sexta-feira, 30 de abril de 2010

Enem 2010 será nos dias 6 e 7 de novembro

Enem 2010 será nos dias 6 e 7 de novembro
Karina Yamamoto*
Em Foz do Iguaçu (PR)
Atualizado às 11h41


As provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro. O MEC (Ministério da Educação) está fazendo os ajustes finais no calendário de avaliações, uma vez que a edição 2010 do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos estudantes) está prevista para o dia 7 de novembro.
(...)
A expectativa do ministério é de que essa edição tenha 6 milhões de inscritos. No ano passado, o Enem recebeu 4,2 milhões de inscrições -- e cerca de 2,5 milhões fizeram a prova. Nesta edição, exame deixou de ser apenas um instrumento de avaliação do ensino para ser utilizado como seleção para 47,9 mil vagas em 51 universidades e institutos federais, por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Fonte: UOL Educação

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Imagens de nossa história... Guerras Mundiais

Representação de um mapa da Europa em 1914


Capa do New York Times de agosto de 1939,
pouco antes da invasão dos nazistas à Polônia



A partir de agora aproveitaremos também o espaço para repassar algumas imagens, charges, poemas, etc., relacionados à temática da história. Para colaborar com o empreendimento basta enviar o arquivo para o email gizezanotto.historia@blogger.com que sua contribuição será postada automaticamente (OBS: o título da mensagem torna-se o título da matéria postada, o corpo da mensagem - texto e imagens - será o conteúdo da postagem)!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Revisão da Lei da Anistia

Quarta-feira, 28 de abril de 2010 - 07h55

STF julga hoje se Lei de Anistia vale para torturadores
Da Redação, com Agência Brasil

O STF (Supremo Tribunal Federal) deve julgar nesta quarta-feira uma ação apresentada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para avaliar se a Lei de Anistia também vale para torturadores durante a ditadura militar no país (1964-1985).

Segundo a OAB, a lei “estende a anistia a classes absolutamente indefinidas de crime”, incluindo a tortura, que deveria ser imprescritível.

Na ação, a OAB sustenta que a Lei da Anistia não deveria alcançar os autores de crimes comuns praticados por agentes públicos acusados de homicídio, abuso de autoridade, lesões corporais, desaparecimento forçado, estupro e atentado violento ao pudor contra opositores ao regime militar.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, manifestou-se contra a ação da OAB. Ele considera que há uma tentativa de rever a anistia, o que significaria um rompimento com o compromisso assumido em 1979, ano da promulgação da lei.

O julgamento estava previsto para o último dia 12, mas a presidência do STF decidiu adiar em razão da importância e complexidade da questão, o que recomenda a análise do processo com quórum completo. O relator da matéria o ministro Eros Grau.

Fonte: http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?ID=291848

Dica: Série Band of Brothers


A série “Band of Brothers - Irmãos de Guerra” estará sendo veiculada pelo canal aberto Bandeirantes nos próximos dias. Vale a pena assistir!

BAND OF BROTHERS
"Band of Brothers" conta a história de uma companhia de pára-quedistas desde o seu treinamento nos EUA até o pós-guerra, como tropa de ocupação na Áustria. A companhia é a "E" (apelidada de "Easy"), do 2º Batalhão, do 506º Regimento, da famosa 101ª Divisão Aeroterrestre americana.
Essa mini-série de 10 capítulos é baseada no livro homônimo de Stephen Ambrose (um dos melhores autores militares da atualidade) e conta com a produção executiva de nada menos que Steven Spielberg e Tom Hanks, numa extensão da parceria muito bem-sucedida de "Resgate do Soldado Ryan". Como nesse clássico, o respeito aos detalhes históricos, a fidelidade nos equipamentos, a fantástica computação gráfica e a belíssima trilha sonora são simplesmente estonteantes.
Além disso, cada episódio começa com declarações de ex-combatentes da "Easy Company" (que só são identificados no último episódio), dando uma maior autenticidade a toda a obra. Porém, absurdos e equívocos de direção quase puseram todo esse trabalho a perder.

FICHA TÉCNICA:
Título Original: “Band of Brothers”.
Elenco: Damien Lewis, David Schwimmer, Matthew Settle, Frank John Hughes, Dexter Fletcher, Rick Gomez, Scott Grimes, Ron Livingston, James Magio, Ross McCall, Neal McDonough, Eion Bailey e Donnie Wanlberg, entre outros.
Diretores: Phil Alden Robinson, Richard Loncraine, Mikael Saloman, David Nutter, Tom Hanks, David Leland, David Frankel e Tony To.
Ano: 2001.
Premiação: Globo de Ouro de Melhor Mini-Série ou Filme para TV e 6 Prêmios Emmy, incluindo melhor mini-série.

Ônibus para o Encontro Estadual de História!!





X ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA
O Brasil no Sul: cruzando fronteiras entre o regional e o nacional
26 a 30 de julho de 2010 - Santa Maria - RS
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
Centro Universitário Franciscano - UNIFRA

VALORES
- Transporte: micro-ônibus com 28 lugares orçado a R$2.000,00 - se lotar pagaremos R$ 72,00 cada um. Nos deixa no alojamento e nos leva ao evento. Exigências, não levar malas exageradas!!! Empresa Anjo Sul, de Passo Fundo. ORÇAMENTO ABAIXO, clique na imagem para ampliar.

OBS - O ônibus de linha (Hélios e Planalto) está com valores entre R$ 40,00 e R$ 52,00 para o trecho Passo Fundo/Santa Maria.

- Hospedagem: ALOJAMENTO NA POUSADA DO INSTITUTO SÃO JOSÉ - 30,00 a diária com café da manhã (total de 120,00 para as 4 noites). Quartos coletivos para 3 ou 4 pessoas, com banheiro. Transporte para UFSM perto do alojamento, cerca de 2 quadras até o ponto (passe a R$ 2,00 ou R$ 2,20). Necessário levar toalha de banho e um cobertor! Pagamento até dia 15 de julho para garantir o desconto negociado (consegui R$5,00 de desconto por diária).
Para conhecer o espaço físico do alojamento clique no link abaixo:


FAVOR INDICAR NO EMAIL A OPÇÃO DESEJADA!!!
Ônibus e Alojamento - 200,00 (+10,00 aos que puderem contribuir)
Somente Ônibus - 80,00 (+ 10,00 aos que puderem contribuir)
Somente Alojamento - 30,00 a diária

SAÍDA
26/07 segunda-feira
Horário: 12:30 horas
Local: IFCH/UPF
Itinerário: Passo Fundo/Tapejara/Cruz Alta/Júlio de Castilhos/Santa Maria (alojamento e depois evento)

RETORNO
30/07 sexta-feira
Horário: 18 horas (previsão de chegada as 24 horas no centro de Passo Fundo)
Local: UFSM (marcamos o prédio de encontro durante o evento)
Itinerário: Santa Maria/Passo Fundo (as bagagens devem ser organizadas de manhã cedo e deixadas num só lugar do alojamento para que o motorista as recolha antes de nos pegar no evento)

IMPORTANTE

1. Levar toalha de banho e um cobertor (se estiver muito frio) - malas pequenas!!!

2. Efetuar o pagamento até dia 15 de julho, conforme combinado anteriormente

3. Avisar imediatamente sobre problemas (fone 9628-1398)

4. Todos são maiores de idade, portanto, cuidem-se

5. Levamos o nome UPF e que ele seja não só respeitado mas, também, bem representado no evento

6. Aos que só ficarão no alojamento aguardo também as datas de entrada e saída da Pousada



Levar carteira do estudante, segundo a colega Franciele há descontos em livrarias, lojas, bares, restaurantes e bares noturnos!!!

