimão I, o Magníico (1520-1566).

Constantinopla era, até o momento de sua queda, uma das cidades mais importantes no mundo. Localizada no estreito do Bósforo entre o mar Negro e o mar de Mármara, funcionava como uma ponte para as rotas comerciais que ligavam a Europa à Ásia por terra. Também era o principal porto nas rotas que iam e vinham entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo. Para explicar como uma cidade deste porte caiu em mãos estrangeiras, é preciso uma explicação histórica.

A partir do século III, o centro administrativo do Império Romano tendia a voltar-se mais para o Oriente, por múltiplas razões. Primeiro pela necessidade de defesa das fronteiras orientais; depois porque o oriente havia se tornado a parte econômica mais vital do domínio romano; por fim Roma era uma cidade rica de vestígios pagãos, o que era inconveniente num império cristão. Desse modo Constantino decretou a construção de uma nova capital, onde ficava a antiga fortaleza grega de Bizâncio, ponto de grande importância estratégica. A nova cidade recebeu o nome de Constantinopla, "cidade de Constantino" e foi concebida como uma "nova Roma". Rapidamente se tornou o centro político e econômico do Império. Sua criação teve repercussões também no plano eclesiástico: enquanto em Roma a Igreja Católica adquiriu mais autoridade, em Constantinopla o poder civil controlou a Igreja.

O declínio do Império Bizantino decorre principalmente da expansão dos turcos seljúcidas e dos conflitos com os húngaros. Porém, a primeira vez que Constantinopla foi saqueada o foi pelos cristãos ocidentais, e não por seus inimigos tradicionais. A capital do Império Romano do Oriente foi tomada pela Quarta Cruzada em 1204. O ataque foi feito pelo mar, e a cidade foi saqueada e incendiada por três dias, e nem tesouros da Igreja Ortodoxa e supostas relíquias cristãs, riquezas acumuladas por quase 1000 anos, foram poupados.

Em 1190, a Terceira Cruzada, formada por contingentes das potências ocidentais, não recebera dos bizantinos o apoio esperado quando se dirigia à Terra Santa. Tal fato se deu porque os bizantinos, acreditando que o líder dos turcos, Saladino, principal inimigo dos cruzados instalados na Terra Santa, fosse invencível, preferiram manter a maior neutralidade possível. Outro fator era o cisma religioso existente, não aplacado pelos esforços da Igreja Católica Romana e da Igreja Católica Ortodoxa Grega. Também deve ser considerado o costume de se distribuir entre os generais e seus soldados o butim de guerra, formado pelos lendários tesouros e famosas relíquias.

Além disso, existia uma crise sucessória no trono bizantino, que facilitou a investida cruzada. Depois de uma revolta bizantina, em 1204 os cruzados novamente tomaram a cidade. Inaugurou-se assim o chamado Império Latino (1204-1261) com o reinado de Balduíno I (Balduíno IX, Conde da Flandres) . Parte dos territórios bizantinos foram divididos entre os chefes da cruzada, formando-se os reinos independentes católicos na região de Tessalônica, Trebizonda, Épiro e Nicéia. Os bizantinos reuniram forças, e em 1261 retomaram Constantinopla e restabeleceram seu domínio sobre a Península Balcânica. Mas agora governavam um império depauperado economicamente e sem o apoio da Igreja Católica, que perdurou até 1453.

Mesmo antes da Quarta Cruzada, o Império Bizantino vinha, havia muitos séculos, perdendo territórios para muçulmanos no Oriente Médio e na África. No início do século XI, uma tribo turca vinda da Ásia Central, os seljúcidas, começaram a atacar e ganhar territórios bizantinos na Anatólia. No final do século XIII, os seljúcidas já haviam tomado quase todas as cidades gregas da Anatólia. Nesta época, um clã semi-nômade turco teria migrado do norte da Pérsia para o oeste. O líder desse clã chamava-se Osman I ou Othman, daí porque esses turcos passaram a ser conhecidos como "otomanos".

A queda de Constantinopla teve grande impacto no Ocidente. Os cronistas da época confiavam na resistência das muralhas e achavam impossível que os turcos pudessem superá-las. Chegou-se a iniciar conversações para uma nova cruzada para liberar Constantinopla do jugo turco, mas nenhuma nação quis ceder tropas naquele momento. Para os historiadores em geral a Queda de Constantinopla marcou o fim da Idade Média.

Com Constantinopla sob domínio muçulmano, o comércio entre Europa e Ásia declinara subitamente. Nem por terra nem por mar os mercadores cristãos conseguiriam passagem para as rotas que levavam à Índia e à China, de onde provinham as especiarias e artigos de luxo.

As nações européias iniciaram projetos para o estabelecimento de rotas comerciais alternativas. Portugueses e espanhóis aproveitaram sua posição geográfica junto ao Oceano Atlântico e à África para tentar um caminho ao redor deste continente para chegar à Índia. Já Cristóvão Colombo via uma possibilidade de chegar à Ásia pelo oeste, através do Oceano. Com as Grandes Navegações, Portugal e Espanha, países outrora sem muita expressão, se tornaram no século XVI os mais poderosos do mundo, estabelecendo uma nova ordem mundial.

*Com informações do site forumnow
Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hoje na História - 1937: Alemanha nazista funda a Volkswagen


28/05/2010 - 06:04 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1937: Alemanha nazista funda a Volkswagen

Em 28 de maio de 1937, o governo da Alemanha – então sob o controle de Adolf Hitler do Partido Nacional-Socialista (Nazista) – constitui uma nova companhia automobilística estatal, cujo nome oficial era Gesellschaft zur Vorbereitung des Deutschen Volkswagens mbH. (Companhia para a Preparação dos Carros do Povo Alemão). Mais tarde, naquele mesmo ano, a empresa foi renomeada simplesmente como Volkswagenwerk, ou "Companhia do Carro do Povo."

Originalmente operada pela Frente Trabalhista Alemã, uma organização nazista, a Volkswagen tinha a sua sede principal em Wolfsburg. A par da ambiciosa campanha de construir uma rede de auto-estradas e um número menor de vias expressas em toda a Alemanha, o projeto favorito de Hitler era o desenvolvimento e a produção em massa de um veículo barato, porém veloz que poderia ser vendido por menos de 1000 marcos (cerca de 140 dólares à época). A fim de desenvolver o projeto deste “carro do povo”. Hitler chamou o conhecido engenheiro automotivo austríaco Ferdinand Porsche. Em 1938, numa concentração política nazista, o Führer declarou: "É para as grandes massas que este carro foi construído. Seu propósito é atender às necessidades de transporte e temos a intenção de dar essa alegria ao povo."

Entretanto, logo após a KdF (Kraft-durch-Freude)-Wagen (carro "Esforço através da Alegria”) ter sido exibido pela primeira vez no Berlin Motor Show em 1939, foi deflagrada a Segunda Guerra Mundial e a Volkswagen suspendeu sua produção. Após o término da Guerra, com a fábrica em ruínas, os Aliados pretenderam valer-se da Volkswagen como o centro de suas tentativas de ressuscitar a indústria automobilística alemã.

As vendas da Volkswagen nos Estados Unidos, à época de longe o maior centro consumidor de automóveis, foram inicialmente mais lentas do que em outras partes do globo, devido ao histórico de conexões do carro e da companhia com os nazistas, mas também em virtude de seu exíguo espaço interior e o design externo arredondado que não se compatibilizava com o gosto do consumidor usamericano.

Em 1959, a agência de publicidade Doyle Dane Bernbach lançou uma campanha memorável apelidando o carro como o "Beatle" (Besouro) e transformando seu tamanho diminuto em relação aos carrões rabos-de-peixe norte-americanos em vantagem distintiva para os consumidores. Nos anos seguintes o VW tornou-se o carro importado mais vendido nos Estados Unidos. No Brasil, no final dos anos 1960 e na década de 1970, o fusca dominava amplamente o mercado automotivo brasileiro.

Em 1960, o governo alemão vendeu 60% das ações da companhia ao grande público, na verdade desnacionalizando-a. Doze anos mais tarde, o “besouro” ultrapassa a marca mundial de 15 milhões de veículos produzidos registrada anteriormente pelo legendário Modelo T da Ford Motor Company entre 1908 e 1927.