Pagamento até 15 de julho!!!!

terça-feira, 27 de abril de 2010

AHR Memórias: O "Felisberto" de Lucas Anes

Clique na imagem para ampliar!

Artigo publicado pelo jornal O Nacional, coluna AHR Memórias, pelo mestrando Fabiano Barcellos Teixeira.

Em breve...

A Revolução de Maio de 1810


Segunda-Feira, 26/04/2010 por Mário Maestri

A Luta Pela Hegemonia (1)
As relações de subordinação com o capital mercantil e comercial europeu, primeiro espanhol e a seguir inglês, determinariam fortemente a história e a própria conformação das nações independentes que surgiram a partir do antigo vice-reinado do rio da Prata. O vice-reinado fora fundado, em 1776, para facilitar a administração e sobretudo a percepção das rendas e impostos devidos à metrópole, em uma vasta região do império espanhol no sul das Américas, abrangendo as atuais Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Em inícios do século 19, quando da crise do regime colonial, não havia na América Hispânica base material para revolução nacional unitária. Nesse escolho afundaram-se os sonhos americanista de Simon Bolivar [1783-1830] e José de San Martin [1778-1850]. Aquele império foi estraçalhado pelas tendências centrífugas das suas distintas regiões geoeconômicas, em torno das quais emergiram no geral as repúblicas hispano-americanas. Por necessidade e interesses, as classes dominantes de algumas regiões esforçaram-se para unificar, em seu proveito, importantes regiões limítrofes. Foi este o caso de Buenos Aires.

Litoral & Interior
Em 1810, quando do movimento pela independência, a principal exportação do vice-reinado do rio da Plata, através do porto de Buenos Aires e, secundariamente, de Montevidéu, eram os couros, produzidos na Banda Oriental e, no outro lado do Plata, nas províncias bonaerense e do Litoral. As províncias do Interior possuíam produção doméstica, artesanal e pequeno-manufatureira, protegida pela dura imposição alfandegária ibérica, com destaque para o fabrico de tecidos do Norte; de solas em Salta; de barcos em Corrientes; de aguardente em Cuyo; de vinho de Mendonça; de carretas do Sul, etc. Boa parte dessa produção chegava a Buenos Aires para ser consumida e distribuída.
Durante a colônia, a oligarquia comercial de Buenos Aires fora dominada por espanhóis natos. Ela enriquecera intermediando o export-import do vice-reinado, sobre o qual possuía direitos monopólicos, compartidos com o porto de Montevidéu. A oligarquia comercial lutava para manter o exclusivismo portuário e seus setores crioulos eram fortemente livre-cambistas. Ao contrário, proprietários e plebeus do Interior eram protecionistas, preocupados em defender a rústica produção provincial das mercadorias européias melhores e mais baratas.
A Revolução de Maio de 1810, ao romper a dependência às autoridades metropolitanas e inaugurar o livre comércio, assentou poderoso golpe na frágil articulação entre as províncias de Buenos Aires, do Litoral e do Interior. A Inglaterra foi a grande vitoriosa da independência da região, pois passou a servir-se do grande porto como ponta de lança para literal invasão do Plata. “A separação de Espanha [...] cortou a corrente nacional na qual operava este comercio, determinando que seu lugar fosse ocupado, principalmente, por Inglaterra, cuja industria, muito mais adiantada, exigia a apertura de todas as zonas pré-capitalistas para seus artigos e para prover-se de matérias primas.”

Unitários e Federalistas
Em poucos anos, a indústria artesanal e pequeno-manufatureira da província de Buenos Aires estava arrasada. O domínio comercial pleno do Interior seria um pouco mais demorado e problemático. “O comercio livre, implantado pelo governo de Buenos Aires, provocou a desaparição, em corto número de anos, das indústria do interior; as necessidades da luta contra os realistas, obrigaram às províncias a sacrifícios custosos de seus bens, assim como a deslocar braços das ocupações produtivas, com destino aos exércitos revolucionários [...].”
Comprando em Buenos Aires os produtos platinos exportáveis e vendendo suas mercadorias no interior, os comerciante ingleses cortaram os laços entre a produção exportadora litorânea e a indústria de consumo local e regional, lançando as províncias do Interior na estagnação e regressão, enquanto Buenos Aires e suas classes proprietárias prosperavam e inchavam. Por décadas, o controle do porto de Buenos Aires e de suas rendas aduaneiras constituiu o centro das tensões regionais. As rendas portuárias eram a quase única garantia real para a emissão de moeda; obtenção de empréstimos; organização do aparato estatal, etc.
Por longos anos, o confronto político platino organizou-se fortemente em torno da maior e menor liberalização do comércio e sobretudo do controle do porto e rendas alfandegárias. Elas eram tidas pelos unitaristas como propriedade exclusiva da oligarquia comercial e pastoril de Buenos Aires, enquanto os federalistas defendiam a distribuição das rendas entre as províncias, já que eram produzidas por todas elas. Quando da Revolução de Maio, essa contradição expressou-se no projeto das classes proprietárias de Buenos Aires de emancipar o Plata da Espanha e submetê-lo a Buenos Aires.

A seguir: "A Semana Gloriosa"

Inscrições de trabalho na ANPUH/RS encerram dia 16 de maio!

As inscrições para apresentação de trabalhos - comunicação e/ou pôsteres de iniciação científica - no X Encontro Estadual de História encerram no próximo dia 16 de maio. O evento acontecerá em julho, na cidade de Santa Maria/RS.


Confira mais detalhes sobre inscrições abaixo:

Para se inscrever, o interessado deve possuir em mãos o número de seu CPF e optar por uma das modalidades abaixo descritas:

* Ouvinte (sócio da ANPUH-RS) - certificado de ouvinte
* Ouvinte (não associado) - certificado de ouvinte
* Ouvinte e apresentador de trabalho (sócio da ANPUH-RS) - certificado de ouvinte e apresentador de trabalho
* Ouvinte e apresentador de trabalho (não associado) - certificado de ouvinte e apresentador de trabalho
* Ouvinte (estudante) - certificado de ouvinte
* Ouvinte e estudante expositor de pôster - certificado de ouvinte e expositor de pôster
* Ouvinte e freqüentador de Minicurso - certificado de ouvinte e freqüentador de minicurso

Obs. Todas as categorias de inscrição fornecem ao ouvinte certificado de 40 horas, adicionado à modalidade escolhida. A participação em minicurso fornece ao inscrito o certificado de participação adicional de mais 06 horas.

Os valores de inscrição para cada modalidade são:

* R$ 45,00 - Sócios da ANPUH com anuidade 2010 e anteriores em dia (ouvintes e/ou apresentadores de trabalhos). Saiba como ser sócio da ANPUH-RS clicando aqui;
* R$ 125,00- Não sócios da ANPUH (apresentadores de trabalhos e/ou ouvintes).
* R$ 25,00 - Alunos de graduação (expositores de pôsteres e/ou ouvintes);
* R$ 25,00 - Minicursos (acrescido à taxa de inscrição de apresentador de trabalho ou expositor de pôster ou ouvinte).

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Compacto da formatura 2009 na UPFTV


A UPFTV em parceria com a Center Color Formaturas estará exibindo os compactos das formaturas 2009/02 da UPF. Acompanhe a conquista de seus colegas!!

FORMATURA HISTÓRIA 2009.02
Exibição do compacto dia 29 de abril de 2010, a partir das 20 hs.

Para sintonizar a UPFTV:
Passo Fundo - canal Aberto: 04 (VHF), 62 (UHF) ou pelo Canal 15 da Net Passo Fundo.
Marau - canal Aberto: 54 (UHF)
Carazinho - canal Aberto: 20 (UHF)

No Paraguai do doutor Francia não havia escolas secundárias

Jornal O Nacional
Terça-Feira, 20/04/2010 por Mário Maestri

A historiografia científica pôs fim às descrições sobre um Paraguai onde todos sabiam ler e as teses opostas sobre o enorme atraso educacional nos anos seguintes à Independência. [O Nacional, 13 de abril, p.15] Com a consolidação do Paraguai independente, organizou-se importante rede de escolas primárias estatais, financiadas pelo Estado, no mínimo desde 1831, que abarcou parte significativa da população rural masculina em idade escolar. Sem possuir escolarização universal, o Paraguai promoveu realidade educacional primária desconhecia até mesmo em boa parte da Europa. Também não procede a proposta da repressão e extinção pelo doutor Gaspar Rodríguez de Francia do ensino secundário, devido à oposição à formação de “elite cultural” no Paraguai. Tem sido apresentada a transformação do Real Colégio Seminário de San Carlos, que funcionara no antigo prédio jesuítico no centro de Assunção, em quartel, como exemplo desse desprezo intelectual. O fechamento do Seminário teria se dado sob o célebre – e fantasioso – comentário belicoso do Ditador Supremo, por decisão democrática: “Quando Marte combate, Minerva descansa”.
Quando jovem, o doutor Francia, que obtivera as ordens religiosas menores, ao tentar ingressar naquela instituição, fora acusado de “mulato” e “filho de mulato”. Para negar a afirmação infamante e desclassificatória, tivera que apresentar sete testemunhas. Após dois anos de cátedra, afastara-se do Seminário, devido às suas posições de cunho racionalistas, inaceitáveis para os franciscanos que dirigiam a instituição.
A reconversão do antigo prédio jesuítico para funções militares dera-se imediatamente após a Independência, antes do período francista. Desde então, o Colégio de San Carlos funcionara em um grande prédio alugado especialmente para abrigá-lo. Não se tratou igualmente de medida açodada, pois Francia assumira plenos poderes, em 1814, e o colégio foi fechado apenas em março de 1823, nove anos mais tarde. Destinado a preparar jovens para o clero, o Real Colégio Seminário de San Carlos ministrava sobretudo cursos de Latim, Filosofia e Teologia em nível superior. Ele teria sido cerrado devido à flagrante disparidade entre as rendas de que usufruía, oriundas das taxas cobradas aos escassos estudantes e, sobretudo, das rendas pagas por pequenos arrendatários de antigas propriedades jesuíticas, e o ensino que propiciava. Quando da suspensão, o Seminário ministrava apenas cátedra de Latim para treze alunos externos.
Em El sistema educativo paraguayo desde 1811 hasta 1865, de 1984, o historiador alemão Heinz Peters aponta duas grandes razões para a perda de atração daquele centro de estudos. O sacerdote Roque Antonio Céspedes, nomeado por Francia como Vigário Geral, em dezembro de 1815, ao substituir o bispo Panes, afastado em 1817 por demência, não recebeu licença pontifical para ordenar sacerdotes. Desde então, até 1840, a autonomia-isolamento da Igreja paraguaia impedia que jovens ingressassem no sacerdócio. Não havia razão em seguir estudos preparando para ministério impossível de alcançar. Heinz Peters aponta também como motivo da baixa procura da instituição a literal extinção pela ordem francista, nos anos seguintes à Independência, dos espanholistas, favoráveis ao regime colonial, e a forte depressão dos grandes proprietários criollos, sobretudo dos simpáticos aos interesses portenhos. Eram esses dois setores que haviam monopolizado os cargos eclesiásticos, ao prepararem os filhos não primogênitos para a carreira eclesiástica, ricamente remunerada.
Quando da interrupção das atividades, com diminuto e decrescente número de alunos, o Real Colégio Seminário transformara-se em verdadeiro cabide de emprego, com reitor, vice-reitor, catedrático, administrador e outros funcionários remunerados. O único catedrático em exercício, que perdeu sua sinecura, foi Carlos Antonio López, futuro substituto e crítico do doutor Francia, poucos anos após a morte, em 1840, do fundador do Paraguai independente.
Destaque-se que, quando do fechamento, em 1824, do Colégio de San Carlo e das escolas conventuais, ao contrário do geralmente proposto, seguiram funcionando em Assunção diversas escolas secundárias privadas, financiadas pelos pais dos alunos, que ensinavam sobretudo Latim e Gramática e, em alguns casos, Geografia, Aritmética, Astronomia, Francês. Essas escolas eram freqüentadas pelos filhos das classes proprietárias criollas. O desinteresse do francismo pelo financiamento do ensino secundário deveria-se a duas razões. Por um lado, eram restritas as necessidades de quadros qualificados da sociedade paraguaia voltada sobre si mesma, para resistir às tentativas da oligarquia comercial portenha de impor o monopólio de Buenos Aires sobre o Paraguai e reduzi-lo à província argentina. Por outro, o ensino médio-superiores era quase monopólio das classes criollas endinheiradas, em fratura o francismo, de cunho plebeu e apoiado sobretudo pelos pequenos e médios proprietários e arrendatários rurais, em imensa maioria de extração e língua guarani.

Fonte: Jornal O Nacional

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Em breve...

Inscrições SIEA

As inscrições de resumos para apresentação de comunicações no V Simpósio Internacional Estados Americanos está findando. Pôsteres poderão ser inscritos até fins de maio, conforme datas abaixo elencadas.

- Inscrição de resumos para comunicações - até 22 de abril
- Inscrição de resumos para pôsteres - até 31 de maio

ATENÇÃO: Os resumos devem ter até 1200 caracteres ( sem espaço) e ser enviados para pghis@upf.br, pela ficha de inscrição abaixo:

FICHA DE INSCRIÇÃO

A inscrição no evento está condicionada ao preenchimento de cadastro no site da UPF, link EVENTOS E CURSOS, e ao pagamento do boleto bancário que será gerado pelo sistema.


terça-feira, 20 de abril de 2010

Curso de História promove oficinas para estudantes do Ensino Médio



O Curso de Licenciatura em História da Universidade de Passo Fundo (UPF) promove, pela segunda vez, oficinas destinadas aos alunos do Ensino Médio de escolas de Passo Fundo e região. A proposta é de exposição e aprofundamento de discussões sobre a prova do ENEM - a nova formatação das questões e as temáticas abordadas - e sobre Patrimônio Histórico. O público alvo de tais oficinas, ministradas por professores do curso de História, são acadêmicos que preparam-se para o vestibular - alunos do terceirão - e estudantes do curso Magistério - 2o. e 3o. anos.