Com o desenho do fusca praticamente inalterado desde 1937, as vendes cresceram lentamente no começo dos anos 1970. O tradicional modelo da Volkswagen viu suas vendas recuarem com o lançamento pela fábrica de modelos mais esportivos como o Rabbit e mais tarde o Golf. Em 1998, a empresa começou a vender o altamente aguardado "Novo Besouro" enquanto continuava a produção de seu predecessor. Depois de cerca de 70 anos e mais de 21 milhões de unidades produzidas, o último fusca original saiu da linha de produção da unidade instalada em Puebla, no México, em 30 de julho de 2003.

Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Hoje na História - 1940: Britânicos efetuam a Retirada de Dunquerque

27/05/2010 - 06:03 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1940: Britânicos efetuam a Retirada de Dunquerque

Em 27 de maio de 1940, unidades da divisão das SS nazistas, cuja efígie era uma caveira, combatiam tropas inglesas a cerca de 80 quilômetros do porto de Dunquerque, no norte francês, enquanto a força expedicionária britânica prosseguia em sua tentativa desesperada de evacuar a França, inscrita na história da Segunda Guerra Mundial como a Retirada de Dunquerque.

Depois de ter mantido à distância uma companhia da SS até gastar totalmente a sua munição, 99 soldados do Regimento Real de Norfolk até uma casa de campo no vilarejo de Paradis, a apenas 80 quilômetros do porto de Dunquerque. Navios estavam ali ancorados aguardando que tropas da força expedicionária britânica subissem a bordo e os levassem de volta à Inglaterra. Esses soldados tinham estado combatendo, em sua guerra defensiva, contra os invasores germânicos. Concordando em se render, o regimento inglês cercado começou a sair enfileirado da casa de campo, agitando com uma bandeira branca amarrada na baioneta. Viram-se diante das metralhadoras dos soldados alemães e agitaram novamente a bandeira de rendição. O regimento britânica recebeu então ordens de um oficial germânico que falava inglês para se deslocar a campo aberto onde foram revistados e despojados de tudo que carregavam desde as máscaras anti-gás até cigarros. Foram levados em ordem unida até um fosso diante do qual estavam posicionadas metralhadores.

Chega então a fatídica ordem do comandante nazista: “Fogo!”. Os soldados britânicos que sobreviveram às rajadas de metralhadoras receberam como golpe de misericórdia ou espetadas de baionetas ou simplesmente um tiro de revólver diretamente na cabeça.

Dos 99 membros do regimento, apenas dois sobreviveram, ambos soldados-rasos: Albert Pooley e William O'Callaghan. Permaneceram, fingindo-se de mortos, entre os seus camaradas trucidados, até a noite. Então, em meio a uma tempestade, arrastaram-se até uma casa de campo, onde seus ferimentos foram pensados. Sem ter para onde ir, renderam-se de novo aos alemães que os fizeram prisioneiros de guerra. A perna de Pooley estava tão terrivelmente ferida que ele foi repatriado para a Inglaterra em abril de 1943 em troca de alguns soldados germânicos feridos. No retorno ao Reino Unido, ninguém queria acreditar em sua história. Somente quando O'Callaghan também regressou a casa é que foi feita uma investigação formal. Finalmente, após o término da guerra, um tribunal militar britânico em Hamburgo localizou o oficial nazista quem dera a ordem de fogo, capitão Fritz Knochlein. Capturado, foi julgado e condenado por grave crime de guerra. Foi executado na forca.

Fonte: Opera Mundi

Nações do Cone Sul comemoram Bicentenário de Independência

Internacional| 25/05/2010

Nesta terça-feira, Buenos Aires celebrou 200 anos da criação de sua junta soberana. Antes da emancipação política a região era a capital do vice-reinado de La Plata, que unia as localidades que atualmente são Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e parte do Chile. Organizações indígenas, de povos originários, de estudantes, de mulheres, militantes de movimentos sociais, estudiosos, ambientalistas, membros de meios de comunicação alternativos, artistas, organizações campesinas e diversos outros organismos sociais estão acampados no Congresso Nacional na luta por "Outro bicentenário, o bicentenário dos povos".

Desde a semana passada, argentinos e argentinas comemoram o Bicentenário de Independência de seu país com atividades artísticas e culturais e mobilizações. Nos últimos anos, o 25 de maio tem sido lembrado para além das festas. A data tem sido utilizada para relembrar que o país ainda precisa avançar nas esferas política, social e econômica e sanar dívidas históricas que tem com a população.

Nesta data, Buenos Aires, capital argentina, celebra 200 anos da criação de sua junta soberana. Antes da emancipação política a região era a capital do vice-reinado de La Plata, que unia as localidades que atualmente são Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e parte do Chile.

Desde ontem (24), organizações indígenas, de povos originários, de estudantes, de mulheres, militantes de movimentos sociais, estudiosos, ambientalistas, membros de meios de comunicação alternativos, artistas, organizações campesinas e diversos outros organismos sociais estão acampados no Congresso Nacional na luta por "Outro bicentenário, o bicentenário dos povos".

A intenção das organizações foi se mobilizar de forma independente e pacífica e incentivar uma postura de protagonismo coletivo frente às "transformações pendentes desde 1492", quando da invasão do capitalismo no continente. A ação se encerrou na noite desta terça-feira com uma marcha até a Praça de Maio.

Em 21 de maio, quando teve início as atividades relacionadas ao bicentenário, o movimento ‘Barrios de Pie’ realizou uma massiva mobilização em frente ao Ministério de Desenvolvimento Social e nas principais cidades argentinas. a fim de solicitar ao Governo a imediata implementação do ‘Programa Argentina Trabalha’ em todo o país. O movimento também deseja festejar o Bicentenário, mas acredita que as jornadas de mobilização são mais relevantes para uma transformação social do país.

Como parte da programação oficial do Bicentenário da Independência, na noite desta terça-feira, a presidente argentina Cristina Fernández caminhou da Casa Rosada, sede do Governo, até o Cabildo, onde colocou um quadro de Ernesto Che Guevara junto aos outros retratos de Simón Bolívar e José de San Martín.

Estiveram presentes para as comemorações os presidentes da Bolívia, Evo Morales; do Uruguai, José Mujica e do Chile, Sebastián Piñera, além dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; do Equador, Rafael Correa; de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente de Cuba, Esteban Lazo.

História

Em 25 de maio de 1810, a Argentina iniciou a Revolução de Maio, um processo de emancipação política que só culminou em 9 de julho de 1816, quando foi declarada formalmente a libertação do domínio dos colonizadores espanhóis. A data relembra a formação da Primeira Junta de Governo, entidade que inicialmente liderou a luta pelo fim da dominação espanhola sobre o então Vice-Reinado de Prata.

Neste ano, outras nações também comemoram o início de seus processos de independência. Em 25 de maio de 1809, Chuquisaca (atualmente Sucre, capital constitucional da Bolívia) criou a primeira junta soberana e declarou-se independente das juntas espanholas. Semanas depois desta revolução, La Paz e Quito também optaram por lutar pela autonomia e conseguiram, respectivamente, em 16 de julho e 19 de Abril de 1809. No ano seguinte, a independência de Bueno Aires foi acompanhada pela emancipação de Bogotá (20 de julho), México (16 de setembro) e Chile (18 de setembro).

Fonte: Carta Maior

terça-feira, 25 de maio de 2010

Programe-se: Estado de Sítio em debate nesta quarta-feira (dia 26)

ESTADO DE SÍTIO
Profa. Gizele Zanotto
gizele@upf.br


“A dor precisa, no lugar preciso, na intensidade precisa, para o efeito desejado”; “tortura eficaz é ciência”
Dan Antoni Mitrione

Eis duas das máximas de Dan Mitrione (no filme Estado de Sítio, Philip Michael Santore), agente norte-americano que assessorava as polícias latino-americanas sobre técnicas de comunicação e obtenção de informações (técnicas de tortura) visando destruir as forças insurgentes de esquerda no contexto ditatorial do continente. Como expert, Mitrione atuou no Brasil, na República Dominicana e Uruguai.

O filme Estado de Sítio, de Costa-Gavras, retoma a história dos últimos momentos de Mitrione no Uruguai, narrando seu seqüestro pelo Movimento de Libertação Nacional Tupamaros – MLN-T, o interrogatório e sua execução (ou justiçamento). Nesta ação, os Tupamaros também seqüestraram o cônsul brasileiro Aloysio Dias Gomide (no filme Fernando Campos) e não obtiveram êxito na tentativa de encarceramento de outro americano. O título da película se refere ao estado de sítio implantado naquele país em junho de 1968 e que tornou restritas as liberdades individuais, de imprensa e o direito de ir e vir e que, sendo prorrogado por quase dois anos, acabou configurando no país uma ditadura informal, mascarada pela manutenção restrita de organismos democráticos como o Parlamento.