1a. Reunião de Avaliação e Planejamento


Nesta segunda-feira foi realizada a 1a. Reunião de Avaliação e Planejamento do Curso de História, com a presença de professores e representantes de turma do Curso de Licencitura em História. A proposta, que contempla mais 2 encontros e um Fórum de Debates ao final do ano letivo, tem como objetivos dinamizar e efetivar a proposta de auto-avaliação constante e significativa do curso, bem como pensar e/ou repensar questões pontuais e gerais sobre a formação do futuro profissional e as condições de sua formação na UPF.
A dinâmica das reuniões preconiza a apresentação das questões apontadas pelos acadêmicos viarepresentantes de turma e considerações dos demais integrantes do curso: professores e funcionários.
No geral, alunos enfatizaram algumas questões relativas ao ambiente de estudos (problemas com salas) e a necessidade de maior envolvimento de todos com atividades de formação e atualização promovidos pelo curso e Universidade. Da parte dos professores, foi unânime a qualificação positiva desta proposta e o desejo de uma organização a médio e longo prazo visando melhorar sempre mais a formação dos futuros profissionais egressos em História da UPF.
Uma das questões referentes ao planejamento que foram enfatizadas na reunião referem-se às comemorações dos 40 anos da Licenciatura em História UPF e dos 10 anos do Mestrado em História UPF, que consolidam e reforçam a inserção social da instituição na região norte do estado. Outro tema de pauta foi a necessidade de preparação de alunos e professores para o ENADE e de um trabalho comprometido para a qualificação institucional que se realizará em breve.

Trabalhemos juntos por um curso sempre melhor!!!

http://www.upf.br/site/inc/noticias/mostraNoticia.php?codNoticia=13135

domingo, 18 de abril de 2010

Inauguração do IFCH



Nesta sexta-feira, 16 de abril, aconteceu a solenidade de entrega das novas instalações do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) pelo presidnete da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF), prof. Jocarly Patrocínio de Souza, e pelo reitor da UPF, prof. Rui Getúlio Soares.

Professores e alunos dos cursos de História e Pós-Graduação em História estiveram presentes e aproveitaram a ocasião para apresentar uma exposição de fotos sobre a história de Passo Fundo (acervo do Museu Histórico Regional) e material de divulgação da exposição sobre os 40 anos da graduação e 10 do mestrado que será lançada em breve no Museu.

Informativo ANPUH - Regulamentação da profissão



Por que somos favoráveis à regulamentação da profissão de historiador?

No último dia 10 de março foi aprovado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal o projeto de lei n. 368/2009 de autoria do Senador Paulo Paim que regulamenta a profissão de historiador. O projeto segue agora para a Câmara Federal onde deverá ser analisado.

No processo de mobilização para a votação desta proposta surgiram algumas vozes discordantes em relação à regulamentação da profissão. Respeitamos profundamente a opinião de todos aqueles que adotaram tal posição. Uma democracia é feita através da manifestação livre de todas as ideias, do debate público e qualificado de todas as posições, por isso apresentamos a seguir o ponto de vista que pautou a atuação da atual diretoria da ANPUH – Associação Nacional de História quando do processo de votação dessa matéria e que pautará sua atuação agora que o projeto tramitará na Câmara dos Deputados.

O que significa regulamentar? Significa definir legalmente os contornos do exercício profissional, significa fixar requisitos para que esse exercício se faça, significa precisar as competências e as habilidades que o profissional deve ter para exercer uma dada profissão, ou seja, regulamentar significa dar estatuto legal a uma profissão, significa o Estado reconhecer a sua existência e, portanto, significa dar uma identidade jurídica e pública ao exercício de uma dada profissão. Regulamentar, em síntese, significa passar a existir de fato e de direito como profissional.

Para a ANPUH a regulamentação da profissão de historiador significa, portanto, o reconhecimento social e jurídico do historiador como um profissional, a quem passa-se a atribuir dados direitos e dadas obrigações perante a sociedade. Para nós, o Estado brasileiro milita em uma contradição ao não reconhecer a profissão de historiador e, ao mesmo tempo, regular, reconhecer e avaliar cursos universitários que formam profissionais nesta área. Se o Estado reconhece que para ser historiador é preciso ter uma dada qualificação, que deve-se exigir determinadas habilidades e competências definidas nos Projetos Político-Pedagógicos dos cursos de História por ele aprovados, deve reconhecer também que nem todo mundo pode ser historiador e, portanto, é preciso que uma lei defina os contornos de nossa profissão. O mesmo raciocínio se aplica àqueles que são habilitados por diplomas de cursos superiores para atuarem na área de História e àqueles que estão nos bancos escolares das instituições de ensino superior cursando História: como podem ser contrários ao reconhecimento legal daquilo que fazem, como podem ser contrários que se definam limites para o exercício profissional, como podem ser contrários a que o Estado reconheça sua existência como profissional com uma qualificação específica que lhe confere a competência para o exercício de dadas atividades? A ANPUH é favorável à regulamentação e, não poderia ser diferente, porque quer que os profissionais que representa tenham existência jurídica, sejam reconhecidos pelo Estado e pela sociedade brasileira.

A Constituição Federal em seu artigo quinto, inciso décimo terceiro, define que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendida à qualificação profissional que a lei estabelecer. A lei que regulamenta a profissão de historiador nada mais faz do que cumprir o mandato constitucional definindo que qualificação deve ter aquele que exerce esta atividade: a exigência de diploma de curso superior em História, ou diploma de Mestrado e Doutorado em História. Este mesmo artigo da Constituição Federal prevê que no interesse da sociedade pode-se criar restrições a esta ampla liberdade de exercício profissional, quando ela possa causar sérios danos à sociedade. Entendemos que o exercício do ensino e da pesquisa em história feito por profissionais não habilitados causa sério dano à sociedade, à medida que não se tem um ensino e uma pesquisa de qualidade, feitas com as necessárias competências e com os necessários conhecimentos teóricos e práticos.

O movimento em torno da regulamentação das profissões remonta ao imediato pós-Segunda Guerra Mundial, como resposta às crescentes demandas dos trabalhadores pelo reconhecimento de seus direitos. Ele é contemporâneo e está relacionado à criação da Organização Internacional do Trabalho, do estabelecimento das primeiras convenções da OIT, da emergência dos Estados de Bem-Estar Social. No Brasil, foi neste contexto que as primeiras profissões foram regulamentadas. Tendo como exceção a profissão de leiloeiro que foi regulamentada ainda em 1932, a maioria das profissões consideradas de maior prestígio social foi regulamentada ente as décadas de 1940 e 1960: contabilista (1946), economista (1951), químico (1956) médico (1957), geólogo (1962), psicólogo (1962), estatístico (1965), farmacêutico (1966) , engenheiro, arquiteto e agrônomo (1966), jornalista (1969), entre outras. Ao contrário, portanto, do que alguns afirmam, a regulamentação profissional não é um tema do discurso ou da “ideologia neoliberal”. O neoliberalismo, pelo contrário, vem sendo responsável pela crescente resistência por parte do Congresso Nacional e por parte do Judiciário brasileiro em regulamentar as profissões. O episódio recente da desregulamentação da profissão de jornalista por parte do Supremo Tribunal Federal a pedido dos grandes grupos econômicos que dominam os meios de comunicação do país é exemplar da prevalência desta forma de pensamento em setores das elites brasileiras. Um dos princípios fundamentais do neoliberalismo é, justamente, o da flexibilização e da desregulamentação profissional, levando a uma precarização do trabalho e à possibilidade do pagamento de salários mais baixos a profissionais ditos flexíveis ou despreparados.