Costa-Gavras se consagrou no meio cinematográfico como diretor e produtor de filmes ditos políticos, que, na sua compreensão, apresentam simplesmente (e infelizmente) questões de nossa sociedade, “minha responsabilidade de cineasta pode ser resumida em três pontos: contar uma história, não enganar, defender um propósito”. Realizando um filme sobre as duras condições políticas existentes no Uruguai pouco depois dos acontecimentos de 1970, Costa-Gavras teve de filmar no Chile, então governado por Salvador Allende. O lançamento da obra foi vetado em vários países latino-americanos, mas foi aclamado pelo público e crítica na Europa. No Brasil, país em que Mitrione atuou por vários anos nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, especialmente, o filme só pôde ser assistido a partir de 1981, e com cortes expressivos em trechos onde o país era mencionado explicitamente.

Comentando as inspirações para a realização do filme em 2009, quando esteve no Recife participando de um festival de cinema, Costa-Gavras destacou: “Em Estado de Sítio o personagem é mostrado morto logo no início. Onde está o suspense? Eu fiz de propósito, pois queria que o filme funcionasse como estímulo para a reflexão sobre os fatos que ocorriam naquela época na América do Sul”. Nós, sul-americanos, agradecemos!

CONSTANTIN COSTA-GAVRAS: nasceu na Grécia (1933) mas se transferiu para Paris (1951) para realizar seus estudos em cinema no Institut de Hautes Études Cinématographiques (IDHEC). Neste país, que lhe concedeu cidadania em 1968, iniciou sua carreira como diretor. Dirigiu mais de 20 filmes, dos quais são destaques Z (1969), A confissão (1970), Estado de sítio (1973), Desaparecido (1982), Muito mais que um crime (1989), Amém (2001). Também atuou como ator, produtor e assistente de diretor em outras filmagens. Ver: Dossiê de Homenagem a Costa-Gavras, Revista O Olho da História, UFBA. Disponível em: http://www.oolhodahistoria.ufba.br

* * * Ciclo de Cinema....* * *
QUANDO: 26 de maio de 2010 (quarta-feira)
O QUÊ: Ciclo de Cinema III: Continente Americano
ONDE: Auditório da Biblioteca
DEBATEDOR: Profa. Gizele Zanotto

Eleições para a Reitoria da UPF acontecem hoje!

24/05/2010 - 15:38
Eleições para a Reitoria da UPF acontecem nesta terça-feira (25)

Representantes das chapas que disputam a Reitoria assinaram a Ata, reconhecida por representantes do 1º Tabelionato de Passo Fundo
A composição da nova Reitoria que estará à frente da Universidade de Passo Fundo (UPF) até 2014 será conhecida nesta terça-feira, 25 de maio. Quatro chapas disputam um total de 19.501 votos, sendo 17.529 de alunos, 1.085 de funcionários e 887 de professores.

A comunidade acadêmica estará votando entre às 9h e às 21h30min, em 31 mesas eleitorais disponíveis nas diversas unidades e campi. A votação será informatizada, com a utilização de terminais de computadores. A previsão é que até as 23h o resultado seja divulgado, tanto no site da UPF (www.upf.br) quanto pela 99UPF e UPFTV.

A Comissão Eleitoral lembra que o voto é pessoal e facultativo e que cada eleitor deverá identificar-se através de documento de identidade que apresentará à mesa eleitoral antes de assinar a lista de votantes.

Ata Notarial
A confiabilidade do sistema eleitoral que será usado nesta terça-feira, durante a eleição, foi certificada na tarde desta segunda-feira (24) por representantes das quatro chapas que disputam a Reitoria. Após conferirem o software, eles assinaram uma Ata Notarial reconhecida por representantes do 1º Tabelionato de Passo Fundo, onde estão descritos procedimentos de certificação e segurança do processo eleitoral.

Alunos, professores e funcionários têm direito a voto
Toda a comunidade acadêmica da UPF poderá participar da escolha dos novos dirigentes da instituição. Têm direito a voto os professores em exercício na Universidade, ainda que em licença para tratamento de saúde; os professores vinculados à Universidade que estejam freqüentando cursos no país ou no exterior; os funcionários da Fundação Universidade de Passo Fundo, com exercício em funções vinculadas à Universidade; os alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade; os representantes da comunidade que integrem os órgãos colegiados superiores da Universidade.

Mesas eleitorais
A lista completa das mesas eleitorais e do local de votação de cada categoria – alunos, professores e funcionários – encontra-se disponível no site da UPF, no banner Eleições Reitoria UPF 2010.

Confira as nominatas das quatro chapas que disputam a Reitoria da UPF:

Chapa 1 - Espírito UPF
Mauro Antônio Rizzardi (candidato a reitor)
Maria Tereza Friedrich (candidata a vice-reitora de Graduação)
Hugo Tourinho Filho (candidato a vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação)
Carla Beatrice Crivellaro Gonçalves (candidata a Vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários)
Antônio Thomé (candidato a vice-reitor Administrativo)

Chapa 2 – Movimento Autonomia, Diálogo e Mudança
José Carlos Carles de Souza (candidato a reitor)
Neusa Maria Henriques Rocha (candidata a vice-reitora de Graduação)
Leonardo José Gil Barcellos (candidato a vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação)
Lorena Terezinha Consalter Geib (candidata a Vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários)
Agenor Dias de Meira Júnior (candidato a vice-reitor Administrativo)

Chapa 3 – Unir faz bem
Antônio Carlos de Lima (candidato a reitor)
Edemilson Jorge Ramos Brandão (candidato a vice-reitora de Graduação)
Adriano Canabarro Teixeira (candidato a vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação)
Cilene Maria Potrich (candidata a Vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários)
Marco Antônio Montoya (candidato a vice-reitor Administrativo)

Chapa 4 – Fato UPF
Luiz Carlos Manzato (candidato a reitor)
Eliane Lucia Colussi (candidata a vice-reitora de Graduação)
Maria Salete Sandini Linden (candidata a vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação)
Lorita Maria Weschenfelder (candidata a Vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários)
Cláudio Viapiana (candidato a vice-reitor Administrativo)

Fonte: Imprensa UPF

segunda-feira, 24 de maio de 2010

História e Memórias...


24/05/2010 - 15:37
Exposição aborda sobre História e Memórias: 40 anos de Graduação e 10 anos de Pós-Graduação em História UPF

Está acontecendo no Museu Histórico Regional (MHR), a exposição História e Memórias: 40 anos de Graduação e 10 anos de Pós-Graduação em História da Universidade e Passo Fundo (UPF). A apresentação segue até o dia 27 de junho para visitação. Uma linha histórica dos acontecimentos mais importantes das últimas quatro décadas, tanto em nível mundial quanto para o curso de História e para a cidade de Passo Fundo está em exposição. Além disso, há um painel com imagens de diferentes atividades realizadas nesse mesmo período por estudantes e professores do curso de História. Objetos, recortes, lembranças de uma trajetória de formação de professores que hoje alteram a realidade de escolas públicas e particulares de todo o Sul do Brasil também estão presentes.

O curso de História e o MHR agradecem o apoio dos patrocinadores por colaborarem na realização do evento: Bolsa Construções e Incorporações, O Nacional, Guaracar Plus, Fórum Mulher escritório de advocacia. Destaca-se também a presença da imprensa local e, principalmente, os professores e alunos que prestigiaram a abertura oficial, além das demais pessoas que ajudaram a construir o curso de História e foram os principais motivadores da exposição.

Fonte: Imprensa UPF

domingo, 23 de maio de 2010

Comunicado

Caros alunos,

Lembro-lhes de que:
* estamos na metade do semestre, por isso, é importante cada aluno conferir suas faltas e encaminhamentos de avaliação em cada disciplina matriculado, verificar a situação acadêmica na intranet;
* no material de apoio foi disponibilizado dois textos de embasamento teórico e pedagógico referente à história e cinema, sugiro que seja feita a leitura prévia as próximas projeções dos filmes.
*cada um de vocês, juntamente com os professores, fazem o Curso de História existir com qualidade. Vamos manter esta posição com dedicação e esforço.

Qualquer dúvida ou necessidade a coordenação está à disposição.
Obrigada por fazer parte deste grupo.
Forte abraço
Profª Ironita

sábado, 22 de maio de 2010

Hoje na História - 1972: Richard Nixon volta à URSS em visita de estado


22/05/2010 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1972: Richard Nixon volta à URSS em visita de estado

Em 22 de maio de 1972, o presidente norte-americano Richard Nixon chegou a Moscou para uma reunião de cúpula com os dirigentes soviéticos. Embora tenha sido a primeira visita de Nixon à União Soviética como presidente, ele já tinha visitado Moscou uma vez no cargo de vice-presidente dos Estados Unidos, sob a presidência de Dwight Eisenhower.

Na época, Nixon fez inúmeras visitas ao exterior, inclusive uma viagem em 1959 a Moscou para a Feira Comercial e Cultural dos EUA no Parque Sokolniki. Logo após a chegada, abriu-se um debate informal entre ele e o primeiro-ministro soviético e secretário-geral do Partido Comunista, Nikita Khruschov, sobre os méritos e as desvantagens dos sistemas políticos e econômicos das respectivas potências.

Conhecido como o “debate da cozinha”, devido à troca de opiniões especialmente quente e pelo fato de ter ocorrido numa cozinha-modelo de uma réplica de lar norte-americano exposta na feira, o debate foi um dos momentos definidores da Guerra Fria.

O ponto alto da feira era uma cozinha último tipo, daquelas que só pareciam existir nos filmes de Hollywood. Depois de ciceronear Khruschov pelos estandes, Nixon se deteve diante da cozinha para que o primeiro-ministro soviético pudesse admirá-la e "invejá-la". Mas Khruschov desdenhou. "Temos essas coisas... Vocês não superam a gente nisso... Nossos operários e camponeses também podem comprar casa de 14 mil dólares".

Tinha início o que a imprensa registraria como "o debate da cozinha", a mais descontraída discussão em público sobre a superioridade entre comunismo e capitalismo. "Muitas das coisas em exibição são interessantes, mas não essenciais à vida", continuou Khruschov. "São meros equipamentos". Embora ajudado pelos objetos expostos, joias da moderna tecnologia norte-americana, Nixon acabou engolido pelo desinibido, rude, belicoso e bem-humorado Khruschov.

Inábil, o vice-presidente parecia "um corretor de imóveis nervoso", na descrição do jornalista William Safire, do New York Times, presente ao debate.

A segunda visita de Nixon a Moscou, desta vez como presidente, teve propósitos mais conciliatórios. Durante uma semana de encontros de cúpula com o secretário-geral Leonid Brejnev e outros funcionários soviéticos, os EUA e a URSS assinaram uma série de acordos, inclusive um que lançou as bases para um voo espacial conjunto, em 1975. No dia 26 de maio, Brejnev e Nixon assinaram o Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT, na sigla em inglês), o mais significativo durante a cúpula. O tratado limitava a posse de no máximo 200 mísseis antibalísticos para cada parte, que deveriam ser divididos entre os dois sistemas de defesa.

OBS: Na imagem a assinatura do Tratado SALT I, em 26 de maio de 1972.

Fonte: Opera Mundi

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Parabéns Profe Gizele!!!

II Seminário de Atualização Pedagógica para Professores de Educação Básica

II Seminário de Atualização Pedagógica para Professores de Educação Básica
"Desafios emergentes dos processos de ensinar e de aprender"
28 de maio de 2010

Destinada a professores, coordenadores e diretores de escolas de Educação Básica, além de acadêmicos dos cursos de graduação da UPF, a atividade acontece no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas. Administrativas e Contábeis, Campus I. A programação inclui Conferências e Oficinas pedagógicas temáticas.
Será fornecido certificado de oito horas. As inscrições são gratuitas. Mais informações em dgrad@upf.br ou pelo site http://www.upf.br/letras.

Clique aqui para realizar sua inscrição!!!

Brasil será julgado por repressão à Guerrilha do Araguaia

20/05/2010 | Daniella Cambaúva | Redação
Brasil será julgado por repressão à Guerrilha do Araguaia

A CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) da OEA (Organização dos Estados Americanos) iniciou a audiência pública para julgar o Brasil por crimes cometidos durante a repressão à Guerrilha do Araguaia, entre 1972 e 1975. O Estado brasileiro terá de responder pelas acusações de prisão arbitrária, tortura e desaparecimento de 70 pessoas.

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento armado organizado pelo PCdoB (Partido Comunista do Brasil) contra a ditadura militar brasileira (1964-1985), na região da divisa entre os atuais estados do Pará, Maranhão e Tocantins (na época, Goiás). Esta é a primeira vez que o tribunal interamericano julgará crimes do regime militar brasileiro.

Durante a audiência, realizada entre quinta (20/5) e sexta-feira (21/5), na capital da Costa Rica, San José, serão ouvidos representantes das vítimas, a defesa do Estado brasileiro e as conclusões da comissão interamericana. A sentença será anunciada em novembro e o Brasil, por ser signatário da OEA, precisa acatá-la.

A comissão pode exigir, por exemplo, o pagamento de indenização, nova investigação do caso ou que seja criada uma lei para que o país fique de acordo com os regulamentos internacionais referentes a direitos humanos. No final, não serão apontados indivíduos culpados, mas sim indicado se o Estado brasileiro infringiu ou não os artigos da Convenção Interamericana.

Na avaliação do professor Fábio Comparato, titular aposentado da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), é difícil que o Brasil “escape” de uma condenação da CIDH. Mas, para ele, a entidade não tem como objetivo constatar apenas que foram cometidas violações de direitos humanos.

“Lá, o que se questiona não são apenas os crimes, mas o fato de o Brasil não promover pesquisas e inquéritos, a se recusar a processar os responsáveis ainda em vida”, afirmou o jurista, em entrevista ao Opera Mundi.

Para ler mais clique aqui
Fonte: Opera Mundi

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Hoje na História - 1498: Vasco de Gama chega à Índia


20/05/2010 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História - 1498: Vasco de Gama chega à Índia

Em 20 de maio de 1498, o navegador e explorador português Vasco de Gama tornou-se o primeiro europeu a atingir a Índia atravessando os oceanos Atlântico e Índico, quando chegou a Calicute, abrindo assim o caminho para as Índias. Todavia, a expansão de Portugal em direção a essa região seria limitada devido à falta de armadores e da concorrência holandesa.

Após a descoberta da América por Cristóvão Colombo a serviço dos Reis Católicos da Espanha, o rei de Portugal encarregou Vasco de Gama de abrir o caminho para as Índias. Lá o navegador e explorador português criou as bases necessárias para as relações comerciais que se seguiram. Depois de regressar ao país natal, Vasco da Gama retornou às Índias e lá fundou diversas colônias portuguesas como Goa, Damão e Diu.

A expedição marítima autorizada pelo rei de Portugal, D. Manuel I, o Venturoso, zarpou de Lisboa em 8 de julho de 1497, sob a bênção da hierarquia da Igreja Católica. Vasco da Gama estava no comando da nau capitânia e mais duas caravelas e uma tripulação de 200 homens. Estabeleceu uma em direção oeste para o caminho às Índias, Sua esquadra dobraria o Cabo da Boa Esperança no fim do mês de março para atingir as Índias em maio de 1498.

Vasco dobrou o Cabo da Boa Esperança e ancorou em Malindi, costa oriental da África. Com a ajuda de um mercador indiano, largou-se ao mar através do Oceano Índico. Bartolomeu Dias havia sido o primeiro a descobrir esse caminho, porém, devido às dificuldades encontradas para atravessar o tenebroso Cabo das Tormentas desistiu de prosseguir. Com a nova expedição determinada pelo rei, Vasco da Gama e suas três naus alcançam êxito em abrir caminho e estabelecer a “rota das especiarias”.

O navegador português não foi muito bem recebido pelos mercadores muçulmanos de Calcutá tanto que em 1499 teve de abrir caminho à força para chegar ao porto onde seus navios estavam ancorados para poder retornar a Portugal. Em 1502, comandou uma esquadra de caravelas com destino a Calcutá para vingar o massacre de exploradores portugueses lá ocorrido sendo bem-sucedido em subjugar os habitantes locais. Em 1524, foi enviado pela coroa portuguesa como vice-rei da Índia mas a caminho caiu doente tendo falecido em Cochin.