Por isso, a ANPUH é favorável à regulamentação profissional. Ela vai na contramão da vaga neoliberal que aposta na precarização jurídica das profissões visando a aviltar as condições de trabalho e de exercício profissional, permitindo a maximização dos lucros das empresas que contratam estes profissionais. Quem conhece a realidade das empresas de educação, do ensino privado e mesmo do ensino público, em dadas áreas do país, sabe que a regulamentação de nossa profissão é não só uma necessidade premente, como sabe que danos esta não regulamentação causa aos nossos profissionais. Não é mera coincidência que a bancada ligada ao ensino privado no Congresso Nacional seja reativa a qualquer iniciativa que vise a regulamentar profissões como a nossa. Como o próprio projeto aprovado no Senado reconhece, sem a regulamentação fica-se sujeito a que pessoas não qualificadas tecnicamente ou não habilitadas para o exercício profissional do ensino, da pesquisa, da assessoria, do planejamento e da gestão na área da História possam ser contratadas para exercer estas atividades mediante uma remuneração aviltada em seus valores.

A luta pela regulamentação da profissão de historiador já se arrasta por quarenta e dois anos, desde 1968 (no site da ANPUH está disponível um dossiê que historia todo este tortuoso processo). Nove projetos neste sentido já foram apresentados à Câmara dos Deputados. E há quem diga que não ocorreu ainda o necessário debate, que adotamos uma posição pragmática e de afogadilho. Cremos que as instituições, notadamente aquelas que agrupam historiadores ou futuros historiadores, devem possuir memória. Não se pode a cada nova diretoria eleita começar-se o debate sobre dadas questões como se não houvesse toda uma história de lutas anteriores. Sabemos que as posições podem ser modificadas mediante novas conjunturas, mas mesmo nesse caso deve-se levar em conta a trajetória anterior da instituição. No âmbito da ANPUH há toda uma história de debates em torno da regulamentação profissional. Diretorias anteriores participaram ativamente do debate e da elaboração de propostas neste sentido. Em nenhuma instância oficial da entidade foi votada e aprovada posição contrária à regulamentação, portanto, cabia a esta diretoria, quando surgiu a iniciativa vinda do Senado, se empenhar para sua aprovação. Mediante carta aberta a toda a comunidade de historiadores, a Associação deixou clara qual seria sua estratégia, ou seja, a de não propor qualquer modificação no texto neste momento. Fazer política requer perceber os momentos favoráveis, definir estratégias viáveis, sob pena de nunca se conseguir o que se quer. Avaliamos que o contexto era favorável, mas por estarmos num ano eleitoral, se a votação não ocorresse este semestre não seria feita este ano e sendo o final de uma legislatura, o projeto não sendo aprovado em 2010, seria arquivado, tal como manda o Regimento Interno do Senado. Esta é a situação do projeto que tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Ele caminha para ser arquivado ao final do ano com o fim da legislatura sem que sequer tenha recebido um parecer favorável ou contrário dos sete relatores que já foram para ele designados. Ter um projeto aprovado no Senado era estrategicamente fundamental, pois, agora, ele não pode mais ser arquivado ao final das legislaturas. A Câmara terá que obrigatoriamente analisá-lo, se posicionando contra ou a favor. Podemos agora prosseguir o debate em torno de um projeto já aprovado para aperfeiçoá-lo. Uma circular neste sentido foi enviada a todas as nossas Seções Regionais, solicitando que a regulamentação seja tema de discussão e deliberação nos Encontros Estaduais da ANPUH, que ocorrerão este ano, onde todas as posições poderão ser colocadas.

Consideramos que a regulamentação da profissão de historiador é uma questão de justiça e de equidade de direitos, já que outras profissões da mesma natureza que a nossa já foram regulamentadas, algumas das quais mantendo clara interface com as atividades que exercemos, como por exemplo, as profissões de geógrafo, de sociólogo, de museólogo e de arquivista. Somos uma das áreas de formação profissional mais antiga do país e com uma importância social indiscutível, já que exercemos nossa atividade no âmbito da educação, da cultura, da memória, do patrimônio histórico e artístico que são áreas de interesse social prioritário. O Congresso Nacional aprovou recentemente a regulamentação de profissões como de enólogo (2007), garimpeiro (2008,) oceanógrafo (2008), bombeiro civil (2009), moto taxista e moto boy (2009) e turismólogo (2010), o que reforça a nossa reivindicação em torno do reconhecimento profissional de uma categoria das mais numerosas do país.

O projeto aprovado tem o mérito, a nosso ver, de ser singelo e, ao mesmo tempo, de garantir a maioria das nossas históricas reivindicações. Somos de opinião de que um projeto de lei quanto mais detalhado, buscando a situação ideal e prevendo todas as situações particulares possíveis de ocorrer, favorece aqueles que são contrários à regulamentação no Congresso Nacional, pois quanto mais detalhado é um projeto mais ele abre margem para ser contestado. Às vezes um pequeno dispositivo pode favorecer a contestação e a derrubada do projeto. Cremos que a concisão e a objetividade são um dos méritos da proposta aprovada. Ao mesmo tempo ele garante reivindicações históricas nossas como: o reconhecimento de que o historiador é tanto o bacharel quanto o licenciado em história; reconhece como atribuições do historiador não só a pesquisa e o ensino de história, mas o planejamento, a organização, a implantação e a direção de eventos ou exposições que envolvam temas históricos; a assessoria na avaliação e seleção de documentos para fins de preservação; a emissão de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre temas históricos e que os estabelecimentos que prestam serviços na área de História deverão manter em seus quadros profissionais habilitados nesta área. Há manifestações de apreensão quanto aos desdobramentos burocráticos e de controle que a regulamentação implica. É sabido que a institucionalização da profissão conduz ao reconhecimento profissional, significa existirmos enquanto profissão, podendo, por exemplo, ser realizados concursos específicos para provimento do cargo de historiador em instituições públicas e privadas, o que não pode ocorrer enquanto não tivermos a profissão regulamentada. O projeto aprovado reserva o provimento de cargos, funções ou empregos de historiador aos portadores de Diplomas de graduação, mestrado ou doutorado em história. Isso implica o necessário registro profissional que, no projeto aprovado no Senado Federal, deverá ser feito junto às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego do local onde o profissional irá atuar, ou seja, a única burocracia que a regulamentação profissional trará será a de ter o historiador que comparecer, após o término da graduação ou do curso de pós-graduação que o habilita como profissional de história, munido do diploma, à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego e registrar-se como profissional. O projeto não prevê e nem a ANPUH pensa em reivindicar a criação de Conselhos Nacional e Regionais para fiscalizar o exercício da profissão, muito menos a realização de uma prova como a exigida pela OAB para a concessão do registro profissional. A ANPUH não pretende tornar-se órgão de fiscalização profissional e sim continuar sendo entidade de representação profissional. Os profissionais de História, atuando no ensino ou na pesquisa, já são submetidos a constantes processos de avaliação de suas habilidades e competências. Para a entrada no serviço público, seja em que nível for, são submetidos a concursos públicos e seu desempenho é acompanhado pelas diferentes modalidades e formas de avaliação do ensino e da pesquisa instituídas pelos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Mesmo atuando na iniciativa privada, o profissional de história já está sujeito a periódicas avaliações, o que torna sem qualquer sentido a criação de instâncias de controle do desempenho. Os problemas éticos e jurídicos que podem envolver a atuação dos profissionais de história quando não já estão previstos na legislação, podem ser objeto de um código de ética específico, em debate atualmente no âmbito da ANPUH, sem que para isso seja necessária a criação de um aparato burocrático específico.

A luta pela regulamentação da profissão significa, portanto, para a ANPUH, a luta pelo reconhecimento profissional, a luta pela cidadania plena dos historiadores, a luta pela dignidade no exercício da profissão, o que não está em desacordo com a solidariedade necessária à luta de todos os trabalhadores pela dignidade do próprio trabalho e por seus direitos, mas, pelo contrário, é um capítulo desta luta, à medida que combate a precarização do trabalho, a desregulamentação das profissões, que só pode aparecer como um paraíso cor-de-rosa àqueles que defendem posições românticas e desligadas de uma análise mais atenta da realidade, já que não existe ordem social desinstitucionalizada ou possibilidade de se estar completamente fora do ordenamento social. O que não está institucionalizado, o que não está instituído nem por isso deixa de estar submetido ao ordenamento social, só que quase sempre de forma subalterna. Não estar regulamentado profissionalmente nada tem que ver com liberdade do trabalho, - a não ser com a liberdade do liberalismo que sabemos a quem serve -, mas quase sempre com uma subordinação e uma subalternidade ainda maior. Não somos contrários ao reconhecimento como historiadores, inclusive por parte da lei, com a proposição de uma emenda ao projeto aprovado no Senado, quando da tramitação na Câmara, daqueles profissionais com outras formações que militam há certo tempo, a ser definido em nossas discussões, no campo da história ou que possuem notório saber, adquirido através de uma prática durante anos, em nossa área do conhecimento. Mas somos contrários a que qualquer pessoa, sem a menor qualificação profissional, possa se dizer historiador e ocupar cargos, funções e empregos que devem ser reservados aos profissionais habilitados nesta área. Somos favoráveis à regulamentação da profissão porque valorizamos o trabalho que fazemos, porque sabemos todo o esforço que empreendemos para formar profissionais nesta área, porque como profissionais em atividade sabemos quão árdua foi toda a preparação que tivemos que fazer para exercer o nosso ofício com competência e com conhecimento de causa. Ser contrário à regulamentação é afirmar publicamente, para toda a sociedade, que nossa formação é dispensável, que os cursos que fizemos são desnecessários, que as habilidades e competências que tivemos que desenvolver mediante horas de estudo, de dedicação e de trabalho podem ser acessíveis a qualquer amador que se arvorar a freqüentar os arquivos e se dispor a ministrar aulas de história.

FONTE: Informativo Eletrônico da ANPUH no. 5

sábado, 17 de abril de 2010

A História Oficial em debate...

A segunda projeção do III Ciclo de Cinema - Continente Americano foi realizada ontem. O filme A História Oficial lança questionamentos e críticas à ditadura argentina, tomando como eixo narrativo a adoção de uma menina que seria filha de pessoas "desaparecidas". Temas extremamente instigantes são apresentados numa narrativa pautada em sentimentos, dúvidas, incertezas e tensões. Após a projeção houve o debate, conduzido pela profa. Ana Luiza Setti Reckziegel.




A próxima projeção acontecerá em maio! Participe!

Data: 26 de maio (quarta-feira)
Local: Auditório da FEAC (a confirmar)
Filme: Estado de Sítio
Debatedor: Gizele Zanotto

sexta-feira, 16 de abril de 2010

No Paraguai do século 19 todos sabiam ler - O Nacional, 13/04/2010


Segunda-Feira, 12/04/2010
por Mário Maestri

Relatos de viagem e descrição do Paraguai dos anos 1850 e 1860 propõem que se tratasse de "país onde todos sabiam ler e escrever". Afirmação retomada pela historiografia atual da guerra de 1865-1870 simpática ao Paraguai. O jornalista Júlio José Chiavenatto afirma no início do segundo capítulo do seu célebre Genocídio americano: a Guerra do Paraguai, de 1979: "Em 1840 o Paraguai é um país sem analfabetos". Tal proposta tem sido impugnada por defensores recentes da tese do atraso paraguaio antes do conflito, defendida no passado pela historiografia nacional-patriótica. Em seu prestigiado livro Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai, de 2002, o historiador Francisco Doratioto escreve também peremptoriamente: "[...] é equivocada a apresentação do Paraguai como um Estado onde haveria igualdade social e educação avançada".

Em El sistema educativo paraguayo desde 1811 hasta 1865, de 1984, o historiador alemão Heinz Peters desfaz em refinado estudo as visões mitológicas sobre a extensão-conteúdo da educação paraguaia. Sobretudo, enfatiza as determinações dos programas educacionais dos governos do doutor José Francisco de Francia (1813-1840), Carlos Antonio López (1844-1862) e Solano López (1862-1870) pelas classes sociais que os originaram e sustentaram. Lembra que, como no resto da América hispânica, a educação dos jovens do sexo masculino foi perseguida pelas classes proprietárias paraguaias, que jamais alcançaram a organizar escolas superiores devido à pobreza provincial.

No fim da Colônia, o país contava com escola primária e secundária na capital, além de estabelecimentos elementares nas ex-missões, financiados pela administração após a expulsão dos jesuítas, em 1767. As ordens religiosas atuantes na província possuíam também colégios. Quando da Independência, a realidade educacional regional era limitada, mesmo em relação a outras províncias do vice-reinado, encontrando-se o mundo rural quase desprovido de escolas. Mundo rural que falava maciçamente o guarani, como o faz até hoje, em boa medida.

É um quase consenso historiográfico que o regime francista tenha revolucionado essa triste realidade educacional, porém se despreocupando e até mesmo reprimido o ensino secundário, extinguindo, em 1823, o Real Colégio Seminário de San Carlos, fundado em 1783, com sede no antigo colégio jesuítico, no centro de Assunção. O doutor Francia teria cerrado o seminário, local sobretudo de preparação de clérigos, para utilizar o prédio como quartel militar. Segundo visão corrente, impugnada pelo historiador alemão, a medida marcial expressaria a oposição de Francia à formação de elite intelectual paraguaia. Heinz Peters destaca o fracasso das iniciativas da Junta Governamental (1811-1813) de extensão do ensino, devido à oposições políticas e falta de recursos. Assinala que, ao consolidar-se, o francismo tendeu a adotar o financiamento público, no mínimo desde 1831, dos salários dos mestres, do material escolar (sobretudo as caras cartilhas e papel de escrita) e dos prédios das escolas primárias rurais. Antes, esses gastos eram sustentados pelos pais dos alunos. Até então, devido o difícil ingresso das mensalidades do alunado, os professores ocupavam-se também em outras atividades. As escolas eram construções simples, de uma peça, de paredes de barro e tetos de palha. Havia escolas mais amplas, com dormitório para o mestre, cozinha e depósito. A introdução de quadro-negro foi tardia.