A obra Os Lusíadas, de Luis de Camões, celebrou a epopeia de Vasco da Gama: “As armas e os Barões assinalados/Que da Ocidental praia lusitana/Por mares nunca de antes navegados/Passaram ainda além da Taprobana”.

Para ler mais clique aqui
Fonte: Opera Mundi

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Curso de História dialoga com a comunidade escolar por meio de oficinas


19/05/2010 - 16:34
Curso de História dialoga com a comunidade escolar por meio de oficinas

Estreitar os laços com a comunidade, principalmente a escolar, é uma das metas do curso de Licenciatura em História da Universidade e Passo Fundo (UPF). Assim, entre suas ações para a concretização desta meta, foi realizada na segunda-feira, dia 17 de maio, a oficina “História e Enem: novos temas e questões”. Mais de 400 alunos do ensino médio de Passo Fundo e da região de abrangência da UPF participaram do evento.

No primeiro momento, a oficina teve por objetivo contextualizar o histórico da prova que foi criada em 1998. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tem por objetivo avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica, bem como é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou substituindo o vestibular. O Enem de 2010 acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro.

Discutir e analisar as questões da prova do Enem de 2009 correspondentes ao objeto de estudo da matriz das Ciências Humanas e suas tecnologias se configuraram na segunda parte prática da oficina. A atividade foi desenvolvida pelos professores Ironita Machado, Gizele Zanotto, Adelar Heinsfeld e Eduardo Svartman.

Na ocasião, também foi realizada a oficina História Local e Educação Patrimonial envolvendo alunos do 2º ano e do 3º ano do magistério - ensino médio, em que foram debatidas as possibilidades metodológicas do estudo da história com base no Patrimônio Histórico, bem como a questão cultural e identitária das comunidades. A oficina foi desenvolvida pelo professor Alessandro Batistella. O colegiado do Curso de História parabeniza a todos pelo sucesso das oficinas.

Fonte: Imprensa UPF

Ciclo de Cinema debaterá Estado de Sítio, de Costa-Gavras

FICHA TÉCNICA
Estado de Sítio
titulo original: (État de Siège)
lançamento: 1973 (França) (Alemanha) (Itália)
direção: Costa-Gavras
atores: Yves Montand , Renato Salvatori , O.E. Hasse , Jacques Weber , Jean-Luc Bideau
duração: 120 min
gênero: Drama

SINOPSE: Em ousada operação, um grupo de guerrilheiros sequestra diplomata brasileiros e um cidadão americano de nome Philip Michael Santore (Yves Montand) funcionário de uma agência americana. Ato contínuo passam a exigir a libertação de militantes presos. Desse momento em diante o filme é narrado em "flashback" relatando suas atividades, a grande repercussão internacional e a articulação dos meios de repreensão ao movimento. Filme do mestre Costa Gravas que esclarece de forma notável, fatos de nossa história recente.

QUANDO: 26 de maio de 2010 (quarta-feira)
O QUÊ: Ciclo de Cinema III: Continente Americano
ONDE: Auditório da Biblioteca
DEBATEDOR: Profa. Gizele Zanotto

Abaixo, imagens da película...

ANPUH/RS - Prorrogadas as Inscrições para apresentação de trabalhos

X Encontro Estadual de História – ANPUH-RS
O Brasil no Sul: cruzando fronteiras entre o regional e o nacional
26 a 30 de julho de 2010 - Santa Maria - RS
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
Centro Universitário Franciscano - UNIFRA




Inscrições PRORROGADAS até 23 de maio de 2010 (domingo) para ouvintes apresentadores de trabalhos e ouvintes expositores de pôsteres! Leia as instruções.

A prorrogação visa atender uma quantidade significativa de pessoas que procuraram a ANPUH-RS informando que enfrentaram problemas, dos mais diversos, para efetuar a sua inscrição. Assim, orientamos que não deixem para realizá-la no último dia, evitando eventuais problemas. A secretaria da associação continua à disposição no anpuhrs@anpuh-rs.org.br para auxiliar no que for possível.

Inscrições para ouvintes e participantes de mini-cursos (limite de vagas) serão efetivadas até o início do evento.

Hoje na História: Henrique VIII manda matar Ana Bolena


19/05/2010 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: Henrique VIII manda matar Ana Bolena

Em 19 de maio de 1536, o rei da Inglaterra, Henrique VIII Tudor, não suportando mais as suspeitas de adultério que recaiam sobre sua segunda esposa, Ana Bolena, manda decapitá-la. O rei teria outras quatro esposas, entre elas Catarina Howard que seria também decapitada por infidelidade. A filha de Ana Bolena e de Henrique VIII reinaria assim mesmo em todo o reino da Inglaterra a partir de 1558 com o nome de Elizabete I.

Henrique VIII era o segundo filho de Henrique VII. Nasceu em Greenwich, subúrbio de Londres, em 28 de junho de 1491. A morte de seu irmão Artur permitiu-lhe ascender ao trono em 1509. Colocou suas reconhecidas qualidades intelectuais a serviço do país. Tratou de manter boas relações com a França e a Espanha, duas das maiores potências da época. Casou-se, aliás, com a tia de Carlos V, Catarina de Aragão, mas não tardou a pedir o divórcio. No entanto, a separação foi recusada pela Igreja Católica. Até então fervoroso católico, Henrique VIII se opôs ao papa, conseguindo mais tarde o pronunciamento oficial da Santa Sé concedendo-lhe o divórcio em 1533. Apaixonado por Ana Bolena, fê-la coroar pouco tempo depois.

Em 1541, o rei da Inglaterra adquiriu o status de rei da Irlanda. Autor do Ato de Supremacia alguns anos depois, Henrique VIII tentou impor o protestantismo, porém só suscitou revolta por parte dos autóctones. Reprimiu-os confiscando suas terras.

Traído por sua quinta esposa, Catherine Howard, o rei mandou decapitá-la em fevereiro de 1542, acusando-a de infiel, como já havia decapitado a Ana Bolena, acusando-a de incesto. Em 1543, Henrique VIII casaria com a protestante Catarina Parr. Seria sua última mulher.

Henrique VIII morreu em seu palácio de Westminster depois de 38 anos de reinado e seis casamentos. Sua época seria marcada pela execução de duas de suas esposas por incesto e adultério, pela anexação do País de Gales à coroa da Inglaterra e, finalmente, pela Reforma Anglicana e o cismo com a Igreja Católica Romana. Aos 9 anos de idade, o filho que tinha tido com sua quarta mulher, Jeanne Seymour é sagrado sucessor e assume o trono com o nome de Eduardo VI.

Fonte: Opera Mundi

Territórios quilombolas


Prezad@s

Peço a vocês que assinem a Petição elaborada pelo professor Boaventura de Sousa Santos em defesa do direito quilombola. Esse é um momento importante para a luta quilombola, pois está para ser votada no STF uma Ação Direta de Inconstitucionalida de movida em 2004 pelo PFL (atual DEM) que, se aprovada, significará uma desastrosa derrota na luta quilombola. Por favor assinem e repassem para suas listas pessoais. A leitura da Petição permitirá a compreensão da questão.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Hoje na História: Morre Lawrence da Arábia


18/05/2010 | Max Altman | São Paulo
Hoje na História: Morre Lawrence da Arábia

Em 18 de maio de 1935, morre T.E. Lawrence, conhecido mundialmente como Lawrence da Arábia, piloto-mecânico reformado da Royal Air Force (força aérea britânica), vivendo sob um pseudônimo. Este legendário personagem foi heroi de Guerra, escritor e expert sobre temas árabes. Sucumbiu aos ferimentos recebidos num desastre de motocicleta cinco dias antes.

Thomas Edward Lawrence nasceu em Tremadoc, no País de Gales, em 1888. Em 1896, sua família mudou-se para Oxford. Lawrence estudou arquitetura e arqueologia. Viajou em 1909 para a Síria e Palestina, então controladas pelo Império Otomano (Turquia) em trabalhos de arqueologia. Em 1911, ganhou uma bolsa de estudos, juntando-se a uma expedição que iria fazer uma pesquisa arqueológica num antigo povoado Hitita, às margens do rio Eufrates. Trabalhou durante três anos e em seu tempo livre viajou e estudou o idioma árabe. Em 1914, explorou a península do Sinai, perto da fronteira da Arábia, controlada pelo Império Otomano e do Egito, controlado pelo Império Britânico. Os mapas que Lawrence e seus colegas elaboraram tiveram um imediato valor estratégico assim que estourou a guerra entre o Reino Unido e o Império Otomano em outubro de 1914.