Apesar da escassez de fontes, sabemos que, em 1834, fora as escolas da capital e das ex-missões, existiriam no mínimo 140 escolas primárias rurais, com uns 5 mil alunos, para população de pouco mais de 200 mil habitantes. As escolas públicas, descentralizadas, enfatizavam o aprendizado da leitura, escritura, religião, despreocupando-se com a aritmética. O financiamento público escolar interpretaria as necessidades do pequeno e médio campesinato, base de sustentação do francismo. Em 1831, o salário mensal do professores seria de um peso forte, elevado, em 1834, para seis. Um trabalhador manual ganhava dois pesos mensais. Além dos três "salários mínimos" monetários, os mestres escolhiam por mês uma cabeça de gado em estância pública! Também para 1831, há registro do envio aos professores de "um guarda-roupa completo" - as roupas valiam muito, pois os tecidos eram importados. Passados quase 180 anos, salário de fazer chorar de inveja os professores sulinos da rede pública estadual sul-rio-grandense!

Segundo Heinz Peters, não procede a proposta da determinação da obrigatoriedade do ensino, em 1828, pelo doutor Francia. Essa determinação revolucionária seria de 1844, no início do governo de Carlos Antonio López, sendo interrompida, em 1866, com a guerra. Na época, a escolarização obrigatória, até os 14 anos, era desconhecida em muitas regiões da Europa, entre elas, em boa parte da Itália, e, completamente, nas nações latino-americanas. Compreende-se por que esse mundo rural extraordinário, em que a leitura e a escritura rústicas eram desenvolvidas, ensejasse a afirmação retórica e enfática sobre "país em que todos sabiam ler". Ainda que apenas muitos o soubessem!

FONTE: Jornal O Nacional, 13 de abril de 2009

História UPF na ANPUH/RS

Iniciaram as inscrições para apresentação de trabalhos no X Encontro Estadual de História - ANPUH/RS, que se realizará entre 26 e 30 de julho, na cidade de Santa Maria/RS. A UPF está sendo representanda por vários profissionais.

Participe você também!!!

MESAS-REDONDAS
Mesa 3 - Região e Nação
Região e nação são conceitos em constantes transformações, especialmente entre historiadores e geógrafos. No caso brasileiro, a definição de ambos está imbricada de posições políticas diferenciadas e de imaginários construídos ao longo da História que implicam na própria consolidação da Nação e das regiões. Assim, é necessário discutir as características próprias do que denominamos região com seu desdobramento nos diversos campos do conhecimento, principalmente histórico, haja vista que ele tem uma estreita relação com o conceito de nação; o qual não se opera no vazio do poder e da cultura política, mas se constroi pelos segmentos sociais. Esse é o propósito desta mesa-redonda.
Convidados:
Prof.ª Dr.ª Adriana Barreto de Souza (UFRRJ)
Prof.ª Dr.ª Ana Luiza Reckziegel (UPF)
Prof.ª Dr.ª Heloísa Reichel (UNISINOS)

Mesa 5 - Ensino de História e Identidades
A proposta desta mesa-redonda é abordar a relação entre o ensino de História e a construção de identidades, considerando que o ensino de História opera no sentido de produzir uma compreensão sobre o passado e sobre sua relação com a forma como se estrutura o presente dos sujeitos. Assim, sugere-se uma reflexão sobre a forma como o ensino de História fornece elementos para o processo de construção de identidades coletivas de diferentes matizes e como pode influenciá-las, em especial, identidades ligadas ao pertencimento a comunidades no âmbito regional e nacional.
Convidados:
Prof.ª Dr.ª Maria Auxiliadora Schmidt (UFPR)
Prof.ª Dr.ª Flavia Caimi (UPF)
Prof. Dr. Vanderlei Machado (UFRGS - Colégio Aplicação)

SIMPÓSIO TEMÁTICOS

18. História, Religiões e Religiosidades
Coordenadores: CRISTINE FORTES LIA (Doutor(a) - UCS), GIZELE ZANOTTO (Doutor(a) - UPF)
Apresentação: Este simpósio objetiva discutir questões relacionadas às temáticas das religiões e religiosidades pelos vieses teórico-metodológico e/ou empírico. Neste sentido, salienta a fluidez do campo religioso brasileiro, em suas múltiplas composições, e avalia a atual situação dos vínculos denominacionais em nossa sociedade, a partir da divulgação de estudos sobre o tema. O simpósio pretende ser um espaço de socialização de pesquisas que versem sobre questões relativas ao binômio sagrado/profano, formas de crer e vivenciar as práticas religiosas, sistematizações doutrinárias, organização interinstitucional, interelações de crentes e instituições com a sociedade em geral, bem como as formas de utilização de reflexões sobre práticas religiosas como responsável por alternativas de negociação e preservação de identidades culturais/étnicas

27. Relações internacionais e Política Externa: história, historiografia e metodologia
Coordenadores: ADELAR HEINSFELD (Doutor(a) - UPF), ANDRÉ LUIZ REIS DA SILVA (Doutor(a) - UFRGS)
Apresentação: Devido ao crescente interesse e importância do estudo das relações internacionais, observa-se um aumento significativo do número de pesquisas acadêmicas e das publicações especializadas. Tal fenômeno traduz o incremento das relações interestatais, assim como uma certa democratização dos assuntos internacionais ou de política externa, antes reservados apenas aos agentes diretamente envolvidos, e, atualmente, cada vez mais, ao alcance dos estudiosos e pesquisadores acadêmicos. Há, igualmente, uma redefinição do campo das relações internacionais não mais circunscrito, exclusivamente, às relações interestatais, o que ampliou o leque de possibilidades de pesquisas multiplicando seus temas. Assim, o Simpósio Temático “Relações Internacionais e Política Externa: história, historiografia e metodologia” servirá como espaço para apresentação de pesquisas originais, proporcionando trocas e diálogo entre pesquisadores, que discutirão as articulações entre as esferas regionais, nacionais e internacionais na história das Relações Internacionais e da Política Externa.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Divulgação de bolsistas PIBIC

13/04/2010 - 16:33
Divulgada relação de bolsistas Pibic
A Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Passo Fundo (UPF) divulgou nesta terça-feira, 13 de abril, a relação de acadêmicos contemplados com bolsas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), com período de vigência de 01/04/2010 a 28/02/2011.

HISTÓRIA
Dilceu Roberto Pivatto Junior - Orientador: Eduardo Svartman
Francielle Moreira Cassol - Orientador: Flávia Caimi
Jacqueline Schmitt da Silva - Orientador: Adelar Heinsfeld
Leonice Portela - Orientador: Ana Luiza Reckziegel
Vanessa Daiane Arendt - Orientador: Luiz Carlos Golin

Fonte: Imprensa UPF

segunda-feira, 12 de abril de 2010

História UPF presente na ANPUH/SC


XIII Encontro Estadual de História
IV Encontro Estadual do GT Gênero de Santa Catarina
Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó
5 a 8 de setembro de 2010

História: Desafios para o Tempo Presente

O XII Encontro Estadual de História - SC, que acontecerá de 05 a 08 de setembro de 2010, já está com inscrições abertas para apresentadores de comunicação, participantes de mini-cursos e ouvintes. O evento, que será realizado no campus da UNOCHAPECÓ, no oeste catarinense, terá como tema geral História: Desafios para o Tempo Presente e já conta com a participação da UPF em três mini-cursos:

História e Análise de Discurso: Interfaces
Profas. Gizele Zanotto (UPF) e Angela Stübe (UFFS)

A historiografia da Guerra do Paraguai: Argentina, Brasil e Paraguai - instauração, revisionismo, restauração
Profs. Mário Maestri (UPF) e Silvânia de Queiroz (mestranda UPF)

O judiciário e a pesquisa histórica: reflexões sobre a questão agrária
Profa. Ironita Machado (UPF)

Participe você também!!!