Lawrence alistou-se no exército britânico e, devido à sua perícia em assuntos árabes, foi indicado para trabalhar no Cairo como oficial de inteligência. Passou mais de um ano no Egito processando informações de inteligência e em 1916 acompanhou um diplomata inglês à Arábia, onde Hussein ibn Ali, o emir de Meca, havia proclamado uma revolta contra o governo turco. Lawrence convenceu seus superiores a apoiar a rebelião de Hussein. Foi então enviado para juntar-se ao exército árabe comandado por Faiçal, filho de Hussein, como oficial de ligação.

Sob a orientação de Lawrence, os árabes desencadearam uma verdadeira Guerra de guerrilhas contra as linhas turcas. Ele se revelou como um talentoso estrategista militar e passou a ser enormemente admirado pelo povo beduíno da Arábia. Em julho de 1917, as forças árabes capturaram Aqaba perto da península do Sinai juntando-se às tropas britânicas em marcha sobre Jerusalém. Lawrence foi promovido ao posto de tenente-coronel. Em novembro, foi capturado pelos turcos enquanto realizava uma ação de reconhecimento atrás das linhas inimigas vestido com trajes árabes, sendo torturado e abusado sexualmente antes de conseguir escapar. Voltou a juntar-se ao seu exército, que lentamente avançada rumo ao norte em direção a Damasco, que finalmente caiu em outubro de 1918.

A Arábia foi libertada, mas a esperança de Lawrence que a península poderia buscar a unificação como uma só nação foi defraudada quando o funcionalismo árabe passou ao primeiro plano depois da tomada de Damasco. Lawrence, exausto e decepcionado regressou à Inglaterra. Sentindo que o governo britânico havia exacerbado as rivalidades entre as distintas seitas árabes, compareceu diante do rei Jorge V e polidamente recusou as medalhas que lhe eram oferecidas.

Após a guerra, pressionou duramente pela independência dos países árabes e apareceu na Conferência de Paris em trajes árabes. Tornou-se algo como uma figura legendária ainda em vida. Em 1922 recusou indicações a altos postos bem pagos da administração britânica para se alistar na Royal Air Force sob o nome que passara a adotar John Hume Ross. Acabara de concluir sua monumental memória de guerra, Os Sete Pilares da Sabedoria, e tinha esperança de livrar-se de sua fama para reunir material para um novo livro. Descoberto pela imprensa, foi demitido. Mas em 1923 tratou de se alistar como soldado raso no Corpo de Blindados do Exército Britânico sob outro adotado nome, T.E. Shaw, uma referência ao seu amigo, o escritor irlandês George Bernard Shaw. Em 1925, Lawrence juntou-se novamente a RAF e dois anos mais tarde mudou legalmente seu último sobrenome para Shaw.

Em 1927, uma versão resumida de suas memórias foi publicada e gerou uma tremenda publicidade, mas a imprensa mostrou-se incapaz de localizá-lo (estava servindo numa base na Índia). Em 1929, retornou à Inglaterra e passou os seis anos seguintes escrevendo e trabalhando como mecânico da RAF. Em 1932, sua tradução para o inglês da Odisseia de Homero foi publicada sob a autoria de T.E. Shaw. O Mint, uma versão adaptada do treinamentos para recrutas da RAF só foi publicada em 1955 devido aos detalhes ali descritos.

Em fevereiro de 1935, Lawrence foi afastado da RAF indo para sua modesta casa de campo em Clouds Hill, Dorset. Em 13 de maio, feriu-se gravemente quando dirigia sua motocicleta nas aforas de Dorset. Deu uma guinada em seu veículo para evitar atropelar dois ciclistas. Morreu em 18 de maio no hospital de campanha de sua ex-RAF. Na verdade, todos os britânicos prantearam seu falecimento.

Fonte: Opera Mundi

Uma história pra contar

Publicado em 17/05/2010
Uma história pra contar

Lançamento da exposição História e Memórias no Museu Histórico Regional reúne alunos, professores e autoridades para prestigiar os 40 anos do curso de História da UPF

Segundo ON

Foi ao som de Brasileirinho, um dos maiores clássicos da música popular brasileira, que embarcou em uma incrível viagem no tempo quem estava no Museu Histórico Regional na noite de quinta-feira (13), quando foi oficialmente lançada a exposição História e Memórias em comemoração aos 40 anos do curso de História e aos dez anos do programa de pós-graduação em História da Universidade de Passo Fundo. Executada em trompete pelo aluno David Zanoni, a canção deu o clima certo a um evento idealizado para celebrar uma longa e bem traçada trajetória. Presente na cerimônia, o vice-reitor Hugo Tourinho Filho exaltou o desafio do curso, de formar professores para a área e também do programa, por manter com qualidade o curso de mestrado. "Essa é uma comemoração que também demonstra a capacidade desse grupo em se unir em prol de um objetivo comum", avaliou.

A coordenadora dos museus, Maria Cezária de Britto Ramos, salientou a importante parceria que a instituição mantém com o curso e com a prefeitura, fundamentais para sua manutenção; a diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Neusa Rocha, agradeceu o comprometimento e o empenho de todos os envolvidos com o curso desde a sua criação. Vereador e ex-aluno do curso de História, Juliano Roso destacou o orgulho dos passo-fundenses pelo museu, além de propor uma homenagem da Câmara de Vereadores aos 40 anos do curso pela contribuição que tem dado à comunidade.

Propondo uma linha histórica dos acontecimentos mais importantes das últimas quatro décadas, tanto em nível mundial quanto para o curso de História, a exposição apresenta um painel com imagens de diferentes atividades realizadas nesse mesmo período por estudantes e professores, utilizando objetos, recortes e lembranças de uma trajetória de formação de professores que hoje alteram a realidade de escolas públicas e particulares de todo o sul do Brasil.

Na oportunidade, ainda houve a entrega de troféus em nome do reconhecimento de professores que marcaram o curso, entre eles Amado Luiz Cervo, Rubi Faleiro, Athos Rui Rodrigues da Silva, Antônio Kurtz Amantino, Olindo Fuzinato e Nayme Marlene Nemmen da Silva.

A exposição permanece aberta para visitação até o dia 27, de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e domingos das 14 às 18h.

Fonte: O Nacional

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Oficinas ENEM Matutino

Nesta manhã de segunda-feira alunos de várias cidades da região e também de Passo Fundo participaram das Oficinas oferecidas pelo curso de História da UPF. A temática da História na proposta do novo ENEM agregou cerca de 180 alunos do ensino médio. Conduzida pelos professores Ironita Machado, Eduardo Svartmann e Adelar Heinsfeld, a oficina consolidou a proposta do curso de aproximar-se da sociedade da região efetivando a vocação UPF de ser uma universidade comunitária. Abaixo cenas da oficina desenvolvida no período matutino.
Clique nas imagens para ampliá-las.









domingo, 16 de maio de 2010

O que a História é capaz de fazer, por Camila Guidolin

O Nacional - Segundo Caderno
Publicado em 14/05/2010

O que a História é capaz de fazer

Camila Guidolin
Acadêmica do curso de História da UPF

A história só adquire significado através das pessoas que a compõem e das conexões que elas estabelecem, continuamente, entre si. Na torrente dos acontecimentos, o fluxo constante que vem das relações do homem envolto em seu meio, alcança sentidos diversos e cria, no movimento do tempo, os processos históricos. E assim, nesses processos que ultrapassam todos os seus pretéritos, novas realidades são criadas.

Para esse desfecho, o tempo se ramifica, no entanto deixa fossilizadas suas raízes pelos anos que seguem como um rio que ainda presencia correntezas. Dessa forma, desenvolve identificações e constitui memórias, colaborando com os traços da história.

Em 1965, Paul McCartney emocionava milhares de fãs com a letra de uma das músicas mais regravadas até hoje. Em uma das frases ele nos diz: "Yesterday came suddenley..." (o ontem veio de repente). Um ontem repentino e pulsante fiel aos dias e aos seres. O retorno necessário que prove e assegure aos que se julgam simples passageiros desse trem persistente e vivo, algum sentido.

Mas o que define essa seleção do ontem? O que merece ou não ser lembrado? Arrisco um palpite ao merecimento da lembrança: lembramos em primeiro lugar das situações que precederam diretamente as realidades de agora. O passado que ainda nos constitui. Nesse sentido e na tentativa de relembrar os primeiros passos do Curso de História na Universidade de Passo Fundo, abrimos a exposição História e Memórias: 40 anos de Graduação e 10 anos de Pós-Graduação em História da UPF. Essa tentativa exige não somente um juntar de fatos e fotos, compilados num amontoado de acontecimentos, mas, para além disso, sugere um repensar crítico desse processo, sua ligação com as necessidades de cada época, bem como as exigências e aspirações de cada indivíduo.

O curso de História tem suas raízes no ano de 1966 quando se inicia o curso de Estudos Sociais, Licenciatura Curta, acolhido junto a Faculdade de Filosofia. Seu reconhecimento é datado no ano de 1969, sendo que habilitava, em três anos, os acadêmicos para exercerem o magistério de Primeiro Grau nas áreas de História, Geografia e Ciências Sociais. Através de uma autorização do Conselho Universitário da Universidade de Passo Fundo, no início da década de 1970, o Curso de História começa a funcionar como Curso de complementação à Licenciatura Curta em Estudos Sociais. No entanto o seu reconhecimento acontece apenas em 02 de outubro de 1973 através do Parecer 1.736 com o encerramento da primeira turma. Porém, apenas em 1975 é publicado no Diário da União o decreto que autoriza o funcionamento do Curso de Licenciatura Plena em História, o qual continua desenvolvendo suas atividades até hoje.

Não é ao acaso que a necessidade de criar um curso que aprofundasse e ampliasse os espaços de estudo e pesquisa em História na região estivesse em lugar e hora certa, provocado pelas das novas exigências. Em vista do cenário criado ainda pelos reflexos da Segunda Guerra, o momento estava marcado por disputas ideológicas, políticas e econômicas. Um mundo bipolarizado e um Brasil abalado pela repressão desencadeada após o golpe de 1964 abrem alas para a década que chegava ainda debruçada nesses acontecimentos. Se o Milagre Econômico faz expandir a indústria, o governo de Médici cria os anos mais duros do período militar. Como resposta a essas iniciativas, surgem em vários países os movimentos da luta armada. Os "guerrilheiros" pegavam em armas, livros e violão, provocando e intensificando os movimentos sociais.
Os ruídos das agitações que criaram pleitos por todo o mundo ecoam também em Passo Fundo, onde os movimentos da marcha são vistos em suas reivindicações independentes. A ampliação dos setores socioculturais e o desenvolvimento econômico da região sugerem o espaço ideal para uma nova discussão. A Universidade de Passo Fundo expande-se e o Curso de História, já no início da década de 1980, sente necessidade de uma maior dinamização. Assim, são criados o Arquivo e o Museu Histórico Regional, dando suporte ao curso, que precisava agora de intensificação. Mais tarde, e também como consequência dessa consolidação, é instalado o Programa de Pós-Graduação em História, com área de concentração em História Regional.

E afinal, o que a História é capaz de fazer? A cada aula, encontro, ciclo, discussão, lançamento, simpósio, viagem, a cada ano, enfim, essa pergunta é formulada e respondida. Por aqueles que deixam sua "cara" nos quadros, suas ideias em artigos, sua discussão pelos corredores, sua trajetória em livros e salas de aula. O Curso de História é nosso, também ajudamos a constituí-lo. Por isso o 'Sejam Bem-Vindos a essa exposição' soa mais como um 'Sintam-se parte dela', pois é essa a relação que estabelecemos durante nossos anos de academia. Formamos porções dessa história e é por isso que adquirimos o esforço de renová-la sempre. Para ousar além do devido, mas não a mais dele, cito o pensamento seguinte na composição de McCartney: "I belive in yestarday" (eu acredito no ontem). Afinal, essa é a única condição que faz com que ele realmente exista.

Fonte: O Nacional

sábado, 15 de maio de 2010

Campanha de associação ANPUH


“Estamos convidando todos aqueles que atuam ou têm formação no campo da História a fazerem parte do quadro de sócios da ANPUH – Associação Nacional de História. Se você é professor desta disciplina em qualquer nível de ensino, se você é estudante de pós-graduação, se atua como historiador nas áreas do patrimônio histórico, do museu ou do arquivo, venha fortalecer a sua Associação, venha somar esforços no sentido de torná-la ainda mais representativa da diversidade regional e profissional da nossa categoria.

Temos um urgente e grande desafio pela frente, conquistar o reconhecimento legal de nossa profissão, que garanta nosso mercado de trabalho, que defina claramente as exigências para nossa formação e que delimite as competências e habilidades que devem ser exigidas de alguém formado em nossa área. Esta é uma luta política difícil num momento de tendência à desregulamentação das profissões, o que exige a participação organizada do maior número possível de membros de nossa categoria. Por isso estamos realizando esta Campanha Nacional de Filiação, visando a fortalecer nossa entidade e a prepará-la para enfrentar os grandes desafios que se abrem em busca da regulamentação de nossa atividade.

Para ser sócio da ANPUH basta dirigir-se pessoalmente ou através de email à sessão regional de seu Estado, nos endereços constantes deste folder ou diretamente à ANPUH Nacional através do email anpuh@usp.br, que faremos o encaminhamento de sua filiação para a sessão estadual. Estar associado à sua entidade permite que você se mantenha constantemente informado sobre os acontecimentos em nossa área como: eventos, concursos, chamadas para publicações, lançamentos de livros e revistas, através do Boletim Informativo eletrônico da entidade. Além disso, você poderá participar dos eventos promovidos pela Associação, divulgando a sua produção científica e tendo a oportunidade de interagir com os profissionais da área, participando das decisões políticas e acadêmicas da entidade, pagando taxas de inscrição com valores especiais. Terá ainda acesso a uma série de serviços disponibilizados por nossa página na internet como: fazer parte do banco de dados “Quem é Quem na História do Brasil”, onde poderás descrever seu perfil profissional visando contatos e oportunidades de trabalho, acessar as edições da “Revista Brasileira de História” e “História Hoje”, dentre outros.

A ANPUH se caracteriza por ser uma das associações profissionais mais abertas e democráticas, recebendo desde o estudante de pós-graduação até os profissionais mais destacados na área, cobrando uma das mais módicas anuidades entre todas as entidades que representam categorias profissionais, oferecendo agora a comodidade do pagamento via internet e permitindo, ainda, o parcelamento do valor da anuidade em três parcelas.

A ANPUH já participou de grandes lutas e conquistas para os profissionais de nossa área, como o fim dos Estudos Sociais, o retorno da História ao Ensino Fundamental, e tem interagido constantemente com o Estado quando da adoção de políticas que afetam a nossa área, seja quanto ao ensino, seja quanto à pesquisa.

VENHA, PARTICIPE DESTA HISTÓRIA!

FILIE-SE JÁ!”

Trabalhos aprovados para SIEA disponíveis no site


As comunicações aprovadas e os horários de apresentação foram divulgados nesta semana pelo site do evento (link Programação), para acessar a lista clique aqui.

Lembramos que a inscrição para pôster ainda está aberta e que a lista dos aprovados nesta modalidade será divulgada mais tarde, após 31 de maio.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

40 anos de história e memórias são comemorados com exposição

14/05/2010 - 16:48

40 anos de história e memórias são comemorados com exposição

Graduação e Programa de Pós-Graduação em História da UPF festejam aniversários

Foto: Maria Joana Chaise
Homenagem marcou a solenidade no museu
Uma linha histórica dos acontecimentos mais importantes das últimas quatro décadas, tanto em nível mundial quanto para o curso de História e para a cidade de Passo Fundo. Um painel com imagens de diferentes atividades realizadas nesse mesmo período por estudantes e professores do curso de História da Universidade de Passo Fundo (UPF). Objetos, recortes, lembranças de uma trajetória de formação de professores que hoje alteram a realidade de escolas públicas e particulares de todo o Sul do Brasil.

Este foi o cenário da comemoração dos 40 anos do curso de História da UPF e dos 10 anos de atuação do Programa de Pós-Graduação em História, marcados por uma exposição comemorativa que foi aberta na noite de quinta-feira, 13 de maio, no Museu Histórico Regional. Ao som de Brasileirinho e Aquarela do Brasil, tocados no trompete pelo aluno do curso de História David Zanoni, quem conferiu a exposição embarcou em uma viagem ao passado e aos acontecimentos históricos mais marcantes.