Informações sobre o evento, programação e inscrições:
http://www.anpuh-sc.org.br/encontro_estadual_2010.htm

domingo, 11 de abril de 2010

A história oficial é tema de debate no Ciclo de Cinema


Nesta sexta-feira a III edição do Ciclo de Cinema do curso de História terá continuidade com a projeção da película A História Oficial, seguida de debate conduzido pela profa. Ana Luiza Setti Reckziegel.
Para ver a ficha técnica do filme e o trailer clique aqui.

"A “História Oficial” é a seguinte: Alicia (Norma Aleandro, vencedora da Palma de Ouro em Cannes pelo trabalho), é professora de história argentina e curiosamente desconhece os fatos que formam a realidade presente de seu país. Bem instalada no seu status de classe média, convive com muitas pessoas sem saber dos dramas pessoais gerados pelo garrote da ditadura, e é uma mãe dedicada e atenciosa com a filha Gaby, uma criança adotiva trazida para casa pelo marido Roberto.
Com os relatos de uma amiga, Ana, uma verdade incômoda começa a surgir do escuro e tomar corpo na sua vida através de depoimentos sobre os métodos de opressão do regime militar. Provocações na escola, feitas pelos alunos e por colegas de trabalho, agravam mais ainda a situação. Com a tomada de consciência desta realidade brutal embalada pelas prisões, torturas e desaparecimentos que a horrorizam, o passo seguinte de Alicia é empreender uma investigação que a leva a hospitais onde percebe que Gaby pode ser filha de presos políticos. Até mesmo a possibilidade de seu marido ter envolvimento com a máquina repressora, montada por militares e assessorada por agentes americanos, chega a sua mente. Daí se desdobra um pesadelo sem fim.
O filme é catártico. Vê-se nele os traumas deixados pelo poder totalitário de um estado militarizado na população. Não só foram feitas feridas morais, sociais ou espirituais, mas também os endividamentos econômicos criados pelo regime – que perpetuam até hoje -, afetando as gerações subseqüentes a pagarem por uma dívida cruel. Mas nada se compara ao desconhecimento do que aconteceu com uma pessoa desaparecida. Pais, mães, filhos, avós, parentes de todos os graus e origens choram por seus familiares diante de um túmulo vazio. A angústia de não enterrar seus mortos é inenarrável, pois faz parte do ritual da vida e é importante para o encadeamento de uma família. Aos poucos a história de Alicia se transforma no nosso pior pesadelo". (Afonso Rodrigues)

QUANDO: 16 de abril de 2010 (sexta-feira)
O QUÊ: Ciclo de Cinema III: Continente Americano
ONDE: Auditório da Biblioteca
DEBATEDOR: Profa. Ana Luiza Setti Reckziegel

Abertas as inscrições ao Programa de Voluntários de Iniciação Científica

08/04/2010 - 16:30
Abertas as inscrições ao Programa de Voluntários de Iniciação Científica

A Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Passo Fundo (UPF) abre as inscrições para candidatos ao Programa Institucional de Voluntários de Iniciação Científica (Pivic), com período de vigência de 3 de maio de 2010 a 28 de fevereiro de 2011. O período de inscrições já iniciou e a documentação deverá ser entregue na Divisão de Pesquisa, até o dia 26 deste mês, protocolado. Serão concedidas 160 quotas com auxílio financeiro, onde cada orientador terá direito a no máximo duas quotas.

Para participar os orientadores não podem estar usufruindo de qualquer tipo de licença da UPF, e devem fazer parte de grupo de pesquisa cadastrado no CNPq. Os professores que não participaram do processo do Pibic-UPF 2010, deverão enviar uma cópia do currículo Lattes do período de 2007 a 2010.

Quanto ao voluntário, deve ser estudante regular do curso de graduação cursando no máximo o penúltimo semestre letivo, sem estar recebendo bolsa de iniciação científica da FUPF ou de outras agências de fomento à pesquisa e deve dispor de oito horas semanais para se dedicar às atividades previstas no plano de trabalho.

Aos alunos selecionados com quotas de auxílio financeiro será concedido R$ 100,00 para cobrir despesas de participação em eventos científicos, e um certificado de participação na pesquisa, emitido pela Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Alunos selecionados sem auxílio financeiro também receberão um certificado de participação na pesquisa. As horas cumpridas no Pivic poderão ser lançadas como atividades complementares previstas no currículo do curso de graduação do aluno.

Todas as informações referentes ao processo de seleção e inscrições podem ser obtidas no edital, publicado no site da UPF, no link Editais - ou clique aqui.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A mostra itinerante do Núcleo de Documentação Histórica, do PPGH/UPF, está em Ijuí

09 de abril de 2010 | N° 16300

ARTE EM IJUÍ
Mostra aborda cultura guarani
Museu da Unijuí apresenta, até 26 de maio, obras sobre a redução jesuítica de São Miguel Arcanjo

O Museu Antropológico Diretor Pestana, em Ijuí, abre neste mês exposição com a temática indígena. Com inauguração na segunda-feira, o evento se estende até o dia 26 de maio.

Promovida com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e da Universidade de Passo Fundo (UPF), a iniciativa têm como objetivo analisar e discutir a situação dos povos indígenas do Estado, em especial o Guarani.

A exposição vai abordar o ocupação do espaço até a criação da redução de São Miguel Arcanjo. Em 1983, o local foi declarado patrimônio da humanidade pela Unesco, devido aos aspectos históricos, arquitetônicos, artísticos e culturais.

Na mostra, serão apresentados mapas, desenhos, fotografias e textos explicativos sobre o plano arquitetônico e as atividades organizadas na redução. O público também encontrará elementos materiais da cultura guarani, como artesanato e fotografias.

As visitas podem ser agendadas de segunda à sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h30min às 17h. O museu funciona na Rua Germano Gressler, 96.

FONTE: ZERO HORA

IV Colóquio Nacional de Direitos Humanos

IV Colóquio Nacional de Direitos Humanos
DIREITOS HUMANOS - DESENVOLVIMENTO
12 a 16 de Abril
Centro de Eventos da escola Notre Dame - Passo Fundo

Objetivo: Debater de forma ampla, aberta e plural sobre desenvolvimento e direitos humanos a fim de sensibilizar estudantes, professores e agentes socias para o compromisso cotidiano com a
promoção dos direitos humanos.

A inscrição custa R$ 15.00
Certificado de 40 horas
Programação em: http://cdhpf.org.br/ivcoloquio/programacao.html

OBS: Sexta-feira (09/04) vai ocorrer as inscrições para os alunos de
História, a partir das 19:00hs. No saguão do IFCH.