Em seu pronunciamento, o vice-reitor Hugo Tourinho Filho enfatizou o desafio não apenas do curso de História, de formar professores para a área, mas também do Programa de Pós-Graduação em História, por manter com qualidade o curso de Mestrado. “Esta é uma comemoração que também demonstra a capacidade deste grupo em se unir em prol de um objetivo comum”, avaliou.

A diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Neusa Rocha, agradeceu o comprometimento e o empenho de todos os envolvidos com o curso de História ao longo de sua trajetória. Ela também destacou o importante ganho obtido pelo curso em função da integração entre a graduação e a pós-graduação.

A coordenadora do Museu, professora Maria Cesária de Britto Ramos, salientou a importante parceria que a instituição mantém com o curso de História e com a Prefeitura Municipal, fundamentais para sua manutenção. Ela também agradeceu o empenho de todos os envolvidos com o Museu e fez votos para que os apoios continuem, para que o espaço possa cada dia mais ser valorizado e ampliado.

Vereador e ex-aluno do curso de História, Juliano Roso destacou o orgulho dos passo-fundenses pelo Museu, além de propor uma homenagem da Câmara de Vereadores aos 40 anos do curso pela contribuição que tem dado à comunidade.

Homenagens especiais
A data comemorativa também foi dedicada ao reconhecimento dos professores que marcaram os 40 anos do curso. Amado Luiz Cervo, atualmente na UnB, Rubi Faleiro, Athos Rui Rodrigues da Silva (in memmoriam), Antônio Kurtz Amantino, Olindo Fuzinato e Nayme Marlene Nemmen da Silva receberam um troféu das mãos da atual coordenadora do curso de História, Ironita Machado. “Estes homenageados são a base, os pilares do curso de História da UPF”, argumentou a coordenadora, destacando que, por meio destes homenageados, agradecia a todos os demais colaboradores ao longo das quatro décadas.

A exposição que comemora os 40 anos do curso de graduação em História e do Programa de Pós-Graduação em História permanece aberta para visitação até o dia 27 de maio, de terça a sexta-feira das 9h às 18h, e aos sábados e domingos das 14 às 18h.

Fonte: Imprensa UPF

Integração entre acadêmicos de Pedagogia e História

14/05/2010 - 15:57
Iniciativa uniu acadêmicos e professores de História e Pedagogia

A terceira edição do Encontro de Oficinas Pedagogia-História da Universidade de Passo Fundo (UPF) aconteceu neste dia 12 de maio, no auditório do Centro de Educação em Tecnologia. A atividade reuniu acadêmicos do quinto nível do curso de Pedagogia e do primeiro e sétimo níveis de História, com o objetivo de trocar experiências e ideias.
Nesse sentido, os acadêmicos do curso de Pedagogia, sob a orientação da professora Dr. Eliara Levinski, apresentaram quatro oficinas: Como as crianças constroem a noção de tempo e espaço; A utilização de músicas no ensino de História e Geografia; A utilização da literatura infantil no ensino de História e Geografia e a utilização de documentos e objetos no ensino de História. Por outro lado, os acadêmicos do curso de História, sob a orientação do professor Ms. Alessandro Batistella, apresentaram duas oficinas: Os conceitos de patrimônio histórico-cultural e o seu uso em sala de aula e A estatuária e a toponímia como possibilidade de história local. O primeiro nível do curso de História esteve acompanhado na atividade da professora Ms. Nayme Marlene da Silva.

O grupo já acertou para a próxima quarta-feira, 19 de maio, um novo encontro, com apresentação de novas oficinas.

Fonte: Imprensa UPF

Alunos do curso de História desenvolvem trabalho prático no Arquivo Histórico Regional





Os alunos do curso de História da Universidade de Passo Fundo (UPF) desenvolveram, na segunda-feira, dia 10 de maio, um trabalho prático no Arquivo Histórico Regional (AHR). Uma visita guiada foi realizada com o acompanhamento do professor Ms. Benhur Jungbeck, assistente do AHR, e pela professora Ms. Sandra Barquete, auxiliar AHR. O grupo, além do reconhecimento e contextualização do acervo, também analisou os periódicos de acordo com seus temas de pesquisa.

A atividade foi realizada para a disciplina de Tópicos Especiais, ministrada pela professora Drª Gizele Zanotto, que oferece temáticas de estudos e práticas de pesquisa que buscam instrumentalizar e capacitar os acadêmicos na teoria e metodologia da análise de periódicos por meio do estudo teórico e da prática de elaboração de projetos, pesquisa e produção textual. Também visa capacitá-los no uso de tecnologias multimídia através do recurso Moodle/UPF e trabalhos com fontes primários/imprensa.

A professora Drª Ironita Machado, coordenadora do curso de História, parabeniza a equipe do AHR, a professora responsável pela disciplina e os alunos pelo excelente trabalho, os quais serão direcionados à publicação de uma revista no segundo semestre.

Fonte: Imprensa UPF

História rima com memória

Publicado em 12/05/2010
História rima com memória

Exposição História e Memórias começa hoje no MHR e marca os 40 anos de graduação e 10 anos de pós-graduação em História da Universidade de Passo Fundo

Segundo ON

“É impossível compreender seu tempo para quem ignora todo o passado; ser uma pessoa contemporânea é também ter consciência das heranças, consentidas ou contestadas”. O que diz René Remond traduz o pensamento não apenas daqueles que apostaram no ensino da história há 40 anos atrás, mas também de todos aqueles que participaram dessa trajetória e ainda hoje colaboram para que o passado sirva como um guia para o futuro. Criado na década de 1960 em Passo Fundo, o curso de História da Universidade de Passo Fundo celebra nesta semana o seu aniversário por meio de uma criativa exposição no Museu Histórico Regional, com coquetel de abertura na noite de hoje, a partir das 19h30.

Com o objetivo de materializar a memória da trajetória do curso, refletindo a relevância e o significado do professor-historiador, da pesquisa-conhecimento histórico e da transposição didático-ensino, além da identidade coletiva no projeto de cidade no transcurso de 40 anos de sua existência, a exposição explora um acervo composto de documentos legais e docentes, fotografias, quadros, banners, obras raras e bibliografias especializadas, entre outros. Em sua trajetória o curso de História formou mais de 69 turmas de professores, publicou centenas de obras fruto de pesquisas, salvaguardou um número expressivo de documentos, de acervo e patrimônios histórico-culturais públicos e privados.

Esse processo pode ser pensado nas palavras de Braudel: “as civilizações têm seus pés no solo”. Seguindo essa afirmativa é importante destacar que desde o ano de 1960, o Curso de História desempenha um papel importante na construção de identidades da cidade, do regional e do nacional seus professores – pesquisadores e alunos são os artífices desta memória coletiva, e responsáveis não só pela criação deste passado, como pelo ensino, pelo projeto de cidade e pela vigilância dos usos e abusos que deste são feitos. Assim, o Museu Histórico Regional, com apoio cultural da Bolsa Construções e Incorporações, Guaracar Plus-FIAT, Fórum Mulher, CVI Refrigerantes e Jornal O Nacional, abrem à comunidade para visitação da exposição História e Memórias.

Serviço
Exposição História e Memórias
Data: com abertura hoje, às 19h30, fica aberta até o dia 27 de junho
Local: Museu Histórico Regional
Horário: Terça a sexta, das 9h às 18h, e fins de semana das 14h às 18h

Fonte: O Nacional

UPF representada em evento nacional dedicado ao pensamento de direita


A professora Gizele Zanotto, dos cursos de graduação e pós-graduação em História da UPF, participou do IV Encontro Nacional de Pesquisadores do Integralismo e III Simpósio do Laboratório de História Política e Social realizado nos dias 10 a 13 de maio no campus da Universidade Federal e Juiz de Fora (UFJF). O evento, que teve como temática Ideias e experiências autoritárias no Brasil contemporâneo, reuniu os principais pesquisadores da temática integralista e nazista do país e consolidou a atuação do Grupo de Estudos do Integralismo (GEINT) na articulação de tais estudiosos no Brasil. Com a conferência intitulada Tradição, Família e Propriedade (TFP): Um movimento católico no pós-guerra (1960-1995) a professora integrou o ciclo de debates sobre o pensamento de direita no Brasil contemporâneo avaliando a força de tal ideário em nossa sociedade e analisando os pilares doutrinários deste espectro do campo político-cultural do país.

A abertura do evento contou com a participação da profa. Maria Aparecida Aquino. Para saber mais sobre a abertura clique aqui